Blog

Cai o ministro do Turismo; sucessor também é do PMDB-MA e apadrinhado de Sarney

Não percam as contas: em 9 meses de governo, já caíram 2 do PMDB por irregularidades, 5 no total

 

Como vocês já devem ter visto no noticiário, ontem o ministro do Turismo Pedro Novais entregou sua carta de demissão, após uma sucessão de escândalos que começou antes mesmo de ser nomeado para o Ministério. Com a saída de Novais, os caciques do PMDB se reuniram a portas fechadas no gabinete de Michel Temer para decidir o nome do substituto. A Dilma, coube apenas aceitar o escolhido, como fica evidente neste trecho da matéria da Veja Online:

Na reunião, os caciques peemedebistas vão bater o martelo sobre o nome do novo ministro, que entregará à presidente Dilma Rousseff sua carta de demissão ainda nesta quarta. Já se sabe que o novo titular do Turismo virá da Câmara dos Deputados, o que excluiu da bolsa de apostas o ministro Moreira Franco e o ex-ministro Geddel Vieira Lima. “Vai ser um parlamentar da Câmara, isso está decidido”, disse ao site de VEJA Henrique Eduardo Alves ao chegar. O preferido dele, aliás, é o piauiense Marcelo Castro. Outros nomes cotados são o do capixaba Lelo Coimbra e o do mineiro Leonardo Quintão, embora o líder do partido na Câmara não confirme a informação.

Ao final da reunião, ficou decidido que o novo ministro do Turismo seria o deputado federal Gastão Vieira (PMDB-MA). A Folha Online preparou um resumo da trajetória de Vieira na política:

Escolhido para substituir Pedro Novais no Ministério do Turismo, o deputado federal Gastão Vieira está em seu quinto mandato na Câmara.

Formado em ciência jurídicas pela UFMA (Universidade Federal do Maranhão), foi secretário de Planejamento do Maranhão durante o governo de Edison Lobão (1991 a 1994), atual ministro de Minas e Energia, e secretário de Educação no primeiro mandato de Roseana Sarney (1995 a 1998), filha do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Filiado ao PMDB em 1985, deixou o partido em 1990, quando atuou pelo PSC. De volta ao PMDB em 1994, elegeu-se deputado federal pela primeira vez no mesmo ano.

Antes disso, foi deputado estadual no Maranhão por dois mandatos, de 1987 a 1995.

O Estadão informa que outros parlamentares da sigla foram preteridos em razão de “problemas passados”, apesar de o próprio Gastão Vieira também ter os seus. Depois de quase 9 anos no poder, o PT e sua base aliada têm tantas dificuldades em encontrar políticos com a ficha limpa para compor o governo que cogitaram nomear ministro até mesmo um suspeito de assassinato (!?):

(…)

Suas ligações com São Paulo são marcantes: ele teve em 2009 um cargo na diretoria da Fiesp e, na sua campanha a deputado, no ano passado, recebeu duas doações de peso, ambas no valor de R$ 100 mil – uma do Colégio Objetivo e outra da Rádio Mix FM.

Vieira não se preocupa com iniciativas do passado que possam ser agora cobradas. Como a decisão, ao assumir a Secretaria de Planejamento maranhense, de continuar, segundo o site Transparência Brasil, a usar seu apartamento funcional na Câmara, em Brasília. Ele garantiu que tinha sido autorizado “em caráter excepcional”. Ali viviam suas duas filhas. E uma delas chegou a ser empregada como comissionada da Câmara. Ficou no cargo até ser exonerada, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a prática de nepotismo.

Outros nomes. Antes de bater o martelo no nome de Vieira, o PMDB ofereceu ao Planalto uma lista de nomes – mas eles esbarraram em problemas passados. Prefeito três vezes da pequena Pedras de Fogo, a 45 quilômetros de João Pessoa, o deputado Manoel Júnior (PMDB-PB) teve o nome citado por uma testemunha durante a CPI do Extermínio da Câmara. Manoel teria sido o suposto mandante de um assassinato. “Tenho toda a minha vida limpa. Não tenho nenhuma mácula na minha conduta de cidadão”, garantiu.

Outro nome defendido pela bancada foi o do deputado Marcelo Castro (PI), o preferido do líder do partido, Henrique Alves (RN). Mas sua indicação se esvaziou porque seu nome foi citado na Operação Voucher, da Polícia Federal, como autor de emendas suspeitas para o turismo.

(grifos nossos)

Caso Patricia Poeta ainda esteja buscando exemplos do “dá-cá” para que Dilma explique o “toma-lá”, sugerimos uma visita ao Congresso ou à Esplanada dos Ministérios.

To Top