Classe Média que ODEIA a Classe Média (parte II)
Como prometido (ok, faz tempo que saiu o primeiro), eis a segunda parte do arrazoado sobre aqueles integrantes da classe média que odeiam a exata mesma classe a que pertencem. Vamoquevamo:
Loucademia de Odiadores da Classe Média

Como quase todo marxista, o odiador da classe média não leu Marx e, além disso, tem alguma grana (já que faz parte da classe média). Chegou a hora e a vez do INTELEQUITUÁU ACADÊMICO DO SALGUEIRO (ou DO TUCURUVI). Estuda, tal e coisa, mas nem tente ler sua (vamos dizer) “obra”. Parou de estudar no cursinho: tão logo chegou à faculdade, como se sabe, conseguiu tudo na camaradagem.
Assinava as listas de presença enquanto fazia farra no CA, e o mestrado foi porque era amigo do orientador (às vezes mais que um amigo…), e assim por diante. Com sorte, consegue passar em concurso para dar aula em universidade na casa do chapéu.
E a Loucademia de Odiadores defende cotas e Pró-Uni, mas depois tira sarro da baixa qualidade do ensino e da “indústria de diploma”. Também odeia best-sellers (Chalita, Coelho, Kamel) e desconfia de grandes intelectuais (cujos trabalhos pouco ou nada conhecem), então pauta-se em pensadores meia-boca, quase todos “blogueiros”.
Como não há lugar para esse tipo de pensador no mercado, correm ao magistério e, dali, praticam o exercício do ódio à classe média (ganhando salário de classe média, sempre garantido pela estabilidade de uma carreira modorrenta). Em alguns casos, quando se entregam de vez à derrota pessoal, partem para o concurso público: daí em diante, xingam com veemência a classe social que paga seu salário.
Não é raro, por exemplo, um Loucadêmico Intelecmobral, formado em curso X, prestar por necessidade alimentícia um concurso na carreira Y. A culpa, é claro, jamais será de sua falta de inteligência ou incapacidade para competir no mercado com pessoas melhores. O culpado é o mercado. O inferno são os outros.
Se não fossem geralmente feios e gordos, caberia a piada pronta da academia de ginástica. Nem pra isso servem. E, talvez também por isso, reclamam de quem é bonito. Porque beleza é coisa de classe média burguesa e colonizada pelos padrões do mercado. Sua repugnância física é menos um defeito e mais uma contestação ao sistema.
Viva a revolução estética! (o cecê vai de brinde)
Escolaridade, Orgulho e Preconceito

A classe média que odeia a classe média não aceita que se discuta a escolaridade de Lula. Ou melhor: a falta dela. Corrigindo: sua quase inexistência. Alegam que se trata de “preconceito”, quando na verdade não é nada disso. Preconceito é dizer que uma pessoa não teria capacidade de exercer uma tarefa por conta de algum fator que não influenciasse isso (ex.: cor da pele ou sexualidade).
Discutir a capacidade em razão do preparo escolar não é algo preconceituoso, mas sim a adoção de um critério objetivo – que pode ou não ser correto.
Desta feita, assinam longos arrazoados “provando por A + B” as virtudes do operário sem estudo, quase como se aplicassem à política o raciocínio do “bom selvagem”, de Rousseau. Mas não chegam a tanto. Apenas dizem algo como “o cabra é bão”, mesmo.
O melhor, sem dúvida, fica por conta da assinatura. Ao fim dos artigos, fazem questão de incluir suas titulações, não importa se são conseguidas na puxação se saco, camaradagem ou mesmo por meio de teses e/ou dissertações pra lá de risíveis.
Em síntese, fica algo assim: “é possível presidir a república sem qualquer título universitário, e quem diz isso sou eu, pois não escreveria este post no meu blog se não fosse professor doutor e livre-docente”.
Para eles, é mais importante ter formação acadêmica para escrever no tuíter ou debater num boteco. O país? Ah, ele que se lasque.
Apoio à Cultura? Nem pensar!

A classe média que odeia a classe média defende as leis de incentivo e é contra a classe média capitalista que não aceita o uso do dinheiro dos impostos para fomentar obras cinematográficas, fonográficas e congêneres. Uma briga e tanto.
E esses odiadores, ao mesmo tempo, não compram CDs nem DVDs, mesmo nacionais. Baixam tudo da Internet, ilegalmente – defendendo a prática. Assim como alguns fazem com maconha, cocaína e tributos, não esperam mudar a lei: cometem a ilegalidade sem esperar mudança legal (desculpa: a legislação é “atrasada”).
Mas odeiam a classe média que não aceita dinheiro público jogado nas mãos de produtores culturais – mesmo quando essa mesma classe média compra direitinho seus CDs e DVDs.
O pior de tudo é que quando começa a guerra contra a pirataria, sobra pros pobres, que não têm mesmo dinheiro – nem computador com conexão rápida -, e passam rapa nos camelôs. A classe média que odeia classe média está sempre protegida com seus downloads ilegais.
Posam como rebeldes com avatares de pirata, com tapa olho e a coisa toda. São os revolucionários trolha-na-furna, com dinheiro no bolso para comprar CD, e baixam de graça por pura safadeza.
Se apoiassem a cultura, pagariam. E sobretudo não entrariam como “VIP” ou “imprensa” em tudo que é show, até em casa noturna de pequeno porte.
A Falsa Erudição em ser “Do Contra” nas Unanimidades Óbvias

Esse fenômeno ocorre em basicamente TODOS os odiadores da classe média, servindo como forma de detectá-los sem que seja preciso suscitar o tema “classe média”.
Tentando arrotar erudição, mas nunca em temas efetivamente eruditos, eles gostam de “fugir do normal”, “sair do padrão”, “escapar da regra geral”, assim jamais cedendo às unanimidades, mesmo as óbvias. E isso vale até quando oferecem a opção de escolha entre duas hipóteses.
Se não entenderam, vamos aos casos.
Beatles ou Stones? The Who. John ou Paul? Harrison. Pelé ou Garrincha? Maradona. Entenderam o espírito? São sempre temas populares, no MÁXIMO algo como cinema, mas invariavelmente respostas CONTRA O CONSENSO. O melhor em Seinfeld? Kramer. E assim por diante.
No Santos de Pelé, havia também Pepe, Coutinho e muitos outros. Mas se quer mesmo descobrir um odiador da classe média, ele dirá: “o melhor era o Mengálvio!” (esse da foto, que até era bom, mesmo).
Religião e Ódio à Classe Média

Classe média que odeia classe média é quase sempre católica. Sim, sabemos, eles se dizem “ateus”, “agnósticos”, mas são católicos enrustidos. No início, inventaram aquele negócio de “não praticante”. Agora, a moda é o ateísmo, mas aquele ateísmo moreno e cheio de gingado, sem muito compromisso com a descrença – porque, no fim das contas, morrem de medo (e, quando apertados, confessam acreditar em coisas como astrologia ou até mesmo vida após a morte).
E são católicos.
Isso porque, apesar do ateísmo que arrotam nos botecos e do desprezo em meio às piadinhas, fazem questão de participar de todas as festas promovidas pela igreja, ou baseadas em suas tradições. De casamentos a quermesses, passando por batizados e toda sorte de efermérides ou feriados.
No bar, são ateus-trotskistas, odeiam a classe média. Mas trocam presentes no natal, o recém-nascido tem padrinho e madrinha e assim por diante. Porque, acima de tudo, são classe média. Está no sangue. E isso ninguém tira.
Natal

Esse feriado, claro, merece tópico próprio ao tratar do ateu de fim-de-semana. Pois, claro, ele adora um natal – e, também claro, é da classe média e odeia a classe média. Mas vamos nos ater ao espírito natalino e o quanto é repudiado, usando os motivos de sempre (os deles): capitalismo, consumo, falsidade (como no carnaval, dizem que o povo finge mentiras etc.) e assim por diante.
Então, eles odeiam o natal, certo? Errado.
Compram presente para todo mundo – fingindo que é uma obrigação, pois não dá para fugir disso, “sabe como é…” etc. etc. etc. E te mais: SE NÃO GANHAM PRESENTE ALGUM, FICAM PUTOS DA VIDA.
São ateus, mas com presente de natal não se brinca!
O resto é bebedeira. A revolução, como sempre, fica pro dia seguinte. Ou pro outro, porque a ressaca é braba.
Odeiam a Classe Média e AMAM a Globo

Claro que amam a Globo! Dizem que odeiam, tal e coisa, mas amam de paixão! E isso vai além das novelas do Manoel Carlos com sua mistura de Leblon e Bossa Nova. Gostam mesmo é dos jornalistas. Sim, daqueles que supostamente alegam odiar. A grande questão é o repórter, apresentador ou até mesmo “figura de escrivaninha” JÁ TER PASSADO PELA GLOBO.
Vejam o caso de Paulo Henrique Amorim. Era remunerado pela empresa de Roberto Marinho, em seguida foi para a BAND, onde trabalhava para a família Saad. Nos dois períodos, fazia do PT seu saco de pancadas favorito. Os odiadores da classe média tinham asco do dito cujo e sua voz anasalada. Depois, largou a grande imprensa e passou a defender o PT. Ganhou imediata simpatia. Amor. Paixão.
Isso vale também para Azenha, repórter um dia semi-desconhecido e hoje efetivamente no ostracismo. Saiu da Globo e se tornou herói dos odiadores da classe média, porque sabe cuspir de forma certeira no ex-patrão.
Os casos são muitos e essa equação também vale para Estadão, Folha, demais Jornalões, enfim, qualquer veículo da tal “Grande Mídia”. Aliás, quem fala “jornalão” ou “grande mídia” é evidentemente da classe média que odeia a classe média. Quando fala PIG, aí é apenas idiota.
Rede Record

Esse pessoal que finge odiar a Globo (embora a adore), tem atualmente uma nova empresa-modelo para dedicar seu amor e empregar sua fé (opa!) na hipótese de passar a emissora carioca: TV Record.
Geralmente os odiadores se consideram progressistas, mas como tratam o mundo como um ambiente de batalhas dicotômicas, acreditam que a emissora do bispo da universal é menos danosa ao país que a dos Marinho. Para eles, não importa se a “acionista” é a IURD, o importante é fazer a Globo perder audiência.
Cada nova contratação é comemorada com gritos, posts em blogs, tweets e (dizem os mais chegados) algumas cambalhotas. Nem que seja o Raul Gazzola. Já torceram muito pelo SBT, mas não deu em nada. Agora é a vez da força dizimista!
Sim, é aquela classe média que odeia classe média e geralmente declara desprezar deus, santos e religiões. Mas nessa hora nada precisa fazer sentido (não que em algum faça).
O mais impressionante: como boa parte da população, nenhum deles vê qualquer programa da TV Record. Na hora da novela das oito, é claro, estão ligados na Globo. O mesmo acontece no BBB. Porque são classe média, antes e acima de tudo.
Esse ódio é fachadinha.
O Jornalista Alternativo

Como já discutimos, jornalistas são o maior nicho de classe média a odiar a classe média. Desde as surras no colégio, seguindo para a perda das gostosas na faculdade, culminando para a época em que montam blogs e continuam como os eternos perdedores do mundo. Sempre odeiam, odeiam, odeiam.
Mas há algo pior: o jornalista alternativo, que se julga à margem de uma categoria já um bocado marginalizada. É mais ou menos como um “lixeiro do contra” ou um “mendigo que não se dá bem com o resto da categoria pedinte”. Claro que qualquer um, de fora, morre de rir. Mas eles se levam a sério – e isso só faz aumentar a graça da coisa.
A grande maioria passa anos e anos nos grandes veículos, xingando-os covardemente nos bares, depois de algumas doses. Quem faz isso? Ora, a classe média! Xingar o chefe é o esporte favorito de qualquer integrante da classe média. Nem juiz, em dia de clássico, ganha tantos palavrões. É esse, portanto, o “Jornalista Alternativo”. Desce o porrete na “grande mídia”, mas não tem colhão (eles escrevem “culhão”) para pedir as contas.
Às vezes são demitidos e aí repetem em blogs ou outros espaços aquilo que só se ouvia em botecos relativa e cuidadosamente sujos. Xingam a mídia má (que o sustentou por anos e da qual não se desligou por pura falta de hombridade). E xingam também a classe média que sustenta essa mesma mídia (e os sustentava durante todos esses anos).
A foto do início do texto serve para mostrar como eles se vêem, mas na verdade eles são como na imagem a seguir. E a moça bonita é aquela que vez por outra está por perto, ou para filar maconha ou simplesmente porque dá status estar por perto. Mas ele nunca vai comer. Assim como no colégio e na faculdade, ela prefere o bonitão ou o mais rico.

O Jornalista Alternativo não nasceu pra macho alfa. Daí talvez sua raiva mais furiosa, descontada um pouco no mundo, outro pouco na classe média, dando início aos vícios químicos disfarçados de “rebeldia”, mas que no fundo são puramente melancólicos.
São pessoas tristes, mas o humor involuntário sempre supera qualquer piedade. Caímos na gargalhada, portanto. Eles, sabendo disso, usam a agressividade como um escudo peculiar: preferem ser odiados a ser objeto de pena. Compreensível
Dórgas: Abracem a Lagoa e Corram da Lógica

São contra a legalização do tráfico, porque (segundo eles) os traficantes assim passariam a seqüestrar pessoas. Ou, por outra: são a favor da legalização e já fazem sua parte comprando tais produtos antes mesmo do procedimento ser legitimado. Há, ainda, os que são a favor da legalização de APENAS algumas drogas, como se coubesse ao Estado legislar sobre o grau de entorpecimento do indivíduo. Mais ou menos assim: pode beber cerveja, mas não pinga.
Lógica? Passou longe. Vamos adiante.
Os que são a favor e desde já consomem não gostam de ser vistos como criminosos. Os ladrões também não gostam de ser vistos como criminosos. Nem os sonegadores. Há um sujeito em Pernambuco, preso por três homicídios e réu confesso, que também odeia ser chamado de criminoso. É de fato intrigante a mente humana no que tange ao “ódio”.
Mas, vamos à realidade: não se pode descumprir uma lei pelo simples fato de que há o desejo de vê-la modificada. Vamos, por exemplo, à CLT. É visivelmente atrasada. Mas quem não cumpre é criminoso. O mesmo vale para quem não recolhe impostos. Nos dois casos, inclusive, o que se tem é uma bagunça de todo o mercado de trabalho.
Assim, comprar uma substância ilícita é a forma mais eficiente de fortalecer o comércio dessa mesma substância. É importantíssimo lutar pela mudança das leis e a ninguém pode ser negado esse direito, mas é ridículo também negar que comprar cocaína não sirva como a base mais clara de fortalecimento de seu traficante.
Se não é por meio do consumidor, como ele consegue dinheiro para aterrorizar cidades inteiras? Jogando no bingo? Depois não adianta abraçar a Lagoa Rodrigo de Freitas (foto) clamando pela paz, nem reclamar da capa da Veja, nem fazer passeatinha hipócrita.
E então chegamos aos que se consideram “moderados”, mas são apenas idiotas. Sob o pretexto de conseguir o que querem, usam um discurso mais ameno. Em termos lógicos, porém, são imbecis. A maconha é tão natural quanto a cocaína: ambas vêm de plantas. A heroína, aliás, também vem de uma planta, a papoula. Muitas das drogas atualmente liberadas, inclusive, são totalmente sintéticas (podem ser compradas nas farmácias com receitinha médica, sem grande burocracia).
Mas como a maconha é mais “fraca”, acham que não há problema em liberá-la. É um ponto? Sim, claro. Mas um ponto interessante em eventual “Encontro Anual dos Débeis Mentais”. Ou defendem que não cabe ao Estado interferir no direito ao entorpecimento, ou fechem a matraca e fim de papo.
Estipular uma graduação é como aceitar “meia ditadura”, “meio autoritarismo”. Um “só a cabecinha” na interferência do governo sobre o indivíduo.
Em suma: coisa de classe média.
Eles, fingindo-se relativamente favoráveis ou às vezes idiotamente contrários por motivos meio bestas, caem nas mais estapafúrdias contradições. E estão lá, abraçando a Lagoa, com roupinha branca, segurando flores, no maior papelão. Grande concentração de classe média que odeia a classe média.
Duro mesmo é quando começa a infelizmente infalível “Caminhando e Cantando”. Eis uma boa hora para entrar em discussão a Eutanásia.
A Manada

A classe média que odeia a classe média costuma fazer uma observação importante: as pessoas têm comportamento de manada. Basicamente, ocorre o seguinte: sem qualquer critério ou análise mais detida, seguem uma onda, um modismo, uma coisa qualquer. Pode ser desde uma religião até uma gíria de telenovela. Isso irrita demais os odiadores da classe média, e faz com que a raiva se acentue.
Eles, os que odeiam, não são assim.
Subscrevem abaixo-assinados sem conhecer profundamente as causas; soltam gritos de guerra sem qualquer análise do caso; aderem a manifestos por ‘osmose partidária’; criam grupos conforme orientação dos caciques das legendas que apóiam; republicam em blogs e demais espaços textos cujos teores não passam por qualquer questionamento.
Mas a manada, sem dúvida alguma, é a classe média lobotomizada pelos sistema capitalista. Os odiadores, politizados, escapam disso porque sabem questionar.
Muuuuuuuuuuuuuu!
***
Agradeço aos que tiveram saco para ler os dois capítulos dessa saga. Confesso, foi divertido traçar um perfil dessa turma que faz parte da classe média mas a odeia veementemente.
Como pré adolescentes que até o ano anterior abraçavam pais, mães e avós, mas agora fingem odiá-los para chamar atenção. A diferença é que este último grupo tende a amadurecer um dia.








Carlos Campos
7 mêss atrás
“SE NÃO FOSSEM GERALMENTE FEIOS E GORDOS, caberia a piada pronta da academia de ginástica. Nem pra isso servem. E, talvez também por isso, reclamam de quem é bonito. Porque beleza é coisa de classe média burguesa e colonizada pelos padrões do mercado. SUA REPUGNÂNCIA FÍSICA É MENOS UM DEFEITO E MAIS UMA CONTESTAÇÃO AO SISTEMA”.
“A foto do início do texto serve para mostrar como eles se vêem, mas na verdade eles são como na imagem a seguir. E a moça bonita é aquela que vez por outra está por perto, ou para filar maconha ou simplesmente porque dá status estar por perto. Mas ele nunca vai comer. Assim como no colégio e na faculdade, ELA PREFERE O BONITÃO OU O MAIS RICO”.
“Gente feia”. “Repugnância física”. “Feios”, “gordos”. Quer dizer que, pra você, um “feio”, “gordo” é fisicamente repugnante? Hum, temos um Hitlerzinho, um “ariano dos trópicos” por aqui”. Asquerosa é a distinção que você faz (você, o que não é dicotômico) entre os ricos bonitões, raça superior; e os feios-gordos-pobres, a raça inferior (repugnante).
Engraçado, ou melhor, patético… – risível vai! – , você (o que não é dicotômico) separar as pessoas entre duas categorias: os esclarecidos arianos (como você) e a gentalha que é “inferior”, “débil mental”, “repugnante” que não “pensa” como você.
No mais, rapaz, saiba que seu texto perde completamente a validade na defesa de seus conceitos (mais bem preconceitos) no momento em que você inferioriza aqueles a quem chama “feios” e “gordos” – saiba que muitos de seus sequazes são “feios” e “gordos” – e apela vergonhosamente para o recurso juvenil chiliquento de tentar diminuir aos demais referindo-se ao seu (deles) êxito e desempenho sexual. Pois bem, garanhão, bonitão, ricão, fodão, o que faz você escrevendo este bloguezinho aqui, havendo tantas mulheres, como você mesmo diz, “gostosas”, querendo copular com um “puro sangue”, um “raça superior”, um “partidão” como você? Diz aí, você (o que não é dicotômico)!
Bruno
10 mêss atrás
Quantos anos o cara que escreveu esse texto tem?
o texto não tem sentido nenhum.
Jean
11 mêss atrás
Todo esse amor pela classe média é só mais um barulhento rompante transtornado e compulsivo daqueles os quais dizem( deselegantemente e até injustamente, eu diria) lhe serem peculiares e já famosinhos a boca pequena e maldosa por aí( Ah! Meninas, MSN, a infeliz falta de empatia e a fofoca, novos velhos males do mundo. TSC., TSC)?
Se não, tudo bem, afinal pode ser só boa intensão, salvar as pessoas ingênuas de comunistas de classe média da maldição da manada e fazer o PSDB ser eleito num milagre de validade da individualidade (Afinal, não é todo ateismo que precisa ter testículo, pode ter esperança e afeição pela tradição, família e propriedade, afinal bíblia na mão em época de eleição não faz mal a ninguém, ainda mais na do amante reluzante e de manchas fidigais da amiga, que apesar da amargura e de isolamento, ainda é gente decente como a gente _ Aqui, menos né?).
Se sim, remédio tem e terapia também, então, caro advogado, abra a bolsa e gaste o vintém.
Bem, se não importa seu sofrimento existe ou não, pois com o enunciado eu concordo.
Eu não sou classe média e não a vejo tão mal assim.
Apesar de tudo, os moços, as moças e as crianças ainda redem um bom sabão.
E nem precisa do saudoso Ziklon B.
Dois homens fortes e saudáveis, do tipo grande, enorme e feroz, com canos de metal na mão são tão ecológicos e eficientes como a bicicleta com a cestinha de flores.
Claudio
11 mêss atrás
Cara, sintetizou o meio universitário… e os seus “revolucionários”.
Dias atrás vi um cartaz na universidade, que dizia “ato nacional contra o novo código florestal”, para o início de Junho.
Fiquei pensando, quantas destas pessoas que participaram de tal ato, leram o texto da proposta para o novo código?
Imaginei aquela típica cena: “não li, mas, ….. mas isto é coisa da burguesia rural, dos latifundiários, do agronegócio… é coisa da direita, então temos que combater.”
O engraçado também é esta “nova classe média”. Um conceito apenas para melhorar a “auto-estima” (eleitoral) do povo, afinal, basta inventar um critério para pobreza ($$$) bem baixo, e pronto, você injeta uma graninha e tira milhões da miséria!
Nos EUA, se não me falha a memória, com uma renda per capita menor do que US$ 900,00 a pessoa é considerada ‘pobre’. Aqui no Brasil é R$ 140,00 (US$ 85,00). Assim é fácil reduzir a pobreza. Plagiando um amigos de vcs (:P), é um belo trabalho dos “cabeças de planilha”… (rsrsrs)
Abraço.
rorschachbr
11 mêss atrás
Valeu sangui-bão, esse post tá sinistrão. Eu num sô pt não mas…
Essa é a clássica frase de um vermelhinho inrustido. Porque quando a merda estourar vai dizer que nunca votou no metárlugico sermi-anarfabeto…
Vou acrescentar ao excelente texto mais uma subspécie da CMQOCM: o playboy favelado/funkeiro do asfalto da Zona Sul!
Criadinho no meio da playboizada sendo oprimido por aquela galera lá do morrão, consegue fazer uma amizade com um de lá de cima e YESSSS!, consegue se enturmar com eles garantindo uma anistia , afinal qualquer coisa ele conhece o fulano que é amigo do ciclano e por aí vai…
Na escola ele vira celebridade pois nem os maiores valentões ousariam mexer com um amigo da galera do XXXXX(substitua pelo nome da favela mais próxima). E aí começa a transformação: renega suas amizades e costumes para aderir ao “bonde”, talvez possa levar alguns “mais chegados” junto, algumas garotas vão nessa também para “os amigo conhecê” (e pegarem, claro!). Normalmente a coisa acabava da seguinte forma: ou o playboy continuava galgando os “degrais” da favela e até entrava com força nos vícios e/ou no TF(tráfico) sendo resgatado para uma clínica como um pobre “dependente químico” ou então tomava um chá de realidade e voltava para o seu mundo cheio de vergonha por ter se “misturado”. Em todos os casos os pais burgueses deviam agir para que o pior não acontecesse. Esse cenário, que teve seu ápice nos anos 90 (pesquise por baile do Leme ou Chapéu Mangueira) resultou em uma inversão na década seguinte com a playboyzada ficando realmente “de frente” nas favelas misturados ao grande contigente de nordestinos existentes. O pessoal que foi nascido e criado experimentou um pouco do asfalto e gostou, tendo muitas vezes sentindo vergonha de onde nasceu e cresceu,descendo da favela, e sendo um pouco acima de seu orçamento, para outras áreas da cidade em busca de um lugar sem tantos “favelados”(um grande paradoxo). Na década seguinte: imensa favelização da Zona Sul, explosão no número de viciados nas ruas, entrada do crack em todas as classes sociais, grande contingente de pessoas em “negócios” ilegais. Um cenário propício para um objetivo há muito calculado:
http://planetaprisao.wordpress.com/2009/12/22/a-implantacao-do-estado-policial-no-rio-de-janeiro/
Ale.
11 mêss atrás
Fechou com chave de ouro.
Até a p´roxima.
Ale.
Thiago
11 mêss atrás
Roberto Campos,
Avanços sociais… tira o bolsa “esmola” e veja o que acontece com a base dessa “nova classe-média”! E não se esqueça de algumas coisas, ao comprar carro novo, paga-se imposto, ao se abastecer, paga-se imposto, ao viajar de avião, paga-se imposto… Ah! ao se comprar alimento, paga-se altos impostos! Então pare de se iludir com os “avanços sociais” do Lula e do PT. Quanto mais gente consumindo, mais impostos e mais dinheiro para desviar, roubar e afins! OU você acha que o PT e o Lula são bonzinhos… cuidado com a inocência, ela tem um preço muito caro em alguns casos…
Nascimento
11 mêss atrás
O ‘Um “só a cabecinha” na interferência do governo sobre o indivíduo’ foi ótima!. Como diz a minha mãe, ‘não deixa não porque não tem ombro’.
Luciano Pinheiro
11 mêss atrás
Continuo dizendo que o texto não faz o menor sentido.
Ele inclusive transpareceu um incrível ódio quanto a essa parcela da… classe média. :)
Há, inclusive, vários comentários nesse sentido. Deu até vergonha alheia.
Luciano Pinheiro
11 mêss atrás
Putz. O texto não faz o menor sentido.
É engraçado ler sobre os estereótipos, mas só.
Nas suas próprias palavras, você acaba tratando “o mundo como um ambiente de batalhas dicotômicas”. É os esquerdistas-maconheiros contra os conscientes e responsáveis direitistas.
Será que não existe mais qualquer outro “tipo” de gente?
:/
Não deixem que o blog Implicante lute contra o PT nem, principalmente, contra os militantes e “simpatizantes”, sob pena de perder a credibilidade. Que se lute, sim, contra a corrupção e contra a falta de eficiência no governo. Não percamos o foco!
Antes que me digam qualquer “delicadeza” nos comentários vou avisando que não sou pró-PT, nem contra. Mas tenho vontade, como cidadão brasileiro, de ver o governo dando certo. Porque isso significa que o meu país vai melhorar.
Este site está se consolidando como oposição pela qualidade dos posts de investigação que tem apresentado. Mas se cair na tentação de entrar na guerra do nós-contra-eles, vai ser mais um blog boboca.
Este post é um desserviço ao blog.
João Carlos
11 mêss atrás
Muito bom texto, este e o anterior!
anti-pt
11 mêss atrás
Eu nunca vou entender a raiva que a rataiada petista tem da classe média…
Alline
11 mêss atrás
Muito bom texto! Partes I e II.
Me lembrou de uma prima que se acha muito importante e culta, chamando seus vizinhos de “classe mérdia” enquanto se lança afobadíssima sobre o buffet da festinha familiar pra garantir que um camarão grande do cuzcuz vá parar no prato do marido. A cena já é um clássico da família; ninguém se serve antes de ver a maluca sair correndo de salto, saia justa, cabelão e o prato, atropelando até a bisavó pelo camarão frio.
Eu amo a cena, fico sempre procurando a câmera escondida!
Roberto Campos
11 mêss atrás
Este site está interessante. Na verdade, o que enxergo hoje em dia é uma divisão da classe média : o pessoal ligado ao atraso, ao passado, fósseis vivos que não se conformam que um metalurgico fez um grande governo, deixando o governo FHC e suas viúvas nas sombras, e que principalmente, lêem Veja, Folha e assistem ao JN da Globo, e acreditam em tudo que eles falam e escrevem ( e não se acham manipulados ) que identifico como “classe média mediocre”. A segunda , que é recém embarcada classe média, que graças aos avanços sociais do governo Lula, puderam comprar seu carro, viajar de avião nas suas férias, enfim, tiveram onde se apoiar para evoluir, , que chamo “nova classe-média”. E um terceiro nicho, que atualmente não engole esse papinho de que todos os “intelectuais e pessoas inteligentes apoiaram o Serra”, tiveram coragem de dizer que Lula fez um grande governo, e com novos parâmetros para comparação, sabem dizer que o governo FHC foi um fiasco e nossa direita é de um atraso sofrível, e que enfim, celebram os avanços conquistados, e cada vez mais, ignoram o PIG, e buscam novas fontes de informação, que identifico como “Classe média progressista”. Esse seu texto mistura tudo, e claro, com certa arrogância que os fósseis ainda mantém, de se acharem o farol que iluminam o caminho certo a seguir, tentam se colocar em uma posição superior aos demais, com muitas generalidades, mas que não se sustentam em uma leitura um pouco mais atenta.
Thiago
11 mêss atrás
vovozin
As NRs regulamentam parâmetros legais, ou seja, um teto máximo ou mínimo de um determinado agente. E trabalho não é lazer, as pessoas devem trabalhar em condições dignas para se sustentar. Sendo assim, tais parâmetros existem para evitar que o trabalhador adoeça, podendo ter uma vida saudável. E em caso de agentes muito danosos, se diminui o período de contribuição trabalhista (anos a se trabalhar naquela atividade), para que a pessoa tenha as chances de adoecimento reduzidas. Neste caso, ela não poderá trabalhar mais naquela atividade depois do período ao qual já contribuiu.
Resumindo: O governo estipula os parâmetros, e as empresas e empregados deveriam seguí-los, mas na realidade não é nada do que acontece. O governo demora a rever os parâmetros, os empregadores acham que isso não serve para nada, mas não são eles que vão ficar doentes, e os empregados acham que tudo isso é uma palhaçada, mas quando adoecem, ficam reclamando da falta de assistência do empregador e do governo.
Balbina
11 mêss atrás
Não apenas li com paciência mas, como sempre, senti traduzidas algumas das minhas indignações. Todos os aspectos dos quais você falou mostram a absurda superficialidade de determinadas pessoas que adoram também falar mal da superficialidade e “do que aí está”.
Genial, como sempre.
(Não reclamarei se houver a Parte III, já que já gostava muito do seu tumblr sobre o tema)
Pablo Vilarnovo
11 mêss atrás
Eles não cospem ódio pela “ruindade” do Windows e sim pelo sucesso de Bill Gates. Essas “mentes privilegiadas” reclmam tanto do Windows mas ainda não criaram um produto melhor. O Linux, para quem não entende patavinas de programação, é uma bosta (tenho um em casa em um notebook). O Windows é um dos responsáveis pela massificação dos computadores.
Volto a dizer que o ódio dessas pessoas é mais pelo sucesso da Microsoft do que pela qualidade do Windows.
vovozin
11 mêss atrás
se as NRs do MTE podem determinar os graus de insalubridade de diversos reagentes quimicos, determinando assim quais e em qual quantidade devem dar acrescimo de salario e reducao de tempo de contribuicao para se aposentar mais cedo (fatos mto mais intromissivos na vida de um cidadao), pq nao pode uma “NR” do MS determinar o grau de entorpecimento?
acho q a ciencia pode e tem meios para determinar graus/parametros para tudo, normatizar ou legalizar sempre caberá ao governo.
cabe a cada um fazer o q quiser com seu corpo. eh uma tese “de direita”, libertaria, nao?
Gustavo Noronha Silva
11 mêss atrás
Rénço, acho que é pior um pouco. A maioria dos que eu conheço pelo menos cospe ódio pela MS mas usa Windows mesmo… isso quando não usa Mac, que mesmo assim é bem mais mainstream que GNU/Linux e que vai contra os princípios que eles dizem defender do mesmo jeito.
Mas Gravz, as festas “religiosas” já deixaram de ser religiosas há muito tempo né? Festa junina é sinônimo de quentão e canjica, não de igreja e São João/Santo Antônio. Essa galera gostar de natal continua sendo contra-senso, mas muito mais por ser a festa do consumo do que festa religiosa!
Joaquim
11 mêss atrás
Boas piadas, boas sacadas e principalmente bom texto, só tenho uma coisa a ressaltar.
A parte do Natal e outras datas religiosas comemorativas x ateísmo não posso concordar, somos uma sociedade que usa o calendário cristão e não vejo necessidade de nos rebelarmos contra isso, sou ateu e comemoro todas estas datas, não com o sentido religioso delas mas como uma oportunidade de reunir a família, fazer confraternizações e consumir mesmo.
Rénço
11 mêss atrás
A dicotomia Record/Globo me lembrou de outra: Windows/Linux.
Com direito a professores de faculdade defendendo qualquer lixo que apareça, contanto que dê prejuízo ao Bill Gates.
Mas Linux tá muito mainstream, já. Tem até encontro nacional de Software Live. Agora, pra ser alternativo, o negócio é comprar Macs(e rodar os programas usando emulador de Windows).
Thiago
11 mêss atrás
Uma frase “Quando fala PIG, aí é apenas idiota”. Essa frase é emblemática. Sem argumento? Fala que o sujeito é do PIG!
Parabéns!
Yashá Gallazzi
11 mêss atrás
Muito bom, boss. Como de costume, aliás.
Ney Gonçalves
11 mêss atrás
Ateus Graças a Deus!!!
Da C.I.A.
11 mêss atrás
Grande tratado sobre os maiores babacas mesmo. Meus parabéns!
Cleilson Bernardino
11 mêss atrás
Muito bom, mas só uma coisa, o link para o primeiro texto está com problemas, não sei se é problema aqui, mas enfim, não custa nada checar.
Gravatai Merengue responde:
junho 8th, 2011 às 00:35
Gravz: Ué, aqui funcionou…
Danfern
11 mêss atrás
PERFEITO!
Ri um bocado, pra não chorar…
Modinha pra essa galera é ser ateu e esquerdinha – senão vc é alienado…e sempre, sempre, negar que é classe média.