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28 de novembro de 2011

Da greve à agressão física na USP: há dinheiro por trás

white 15 Da greve à agressão física na USP: há dinheiro por trásKindle

por Flavio Morgenstern

Alunos não fazem greve, pois não são “trabaliadores” (sic) – caso não vão às aulas, se recusando a receber um serviço, seu protesto se caracteriza como um boicote. Esse é só o primeiro erro socrático cometido por radicais matriculados na USP – não delimitar corretamente o objeto de que falam antes de proferir necedades sobre o mesmo. Mas a tal “greve” na USP cada vez mais mostra aonde os grupelhos extremistas querem chegar com seus métodos de violência.

usp banho Da greve à agressão física na USP: há dinheiro por trás

Quem aí não tomou banho hoje levanta a mão!

A azáfama assembleicitária segue pari passu a cartilha da “democracia assembleística” da Cortina de Ferro e dos regimes fascistas do séc. XX (há até um “Guia Rápido do Assemblearismo”, que tenta democratizar o fascismo e, obviamente, nunca é seguido). Tudo é definido por um grupo que se reúne entre os seus, tomando decisões literalmente no braço para poder impor suas vontades sem consulta geral a todos os afetados.

A idéia de alguns poucos é exigir que os outros abram mão de algum direito para poderem votar – como o direito de ver aulas. Assim, preferindo manter seu direito original intacto, não podem decidir por si próprios – o que acaba por “escolher”, a priori, quais pessoas e partidárias de quais propostas estarão presentes numa assembléia, já manipulando de antemão o resultado almejado. Foi assim que se “votou” pela invasão da reitoria depois da meia-noite em uma assembléia na FFLCH (a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, que reúne dos cursos de extrema-Humanas) – ora, quem, portador de uma vida a ser cuidada, estaria ainda na USP uma hora dessas, senão quem já decidiu que ficará na USP enquanto a reitoria não for invadida?

Uma assembléia de Letras convocada pela turminha radical (e da qual apenas podem participar aqueles com preocupados menos com aulas e mais revolução) votou pela greve e criou um piquete “democrático” e que “não estava lá para prejudicar ninguém” à noite. Tudo isso para “apoiar os invasores” da reitoria. A turma da manhã (que, obviamente, estava sendo coagida à força a obedecer um grupo minoritário) gritou por aula e furou o piquete, deixando a grevista que discursava falando sozinha. Foi uma das cenas mais lindas já filmadas em toda a história da USP.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=p7VSkHcV4jQ[/youtube]

Porém, não se deram por rogados. Marcaram nova assembléia, para discutir mais do mesmo. Novamente, não passaram a tal da greve. A nossa já famigerada Musa do Lixo protestou: “são pró-polícia e fascistas”. Uma doçura:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=1em5LC7UgIc[/youtube]

Teve mais outra (e olha que não estou contando desde o começo). Como toda assembléia repetida, as pessoas com vida a cuidar apareceram em muito menos peso. Nova greve foi decretada, incluindo “não um piquete, mas um cadeiraço” (ou seja, um piquete) para impedir que os alunos da manhã tivessem suas aulas.

A assembléia também decidiu temas importantes, tudo na base do “Vocês tão de acordo?”, com umas 4 ou 5 vozes dizendo “Siiiiiiimm” com voz afadigada (aboliram até o método de levantar as mãozinhas e contar os “votos”). Um deles: de que o Centro Acadêmico da Letras, o CAELL, irá pagar a fiança dos presos que invadiram a reitoria – afinal, os sindicatos milionários que cuidaram da fiança querem o dinheiro de volta. Alguém propos que os alunos mais ricos pagassem do próprio bolso? Que é isso. Distribuição de renda só se faz com a renda alheia. Foi na lata: R$2 mil esse ano, R$2 mil ano que vem, líquido e não discutam. Entre os votantes, pessoas como Rafael Ferreira Alves – ou seja, os próprios invasores, votando para que paguem a fiança por eles.

Não afirmaram em qualquer momento “Nós” – eram sempre “os presos políticos”. Também se votou por uma nota de repúdio contra uma professora grevista e pela formação de um “comando de greve”. Primeira regra a ser votada: PROIBIR que pessoas da gestão atual do CAELL (PSTU) fizessem parte do comando como “delegados de greve”, já que não apoiaram a greve com unhas e dentes. Até que, nos minutos finais, se sugeriu finalmente votar quando serão as eleições do CAELL, já tão adiadas – ou alguém estaria disposto a dar um novo golpe, como já haviam dado nas eleições para o DCE, e deixar que não se definisse nas mãos de quem o CAELL começaria o ano?

Não é preciso dizer nada: se a essa altura, apenas duas ou mesmo uma única voz enfastiada respondia com “Siiiiimm” aos “Tá todo mundo a favor, né?” que a mesa perguntava, o pau pegou feio quando a hipótese de eleições foi aventada. Três ou quatro imediatamente pegaram o microfone para lembrar que arrancar cadeiras da sala imediatamente era mais importante do que decidir quando seriam as eleições. Dessa feita, voltaram a medir tudo por mãos levantadas, e apenas umas 4 se opuseram a deixar isso de eleições pra lá e imediatamente arrancar cadeiras das salas (desde que não fossem as que seriam usadas pelo SINTUSP no dia seguinte). Isso, claro, “sem violência”, só das salas que não tinham aulas (embora fosse difícil ter aula com cadeiras e mesas arrastadas pelos corredores).

Traduzindo: a assembléia decidiu não decidir. E deixou para uma próxima assembléia, já suposta, decidir SE decidirá sobre as eleições. Nesse ritmo, se houver eleições, elas seriam durante a festa de reveillon do PCO.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=kJY7nWJCk3c[/youtube]

Por que o repentino desespero? Ora, se não ficasse garantido que o comando do CAELL ficasse nas mãos dessa turma sem eleições por mais alguns meses através de um “comando de greve” com “delegados de greve” auto-definidos pela assembléia, eles não teriam assegurado os R$2 mil do ano que vem do CAELL para pagar a fiança ao sindicato. Repetindo: os próprios invasores que meteriam a mão no dinheiro “votaram” para o CAELL sair das mãos do PSTU e cair em suas próprias mãos sem eleições até março do ano que vem (justamente quando a fatura chega). Mais uma vez, alunos que se dizem “críticos” acreditam que fazem “greve” por profundas mazelas educacionais, quando ela esconde o quanto um grupelho quer dinheiro que poderia justamente ser usado para melhorar o seu prédio.

usp cadeiraço 300x225 Da greve à agressão física na USP: há dinheiro por trásDespiciendo mais uma vez dizer que, no dia seguinte, como era de se esperar, a turma da manhã, mais enfastiada do que a voz de embargo da assembléia, novamente furou a porcaria do piquete. Parece que nem arrancando à unha cadeiras e se perdendo meia hora de vida com esforços físicos a turma das assembléias aprenderá que, afinal, a maioria da faculdade não quer os malditos piquetes.

As invasões bárbaras na FFLCH

O resultado de tais métodos vândalos não poderia ser outro: nesta segunda-feira, pela manhã, o CAELL fazia uma barulheira pelos corredores – se os piquetes e a “greve” não passam, que ao menos se possa épater la bourgeoisie, per fas et per nefas. O alvo eram professores de Lingüística, que, como determina o departamento, dão a prova todos no mesmo dia. Os grevistas acharam um absurdo aplicarem uma prova física, na semana de provas (a última do curso), e isso depois de arrancarem os piquetes que impuseram a outros estudantes.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=BF96D5F_axk[/youtube]

Um dos baderneiros, sedizente aluno de Psicologia, iniciou uma gritaria nos corredores. Foi marcado em vídeo:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=pPE-XoMbkug[/youtube]

O que se seguiu foi algo ainda mais grotesco do que o ocorrido em 2007, quando uma professora de Tradução de Língua Alemã foi perseguida junto com seus alunos por grupos ameaçadores, tendo de se trancar em sua sala com a turma ao invés de continuar a prova, sofrendo ameaças por mais de meia hora e depois de cortarem a energia de sua sala (obviamente que nem a PM nem a Guarda Universitária apareceram para o resgate). Aqui, o tal aluno invadiu a sala do professor Marcelo Barra, virou a mesa em que ele estava sentado e o pegou pelo colarinho, encostando-o na parede e o ameaçando. O maluco chutou a mesa e saiu tirando a camisa, deixando os documentos caírem.

O professor é marido da professora Elaine Grolla, chamada de “reacionária” por enviar um e-mail para o jornalista Reinaldo Azevedo (anátema non plus ultra da extrema-esquerda). Por que foi ele o alvo? É difícil não pensar em um revanchismo.

O CAELL, que organizava a barulheira para tentar voltar a ter algum Ibope entre os radicais, percebeu que perderam as estribeiras. Uma menina entrou gritando: “Não associem isso ao CAELL, a gente não conseguiu parar esse cara!”

Ora, nessas horas, as ações coletivas devem ser interpretadas como individuais. E a violência ao direito do próximo deflagrada pelo CAELL deve ser entendida como “uma violência com limites”, uma violenciazinha. Claro que a culpa envolve a gestão do CAELL, que iniciou o esbulho à ordem assim que começou a agredir direitos alheios – se daí se perde o controle, não se pode deixar de culpar quem empurrou a bola de neve montanha abaixo.

Isso tudo ocorre na mesma manhã em que mulheres anti-greve são xingadas de “vadias” em grupos da FFLCH no Facebook, sem que o tal “Coletivo de Feministas da FFLCH” esboce qualquer indignação, como afirmou que houve “agressões” quando foi afirmado que invasor de reitoria estava em falta de um balaio de roupa para lavar.

Há quem esteja tentando vender a idéia de que toda a quizumba na USP não tem muito a ver com maconha. Estão certos: há processos criminais, que vão de dano qualificado a agressões físicas, e mesmo o destino do dinheiro do CAELL. Se a questão fosse apenas fumar maconha e só causar mal a si próprio – noves fora a marofa que outros são obrigados a agüentar – a situação na USP estaria bem melhor do que está agora.

Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. Acredita que a maconha no pulmão de criança seja uma droga muito menos nociva do que o PCO e seus similares. No Twitter, @flaviomorgen

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37 Comentários

  1. francisco ramos6 de dezembro de 2011 às 08:51

    Opinião de um professor chinês de economia, sobre a Europa – o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França.

    1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas , ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos…

    2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

    3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar ‘a conta’.

    4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

    5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos ‘sangram’ os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro ‘inferno fiscal’ para aqueles que criam riqueza.

    6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

    7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do… da China!

    8. Dentro de uma ou duas gerações, ‘nós’ (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacos de arroz…

    9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um
    desempregado…

    10. (Os europeus) vão diretos a um muro e em alta velocidade…

  2. francisco ramos6 de dezembro de 2011 às 08:35

    Postagem 2, o retôrno: Caríssimo Flávio: onde eu escrevi que devemos aumentar tamanho do Estado e “dar
    bola para esquerda”. A crise que aí está é do sistema capitalista de produção. E qual tem sido a atitude dos
    governos? Mais interferência do Estado na economia, inclusive estatizando bancos. Não digo que isto seja, ou não, desejável. Mas é a realidade objetiva. Paul Krugman , o “bad boy” da economia para vocês, dem-
    monstrou, em artigo recente, que a Suécia, por exemplo, que possui um generoso Estado de Bem Estar Social, aumentou o crescimento econômico dentro da crise. Mas é verdade também, que vozes como , pas
    me, a de um economista chinês, criticou esta gastança com esses mecanismo de proteção social, afirmando
    ainda que o “europeu trabalha pouco e gosta muito de futebol”. E que a economia da Europa é um automóvel
    em alta velocidade em direção a um muro. Vou se consigo o site do artigo dfo referido economista, para que
    você possa lê-lo na íntegra.
    Em tempo, estou vendo acima de mim parte de sua análise, sôbre as confusões na USP: todo o sangue, der
    ramado ou não é vermelho. Exceção para alguns, que o tem de cor azul.
    Abraços

  3. francisco ramos6 de dezembro de 2011 às 08:15

    Flávio: até gênios iluminados como você cometem erros de interpretação. E este agora foi gigantesco, visto
    que uso a lingua nativa para postar mensagens no Implicante. Quando falo a expressão …”vai parecer um
    disco””.. refiro-me, pela ” bilionésima” vez, AO FATO DE QUE O CAPITALISMO É O ÚNICO CAPAZ DE GERAR RIQUEZAS E BENS DE CONSUMO SOFISTICADOS. Aí vem você e entende que eu afirmo que
    você parece um disco em ficar repetindo seja la o que for sôbre o filósofo alemão, quando o tema do seu ar-
    tigo é a USP. Fique calmo ! Leia com atenção. Quanto à esta sua disputa com Marx pelo pódio, boa sorte!
    Espero que o jurado não seja todo da “Escola Austriaca”.Mas, de qualquer maneira, como você é “superior” a êle, suas chances são enormes.
    Reitero votos de feliz Natal e um 2012 bem legal para você e todos os seus familiares.
    Um grande abraço.

  4. francisco ramos5 de dezembro de 2011 às 20:34

    Gastou tôda a sua erudição, ou tem mais? Meu caro Flávio, você nem vai agradecer os votos de Feliz Natal,
    etc, que enviei para você e seus familiares? Que descortesia ! Veja bem meu amigo: o modelo econômico do chamado “socialismo científico” foi um fiasco onde quer que tenha sido aplicado. Já falamos isto milha –
    res de vezes aqui no Implicante. Não chova no molhado. Por outro lado, como o Sr. devem bem saber, Marx
    quase nada escreveu de como deveria ser o sistema socialista do ponto de vista econômico. É na crítica ini
    gualável aos sistema capitalista de produção onde êle é imbatível. Que tal esta gravíssima crise atual ? E
    mais, pensadores menos afoitos do que você aprenderam a “humanizar” o capitalismo (vai parecer um disco:
    “o único capaz de produzir riquezas e sofisticação de bens, corolário do espírito empreendedor do homem”),
    a partir de uma visão crítica do Marx. Daí sua influencia. É melhor entender os fatos como eles são do que
    ficar citando trinta ou quarenta autores, simulando um cachorro que persegue a própria cauda. E essa de
    comparar Marx com o vagabundo das ruas de Viena, não está a altura do Grande Flávio Morgenstern que a
    prendi a admirar. Não somos kantianos. Mas ninguém nega a influencia de Kant para a Filosofia.

    Abraços.

    • flaviomorgen5 de dezembro de 2011 às 21:21Autor

      Francisco, é bastante esquisito me pedir pra mudar o disco se você vem aqui falar de Marx pela bilionésima vez seguida num texto sobre… a USP. Mas vou fingir pra te alegrar que a crise do capitalismo atual tem TUDO a ver com Marx e sua mais-valia torta, que nenhum dos pensadores que coloquei refutou isso, e nem os artigos que já te pedi pra ler e você, ignorando-os, continua essa ladainha de “capitalismo tá em crise, vejam só, vamos aumentar o Estado e dar bola pra esquerda”. De toda forma, obrigado e o mesmo para você e sua família.

  5. francisco ramos4 de dezembro de 2011 às 23:05

    WIKIPEDIA

  6. francisco ramos4 de dezembro de 2011 às 23:00

    Flávio, mais essa: Kar Marx, “em uma pesquisa realizada pela Radio 4,BBC, em 2005, foi eleito o maior
    filósofo de todos os tempos”. “O pensamento de Marx influencia várias áreas como FILOSOFIA, G EOGRA FIA,HISTÓRIA, DIREITO, SOCIOLOGIA, LITERATURA, PEDAGOGIA,CIÊNCIA POLÍTICA, ANTROPOLO-]
    GIA BIOLOGIA, PSICOLOGIA,ECONOMIA, TEOLOGIA , COMUNICAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO, DESIGN,
    ARQUITETURA E OUTRAS. Fonte: WILKEPEDIA.
    Você tem uma inteligência privilegiada. Mas quer continuar com esta tolice segundo a qual você é superior
    a Marx ou vai desistir pùblicamente? Depois não diga que o humilde Francisco não lhe deu a chance !

    Abraços

    • flaviomorgen5 de dezembro de 2011 às 19:21Autor

      Tá bom, Francisco. Vamos abolir todas as leituras de Aristóteles a Kierkegaard, ignorar que o barbudão apenas sistematizou o eterno Show da Xuxa histórico em que há sempre um mocinho ganhando de um bandido num sem fim “dialético” (risos), fingir que não lemos as críticas a Marx de Böhm-Bawerk, Heidegger, Nietzsche, Edmund Wilson, Mário Ferreira dos Santos Voegelin, Will Durant, Mises, Hayek, Ortega, Huizinga, Ayn Rand, Horowitz, Kimball, John Gray, Unamuno e mesmo rigorosos esquerdistas como Adorno, Baudrillard, Habermas e Camus (e também ignorarmos como vários destes têm passado esquerdista, enquanto nunca alguém que leu o suficiente dos dois lados foi da direita e, depois de sábio, caiu na esquerda), só ler os artigos sobre o próprio Marx na Wikipedia (o que confirma porque ele DESTRUIU tantas áreas do saber humano: já que ainda insistem que só ele é importante), sem nunca ler os índices de desenvolvimento pífio dos países que aplicaram suas teorias (sobretudo, nunca comparar o alto índice de desenvolvimento com a quantidade de liberdade econômica) e também nunca unir premissa à conseqüência para perceber que, historicamente, Hitler também foi de suma “importância” no séc. XX. Mas, sobretudo, vamos entupir de comentários os textos daqueles que não são religiosamente marxistas lembrando como o mundo lembra o nome de Marx, e não o deles.

  7. francisco ramos4 de dezembro de 2011 às 22:41

    Flávio, sinto-me lisonjeado em trocar simples postagens com um genio como você. Superior hein ? Imagine
    você, Karl Morgenstern, defendendo, aos vinte e um anos uma tese sôbre Epicuro e Democríto na frente
    do Prof. Hegel (cujo seu apreço por ele eu já conjheço). Imagino a cena: soltava o parafuso da bunda e a mesma cairia no chão. Mas já mordi a isca o suficiente.

    DESEJO PARA VOCÊ E A TODOS OS SEUS FAMILIARES , UM FELIZ NATAL E UM 2012 BEM IMPLICANTEMENTE PRODUTIVO

    Abraços..

  8. Carlos Alberto da Fonseca4 de dezembro de 2011 às 14:38

    Isto não são estudantes, não são cidadãos. São BADERNEIROS, ALGUNS TUDO LEVA A CRER POR SUAS ATITUDES VICIADOS E DEPENDENTES DE DROGAS ILICITAS, INOCENTES UTEIS, MASSA DE MANOBRA DE UMA MINORIA QUE AINDA INSISTE QUE IDEIAS ESTUPIDAS E RETROGADAS DEVAM SER IMPLANTADAS COMO SOLUÇÃO PARA AS MAZELAS DESTE PAIS . Meu caros, vão a luta, estudem e se preparem para dar o melhor de si ao nosso pais já tão sofrido. Ir para a UNIVERSIDADE com a finalidade de PUXAR FUMO e FAZER BADERNA é COISA DE DOIDO. REALMENTE VOCES PRECISAM DE AULAS DE DEMOCRACIA.

  9. francisco ramos2 de dezembro de 2011 às 09:50

    Prezado Mauro: não há como discordar sequer de uma palavra de sua postagem. É exatamente o que ocor
    re quando confundem manifestações legítimas, visando objetivos maiores, com infantilidade esquerdista, ba
    gunça, vandalismo e, igualmente reprovável. bloqueio às aulas de quem realmente quer estudar. E nos
    sos impostos pagos estão indo pelo ralo. No geral, os artigos do Flávio Morgenstern vão exatamente de en-
    contro às suas colocações. Mas se você ler com um pouco de atenção a minha última postagem, eu apenas
    não acho, e nem desejo, que uma “revolução” esquerdista venha ser promovida por quem não sabe sequer
    obedecer uma ordem judicial, que fumar maconha AINDA é ilegal e que esses jovens mereçam tantos adje-
    tivos e substantivos superpesados. Agradeço a sua a réplica e envio um democrático abraço, na expectativa de que uma das maiores, senão a maior, Universidadede do País encontre seus caminhos.
    Feliz Natal e ótimo 2012 para você e tôda a sua família.

  10. Mauro1 de dezembro de 2011 às 21:42

    Ô “francisco ramos”, sabe quem vai pagar a conta da destruição do patrimônio público? Quem vai pagar o tempo de professores impedidos de lecionar? Quem vai comprar a tinta que vai ser usada para cobrir os murais deixados na reitoria pelos “revolucionariozinhos da mamãe”?

    Isso mesmo: eu, você, o Morgenstern, e o resto dos milhões de otários que pagam o ICMS embutido no preço de qualquer rolo de papel higiênico. Agora, se você não está nem aí com o que vai ser feito com o dinheiro que foi tomado de você compulsoriamente, problema seu. Eu me importo com o que é feito com o meu.

  11. francisco ramos1 de dezembro de 2011 às 20:21

    Flávio: pelo que entendi da sua resposta ao Sr Pedro, você se considera superior ao Karl Marx ?

  12. João1 de dezembro de 2011 às 13:41

    Flávio, não é gozado ter um erro cobrado por quem escreve “neo-liberais” com hífen? ehehe

    • flaviomorgen4 de dezembro de 2011 às 15:24Autor

      Sabe como é, são muitos neo-logismos possíveis nessas línguas neo-latinas, que mudaram muito desde o neo-lítico. Mas, enfim, eles entendem tanto de neo-liberalismo que nunca leram um mísero texto sobre o assunto: senão, tal qual outras separações com hífens saltam aos olhos pela estronchice, o “neo-liberalismo” hifenístico também saltaria. Falta apenas esse povo ler um pouquinho além de neomarxistas (estes, claramente, sem hífen).

  13. João1 de dezembro de 2011 às 13:39

    Queria que um bundão desses tentasse fazer isso comigo (sozinho, sem estar em bando, que aí é mole). Parabéns pela implicância, Flávio, continue sempre expondo a covardia desses mimadinhos em bando.

  14. francisco ramos1 de dezembro de 2011 às 01:05

    Sr. ou Sra. Grascia. Que navegada na maionese! Que delírio LSDélico! Pelo que eu li, existe uma organiza ção, sólida, ideológica e materialmente preparada na USP para tomar o poder para o proletariado. Meus Deus ! Das tanta bobagens que li, de opiniões bizarras outras aqui no Implicante, esta mereceria um Premio
    Nobel, se para tal emaranhado de tolices êste prêmio pudesse ser destinado. Concordo, evidentemente, que,
    por qualquer razão, pessoas que realmente querem paz para estudar, fiquem idignados com esta baderna
    de caráter nìtidamente pseudo-esquerdo-bagunceiro-anarquista. Alunos que chegam de carros caros falan
    do de revolução, desobedecendo ordens judiciais, quebrando carros de polícia, ao sabor das baforadas da
    “cannabis sativa”, e outros riquinhos deslumbrados com a recém descoberta dialética marxista, estão real –
    almente com todo este poder a ponto de promoverem uma revolução a la “Francesa” ou “Russa”? Menos !
    Menos ! Mas se é verdade que o comunismo classico foi varrido da História, por que não dedicar um pouco de reflexão sobre a gravíssima crise que se abate sobre o sistema capitalista de produção, que está jogando
    milhões de seres humanos ao desemprego, à desesperança e ao niilismo.? O Sr. ou Sra está tão preocupa-
    do em denunciar os “idiotas”. “gramcistas”, “viciados” , “sociopatas”,” loucos”, “psicopatas” (questiono aqui
    as suas qualificações para dar qualquer tipo de diagnóstico neste sentido),”bandidos”, que não sobra tempo para enxergar o que se passa hoje no mundo, bem distante das miudezas da USP, a saber. a encalacrada
    em que o sistema que você defende se meteu. E, por favor, não me venha com este papo de “esquerdista”,
    “esquerdopata” ou bobagens do gênero, pois realmente não tenho maIs saco para esses lugares comuns.
    Sou democrata, acredito na economia de mercado. Finalmente, depois da miséria moral, que nada tem a
    ver com o Sr. ou Sra, é a miséria intelectual que mais me choca no ser humano. TEXTO, NO MÍNIMO ,
    PATÉTICO !

  15. francisco ramos30 de novembro de 2011 às 14:59

    Êsse papo já teve seus quinze minutos de fama. FLÁVIO, JURA QUE COM O SEU VASTO CONHECIMEN
    TO, VOCÊ NÃO TEM OUTRA COISA PARA FAZER? Que dinheiro e êsse , meu irmão ?
    MUDA O DISCO, NEM QUE SEJA PARA O CHATÉRRIMO MOZART.

    Abraços mussolínicos.

  16. gracias30 de novembro de 2011 às 12:21

    O que se passa na USP é a juventude comunista em ação , formada em sua maioria de idiotas úteis

    Foram anos de dominação gramcista e o resultado é isto :Uma massa amorfa e anencéfala, cheia de ódio, com traços sociopatas evidentes – meros búfalos

    Lembrar que VICIADOS, LOUCOS, PSICOPATAS, BANDIDOS formam o exercito da esquerda para aterrorizar o cidadao do bem e impor sua nefasta agenda, porém , mal sabem estes que quando a tomada do poder se efetivar serão os primeiros a serem eliminados, vide revolução comunista e francesa…Daí porque eles mudam a história e a garotada não aprende os erros e a comedia- tragédia humana se perpetua

  17. alexandre30 de novembro de 2011 às 07:31

    não estou respaldando o artigo. é só para contribuir no debate.

    http://sergyovitro.blogspot.com/2011/11/crise-na-usp-renato-janine-ribeiro.html

  18. Pedro30 de novembro de 2011 às 04:48

    Essa é a verdadeira face da esquerda. Eles nos fazem defender o capitalismo como se ele fosse o culpado pela fome, a miséria e a exploração. O capitalismo industrial foi o único sistema que comprovadamente levou milhões a liberdade, ao emprego e a uma vida longa, mas nós o defendemos todos os dias das acusações de safados, como esses alunos, que defendem um sistema que levou milhões a fome e a miséria e um governo que suga nossos impostos para manter esse tipo de vagabundos.

    Temos que parar de discutir errado com essa gente. Temos que perguntar a eles o que o comunismo fez. Pergunte a eles o que o comunismo fez, Flávio. Não aja como se já soubesse a resposta. Pergunte como um ingênuo que quer comparar os dois sistemas. Pergunte o que o comunismo fez inclusive pelas mulheres, negros e gays que hoje tanto reclamam do capitalismo. Onde eles estavam na ilha de Fidel? Governavam com o barbudo? Onde estavam os gays na URSS? Desfilavam seu orgulho nas ruas?

    • flaviomorgen30 de novembro de 2011 às 21:57Autor

      Pedro, o pior é a resposta de sempre: aquele não foi o socialismo de Marx. Fazem isso logo com o barbudão que pregava a inseparabilidade entre teoria e prática. E sonham com um “socialismo real”. Ou seja, se for com eles, vai dar certo! Ora, o que existiu foi apenas o socialismo real. O socialismo ideal é que nunca existiu, preso num virginal reino das idéias platônico. Mas já estou cuidando disso num próximo texto. Só acho que não cabe bem aqui no Implica.

  19. Sir Eric Crap Tone29 de novembro de 2011 às 23:15

    Ahhh… ia esquecendo.

    Caríssimo Flávio Morgenstein, tá na hora do dotô tentar uma vereança!

    Q tal?

  20. Sir Eric Crap Tone29 de novembro de 2011 às 23:09

    Para acabar com a patifaria do ensino superior público, escolha:

    1ª. extinção gradual (em até 10 anos);
    2ª. extinção imediata.

    Q tal?

  21. Thiago - RJ29 de novembro de 2011 às 21:32

    OFF: sobre Belo Monte -> http://www.youtube.com/watch?v=JhYd48tQav4

    Sobre a USP:

    Está na hora de vocês começarem a usar os intrumentos legais cabíveis para… assistir aula. Compareçam em peso à Defensoria Pública estadual, que também tem legitimidade ativa para mover Ação Civil Pública. Representem ao Ministério Público, vão pessoalmente lá, façam pressão. A Ação Popular também é cabível para alguns casos e pessoas; me parece que há agentes públicos atuandocom tanta desídia que o prejuízoao patrimônio pode lhes ser facilmente imputado. O nexo causal existe. Está havendo uma omissão da Direção da FFLCH e da Reitoria, que precisa acionar a PM para garantir o direito de ir e vir – e, pelo visto – também a integridade física – de alunos e professores. Aliás, o professor agredido deveria registrar notícia-crime e colocar a Polícia Civil para trabalhar.

    Enfim, vocês são maioria. Têm o peso e a quantidade numérica a seu favor no que tange a pressionar os órgãos de Estado competentes para que se desimcumbam de suas funções. E têm a qualidade também, porque o mérito daquilo que move vocês é simplesmente assegurar que uma pá de normas constitucionais seja cumprida. Vocês não terão apoio da imprensa, a pressão não virá por aí; então, terá que ser na presença. Corram atrás disso porque vocês têm o bom direito nas mãos.

    Na UERJ, aluno “boicoteiro” e funcionário (docente ou não) grevista NUNCA conseguiu impedir aulas de acontecerem se professores e alunos as queriam. Nunca OUSARAM opor-se fisicamente à entrada e à permanência de ninguém em sala, nem faziam “apitaços” ou “cadeiraços” para inviabilizar aulas. Ainda havia certo decoro, certo respeito, que cabe a vocês – principalmente aos integrantes da “Reação”, que já sabem o que é levar um golpe – restaurar. Usando todas as possibilidades que o ordenamento jurídico põe à disposição de vocês, e não são poucos.

    Só com o fim da letargia da maioria silenciosa a dignidade institucional da USP será resgatada. Sejam os despertadores, a água gelada! Acima de tudo, vocês têm advogados, coloquem-nos para trabalhar!

  22. Marlon29 de novembro de 2011 às 14:45

    Cara isso está cada vez pior e o engraçado é que tudo segue como se nada estivesse acontecendo. Se fossem “direitistas” a fazer estas coisas o que teria de sindicato, entidades da “sociedade civil”, conselhos de classe, etc, emitindo notas de repúdio na imprensa…

    Hey pessoal, vcs precisam divulgar tb um vídeo “Tempestade em Copo D’Água” feito pelos alunos da UNICAMP como resposta ao vídeo dos globais contra Belo Monte:

    http://www.youtube.com/watch?v=gVC_Y9drhGo

  23. Eduardo29 de novembro de 2011 às 14:35

    As duas de vermelho: uma apenas ‘arredou’ o braço e mostrou as axilas e a outra com ‘thumb up’ talvez acrescentasse que não lavara as partes pudicas.

  24. alexandre29 de novembro de 2011 às 09:03

    Se eu fosse estudante da USP estaria de saco cheio desses papos de “greve”, manifestação, DCE, invasão de reitoria. Iria estudar que seria melhor ! Se fosse alguma coisa em prol da USP e dos estudantes até me interessaria pelo assunto. Mas isso virou uma tremenda baixaria ! Política estudantil eu entendo como discussão dos problemas da universidade. Quer fazer política partidária, faz fora da faculdade e deixa os outros estudarem. Não sei como vc aguenta isso !

    • flaviomorgen29 de novembro de 2011 às 13:30Autor

      alexandre, pior que o povo da FFLCH vai ver ler seu comentário e achar que você é um direitista reacionário raivoso que diz “amém” pra tudo o que eu escrevo…

  25. Jorge Souza29 de novembro de 2011 às 01:04

    É a realidade de um Brasil que temos hoje, todos tem direito, mas ninguém quer ter deveres, com um desgoverno onde volta e meia cai um ministro por causa de corrupção e o que é pior que se exonerado para as investigações e não apuram mais as suas falcatruas e com isso o dinheiro destinado a saúde, segurança, educação e infra-estrutura são afanados por esses ladrões.
    Isso que está acontecendo é igual ao trafico enquanto não desmascara os verdadeira chefões que estão por trás não vai acabar com essa pouca vergonha.
    Se não querem estudar mandem embora desligue e de lugar para quem verdadeiramente quer alguma coisa com a educação.

  26. implicantex28 de novembro de 2011 às 22:56

    Flavinho querido, desculpe mas não entendi de verdade o video da tal “assembléia” (de Deus??) a votação pela NÃO manutenção da greve venceu mas a greve continua? E que diabos é isso de adiar “assembléia” já decidida pra depois?
    E veja só, eu, de esquerda, completamente contra seus conceitos neo-liberais reconheço sem problemas: golpe no DCE, puta sacanagem isso e é óbvio que existem interesses obscuros atrás disso.
    Fico triste por ter gente do PSOL lá, já que é meu partido favorito, uma droga isso.
    Esse pessoal tá brincando de ditadura numa democracia. O bom é que ninguém sai machucado!
    Grande abraço!

    • flaviomorgen29 de novembro de 2011 às 01:18Autor

      Implicantezinho, saiu com um erro porque foi TANTA assembléia que esqueci de começar o parágrafo dizendo que já estava falando de OUTRA assembléia, onde novamente se propunha greve. Ou seja, fica difícil ter um texto muito claro com tanta coisa repetida junta.

      O que aconteceu foi que já se supunha que continuariam fazendo assembléias ad nauseam, então, mesmo sem decidir quando seria a decisão, deixaram pra uma “futura” assembléia, mesmo com o ano acabando – e dado o fato de todos os presentes repentinamente terem se decidido a votar com ímpeto, só se pode perceber como estavam desesperados para não haver votações tão cedo, e o CAELL ficar na mão de quem estava na assembléia naquele momento, se auto-intitulando para o cargo de “delegado de greve”. Ou seja: querem os R$2 mil para o ano que vem a todo custo, mesmo o de sacanear os próprios partidos extremistas rivais.

      Bom, ninguém sai machucado por que ainda não tiveram coragem de agredir professores e alunos mais desabridamente. Mas mesmo o PSOL já prega uma ditadura (mesmo com “liberdade” no nome) e, com o clima tenso como está, não duvido que logo possa haver sangue. E dificilmente será sangue vermelho derramado.

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