Corra, @lolaescreva, corra

por Flavio Morgenstern*

Um fato que estremeceu os Trending Topics nessa semana foi que a blogueira Lola Aronovich está sofrendo “ameaça de processo” por parte de Marcelo Tas, por conta de um texto que publicou falando mal do CQC. O Gravz fez uma excelente análise do caso, mostrando o óbvio ululante que está em falta nos últimos tempos: processo é civilizado. Processo é atitude democrática. Processo é um passo além da barbárie, do tacape, das cavernas, da briga de rua e do papel higiênico roxo.

Segundo a Lola, o Marcelo Tas a processar foi uma prova de que “caiu a máscara de falso democrata”. É bastante curiosa essa acusação vinda de alguém como a Lola, aquela que não disfarça seu lado marxista e que preconiza um controle estatal a la PSOL para gerir a sociedade. Por que todo socialista pode reclamar da falta de “espírito democrático” de alguém que processa, ou mesmo de radicais meio pancada como Bolsonaro (o exemplo ipse dixit de um país que não tem uma direita), mas nunca respondem uma pergunta simples: o que afinal vão fazer com os não-socialistas quando subirem ao poder? Gulag? Paredón? Extradição? Escravidão e tortura? A nossa amiga Lola definitivamente não prega essa falta de humanitarismo para seus detratores. Mas o que os planificadores da economia como ela pretendem fazer? Continua um mistério.

Não é a primeira vez que isso acontece. Falando de Rush Limbaugh, famoso radialista conservador americano, Lola nem pisca antes de lhe outorgar a pecha de “fascistóide”. Segundo ela, ele é um ultraconservador, o que lhe aproxima perigosamente do fascismo (estou usando de eufemismos, que não existem na argumentação original). É como chamam Olavo de Carvalho no Brasil, de quem adoro discordar em termos, justamente, relacionados ao conservadorismo (idéia que rejeito). Ora, Limbaugh defende a democracia. Prefere que os republicanos cheguem ao poder, mas não que os membros do Partido Democrata vão plantar cana em Cuba. Limbaugh tirou sarro de si próprio e de suas idéias em um episódio de Family Guy. Alguém conhece um esquerdista capaz de fazer o mesmo? Por que ele é um “fascistóide ultraconservador”, mas quando Lola (e, na verdade, toda a “imprensa golpista” deste país) se referem a Marco Aurélio “Top-Top” Garcia, Leandro Konder, Emir Sader, Frei Betto, Paulo Freire, Plínio Arruda Sampaio, Celso Amorim et caterva, nunca é sob a pecha de “radical extremista de esquerda“, obrigatória em sinal invertido para democratas liberais e conservadores?

O teste do caixote

Qual é o sentido em alguém propor de maneira clara como petróleo que quer abolir a sociedade de classes e “nacionalizar” e “estatizar” companhias (ou seja, expropriar todo o patrimônio que não esteja nas mãos do Estado), usando-se sabe lá quais meios para tal (ou talvez saiba-se sim, como a História demonstra, mas não se admita isso em época de campanha), e reclamar da falta de “atitude democrática” em quem prefere um processo judicial, com tentativa anterior de apaziguamento, advogados de ambos os lados, juiz e possibilidade de recorrer, com cafézinho no corredor?

Se há um retângulo dividido ao meio (esquerda e direita) que representa a democracia, pessoas mesmo do porte de um Bolsonaro, Rush Limbaugh (e Marcelo Tas) estão talvez em um ponto mais ou menos próximo do lado extremo direito desse retângulo. Pessoas que defendem o sistema affirmative actions como a Lola estão afastadíssimas dele, em um globo muito mais amplo do que o seguro terreno retangular da democracia, propondo derrubá-la em nome de um ideal maior (livrar o mundo das pessoas do outro partido, por exemplo). Isso é legal. A democracia permite que existam partidos com assento no Congresso de nomes como “Partido Comunista do Brasil”, “Partido Socialismo e Liberdade” (seja lá como socialismo e liberdade possam estar juntos na mesma frase) e suas vertentes menos higiênicas. Assim, nada de errado. A democracia permite que as pessoas se contradigam.

Mas de acordo com a Lola, processo é “um jeito anti-democrático de resolver pendengas”. Como será que resolveremos na “democracia socialista” que ela prega? Será mais parecido com os processos de Moscou?

Para Lola, processo é o equivalente a “censura”. Até fez piadinha, dizendo que CQC significa “Censura Quem Critica”. Censura, até onde meus 2 neurônios alcançam, significa proibição de expressão e divulgação de idéias de antemão. Um processo, de novo ao alcance parco das minhas sinapses, se dá posteriormente a um ato em que o processante se achou ofendido. Censura, sob minha visão apoucada, é o que professores esquerdistas fazem, escorraçando os maiores intelectuais do mundo da possibilidade de serem lidos e discutidos em sala de aula, só por não serem radicais extremistas de esquerda. Censura, com suas doses açucaradas de disfarce, foi o que sofreu o crítico literário José Guilherme Merquior, ao provar por a+b que Marilena Chaui fez plágio da obra de Claude Lefort, e nunca mais ter sido lido em um curso de Letras, como esse em que a Lola dá aula. Ou perdi algum conceito alumiado nessa passagem?

Já que a Lola questiona se o Brasil é uma democracia pois ela pode ser processada quando diz que o CQC “calunia todas as mulheres” (caso eles nunca o tenham feito, é por si, uma calúnia), há um teste simples e de fácil aplicação para averiguar o grau de liberdade política de um país.

Basta pegar um caixote, ir a uma praça pública movimentada, subir no caixote e falar mal do governo vigente por 5 minutos, em alto e bom som. Se você não for preso em questão de meia hora, o país tem liberdade política. Se for preso, o país tem censura.

Poderia supor, então, que o regime defendido (em alto e bom som) pela Lola não é anti-democrático, embora nessas contradições da teoria, a democracia permita defendê-lo (enquanto ele não permitiria a defesa da democracia). É claro que a Lola nunca defendeu a censura – como nunca defenderam a censura nenhum teórico do socialismo que estabeleceu padrões draconianos de censura para o regime se manter vivo. Os EUA não cansaram de dizer que você poderia fazer o teste do caixote em frente à própria Casa Branca, gritando “Down with Reagan!” que você ainda assim não seria preso. A turminha da “esquerda progressista” não cansou de lembrar que o socialismo é a  democracia em sua forma mais plena, pois você também poderia fazer o teste do caixote na frente do Kremlin, gritar “Down with Reagan!” e também não seria preso.

O ato do CQC

Lola afirmou que o “CQC tem o direito sagrado da liberdade de expressão para caluniar todas as mulheres, mas eu não tenho a liberdade para criticá-los” (grifos nossos). Calúnia é imputar um crime a alguém. Chamar um membro do CQC de idiota ou uma feminista de gorda mal-comida constitui injúria, mas não constitui calúnia – não enquanto não proibirem a idiotice e a gordice, e nosso sistema ainda permite que se façam marchas exigindo tais acertos constitucionais. Dizer que o CQC imputa crimes a todas as mulheres, quando o programa não imputa, é, ora vejam, uma calúnia. Crime passível de processo e punição. A maioria das pessoas, se adultas, educadas e vacinadas, agüenta dormir à noite após ser chamada de idiota ou gorda (ou petralha, ou tucanalha, ou mal comida, ou reaça). Não são tantas que gostam de ter crimes imputados a si, seja estupro, latrocínio, assalto a mão armada ou a própria calúnia.

Foi do que o Marcelo Tas reclamou e, numa atitude democrática, tentou entrar em um acordo. Quando um crime contra a honra (como a injúria e a calúnia) são cometidos, ao contrário de um crime contra a pessoa ou a propriedade, por exemplo, é comum que uma pessoa que teve seu leite materno e abraço dos pais na infância procure entrar num acordo. Peça algo como: “hey, pode dizer que eu possa ter ofendido uma mulher ou outra, embora nenhuma formalmente indigitada, o que não constitui sequer uma injúria, que precisa ter um bem jurídico protegido formalmente definido, e aí fica tudo ok amica, dá cá um abraso”. Lola não aceitou. Poderia ter simplesmente dito que usou umas palavras erradas. Preferiu mantê-las. Pode ser interpretado como calúnia. Ela preferiu não conversar, e Tas a notificou que poderá processá-la. A isso é que Lola chama de “truculência jurídica”, aproveitando um termo usado pelo próprio Tas quando tentaram calar a Folha de S. Paulo. Pergunta: é a mesma coisa? Não há nenhuma confusão nessa comparação?

Fique claro que Lola está reclamando de um quadro do CQC que, apesar de não ter sido de fato criminoso (nenhuma pessoa foi formalmente atingida), é de fato asqueroso. O CQC não é uma pessoa física, portanto não pode ter sua “honra” defendida por crime de injúria, difamação ou mesmo calúnia. É muito fácil, democrático e mesmo correto reclamar da reportagem sem precisar cometer nenhum desses crimes.

A reportagem em questão é capitaneada por Rafinha Bastos reclamando do “mamaço” protagonizado por mulheres que querem ter seu direito de amamentar em público. De verdade em verdade vos digo que a reportagem não merece termos muito melhores do que “cretina”. Não é despropositado lembrar que Rafinha Bastos foi o mesmo que fez a engraçadíssima “piada” sobre órfãos no Dia das Mães, e, horror dos horrores, que as mulheres feias deveriam agradecer quando são estupradas. Reclamar de estulticocos condenados à eternidade como esses não só é democrático, é um dever cívico.

Também não despiciendo é lembrar que Danilo Gentili, outro “humorista” do CQC que só merece esse título por exclusão das outras possibilidades, quando reclamou da muafa que o metrô de Higienópolis gerou, tascou no seu Twitter: “Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz”. Uma piada da qual só um nazista acharia graça.

Ao contrário da patrulha, eu, que tenho muitos amigos judeus (e mesmo em Higienópolis), não canso de fazer piadas com eles (geralmente contadas por eles próprios). Mas, como afirmou Malcolm Muggeridge (um dos intelectuais que “somem” da Universidade brasileira esquerdista, e que nem os professores têm coragem de conhecer), “Good taste and humor are a contradiction in terms, like a chaste whore.” Todo mundo faz isso. Como Rush Limbaugh fez. Não existe povo com maior capacidade de fazer piada de si próprio do que o povo judeu – e foram eles que ensinaram os americanos a terem tanto humor auto-depreciativo. Se auto-depreciar, xingar os amigos e as mães dos amigos é saudável. Recomendo a todo mundo. Aos filhos de todo mundo, desde cedo. É como Taffmann E e lutinha: faz parte da nossa educação. Mas de brincadeirinha. É bom ter amigos judeus. Ser amigo do povo judeu. Ser amigo das pessoas de Higienópolis. Adivinha só quem é que não teve dúvidas em chamar um quadro do CQC sobre amamentação de “fascista” e imputar homofobia a “pessoas como Rafinha” por isso (?!), mas está sempre contra os judeus “burgueses de Higienópolis”?

O nazismo é pior do que “somente o fascismo”. É anti-semita. Ou seja, racista. Coisa que o método de affirmative action que uma Lola adora defender não permitiria. Mas quando Tas tenta conversar com Lola, sua resposta é afirmar que “além de considerá-lo um misógino de marca maior, também o vejo como um tucano enrustido e um babaca arrogante.” Entre a carrada de reclamações que tenho a fazer ao sr. Marcelo Tas nos últimos tempos inclui o tweet sobre o caso de Higienópolis: “Bairro de Higienópolis NÃO quer chegada do metrô! Pessoal gosta do povão + na teoria q na prática, como FHC, morador famoso do pedaço”. Sentiram o tucanismo?

Se formos procurar hipocrisia, nós da mídia imparcial™, devemos procurar dos dois lados. Não dá para considerar Marcelo Tas certo nessa história. Não dá para dizer que Lola agiu mais corretamente do que ele. Não dá para ter outra atitude frente a essa quizumba do que torcer para Marcelo Tas e Lola empatarem com K. O. duplo, e os dois caindo ao mesmo tempo.

Contradicto in adjecto

Não custa lembrar mais algumas contradições divertidíssimas de nossa heroína.

Lola é aquela feminista que sempre recorta a realidade, sob a visão feminista rigorosamente marxista, para que ela caiba em sua teoria. Quando um atirador abre fogo em Realengo, Lola diz, não sem acertar uns 98%, que a questão foi misoginia. Quando o mundo pára para tentar livrar a iraniana Sakineh do risco de ser apedrejada por “adultério” a um marido morto, Lola estava mais preocupada com uma causa urgente: uma marcha pela legalização do aborto sei lá eu onde. Não custa lembrar que Sakineh seria apedrejada no regime de Mahmoud Ahmadinejad, um dos governantes mais autoritários (e machistas) do planeta, mas que, como é amigo de Lula e Lola estava mais preocupada com a eleição de Dilma do que com um assassinato brutal dessa magnitude, simplesmente desapareceu de seu blog.

Lola apóia diversas ações machistas, sob o ponto de vista feminista. Quando Polanski estuprou vaginal e analmente uma moça de 13 anos, não teve vergonha alguma de dizer que “há todo um contexto” por trás de um estupro. Eu consigo contextualizar um assassinato (pode ser em legítima defesa, por exemplo). Um estupro é um ato incontextualizável. Nem alguém que tenha tentado estuprar a Elizabeth Bathory eu consegui ver “contextualizando estupro”. Segundo sua leitora Rita de Cássia, “Ele JÁ FOI PRESO e só fugiu pra se proteger.” ORLY?!

Lola foi machista defendendo Netinho. Sabem aquele candidato a senador pagodeiro que espancou 2 mulheres? Poi zé. Lola não teve escrúpulos em defendê-lo. Seus argumentos? Ela acredita em “reabilitação”. Ou seja, se um cara-pálida bate em 10 mulheres, mas não bate na 11.ª, provavelmente está reabilitado, e não merece mais punição nenhuma por isso. Um cara-pálida? O WAIT. Elencando as razões para se votar em Netinho, Lola começa: 1) ele é negro. Não existe melhor razão para se votar em Netinho, não é mesmo? Por que ela não pediu votos para Mário Oliveira?

Thomas Sowell

Thomas Sowell, o maior economista vivo do mundo (e negro tão andensado na sua cultura que disse em sua biografia que até os 6 anos nem imaginava que amarelo poderia ser uma cor de cabelo), ao ver que o eleitorado negro de uma cidade americana parou de dar votos para um negro por ele ter colocado um oriental e um latino como seus secretários de segurança, mesmo que isso tenha feito a segurança melhorar muito, disse haver algo de estranho no pensamento da população negra, preferindo outro negro como representante, achando ser isso mais importante do que menos homicídios de negros. Lola, por que Thomas Sowell nunca foi lido numa Universidade brasileira?

Prossegue nossa democrata defendendo Netinho: 2) Ele é do PC do B. O Partido Comunista do Brasil. “Mas não votem na direita”, é claro. E last but not least, 3) Seria bom para a Dilma. Oposição é frescura de burguês.

Mesmo no caso presente: Lola afirma que a turminha do CQC é homofóbica. Marcelo Tas tem uma filha homossexual. Sua resposta a isso? Todo machista tem mãe. Desculpaí.

Por que se preocupar com a Lola

Lola é uma das blogueiras principais da tal “blogosfera progressista”. Termo escorregadio. Nesta quarta-feira veio ao mundo o cronograma do próximo Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, a ser realizado entre 17 e 19 deste mês. Já falei sobre a blogosfera progressista e suas contradições, mas, afinal, fui contratado para ser o autor engraçadinho do Implicante™. Aprendam comigo, Rafinha e Gentili.

No primeiro encontro dos blogueiros progressistas, Lola foi uma das que sugeriu um novo nome para a trupe. Convenhamos, essa de associar estatização com “progresso” não cola a não ser para aquelas pessoas que passam nos últimos lugares do Vestibular. Que tal “blogosfera de esquerda”?, sugeriu Lola. Não aceitaram. Convenhamos, pega mal para qualquer um dessa “meia dúzia de filha da puta que lê livro”, como afirmou o crítico político Chorão. Blogosfera boazinha? Como reunir todo mundo sob o mesmo signo? Blogosfera Públicagratuitaedequalidade? Eu tenho uma sugestão: que tal blogosfera do dinheiro público? Quanto a isso, todos os “progressistas” estão de acordo!

Afirmei essa semana que o Twitter seria mais divertido se rolasse uma risada gravada no final de cada tweet. Ao ler a programação do próximo encontro, é impossível não imaginar uma gargalhada automática ao terminar cada frase. Vejam algumas das oficinas:

- Partidos e Luta pela Democratização da Comunicação – ex-ministro José Dirceu, Renato Rabelo, Brizola Neto, Jean Wyllys e João Arruda – mediação José Augusto Valente (DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO com DIRCEU e BRIZOLA NETO!!! HuaHuahuHAuhaauh!!!)

- Neutralidade na Rede – Sergio Amadeu e Marcelo Branco – mediação Diego Casaes (NEUTRALIDADE com MARCELO BRANCO, o coordenador da campanha virtual da Dilma e o cara do escândalo dos telecentros da Marta, mediado por um cara que escreve cartinha em inglês desejando boa sorte à presidente eleita! E estão discutindo “neutralidade”, numa macaquização do “net neutrality” americano!!  HUaHEueAHUEHAh!!!)

- Humor e Cultura – Benvindo Siqueira, senhor Cloca e o tuiteiro PorraSerra – mediação Sergio Telles (humor, isso?! padrão CQC de qualidade!)

- Rede da Reforma Agrária – Gilmar Mauro (MST) e Rodrigo Vianna – mediação Igor Fellipe (MST) (se esse povo é Sem Terra, eles não deveriam estar, sei lá, carpindo num latifúndio?!)

- Como Enfrentar o Facebook – Luiz Carlos Azenha (palestra) (COMO ENFRENTAR O FACEBOOK!!!! Ninguém inventou nada melhor pro Azenha fazer, não?! Ok, eu também não conseguiria…)

- Cultura & Civilização – Renato Rovai e a ministra Ana de Hollanda (sem o Emir Sader?! HuaHUeAhUEHUh!!!)

Por fim, “só uma idéia”:

- Financiamento de Campanha – Paulo Henrique Amorim e o ministro Antonio Palocci (FINANCIAMENTO DE CAMPANHA COM PALOCCI!!! HuAheueAhuehUaehuAheUHAEhaH!! Quem ousa discordar?!)

 

A quizumba da Lola com Tas pode ser assunto pessoal. A Lola não é. Basta ver quem financia tal sorte de encontros que financiam sua turma. Ninguém precisa ir lá no site dos blogosfentos progressistas para descobrir se é alguma empresa do Palocci que financia essas idéias doidivanas. Se meu leitor ainda não entendeu, vai uma dica: somos nós, trouxa!

 

* Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. Descobriu que feminismo não é antônimo de machismo bem antes de perceber que patrimônio não é o contrário de matrimônio. Não na maioria dos casos. No Twitter, @flaviomorgen

04/06/2011 Por : Seção : Artigos Tags:
BlogProg
18 Comentários Imprimir

18 comentários - → “Corra, @lolaescreva, corra”

  1. Flávio, engraçado você escrever que Polanski estuprou vaginal e analmente a moça. Na versão dela, foi anal. Na dele, o sexo foi vaginal, mas a tua mistura as duas. Pior, você acredita a priori no que a Samantha contou, mesmo ele não tendo feito nenhum exame para atestar isso. O MP americano descartou todas as afirmações dela, porque sabia que não podia prová-las e acusou Polanski apenas de sexo com menor, pois a menina tinha apenas 13 anos, ou seja, nem eles acreditaram nessa versão drogada e sodomizada.

    Agora, espero que nenhuma mulher nunca te acuse injustamente de droga-la e estupra-la, pois, a julgar pela crucificação de Polanski, não será necessário que ela faça nenhum exame para atestar a veracidade dessa história antes de condenarmos você a prisão. Quer dizer, drogas e sexo anal deixam vestígios certo? Sim, mas para o nosso tribunal de inquisição basta a palavra da vítima.

    A maior cretinice dessa Lola foi justamente não ter dito isso. Lógico que não! Toda feminista sabe que mulher nunca mente, ainda mais sobre um estupro. Já os homens, esses mentem sempre, até quando falam a verdade esses cretinos mentem!

    flaviomorgen responde:

    Pedro, assim foi o que o tribunal concluiu, mas os relatos de cada lado tiveram n fatores que quase provam, mas não como um exame de corpo delito, que a história não foi bem assim. Mas acato sua crítica, de toda maneira.

  2. Deu preguiça deste texto.


  3. Thiago - RJ

    11 mêss atrás

    _Caro “Morning Star” (ops; marxdecuehegelian alert!),
    _ adoro seus textos, e tenho, apesar da minha pouca idade (ou, talvez, por causa dela) a ambição de ler, direto da fonte, esses autores que sempre aparecem em seus escritos, à esquerda e à direita. Até para ver se eu me entendo. Explico-me.
    _Como já comentei com um jornalista que você talvez conheça de Twitter (@edubisotto), eu saí da “Matrix” esquerdista e nem sei direito como. Meus professores escolares e universitários foram, em sua esmagadora maioria, esquerdistas, desde que eu me lembro (5ª série). Além disso, na minha família há vários educadores (áreas de Pedagogia, propriamente, e História) que invariavelmente são, ou foram (já se aposentaram), alguns até sem perceber, presos à camisa-de-força mental (excelente expressão do Olavão) do esquerdismo. Infelizmente, ainda não tive oportunidade de estudar tanto política, filosofia e sociologia, nem economia, pela qual meu interesse é consideravelmente menor. Fiz Direito, em universidade pública. Dá pra sacar qual era a situação… tudo era arremedo: conteúdo programático, ementa das disciplinas, as aulas em si, o debate científico. Todos os professores das matérias mais abstratas (as que não começavam com “Direito”) eram – conscientes disto ou não – de corte marxista/trotskysta/gramciano.
    _Então, gostaria de entender isto: como foi que eu, desde tão novo submetido à doutrinação (essa é a palavra) esquerdista e esquerdizante, me tornei um liberaldemocrata? Em muitos aspectos, um “conservador”? Ainda mais sem ter tido um “mentor” presencial que fizesse as vezes de um “Morpheus”, a me oferecer a pilulazinha da libertação mental? E, se isso foi possível para mim, por que o é para tantos?

    _Quanto ao seu artigo em si, talvez o fenômeno “blogosfera progressista” como um todo e o próprio CQC sejam aspectos característicos do nosso tempo: todos têm muitas ferramentas para se expressar, mas expressar o quê? Na era do “compartilhar idéias”, será que esses compartilhadores têm idéias que valham a pena compartilhar? Hoje em dia as pessoas têm muito pouco conhecimento, muito pouco conteúdo, sobre as questões, mas a respeito destas todas têm opiniões “contundentes” e “respeitáveis” a dar. Não estudam, não pesquisam, acima de tudo não lêem, mas sempre “acham que” isso ou aquilo.
    _Há quem me considere um total alienado sobre muitas coisas, simplesmente porque digo “não sei”, “não tenho opinião formada”, “desconheço o assunto a fundo”. Aí, quando me manifesto – e me manifestei no Facebook sobre o “mamaço”, não concordando com a Lola interamente, mas no que tange à cretinice da reportagem do CQC e apenas quanto a isso – essas mesmas pessoas se chocam. Afinal, como eu disse, já consigo identificar a linguagem e o raciocínio esquerdistas e politicamente corretos, e me manifesto fora de tais padrões. Rapaz, é questão de tempo: “como você pode pensar isso?”; “conservador”; “reacionário”; ou, a melhor de todas as acusações, o “argumento” que costuma encerrar o debate – “você é de direita”. E só falta procurar a suástica que eu teria tatuada na bunda, já que a direita se resume a Hilter, para esses.
    _Talvez, atualmente, as pessoas se sintam pressionadas (por quem? Pelo quê?) a ter opinião sobre tudo para não correr o risco de ser “alienadas”… claro que, em tendo as opiniões, essas devem ser as “certas” – as do falso consenso politicamente correte, sempre de DNA esquerdista – dado que ninguém quer deixar de ser alienado e bitolado para ser “reaça”: todos querem, obviamente, ser “progressistas” e “do bem”. E tome blog “progressista” e “do bem”, em defesa dos “oprimidos” do “sistema”, das “causas justas”… pregando a liberdade e a igualdade, mesmo que tenham que manietar ou aniquiliar a liberdade e a igualdade (dos “outros”).
    _Nem na minha área – Direito – na qual eu me considero um mero esudante, eu me atrevo a dar pitacos muito ousados. Que dirá decretar o erro e a ignorância dos meus colegas, afirmar verdades absolutas…
    _Na “esgotosfera”, há poucos profissionais que sabem o que estão fazendo – não sei se a Lola é uma dessas – e muitos ignorantes engajados e “bem intencionados”. Claro que, dando, todos tiram uma lasquinha e conseguem um anunciante público. Alguns até ficam disputando entre si quem é mais “true” esquerdista etc e tal. Mas há uma linha mestra, um código não escrito de conduta e de direcionamento, que leva, muitas vezes, às contradições como as da Lola – uma feminista que não é virulenta contra determinados agressores de mulheres, porque esses são “dos nossos”. Já nos blogs e sites “da direita” há um total livre-pensar e os autores entram em choque de idéias com frequência! A única constante é a ausência de banners publicitários do Banco do Brasil, da Caixa e da Petrobras…
    Abraços!

    flaviomorgen responde:

    Thiago, curioso perceber que há gente desde os tempos áureos da Marx de cu é Hegel que ainda me lê. Orgulho. :)

    Quanto à sua dúvida, acho que parte respondi aqui: http://urubudsman.blogspot.com/2010/01/quem-ganhou-decada.html

    Eu também não tenho nenhum ambiente “favorável” à direita. Moro na periferia numa casinha tão pequena que não dá nem pra convidar amigo pra cá, há vários petistas dedicados na família, não tive educação econômica e muito menos herdei empresa pra gerenciar. Acontece que sempre gostei de ler, nem que fosse o manual do videocassete. Calhou de perceber que era favorável à meritocracia, que não acho que roubo, msmo por via governamental, seja uma opção e que as pessoas devem poder usufruir dos frutos de seu trabalho, mesmo se outra pessoa não trabalhe. Daí pra perceber que era de direita faltou só a coragem de pronunciar a palavra maldita.

    Quanto ao artigo, é bem isso que você disse. Não vejo ninguém pesquisando sobre o que está falando. Basta ter um exemplo chocante: a direita é Bolsonaro, e quem não é Bolsonaro é apenas “de direita, mas não o suficiente. Na verdade, essa luta por “liberdade” significa apenas que querem dinheiro fácil. Sempre do Estado, sempre por um motivo que não envolva trabalho. Encontrem um exemplo em contrário e me converto imediatamente.
    Abraço


  4. PastorHonesto

    11 mêss atrás

    Por gentileza, deixo aqui uma pequena gozação com os blogueiros progressistas:http://www.crussificados.com.br/2010/06/crussificado-da-vez-o-encontro-nacional.html. Não é refinada, mas é bem eficaz.

  5. “Como enfrentar o facebook”???? hahahahahaahahahahahahahahahahahahahahahahahaha sensacional!! o larry page e o eric schmidt vão vir para o Brasil pra ver se eles aprendem!!

  6. O curto comentário que você colocou a respeito do Thomas Sowell, já despertou a minha curiosidade a respeito da personalidade. Mais uma prova que racismo é uma atitude idiota.

  7. Prezado Flavio. Quem está fazendo piada é o pessoal da blogosfera progressista, com aquela pauta. Eu sei, mas não resisti ao impulso de te provocar. Quanto ao pessoal do CQC, eu concordo com sua colocação no geral, mas não consigo ser imparcial, como você tambem não, quando no meio da peleja está o pessoal do pt, da tal blogosfera progressista ou das militâncias que lutam pelo “conforto” ou “privilégio” de alguma minoria. Nestas horas meu coração e minha mente me dizem que empate – como neste caso do CQC X LOLA ARONOVICH – Não é o resultado justo.

  8. Só vim aqui levantar minha plaquinha: EU JÁ SABIA GALVÃO! (sic)

    Lola é burra e prepotente, e vai pagar por essa burrice. Pode se fiar no exemplo de um outro notório progressista mal-sucedido, o Nassif, e passar a canequinha entre seus 10 leitores pra pagar a condenação.

    (@flaviomorgen: Ah,Srta. T, isso nem ela ou o Nassif iriam fazer. Porque, você sabe, é melhor conversar e processo é uma atitude anti-democrática e… O WAIT)

  9. Flávio, muito bom o texto!

    Sobre o CQC: acho uma hipocrisia o Tas querer processar a Lola. Sempre que qualquer um de seus garotos faz uma piada infeliz – machista, racista ou que flerte com o nazismo – ele é o primeiro a defendê-los, a criticar o politicamente correto ou a falta de humor da “patrulha”. Depois fica nervosinho se é referido como machista, misógino, racista, nazista ou qualquer outra coisa. Além disso, “nazista” e “fascista”, vindos da boca da esquerda em geral, são menos significativos do que “bobo” e “feio”. Lamentável que o horror desses regimes seja tão banalizado, mas um fato.

    Tanto o Tas quanto a Lola parecem desprovidos de auto-crítica, e é definitivamente impossível deles esperar algo similar a um “mea culpa”. É muito mais fácil para o ego de qualquer um os dois apelar para as palavrinhas mágicas da vez: PROCESSO! ou CENSURA!.

    Quanto à Lola: leio o blog dela e gosto imensamente de alguns posts. Mas uma coisa que não suporto é o sistema de dois pesos e duas medidas. A Lola a-do-ra “contextualizar” a violência contra a mulher, sobretudo se o autor for negro, anti-americano ou de esquerda. É incapaz de defender a Sakineh. Se o Netinho espanca a esposa, isso não é defeito porque, sabe, o “sistema” é desse jeito e todos fazem assim (lembra quem?). Sobre o Polanski, só faltou dizer que foi a garota que o drogou e o estuprou. É preciso um malabarismo lógico muito grande para se dizer defensora das mulheres assim, não é?

    (@flaviomorgen: Bah, muito obrigado pelo comentário! Eu também acho ridícula a atitude do Tas. Aliás, entre os textos mais lidos desse site estão alguns criticando fortemente a atitude recente de Tas. Justamente por uma atitude que pode ser interpretada como anti-semita. E a esquerda, que adora chamar todo mundo de “fascista”, que fez? Estava lá, churrascando juntinha dos anti-semitas. Anti-semitismo também é anti-liberalismo, afinal. E quem chamam de “fascista”? Alguém como um Rush Limbaugh, muito mais afeito à democracia do que a Lola, mas quando afirmo isso ela diz que “louvo Rush Limbaugh pelo seu senso de humor” – mesmo que nunca tenha lido uma linha do sujeito, nem ouvido seu programa, e apenas perceba que ele faz troça de si próprio, coisa que nunca vi os “blogueiros progressistas” fazerem – aliás, bem que poderiam, não é mesmo? Talvez um stand-up comedy falando sobre como adoram pedir dinheiro do governo, sei lá.
    Quanto à Lola, acho que ela perdeu a mão nos últimos anos com essa história de transformar o blog num bastião do petismo estatizante. Algo parecido com a história da Carta Capital. Até já gostei de umas tiradas dela, mas hoje, mesmo quando ela não fala de política/feminismo, acaba meio sem sal. E ela adora falar dos dois pesos e duas medidas de todos, reclama de cada linha do que escrevem de besteira na internet, mas nunca teve coragem de responder meia linha do que eu disse, não é? Ela sabe que o resultado da tentativa seria catastrófico. Exatamente nessas horas, é sempre útil apelar pra ter algo melhor pra fazer. Enquanto isso, continuo a assistindo chamar o Tas de anti-democrático por um processo, dizendo que diálogo é melhor, mesmo depois de 3 e-mails dele tentando uma solução pacífica… sempre essa elite opressora tucanófila de Higienópolis, não é?)

  10. O Flávio Morgen afirmou que, na piada do Danilo Gentili, “só um nazista acharia graça”. Meu Deus, então o Brasil está cheio de nazistas, certo? E eu, que sou pró-Israel, sou um nazista? É um desejo inconsciente meu que se manifesta conscientemente como o contrário apenas para confundir a mim mesmo e não permitir uma cura dessa minha doença nazista (sabendo-se que nazistas são, sem sombra de dúvida, sociopatas)? Gostaria de uma explicação, mas como não dá para explicar tamanho insulto e contradição que o autor fez ao afirmar que ‘quem ri de uma piada (desse tipo) de humor negro é nazista’, deixa para lá. É pelo riso que sabemos a ideologia de uma pessoa, e não pelo que ela pensa? Claro, faz muito sentido.

    (@flaviomorgen: Verifique no meu próprio texto que acho saudável fazer piada, mesmo das mais violentas. Também apóio a porrada entre amigos. Até entre não tão amigos, sendo a primeira treinamento para a segunda. Isso, é claro, porque você não pode perguntar aos meus amigos judeus sobre os apelidos que lhes outorguei de estro próprio. Não é a primeira vez que digo isso, aliás: http://bit.ly/5AKDcr – Enquanto isso, podemos ler várias dessas piadas anto-depreciativas em livros como Humor Judaico – Do Éden ao Divã – coisa que, como o teste do caixote prova, não existe entre esquerdistas. A questão é que a piada de Gentili não é politicamente correta – é sem graça. O próprio Hélio de la Peña, negro, sobre outra piada racista de Gentili, reclamou que o problema não é o teor da piada, mas sim que é sem graça. Quando é sem graça, não dá nem pra chamar de piada, e sim de comentário. É o que o cidadão pensa da realidade. Não muito diferente do que pensam os que odeiam a burguesia rica de Higienópolis e não o expressam, diga-se.)


  11. alexandre

    11 mêss atrás

    Vc foi contraditório. Vc disse que os intelectuais de direita tem uma legião de fãs e que estes são os melhores em nível global e em qualquer curso. Mas algumas linhas abaixo vc culpa (olha a mania de culpar os outros!!!! ) os próprios alunos. Vc fala como se os alunos admiradores da direita sejam um minoria oprimida pela maioria. Mas outros colunistas de direita, como o Reinaldo Azevedo, gostam de dizer que alunos esquerdistas são um minoria chata e que existe uma maioria silenciosa que repudia os atos dos esquerdistas. Vcs não se entendem e são confusos. Talvez nem vcs acreditam nesse tese da “opressão dos intelectuais de direita nas universidades”. E outra coisa, liberais tem amplo acesso à imprensa. Sou economista e assino o jornal Valor Econômico. Liberais como Lara Resende, Pérsio Arida, Edward Amadeo, Armínio Fraga, Luiz Carlos Mendoça de Barros, Gustavo Franco e outros tem coluna no jornal ou são sempre solicitados para dar suas opiniões. Então cadê a tal “interdição” do debate ????

    (@flaviomorgen: Vamos por partes:
    – A esquerda é como uma seita, não importa se é gigantesca a ponto de pegar China e América Latina inteiras ou não; essa seita proibe autores consagrados mundialmente, mesmo aqueles que ensinaram como crescer sem causar inflação, como Milton Friedman, ou a autora mais influente de um país continental como os EUA depois da própria Bíblia, a Ayn Rand;
    – É pressuposto da direita se focar no esforço individual. A maioria dos alunos só repapagueia o que professores dizem – do contrário, ninguém mais seria de esquerda há muito tempo, se procurassem saber o que disseram os caras que criticaram os teóricos preferidos dos professores;
    – Você afirma que isso é “culpar os outros”. Bem, eu não li Hayek, Rand, Sowell, Bastiat, Rothbard, Mises e Ortega por que um professor me pediu [ok, no caso do último, um professor de Filosofia recomendou, mas foi caso único]. Seguramente a culpa de ninguém sequer saber o que é a direita não é culpa minha;
    – Aproveitando um conceito deste último, a força das massas está em sua organização. A maior parte da massa é apolítica. Mesmo em cursos extremamente politizados, como Letras ou Sociologia. Nesses cursos, o que ocorre é que mesmo os não-baderneiros acabam apoiando, de alguma forma, os barulhentos. Mas só nesses cursos. Nos outros, sequer a esquerda ganha a maioria dos votos. Ainda mais a extrema-esquerda. Onde está errado meu raciocínio?

    De toda forma, não falei em opressão. Nenhum intelectual de direita é oprimido [talvez com exceção do Guilherme Merquior]. Eles são é não lidos. Ninguém sabe nem o nome deles para os oprimir. Todo mundo enfia a cabeça no buraco feito avestruz e deixa o rabisteco à mostra. Só isso. Pior para o país, que fica com uma elite intelectual tão tosca que não merece algo além de gargalhadas e desprezo. Pior para os estudantes, mesmo. Felizmente, não dependo só de 4 professores por semestre para saber o que sei.
    Quanto à imprensa [parabéns pelo termo!], não conheço sequer intelectuais liberais no país o suficiente pra preencher o número de vagas de um Estadão, que dirá a dominar a imprensa. No máximo os economistas, que usam termos técnicos e falam para eles mesmos [ou você acha que entendo tudo o que um Armínio Fraga diz? Eu faço Letras!!!]. Quem está encastelando e com o chicote na mão você sabe bem quem é. Veja esse texto sem preconceito [ok, com preconceito com o site tosco, mas foi o único onde encontrei o texto na net] e veja se não é verdade: http://pqp.vc/55du

    Abs)


  12. alexandre

    11 mêss atrás

    Sobre o fato do processo entre o CQC e a Lola, acho uma coisa íntima onde o CQC tem o direito de processar mas perde o direito de reclamar quando uma “vítima” das brincadeiras deles resolver processa-los ( com certeza eles não gostam de ser processados, como qualquer ser humano normal !!! )
    Mas vou questionar um outro ponto que me chamou atenção : a crítica de que professores esquerdistas “expulsaram” intelectuais de direita das universidades . Soua um pouco patético porque passa a imagem que os intelectuais de direita são uns manés !!! É aquela coisa de se fazer de vítima. “Não temos relevância porque somos perseguidos por pessoas más ” ! Tem que ser muito ingênuo para acreditar nisso. Por que os intelectuais de direita não reclamam ? brigam para serem escutados em vez de se fazerem de coitadinhos e vítimas ? Gritam, vão à imprensa (com certeza serão recebidos de braços abertos pela revista veja e pelo estadão ). Esse papinho que não tem espaço nas universidades por causa dos “outros”, parece aquela estória do desempregado que não arruma emprego e sempre coloca a culpa nos outros ! Será que a culpa não é dele ? Boa reflexão para os intelectuais de direita !!! Parem de se fazer de vítimas e vão à luta !

    (@flaviomorgen: Em primeiro lugar, luta é coisa de comunista ou do Bruce Lee. A direita foi expulsa sim [pesquise pelo caso do Merquior citado e tente me dizer algo contra esse fato]. Afinal, nossa educação freireana é feita para a “consciência revolucionária”, não para pensar ou ter cultura. Mesmo assim, nunca vi nenhum intelectual de direita posar de coitadinho como você está supondo: todos eles têm uma enorme legião de fãs que, ora, são os melhores alunos em nível global, em qualquer curso [conhece gente que leu Sowell, Ortega, Leddihn, Voegelin, Jouvenel e é burro ainda assim? nem eu]. Quem deveria reclamar disso são os alunos, que só têm informação pré-formulada desde 1968. Mas aluno costuma pensar pela lei do menor esforço: se meus professores só passam os mesmos 10 autores desde sempre e dizem que eles são a “oposição crítica”, mesmo que eu nunca saiba qual é a tal da “situação”, só pode ser porque eu sou mega politizado e crítico de tudo isso que está aí, não é?)

  13. Flavio é meu orgulho.

    Eu concordo também. Eu gosto bastante de alguns posts da Lola, mas no caso do Polanski, nossa, aquilo foi um absurdo.

    No mais, a gente tem que ter responsabilidade pelo que escreve, afinal, a internet é um meio de comunicação e as páginas aqui são todas públicas. Fulano quer falar mal de alguém? Aguente as conseqüências.

    Bj

    (@flaviomorgen: Poi zé, Carol. Bem queria eu poder dizer o que realmente penso de algumas pessoas nessa internet, e em caso de me ferrar, reclamar dos ofendidos…)

  14. A resposta da Lola vai ser alguma coisa baseada no “tenho mais leitores do que você, therefore I won”. É uma lógica cretina, mas né?

    Em tempo: O Maior economista do mundo é o Prof. Walter Williams, que também é um negão 3×4 (e muito amigo do Sowell, aliás).

  15. Eu vejo o CQC como uma produção de mau gosto e alguns de seus “comentaristas” como pessoas que ultrapassam o limite da educação quando emitem suas “opiniões”. Entretanto, fica claro que procuram seja por razões de marketing, seja por script, seja por convicção, chamar a atenção para a miséria política de nosso pais. Sob este aspecto de uma forma enviezada prestam algum serviço à comunidade denunciando muita coisa que deveria ser denunciada pela imprensa dita séria. Já do outro lado, eu não sei qual seria a contribuição desta Lola Aronovich, que confesso não conhecia, pois não me dou ao trabalho de frequentar a “blogosfera progressista”. Numa competição de mau gosto com barreiras, eles seriam claramente superiores ao CQC, até mesmo pelas bandeiras que desfraldam. E portanto mesmo que isso não faça diferença alguma, opto não pelo K.O. duplo, mas pela vitória do CQC, por diferença mínima de pontos, onde os dois contendores se machuquem tanto que fiquem um bom tempo lambendo as feridas sem encher o nosso saco. Quanto às oficinas da turma da blogosfera progresista, eu acho que você esta de gozação; so pode ser.

    (@flaviomorgen: danir, eu que sou um “radical de direita ultraliberal”, não posso dar a vitória para o CQC assim com tanta facilidade. Quer dizer, não poderia: a partir do momento em que a moça lhes imputa um crime, num ato democrático eles tentam chegar a uma solução pacífica não judicial, ela rejeita e ainda lhes acusa de “truculência jurídica”, não tem como não ver quem é que acabou ficando mais “certo” nessa história. Eles podem ser criticados sim. Agora, se democracia é poder dizer o que se quiser, mesmo quando pode ser interpretado como crime, e sair ileso por isso, aí já dá pra ver qual é o problema com essa blogosfera.
    Quanto às mesas, copiei ipsis litteris [é a versão latina do Ctrl + C / Ctrl + V] do programa deles. Não conseguiria ser tão criativo.)

  16. “Como enfrentar o Facebook”???? heheheheh Gente, que viagem. E esse papo dela sobre o Polanski e “todo o contexto” do estupro não me desceu goela abaixo (uiean!). É, eu admiro algumas posturas dela, mas tô começando a achar essa mulher muito dãr. Uma coisa é amar os filmes do Polanski, outra é defendê-lo a respeito do caso do estupro. Gostei do que vc falou sobre a escrotice das piadas bestas do CQC. Isso sim é ser imparcial, mas ao mesmo tempo opinativo.
    Congrats.

    (@flaviomorgen: Obrigado, Ju, de verdade! :) Nem de longe me considero imparcial. Aliás, citando um dos maiores intelectuais de esquerda do século, Adorno, deixamos de ser imparciais no exato momento em que escrevemos. Se há corrupção no governo e eu escrevo sobre nuvens estou sendo “imparcial”? Como sempre digo, imparciais são as pedras, as plantas eu já tenho lá minhas dúvidas [um girassol é "imparcial"?]. O que não sou é partidário. Não vejo motivos para defender o Tas da Lola nesse caso. Mas também não vejo motivo para defender a Lola do Tas. Eu gosto muito de alguns textos da Lola, mas parece que ela parou de escrever sobre cinema e agora tenta espremer toda a realidade na visão “feminista” de mundo. Simplesmente é mundo demais para visão teórica de menos.
    Obrigado pela visita, é uma honra! :))