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Curta Biografia do Pelé da Economia

Enfim temos uma justificativa sólida e irreparával para a extraordinária evolução patrimonial do ministro Palocci. Lula falou, e o mundo se iluminou (© Marilena Chaui). Como ninguém tinha pensado nisso antes? Claro que não é natural que um ex-ministro derrubado por um escândalo de violação de sigilo e depois eleito deputado federal enriqueça tanto em tão pouco tempo. Não é natural apenas para os ex-ministros e deputados que não são o Pelé da Economia.

Esse é o do futebol

Cabem algumas reparações: o camisa 10 da taxa de juros, ao contrário do atleta, descobriu sua vocação tardiamente. Enquanto Pelé (o do futebol) estava ganhando a Copa do Mundo aos 17 anos, o Pelé da Economia ainda nem havia calçado as chuteiras: pregava o fim do capitalismo numa organização trotskista, a LIBELU. O Noroeste de Bauru do craque dos commodities foi a prefeitura de Ribeirão Preto, mais tarde, onde esse médico sanitarista fez as primeiras contas de multiplicar e conseguiu as suas primeiras “taxas de sucesso”.

A chegada de Lula à presidência foi a Copa de 70 do artilheiro do swap reverso. Ele perdeu a 10 na escalação original pro companheiro Zé, mas não esmoreceu: com a humildade de um Rivellino vestindo a 11 e a disposição de um Tostão para jogar no ataque, longe de sua posição original, o ponta-de-lança do câmbio desvalorizado acabou superando a série de derrotas do Mensalão e seguiu como titular absoluto até que um zagueiro franzino de nome Francenildo o derrubou.

Lula, o Eurico Miranda do Executivo, a princípio titubeou, mas quando a contusão do maior atleta do século das finanças demorou a passar, prontamente demitiu o autor do milésimo gol do PIB. O mitológico atleta da bitributação não desistiu, e aproveitou o período de baixa para ganhar um troco longe dos holofotes no seu New York Cosmos, a consultoria Projeto. Ao contrário de Pelé (o Edson), que abandonou a canarinho enquanto muitos diziam que ainda tinha fôlego pra jogar em 74, o legendário craque do controle inflacionário ainda voltou para uma segunda passagem na Seleção Brasileira de Petistas Com o Filme Não Muito Queimado do ministério da Dilma.

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O Brasil não pode crucificar Palocci por ser o Pelé da Economia. Como ele (ainda) é um servidor público, deveríamos aproveitar todo seu know-how e expertise em áreas onde o país podia usar uma forcinha extra:

  • No Ministério da Defesa: em caso de guerra, teríamos a bomba atômica em aproximadamente 43 dias.
  • No Ministério das Minas e Energia: chega de apagão. Palocci vai tocar obras emPACadas como as usinas de Belo Monte e Jirau com uma taxa de sucesso de 100%.
  • No Ministério da Pesca: já que continuamos produzindo o mesmo antes e depois da criação do Ministério, só nos resta apelar a Palocci para multiplicar em 20 vezes a quantidade de peixe em nosso litoral.

Fica a sugestão para um #paloccifacts no tuíter.

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