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Empresa contrata amigo de Palocci e ganho dispara

 

Se Palocci é o Pelé da Economia e a consultoria Projeto, seu NY Cosmos, agora aparece um fortíssimo candidato a Beckenbauer: Celso dos Santos Fonseca, encarregado da Projeto entre julho e dezembro de 2010, conseguiu resultados tão ou mais espetaculares para seus clientes que o ministro. A notícia é do Estadão:

Um personagem até agora desconhecido publicamente surgiu na crise envolvendo o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. É Celso dos Santos Fonseca, nomeado por ele para administrar a Projeto Consultoria Econômica e Financeira entre julho e dezembro de 2010, período em que a empresa faturou pelo menos R$ 10 milhões e o ministro comprou o apartamento de R$ 6,6 milhões em São Paulo.

Homem de confiança de Palocci, Fonseca tem ligações com duas empresas que, juntas, já receberam cerca R$ 5 milhões do governo federal comandado pelo PT. Uma delas aumentou em 30 vezes o faturamento após contratar o amigo do ministro.

Entre abril de 2008 e janeiro de 2011, Fonseca foi superintendente comercial da editora e distribuidora de livros SBS Special Book Services, que vende obras didáticas, científicas e de idiomas. Deixou esse cargo e a administração da consultoria de Palocci para assumir, em fevereiro, a chefia de gabinete do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia -, Glauco Arbix, um amigo de Palocci dos tempos em que militaram no movimento estudantil Liberdade e Luta (Libelu). Arbix esteve presente na cerimônia de posse de Palocci como ministro da Casa Civil, em janeiro.

(grifos nossos)

Comentário

É preciso fazer um adendo ao artigo publicado na sexta-feira:

O New York Cosmos foi realmente um time que marcou época no final dos anos 70, recheado de craques internacionais em fim de carreira. A consultoria Projeto também contava até com astros de outros países, caso do sérvio Branislav Kontic, assessor de Palocci na Casa Civil que também andou atacando de consultor na Projeto. A diferença é que esses penduraram as chuteiras no auge da carreira, abrindo mão de contratos e encerrando as atividades de consultoria no momento em que Palocci, o Pelé, atendeu ao chamamento cívico para integrar o ministério de Dilma.

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