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16 de maio de 2013

Marilena Chaui e o grito primordial: “Eu ODEIO a classe média!”

A filósofa petista incita o ódio de classe pois sabe que a classe média se ofende ao ser associada com fascismo e outras coisas que repugna profundamente.

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 Marilena Chaui e o grito primordial: Eu ODEIO a classe média!

Talvez a maior dificuldade da filosofia seja encontrar termos precisos, que ao menos com alguma acuidade tratem de espelhar a realidade com certa precisão e limites discerníveis. É muito comum um filósofo competente perder-se em seu próprio vocabulário abstrato, abandonando qualquer compromisso com a dureza dos fatos concretos.

É o caso do grande mestre da lógica Bertrand Russell e de seu mais famoso discípulo, Ludwig Wittgenstein. Ambos eram artífices da mais pura lógica matemática. Suas contribuições ao pensamento factual, entretanto, são tão platiformes que o último inicia seu magnum opus encontrando dificuldade em aceitar o fato de haver mais palavras do que coisas no mundo, crendo então ser um paradoxo o fato de todas as palavras estarem fazerem parte do mundo feito de coisas.

A professora de filosofia petista da USP Marilena Chaui, que possui alguma competência na exegese de filósofos há muito observadores do sol de outros mundos, é conhecida por sua visão marxista de conceitos, palavras e categorias. É uma manipuladora competente de termos com grande carga psicológica para sua platéia.

Sabendo animar seu auditório, a professora, no lançamento do livro ”10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma”, organizado pelo sociólogo Emir Sader (seja lá o que for “pós-neoliberal”, se nem o termo “neoliberal” possui qualquer conteúdo dentro da forma além de um xingamento), resolveu, corretamente, explicar que o conceito de “classe social”, para os adeptos da logorréia marxista, nada tem a ver com o quanto alguém possui materialmente. É possível até fazer um corolário não-dito pela professora: tampouco tem a ver com a ocupação de alguém, como no caso da palavra “burguês” (comerciante), como antes se fazia. Sem usar termos declaradamente marxistas no mesmo palco em que o ex-presidente Lula logo falaria, Marilena explicou o conceito de “consciência de classe” (Klassenbewusstsein‎) do pregador comunista.

À guisa de “conclusão” ou justificativa de sua exposição, como se vê em vídeo divulgado por uma tal “Fundação Maurício Grabois”, com logotipo do PCdoB, Marilena, sem qualquer argumentação, disse finalmente o que a platéia estava ali para ouvir, ao invés dessa chateação filosófica na qual ninguém presta atenção:

“E porque é que eu defendo esse ponto de vista? Não é só por razões teóricas e políticas. É PORQUE EU ODEIO A CLASSE MÉDIA. (colérica, sob, finalmente, aplausos entusiasmados) A classe média é o atraso de vida. a classe média é a estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante… [perde-se procurando mais outro adjetivo ofensivo gratuito] terrorista. (risos da platéia)

A classe média é a uma abominação política (risos da platéia), porque ela é fascista. Ela é uma abominação ética porque ela é violenta, e ela é uma abominação cognitiva porque ela´é ignorante. Fim.”

Marx gastou milhares de páginas em seu cartapácio O Capital e tornou famosa a idéia de que a sociedade se divide em “classes” estanques (necessariamente estanques), e de que o motor da história seria a “luta de classes” (conceito que gerou um falhanço mortuário ao se instigar uma luta mortal anteriormente inexistente, bobagem destroçada impiedosamente por Eric Voegelin). Tal conceitualização de “classe” não é explicada senão apressadamente, em um parágrafo e meio, no fim do terceiro capítulo d’O Capital, que se encerra abruptamente sem qualquer substancialidade sobre o assunto (vide a formidável análise de Gary North em The Marx Nobody Knows, no livro Requiem for Marx, editado por Yuri Maltsev).

marilenachaui 2 Marilena Chaui e o grito primordial: Eu ODEIO a classe média!Ora, pela taxonomia filosófica e científica, uma “classe” é uma categoria mais abrangente do que “espécie”, “gênero” e “família”. Marx, por pura retórica para arrebanhar fiéis despreparados, usa o termo “classe social” com o fito de fazer crer que é mais fácil fazer parte de outro gênero ou trocar de família do que ascender a outra classe social. Uma óbvia picaretagem. O historiador marxista E. P. Thompson demonstrou com precisão que é impossível distinguir se uma pessoa faz parte do tal “proletariado” ou da “burguesia” – vide o Brasil, onde a classe média econômica preocupa-se mais em conseguir um bom concurso e trabalhar sossegada para o Estado do que se exprobar no comércio (“burgo”) e ter um percentual altíssimo de seus rendimentos avacalhadamente tungados pelo Estado.

Sobra, então, apenas a tal “consciência de classe” (cada vez mais importante para marxistas), que vira aqui, na verdade, inconsciência – incapacidade completa de perceber a realidade a que seus termos juram que fazem alusão. Perdidos no reino abstrato de palavras que apenas sentimentalmente parecem ter alguma semântica científica, como “classe trabalhadora”, as ovelhas seduzidas pelo discurso marxista colocam um cabresto lingüístico sobre seus olhos. Se um analfabeto é capaz de ver e se admirar com o quanto uma pessoa trabalha, se sacrifica e se esforça para prover sustento aos seus e ascender socialmente, um crente lobotomizado por discursos como o da ideóloga do PT apenas enxerga alguém que, paradoxalmente, deixa de fazer parte da “classe trabalhadora” após tanto trabalhar. O “estudante” acaba aprendendo a enxergar sua realidade invertida através de condicionamento lingüístico cada vez mais abstrato, incapaz de notar paradoxos chocantes em sua nova religião.

Não é por outra razão que o filósofo marxista argentino Ernesto Laclau, à guisa de exemplo, inverte o tal motor da história, e diz que é o próprio discurso de classe que gera a classe social, sob estulticocos como afirmar que a ”democracia” é um “significante vazio”, ao qual o partido revolucionário pode atribuir o sentido que bem lhe convenha. O que, afinal, é exatamente o que acontece.

Primeiro como farsa

Marilena Chaui não terminou abruptamente a sua verdolenga exposição ideária trocando uma conclusão derivada de premissas por um histérico berro de ódio pessoal apenas porque a continuação de sua verborréia iria jogar para sua platéia a raiz de suas crenças – o que a sua própria platéia, ignorante de cirúrgicas discussões filosóficas em minúcias, iria repudiar com nojo. Ela o faz como uma tática que a esquerda no mundo inteiro, dominante na cultura, na academia e na psicologia, sabe fazer como ninguém.

leftism 223x338 Marilena Chaui e o grito primordial: Eu ODEIO a classe média!Não há o menor sentido em tentar ofender um membro da KKK o chamando de “racista”, tentar menosprezar um oficial da Waffen SS orgulhoso de ter assassinado judeus às mancheias tachando-o publicamente de “nazista”. Os intelectuais, os atores (de Hollywood ou o bom-mocismo global tupiniquim), os músicos e as celebridades usam desse expediente justamente para ofender quem odeia ser associado a racistas, nazistas e demais pessoas retrógradas e preconceituosas, porque têm um desprezo tão profundo por racismo, nazismo e outros obscurantismos que se calam de choque se alguém os associa com tais abominações. Em outras palavras, a esquerda ofende usando sempre as mesmas palavras porque sabe que está proferindo uma mentira.

E funciona. O analista político Ben Shapiro (palestra must-see), autor do recém-lançado Bullies: How the Left’s Culture of Fear and Intimidation Silences America, explica a tática ofensiva que a esquerda americana utilizou para ocupar todo o espaço público, justamente dizendo que todo o espaço público é dominado pelo inimigo (“a classe média é reacionária, a mídia é golpista, a oposição é direitista” e até – horresco referens – que essa classe média que não vota em partidos amigos das FARC é “terrorista”):

O objetivo da esquerda é encerrar o debate político, depreciando seus adversários como algozes. Eles rotulam os seus adversários como racistas, sexistas, homofóbicos, intolerantes, ignorantes, teimosos amargos. Eles os comparam aos nazistas, membros da KKK, terroristas (!). Em seguida, eles os expulsam como leprosos do debate político. Porque quem se importaria em debater com um nazista, ou com um membro da KKK, ou com um terrorista?

É assim que a esquerda ganha argumentos. Eles polarizam os americanos uns dos outros. Eles nos separam por grupos. Eles nos dividem e eles nos conquistam. Eles nos convencem de que somos ou vítimas que merecem recompensa, ou opressores que devem se curvar ao jugo.

Ao debatedor com razão, mas desconhecedor de técnicas de retórica e lavagem cerebral apregoadas desabridamente em literatura ideológica, resta o tempo todo ter de se explicar para a platéia que não é um fascista, ou racista, ou apoiador de ditaduras, um espancador de mulheres. Por mais que o outro lado, justamente, seja exatamente isso – a platéia não entenderia que alguém gaguejando amuado no canto após uma chuva de impropérios, ou então apelando para xingamentos desprovidos de carga ideológica após perder a paciência, esteja com mais razão do que um agradável odiador de seres humanos.

liberalfascism 195x300 Marilena Chaui e o grito primordial: Eu ODEIO a classe média!Desprovido o adversário de uma posição inicial confortável para expor argumentos, sem gastar tempo tendo de se justificar perante os preconceitos de que está sendo alvo, resta tão somente o teste de sentimentos, em que a platéia apenas julga se aquela pessoa faz parte do seu grupo ou é inimiga. É a animalização da linguagem (não confundir com a zoomorfização) que René Girard encontrou como ato inicial da sociedade humana: encontrar um inimigo como bode expiatório e, através da inculcação de um ódio completo a este “inimigo” como causador de todos os nossos males, iniciar um grupinho, embora não tenhamos nada a compartilhar, a não ser ódio pelo adversário.

É exatamente por esta razão que a esquerda atingiu o patamar de dominação integral que está quase alcançando no mundo, hoje.

Basta ver como mesmo a imprensa mais aguerrida contra sumidades do porte de Lula, Obama, Chávez, Dirceu, Genoino et caterva usa de uma linguagem educada, polida, cuidadosa (não exatamente com seus cargos, mas sim com o apreço do populacho por suas figuras públicas). Não são chamados de comunistas (mesmo discursando para o PCdoB), terroristas, seqüestradores, marxistas, caudilhos, ditadores, totalitários, agentes cubanos – mesmo que um deles ele próprio se jacte afirmando ser “ex” (?!) membro da inteligência cubana.

kaddafi evo lula 300x177 Marilena Chaui e o grito primordial: Eu ODEIO a classe média!Eles mesmos, todavia, assim que tomam presença de uma câmera ligada, associam seus adversários a todos os descalabros que nos fariam, comuns mortais, ser processados se falássemos do mesmo modo. Vale chamar repórter de “torturador moderno” (!), afirmar que paulistas são racistas sendo um negro eleito por paulistas (!!), dizer que a imprensa livre pode levar ao nazismo (!!!), pregar uma estatização completa e chamar todos os seus inimigos de “fascista”, fechar o Congresso (ou cogitar se refugiar da prisão indo morar ali dentro), dizer que seus adversários odeiam pobres (a classe média, óbvio, continua liberada para ser odiada, vilipendiada e espezinhada, a ponto de se rir até quando é roubada e assassinada), imputar que seu adversário odeia gays e mulheres e negros etc, etc, etc. Bilinguis maledictus.

A tal “mídia hegemônica burguesa”, quando divulga tais fatos, o faz como uma notinha curiosa na página 84 do caderno D, ao invés de corretamente escancarar o fato repetidamente na capa por meses seguidos. Basta pensar na diferença de virulência e, vale dizer, educação, nos debates entre Lula e Dilma e seus opositores recentes, Serra e Alckmin.

Por óbvio que não se deve imputar à pura mândria maquiavélica a declaração de ódio e o típico discurso com 80 adjetivos para cada substantivo de Marilena Chaui, tão comum à esquerda (que nunca consegue escrever nada sobre seus adversários sem um chorrilho de apelidos depreciativos e difamações).

Urge notar que Chaui chama a classe média de “reacionária”, provavelmente sem saber o que isso significa, ao mesmo tempo em que a xinga de “fascista”. Ora, um reacionário, justamente ao contrário de alguém perdido na verborréia abstrata de “classes” da professora, é aquele que, por experiência, descobriu como as coisas reagem, independentemente de nossas boas intenções. Não é portanto o ideal que os reacionários possuem de diferente da esquerda – é conhecer melhor o real. O socialismo ideal, o capitalismo ideal, talvez até o fascismo ideal são maravilhosos – a encrenca é viver sob o jugo de tais sistemas consubstanciados na realidade, dura e por vezes pontiaguda.

É na realidade que os reacionários vêem as reações que no ideal vivido, sonhado e verbalizado pela esquerda elas são ainda são desconhecidas –.é a reação a uma mentalidade ainda juvenil. Como bem definido pelo filósofo colombiano Nicolás Gómez Dávila, não se parte de idéias reacionárias – chega-se a elas. O reacionário não tira suas conclusões políticas pensando na “classe média”, mas vivendo com o João, a Ana, o Paulinho, a Clara. Essas pessoas que a professora Chaui odeia mortalmente sem indigitá-las formalmente.

nazi bible 216x300 Marilena Chaui e o grito primordial: Eu ODEIO a classe média!Exatamente por desconfiarem de ideais de “reforma” ou “revolução” social que os reacionários foram os inimigos mortais dos dois totalitarismos “revolucionários” e “reformistas” que mais mataram no séc. XX. Eram jurados de extermínio tanto na Internacional Comunista quanto eram lembrados como aqueles inimigos que impediram os nazistas de subirem ao poder no hino do 3.º Reich, a Canção de Horst-Wessel, com uma promessa de vingança pouco velada. Não é sem razão que, enquanto um reacionário como Winston Churchill prometia, diante de uma platéia cristã ao ponto da carolice, se aliar a Satanás contra Hitler, o próprio Hitler se aliava ao socialista Stalin para enfrentar os “reacionários”, enquanto jornais socialistas franceses culpavam a “imperialista Inglaterra” pela Segunda Guerra. Seus próprios hinos já anteviam esse inimigo comum. (e serem o supremo inimigo dos dois maiores totalitarismos da História mundial, que elogio aos reacionários!)

Para Marilena Chaui, que provavelmente desconhece de todo o pensamento “reacionário” (do contrário, não seria uma esquerdista) que julga odiar sob uma saraivada de adjetivos que contradizem uns aos outros, não há nada estranho em afirmar que a “classe média” (o João, a Ana, o Paulinho, a Clara) são fascistas e reacionários ao mesmo tempo. Para sua platéia abduzida, que desconhece conteúdo semântico e fica apenas com o teor apocalíptico de tais termos, é tudo a mesma coisa. Os grandes reacionários se opuseram à concentração do poder em poucas mãos com “grandes intenções”. São pessoas como Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, G. K. Chesterton, Jorge Luís Borges, H. L. Mencken, Jonathan Swift e outras pessoas que nunca feriram ninguém. São seus supremos inimigos a cepa de Pol-Pot, Hitler, Stalin, Mao, Castro e camaradas agremiados.

Entretanto, nem tudo pode ser atribuído à malevolência de um formador de opinião, quando há tanto espaço para a ignorância. Que também importa o fato de alguém justificar uma exposição “filosófica” tão somente com um urro primata de ódio vulcânico? Tais pessoas, que vivem sob o cabresto da ideologia sem substância real, apenas conhecem abstrações. Sua virgindade de conhecimento sobre o que pensam seus adversários permanece hagiográfica, seus conceitos não se sujam no contato com a realidade, permanecendo no puro reino das idéias platônicas. Contraditoriamente, chamam sua fantasia idealizada de “o socialismo real”.

Ao se divorciar da realidade para adentrar sem retorno ao reino das abstrações, generalizações e coletivizações de contornos imprecisos, o ser humano deixa até mesmo de enxergar pessoas. Diante dos seus olhos estão apenas peças de xadrez. Ou melhor, votos.

…e depois como tragédia

O longo discurso de Marilena repetiu pela biliardésima vez que sua platéia pode se acalmar: eles são uma classe, legal e bacana, e seus adversários não são seus semelhantes e pessoas dignas da mais remota consideração, fazendo todos parte de outra classe de seres humanos. Também foi útil para reafirmar que a turba enfurecida pode, afinal, se enfurecer à vontade – sob auspícios do que acredita ser uma profunda racionalidade filosófica.

Ao tratar pessoas como “classes” é mais fácil odiá-las. É por isso que o nazismo e o comunismo puderam existir, é por isso que a violência brasileira, sob uma roupagem retórica de “reparação” ou “causa social” imprecisa, está matando mais do que qualquer guerra. Por uma luta de “classes” ou “raças”. É difícil odiar o Michael Jackson, o Eric Hobsbawm, o João, a Ana, o Paulinho, a Clara: é fácil berrar: “Eu ODEIO a classe média!”, como Saturno devorando os próprios rebentos.

Marilena Chaui fez o que os analistas políticos americanos chamam de dog whistle, ou apito de cachorro: inculcou em seus comparsas as palavras de ódio que são condicionados a repetir servil, mecanica e inconscientemente como ratinhos de laboratório falantes. Apenas a cachorrada de sua “classe” assim o ouve o que deve ser definido como o discurso oficial daquela turma, que a opõe a outra – basta ver como o assunto foi solenemente desprezado pela imprensa, que deveria escarafunchar até a medula cada oportunidade de encontrar um grande furo que os galgue à promoção e reconhecimento profissional.

marxist feminist dialetics Marilena Chaui e o grito primordial: Eu ODEIO a classe média!A partir do momento em que tais palavras abstratas e incertas adentram no vocabulário corrente é praticamente impossível reverter o processo. O melhor meio de condicionar o comportamento da patuléia ignara docilmente´e aproveitar um tema sensível, que pode ser observado na realidade, e, com tal termo, conduzir uma nova postura. É o que se faz com palavras como “homofobia” e “racismo” hoje. Ambas as coisas existem às pencas (basta tentar encontrar algum homossexual ou negro que nunca tenha sofrido discriminação injustificada). Entretanto, são utilizadas para criar uma apreciação sentimental automática e irrefletida com quem defenda as bandeiras contrárias à homofobia e ao racismo, ao mesmo tempo em que libera um poder cada vez mais irrestrito para grupos de pressão selecionados a dedo.

Coteje-se na realidade factual como boa parte das passeatas e manifestações do chamado “movimento gay” (que pouco ou nada tem a ver com os gays que conhecemos, o João, a Ana, o Paulinho, a Clara e esses outros que você desconfia aí) estão muito mais interessadas em escolher “o melhor Jesus gay do ano” ou, como já se fez, chegar ao cúmulo de “obras artísticas” em que alguém retira um rosário com crucifixo do furingo. São não coisas que façam os gays terem qualquer apreço e tolerância em uma sociedade majoritariamente religiosa – bem pelo contrário – e sim meros ataques à religião, usando milhares de pessoas lobotomizadas como massa de manobra. Todavia, como a palavra “homofobia” conseguiu inserir-se no vocabulário corrente, fala-se em homofobia sempre que se critica tais manifestações. Quem, por outra parte, poderia falar em “cristãofobia” ou algum outro termo ainda sequer existente para falar dos ataques completamente gratuitos à religião a olhos vistos?

Vide como a religião é tratada nos jornais (qual jornalista você conhece que defende a religião, se não um ou dois solitaríssimos “reacionários” de nome conhecido e não lidos por seus inimigos?). Todavia, só se fala do menos visto, a tal “homofobia”, e aquilo que é fato dado e observado com fotos (como as manifestações do FEMEN, o discurso da imprensa e dos blogs etc), enquanto não tem nome, “não existe”. No dizer de Nelson Rodrigues, Napoleão havia de ter um destino napoleônico. O nome faz o homem (aprendeu, sr. Wittgenstein?). Sejamos rodriguesanos.

Agora que um ou outro “reacionário” está descobrindo as idéias reacionárias justamente por desencanto com a esquerda (o contrário, obviamente, nunca acontecerá em toda a história: é impossível alguém se esfainar estudando as obras de Voegelin, Mises, Chesterton, Sowell, Ortega ou Kolakowski para chegar à conclusão de que bom mesmo é ser de esquerda – todo esquerdista, portanto, os ignora), o “ódio de classe” apregoado por Marilena precisa de uma certa urgência.

MST braço armado PT 300x225 Marilena Chaui e o grito primordial: Eu ODEIO a classe média!Mas ele também já se materializa. Não necessariamente no Holodomor, no Gulag, na ilha particular caribenha do sr. Castro ou no Holocausto, mas até as quizumbas nacionais já consubstanciam as palavras da dona Chaui. Veja-se como recentemente o músico Lobão criticou o fato de os Racionais MC’s terem se tornado o braço armado do PT com um discurso de revanchismo e exigência (vide Shapiro acima) e Mano Brown, dos Racionais, respondeu, sem o mais longínquo resquício de argumento, que esta´sempre pelo Rio, e portanto poderia discutir “como homem” com o Lobão.

Ou seja, o fato é que os Racionais MC’s são um braço armado do PT com discurso de ódio a ponto de chamar seus adversários sem pouco disfarce para uma agressão física gratuita. Mas, no discurso, fica-se só com os termos já assoviados pelos intelectuais que amestram os ânimos da farândola: racismo, ódio de classe, direita saudosista da ditadura, “violenta”, “preconceituosa”, “terrorista” etc etc. Fora do discurso “oficializado” e debaixo dos olhos de todo mundo, o que se vê é o exato oposto – mas sem que a educação “burguesa” ainda tenha inventado xingamentos iconoclastas para criticar a atitude violenta de Mano Brown. Sem termos concretos para descrever o fato de que um rapper petista pode até ameaçar alguém em público de porrada, as pessoas que se esforçam estudando o abstracionismo de uma Marilena Chaui sequer conseguem enxergar o fato, descrevê-lo e chamá-lo por um nome reconhecível.

Felizmente, ninguém que escapou da gaiola epistemológica da esquerda sai por aí a proferir: ”Eu odeio pobres! Pobres são atraso de vida, são a estupidez, a ignorância!”

Curiosamente, quando o ex-presidente Lula subiu ao palco depois da intelectual, conforme mostra discretíssima nota na coluna de Vera Magalhães, ele aliviou o clima:

–Depois de anos que lutei para chegar à classe média, vem essa mulher e esculhamba com a classe média…

De fato, como duvidou o mestre Albert Jay Nock, não é possível ter certeza de que uma pessoa culta pensa mais ou melhor do que uma pessoa inculta.

inventemos os apelidos.

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233 Comentários

  1. Marcia de Saint Brisson30 de maio de 2013 às 11:17

    Não vou entrar no mérito do artigo (se é que existe algum…), mas gostaria que Madame informasse a que CLASSE ela pertence? Pobrezinha não é. .. Milionária, penso que dificilmente nesse Pais, um PROFESSOR, por mais emérito que seja, não vai nunca alcançar os pincaros de riqueza necessários para chegar a tão desejada classe dos milionários!
    Goste ou não goste, queira ou não queira só sobra mesmo a sacrificada CLASSE MÉDIA. A que carrega o País nas costas ………Reveja seus valores e não abra a boca para dizer besteiras….

  2. Marcel Rossi27 de maio de 2013 às 02:30

    Me lembro de ter assistido a um video de uma palestra da mesma professora, onde ela disse algo muito interessante sobre o quanto a sociedade brasileira e’ violenta, por transformar as diferencas em desigualdades (eugenia, orientacao sexual, etc…). E aqui a propria incita o odio ‘a classe media. Seria ela, portanto, uma “aberracao cognitiva”?

  3. Julio Cesar27 de maio de 2013 às 00:44

    Sua reflexão sobre o discurso da Mariliena Chaui e por conseguinte ao marxismo tem relevância, mas é sustentado por uma perspectiva que é relacionada também a filosofia e que pude perceber através de seu primeiro paragrafo do texto parece desconhecer. Seu erro foi atribuir a filosofia ou aos filósofos a incapacidade de enxergar o que você teve a “proeza” teve salientar. Sua queixa acerca dessa visão de mundo e de homem é pautada em uma instância da filosofia, vista no racionalismo, Iluminismo, idealismo. Nietzsche, Heidegger, Cioran, Raymond Aron, Lev Shestov, Deleuze são filósofos!! E não podem ser colocados no mesmo barco de Platão, Descartes e Marx.

    • Flávio Morgenstern27 de maio de 2013 às 10:40Autor

      Não fui eu quem enxergou, foram outros filósofos melhores do que essa patotinha da academia. Que são uma espécie de série C do futebol de Pindamonhangaba.

  4. Papassoni26 de maio de 2013 às 23:45

    Excelente texto!! Obrigado por todas as fontes citadas.

  5. Bruno26 de maio de 2013 às 22:07

    Excelente texto. Eu não conheço ela, pois nem é famosa. Ainda tem gente nesta postagem defende declarações dela, que pra mim é fora de realidade. E ela, com relógio e jóias caras naquela foto (e provavelmente usa maquiagem que esconde as rugas), qual renda dela? É suspeita?
    Quer ter alguma riqueza na vida? Venda tudo o que estiver e terá maior riqueza no Reino de Deus depois de morrer.
    Quem disse isto? Jesus Cristo! Muito antes dessas teorias econômicas inventadas pelos homens.

  6. Glauco de Paula26 de maio de 2013 às 21:37

    E eu odeio gente JUMENTA!

  7. Emanuel26 de maio de 2013 às 09:19

    Quer dizer que o direitista é um bonzinho que fica acuado no canto, sofrendo bullying? O Lobão agora é novo herói dos coitadinhos: disse que arrancar umas unhas não dói, e que a ditadura brasileira foi uhuh, muito bacana! Os direitistas no Twitter pregam a morte de nordestinos, pregam a matança de “petralhas”, “imundos”. Está escrito lá, não tem coitadinhos. Os direitas apoiam grupos de extermínio, mesmo sabendo que vários “negrinhos” mortos nunca tiveram passagem pela polícia.

    Olha só quem esvazia o discurso… tsc tsc

    • Flávio Morgenstern26 de maio de 2013 às 22:53Autor

      Emanuel, sabe por que você pensa isso? Por que não sabe lhufas sobre o que é a direita, quem é de direita e quem não é, o que a direita pensa, quais são suas subdivisões, suas rusgas internas, quais são seus argumentos, por que pensam o que pensam.
      É exatamente por isso que sempre cito trocentas fontes externas nos meus textos: para vocês caçarem pensamentos muito mais profundos do que os lixinhos com os quais estão acostumados (e absurdamente maiores do que a minha capacidade).
      Dizer que racismo, saudosismo da ditadura (sim, você conhece ditadura mais molenga do que a nossa? não sei se existe – e nem por isso apóio qualquer ditadura, como o maior filósofo do Brasil – e um dos maiores do mundo –, Mário Ferreira dos Santos, morreu logo após o desgosto que foi o golpe militar), quem prega morte, quem fala cuspindo e quem joga futebol só no carrinho por trás é se mostrar não um sábio que não faz nada disso, mas um ignorante que atribui tudo isso ao outro lado sem o conhecer (e provavelmente passaria para o outro lado se o conhecesse).
      Curiosamente, muitos do seu lado defendem exatamente o que você acusa (já escrevemos aqui sobre o racismo petista contra Joaquim Barbosa, só para ficar num exemplo, e o que são as FARC e os “revolucionários”, senão grupos de extermínio?).
      Que tal dar uma lidinha n’As Seis Lições de Mises, um dos maiores panfletos contra o fascismo e o socialismo, e aí começar a descobrir UM direitista entre vários outros que pensam coisas bem diferentes dele? Vai lá, é curtinho, não tem 80 páginas, dá uma cagada para cada lição. ;)

    • Slow Learner27 de maio de 2013 às 02:45

      Emanuel, querido, tudo bem com o senhor?

      Eu não sei dizer se “direitistas no Twitter pregam a morte”. Entretanto, sei de um chefe de Estado recentemente empossado após eleição controversa – que por uma dessas contingências da vida é um líder de esquerda que goza da mais ampla simpatia e camaradagem que o governo lulo-dilmista pode oferecer – declarando publicamente que distribuirá armas para seus simpatizantes políticos. Isso me parece consideravelmente mais grave do que alguns fulanos xingando muito no Twitter…

      É verdade que eu tenho déficit de aprendizagem, mas mesmo eu consigo perceber, partindo de experiências históricas do século passado, que coisas não muito boas costumam ocorrer quando pessoas armadas são convocadas a defender uma abstração coletivista qualquer (aqui cognominada de “revolução bolivariana”), abrindo mão da individualidade e se comportando como massa. Basta lembrar que outro regime latino-americano, que também goza da simpatia petista, foi erigido sob uma pilha de cadáveres que atingiu os cinco dígitos. E, sei lá, penso que esse tipo de coisa deveria interessar e inquietar um pouco mais aqueles que abominam a “pregação da morte”. Mas talvez os meus padrões estejam errados.

      Por fim, ao contrário do Sr. Flávio Morgenstern, não farei recomendações bibliográficas. Em primeiro lugar, não me sentiria confortável, já que meu conhecimento sobre autores da dita “direita” é bem inferior ao do Flávio, e, cá entre nós, as chances de o senhor vir a ler um economista da escola austríaca, independente do número de páginas, são as mesmas de eu sair para jantar com a Monica Bellucci. Por isso, em vez de “As Seis Lições”, peço que o senhor tenha uma única lição com um baterista libertário. Não, não é Lobão, que supostamente tornou-se o herói dos que buscam fontes de informação distintas dos portais governistas; o baterista libertário que, creio eu, pode ajudá-lo a precupar-se um pouco menos com a “pregação de morte” no twitter e um pouco mais com a concretização de assassinatos perpetrados por governos coletivistas no nosso varonil sub-continente trata-se de Neil Peart, mestre das baquetas e fã da Ayn Rand, que usa uma divertida alegoria para mostrar de forma extremamente didática e profícua o que ocorre quando o discurso da esquerda é colocado em prática, nessa música aqui: http://www.youtube.com/watch?v=JnC88xBPkkc

      Caso o senhor possua dificuldade com o sotaque canadense, ou nem mesmo tenha a paciência para ouvir uma música, adianto o final: as pobres arvorezinhas oprimidas conseguem que toda a floresta se torne igual por meio de machados e serrotes. =)

      Uma boa semana ao senhor e todos os genuinamente preocupados com as pregações de morte.

  8. Thiago - RJ24 de maio de 2013 às 11:53

    Caro Flávio, um OFF-TOPIC.

    Vai sair algum artigo a respeito da recentíssima indicação de Luis Roberto Barroso para o STF? Ainda que na seção notícias?

    Muitas das questões envolvidas em casos em que ele atuou foram longamente abordados aqui, por você ou por outros articulistas. Acho que é importante, ao menos, o registro, em função do que essa nomeação significa.

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/futuro-ministro-do-stf-e-um-dos-emblemas-do-pensamento-politicamente-correto-dilma-decide-dar-uma-resposta-aos-conservadores/#comment-2611953

    http://www.conjur.com.br/2011-jun-10/barroso-advogado-garantiu-liberdade-cesare-battisti

    http://www.luisrobertobarroso.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Revista-Poder-P%C3%B3s-Mensal%C3%A3o.pdf

    • Flávio Morgenstern24 de maio de 2013 às 13:10Autor

      Thiago, provavelmente. Nem sempre dá tempo de escrever algo no Implicante, como pensava que escrevia ontem, mas darei um jeito. E obrigado pelas fontes! :)

  9. NOSTRADAMUS22 de maio de 2013 às 02:47

    Flavio,agradeço pelo seu brilhante artigo.É um registro salutar da inteligencia contra a imbecilização nacional.Logo que soube da ocorrência(mais um surto da professora Marilena)previ que a grande imprensa desprezaria o assunto.Não deu outra. Tirante o seu texto e o do Reinaldo Azevedo a grande imprensa passou batida pela ocorrência. Alias, não é a primeira vez que cometem esse deslize. Para quem não se lembra recordo um evento memorável que ocorreu em 31 de julho de 2007.Momentos apos o acidente do Aibus da TAM em Congonhas que deixou um saldo de centenas de mortes entre passageiros,tripulação e transeuntes, a surtada Marilena Chauí,carente da dose recomendada de Rivotril, declarou publicamente que “a imprensa montou um cenário de golpe de Estado durante a cobertura do acidente com o avião da TAM . A grande mídia foi montando, primeiro um cenário de guerra e, depois, de golpe de Estado”. Ela chegou a declarar tambem que havia se vestido para tomar as ruas em apoio ao governo Lula que,na ocasião,amargava os primeiros efeitos da devassa do Roberto Jefferson. Essa pérola da estultice está registrada em “A Invenção da Crise”, artigo da professora alucinada publicado no site do jornalista Paulo Henrique Amorim,um mentecapto à altura da declarante e um dos únicos energúmenos que se dispõe,se pago para a missão, ser um moleque de recado das maiores asneiras.

    • Flávio Morgenstern22 de maio de 2013 às 03:43Autor

      Foi mais ou menos nessa época que resolvi escrever sobre política com freqüência. Os ultrajes proferidos e cometidos por sumidades petistas naqueal ocasião dariam impeachment em qualquer país, até dos mais abestalhados.

      • Williams Ferreira26 de maio de 2013 às 22:59

        Ótimo texto, parabéns. Não conhecia o vídeo e fui vê-lo em seguida.

        Vídeo deplorável. Quanta miopia, estupidez e ignorância no seu estado mais cru e honesto.

        A FFLCH mais uma vez desapontando, mostrando que lá não se ensina ciência, e sim ideologia. A USP e todas as outras universidades de prestígio do mundo só têm a lamentar quando veem uma pessoa de tamanho radicalismo ser posta no cargo de professora titular de uma academia.

        É esse tipo de gente, com esse tipo de pensamento, que forma os nossos filósofos. São eles os responsáveis por fazer com que alunos de 18 e poucos anos, com as cabeças abertas, vejam o mundo como uma cisão de classes, inimigas ad eternum. São eles os responsáveis por incitar o ódio entre elas. Ensinam generalizações, preconceitos e as mesmas doutrinas, a mesma lavagem cerebral a que foram submetidos quando também eram jovens. Marilena Chauí, uma charlatã talentosa que se passa por intelectual de alto quilate, não consegue sequer perceber, com sua baixa inteligência, a força que essa lavagem cerebral tem sobre seu pensamento e raciocínio. Também não consegue sequer desconfiar quais as verdadeiras razões que fizeram o país crescer na era Lula.

        Triste o nosso país. Precismos de filósofos e cientistas sociais de verdade.

  10. Mulholland22 de maio de 2013 às 01:43

    A pensadora Marilena Chauí e os esquerdistas profissionais odeiam a classe média porque a própria existência da classe média contradiz Marx e prova que o capitalismo diminuiu a diferença entre os ricos e os pobres. O capitalismo jamais prevalesceria polarizando a riqueza tanto quanto Marx acreditou que faria. O socialismo falhou quando previu isso. Marx criou as classes sociais e o esquema político para nivelá-las por baixo. E esperou a adesão do proletariado à sua bandeira. Ocorreu que o proletariado virou, cada vez mais, classe média, através do capitalismo, exatamente como aconteceu com Lula. O trabalho, não a luta e a revolução, os dignificou.

    O capitalismo pouco a pouco acaba com a miséria (o próprio PT sabe disso e se vale do estímulo ao consumo (isenções tributárias aliadas a transferência de renda) para transformar pobres em classe média [apesar da insignificância dos recursos e da maquiagem estatística]) e as revoluções que prometem fazer o mesmo acaba com todo mundo.

  11. Mulholland22 de maio de 2013 às 01:26

    Aí o Lula saiu do centro de convenções, foi, acompanhado de agentes de segurança pública até a um carro oficial que ainda o transporta, aguardou que a porta de trás lhe fosse aberta, sentou-se e logo ordenou o motorista servidor público fosse ao McDonald’s, porque esse papo lhe deu muita fome. Já no no drive thru, fez o pedido, e quando chegou à segunda cabine, levantou meia bunda para pegar o cartão corporativo, quando percebeu que tinha alguma coisa estranha em seu bolso de trás, que caiu no chão quando puxou a carteira: era Marilena Chauí, que Lula havia colocado ali sem saber.

  12. Átila Gomes22 de maio de 2013 às 00:34

    Sugiro a todos que escutem e leiam os argumentos do Filósofo Olavo de Carvalho, que irá ratificar tudo o que foi supracitado neste artigo.

  13. Ben21 de maio de 2013 às 16:24

    Petralhas não gostam de eleitores com escolaridade. Preferem os ignorantes que são mais fáceis de manipular.

  14. juliano21 de maio de 2013 às 11:51

    O próprio Pt confirma aquilo que nega,que é contra a democracia. Ou alguém ainda tem alguma dúvida de qual era a verdadeira intenção desses Marxistas financiados por Cuba e China?

  15. ricardo v.21 de maio de 2013 às 08:53

    Em que pese ela selecionar coisas a fim de montar um certo panorama, panorama este que é discutível , é impressionante a BURRICE existente em alguém sentir-se pessoalmente ofendido com os comentários, por pertencer ou achar que pertence à classe média, RSSS.

    Sr Flávio, ela não fala em um nível individual e ninguém diria que não há, em toda uma suposta classe social, pessoas e pessoas !!!

    Mas retifico : talvez não seja burrice ou só burrice; talvez seja algo bem pior : apenas uma questão política e/ou de implicância pessoal e ideológica.

    Em tempo : com todo o respeito, em que pese uma possível arbitrariedade nos comerntários dela, o seu texto é espetacularmente, maravilhosamente ruim .

  16. Rshiota20 de maio de 2013 às 22:38

    Marx é o homem mais difamado e incompreendido da história. Aposto que quem escreveu esse texto nunca o leu.

    Classe social é um conceito-chave para entender o mundo burguês (capitalista), gestado no feudalismo europeu e consolidado com a revolução industrial do século XIX, no âmbito mundial. No Brasil, o mundo burguês foi gestado no século XIX e implementado a partir de 1930. A dominação burguesa supõe a espoliação dos trabalhadores (não detentores dos meios de produção) tornando-os livres, isto é, despossuídos e detentores apenas de sua força de trabalho, vendida em troca de salário.

    Grosso modo, o capital não é um ativo, mas uma relação social opressiva e repressora, surgida historicamente e que se fundamenta na exploração do trabalho. Surge na forma mercantil e se desenvolve a partir das formas industrial, financeira, imobiliária etc.

    O capital divide os homens através da repartição/apropriação da riqueza produzida pelo trabalho: salário, lucros e rendas. Se você vive do seu trabalho/salário você faz parte da classe trabalhadora, senão, se você não precisar ou não tiver uma carteira de trabalho, se você viver de renda ou de lucros, você é um burguês!!! Há burgueses e burgueses…, proletários, operários, lumpemproletários, camponeses etc.
    A classe média é por definição reacionária. Ela tem aversão por ser confundida com as classes trabalhadoras, embora também seja assalariada. Ela se diferencia por ter maior formação. É socializada para representar a ordem, para servir às classes dominantes através das profissões liberais, da burocracia estatal e dos três poderes. A classe média reclama do Brasil, mas vai para os EUA e acha tudo lindo, mas não sabe nada sobre o seu país.

    A classe média é o sujeito histórico do Shopping Center, fazendo compras… A pequena burguesia faz parte de suas fileiras. Existe, porém, pessoas da classe média que se tornam intelectuais críticos, como Sérgio Buarque de Holanda, Antônio Cândido etc.

    É óbvio que classes sociais não é uma categoria empírica, mensurável, mas um conceito teórico e fundamental para entender o mundo, como diria Adorno. Só positivistas como Witehed para balbuciar tolices, procurá-la na consciência subjetiva dos agentes o que é, por definição, um fato objetivo. São categorias históricas que mudam, portanto, e que são personificação de relações sociais de produção, porque, afinal não é deus que mantêm os homens vivos, mas o trabalho social: o fundamento da existência humana (trabalho e linguagem não se dissociam).
    É simples: Se não houvesse classes sociais, as pessoas não precisariam trabalhar todos os dias!

    Vamos ler o Karl Marx, pois assim torna-se fácil não se abalar por seus críticos conservadores, liberais e reacionários de meia tigela, cujo saber destina-se aos rentistas e espoliadores de mais valor.

    Ps. Todos têm que ler Marx antes de falar qualquer bobagem sobre ele! A Marilena Chauí, apesar de ser uma intelectual do PT, leu Marx e conhece a classe média! Não há nada demais nisso que ela falou. Só acrescentou a especificidade brasileira. De resto, o século XIX já havia dito.

    • Flávio Morgenstern20 de maio de 2013 às 22:44Autor

      Marilena Chaui diz o exato oposto do que você diz.

      • Mulholland22 de maio de 2013 às 01:27

        E aí, Flávio? Já leu Marx? Conta para ele.

        • Flávio Morgenstern22 de maio de 2013 às 03:40Autor

          Como são tristes esses adolescentes de um livro só, que ainda creem que tudo o que não seja esse livro é uma maçaroca homogênea que esse próprio livro explica e “refuta”…

    • Kbção21 de maio de 2013 às 07:51

      Quanta baboseira. Quer dizer que classe média é aquela que vive em shopping centers e sonha com Miami? De fato ,há burgueses e burgueses. Una arriscam seu capital produzindo riqueza, gerando emprego e recolhendo altos impostos, que mais tarde serão utilizados pelos políticos para beneficiar amigos e dar migalhas ao lúmpen, rendendo-lhes altas taxas de aprovação popular. Outra categoria de burgueses vive de lamber as botas do poder e com isso lucrar com contratinhos camaradas financiados pelo populacho. Meu caro, já que você se gaba de ter lido Marx ( o que duvido, dada a sua intervenção), leia então um crítico do alemão, que não só o leu, como dissecou seu equivocado pensamento: RAYMOND ARON, em “O Marxismo de Marx”.

      • Kbção21 de maio de 2013 às 07:57

        Ah, o primeiro parágrafo do texto encerra a questão. O mundo é bem mais complexo do que a teoria marxista, ainda mais se levada em conta apenas a vulgata que sai da boca de Shall-We e congêneres.

      • Flávio Morgenstern21 de maio de 2013 às 11:33Autor

        Isso sem falar em Eric Voegelin, Leszek Kołakowski, Edmund Wilson, o resultado de todo o experimento narrado por Alekandr Solzhenitsyn em Arquipélago Gulag… E todos estes tiveram passado marxista. Impossível encontrar o contrário (um cara que estude bastante o outro lado, como esses caras, e conclua: “putz, bom mesmo é o marxismo!…”).

        • Adam Smith22 de maio de 2013 às 12:49

          Se for honesto mesmo nao. A unica forma de ser “marxista” apos ter o discernimento é agindo de ma fé, com interesse em manipular os incautos.

        • Hay23 de maio de 2013 às 08:31

          Onde é que consigo encontrar esse livro, Arquipélago Gulag? Não achei nas livrarias!

          • Flávio Morgenstern23 de maio de 2013 às 10:30Autor

            Hay, o livro está esgotado, então acho que só na Estante Virtual ou algum site de sebos. Se você lê bem em inglês, tem a versão completa (que inexiste em português) na Cultura. São 3 volumes, cada um sai por uns R$ 60, mas, apesar de caro, foi talvez o melhor investimento literário que já fiz.

    • Hay21 de maio de 2013 às 10:54

      Poxa, se não houvesse classes sociais, as pessoas não precisariam trabalhar todos os dias! Realmente, isso faz todo o sentido do mundo! Afinal, sem classes sociais, a comida apareceria em um passe de mágica nas prateleiras, materiais de construção se materializariam (perdão pelo trocadilho), bastaria alguém arremessar tijolos a esmo para que as construções surgissem espontaneamente! Você é um mestre em economia! Incrível! Estou espantado!

      Todos sabemos que, antes do capitalismo, ninguém trabalhava. A vida no campo, por exemplo, era facílima. Todo mundo acordava às 10 horas da manhã, ficava cantando e dançando e coçando o saco o dia inteiro, e a comida simplesmente surgia, os remédios apareciam, a tecnologia evoluía sem querer (alguém tropeçava em duas pedras diferentes e, blam!, as pedras se juntavam e formavam uma nova liga de aço!). Aí veio o capitalismo, que só gerou miséria no mundo, e uma classe social opressora surgiu também espontaneamente. Essa elite opressora do mal fez coisas horríveis como tornar o aço 96% mais barato, tornar o querosene, antigamente caríssimo, acessível até mesmo aos bem pobres. Outras coisas horrendas, como geladeiras e fogões, que há algumas décadas seriam artigos de luxo, também foram massificados.

      Parabéns pelo seu comentário super embasado… só que não.

    • MReis21 de maio de 2013 às 14:07

      Rshiota, o marxista mal compreendido!!

    • tfernandes22 de maio de 2013 às 00:07

      Maravilhoso Rshiota!!!

    • Williams Ferreira26 de maio de 2013 às 20:19

      Cansei, cansei de ouvir tanta ignorância sobre a teoria de Marx.

      Se há algo que não entendo é porque as universidades brasileiras, as de prestígio como a USP, ainda insistem em ensinar uma teoria que é comprovadamente equivocada. Simplesmente ignoram todas as contribuições intelectuais, exceto a Marxista, sobre a criação e acumulação de riqueza na sociedade capitalista.

      Imagino se os professores agem assim por ignorância ou má-fé. Acredito que seja ignorância. Há de se lembrar que eles não são exatamente os professores mais inteligentes das universidades, como é óbvio a toda a comunidade universitária menos à eles mesmos.

      Portanto, não é de se estranhar a existência de vários defensores ferrenhos das idéias marxistas, principalmente os oriundos da academia: não conhecem outra teoria.

      Meu amigo, RShiota, permita-me proferir uma obviedade que talvez tenha escapado à sua percepção: Marx não é Deus. Se você acha que sua teoria permaneceu inabalada após quase 150 anos de escrutínio de vários pensadores brilhantes, você é ingênuo. Ainda mais em um campo como o das ciências humanas, onde o conhecimento criado não é definitivo e depende de contexto. Eu acho realmente incrível uma pessoa achar que exista uma teoria nas ciências humanas que seja imune a críticas e que se sustente de forma pura e inabalada durante tanto tempo, e após tanto estudo. Deveria ser óbvio que houve evolução em um conjunto de idéias que foram concebidas 150 anos atrás, a luz de novas teorias e informações que não existiam na época em que Marx escreveu. Deveria também ser óbvio que uma pessoa sozinha não fosse capaz de explicar todos os aspectos da sociedade capitalista. Mesmo assim existem ainda várias pessoas que atribuem qualidade divina ao pensamento de Marx. Tratam suas idéias como verdades universais, ignoram a possibilidade de evolução significativa do seu conjunto de idéias, são incapazes de buscar críticas. E infelizmente, as faculdades de ciências humanas do nosso continente, com honrosas exceções, ajudam a disseminar essa visão superhumana de Marx.

      O grande problema de estudar Marx é que seu texto tem objetivo doutrinário. Não é nem de longe um texto científico. Dessa forma, a pessoa, ao lê-lo, imediatamente se identifica ou refuta o ideário, fazendo com que a leitura isenta de seu texto seja conseguida apenas por poucas pessoas. Por isso, após tanto tempo, mesmo tendo sido refutado tantas vezes, ele ainda permanece na cabeça de tantas pessoas. É como a Bíblia e o Corão, enquanto houverem pessoas doutrinadas, suas idéias estarão conosco.

      Mas RShiota, se você quiser ser um pensador sério, saiba que não há mais, no Século XXI, como estudar a acumulação da riqueza capitalista e a noção de exploração do trabalhador estudando Marx, da mesma forma como não se pode mais entender a física por meio da mecânica de Newton. O conceito da mais-valia, da espoliação do trabalhador já não é considerada cientificamente válida há muito tempo (se é que um dia foi).

      • César29 de maio de 2013 às 16:28

        entre as inúmeras energumenices proferidas pelo marxista, só destacarei uma: o mundo é dividido entre os que obtem renda pelo seu trabalho e os que não precisam porque detém o capital e explora o trabalho dos outros. Quem fala uma asneira dessa nunca conheceu um empresário, de longe o que mais trabalha em qualquer empresa…

  17. Lucas Vieira20 de maio de 2013 às 17:39

    Hum, legal o texto, concordo com algumas partes e descordo de outras.

    Mas o que vem atormentando minha mente nos ultimos dias é se devemos fazer essa classificação de direita e esquerda no Brasil hoje… Não vejo diferença entre os partidos e seus membros e sim apenas quem é que vai roubar durante os próximos quatro anos.

    • Flávio Morgenstern20 de maio de 2013 às 18:31Autor

      Lucas, “direita” e “esquerda” só parecem termos relativos um ao outro nos significantes, não no significado. O Brasil não possui uma direita partidária, apenas uns 3 ou 4 gatos pingados que se aliam á direita que sequer estão no mesmo partido. Mas direita e esquerda continuam existindo como ideologias, e pouco importa se o Brasil tem representação partidária de ambas ou não. Já comentei o assunto:
      http://www.ordemlivre.org/2012/12/gramatica-politica/

  18. eliana cortez20 de maio de 2013 às 15:04

    AOS 59 ANOS ANOS, VIDA FEITA, APOSENTADA FUI A FFLCH ESTUDAR SOCIOLOGIA, FORAM 4 ANOS MUITO GRATIFICANTES EM TERMOS DE LEITURA E BOAS AULAS, MAS FUI VÍTIMA TODO O TEMPO DE PRECONCEITO CONTRA ALGUMA COISA QUE EU NÃO ENTENDIA, IDADE? PODE SER. MAS LENDO ESTAS POSTAGENS POSSO PENSAR QUE ERA UMA QUESTÃO DE CLASSE. POUCOS ESTUDANTES FALAVAM COMIGO, ME EVITAVAM .ATÉ OS PEGAVA COCHIXANDO IRONICAMENTE. NÃO SEI BEM QUAL A MINHA CLASSE, MAS SEI MEU HISTÓRICO. ESTUDEI EM GRUPO ESCOLAR, COMECEI A TRABALHAR PARA AJUDAR A FAMÍLIA COM 17 ANOS, ANDAVA DE ONIBUS E COMIA MARMITA, CONHECI MEU ATUAL MARIDO QUE TAMBÉM ESTUDOU EM COLÉGIO DO ESTADO. COMO SUA FAMÍLIA ERA FINANCEIRAMENTE MAIS ESTRUTURADA QUE A MINHA, ELE FOI PARA A POLI ESTUDAR ENGENHARIA (AS MULHERES DO MEU TEMPO AINDA NÃO SE PREOCUPAM COM A UNIVERSIDADE, UM CURSO NORMAL ESTAVA DE BOM TAMANHO) ECONOMIZAMOS TUDO O QUE PODÍAMOS A VIDA INTEIRA, COMO MEU MARIDO TINHA UM ÓTIMO CURRICULUM ESCOLAR MUITAS PORTAS SE ABRIRAM PARA ELE, ATÉ ABRIRMOS NOSSA PRÓPRIA EMPRESA , QUE FOI MUITO BEM MAS O TRABALHO ERA DURO, NÃO TINHAMOS FÉRIAS NEM VIAGENS ERA SÓ ECONOMIA E TRABALHO, PAGAMOS SEMPRE MUITOS IMPOSTOS, CRIAMOS DOIS FILHOS: UM DR EM FÍSICA MATEMÁTIA E O MAIS VELHO É PÉRIODONTISTA AMBOS FORMADOS PELA USP. HOJE ME CONSIDERO, HUM!!!ACHO QUE CLASSE MÉDIA ALTA. TEM ALGUMA COISA ERRADA COMIGO???? MEREÇO ESSES XINGAMENTOS??????

  19. Edmar20 de maio de 2013 às 14:38

    Na época de Marx é claro que havia absurdos (e ainda há alguns) como crianças trabalhando 16 horas em mineração etc etc.
    Mas a dinâmica das coisas nao foi considerada por ele.
    Pra falar só em Brasil, um operário do ABC de hoje ganha muito bem. O conceito de proletário, nas ideias de Marx de um cara “ferrado”, não existe mais. Um operário de hoje tem suas necessidades, bens e propriedades e até nível de conforto muito diferente da época dele.
    Isso foi motivado até por movimentos de esquerda? Tambem sim (os sindicalistas anarquistas e comunistas, etc) mas nao passamos por uma revolução que expropriasse tudo, ditadura do proletariado, etc.
    Assim, a ideia de classes compartimentadas e estratificadas quase em casta que ele tinha, nao existe.
    Voltando ao tema de criminosos como força revolucionária no tópico sobre criminosos e a esquerda, isso explica tbem porque Marcuse e outros desviaram a atenção para esses. Porque viram que as classes nao tinham mais sentido. Assim, na alucinação revolucionária deles, os marginalizados é que fariam mesma, rs.
    É uma masturbação mental constante pra esquerda essa ideia da revolução a todo custo, etc.

  20. Neither20 de maio de 2013 às 13:16

    Não tive paciência de ler tanto lero-lero, mas numa rápida análise eu resumo todo o texto: mimimi politicamente correto. O texto exala o cheiro forte da hipocrisia direitista em sua típica posição de se colocar como vítima quando se é dito o óbvio inconveniente. Que mal há em “odiar” a classe média, oras? (e estou tomando as falsas conclusões do autor como verdadeiras, porque em essência não o são, são meras interpretações) Critica-se que se está “incitando” ódio de classes, mas ora, não é essa a direita que se diz defensora da liberdade plena? Pois que haja liberdade de expressão para declarações tais, bem como a “classe” política hoje é, extensamente, alvo de declarações odiosas, difamações de todos os tipos. A classe média não é um anjo incólume e, se é odiada, é porque faz coisas odiáveis, não por ser classe média per si.

    • Flávio Morgenstern20 de maio de 2013 às 14:27Autor

      Até criticar o que não leu tô acostumado (aliás, como ser de esquerda SEM FAZER ISSO?!), mas me chamar de ‘politicamente correto” foi o fim, hein?

    • Rafael França21 de maio de 2013 às 09:30

      Onde tá escrito que Marilena deve se calar? Ela fala o que quiser, mas vai ser refutada pelo monte de besteiras que diz. Essa senhora é sustentada pelo dinheiro dos impostos da classe média e urra que odeia a classe média; é meio que um sentimento adolescente do meu ponto de vista

    • Murillo24 de maio de 2013 às 20:19

      Seu comentário me deu câncer. Por ver que você começa essa verborreia com “não tive paciência de ler tanto lero-lero” já da pra ver seu nível de maturidade. Depois, bastava ler o texto para perceber que ninguém se colocou como vítima, apenas mostrou-se a falha que é você odiar um grupo inteiro de pessoas como algo único e fechado sem considerar os indivíduos dentro dele. Também a sua incapacidade de compreender que mal há em fazer isso, e sua necessidade de afirmar que a classe média é odiável só ajudam a mostrar seu desequilíbrio mental. Além de dizer que o texto é “mimimi politicamente correto” sem nem tê-lo lido. Pare de passar vergonha. Esquerdistas vergonhosos já existem aos montes.

  21. Hermes20 de maio de 2013 às 12:20

    Caro Flavio
    Nem vou elogiar o seu texto. Li todos os comentarios e acho que repetiria alguns deles. Escrevo para confessar que quando eu estava no final do colegial,eu li ,O que eh ideologia,desta intelectual que nao pensa. A sorte eh que eu li Roberto Campos,tambem. Grande abraço
    (sobrenome germanico…que burro)

    • Flávio Morgenstern20 de maio de 2013 às 12:52Autor

      Hermes, por razões óbvias, nunca tinha lido raio de autor nenhum fora do mainstream esquerdista. Mas pra mim foi óbvio que, pensando sozinho, tinha alguma coisa errada com eles. Como assim um “intelectual coletivo”? Como assim importa mais um partido do que resguardar a língua, a poesia, as artes, a filosofia? Quando fui ler autores do outro lado pela primeira vez (há poucos anos), os próprios comunóides já tinham feito o trabalho de me mostrar muitas das idéias deles me fazendo pensar sozinho. Abraço!

  22. FRANCISCO COELHO DE SOUSA20 de maio de 2013 às 12:13

    A classe média, realmente, deve ser ignorante, no sentido de “burra e de carga”, pois em um dos ombros carrega a classe alta e no outro ombro carrega a classe do bolsa família e ainda pate palmas para essa Chuai. Pois acredito que naquela palestra dela, não tinha nenhum representante do Antonio Ermirio de Moraes ou da FIESP, bem como, também, não tinha nenhum representante da classe bolsa família, portanto, só estava presente a classe média, que ainda bate palmas para essa pseuda-intelectual. Realmente, a classe média merece ser chicoteada.

  23. Antonio Pereira20 de maio de 2013 às 11:53

    Isso não é pensamento de filósofo. É tarefa de membro do Partido encarregado de promover a Semana do Ódio (1984).

  24. Rafael Berg20 de maio de 2013 às 03:06

    Flávio, quero te parabenizar pelo texto. Muito bem escrito, e bem argumentado. Independente de comentários de quem não gostou (por motivos ideológicos, obviamente), eu concordo com o que foi exposto, e vou ajudar a divulgar. Parabéns.

    • Flávio Morgenstern20 de maio de 2013 às 09:39Autor

      Rafael, realmente é uma pena ver que sempre que criticam um texto meu, a crítica atende, em 102% dos casos, a três contingências, e todas as três: 1) o cidadão mal leu o que escrevi; 2) o cidadão assim o fez por já se considerar não apenas dono da verdade, mas dono do que eu penso de antemão, presumindo que sabe o que eu disse; 3) por acarretamento lógico inescapável, nunca tem uma mísera vírgula a apontar de errada no meu texto, que dirá supor um contra-argumento.
      De fato, para um esquerdista deixar de ser esquerdista, basta saber o que pensam seus “inimigos”.

  25. Márcio20 de maio de 2013 às 01:05

    Irretocável, Flávio. Parabéns, primor de texto!

  26. marcos p20 de maio de 2013 às 00:57

    a marilena de fato se perde nos comentários sobra a classe média. mas vocês também escreve muita bobagem. deveria ler também Marx, ao invés de falar dele a partir da versão – também imbecil – de seus críticos.

    • Flávio Morgenstern20 de maio de 2013 às 09:35Autor

      Já li muito Marx pra saber que porcaria é. E você, leu mesmo algum “crítico” dele? Um, pelo menos?

  27. Thiago19 de maio de 2013 às 20:48

    Alguém pode me ajudar a entender esse texto aqui…

    http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,pensamento-mediano,1033176,0.htm

    Acho que fiquei burro ao ler o mesmo, porque fiquei com a impressão de não ter entendido nada =/

    • Fabio "Sooner" Macedo20 de maio de 2013 às 12:46

      Nah, é só um amontado de conceitos jogados em um gerador de lero-lero. Bem-vindo à típica “produção” universitária brasileira: muitas referências, nenhuma ideia central.

      Pérola máxima:
      “afinal não existe corrupção no Estado que não seja estimulada por interesses do mercado”

      Cuma? Sem o Estado no meio, a única maneira que o mercado teria de obter seus “interesses” é por conta própria. Logo, não se trata da corrupção estatal ser “estimulada” por interesses de mercado; ela nasce com pessoas interessadas em se aproveitar e deturpar o mercado. É bem diferente. Isso é o mesmo que dizer que a corrupção no futebol só existe por causa do “interesse” dos times de ganharem jogos e campeonatos. Ou seja, você joga fora o esporte por causa da falta de ética de alguns – é um exemplo básico de jogar o bebê fora junto com a água da bacia, como dizem os americanos.

      • Thiago20 de maio de 2013 às 17:34

        Fabio,

        Acho que você já me ajudou matando a charada! Não entendi porque o texto não tem uma ideia em si, e como bem disse, é um amontoado de conceitos, e diria que alguns muito mal explicados…

        E esse exemplo sobre a corrupção foi a cereja do texto… Sendo que recentemente, uma pessoa me explicou o custo Petrobras, a pessoa já tinha trabalhado junto a empresa, e atualmente trabalha fornecendo equipamentos, e me explicou porque as empresas quadruplicam, isso mesmo, multiplicam por quatro, os valores de equipamentos, serviços e afins! Pois a nobre empresa simplesmente exige tudo o que quer, mas na hora de pagar, se finge de pobre e paga meses depois do prazo estabelecido, quebrando muitas fornecedoras pelo simples prazer de ser um “estatal”. Agora imagina o quanto de “corrupção” não rola para as grandes empresas ganharem algumas concorrências e receberem em dia. Afinal, é bem comum que estas grandes empresas tenham companheiros em suas folhas de pagamento.

  28. angela19 de maio de 2013 às 20:47

    O ódio de Chaui à ” classe média real” inclui a “nova classe média do PT”? Parabéns pelos textos.Sou fã :-)

  29. Rogério Silva19 de maio de 2013 às 18:16

    Texto mal argumentado, produzido por uma pessoa pretensiosa (vide o uso de um sobrenome falso de origem germãnica), mas cuja ignorância é consequência do descaso histórico das elites que agora o autor defende em seu texto. Postura lamentável e burra!

    • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:18Autor

      O sobrenome é judeu, não germânico. A propósito, Trotsky, Lenin e Stalin também são pseudônimos (até Voltaire ou Stendhal o são). E defender elites? Não é a classe média que estou “defendendo”? Até nessas duas linhas sem um único argumento sequer, parece que a burrice não está desse lado.

    • Flávio20 de maio de 2013 às 02:40

      Exatamente. Uma pessoa que enxerga naquele gesto claramente teatral, de retórica (e em meio a risos e sorrisos), ou perdeu completamente qualquer percepção da realidade, ou está buscando um espantalho para atacar.

      • Fabio "Sooner" Macedo20 de maio de 2013 às 12:52

        “Uma pessoa que enxerga naquele gesto claramente teatral, de retórica (e em meio a risos e sorrisos), ou perdeu completamente qualquer percepção da realidade, (…)”

        …ou está cansando de ouvir esse pessoal que “riu” e “sorriu” do “gesto teatral” repetir o mesmíssimo discurso com ódio nos olhos, xingando todo mundo que não compartilha das mesmas ideias, e pronto para partir para a porrada.

        Me engana que eu gosto.

    • Sergio20 de maio de 2013 às 15:05

      “Porque não te calas” rogerio silva, cordeirinho esquerdopata ridiculo.

  30. R.G.Collingwood19 de maio de 2013 às 12:35

    Flávio M.. Não valeria a pena destrinchar (ou traze-lo de volta à superfiície) o pensamento da Hanna Arendt? Especialmente aquele em que ela mostra como o pensamento marxista está envenenado pelo autoritárismo em seu âmago (Da Revolução, Condição Humana)? Não seria justamente o fato do pensamento marxista – que você chama de esquerda – já partir de uma pretensa verdade que o levaria, de forma quase inevitável, a “totalizar” o seu próprio ponto de vista?

    Pode ser que eu só esteja “viajando”.

    Mas de qualquer forma, parebenizo pelo texto. Salvando no meu computador. Esse vai para minha biblioteca virtual!

    R.G.Collingwood

  31. Patrícia de Sampa19 de maio de 2013 às 05:33

    O problema é que ele é feia demais. Isso deve ter afetado a sua mente. Feia e tresloucada, ainda por cima. Não tem jeito, isso só poderia acabar mal, como se vê!

    • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:12Autor

      Patricia, Marilena Chaui já foi uma mulher muito bonita. Concordo com o amigo abaixo: uma mulher nos seus 70 anos tem sua beleza reconhecida por outros padrões. A expressão de Marilena é que a torna bastante agressiva, não só em sua retórica.

  32. José Gomes18 de maio de 2013 às 23:17

    O texto está primoroso. Concordo que deveria ser lido em cursos de sociologia, letras, história, Brasil afora. Exatamente nesses cursos é que a logorréia tautotológica e reiterativa ( tudo a mesma coisa) desse marxismo chulé das esquerdas brasileiras inunda os ouvidos dos nossos jovens. Aliás, essa logorréia já está invadindo também os cursos médios. Textos como esse que você colocou para os seus leitores ajudariam muito a desmascarar a empulhação esquerdista. Só temos a agradecer por textos desse tipo.

  33. TONHO18 de maio de 2013 às 23:00

    O mundo está muito enfermo,adoecido crõnicamente pelo socialismo.E talvez o maior sintoma seja que os loucos acham que são sãos, e os que tentam demonstrar as suas irracionalidades não passam de inimigos que os querem loucos, que perderam a condiçao de humanos de modo irrecuperável e devem ser exterminados.
    Houve um tempo apelidado de “anos de chumbo”,agora vivemos a era da carne podre,ZUMBIS caçam seres humanos para que tambem apodreçam.
    Logo seremos obrigados a trazermos conosco pedaços de carnes fedendo para que eles os tarados pútridos não nos farejem.

  34. José Gomes18 de maio de 2013 às 22:59

    Sou leitor de Reinaldo Azevedo, pela qualidade dos textos que ele escreve e pela coragem de escrever o que escreve. Discordo do leitor que disse que ele precisa aprender a escrever, sem falácias. Gostei da observação que você fez a respeito, explicando ao rapaz que R.A. é muito mais um professor seu. Aliás, ele é, de fato, um grande professor para milhares de leitores do Blog dele , na medida em que é um demolidor de falácias, na medida em que dá o sentido exato das palavras, na medida em que ao analisar um texto que está criticando parte exatamente da premissa de que as palavras têm sentido, cada palavra tem um sentido preciso. Com isso ele desmonta falácias de esquerdistas, de admiradores de esquerdistas, de jornalistas pouco cuidadosos com a forma e com o conteúdo do que escrevem. Não tenho procuração do R.A. para defendê-lo, nem ele precisa de defensores. Agora, alguém que escreve acusando outro de escrever falácias, deveria primeiro ir ao dicionário mais simples (não precisa recorrer aos HOUAISS da academia) e olhar direitinho o sentido da palavra. Se não fizer isso, estará a fazer o mesmo que os esquerdistas costumam fazer: chamar todo mundo de fascistas, ou de racista, ou de homofóbico ou de ista qualquer, sem nem saber o que realmente está dizendo.

  35. Bento Negrini18 de maio de 2013 às 21:56

    Parabéns

  36. Geraldo Silva18 de maio de 2013 às 19:28

    Se tivessem dirigido seu ódio aos pobres, por muito menos já estava respondendo processo. Mas contra a classe média pode. E é o mesmo PT que se gaba de ter levado milhões de pessoas à classe média.

  37. Ricardo Rocha18 de maio de 2013 às 19:10

    O vídeo da distinta professora deveria servir de exemplo prático toda vez que um estudante de francês ouvisse a expressão “avoir le beurre et l’argent du beurre”. Essa dito popular alça novos ares após sermos brindados com a audição do discurso.
    Basicamente, ela não aceita que “uma petrabalhadora” (assim como os demais, da assistência) possa ser arrojada na “classe média” pelo simples fato de estar muito bem de vida (seja de que forma for, já que isso é absolutamente irrelevante para a grande ideóloga: ora, são 500 anos de sofrimento!). De qualquer modo, pode-se perceber o quanto de elogio à classe média, ainda que involuntário, existe nesse raciocínio. Obrigado, Marilena!

  38. Henrique Farias18 de maio de 2013 às 17:20

    Caro Flávio, à reboque do ataque de parolagem apoplética da Sra Chauí agradeço, de vera, por poder ler seu texto cuja placidez textual se revela pelo firme referencial teórico citado, como tenaz antídoto e posologia contra a má filosofia de vida. E peço também autorização para replicar em blog.

  39. Zé Costa18 de maio de 2013 às 14:08

    Cheguei aqui pelo Reinaldo Azevedo, e que excelente descoberta! Esse texto precisa estar impresso para estudos e reflexões mais cuidadosas. Há verdadeiros achados!

  40. Kleber Macedo18 de maio de 2013 às 12:40

    Caro Flavio. Texto impecável e necessário. Mais um bom escriba para acompanhar que ainda não conhecia.
    Esta estratégia do “acuse-os do que você faz, chame-os do que você é” dos revolucionários é realmente quase impossível de combater quando grande parte da sociedade já assumiu o discurso dos mesmos. E enquanto não houver espaço para o combate na grande mídia para desmascará-los, será realmente difícil quebrar este ciclo.
    Ah! O texto é tão bom que vale uma revisada pois pesquei alguns breves erros de digitação. Coisa simples que em nada diminui sua qualidade e importância.

    Grande abraço.

  41. Lino Porto18 de maio de 2013 às 12:26

    Muito bom o texto. Talvez ficasse ainda melhor se fosse um pouco menor (sei que é difícil…). Aliás, é isso que está faltando na “direita” (na falta de rótulo melhor) brasileira. Precisamos de um Millôr Fernandes (serve até um Mario Quintana), alguém que atinja os brucutus da esquerda (nenhum deles lê mais do que 2 parágrafos) com mais leveza e precisão (ainda que com menos profundidade), sem que eles sequer o percebam. Digo isto porque toda esta luta só faz sentido se pudermos inculcar uma pulga no orelha desta gente e de jovens (sobretudo universitários) que estão chegando agora no “mercado das ideias” e que precisam de um contraponto na mesma moeda “progressista”. Traduzindo, ser cativante, território em que eles aprenderam a ser mais hábeis. No mais, o respeito por Chauí vem do alegado conhecimento dela sobre a obra de Spinoza. A impressão que tenho é que ninguém ainda mergulhou fundo nesta questão. Creio que uma exegese superficial já a poria por terra no próprio campo em que ela supostamente reina. Quem se habilita ?

    • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:03Autor

      DE fato, Lino, não precisamos de um, mas de várias pessoas capazes de explicar isso de maneira popular.
      O mesmo que P. J. O’Rourke faz pelos liberais, ou que Nicolás Gómez Dávila fez pelos conservadores.

      • Alex Ivan22 de maio de 2013 às 00:54

        Tenho que confessar, na Universidade fui simpático aos esquerdistas de mesa de bar e diretório acadêmico. Graças à Deus, quando me dediquei ao estudo sério dos livros, desconfiei que esses admiráveis senhores só deviam ter lido as orelhas ou os títulos dos livros em suas raras visitas à biblioteca. Se houvesse um texto como esse disponível logo no mural de recepção aos calouros, certamente eu teria perdido menos tempo da minha juventude pensando em bobagens como luta de classes.

  42. Luiz Fradão18 de maio de 2013 às 12:12

    FILÓSOFA PETISTA INCITA O ÓDIO DE CLASSE

    Marilena Chaui teve seu momento nos anos da ditadura militar. Pegou carona na classe média, que hoje ela tanto odeia. Produziu boas discussões; pouco falou porque falar era proibido e plateia relâmpago só tinha na USP. Sem o uso da internet, tínhamos o Pasquim. No entanto, seu discurso também era contemporâneo aos muitos “intelectuais artistas”, Chico Buarque lançava seu primeiro livro, Fazenda Modelo.

    Hoje, ela combate a classe média e lhe dá o apelido de neoliberal. Esta, uma classe mutante em seus conceitos e comportamentos, crítica e que contemporiza, capaz de rever opiniões, um pessoal efervescente.

    Chaui odeia a classe média, ela prefere trabalhar em duas divisões, a dos ricos e aquela dos pobres. Os ricos financiando o seu PT, comandando a política sem qualquer ideologia e que usa o trabalhador. Já classe pobre, como citada no artigo, é lobotomizada. Não pensa e só obedece ao infindável leque de bolsas e cotas dentro das benesses governamentais.

  43. Joe18 de maio de 2013 às 12:08

    Uma pergunta séria, sem ironia:
    Na sua opinião, e considerando a retrospectiva histórica, quando da vitória final e a implantação da ditadura cubana no Brasil, a leva de pensadores do partido, tipo a dona Chaui, vai pro paredão (literalmente) na segunda ou terceira leva?

    • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:01Autor

      Segunda. A primeira será dos segundo líderes – ser “vice” em qualquer regime comunista era sinônimo de poucos meses de vida.

  44. Moshelio C. Alves18 de maio de 2013 às 12:07

    No Camboja, após a tomada do poder pelo Kmer Vermelho, todas as pessoas que usavam óculos foram assassinadas por, na opnião dos líderes da revolução, serem pequeno-burgueses..
    Este ódio da Marilena Chauí para com a classe média brasileira pode muito bem ser cmparada com o ódio do Kmer Vermelho pela classe média cambojana…

    • Extreme Libertarian Victory - The Privatization of Everything20 de maio de 2013 às 01:03

      hahaha… verdade.

      Um fato engraçado é que o proprio Pol Pot era um intelectual educado na França.

      Esquerdistas são hipócritas de mais.
      Marilena é nosso Pol Pot.

  45. Jairo18 de maio de 2013 às 10:37

    Flávio, muito obrigado por esse texto.

  46. Rita castro18 de maio de 2013 às 10:29

    Sempre desconfiei de discursos intensos , muito persistentes!

  47. arthur barreto18 de maio de 2013 às 09:26

    Há tempos, o tipo de gente como essa senhora citada no texto, merece minha referência como totalitário. Acredito que em um mundo arrumado como o que temos hoje classificações que há muito caíram em desuso, como esquerda ou direita não são tão precisas. Vejo realmente, a sociedade caminhando a passos largos para um Estado Pai, à medida que as pessoas participam de uma servidão voluntária, sem se dar conta disso. Compartilho com Schoppenhauer seu conceito sobre os filósofos pagos. Essa senhora é uma continuação de filósofos pagos e sustentados pelo Estado na qual Hegel foi sua principal eminência.
    O que ela odeia na classe média? Ora, o fato dessa classe existir.

    Classificar essa mulher como filósofa é para mim um insulto à memória de Epicuro, Demócrito, Aristipo, Diógenes, Antífon, Hiparco, Anaxarco, Lucrécio, Hobbes etc.

    O modelo filosófico e os líderes, cultuados por essa mulher, colocaram nas mãos dos novos totalitários velhos conceitos, jargões que quando aplicados à realidade transformaram a mesma em genocídio, guerra e fome.

    Enfim, para encerrar minhas considerações sobre o triste vídeo apresentado só tenho a dizer: “Hitler não faria melhor”

  48. Roberto Carlos Teixeira18 de maio de 2013 às 08:29

    Excelente texto, aguda observação! Infelizmente esse discurso batido da esquerda de disseminação do ódio já está passando das medidas. Se sou reacionário? Pode dizer então que sou sim, com orgulho, porque é preciso REAGIR para acabar com essa banalização do raciocínio humano. É preciso dar um basta a essa imposição “intelectualóide” (pode se dizer na verdade, pseudo-intelectual) de que a esquerda é a dona da verdade, que a “classe x, y ou z” é a culpada de todos os males do mundo, etc…. O ser humano tem que começar a ler um pouco mais, diversificar um pouco mais o alcance dos seus conhecimentos, ver todas as vertentes para poder formar opinião de fato, e não se teleguiar por PRÉ-CONCEITOS! Agora cabe aqui uma curiosidade: ela afirmou odiar a classe média. De que classe ela vem então? Se for da classe baixa, esse ódio se injustifica porque se ela veio de lá então ela “ascendeu” e odeia a si própria… Se ela é oriunda da própria classe média, vemos aqui um paradoxo de alguém que odeia irracionalmente ao seu próprio meio, talvez porque tenha sido “convertida” pelo mesmo discurso que prega (como a maioria dos oportunistas de esquerda, hoje no poder!)… Se veio da classe alta, sofreu um revés e decaiu, o que também não explica bem essa história de ódio, talvez apenas a própria incompetência pessoal… Enfim, se ela se acha acima de tudo e de todos e não se enquadra em nenhuma classe, no mínimo ela deve estar se comparando a alguma coisa acima da raça humana, o que nos leva a mais uma contradição, já que a esquerda em sua base filosófica renega qualquer religião, exceto quando ela própria se aproxima da religião para melhor catequizar as mentes incautas… É o roto falando do maltrapilho… Incrivelmente lastimável! Peço ao autor do texto, a autorização de citar partes do mesmo em meu blog. É preciso fazer as pessoas se conscientizarem e reagirem a essa falácia neo-catequizadora! Aquele abraço e parabéns pela verve!

  49. Julio Cesar Ferrão18 de maio de 2013 às 06:59

    Belo artigo Flávio. Um dos melhores que li recentemente, parabéns! Só uma pergunta: você poderia citar o título do livro do Alfred N. Whitehead? Não sei se você já o citou nos comentários, mas eu gostaria muito de ler a obra.

    • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:41Autor

      Obrigado, Julio! É um ensaio sobre filosofia e ciência, que me lembre de Essays in Science and Philosophy. Sobre isso, recomendo sobretudo o livro de um discípulo seu, Eric Voegelin, no livro Platão e Aristóteles, o segundo tomo de seu insuperável Ordem e História.

  50. Another Byte on the Web18 de maio de 2013 às 06:59

    Experimentem substituir as referências de Marilena Chauí à Classe Média durante seu “Grito Primordial” a referências à própria Marilena Chauí. Além de tornar o pronunciamento profundamente correto, é curiosamente válido ao se considerar que a “filósofa” integra as camadas superiores da classe média paulista.

  51. Francisco18 de maio de 2013 às 02:43

    Excelente análise, meus parabéns!

    Assisti ao vídeo da Marilena e gostaria de apontar o seguinte:

    1. Ela não faz ideia do que seja a classe média. Como todo conceito, deveria ter sido definido, e não apenas “jogado” de forma aberta.

    2. Suponho que ela tenha se referido, genericamente, a um grupo heterogêneo de pessoas que possuem algumas características em comum: poder aquisitivo, certo nível de instrução e/ou formação, posicionamento político (mesmo que superficial) e preferências, como todo ser humano. O cidadão “classe média” pode ser tanto funcionário público como profissional liberal, empregado da iniciativa privada, ou empresário (micro, médio, grande). É o cidadão que quer seus filhos numa escola particular, um carro que lhe dê status, uma casa na praia ou no campo, e um país minimamente decente pra se viver. Nesse caldeirão da classe média, há todo tipo de gente (trabalhadora), das classes A, B e C. Só não fazem parte dela, teoricamente, na cabeça de Marilena, os trabalhadores pobres e os indigentes (classes D e E).

    2. Em São Paulo, grande parte da classe média vota no PT. Grande parte vota no PSDB. A briga é boa. Não sei como é nos outros Estados. Classe média tende mais pro PSDB, grosso modo.

    3. O PT tem, como sua base eleitoral, as classes D e E (em peso), parcela da classe média, quase toda a classe artística e o eixo USP-PUC.

    4. Agora vem o X da questão: por que a filósofa petista tem tanto medo de que os antigos pobres trabalhadores das classes D e E passem a fazer parte da “classe média”? Por que eles não podem “trocar de classe”? Estaria ela ignorando o fenômeno da mobilidade social? Por que ela quer rotular esse grupo como a “nova classe trabalhadora”?

    5. Resposta: medo de perder votos. Ela tem medo de que a nova classe média mude de identidade. Mude de valores. Mude de opinião. Mude de posicionamento político. E deixe de ser a base eleitoral do PT.

    6. O cidadão que ascende socialmente muda seus hábitos. Como tem mais poder aquisitivo, tem acesso a um monte de coisas novas. Bens de consumo, viagens, plano de saúde privado, e o mais importante: tem acesso à informação. Ele passa a ler a Veja. Ou a Carta Capital. Passa a ler jornais. Acessar a internet. Instrui-se. Tem direito (e agora acesso) a emitir opiniões.

    7. O cidadão que ascende socialmente absorve os valores da nova classe à qual passa a pertencer. Ele quer deixar para trás as dificuldades pelas quais passou. Ele quer uma nova identidade. Tem orgulho de seu passado, mas viu que a situação mudou. Ele não se preocupa mais com o que comer ou como pagar as contas no fim do mês. Isso já está resolvido. Agora ele se preocupa com a segurança de seus filhos, com a alta carga tributária, com o perigo da inflação, com a corrupção no governo. O contexto em que ele vive mudou, e assim mudam suas preocupações, seus valores e suas prioridades. Ele se torna um burguês, um homem-nádegas.

    8. O PT morre de medo de perder eleitores que passam a integrar a nova classe média. Imagine que ingratidão! O PT, justificando os fins com os meios, distribui dinheiro aos pobres, que têm melhora significativa no nível de vida. Aí o pobre vira classe média, com poder aquisitivo, passa a ter acesso à informação, compra a Veja ou o Estado, e decide não mais votar no PT! Que absurdo!

    9. Como o PT quer evitar isso? Impedindo que o trabalhador, oriundo das classes D e E, agora classe média, se identifique com a classe média “tradicional”! O PT prega: “Vocês agora têm dinheiro e outro estilo de vida, mas vocês não são da classe média, porque a classe média é podre. Vocês são a nova classe trabalhadora. Não se misturem com os facínoras da classe média”. É o medo.

    10. Num mundo ideal, para o PT, o trabalhador da nova classe média deveria ascender, não socialmente, como classe, mas apenas economicamente, mantendo sua ideologia de trabalhador explorado pela classe média. “Pena que isso nunca funcionaria” – diria um reacionário.

    Imagine um cidadão que costuma voar de classe econômica. Ele gostaria de voar de executiva. Nem pensa na primeira classe, executiva está bom demais. Depois de um tempo, ele dá um upgrade em sua vida e passa a viajar de classe executiva. Tem direito a um business lounge, revistas especializadas, poltrona confortável, refeição personalizada, etc. Ele passa a conviver com outros passageiros da classe executiva. E agora ele pensa em voar, um dia, de primeira classe. Ele nem pensa mais na classe econômica. Aquilo ficou pra trás. Ele não se identifica mais com seus antigos companheiros de classe econômica. Não raro, chega a negar seu passado, evitando contato com os pobres mortais que sentam lá atrás, naquelas poltronas apertadas. Aí está a natureza humana rodrigueana, via de regra. Claro, há excepcionalmente aqueles idealistas que querem trazer todo mundo pra executiva. Ou, até mesmo, ter apenas uma classe no avião, executiva para todos. Há aqueles que querem estatizar a primeira classe. Há aqueles que querem destruir o avião. E viva a democracia.

    Infelizmente, para o PT, o prognóstico não é bom. Os novos integrantes das classes médias vão se instruir, vão investir na educação de seus filhos, e estes terão uma opinião política alinhada com seu contexto social, com seus novos anseios.

    O ex-pobre, que votou no Lula e na Dilma, e que hoje lê a Veja, um dia vai tirar o PT do poder.

  52. Rafael Alves18 de maio de 2013 às 02:32

    Aqui na Ufmg infelizmente quem manda aqui é a esquerda,professores que temos manipulam alunos com textos de pensadores esquerdistas,se você pensa contrário é ridicularizado por estes.
    Eu já estudei em outra faculdade mas posso afirmar que nunca ví na minha jornada acadêmica o que vejo na Ufmg.Penso duas vezes em continuar ou não no meu curso,existe uma perseguição indireta contra quem professa a fe cristã.Professores dizendo que entidades religiosas nâo deveriam se intrometer em decisões do governo,dizendo que o Estado é laico(é laico mas nâo laicista e como diz o Reinaldo quw ainda eu saiba não é oficialmente ateu).
    Na minha sala se não é filiado do PT você é ridicularizado,se for cristão vixii é tachado de fundamentalista.Digo que está sendo dificil para mim continuar no curso,vejo uma perseguiçâo indireta.
    Agradeço pelo texto e espero que continue nos alertando a cada dia.Se fosse divulgar o que acontece no dia a dia na minha sala muitos ficariam perplexos.

  53. Maria18 de maio de 2013 às 00:14

    E vcs acham que vão reeditar 64 porque Marilena deitou falação?
    Se situem, ninguém ligou pra isso, a não ser os que sempre se apegam a ninharias, melhor ter outra ideia mais criativa.

    • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:29Autor

      Nem de longe a idéia de pessoas que defendem a liberdade seja reeditar 64. Ou defender os sistemas que Marilena Chaui defende.

  54. MariMariMaris18 de maio de 2013 às 00:04

    Flávio, gostaria de ler algum texto seu explicando como tudo isso chegou tão longe, e em sociedades tão diferentes. De onde vem essa influência das incongruências escritas por Marx – desmascarado continuamente pela teoria e pela prática? E a quem devemos creditar o “método”?

    • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:28Autor

      Mari, difícil que eu faça uma análise tão abrangente. Há muitos textos de retórica radical e valores discutíveis na internet, mas uma rápida pesquisa por marxismo cultural e a situação de nossa educação ideologizada (como no site Escola Sem Partido) mostra como esse processo foi bem fácil para as esquerdas. Creio que devamos trabalhar o conceito de imaginação moral nos meios culturais agora se quisermos ter alguma chance da educação ideológica não nos tornar a classe delta de Admirável Mundo Novo em cerca de 50 anos.

  55. diana17 de maio de 2013 às 23:52

    Eu AMEI ela ter mostrado as garras, isso é um tapa na cara dos ESQUERDOPATAS q defendem esse partido FASCISTA PT, só INGENUO ou BURRO pra não perceber pra onde estamos andanddo com essas figuras no poder, qualquer dia sentiremos s audade da LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

  56. Matheus Horta17 de maio de 2013 às 23:43

    Texto maravilhoso!
    Instigante, inteligente, bem fundamentado e divertidamente zombeteiro!!!
    Vou acompanhar esse site a partir de agora!

  57. Paulo Cruz17 de maio de 2013 às 23:40

    Que texto brilhante, Flávio. Parabéns!

    Tomei a liberdade de compartilhá-lo em meu perfil no Facebook.

    Saudações.

  58. Arnaldo kogut17 de maio de 2013 às 23:05

    Ué, censuraram meu comentário? Essa classe media nao tem jeito mesmo.

    • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 19:49Autor

      Seu comentário estava na fila junto a trocentos elogios que tiveram de esperar ainda mais do que o seu. Portanto, coloque-se em seu lugar. Mas, devido a seu comentário estar escrito em linguagem de pré-primário esquerdista e quase afrontar o Código Penal, vai ficar de fora mesmo.

  59. Caio Frascino Cassaro17 de maio de 2013 às 22:56

    Prezado Flávio:
    Texto maravilhoso, uma verdadeira aula. Terminei de ler há pouco “O Homem Eterno”, de Chesterton, e a impressão que fica é exatamente essa: a esquerda não lê Chesterton e os outros autores por você citados no texto exatamente porque se o fizesse, deixaria de ser esquerda.
    Quanto à hidrofobia explícita daquela senhora, ressalte-se que isso é realmente o “modus operandi” da esquerda. Frequento alguns Blogs nos quais posto alguns comentários, entre eles o Blog do Ricardo Setti, o qual algumas vezes transformou meus comentários em “Post do Leitor”. Pois bem, a quantidade de impropérios, ofensas e ameaças que recebi , inclusive via telefone, é algo inacreditável. Vivemos no Brasil uma ditabranda e estamos a caminho de uma ditadura. Essa gente realmente odeia os que pensam diferente deles, e se tiverem que partir para a eliminação física de seus adversários – nós – não hesitarão nem um segundo.
    Um abraço

    • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 19:53Autor

      Caio, pois a honra é minha perceber que angariamos leitores lidos, que certamente conhecem a esquerda de cabo a rabo, mas conhecem ainda mais do que os esquerdistas, que só conhecem a si próprios (portanto, não por outro motivo além da preguiça em saber o que pensam as pessoas que “odeiam” e quem é o João, a Ana, o Paulinho, a Clara, continuam só se medindo pela própria esquerda, julgando serem o supra sumo da humanidade). Podemos ser poucos, mas e fato é um mérito que uma Marilena Chaui nunca terá na vida: ser elogiada por alguém que estuda um homem que, sozinho, põe toda a história da esquerda mundial no bolso como Chesterton. Abraço!

  60. Paulo Bonifacio17 de maio de 2013 às 22:37

    O que ela está tentando fazer é o mesmo que os nazistas fizeram, ou seja, se colocar como vítima em um processo onde os judeus eram os culpados por todas as mazelas do povo alemão. Este maniqueísmo, é o combustível exato para todos aqueles que querem simplificar o debate, e arregimentar as massas opondo ricos/pobres,deus/diabo, certo/errado, é mais fácil caminhar por um lado pois nessa escolha a vida ganha um sentido, o bem contra o mal.
    Obrigado Reinaldo Azevedo pela indicação no seu site sobre o pensamento do Flávio que eu em minha ignorância não conhecia, e vem junto com você a se juntar comigo em minhas noites de insônia.

  61. Alexandre Port17 de maio de 2013 às 22:19

    Parabéns pelo texto e pela educação: muito legal dares retorno aos comentários dos leitores!

    • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 19:45Autor

      Alexandre, aqui permitimos o contraditório se não for criminoso ou simplesmente tapado mesmo. Urge ter uma paciência de Jó, pois nem sempre as pessoas conseguem fugir desses dois fáceis pedidos – sejam pessoas de qualquer lado. Infelizmente.

  62. José Marinato17 de maio de 2013 às 22:09

    Somente a medicina cubana pode curar a gonorréia mental da ‘flosa’ petista.

  63. João17 de maio de 2013 às 22:07

    A esquerda nada mais é que um monte de igrejinhas de fascistas. A igrejinha dos fascistas da causa gay, a igrejinha dos fascistas da causa ambiental, a igrejinha dos fascistas bolivarianos, a igrejinha dos fascistas do racialismo, etc… todos esses cultos têm a absoluta certeza de que são donos totais da verdade, do progresso e do futuro, todos mentem pela causa, todos odeiam quem pensa diferente deles, todos tentam excluir do debate qualquer um que discorde deles minimamente. Os que pensam um pouco diferente deles são acusados de homofóbicos, fascistas, racistas, agentes da cia, reacionários, etc… a tradução da esquerda são as palavras intolerância e expurgo. E eles se acham muito humanistas. A esquerda é o pesadelo do pensamento, a morte da inteligência. Não é por outra razão que o socialismo SEMPRE terminou em morticínio e miséria. De um pé de urtiga não nascerão maçãs.

  64. João17 de maio de 2013 às 21:38

    A esquerda é o paraíso da exclusão intelectual. Eles só admitem debates dentro mesmo da esquerda e mesmo dentro dela vivem de expurgos. Se você não for um deles, você passa a ter apenas o direito de ficar calado. Este “um deles” serve para definir os membros de cada uma das pequenas igrejinhas que formam a sinistra. Ocorre que estamos numa época, principalmente em relação aos marxistas, socialistas, populistas, em que eles não dispõe efetivamente de nenhum argumento. Eles só dispõe do ódio. Antes de 89, ainda havia argumentos. Agora, o socialismo morreu no mundo inteiro, Cuba é uma tragédia e a ditadura mais sangrenta da história da AL, a Venezuela está destroçada e indo pro abismo. O único argumento que restou pra eles é nenhum. Só sobrou a fúria e a frustração. Agora vamos à tão odiada classe média: o crime da classe média é serem pobres que pelos próprios meios progrediram na vida. Mérito, pra esquerda, é um grande crime. Vamos agora à vóvó stalinista: essa Chauí é uma frustrada cujo salário altíssimo para os padrões do Brasil é pago por nós. E o que ela produz, o que ela dá ao Brasil, em troca de tanto dinheiro? ódio.

  65. Marcos17 de maio de 2013 às 20:37

    Caro Flávio,

    O mais “bacana” é ver a platéia “classe média” ir a loucura com as falas da Marilene , a louca de conveniência, juro que fico divagando e sempre lembro do sábio Lenin que passeando as custas do governo Inglês por Londres soltou a seguinte pérola para sua corja de seguidores “humanistas” : Ainda enforcaremos todos eles (os burgueses???) com as cordas que eles mesmo fabricam” , nem a Marilene consegueria chegar neste nível de sobriedade esquerdista, alguém duvida?

    Grande texto, ótimas referências, muito prazer em te conhecer também.

    Abraços

  66. Isaías Junqueira17 de maio de 2013 às 20:27

    A julgar pela polarizacão de ideias e poder de argumentacão apresentados por ambos, creio a Sra. ” Clásse média” só não revisaria suas posicões por motivos, digamos, materiais.

  67. Gil Rocha17 de maio de 2013 às 20:18

    Eu gostaria de saber se a classe de espectadores,
    era da classe operária ou de trabalhadores.
    Eu tenho quase certeza que não, que gente é essa?

  68. Isaías Junqueira17 de maio de 2013 às 20:13

    Parabéns pelo excelente artigo. Gostaria de saber se seria possível a realizacão de um debate direto desta professora esquerdista com esse escriba. Desconfio que ela não toparia, mas…

  69. roberto negromonte17 de maio de 2013 às 19:53

    Parabéns pelo excelente texto.
    Essa “professora” e o nosso iletrado ex- presidente, são mestres em lobotomizar platéias buscando os aplausos mediante efeito narcotizante elaborado com palavras rebuscadas de pouco domínio do povão ou patuscadas de futebol para provocar riso e alienação. Camelôs apelam muito para isso; falando rápido, soltam a verborréia, são aplaudidos e enganam os trouxas que aplaudem de pé.
    Precisamos de mais textos como esse para deslobotomizar o nosso povo.

  70. Sam Spade17 de maio de 2013 às 19:49

    Um classico, nao deixou pedra sobre pedra Flavio.

  71. shirlei horta17 de maio de 2013 às 19:40

    Felicidade é encontrar alguém que tenha argumentos. E olhe que, hoje em dia, eu ando aceitando quaisquer argumentos (o que não é o seu caso). Que lugares você frequenta? Está cada vez mais difícil encontrar o meu grupo!! Ou talvez estejamos todos reaprendo a nos esconder, como nos tempos da dita dura militar…

    • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:25Autor

      shirlei, muito obrigado! Mas garanto que há muitos sites por aí com gente boa escrevendo. Vide Ordem Livre, O Insurgente, as melhores revistas do Brasil (Dicta &n Contradicta e Vila Nova), Ad Hominem & Outras Falácias…

  72. Uk LIma17 de maio de 2013 às 19:20

    Eu acho que isso já é para justificar o fato de que a economia vai mal. O PT até pouco tempo se vangloriava de ter levado parte considerável da população para a classe média, considerando 1200 reais por família como classe média, como esta fantasia está caindo, eles já estão eliminando a mudança de classe e substituindo por luta de classes de novo.

  73. leonel Elizeu Valer dos Santos17 de maio de 2013 às 19:13

    Olá Flávio, confesso que não o conhecia e cheguei aqui graças ao linck do também excelente Reinaldo Azevedo. Parabéns, folgo em saber que nesse mar de lama “bolivariana” que cobre a América do Sul, onde até a oposição queda impotente, ainda existem algumas ilhotas de lucidez e honestidade intelectual. Dias difíceis vêm por ai, e a “comissão da verdade” de daqui a uns 50 anos terá muito lixo para perscrutar, caso naqueles dias, os “sinistros” já tiverem sido banidos de Brasília. Abraço.

  74. Alex Mamed17 de maio de 2013 às 15:47

    Flávio, peço autorização para reproduzir o texto no meu blog, direcionado a estudantes da minha cidade, do interior do Amazonas, mas que estão estudando fora. Será de grande valia abrir os olhos dessa rapaziada.

    Pode excluir esse comentário e responder por e-mail.

    • Flávio Morgenstern17 de maio de 2013 às 16:10Autor

      Alex, basta deixar um link pra cá, a honra é sempre nossa. :)

      • ALUIZIO18 de maio de 2013 às 20:25

        Senhor Flávio, parabéns. Gostei muito dos seus artigos. Sinto um prazer muito grande em apreciar bons argumentos num texto bem escrito. Ver a língua portuguesa bem tratada é motivo de satisfação.

        • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:09Autor

          Aluizio, quem dera eu realmente conseguisse tratar tão bem a língua quanto ela já me garantiu alegrias pelas quais nunca me pediu nada em troca… :)

  75. Fernando17 de maio de 2013 às 15:21

    Dona Marilena, a Louca, tentando justificar seu não pertencimento à classe média nos faz lembrar uma antiga esquete do Casseta e Planeta, onde o personagem Wanderlei, a despeito de ser assíduo frequentador de sauna gay, bradava: “Eu não sou gay! Não sou gay! Não sou!”.

    Interessantíssima essa análise do Shapiro, cujo livro não será lançado em nosso país e nem divulgado pela sombria imprensa golpista que conspira diuturnamente para derrubar o sacrossanto governo democrático-popular do PT.

    O estratagema esquerdistas é mesmo estigmatizar os adversários políticos através de uma novilíngua orwelliana, definindo que esquerda = bom; direita = mau.

    Daí o double standard dessa gente. Fosse qualquer membro da direita-reacionária-fascista-terrorista a dizer “Fulano age como puta para vender livro”, toda a corriola feminista de lolas e cynaras já estaria, dedos em riste, vociferando: “Nazista, machista, imperialista, direitista, vigarista!”. Quando é Mano Brown a dizer, silêncio sepulcral…

  76. Alex Mamed17 de maio de 2013 às 14:58

    Flávio, essa senhora precisa de tratamento há tempos.
    .
    Talvez se ela casasse com o Rui Falcão, Presidente do PT e outro degenerado, se esses espécimes transassem, será que eles não melhorariam os respectivos pensamentos? Se tal hipótese fosse possível só pediria a Deus que nos livrasse de uma eventual cria da espécime.

  77. Sandro P17 de maio de 2013 às 14:44

    Flávio,
    Quando tomei conhecimento do vídeo, encaminhei via email para alguns amigos, entre eles um petista que sempre copiamos nas mensagens para pegar no pé.
    Veja o que ele respondeu:
    “Eu não sabia que essa mulher era tão lúcida! Parabéns…
    Um dia desses um “classe média” teve a coragem de insinuar, na televisão, que no voo dele havia muito pobre…
    Azar o dele…esse número tende a aumentar.”
    Num primeiro momento você pode até pensar que o cara está brincando, mas quem conhece petista sabe que é assim mesmo que eles pensam.
    Nem vou mais discorrer sobre isso porquê, cara, me dá uma preguiça…

    E, mais uma vez, parabéns pelo texto. Sensacional!

    Abraços,

    • Flávio Morgenstern17 de maio de 2013 às 14:50Autor

      Se quer fazer o comunismo perder força, é só deixar um comunista falar. ;)

      • Fabio Tenca17 de maio de 2013 às 20:39

        Ou quando acabar o dinheiro da “direita”…

      • claudia hofmann18 de maio de 2013 às 11:40

        Vc quer escutar Paulo Freire considerado mundialmente genio na educacão…ou Vc prefere olhar a arquitetura de Oscar…São tantos os comunistas brilhantes no Brasil…quanto eruditismo decadente no seu discurso…quanta pretencão…QUE TAL LER FREI BETO PARA FICAR MAIS HUMANO E DESCER DESSA PSEUDA EDUCACÃO!? …pena que a CLASSE MÉDIA ,a grande maioria, ao ler seu escrito não vai entender nadinha!!!

        • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:00Autor

          Faz o seguinte, eu leio Frei Betto (na verdade, já li) e você lê os “direitistas” ABSURDAMENTE GENIALÍSSIMOS dos quais você sequer conhece o nome (do contrário, obviamente, não diria que possam existir comunistas geniais, como não considero que possam existir nazistas geniais). Recomendo, só para começar, 5 nomes: Ludwig von Mises, Thomas Sowell, Eric Voegelin, G. K. Chesterton, P. J. O’Rourke (dê um espacinho para Ortega y Gasset se gostar da sua primeira pesquisa o que, afinal, é esse pensamento das pessoas que você “odeia”). Topa fazer isso, ou só perceber que todo “pretensioso de eruditismo decadente” conhece coisas que você não conhece, enquanto você não conhece o que eles pensam, já demonstra que quem anda precisando descobrir coisas para mudar de lado talvez não sejam os “pretensiosos”?

        • Thiago - RJ24 de maio de 2013 às 12:21

          “Pretencão”? Ainda falta uma cedilha para ficar errado, já que o correto é “pretensão”. Mas estou sendo linguisticamente preconceituoso; isso aí deve ser uma verdadeira amostra do que seria um eruditismo não-decadente…

  78. Edu17 de maio de 2013 às 13:18

    Flávio, ótimo texto, só acho que você deveria tentar deixá-lo mais simples, no sentido de ser mais “acessível” a um aluno de ensino médio, por exemplo.

    E sobre o vídeo, não sei se estou certo, mas eu acho que o ódio da maluca pela classe média se dá por esta não ser a “classe” interessada na ditadura do proletariado. Você pega um jovem pobre, o entope de discurso esquerdista e faz ele sentir ódio e inveja dos mais ricos, faz ele acreditar que o empresário é explorador, que o capitalismo gera miséria e que o futuro sublime só se dará com o socialismo. Então esse jovem passa a engordar a fileira da massa de manobra da esquerda. No entanto, esse mesmo jovem, anos depois, arruma um emprego e entra na classe média: passa a ter uma vida mais confortável, eleva seu padrão de vida, procura prosperar com sua família e deixa o socialismo e esse ideário de “cubalizar” o Brasil de lado, deixando de engordar a massa de idiotas uteis. A classe média, portanto, apaga a chama revolucionária nas pessoas. Acredito de vem daí o ódio da “filósofa”.

    E parabéns pelo texto e pela página. Não tinha visto o trabalho de vocês antes. Já curti a página no face e sempre vou está por aqui. Abraços.

    • Flávio Morgenstern17 de maio de 2013 às 14:10Autor

      Edu, muito obrigado! Isso é exatamente a tal “consciência de classe” que a filósofa estava explicando (adicionei uma breve nota sobre como Laclau vê isso, por exemplo, mas ainda há muito, como Marcuse, Lukács e outros.

      Às vezes escrevo “para as massas”, mas no caso desse texto, não há muito o que comentar como noticia. Preferi me adensar na discussão filosófica puro sangue, que aí é bem mais altaneira do que a própria Marilena aguentaria. Abraço!

    • luzia Izete da Silva19 de maio de 2013 às 17:48

      Não acho que a direita é boa, péssima ideia tornar um texto acessível para alunos de 2º grau ou menos. O que a direita fez no Brasil? O que fez na Argentina? Doutrinar pobres a serem de direita. Essa ideia me parece insana. Até porque nunca houve perigo comunista no Brasil. Outra insanidade. A guerra fria acabou. Sou de esquerda, não doutrino aluno, falo das coisas boas e ruins dos 2 lados.

      • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:16Autor

        luzia, é mesmo verdade? A senhora sabe o que é a tal “direita”, ou só diz que o que não for de esquerda é, automaticamente, direita, confundindo significantes com aparência oposta com termos ideologicamente diversos, nem sempre funcionais como dicotomia? Poderia explicar aqui para nós qual autor de direita passa a seus alunos, e calar de uma vez por todas a boca de nós, “direitistas”, que NUNCA (repito: NUUUUUUUUUUUUUUUUUNCA) vimos um único autor que tenha nos “doutrinado” nas escolas? Ou será só um discurso de “passo os dois lados, o certo e digo que quem não está comigo, eu desconheço o que penso e é tudo fascista”, como fazem certos professores de filosofia?
        A propósito, poderia comentar essa pequena gramática política que escrevi, sobre essa espinhosa questão de “direita x esquerda”? Grato por nos esclarecer, professora.
        http://www.ordemlivre.org/2012/12/gramatica-politica/

  79. Marina Riso17 de maio de 2013 às 13:15

    Pessoal, pra quem está com dificuldade de entender o vídeo e ficou com a pulga atrás da orelha, sugiro o texto do meu blog pequipariu “Você não tem educação, não?! NÃO”. Ecrevi algo sobre amizade lá e desafio um paulistano a discordar. O que ela está falando não tem nenhuma relação com ser de esquerda ou de direita. É uma questão de reflexão sobre o seu momento histórico, só isso!

  80. Pedro F. Boer17 de maio de 2013 às 12:46

    Classimediofóbica… Marilena haverá de ter um futuro chauínico. Será que ela odeia o Mao? Pois é , ele foi responsável pela morte de 40 milhões de chineses entre 1958-1962. ( Great Famine). Os comunistas dizem que foram “SÓ” 25 milhões. Em pleno século XXI ouvir falar de ódio de classes realmente é muito deprimente .

  81. Sinistro17 de maio de 2013 às 11:40

    Parabéns! Não concordo com tudo mas certamente está me fazendo pensar. E o texto está magnificamente escrito. Reinaldo Azevedo deveria ler para ver como se escreve com elegância e coerência intelectual, sem precisar abusar de falácias.

    • Flávio Morgenstern17 de maio de 2013 às 14:04Autor

      O Reinaldo não usa de falácias (aliás, termo usado incorretamente em 99% dos casos), ele apenas escreve para um público específico, que não é o mesmo do meu (às vezes, infelizmente). Ele é muito mais meu professor do que qualquer outra coisa.
      http://papodehomem.com.br/manual-compacto-de-como-foder-por-completo-uma-discussao-na-internet/

      • Sam Spade17 de maio de 2013 às 20:16

        Reinaldo, citou e “linkou” esse teu texto no blog dele.

      • Carlos Alberto Bárbaro18 de maio de 2013 às 01:30

        Êpa, êpa! “É fácil perceber isso: eu não posso defender a paz mundial enquanto construo uma bomba atômica. Quem me criticar por isso estará usando um argumentum ad hominem corretíssimo e nada falacioso.” Os Estados Unidos, só o que têm feito é polir seu arsenal atômico, e no entanto só o que têm feito nos últimos anos e defender (honestamente) a paz. Ou não?

        • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:31Autor

          Carlos, o exemplo aí dado é ideal, sem detalhes (é incongruente criticar o aborto enquanto você mesmo faz 3, por exemplo). Você apresentou um detalhe funcional: bombas atômicas podem servir à paz. No caso em questão, alguém que lhe criticasse por isso tampouco estaria praticando um ad hominem. Só o exemplo aí que foi muito “genérico”, sem se ater a filigranas.

      • Eurico Junqueira20 de maio de 2013 às 07:59

        Ah, então não é mesmo impressão (parecia alucinação) minha que a maioria das pessoas que usa a palavra ‘falácia’ nem sabe o que ela significa (usa como sinônimo de ‘bobagem’, ou coisa do gênero)…ou nem saberia dar o nome ou identificar as mais básicas (matéria de primeiro colegial, sim?)…

        com o Reinaldo Azevedo aconteceu já 3 vezes uma coisa curiosa: não sendo leitor costumeiro do que ele escreve eu acabo lendo alguma coisa quando alguém o compartilha dizendo ‘que absurdo o que este idiota escreveu blablabla veja errada em tudo sempre blabla’…lendo o artigo verifico que o escrito é composto de várias premissas corretas, encadeadas logicamente e chegando a conclusões que decorrem dessas premissas;
        dou essa opinião embaixo do compartilhamento, começa uma discussão de posts e posts em que sou xingado, e fatalmente (3 vezes já) a pessoa que está brigando comigo me revela ‘eu nem li, nem vou ler o artigo’, o que causa aquele “double take”, sabe?
        Alucinação etc

        p.s.: Obrigado pelas constantes indicações de leitura em artigos! Característica de autores iconoclastas de que sempre gostei, a começar pelo Franz Paul Heilborn =)

        • Flávio Morgenstern20 de maio de 2013 às 09:45Autor

          Eurico, a linguagem juveinl à qual regredimos é pura repetição para ver se alguém faz parte do clubinho ou não. Na internet isso se dá através da decoreba de umas 3 (cada vez menos) macaqueações com palavras que soam pomposas, como “falácia”. Assim, você consegue defender X fazendo exatamente -X ao mesmo tempo, é quase inevitável que alguém faça isso conforme a discussão se prolonga.
          As sugestões são o mais importante, nem em sonho que o que escrevo tem mais importância do que os autores que cito, que são verdadeiros filósofos (ou os maiores economistas e analistas políticos do mundo, na pior das hipóteses).

    • Samuel Bonotto da Luz17 de maio de 2013 às 18:52

      O Reinaldo Azevedo é brilhante! É difícil discordar dele com argumentos. Quem não sabe argumentar, ofende…

    • Luis18 de maio de 2013 às 15:54

      Eu descobri este texto ao ler o blog do Reinaldo Azevedo, que o qualificou como “excelente” e forneceu o link. E, de fato, o texto é EXCELENTE mesmo!

  82. Arthur17 de maio de 2013 às 10:16

    Flávio, no brilhante Atlas Shrugged, o Francisco D’Anconia diz no seu discurso que quando uma sociedade não entende mais o que é o dinheiro nem a sua função, essa sociedade está condenada. Certo. Concordo plenamente.

    Agora, o que dizer quando “grandes personalidades” do pais em que você vive começa a te lembrar alguns dos piores personagens do livro? Tipo a Marilena Chaui, que é uma síntese do Drs. Simon Pritchett, Floyd Ferris e Robert Stadler (em menor parte do último, porque segundo o livro algum dia ele teve algo de útil)? Ou perceber que há vários pontos de contato entre Eike Batista e Orren Boyle?
    E o que dizer que você percebe que você não acha em lugar nenhum uma Dagny, um Francisco, um Hank Rearden? Será que a gente arranja um Hugh Akston (você, talvez? hehehe…)?

    P.S.: Li essa desgraça de livro por culpa sua. Como disse o Valdir, tá ficando difícil não ser fanboy. Você escreve o que eu penso, só que com carga teórica e de leitura para corroborar, e, de quebra, vários links animais. Você é um cara pra quem eu adoraria pagar uma breja (ou café, ou whisky, ou sei lá) e ter uma aula de filosofia, e sair com mil indicações de livros. hehehe

    • Flávio Morgenstern17 de maio de 2013 às 13:59Autor

      Arthur, o pagamento pode ser na minha conta, não se preocupe. ;)

      Ayn Rand é mesmo uma “filósofa” bem chinfrim, mas como romancista, é um arraso. O mais surpreendente no livro dela não é a teoria (já que um Hayek ou Friedman, dos quais nem sou lá fã número 1, explicam muito melhor), é mostrar como os intelectuais e a sociedade (aliás, título de imprescindível livro de Thomas Sowell) caminham a conta-gotas para um totalitarismo brutal onde quem tá no poder manda em quem faz, justamente sob um discurso de que estão nos salvando de quem nos explora. Esse processo sendo visto com o bandido e o mocinho doa lados corretos é o que não vemos até hoje. No fim, Rand, sem provavelmente saber o que é “imaginação moral” (o conceito com o qual creio que mais devemos trabalhar daqui pra frente), foi cirúrgica em cuidar do imaginário.

      • Arthur21 de maio de 2013 às 10:11

        Nem vem, sem essa de pagamento na sua conta. Você já tá devendo pro Reinaldo Azevedo, não vai ficar devendo pra mim também. hehehe
        É só ir em algum bar que minha banda toque, ou me informar um bar que você frequenta e lhe pago uma bebida.

        Em tempo, vou me aproveitar da “Escolinha do Professor Flávio”. Você deu uma excelente indicação de um livro de gramática outro dia, então queria pedir uma outra indicação: por onde começar a estudar filosofia? Suponho que seja possível fazer isso como autodidata, correto? Aliás, considerando a educação a la Paulo Freire do Brasil, deve ser melhor ser autodidata. Enfim, alguma sugestão? Ou está interessado em um aluno particular de filosofia? hehehe

        Abraço!

        • Flávio Morgenstern21 de maio de 2013 às 11:38Autor

          Rapaz, iniciei o curso de filosofia do Olavo de Carvalho e estou simplesmente de queixo caído até o momento. Ter aulas daquela por 50 pratas por mês é comprar ouro com troco de pinga.
          Eu fui lendo algumas histórias da filosofia e pescando os autores que achei bons. A do Giovani Reale e Dario Antiseri é fortissimamente recomendada. Depois o segredo é cair nas graças dos bons autores que tenham uma visão crítica (e boa) de outros e vão te passando mais visões e outros livros para se buscar. Não sei se tem um bom “começo”, mas só de fugir daquele canonezinho tosco que é cultuado irracionalmente nas academias já te torna melhor do que 99% dos estudantes de filosofia desse país.

  83. Leonardo17 de maio de 2013 às 08:28

    Ela deveria expor, já que odeia a classe media, o quanto que ganha como professora e pelos livros que são distribuidos pelo MEC, no mais e uma doente cronica, patologica e com tendência a delinquir, em suma um elemento de periculosidade altissima

    • Flávio Morgenstern17 de maio de 2013 às 10:14Autor

      O salário médio do cargo que ela ocupa na USP é de R$ 15 mil (não sei qual exatamente o dela, mas pode ser que seja 20). Assim ela parece um Caco Antibes socialista-caviar: “Eu ODEIO pobre!”

  84. George Gratz17 de maio de 2013 às 07:49

    Parabéns, já virei fan rsrsrsr.Abaixo a lobotomia de pensamento perpetrada por quem não quer nem pode ter críticas, pela fragilidade das propostas.

  85. pedro monteiro17 de maio de 2013 às 07:27

    Karl Popper diria: “Não falei!”

  86. Flavio Zigbin17 de maio de 2013 às 02:17

    Cadê o ReaçaCast? O prêmio Gênio da Semana já tem dona!

  87. Joel Ramos17 de maio de 2013 às 01:40

    Muito Bom o artigo, uma visão clara acerca desse modelo politico que se utiliza de retorica anti-logica e falacias, com suas mentiras estão quase dominando o mundo.

  88. danir17 de maio de 2013 às 01:13

    Uma outra constatação, foi que não é correto que se diga que ela é uma criatura feia, ao olharmos para seu rosto. Não sob este prisma. O que a torna feia, é a sua expressão, é o olhar significativamente agressivo e ameaçador, mascarado com um quê de despeito e indiferença (o verdadeiro contrario do amor). Conheci muitas senhoras que com a idade da Marilena Chaui, tinham a mesma aparência externa, encarquilhadas mas expressando uma doçura e leveza, que quase nos acalentavam com seus olhares amorosos e benfazejos. Muito diferente da pessoa em questão. Me lembrou do meu avô dizendo que os canalhas não envelhecem. Fico imaginando como seria quando mais moça e mais atraente, tentando parecer humana e destilando tanto fel.

  89. danir17 de maio de 2013 às 01:00

    Um adendo. É preciso muita força interior, frieza e capacidade intelectual para cultivar o ódio impunemente. Caso contrario ele corrói e embrutece fazendo com que se chegue ao limite da insanidade. É o que acontece com esta infeliz criatura. Não conhece exatamente o que odeia e não sabe como lidar com o fato. Tinha acabado de ver o vídeo no blog do Reinaldo Azevedo, e gostei muito do seu texto. Não fosse pelo perigo real que pessoas como ela representam, seria um desperdício de palavras sensatas

  90. danir17 de maio de 2013 às 00:52

    EU PENSO QUE ELA FAZ UMA BOA DUPLA COM AQUELE “FILOSOFO” CUJO NOME ME FOGE, QUE FAZIA UM DISCURSO SOBRE AS DIFERENÇAS DOS SISTEMAS CAPITALISTA E SOCIALISTA SOB A ÓTICA DE SUAS PRIVADAS. PURA MERDA. SÓ NÃO É MAIS DESANIMADOR PORQUE PODEMOS LER DEPOIMENTOS COMO O DA PAULA LOPES AI EM CIMA; OU SERÁ EM BAIXO?

    • Flávio Morgenstern17 de maio de 2013 às 10:10Autor

      É o “genial” Slavoj Žižek, que também discursou no Occupy Wall Street sobre como as pessoas não percebem que são escravas do sistema, usando uma piada sobre uma pessoa que vai morar num país socialista e combina que vai mandar de volta uma carta para um amigo, e se o país for livre, escreverá em azul. Se o país for censor, escreverá em vermelho. Aí manda uma carta dizendo que o país é lindo e maravilhoso, a única coisa que não consegue encontrar de jeito nenhum é uma caneta vermelha. E tá lá, em Wall Street, usando ESSA piada, pra mostrar que as pessoas não percebem que são escravas.
      O vídeo dele comparando a ideologia dos países pelas privadas é este:
      http://www.youtube.com/watch?v=AwTJXHNP0bg

  91. Michel17 de maio de 2013 às 00:45

    Fazia tempo que não passava por aqui – é que sou médico, dessa classe média odienta, que tive que aumentar meus plantões pois meu filhinho nasceu. Sim, sou um burguês imundo, e este seu texto, para mim foi redentor.

  92. dsor16 de maio de 2013 às 23:27

    Flavio, nunca pare de escrever. Você expõe de maneira brilhante as engrenagens da hipocrisia da canhotice ideológica. Desejo, para o bem do país, que você tenha cada vez mais sucesso e que possa, em breve, escrever em meios de grande circulação, impactando com muito mais contundência o debate público – sem, é claro, esquecer do Implicante, que é um sopro de razão no deserto político no qual estamos vagando hoje.

  93. Paula Lopes16 de maio de 2013 às 22:55

    Fui aluna da professora Chauí na graduação em Filosofia na USP há alguns anos, e desde então observo a idolatria que a cerca, que me assustou então, mas que entre os muros da universidade nem eu nem ninguém nunca ousou questionar. Lembro que foi muito libertador quando li uma crítica a ela (como intelectual) feita pelo professor Olavo de Carvalho: sim, era possível a professora Chauí ser um engodo! Continuei admirando a “atuação” – esse é o termo – dela na sala de aula, pois a cena que ela cria seduz perigosamente os desavisados, é uma espécie de transe religioso.
    Mas como iconoclasta que sou, hoje sei, reconheço e afirmo que as crenças da professora Chauí (sim, são crenças porque dispensam o saudável e necessário uso da racionalidade, desejável em filósofos) prestam um triste desserviço ao trabalho filosófico neste país – sou professora de filosofia – e lamento reconhecer que o grosso da intelectualidade brasileira neste momento é tosco e obscurantista. Sinto que consegui me esquivar da lobotomia, mas aguardemos os bacharéis formados nos moldes Chauí…
    A tendência é piorar.

    • Flávio Morgenstern16 de maio de 2013 às 23:04Autor

      Paula, afirmo que é um alento não só a mim saber que há professoras de filosofia por aí capazes de ler autores fora do rol de beatiful people acadêmicas dominado por Escola de frankfurt e estruturalismo, tomadas como supra sumo do conhecimento justamente porque ninguém conhece mais nada.
      Se a cada 40 alunos que chegam numa sala de filosofia, 2 souberem o que são Ortega, Croce, Burckhardt ou um Mário Ferreira dos Santos, já saberemos sempre quem serão os 2 melhores da sala.

      • Paula Lopes17 de maio de 2013 às 11:21

        Flávio, leciono para o ensino médio na rede pública, e se entre 40 alunos houvesse pelo menos 2 perfeitamente alfabetizados já seria um avanço. Mesmo assim, procuro mostrar a eles que desenvolver autonomia de pensamento é um ganho importantíssimo numa sociedade manipuladora. Você conhece o material didático de filosofia que o governo desenvolveu para o ensino médio? Pois é.
        Aliás, que tal uma matéria sobre os cursos e estudantes de pedagogia? Às vezes me aparecem uns estagiários que dá até pena, se não fosse revoltante. “Faço pedagogia porque é uma graduação mais fácil, rápida e barata” e coisas do tipo, como já ouvi. E vi que são humana e academicamente despreparados para ser educadores.
        O que esperar de um país onde a educação é isso?

        • Flávio Morgenstern17 de maio de 2013 às 14:03Autor

          Paula, estou preparando um texto vindouro comentando a educação petista (que, infelizmente, é global, e não um fenômeno local; seria muito ingênuo crer que nossos intelectuais conseguem criar tanta desinformação assim, so-zi-nhos).
          De fato, respeitamos os professores também como “classe”, e não como o João, a Ana, o Paulinho, a Clara. Tem professor que sofre à toa, tem professor que deveria virar lixeiro. E com salário reduzido deles.

    • Mauricio Del Manto18 de maio de 2013 às 01:57

      Graças a Deus encontrei alguma aluna sã da Chauí… assisti algumas palestras dela na biblioteca Mario de Andrade e tive a mesma sensação… varias pessoas idolatrando-a…

  94. Thiago Mori16 de maio de 2013 às 22:47

    Apenas pra agradecer sua lucidez q me acalmou a alma. O ódio deles eh perturbador, e ainda saem por aí dizendo: “mais amor por favor”. Pura massa irreflexiva de manobra política. Assino em baixo cada linha, mesmo desconhecendo certos termos e autores. Abs

  95. Junior16 de maio de 2013 às 22:34

    Lobão, em entrevista, mostrou todos os argumentos possíveis para “destruir” a esquerda, Mano Brown e os mpbistas babentos de plantão. Quase um mês depois do Lobo ser o “Chico Xavier do inconsciente coletivo”, como ele mesmo diz, estou ansiosamente esperando um argumento contrário as idéias dele. Mas não; os esquerdinhas só reiteram o Big Wolf. É fascista pra la, matricida pra ca. Aliás, Flavão, estás devendo um artigo mais longo sobre este caso. Forte abraço.

    • Flávio Morgenstern16 de maio de 2013 às 22:45Autor

      Junior, pretendo fazer uma resenha do livro aqui no Implicante em breve, stay tuned. :)

      • Junior17 de maio de 2013 às 06:39

        Boa! Sou um grsnde leitor seu. Vi tua palestra sobre a linguagem do liberalismo e do socialismo, e parabéns por mostrar como a segunda vence na persuasão e perde completamente na lógica e na racionalidade. Sem querer ficar aqui sugerindo o tempo todo, mas ja o fazendo, deverias escrever um livro sobre isso. :)

  96. Carlos Alberto Bárbaro16 de maio de 2013 às 22:26

    BTW, deliciosos links.

  97. Carlos Alberto Bárbaro16 de maio de 2013 às 22:25

    Texto sensacional. Antes de o ler também cheguei a pensar, como alguns acima, que a mulher tinha caducado. Depois da leitura compreendi que há muito método e pouca loucura em urro tão violento (perdoai a redundância) e refletido. Para ela caducar, seria preciso antes que, em tendo até então um certo e constante discurso, passar a, de alguma forma, contraditá-lo. Não se tratou disso, de modo algum.

    • Flávio Morgenstern16 de maio de 2013 às 22:44Autor

      Só não usei o shakespeareano “loucura e método” porque, como quase sempre que escrevo sobre política é pra explicar o método desses loucos, tá ficando repetitivo nos meus textos já. :)

  98. Extreme Libertarian Victory - The Privatization of Everything16 de maio de 2013 às 22:25

    Flávio, to começando a pagar pau pra vc, cara. hahaha
    Eu ouvi essa aula do Gary North umas 10 vezes… pensava que eu era o único brasileiro que conhecia o cara(claro, tirando os malucões do Mises Brasil) – até mandei um e-mail pra ele pedindo por mais informações sobre a vida de Marx, dae ele me mandou um livro(link) com uns ensaios sobre o nosso judeuzão favorito, ta aqui:

    Requiem For Marx: mises.org/books/requiem.pdf

    É uma reunião de ensaios desses rapazes aqui oh: Yuri N. Maltsev(procura ele no youtube, vc vai rir mto), David Gordon, Hans Hermann Hoppe(leia… olha o nome: Marxist and Austrian Class Analysis), The Marx Nobody Knows(melhor que o “vídeo”), David Osterfeld, Ralph Raico e claro…

    …nosso querido e glorioso Murray Rothbard com um artigo essencial que vc precisa ler:

    Karl Marx: Communist as Religious Eschatologist < se alguém apresentar isso em uma palestra na FFLCH tem gente que vai cagar nas calças.

    Quem quiser ler o Leftism Revisited ta aqui: http://mises.org/document/6581/Leftism-From-de-Sade-and-Marx-to-Hitler-and-Marcuse

    Texto espetacular, ja "ganhei" o que vc ia dizer só de ver o nome da Chaui no título e a capa do Leftism Revisted.

    Cara, a gente é melhor que essa galera, é só chamar pra um debate e todos vão peidar pra muzenga.

    (alborghetti eternal kommander).

    • Flávio Morgenstern16 de maio de 2013 às 22:43Autor

      Eu li esse livro antes, depois só que fiquei sabendo que ele foi feito em forma de palestra. Inclusive o citei neste artigo. O que mais recomendo do Maltsev, que sabe muito bem o que foi a União Soviética, é o texto (que também tem em podcast) What Soviet Medicine Teaches Us, que é um argumento cabal pra quem acredita nessa patacoada de medicina cubana. Mas ele tem muita coisa ótima, como os ensaios sobre Solzhenitsyn.

      Não sabia que até o Mises Institute tinha lançado o Leftism Revisited, bem bacana! :)

      • Extreme Libertarian Victory - The Privatization of Everything16 de maio de 2013 às 23:54

        Porra, o Mises Insitute é uma beleza… tem todo tipo de doido por la; católico, protestante maluco(tpo o Gary North que é meio doidão nessa área hahahah), ateus, anarquistas, liberais clássicos, conservadores, reacionários pra caralho tipo o Hoppe, gays, gente pró-aborto, gente contra o aborto… hahahaha…

        Todo think-tank direitista uma coisa que a esquerda vive promovendo: Diversidade… Vai procurar isso na esquerda, vai! Só da Chaui e essas paradas. Como é que essa gente não tem vergonha, cara ?

        Você sempre fala que quem lê autores direitistas muda de lado.. beleza. Aconteceu comigo, aconteceu com todos meus amigos tbm….

        Será que essa esquerdalha velha NUNCA leu um autor liberal na vida ? Pq quando eu ouço a palavra neoliberal o que me vem a mente sou eu com uns 17 anos papagaindo besteira de professor. Hoje eu tenho 22, cara. ( nunca fiz faculdade )

        Como mudei ? Li Economia Numa Única Lição…

        Sério mesmo que da pra fazer faculdade de filosofia sem ler UM autor de direita ?

        Outra coisa Flávio… vc é um convertido tbm ? Se for seria legal vc escrever um artigo falando sobre sua transição.

        ————————————-
        Livros do Mises Institute:
        Baixa o torrent de livros do instituto: http://archive.mises.org/21458/mises-torrents-4-0-available/

        Só os livros da uns 8gb…

        • Flávio Morgenstern17 de maio de 2013 às 13:16Autor

          Mas é exatamente o que acontece. Se existe dominância (na verdade, hegemonia integral) da esquerda na academia, não é porque até lêem um Ortega aqui, um Oakeshott acolá. É simplesmente colocando as mãos no ouvido e berrando: “Não tô ouvindo, lá lá lá lá lá” (experimente colocar esse texto em algum grupo de esquerda pra ver se vão ler e argumentar, ao invés de só dizer “Nem vou ler”, “zzzzzz”, “hahaha, reaça” e por aí vai).

          Não sou “convertido”, já acreditei que era de esquerda porque, afinal, o discurso de esquerda é que só eles ligam para os pobres. E eu quero que os pobres enriqueçam. Mas sempre fui da meritocracia, de não aceitar bandidagem enquanto o trabalhador honesto se ferra, de não querer tudo de mão beijada. Foi só perceber que o discurso da esquerda é sempre “você já é de esquerda, venha com a gente”, sendo que até hoje defendem totalitarismo e populismo, que a única mudança que fiz foi, afinal, me “considerar” alguém do outro lado. Sem grandes traumas.

          De toda forma, algum dia ainda pretendo contar umas histórias sobre isso. O melhor é ficar com “O Filho Radical”, relato de como David Horowitz (que, por sinal, é dono do site em que o Shapiro citado fez a palestra que linkei) passou décadas na esquerda mais radical e acabou se tornando um dos grandes pensadores conservadores atuais. Aliás, como 90% dos conservadores teve passado esquerdista – o contrário, por razões citadas, nunca acontecerá na humanidade, nem um único caso, em lugar nenhum.

          • Extreme Libertarian Victory - The Privatization of Everything17 de maio de 2013 às 18:25

            Eu gostei do que vc escreveu, mas eu vejo esse lance de uma maneira mais pratica.

            Bom, é óbvio que eu não acredito no conceito de “consciência de classe” mas existe universidade pública(e pq não as privadas financiadas pelo estado como Harvard) que não seja dominada pela esquerda ?
            Veja esse teco de uma entrevista com Hoppe:

            http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=926

            “Praticamente todos os filósofos profissionais da atualidade são consumidores de impostos. Eles não produzem bens ou serviços que irão posteriormente vender no mercado a consumidores de filosofia, os quais irão voluntariamente comprar ou deixar de comprar tais produtos. Com efeito, a se julgar pela atual demanda dos consumidores, toda a obra da maioria dos filósofos contemporâneos deve ser considerada inútil e sem valor. Mais ainda: praticamente todos os filósofos de hoje são pagos por meio de impostos. Eles vivem do dinheiro roubado ou confiscado de terceiros. Se a sua vida depende da receita de impostos, você provavelmente não vai se opor à instituição da tributação utilizando princípios éticos. ”

            Isso cola pra ti ? Não sou um intelectual mas quando toco nesse assunto com meus amigos (que não se importam com política) eles falam a mesma coisa que o Hoppe disse nesse trecho…

            O Olavo de Carvalho fica abismado pelo fato do Brasil não ter formado um filósofo, bah… mas pq iria formar ?

            Eu vejo essa coisa toda de uma forma mais prática mesmo, é um bando de espertões defendendo um cartel – claro que não da pra prever as futuras demandas do mercado – mas não consigo ver a Chaui sendo bancada com 15.000 mensais por algum filantropo rico( O Hoppe por sinal, é bancado por um ricaço turco… )

            É meio aquilo que o Lobão falou da lei Rouanet… se não fosse o estado o que seria desses artistas queridinhos ? Se vc pega a mesma lógica e olha para os intelectuais dae não demora muito pra vc ver oq ta acontecendo…

            Sobre o Horowitz, eu sempre dou uma lida na FrontPage Magazine… é muito neoconservador pra mim mas eu curto alguns caras.

            Po… sabe uma coisa que vc devia explicar pra gente ?
            Que porra é essa de ex-trotskista virar neoconservador ?
            Hitchens… Horowitz… o Reinaldo de Azevedo tem uns lances tbm. Esse é um daqueles mistérios que eu queria entender e nunca consegui achar explicação.

            ——-
            Falando em esquerda e universidade tem uma notícia que a galera do Implicante deixou passar(eu acho):

            Expulsão de 6 alunos após orgia gera manifestação na Unesp Araraquara
            http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2013/05/expulsao-de-alunos-apos-orgia-gera-manifestacao-na-unesp-araraquara.html

            HAHAHAHAHAHAHAHAAHAH tamo fudido, cara.

          • Flávio Morgenstern17 de maio de 2013 às 19:05Autor

            Hoppe tá sendo não exagerado, mas atribuindo a toda um um gênero as categorias de uma espécie. Filósofo acadêmico é isso aí mesmo, gente inútil e lixo propagandístico. Que filósofo a USP já formou, como bem pergunta o Olavo?

            Todavia, filósofos de verdade acabam fazendo um trabalho melhor ainda do que o do Hoppe, que só se foca na economia e em princípios muito restritos para explicar toda a realidade.

            Sobre ex-trotskystas é fácil: Trotsky é pintado como herói porque nunca subiu ao poder (ao contrário de todo comunista). Ou seja, o cara é “melhor” do que Stalin, já que não pôde matar tanto (veja que muita gente idolatra Che, mas raros citam Fidel). Mas, justamente por isso, é fácil notar sua hipocrisia: seus textos falam que ele foi traído, sendo que, na prática, suas idéias matariam muito mais. É mais difícil um stalinista sair de onde está do que um trotskysta.

          • Mauricio Del Manto18 de maio de 2013 às 02:04

            Gostaria de agradecer pelo texto. Vi o video originalmente no facebook e fiquei horrorizado com os comentários dos petistas e comunistas. Eu já fui anarquista (quando jovem), petista (na adolescencia) e hoje sou capitalista. Na realidade (assim como você) me decepicionei com o PT e acho o capitalismo a forma mais justa de se viver. penso exatamente como você escreveu acima…

          • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:33Autor

            Na verdade, nunca me decepcionei com o PT. Votei em Lula em 2002 e, honestamente, ele não fez nada muito diferente do que esperava: aliou-se a um pessoal mais técnico ao invés de pensar em revolução e, rapidinho, mostrou um projeto de poder violento. Obviamente não esperava que fosse tão violento e não sabia quão ruim seria (não imaginei que duraria mais do que alguns anos), e nem que seria tão sujo, mas nunca fui “crente” do PT.

      • Hay17 de maio de 2013 às 13:34

        O IMB tem uma tradução para o “What Soviet Medicine Teaches Us”: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1344

  99. Vera16 de maio de 2013 às 22:18

    Texto excelente!
    E a bruxa pensa que está abafando. Vive fora da realidade. Vive para aquele mundinho que a aplaudiu….No canal History têm documentários com imagens reais de Hitler vociferando contra os judeus. Quando vi o vídeo da “intelectual” do PT lembrei do sanguinário assassino. Se parecem muito no discurso. Se ela pudesse mandava a “classe média” para crematórios. O tempo passa, mas os ódios dos totalitários em qualquer tempo são iguais.

  100. Herberth Amaral16 de maio de 2013 às 21:08

    “Ao tratar pessoas como “classes” é mais fácil odiá-las.”

    Falou tudo.

    • Valdir santos rocha16 de maio de 2013 às 23:29

      Pare de escrever textos f*das. Sèrio, Flávio. ando compartilhando tanto que vou parecer fanboy.

      • Flávio Morgenstern16 de maio de 2013 às 23:46Autor

        Não tem problema. Pra mim, pelo menos. :)

        • Valdir Santos Rocha18 de maio de 2013 às 20:17

          Postei seu texto justamente na caixa de comentários de uma postagem de um pró-Marilena leitor de ”pragmatismo politico”, no grupo” CFP debates”. Até agora os que simpatizam com o discurso dela não deram um pio sobre seu texto(até agora…). Mas espero uma rage florescer ainda.

          Ah, e recomendo também esse grupo a você e a todos os que estão a ler essa caixa de comentários, há debates realmente interessantes por lá – e quando é sobre política, quase sempre – percebo uma ”hegemonia de esquerda”- seria interessante a entrada de mais uns reaças por lá.

          Termino minha encheção de saco por aqui, abraços.

          • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:08Autor

            Valdir, se entender inglês, assista a palestra de Ben Shapiro que deixei linkada aqui no texto. As 10 regras que ele comenta sobre como debater com um esquerdista (“liberal”, em sentido americano, e não britânico) são essenciais para esse tipo de debate.

  101. André16 de maio de 2013 às 20:22

    Mas ela é classe média.
    Então ela se odeia?

    E a plateia que aplaudiu e concordou, a maioria, ou mais provavelmente todos, devem ser classe média, e se aplaudiram é porque concordam, cada um deles odeia a si próprio?

    Ou pra essa gente é possível ter uma renda igual à da classe média sem ser classe média?

    Gente estranha…

    • Flávio Morgenstern16 de maio de 2013 às 20:25Autor

      O que importa é a “consciência de classe”. Por isso você vê tanto riquinho hoje “odiando” gente bem mais pobre do que ele por “causas sociais”.

      • Rogério Silva19 de maio de 2013 às 18:21

        Flavinho, seu raciocínio de capacho é produto da falta de leite em sua infância pobre? Ou seria fruto de sua frustração por não ter dado um beijo bem dado no Tio Rei?

        • Flávio Morgenstern19 de maio de 2013 às 20:23Autor

          Se querem um exemplo concreto do que afirmo no texto, basta ler os comentários de Rogério Silva. Não há um único argumento, apenas adjetivos agressivos tratados como demonstração de fria racionalidade científica, além de piadinhas infantilóides que contradizem o que o próprio energúmeno parece defender (e se eu quisesse dar um beijinho bem dado na testa do Tio Rei, não deveria ser defendido de um ataque HOMOFÓBICO desses?). O menino crê que está sendo um ás da razão por usar um discurso passado como oficial pelo dog whistle, quando na verdade só repapagueia o que a elite o manda fazer com macaqueações petulantes.
          A animalização da linguagem na velha petição de princípio da esquerda: basta tratar um texto oposto como errado por não ser de esquerda, e dizer que deve-se fazer isso porque a esquerda diz que a esquerda está certa. Como demonstra o texto citado, é sempre o texto de um cachorro cheirando os órgãos genitais de outro para tentar reconhecer se é “do grupo” ou “inimigo”.
          O perfeito discurso de alguém viciado em cheirar órgãos sexuais como um cachorro, repetir discursos da elite política como papagaios e tentar ter alguma individualidade racional própria através de macaquices.

    • Fabio "Sooner" Macedo17 de maio de 2013 às 16:23

      “Mas ela é classe média.”

      Com salário de pelo menos R$ 20 mil* ao mês já não é oficialmente classe A no Brasil?
      E olha que ainda tem todo o dindin dos livros didáticos.

      * Se a média é R$ 15 mil e ela está há décadas na USP, COM CERTEZA o dela passa dos R$ 20 mil.

  102. Adam Smith16 de maio de 2013 às 20:12

    Flavio excelente texto.

    O fato é que, em menos de 5 segundos assistindo o video, é possivel notar claramente que a mulher esta sofrendo de transtornos psiquiatricos. Ate mesmo para os presentes esta claro que a mulher esta delirando, caducando alem da realidade e do estado atual das coisas entre seus proprios pares, vide as gargalhadas quando das colocacoes mais bizarras.
    Marilena sempre teve pensamento raso e inteligencia sagaz para se mostrar como intelectual para quem a comprasse. Agora, é so uma figura tao patetica quanto Maria rita Kehl.

  103. Eduardo16 de maio de 2013 às 20:06

    Ela odeia a classe média, mas é a classe média que paga o salário dela. Ou ela acha que dinheiro dá em árvore?

  104. Pedro16 de maio de 2013 às 19:56

    Esquerdistas adooooooram dinheiro. Eles amam os ricos, e odeiam a classe média.
    Fiquei até surpreso que ela não usou a expressão “burguês”, bem mais usado que “classe média” entre a SINISTRA (esquerda).

  105. Julio Cesar16 de maio de 2013 às 19:49

    Espetacular texto.

  106. Otavio Andradas16 de maio de 2013 às 19:48

    Trata-se de um circo de horrores. Marilena Chauí caducou, mas o que nunca parece caducar é o circo feito sob medida para os empuleirados de plantão, esses sempre sedentos pelo bizarro, pelo grotesco, por retóricas superficiais destiladas com generosas doses de mediocridade e estupidez. Nesse caso, Marilena Chaui é a interlocutora perfeita. É a própria representação, no melhor estilo “clown”, de um discurso tosco, burro, ultrapassado. Triste de um país que tem “filósofos” tão medíocres.

  107. Sol Moras Segabinaze16 de maio de 2013 às 19:14

    Ela precisa de tratamento, está sofrendo claramente de histeria e confusão mental.

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