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No primeiro dia de mandato, Haddad nomeia ex-secretária processada por improbidade

Maria Aparecida Perez, a nova chefe de gabinete da Saúde de S. Paulo, teve os bens bloqueados por sua atuação como secretária da Educação na gestão Marta

Cida Perez _0447 300dpi (juvenal)

Depois da posse do novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), nesta quarta (02) foram publicadas no Diário Oficial do Município as nomeações para os principais cargos de sua administração. Confiram um nome não tão novo na nova gestão municipal:

TÍTULO DE NOMEAÇÃO 37, DE 1 DE JANEIRO DE 2013

FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, usando das atribuições que  lhe são conferidas por lei,
RESOLVE:
Nomear, a partir de 1.1.2013, a senhora MARIA APARECIDA PEREZ, RG XXXX409-5, para exercer o cargo de Chefe de Gabinete, símbolo CHG, da Secretaria Municipal da Saúde.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 1 de janeiro de 2013, 459º da fundação de São Paulo.
FERNANDO HADDAD, Prefeito

Maria Aparecida Perez retorna à Prefeitura de São Paulo depois de ter servido como secretária da Educação na gestão Marta Suplicy (2001-2004). No ano passado, ela teve os bens bloqueados pela Justiça por causa de uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público. Confiram trecho da matéria da Folha de S. Paulo de 13/06/2012:

A Justiça determinou o bloqueio de bens de Maria Aparecida Perez, secretária de Educação de São Paulo na gestão Marta Suplicy (2001-2004), de nove ex-assessores da prefeitura e de duas empresas. (…)

(…) A Promotoria acusa o grupo de superfaturamento nas obras de substituição de escolas metálicas, que ficaram conhecidas como “escolas de lata”, por prédios de alvenaria.

Além de Perez, tiveram seus bens bloqueados ex-assessores de três secretarias (Coordenação das Subprefeituras, Esporte e Educação) e as empreiteiras Simioni & Viesti e Araguaia Engenharia.

Na ação, o promotor Silvio Marques pede que os acusados e as empreiteiras devolvam aos cofres públicos R$ 4,1 milhões pelas fraudes envolvendo a Simioni & Viesti e R$ 2,7 milhões pelas fraudes com a Araguaia.

(…)

Ainda segundo a ação, “na execução dos contratos firmados ilegalmente, ocorreu superfaturamento de preços que causou prejuízo de, pelo menos, R$ 6.825.618”. Pareceres apontam que, em alguns casos, a prefeitura pagou valores até 136% maiores.

(…)

Como já serviu na Educação e agora exercerá um cargo na Saúde, Perez deve ser mais um desses casos de “técnicos” petistas especializados em diversas áreas. Cida Perez também é mulher do deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP).

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