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Corrupto João Paulo anuncia retirada da candidatura

Que tal aproveitar e renunciar ao cargo de deputado federal também?

O mensaleiro petista de Osasco (SP) João Paulo Cunha deve anunciar nesta quinta (30) a desistência em favor de seu candidato a vice na disputa pela prefeitura da cidade, “para evitar constrangimentos públicos”. Reportagem da Folha de S. Paulo:

Um dia depois de ser condenado pelos crimes de corrupção e peculato (desvio de recursos públicos) no julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) avisou a amigos que anunciará, dentro de algumas horas, a retirada de sua candidatura à Prefeitura de Osasco.

Aliados chegaram a sugerir que resistisse por mais um dia, mas, admitindo-se abalado com a decisão do STF, João Paulo disse que não resistirá à pressão para que seja substituído pelo vice de sua chapa, Jorge Lapas (PT).

Numa reunião na noite de ontem, o núcleo de sua campanha concluiu que João Paulo deve ser poupado de constrangimento público. Há ainda expectativa de que Lapas — indicado pelo prefeito Emídio de Souza (PT)– consiga chegar ao segundo turno.

Por 8 votos a 2, a maioria dos ministros do Supremo votou por condenar João Paulo. O petista é acusado de receber R$ 50 mil para beneficiar agência do empresário Marcos Valério em contrato com a Câmara na época em que presidia a Casa (2003-2004).

Ainda falta um voto, do ministro Carlos Ayres Britto, mas, a não ser que algum dos ministros mude seu voto, a condenação já está definida.

(…)

(grifos nossos)

Comentário

A desistência de João Paulo era esperada. Ontem o Estadão já noticiava que o ex-presidente Lula havia pedido que ele renuciasse à candidatura. E quando Lula desiste de defender um petista mensaleiro, amigos, é porque a coisa ficou feia.

João Paulo Cunha ainda é deputado federal e membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Como agora já não precisa mais do foro privilegiado, se Cunha tiver o mínimo de vergonha na cara, deve renunciar a este cargo também. A não ser que esteja disposto a encarar o “constrangimento público” de ver o STF tomar-lhe o mandato.

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