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Nassif nas redes sociais: A blogosfera do dinheiro público

Luis Nassif é um dos expoentes do grupo que se denomina “blogosfera progressista”, da qual já falamos aqui várias vezes. Os progressistas se reúnem periodicamente em eventos nacionais, estaduais, municipais e até mundiais (?!), sempre financiados por órgãos do governo e estatais. O próximo, batizado “Encontro Mundial de Blogueiros” (por alguma razão o “progressistas” foi suprimido dessa vez), será na semana que vem em Foz do Iguaçu, patrocinado pela usina de Itaipu (?!). Nassif participará de uma mesa chamada “Experiências no Brasil”, um colóquio com Emir Sader, a tuiteira e blogueira Conceição Oliveira, vulgo Maria Frô (sim, ela!) e outros menos cotados.

Em março, nosso colunista favorito Flavio Morgenstern definiu com rara precisão este grupo formado por pessoas com ideologias e históricos tão distintos quanto Nassif, Paulo Henrique Amorim e militantes petistas das mais variadas tendências: trata-se da blogosfera do dinheiro público. Como não podem dizer abertamente que o único laço que os une é ser a favor do governo e participar de projetos e eventos financiados por ele, arrumaram o epíteto “progressista” para justificar a aliança – alguns deles rejeitaram até mesmo o rótulo “de esquerda”. Em grupo, conseguem com mais facilidade financiamento para seus eventos e projetos, e através de trocas de links e conteúdo obtêm maior repercussão das informações que publicam. Frequentemente, textos e “denúncias” publicados por um deles contra a imprensa e adversários do governo são reproduzidos em milhares dezenas de outros blogs “progressistas” em questão de horas.

 Em um post de junho, Nassif nos dá mais detalhes sobre a blogosfera progressista, da qual afirma ter “pedido afastamento” com o fim do período eleitoral:

A frente era composta por pessoas de várias tendências e cimentada por alguns princípios comuns a todos: a defesa da democracia, da inclusão social, contra toda forma de intolerância e preconceito e dando voz a todos os excluídos pela velha mídia.

Analisaremos então o “progressismo” na atuação de Nassif nas redes sociais à luz das características que ele mesmo elencou, com destaque para a parte do “contra toda forma de intolerância e preconceito”:

Machismo

Em dezembro de 2010, Nassif envolveu-se em uma polêmica com militantes feministas ao publicar em seu blog um texto contendo o termo “feminazis”. Feministas indignadas imediatamente se manifestaram, e uma delas recebeu a seguinte resposta:

Nassif ainda tentou uma “saída estratégica” da polêmica assim:

Algumas horas depois, houve diversas reclamações de pessoas alegando que seus comentários contrários ao termo foram apagados no blog de Nassif, que respondeu assim:

Se conseguimos entender direito, Nassif postou texto com termo notoriamente ofensivo a suas colegas de BlogProg apenas para “provocar mulher braba”, mas bloqueou a reação das mesmas “mulheres brabas” ao texto em seu blog…

Homofobia

Nassif também já reagiu a um tuiteiro que o criticava nestes termos:

(Recomendamos o texto publicado no Imprensa Marrom à época sobre o assunto.)

Além disso, na questão da “defesa de democracia”, o blog de Nassif é conhecido por aprovar comentários sugerindo prisão e até mesmo a eliminação física de adversários dele e do governo. Mais democrático, impossível. Só faltava ele ter citado entre as características de um “progressista” reputação ilibada e nome limpo nas instituições de proteção ao crédito.

Mesmo assim, Nassif não só é aceito como festejado como um dos líderes da turma. No caso do companheiro Nartagman, os BlogProgs alegaram que não sabiam que o petista organizador do BloguemusMG era um estuprador condenado. Supõe-se que caso soubessem de antemão o teriam denunciado (já que Nartagman encontrava-se foragido) e repudiado sua presença. Mas e com Nassif? Qual será a desculpa para relevar os deslizes de conduta expostos acima e continuar tratando-o como “progressista de carteirinha”?

PS: Com este texto, encerramos a série de posts programados sobre Luis Nassif. As informações que publicamos aqui não são, de longe, tudo o que sabemos sobre Nassif, mas acreditamos ser desnecessário expor problemas pessoais – e pendengas judiciais – que não nos dizem respeito e não tratam de dinheiro público.  Procuramos abordar apenas as relações de Nassif com o Governo Federal e sua conduta como jornalista e “blogueiro progressista”. Apesar de Nassif já ter processado um dos administradores do Implicante – e perdido -, procuramos tratar os assuntos relacionados a ele com objetividade, apenas elencando fatos e levantando questões de interesse público, sem emitir opinião.

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