Classe Média que Odeia a Classe Média: Parte I

Introdução:
Falar mal da classe média está na moda desde antes da década de 50, e SEMPRE quem a odiou (e odeia) são pessoas que a ela pertencem. Essa grita ideológica não poderia ser mais adolescente, pois é exatamente o que ocorre na puberdade: com raivinha da família (e seus vetos), a pessoa dá chilique e diz que odeia tudo e todos que a ela pertencem (sem notar que também faz parte da parentada).

Ter raiva gratuita de seus pares não é novidade:

(in memorian aê, foi mal a piada com defunto, blz?)

Quanto à origens e motivações disso em relação a TODA uma classe social, há quem culpe abusos sofridos durante a infância (nunca era escalado no time, tomava muito pescotapa etc.). Pode também ser a forçada abstinência sexual durante toda a puberdade seguida das chances mínimas de pegar mulher nas Faculdades e DCEs da vida (ou seja, às vezes não rolava nem com aquelas garotas de pé sujo, sovaco peludo, com cecê e bigodinho pagodeiro-futebolístico).

Esse caldo de cultura, suor e lágrimas, dizem, contribui sobremodo para o ódio à classe média. Um ódio a si próprio, pois são todas elas também pertencentes a esse estrato social. Moram nos bairros que deploram, têm os carros que xingam, fizeram e fazem as viagens das quais caçoam.

Esse ódio é bocó. Não apenas por ter origem em chiliques de adolescência ideológica, mas também porque é injusto. A classe média, ao longo das décadas, produziu as mais saborosas receitas caseiras, os melhores peitos não siliconados (em especial nos bairros de colonização italiana ou espanhola) e – não me perguntem o motivo – bons cronistas esportivos. Também costuma dar uma força nos impostos, para pagar o salário de eventual odiador que trabalhe no serviço público.

Ninguém odeia mais a classe média do que as pessoas da própria classe média: responsável por boas macarronadas, inesquecíveis feijoadas e partidas de buraco simplesmente épicas. Os ricos precisam, toleram e até vão com a cara; os pobres sonham com o dia de chegar a isso.

A raivinha chiliquenta é obra exclusiva do pessoal da própria classe média. Mas essa contradição é pequena, perto das milhares apontadas nesta série.

SOCIALISTAS DO MARLBORO
Não, amigos, o pior problema do socialismo brasileiro não é quando dizem “não sou comunista, sou socialista” – tentando, assim, reduzir o número de vítimas sobre suas costas ideológicas. O diabo, como se sabe, está nos detalhes. Nosso socialismo moreno e com gingado é mesmo afeito à Phillip Morris.

Eles não largam a porra do Marlboro!

Funciona da seguinte forma: é mais fácil convencer o mundo (não uma casa, rua ou bairro) a largar o hábito de consumir novidades, possuir bens privados e deter os meios de produção, eventualmente perpetrando algum genocídio, a LARGAR A PORRA DO CIGARRO. Isso mesmo. Eles não conseguem parar de fumar.

Assim, mantêm uma indústria imperialista e ianque cada vez mais rica, justamente disseminadora do câncer e dona do mais poderoso lobby do mundo. É como se um hipotético gay militante sustentasse hipotética indústria discriminatória. Ou feminista financiasse fábricas clandestinas de cachaça, chinelos e cintas.

E quem são esses fumetas socialistas (não comunistas, por favor, porque eles não compactuam com massacres, somente assassínios eventuais em nome da “causa”)? Eles: os grandes críticos da classe média. E o que são? Sim, são da classe média. Acho que curtem um cowboy.

QUE MERDA DE CLASSE MÉDIA… DESCE UMA BOHEMIA!
Pobre bebe pinga. Rico bebe uísque ou vinho. Quem bebe cerveja? Classe média. Adivinha o que bebem os críticos da classe média? Cerveja. Mas não de marcas populares, qual o quê! BOHEMIA (que é popular, barata e até ruinzinha, mas eles acham que é melhor…)

Há explicação, claro. Por não ser cara como as importadas, nem tão baratinha como as qualquer-nota, é a escolhida. Ou então “Original”. Ou aquelas da América do Sul, agora comuns nesses bares mais descolados.

E entre uma cervejinha e outra descem a marreta no pessoal que não é “politizado”. Um absurdo, por exemplo, não ler a Caros Amigos. Golinho na gelada. Falam do último texto do Zé Arbex. Desce mais uma Original. Ou do Blog do Emir. Vem uma Norteña. Mino Carta, gênio. Patricia, uruguaia! PHA, blogueiro independente.

Fato é que ser contra a classe média, no outro dia, dá uma puta dor de cabeça. Mas a revolução tem um preço a ser pago.

NÃO SOU PETISTA, MAS…
Essa é velha, amigos. Todo odiador da classe média é petista. Ocorre que declarar filiação ao partido, hoje, queima o filme sobremaneira. Ninguém quer ser associado a isso. Então, como ele começa o assunto?

Não sou petista, mas…

É sempre assim. Vai defender o Lula e manda bala no “Não sou petista, mas… ESSE É O MAIOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE TODOS OS TEMPOS”. Ou então “Não sou petista, mas… A DILMA ROUSSEFF É EXTREMAMENTE PREPARADA…” (não a conhecia antes de 2004; não sabe que apenas 20% do PAC saiu do papel etc.).

E tem coisa mais classe média que adorar o Presidente da República? Isso lembra o Lombardi narrando a Semana do Presidente no meio do Programa Silvio Santos. Porque TODO PETISTA É CLASSE MÉDIA, mas odeia a classe média.

Essa zorbinha roxa, fala a verdade, leitor da classe média… Quantas vezes você não imaginou repleta de dólares. Assuma seu lado petê.

QUEM ODEIA A CLASSE MÉDIA ADORA A PENA DE MORTE
Desde que seja para crimes pequenos. Isso mesmo. Se você mata vinte e cinco pessoas, aí jamais pode receber pena capital. Nunca e em tempo algum. Mas, por exemplo, se tenta fugir de uma ilha (essa abaixo)…

…nesse caso é aceitável a da pena de morte. Entenderam? Claro que não. Mas, teoricamente, deveria fazer sentido.

Na cabeça de um odiador da classe média, gostar da pena de morte é votar no Maluf. Bobagem. Vida humana é vida humana. E todos eles, que odeiam a classe média, adoram o país dessa imagem bonita.

Lá, se você tenta escapar, a pena é uma só: fuzilamento. Mesmo assim, muitos tentam, correndo risco de morrer também no mar. Imaginem como deve ser lindo viver naquele país. Ah, sim, eles dizem que não gostar de lá é coisa de classe média.

Quando podem e juntam grana o suficiente, vão a passeio. Quando não conseguem, pedem um mojito no bar, mesmo. Há sempre a opção de “turismo partidário”, aquela viagenzinha esperta subsidiada pela LEGENDA DO CORAÇÃO – muitos vão assim. Mas MUITOS.

E fica a regra: odiadores da classe média amam a pena de morte. Mas apenas quando o delito é leve.

A CLASSE MÉDIA (QUE ODEIA CLASSE MÉDIA) DESCOBRE A RUA AUGUSTA
Tá… Faz tempo e essa é velha. No começo, tomavam cerveja (bebida de classe média) nos bares lá de cima, simulando um clima meio marginal – e também economizando uma grana. Cerveja de garrafa, sempre. Passa uma puta, chega um sujeito vendendo poesia, encosta um nóia. Super “da margem”, saca?

Agora rola todo um “baixo augusta”, uma boca-do-lixo de butique. Ainda assim, não é lá grande novidade (deve ter uns cinco anos). Bom, e daí? Vamos falar mesmo assim. Afinal, tal região é uma “nova Vila Madalena” (até então reduto único da classe-média remediada que odeia a classe-média às vezes nem tão remediada).

Se a “vila” era famosa pelos bares – mesmo aqueles que cobravam/cobram entrada -, as partes baixas da dona Augusta ganharam fama recente pelas casas noturnas não exatamente baratinhas, geralmente frequentada pelos alternativos. Mas são tantos e tantos alternativos que isso faz lembrar uma antiga charge do Angeli, na qual milhares de rebeldes usavam uma camiseta com a mesma inscrição: “Fuck the Fashion”.

OS FERIADOS E A CLASSE MÉDIA QUE ODEIA CLASSE MÉDIA
Primeiro eles lutam para conquistar um dia. Qualquer dia. Desde que represente o símbolo de uma luta. Qualquer luta. Pode ser a consciência negra, os direitos da mulher, a luta pelo direito à terra ou até mesmo efemérides para comemorar profissões como datilógrafo.

IMPORTANTE: eles lutam pelo reconhecimento, em forma de feriado, de causas que não são suas. Uma espécie de “altruísmo de calendário”. Sempre dando de ombros para a classe média (como quando ridicularizam datas como “dia das mães” ou até mesmo “dia dos namorados”).

Mas quando finalmente chegam as datas comemorativas que tanto defenderam e defendem, aproveitam para ir à praia (adivinha que classe tem casa ou consegue alugar algo na praia?). Quando não viajam, ficam em casa coçando e passando pomada.

Não estão nem aí para eventuais grupos homenageados, querem mais é aproveitar a folguinha e – como são da classe média, embora a odeiem – aproveitam mesmo para descansar no feriado. E danem-se Zumbi, operárias de NY e a porra toda.

Justiça seja feita, na botecagem de feriado, independentemente do homenageado da vez, eles aproveitam para xingar a classe média (entre uma cerveja-média e outra).

CHICO BUARQUE E O ÓDIO À CLASSE MÉDIA

Ele entende a alma feminina, dizem. Deve ser verdade, haja vista a imensidão de relatos sobre sua vida conjugal com a ex-esposa famosa. Mesmo depois das traições, era recebido em casa com açúcar e afeto. Esse, sim, entende a alma feminina!

Independentemente do casamento pequeno-burguês do ídolo da classe média que odeia classe média, é preciso mostrar também outra característica importante.

SUAS DEVOTAS ODEIAM ESSES CANTORES CUJAS FÃS VÃO AOS SHOWS PARA GRITAR APENAS QUE SÃO LINDOS! Com Chico é diferente! Nada da bobagem da “beleza física”. Ele é intelectual, brilhante, escritor, compositor que capta a essência do universo e o suspiro da existência. Chico transcende.

Mas, quando sobe ao palco…

- LINDO! LINDO! GOSTOSO!

São fãs classe média, ora.

NA VERDADE, ELES ODEIAM OS POBRES
O ódio à classe média é papo de bar – tomando Bohemia, Original ou Norteña. O que odeiam, mesmo, é pobre. Não suportam, não convivem e não conseguem chegar perto. Sim: não chegam perto.

Quando estavam na faculdade, embora defendessem aquelas coisas todas de discurso social, havia toda uma contradição, por exemplo, quando iam ao forró. E começava pelo nome: “Forró Universitário”. O que significa isso? Somente alunos matriculados no ensino superior entravam no recinto?

Não.

A tradução é um pouco menos bonita. Trata-se de eufemismo para “forró sem nordestinos”. Desse modo, o estudante da classe média, que já começa a odiar a classe média, fica tranqüilo quanto à inexistência de pobres e “baianos” ou “paraíbas” no estabelecimento.

E quando resolvem promover a Cultura Nacional? Vão às “rodas de choro” ou “sambas de raiz” nas praças bem freqüentadas da Zona Oeste de São Paulo, ou nos melhores estabelecimentos da Lapa ou Santa Teresa, pra fingir que são do povo, desde que ninguém do povão chegue muuuito perto.

É o ambiente perfeito para falar mal da classe média, essa gente elitista que não “pensa o Brasil”, que não se preocupa com os excluídos e não respira a verdadeira essência de nossa gente.

Até vão de chinelinho, precisa ver!

(semana que vem: Parte II)

24/03/2011 Por : Seção : Artigos Tags:
classe média
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36 comentários - → “Classe Média que Odeia a Classe Média: Parte I”


  1. Luiz Gustavo

    6 mêss atrás

    Pois é, sou exatamente essa classe média que odeia a classe média….rsrrsrs Que bosta !!!…hehehe
    Ôpa, mas peraí…sou classe média por causa do salário e tal…mas jamais, jamais em tempo algum sou como estes babacas da classe média….Viva Cuba!
    Somos muito babacas mesmo!

    E quanto a você autor do texto , qual é a sua?

  2. Sobre a questão do cigarro no texto: o ponto do autor é, de forma irônica, apontar que há pessoas que criticam o comportamento de classe média mas que, no fim, têm “comportamento de classe média”. Isso não é para todos da classe média, nem todos de esquerda, nem todos os fumantes.

    Pode-se dar um exemplo, do cara que fuma Malboro e critica a atuação imperialista do McDonalds ou de qualquer outra multinacional. Acusam empresas de convencerem as pessoas a usarem coisas das quais não precisam. Mas com o cigarro não seria semelhante? Não vou discordar de todo, mas temos que ver que tem o lado da iniciativa das pessoas, pois isso envolve relações entre pessoas. Empresas não são pessoas, elas não pensam e não agem, são compostas por pessoas que pensam e agem, isso tem muita diferença.

    Assim como criticar os fanáticos por futebol mas acampar na fila para um show de rock. A atitude tem semelhança, o que conteúdo é o que acaba por diferenciar as pessoas.

    Quanto ao ponto do cigarro, vejo que o discurso é uma inversão. No momento em que a tua fumaça vai pra cima das outras pessoas, dentro de um espaço, essa que é a imposição. Tu pode ter ou não teu câncer, ter ou não teu fedor de cigarro, mas isso não quer dizer que outras pessoas, em via pública, tenham obrigação de participar disso.

    “[...]bares apenas para fumantes? Ué não vai nesse..vai no outro q não aceita..[...]“. É assim? Então tá. Não gosta do governo? Muda de país! Tem críticas em relação a tua faculdade? Muda pra outra. Tá infeliz com o emprego? Ora, não seja autoritário fazendo greve, mude de emprego! Imagina se uma pessoa sofre-se de algum tipo de flatulência crônica e fosse a um bar. Não gosta do cheiro? Muda de bar! Muito democrático, né? Quem impõe o quê? Pense isso aqueles que tem vizinhos que curtem as ditas “vuvuzelas”. Se não gostar muito, mude de casa, ou de apartamento. É tão fácil!

    Liberdade não é fazer tudo que se queira, lixando-se para os outros. Até mesmo porque, se as pessoas puderem agir assim, estariam à mercê das limitações que as “liberdades totais” alheias lhe criariam.

    Isso me lembra uma crítica a outra segmento da classe média, as “vítimas”. Aqueles da “classe média injustiçada”, que sente quase que uma inveja de qualquer política social que dê uns pilas pra famílias de comunidades pobres, ou com a nova onda de reivindicar o direito à discriminação. “Nós sustentamos o páis”, como se estivessem isentos de quaisquer privilégios.

  3. O texto ia bem até vc falar dos fumantes..qual o problema com o cigarro? Pagam impostos, é um produto para adultos, faz tão mal quanto qquer antidepressivo a venda em qquer farmácia, ..já sei..vc odeia o cheiro?! Suas roupinhas ficavam fedidas? Pq o papo de se incomodar pelo risco de cancer não convence.. po..hj em dia tudo pode dar câncer, convenhamos que os “cientistas” mudam de opinião toda hora..e ó..já li um artigo defendendo a nicotina..publicado pela science..uau…mudou minha vida. Dizer que o cigarro é coisa de esquerdinha-classe média é o fim. O que te incomodaria se tivessem bares apenas para fumantes? Ué não vai nesse..vai no outro q não aceita..isso é liberdade, cada um poder escolher as coisas e não elas serem impostas.. uai não é vc que critica o comportamento manada?? Totalmente manada o preconceito aos fumantes, a verdadeira exclusão que os sádicos na melhor linha do Serra vem propondo.. nada mais manada que a perseguição ao fumo. Me poupe.. Ok, não sei escrever tão bem quanto vc, nem trazer à tona meus argumentos, mas enfim registrei minha indignação com essa passagem lamentável do seu ótimo texto.

  4. Meu amigo, seu texto é excelente.
    Faz tempo que eu não encontrava um texto assim direto, objetivo e sem as amarras do politicamente correto.
    Parabéns!
    Vou agora para a parte 2.
    Abraços,
    Ale.


  5. Lica Silbermann

    1 ano atrás

    E você é o que? Classe Média que odeia quem odeia a Classe Média?

    Sou pobre com orgulho!


  6. Lica Silbermann

    1 ano atrás

    Sou de origem judia, não tenho emprego vivo de ajuda familiar, levo uma vida simples e modesta.

    Amo os pobres, não suporto a classe média metida a rica.

    Por que não suporto a classe média?

    São arrogantes, metidos a ricos sem ser.

    Geralmente são profissionais liberais, principalmente funcionários públicos concursados.

    Em grande maioria são profissionais do Direito.

    Possuem renda familiar líquida entre 10.000 a 18.000 reais.

    Viajam ao exterior uma, ou duas vezes ao ano.

    Geralmente se exibem com um carro no valor mais de 80.000 reais.

    Humilham os assalariados.

    Possuem um imovel de morada entre 600.000 a 800.000 reais.

    São ricos?

    Não.
    Pois ricos são aqueles cujo a conta bancária rende milhões de juros ao mês, e com seu dinheiro ajudam aos necessitados.

    Abaixo a classe mádia metida a rica.

    Viva os milionários de verdade.
    E viva a classe baixa esforçada.


  7. Vitor

    1 ano atrás

    E você é o que? Classe Média que odeia quem odeia a Classe Média?


  8. João

    1 ano atrás

    Você deveria ter falado mais sobre um aspecto importante desse setor babaca da classe média (que, infelizmente, é a maioria): Nenhuma vontade de realmente conhecer os termos que utiliza com frequência. Para que saber o significado das palavras? Legal mesmo é falar que fulano é neoliberal! O que é neoliberal? Pergunte isso a um esquerdinha da classe média e role de rir. Diga ao sujeito que a crise imobiliária nos EUA foi causada pelas péssimas intervenções dos EUA na economia. A resposta será algo como “O queeeee? Como você pode dizer isso! DIREITA DELIRANTE! FÃ DO OLAVO DE CARVALHO! Não me venha com esse negócio de argumentos, de estatísticas, de dados! Eu não acredito e pronto, porque você é de direita!”.

  9. Meu chapa, vc meteu a real!
    Conheço MUITOS comunas classe média, muitos mesmo!, que o-de-i-am a classe média e estudaram em universidade pública.
    Cultuam Fidel Castro e Hugo Chávez mas têm fotos no Facebook num barzinho da moda tomando cerveja importada. Quando viajam de avião postam desde a arrumação das malas até o retorno e enchem de fotos no “Face”.
    São filhos de funcionários públicos de Brasília e acham que não fazem parte da elite.
    Acreditam que todos os ricos são ricos por serem criminosos (juro, ouvi essa pérola de um professor universitário).
    Pau neles!
    Parabéns!


  10. Revolucionário Danoninho

    1 ano atrás

    Eu sou “do bem”…
    E digo que a contrução de um mundo melhor passa pelo esmagamento de todos vocês, seus reaças!!!

    kkkk

    Bom site, bom trabalho. Abração!


  11. eduardo

    1 ano atrás

    Se tem tanta gente reclamando desse texto é pq realmente cutucou feridas ai em?!belo texto!!ta de parabéns!

  12. David, ce não é pobre, é burro.

  13. Hahahaha! Adorei. Sou desse grupo da classe média que odeia a classe média. Igualzinha à sua descrição. No entanto, tenho auto crítica e não fiquei
    ofendida pelas observações pertinentes que o texto traz. Teve muita gente que ficou extremamente incomodada ao ler e se identificar. A verdade dói…


  14. elber

    1 ano atrás

    texto interessante,

    retrata bem uma parcela da “esquerda” no Brasil,

    é uma pena ser assim, os problemas sociais não se resolvem em bares,

    lutar por aquilo que acredita não é apenas sair por aí criticando, é preciso fazer também, e boa parte da “esquerda” brasileira se esqueceu disto…


  15. Marcos

    1 ano atrás

    Texto interessante em muitos aspectos. Mas que soa como um 3o tipo de ódio da class emédia à própria classe média. Por isso mesmo se perde em alguns pontos. Ao invés de ficar apenas na sátira, poderia sugerir um ponto de conciliação. Seria satírico e ainda assim amoroso. Saindo dessa terceira via raivosa.

  16. Ótimo texto :D

    Só discordo de uma coisa, essa classe média bebe cachaça também, mas só as premium. Vodka? Só das vodkas-médias, sempre com energético.
    E claro, a viagenzinha pra Cuba é sempre nos melhores hoteis.


  17. Dhiogo

    1 ano atrás

    Aquele Tumblr teu era muito bom. Por que você abandonou ele mesmo?


  18. Ricardo

    1 ano atrás

    Aconteceu alguns equívocos no texto, concordo, problemas estilisticos e de argumento, mas parece que a proposta é ser improvisado mesmo…

    Acho que o autor não localizou direito quem é a classe média que critica a classe média. Odiar pobre é típico da classe média e não da parcela que a critica, o tópico parece na verdade se aplicar à classe média comum e não a seus críticos. Identificar a parcela crítica com afiliados do PT, ou ao menos simpatizantes, como a comunistas, também saiu da pauta e se aproximou de textos inflamados da Direita delirante (vide Olavo de Carvalho).

    Acho que deveria prestar mais atenção nos criticos da classe média para caracterizá-los melhor… E, ou a coisa é engraçada ou é bem fundamentada, senão dificilmente alguém vai voltar a sua página, Boa Sorte.

  19. Muito bom! O texto é um resumo perfeito de tudo o que vemos por aí… e muitas vezes nem conseguimos definir. Conversas que ouvimos em bares, textos que vemos no teatro, comentários… realmente, definitivamente: a classe média odeia a classe média… e os pobres… e a zélite… e os reaça… e a veja… e, claro, o implicante.org/. Vi o site só hoje – dom. 27/março. Tamos juntos. Ou como se dizia, com muita propriedade: tô contigo e não abro!

  20. O autor tentou, tentou, tentou … e tentou. E só.
    Falta tudo o que se possa imaginar no texto, desde concretude até uma temática central.

    Sem falar que a posição desastrosa supostamente satírica que não assume lado mas tenta, sem ser séria ou escárnia o suficiente, se fazer entender através de alguns figuras de linguagem batidas e sem sentido que ninguém mais entende.

    Um texto pobre sobre uma temática pior ainda.

    Parabéns, pode ser jornalista (em qualquer revista, desde a Carta Capital até a Veja).

    (Gravz: vdd)


  21. Vó Zezé

    1 ano atrás

    Genial, como sempre!
    Gosto de ler certos comentários de alguns, com certeza, petralhas, ridículos de tão absurdos!
    Além dos ótimos textos, ainda divirto-me com as tolices que esses limitados escrevem ao comentar.
    Sou mais o Coturno que detona, essa gentalha.
    Abraço

  22. A classe média que esse autor faz parte é a classe média que lê Veja, odeia presidente popular e fica torcendo pela próxima catástrofe aérea para poder culpar o governo. A classe média dele é a que se coloca contra políticas de divisão de renda por considerá-las assistencialistas. É a classe média que acha que as cotas raciais são racistas.

    Eu, ao contrário, faço parte da classe média que pensa — por isso critico a classe média dele.

    (Gravz: Verdade. Existe a classe média boa e a ruim. A ruim é a do outro, sempre. Vocês são mesmo impressionantes. Ah, não percam tempo mandando links, porque não serão publicados caso não seja do nosso interesse. Quer comentar, sinta-se livre, mas links em geral levam foice)

  23. Ah… agora eu já sei quem é o autor.

    Tá tão bom que vou reproduzir no meu blog.

    Abraços, muito sucesso e bom final de semana.

    (Gravz: Valeu, meu caro!)

  24. Ah! Foi mal, tô sonado o dia inteiro.
    .
    Não vi seu nome e nem meu comentário publicado.
    .
    É tudo culpa da classe média.
    .
    Pega ela, Gravata.

    (Gravz: Eu? Nada. Adoro a classe média :))

  25. Hahaha. Censurou, né? TSC! TSC!

    (Gravz: Mano, não fico VINTE E QUATRO HORAS POR DIA aprovando comentários. Leva um pequeno tempo, tenha calma. E, não, NÃO censurei – como vc pode ver. Não apenas publiquei como respondi. Presumivelmente, vc não leu o texto, pois comentou como se houvesse ódio à classe média, e não exatamente escárnio dos que manifestam essa repulsa. Sério, leia mais atentamente aquilo que pretende detonar. Vai ser menos vexatório)


  26. Jonas

    1 ano atrás

    Muito bem! Já pode escrever para a Veja!

    (Gravz: É uma. Mas se eu escrevesse “pousar” em vez de “posar”, já teria lugar garantido como INTELQUITUAL DA MILITÂNSSIA)

  27. Para entender: Você é classe média que odeia classe média que odeia classe média?

    (Gravz: Não odeio ninguém, não :))

  28. Fiquei curioso pra saber quem é o autor do texto…

    (Gravz: Caceta! Sou eu, Berto! Tá lá em cima, canto superior esquerdo :D)


  29. SKrazinsky

    1 ano atrás

    Perfeito!
    Traduz a realidade da VERDADEIRA classe média… não essa inventada pelo pt que compra tv de lcd em 300 prestações.

  30. Adorei o site, encontrei pelo site do Morróida.
    O Texto aborda com detalhes de uma forma objetiva e gostosa de ler…!
    To cansada de ver na minha faculdade de merda: ‘Pagode Universitário’, meu cérebro de amendoim torrado nunca conseguiu entender o que significava. Pagode que não existirão (muitas) pessoas com cabeça de ovo fedendo cigarro barato e pinga.

  31. Pô, Gravata, assine os textos pelo menos. Que modéstia é essa? Tá com medo de levar uma dedada de unha cumprida traiçoeira das minas de pé sujo e sovaco peludo que você cata nos shows do Chico?

    (Gravz: Er… Já olhou na parte superior do texto? O que é meu, tá assinado :))

  32. Olha, cara. Seu argumento principal, do ódio juvenil pela própria classe, faz bastante sentido. Mas, no desenrolar do texto, você mostra que tem muito pouca visão do todo. É como se quisesse mais se chato e xingar muito no twitter (haha) do que realmente argumentar algo.
    Então, é isso. Adorei o tema, começou até muito bem. Mas, na minha opinião, se desenrolou um pouco vazio.


  33. Efraim

    1 ano atrás

    Maldito escritor reacionário!
    ;)


  34. vitor

    1 ano atrás

    Sou estudante de universidade pública, e você descreveu praticamente TODO o dce daqui, haha.


  35. Alessandra

    1 ano atrás

    Muito bom. Só faltou dizer que, infelizmente, boa parte dessa classe média entre 20 e 30 anos (sendo otimista, porque o que tem de quarentão na mesma…) tá sem trabalhar, fazendo projetinho aqui e ali, juntando uns coletivos e pá, rolando mó treta dum documentário muito doido, fazendo planos pra viajar pra Tai e fazer um curta… Classe média que odeia a classe média, mas cospe o dinheirinho do pai. Acho insuportável.


  36. David

    1 ano atrás

    Sou pobre, bebo skol