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16 de dezembro de 2013

Nelson Mandela, homem e mito. Mas ainda há outra coisa que precisa ser revista: o apartheid.

Muito se discutiu se Nelson Mandela é um herói ou vilão nos últimos dias. Mas é preciso saber interpretar além do senso comum o próprio regime do apartheid.

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Nelson Mandela Che Guevara 410x338 Nelson Mandela, homem e mito. Mas ainda há outra coisa que precisa ser revista: o apartheid.

Nelson Mandela partiu na penúltima sexta-feira. Todas as principais revistas do país correram contra o tempo para estamparem “Madiba” na capa, mesmo fechando na própria sexta-feira.

Quantas biografias você já leu sobre Nelson Mandela? Não é de se surpreender que as opiniões que pulularam na última semana sobre o líder negro da luta contra o apartheid tenham sido baseadas nas reportagens de ultíssima hora feitas por jornalistas que tampouco pesquisaram a vida de Nelson Mandela antes do dia 5 de dezembro.

Nelson Mandela é um dos ícones sagrados, mitológicos e intangíveis em sua posição acima do bem e do mal – perfeitos como idéias platônicas, a visão que se tem destes mitos é virginalmente distanciada de quem são essas mesmas pessoas na realidade suja e dura. Martin Luther King, Mahatma Gandhi, Ayrton Senna, John Lennon, Chico Buarque ou Paulo Evaristo Arns são dessas figuras tratadas como se fosse dever moral admiti-las como super-humanas e aceitar sua perfeição absoluta em sua inteireza, sem nunca criticá-las ou bocejar enquanto falam.

mandela.communist 300x271 Nelson Mandela, homem e mito. Mas ainda há outra coisa que precisa ser revista: o apartheid.Mas sua função maior mesmo é de ícone. Tal como pessoas usadas como símbolos por quem desconhece quem são de verdade (Guy Fawkes, Che Guevara, Malcolm X, Simón Bolívar etc), as figuras reais que inspiram a “luta pela paz, tolerância, justiça e igualdade” (dentre outros slogans cujo sentido nunca é definido claramente) foram campeãs nas injustiças e perseguições aos inimigos de seu projeto de poder total para controlar e “consertar” a sociedade.

Muito já foi dito sobre Nelson Mandela na última semana, como o apanhado de Rodrigo Constantino, Mandela: o outro lado. O líder da luta contra o apartheid foi preso por terrorismo. Mesmo dentro da cadeia, orquestrou uma operação com Oliver Tambo que explodiu um carro-bomba que deveria chegar a um prédio público. Parado no trânsito, o carro explodiu no famoso caso Church Street Bombing, matando 19 civis em uma área comercial.

A maior parte das vítimas dos atos do Umkhonto we Sizwe, o braço armado do partido de linha comunista de Nelson Mandela, foram civis. Mandela também teve uma proximidade ideológica com tiranos como Fidel Castro, além de receber até apoio financeiro de Muammar Kadafi, Yasser Arafat e o comunista do Zimbábue há 33 anos no poder, Robert Mugabe.

Mais do que tudo, saiu da prisão e subiu ao poder com apoio dos traficantes de diamantes de Botswana e Namíbia, primeira parada do tráfico que usa trabalho escravo em toda a África, do Congo a Serra Leoa. Quando Leonardo di Caprio fez o filme Diamantes de Sangue para denunciar a terrível condição dos serra-leoneses, Mandela foi o primeiro a criticá-lo e afirmar que nada do que aparecia no filme era verdade – para proteger seus antigos cupinchas.

Mandela começou a ser conhecido melhor na última semana.

Todavia, é preciso também conhecer melhor algo maior do que sua luta política, sua ideologia extremista burilada para transformá-lo em um símbolo de convivência e tolerância entre povos e o fato de ser um líder negro da África do Sul. É preciso que se entenda de verdade o que foi o apartheid.

apartheid visto de perto

O regime que perdurou de 1948 a 1984 é visto como um dos símbolos máximos da opressão do homem branco ocidental contra os pobres da África ainda em tempos recentes, como um obscurantismo que insistiu em sobreviver aos tempos progressistas do séc. XX. Como se apenas o racismo e preconceito dos brancos holandeses e ingleses tivessem “criado” um regime com o fito único de prejudicar, perseguir, ofender e minorizar a população negra do continente.

Conforme excelente artigo de Selwyn Duke na melhor revista do mundo para atualidades, a American Thinker, a realidade é bem distante dessa versão plana e simplória. Os primeiros brancos a chegarem à África do Sul e instalarem seus assentamentos por lá datam de 1652, enquanto a maior parte dos ancestrais das atuais populações negras que migraram tão para o sul do continente chegaram lá depois.

Afinal, como a vida na África do Sul “racista” era largamente preferível àquela nas nações ao redor, ela foi por muito tempo atrativa para negros migrantes. De fato, devido a este fator e às altas taxas de natalidade entre os negros, a demografia negra da África do Sul aumentou 920 por cento desde 1913. Esta é a principal razão pela qual a população do país aumentou de 6 milhões no começo do século passado para 52 milhões hoje, enquanto a demografia branca aumentou apenas 3,3 milhões durante este período. (grifos nossos)

Como escrevi no prefácio do livro A mentalidade anticapitalista, de Ludwig von Mises, lançado pela Vide Editorial, é preciso lembrar que o estado natural do homem é a pobreza absoluta, e não a riqueza. As populações da África sempre foram pobres, famélicas, como as populações de todo o globo antes dos primeiros assentamentos civilizacionais que começam a criar riqueza onde antes ela não existia. Riqueza, afinal, é criada, e não está “pronta” na natureza, sendo apenas tomada pelo mais forte do mais fraco (a dicotomia mentirosa entre “opressor” e “oprimido”, que permeia 11 em cada 10 formadores de opinião no Brasil).

Com os brancos criando riqueza, as populações que viviam sob regimes de negros em povoados ao redor começam a migrar em massa para a África do Sul para poder compartilhar um pouco dessa fartura. Os brancos tomaram distância de culturas tão distintas, mas pelo mesmo motivo “que as tribos Sioux e Cheyenne não conviviam na América do Norte, ou que os lombardos e alanos viviam separadamente na Europa bárbara”.

O natural e o que 100% da humanidade fez com pessoas desconhecidas, que comungam de outros valores, culturas e laços sangüíneos. Por natureza, eles vivem à parte.

Porém, justamente pela África do Sul ter sido colonizada por britânicos e afrikaners (holandeses), que mantinham uma mentalidade cristã e cultivavam a participação política (“democrática”, em sentido não-clássico), os negros que eram contratados pelos brancos e recebiam educação ocidental e falavam línguas européias passavam a também ter o sentimento de pertencimento a esse país que ia surgindo, a África do Sul – país, afinal, mais rico da África com seus governantes negros.

Isto criou uma situação interessante. Se os brancos tivessem mantido separação completa – se eles tivessem e pudessem evitar qualquer contato com as tribos africanas – não haveria Nelsons Mandelas (pela mesma razão pela qual nativos amazônicos que não conhecem nada além da cobertura de sua floresta não fazem pressão por direitos de voto). Se, como ocorreu com os japoneses e o povo indigente de suas ilhas, os Ainus, os brancos da África do Sul viessem a surpassar em número e em grande medida subjugar as tribos, não haveria ninguém de nota para fazer pressão por nada.

Mas, afinal, “a África do Sul não é uma ilha e migrantes africanos podem facilmente cruzar a fronteira em grande número”. Para aumentar o imbróglio, a população negra surpassava a branca na razão de 10 para 1.

Uma mesma população branca que trouxe conceitos de democracia para um continente em que eles nunca existiram fez o que mesmo tribos negras que não conjugam dos mesmos laços fariam: criaram um sistema em que a representação, economia e civilização dos brancos ficava à parte, separada dos negros (só a África do Sul tem 11 línguas oficiais, muitas de tribos que não aceitariam dividir a mesma mesa).

Obviamente, é claro que houve ações racistas e o apartheid, sistema de segregação, era imoral e insustentável – fora a facilitação a atos de violência e discriminação contra negros dadas por este sistema, que lembrava a categorização por sangue das antigas sociedades antes do capitalismo (este sistema em que erroneamente crêem que existem “classes sociais”).

Porém, estes atos discriminatórios existem em qualquer sociedade – e qualquer sociedade teria criado um sistema de não-participação e não-convivência quando, justamente, o sistema político era uma democracia e as decisões, baseadas no número, implicavam a destruição política e, muitas vezes, física justamente de quem implantou tal sistema de participação.

As instituições, valores e sistemas de avaliação que o próprio Ocidente implantou na África seriam inevitavelmente utilizadas para destruir quem as implantou – além de serem julgados por elas próprias.

Enquanto negros matam negros, o Ocidente acha tudo “normal”. Os brancos da África, mesmo quando enriquecem a população e lhes garantem o primeiro esgar de república, só são lembrados quando precisam ser culpados. A África do Sul, como bem define Selwyn Duke, é como George Zimmerman: o acidente de um branco contra um negro que chama a atenção de toda a mídia, enquanto a violência brutal em escala continental de negros contra negros é ignorada.

mandela arafat 300x225 Nelson Mandela, homem e mito. Mas ainda há outra coisa que precisa ser revista: o apartheid.Se fosse uma tribo negra que tivesse feito o mesmo para garantir sua segurança e integridade cultural, qual seria o problema? Não teríamos hoje multiculturalistas às mancheias defendendo seu direito sagrado à sua preservação no passado? Se vemos estes beleguins da pureza cultural defendendo tribos indígenas que enterram vivos bebês rejeitados ou mesmo a punição da mutilação genital muçulmana, esta religião de fanáticos, sob beneplácito explícito do movimento feminista, só podemos crer que tal cenário de defesa mundial do apartheid só não ocorreu pela quantidade de melanina na pele de quem havia criado tal sistema político.

Na verdade, não é preciso nem conjecturar pelo subjuntivo “se”. O continente africano inteiro está tomado por guerras tribais extremamente mais violentas do que o apartheid – com a diferença de que, na batalha entre tutsis e hutus em Ruanda, por exemplo, nenhum crítico ocidental vê como “política racial” quando um grupo negro toma o poder e pratica o genocídio sobre uma tribo rival. Tampouco percebe que governos autocráticos da África nunca precisaram fazer uma política à parte de outro grupo por não governarem democraticamente, e sim autocraticamente.

Thomas Sowell, o maior economista vivo do mundo (e tão negro quanto Nelson Mandela) lembra que é preciso saber diferenciar preconceitos, comuns a toda a humanidade por mera questão de gosto (até mesmo estético) de ações de discriminação. Porém, mais importante, também é preciso distinguir racismo de choques culturais, que a mentalidade das últimas três décadas (ao menos) inventa de tratar como uma única coisa o tempo todo.

Ora, até mesmo o crítico literário Terry Eagleton, marxista (autor de “Why Marx was right”), criticou essa visão rasteira da esquerda mundial. O multiculturalismo parte de uma premissa extremamente discutível, a de que é sempre vantajoso ter mais de uma escolha à mão para interpretar fenômenos sociais.

mandela kadafi 300x199 Nelson Mandela, homem e mito. Mas ainda há outra coisa que precisa ser revista: o apartheid.Tal superstição cai rapidamente por terra quando o multiculturalista é convidado a aplicar sua teoria para suavizar o pensamento de quem nega que o Holocausto de fato ocorreu, ou então os neofascistas, os Hell’s Angels ou, quem sabe, até mesmo o inocente Tea Party (inclusão nossa). O multiculturalismo cai muito bem para manter o estado presente intocado da Islândia, da comunidade marítima ou da ilha de Komodo. A realidade que, por sua complexidade, é capaz de gerar polêmica e conflito, é justamente o grosso para o qual o multiculturalismo vai do anódino ao pernicioso.

No fim, torna-se apenas uma teoria chique para ser arrotada com ares de empáfia e pretensa erudição nada crítica apenas para dizer que toda sociedade é boa e justificada, exceto a sociedade ocidental, aquela única que nasceu da auto-crítica, da ironia filosófica, da tolerância e agregação de outras sociedades e que permitiu que se florescesse… o multiculturalismo.

Ainda assim, a idéia de segregar algumas pessoas a uma segunda classe pode ter suas origens históricas, mas é incompatível ao fim e ao cabo com a própria universalidade da cultura ocidental – exceto para os multiculturalistas que nunca permitiriam isso para mulheres, gays ou negros, mas nunca vêem problema com a hierarquia da sociedade islâmica.

A África do Sul, o povoamento que deu origem ao país mais rico do continente africano, deveria ter tido um destino mais óbvio: a divisão do país – o tipo pacífico e sensato de “apartheid” que o Ocidente soube conduzir para a Iugoslávia após seu esfacelamento depois de anos de terror, crimes contra a humanidade e limpeza étnica do socialista Slobodan Milošević – métodos sempre utilizados pela esquerda no poder e que não deixaram de ser utilizados, afinal, por Nelson Mandela.

O líder negro visto de perto

Se você é um líder negro e se preocupa com a vida dos negros, a primeira coisa que deve se preocupar é em mantê-los vivos. A partir do período em que Mandela foi presidente, as taxas de homicídio dispararam insanamente, tornando o país um dos lugares mais perigosos do mundo.

A África do Sul tem 44 homicídios por dia. São mortos 20 brancos a cada 24 horas. Com uma densidade demográfica de 10 para 1, não é preciso perceber que tais crimes têm motivação racial. O famoso racismo de negros contra brancos que, graças à tirania do estúpido pensamento politicamente correto, é “ignorado” em nome da hipersensibilidade. Ao menos nisso Mandela foi inovador com seu discurso contra “os preconceituosos” e “intolerantes” (qual injustiça em escala massiva não foi praticada exatamente sob auspícios do mesmíssimo tipo de discurso? quantos terroristas e fomentadores de guerras já não ganharam o Nobel da Paz?). Os negros continuam morrendo, mas as mortes de brancos se tornam mera estatística.

Em julho de 2012, uma família branca foi morta de forma chocante até para padrões africanos. O pai foi atacado com um taco de golfe e uma faca, enquanto a mãe era estuprada. Ambos form mortos a tiros. Os três assassinos não gostaram de como “eram tratados” pela família branca.

O filho de 12 anos do casal, Amaro Viana, “para não reconhecê-los”, sofreu uma sevícia indescritível: aos soluços, foi amordaçado e afogado em uma banheira escaldante. Com nenhum avanço na qualidade de vida dos negros, um crescimento econômico irrisório e a boa e velha planificação e centralização socialista, a herança de Nelson Mandela como presidente pode ser resumida hoje, quase 30 anos depois, por esse tipo de crime se tornando comum.

amaro family south africa 265x338 Nelson Mandela, homem e mito. Mas ainda há outra coisa que precisa ser revista: o apartheid.

Se quer saber qual tendência política se preocupou com tal violência, não precisa ter a menor dúvida: não foi a esquerda.

A violência da África do Sul transformou a ocupação de fazendeiro “branco” (Boer) na profissão mais perigosa do mundo. A taxa de homicídios é de 310 a cada 100.000 por ano (as taxas de homicídio na Londres dos “colonizadores” malvados, que aceita negros sem problema, é de 3 a cada 100 mil). É difícil pensar em violência minimamente comparável em todo o meio século de política do apartheid, de não-compartilhamento de instituições e crescimento econômico tratado à parte entre etnias.

Os Boer foram expulsos do vizinho Zimbábue pela reforma agrária do socialista Robert Mugabe, que estatizou as terras dos “brancos”. O resultado é apenas mais socialismo: fome, fome e fome. Mandela tentou o mesmo, apenas mais lentamente: criou cotas anti-brancos que apenas os jogaram na pobreza, além de expropriar os frutos de seu trabalho.

mandela mugabe Nelson Mandela, homem e mito. Mas ainda há outra coisa que precisa ser revista: o apartheid.Havia 128 mil fazendas comerciais em 1980. Hoje, são 40 mil. O partido de Nelson Mandela até hoje nega a perseguição racial. Com a retórica sakamotiana de sempre, o governo apenas diz que os brancos são vítimas por serem “ricos”. É certamente um fator, mas isso não explica crimes como uma vítima branca amarrada atrás de seu veículo e arrastada até seu rosto ser completamente esfacelado no asfalto (algo como usar a esparrela da “desigualdade social” para explicar o crime contra o menino João Hélio, quando até um de seus assassinos tinha carro em casa). Ou adolescentes espancados até a morte depois de seus pais serem mortos. Ou um bebê de dois anos jogado em óleo fervente.

Isto, é claro, apenas falando da violência privatizada, típica da esquerda pós-Cortina de Ferro no poder. A violência do próprio partido comunista de Nelson Mandela, que arrancava lábios e línguas de negros africanos que falassem mal do comunismo, nem entra na conta.

Genocide Watch classifica a África do Sul no sexto estágio do processo de genocídio. O sétimo é o último – e significa extermínio.

Isto não será lembrado pela polícia sul-africana, corrupta e ainda dominada pelo partido de Mandela – muito menos será lembrada nesses dias em que Mandela é incensado como herói e os brancos sul-africanos apenas são lembrados para serem culpados por tudo.

mandela fidel 300x193 Nelson Mandela, homem e mito. Mas ainda há outra coisa que precisa ser revista: o apartheid.Mandela não disse muito a respeito da violência contra os Boer. A violência contra os kulaks na Rússia stalinista começa criticando “os fazendeiros ricos, que escondem grãos do confisco” – e depois o epíteto passa a ser usado como um xingamento para qualquer um (como “coxinha” ou “reaça” hoje) – e termina matando de fome cerca de 7,5 milhões de ucranianos em dois anos de paz. O nacional-socialismo começa criticando judeus por serem ricos, e termina desviando a guerra para o “problema judeu” e enviando um terço dos judeus europeus para câmaras de gás Lá como cá, o partido de Mandela é famoso por cantar desabridamente a canção Kill The Boer, mesmo com pedidos nacionais e internacionais para não fazê-lo.

Sua letra diz “We are going to shoot them; they are going to run. Shoot the Boer; shoot them, they are going to run. Shoot the Boer. We are going to hit them; they are going to run; the Cabinet will shoot them with the machine-gun. The Cabinet will shoot them with the machine-gun….” – palavras extremamente semelhantes ao hino nazista, a Canção de Horst-Wessel, jurando vingança: Kam’raden, die Rotfront und Reaktion erschossen, Marschier’n im Geist in unser’n Reihen mit” (“Camaradas, baleados pela Frente Vermelha e pelos reacionários, Marchem em espírito em nossas fileiras”).

Não há muito espaço para interpretação aqui. Podemos ver aqui o atual presidente sul-africano, do partido de Mandela, animado cantando a canção jurando matar os brancos, fazendo o Exército dançar.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=6fzRSE_p1Ys[/youtube]

O antigo líder do partido, Julius Malema, também cantava tal música, mesmo com a proibição.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=OIsO78kkJP0[/youtube]

Aliás, Nelson Mandela passou décadas no cárcere cumprindo prisão perpétua, mas foi solto. Com a pressão internacional (da mesma cultura ocidental mais parecida com o apartheid do que com qualquer cultura africana), o presidente J. W. Botha ofereceu-lhe a soltura em 1985, desde que prometesse não mais se envolver no terrorismo e na luta armada contra os brancos. O Prêmio Nobel da Paz recusou. E mesmo depois de aprender a florear seu discurso e fazer como líderes populistas de esquerda (falar em “igualdade”, “solidariedade” e termos agradáveis em seu discurso, mas defender o terrorismo, a expropriação e a violência na prática), não deixou de ser flagrado algumas vezes também cantando músicas prometendo genocídio.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=NKiePbTcAfY[/youtube]

O nosso Mandela

O grande gigante da paz, homenageado em todas as revistas do Brasil como “o último herói” ou alguém que nos ensinou que vale a pena lutar por sonhos, era um terrorista. Teve, naturalmente, algumas qualidades que devem ser admiradas – são poucos os que passam 27 anos na cadeia e saem de lá com uma mensagem de conciliação e perdão. Todavia, é preciso saber deslindar o que dizia como político e o que fazia na realidade prática.

Nelson Mandela necklacing 252x300 Nelson Mandela, homem e mito. Mas ainda há outra coisa que precisa ser revista: o apartheid.Mandela aplicava a típica torção da esquerda que jura que não é comunista (mas sempre é). Negava que fazia parte do Partido Comunista, mas além do seu apoio a Fidel Castro, era também apoiado pelo Partido Comunista sul-africano. O Umkhonto we Sizwe recebeu apoio financeiro de Muammar Kadafi (um Nelson Mandela da Líbia) e da União Soviética. Além de subir ao poder com ajuda dos traficantes de diamantes, também era defensor dos casamentos forjados, para facilitar a manipulação das rivalidades tribais.

A violência em nível comunista é familiar a Mandela. Mesmo “agentes do inimigo” (essa outra particularidade excêntrica de regimes comunistas e seu centralismo brutal) eram torturados, como o próprio Mandiba admitiu que era método de sua organização – contra, claro, companheiros negros. O famoso “microondas”, dos traficantes do Rio (prender alguém em pneus molhados com gasolina e depois atear fogo), chamado na África do Sul de necklacing, feito só no pescoço, era uma técnica apoiada pela mulher de Mandela nos tempos de militância, Winnie.

Tal grau de violência sempre é admitido por esquerdistas quando conversam entre si, esquecendo-se que algum “agente do inimigo” (alguém que não comunga da idéia de assassinar rivais para concentrar poder nas próprias mãos) podem acabar ouvindo.

cynara mandela mujica Nelson Mandela, homem e mito. Mas ainda há outra coisa que precisa ser revista: o apartheid.

lula kadafi 300x200 Nelson Mandela, homem e mito. Mas ainda há outra coisa que precisa ser revista: o apartheid.O jornalista da revista Istoé Leonardo Attuch disparou: “No Brasil, o único líder político que, guardadas as proporções, pode ser comparado a Nelson Mandela é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, que, segundo ele, combateu o “apartheid social”. Attuch está tentando elogiar Lula, mas a despeito de não podermos considerar um elogio, ele está certíssimo. Ninguém se parece mais com Mandela no Brasil do que Lula.

Inclusive na amizade com Fidel Castro. Inclusive na amizade com Muammar Kadafi, que Lula chamou de “meu amigo, meu irmão, meu líder”. Inclusive em defender uma conciliação para ganhar votos e admiradores que pouco os estudaram da boca para fora, e defender um sistema em que a violência oficial ou privada é patrocinada por eles próprios (no caso brasileiro, com as ligações do PT com as FARC, o PCC, o CV e o discurso coitadista com a bandidagem).

Attuch termina criticando Joaquim Barbosa, que teria tornado os petistas “presos políticos”, e diz que “aos que se sentem injustiçados por ele, resta o consolo de ‘Mandiba': ‘Podem nos tirar tudo, menos nossa alma e nosso coração’”. Não se sabe na verdade se a violência brasileira e seu patamar de 50 mil homicídios por ano, com bandidos defendidos sobretudo pelo partido de Lula, chegará a arrancar corações algum dia. Mas, vendo desse lado, é verdade que, fora nossa alma, os cupinchas de nosso Mandela brasileiro parecem estar dispostos a tirar tudo de nós.

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74 Comentários

  1. Tiago23 de dezembro de 2013 às 15:02

    Prezado Flávio,

    No meu entendimento, você tentou colocar a criação do apartheid em um determinado contexto histórico, com uma ótica diferente do “brancos maus perseguindo negros”. Perdão, mas da forma como algumas coisas foram colocadas, me pareceu uma tentativa de relativizar a abominação que foi o apartheid.

    Você respondeu aos comentários dizendo que não quis “justificar” o injustificável. Então, para melhor apreciação do texto, qual era a intenção?

    Obrigado.

    • Flávio Morgenstern29 de dezembro de 2013 às 19:49Autor

      Ué, Tiago, você mesmo respondeu. Qual era a visão do apartheid para as pessoas? Duvido que 1% soubesse dos fatos que postei aqui. O apartheid não foi um regime de brancos malvados que chegaram na África, tomaram a democracia dos negros e os expulsaram do sistema. Explicar isso é urgente e necessário.

      • Tiago30 de dezembro de 2013 às 17:01

        Prezado Flávio,

        Eu “respondi” minha própria pergunta pois foi a percepção que tive do seu texto. Ao mesmo tempo, a meu ver, o texto também transmite uma tentativa de “racionalizar” o apartheid.

        Vejamos a a URL para essa pagina, por ex.:

        http://www.implicante.org/artigos/nelson-mandela-o-mito-do-apartheid/

        “O mito do apartheid”…talvez tenha sido um ato falho ou uma escolha infeliz. Mas qual aspecto do apartheid você considera um “mito”? É interessante olhar além do racismo, mas a segregação era toda a justificativa legal e intelectual que o apartheid precisava. Ou terá sido o racismo de Estado um “mito”?

        Todo o arcabouço legal que o apartheid construiu não foi para colocar a comunidade branca “à parte” nem “separada dos negros”. Foi para colocar a comunidade branca ACIMA. O racismo era parte sim da cultura boer (vide as repúblicas do Orange e do Transvaal). Os trechos do texto sobre a construção do sistema racista soam como “os brancos não tinha outra opção…” ou, aqui: “O natural e o que 100% da humanidade fez com pessoas desconhecidas, que comungam de outros valores, culturas e laços sangüíneos. Por natureza, eles vivem à parte…”

        “Enquanto negros matam negros, o Ocidente acha tudo “normal”. Os brancos da África, mesmo quando enriquecem a população e lhes garantem o primeiro esgar de república, só são lembrados quando precisam ser culpados.”…Este parágrafo me pareceu quase um chamado a um “revisionismo” do apartheid…

        Perdão, mas a mim, essas colocações me soaram como uma tentativa de relativizar a barbárie.

        Obrigado.

        • Flávio Morgenstern3 de janeiro de 2014 às 13:42Autor

          Tiago, o link é encurtado usando as palavras principais para mecanismos de busca. Muitas vezes nem sou eu quem escolhe.
          Escrevi no texto que sim, houve racismo, fora a facilidade que esse regime imoral (também tá no texto) dava para ações de violência. Curiosamente, a violência contra negros disparou depois do fim do apartheid, e não durante.
          Não “relativizei” nada, apenas disse o que é óbvio: existem países, fronteiras e até portas porque as pessoas gostam de viver à parte, entre os seus, e longe de quem não comunga de seus valores. Por sinal, mostrei bem como o sistema, apesar de imoral, estava BEM longe de ser bárbaro.

  2. alexandre21 de dezembro de 2013 às 12:24

    1. A África do Sul já era ocupada por tribos negras antes da chegada dos holandeses (tribos Xhosa e zulu). Portanto, sua tese que os negros se tornaram maioria por terem uma alta natalidade é uma enorme bobagem
    2. Mandela e o CNA tiveram apoio de países comunistas. Qualquer um sabe que a URSS teve como estratégia ajudar movimentos anti-coloniais. Os EUA, que tinham como aliados os países ocidentais coloniais não queriam bater de frente com seus aliados. É normal Mandela manter contatos com figuras ditatoriais mas que ajudaram a luta anti-apartheid em vez de manter contato com um país que se absteve do problema (EUA)
    3. Vc defende uma divisão entre os brancos e negros (criação de um país separado significa isso). Porque vc acha que a solução na África do Sul seria a divisão do país : vc acha que a cor de alguém é suficiente para criar um país diferente. Sua solução passa a imagem de racismo. Estranho para alguém que critica a política de cotas, defender a criação de uma cota territorial (nesse caso um país só de brancos na África do Sul). Contradição sua ?

    • Flávio Morgenstern22 de dezembro de 2013 às 13:36Autor

      1) Isso está afirmado no texto. O crescimento da população negra está EM NÚMEROS no texto. Portanto, é fácil saber quem está falando uma enorme bobagem aqui.
      2) Oh, nossa, então é legítimo se associar a Mao Zedong para tirar do poder a ditadura militar brasileira e suas 500 mortes, não? Já pensou se muito mais pessoas pensassem como você, e, sei lá, se associassem a skinheads, Hell’s Angels e nazifascistas para tirar a cleptocracia oclocrática petista do poder? Não precisa pensar, a esquerda inteira pensa em bloco, em manada assim – e te manda pensar desse jeito e você obedece;
      3) Não ponha palavras RACISTAS na minha boca, se elas são SUAS. Então para você os palestinos viverem num território diferente dos israelenses é racismo? Então assuma o SEU racismo ao invés de jogá-lo nos outros.

    • Flávio Morgenstern22 de dezembro de 2013 às 17:17Autor

      Alexandre, sobre sua última mensagem, só de lembrança, temos seu IP aqui conosco bem arquivado.

  3. Bruno Sampaio20 de dezembro de 2013 às 19:50

    Caráio, esse Guilherme resolveu refutar um texto com o mesmo ctrlc/ctrlv umas dez vezes! Se isso não é falta de argumento, eu devo estar ficando doido.

  4. Roberta19 de dezembro de 2013 às 16:35

    Flavio,
    Li apenas uma biografia de Mandela (Uma Lição de Vida – Jack Lang) – que traz uma imagem muito mais próxima do herói que vem sendo veiculada. Gostei do seu texto, mas confesso que não sou muito conhecedora da história e gostaria de saber se pode me indicar alguns links/bibliografia sobre o tema.
    Por exemplo, quando diz “Com os brancos criando riqueza, as populações que viviam sob regimes de negros em povoados ao redor começam a migrar em massa para a África do Sul para poder compartilhar um pouco dessa fartura.˜ , sendo esta uma das razões para que os brancos precisassem de uma, digamos, “estratégia” para se proteger – minha dúvida é: os migrantes em nada contribuíam para esta riqueza? Imagino que faziam parte da força trabalhadora, contribuindo para o crescimento do país e teriam, portanto, tantos direitos quanto os brancos. Outra dúvida, agora sobre Mandela, em alguns artigos (que não me recordo para citá-los e que não datam das últimas semanas), inclusive a biografia que li, falam muito sobre a resistência não-violenta que ele defendia, até se convencer que talvez a força fosse de fato necessária. Enfim, pelo que entendi, o intuito era mostrar que toda história tem dois lados e promover a reflexão – e não reduzir Mandela de herói a vilão.

    • Flávio Morgenstern3 de janeiro de 2014 às 12:23Autor

      Roberta, perdão pela demora de fim de ano. Uma das principais fontes para se compreender as grandes figuras da esquerda da época de Mandela é o pensador americano David Horowitz, ele mesmo um dos criadores da new left, mas que hoje debandou pro lado conservador. Por sinal, ele estava na África do Sul quando o apartheid caiu e mostrou incontáveis vezes como o regime de Mandela foi responsável por multiplicar n vezes o número de assassinatos… de negros (fora os brancos, que só por serem brancos se tornam pessoas em constante ameaça e têm os trabalhos mais perigosos do mundo). Infelizmente, pessoas como Mandela, Malcolm X e os Panteras Negras venderam muito bem (e sutilmente) a idéia de que inverter o apartheid e a segregação era uma boa e justificada atitude.

      Os migrantes claramente são responsáveis pela criação da riqueza, por isso tinham trabalho etc. Foi uma série de revoltas que gerou o regime do apartheid (ou seja, cada um no seu canto, e não essa idéia de que os brancos chegaram na democracia negra, ganharam eleições por algum método e roubaram suas propriedades e os jogaram num gueto, como pensam que foi o apartheid). O problema é quando alguns querem a riqueza dos outros a tomando à força (o método político de se ganhar riqueza, descrito por Oppenheimer, em oposição ao método econômico). Aí, o mais sensato mesmo, para evitar a eterna vingança de cada lado em moto perpetuo, é separar o país, como se fez com a Iugoslávia. Ainda mais porque falamos de conflitos de coletivismos, e não de indivíduos isolados tomando ações.

      Mandela de dentro da cadeia organizou atentados terroristas. Como escrevi no texto, “J. W. Botha ofereceu-lhe a soltura em 1985, desde que prometesse não mais se envolver no terrorismo e na luta armada contra os brancos. O Prêmio Nobel da Paz recusou“. Saindo da cadeia posteriormente, adotou um discurso mais brando, mas contraditório como todo ser humano, nem por isso deixa de ser visto cantando “Kill The Boer” em público. O que as pessoas falam nem sempre é o que elas fazem.

      Não creio que Mandela ou qualquer outro terrorista possa ser um herói, mesmo arrependido, e deixo claro que ao menos ele fez bem em não ficar buscando uma “revanche” histórica… ou ao menos parou de fomentá-la tão abertamente, ainda que seu partido até hoje, como se pode ver nos vídeos, seja uma cilada de revisionismo e seu regime hoje mate brancos tão somente por serem brancos.

  5. danir19 de dezembro de 2013 às 11:47

    Olá Flavio. Eu estava me preparando para escrever um comentário um pouco longo a respeito do seu texto. De aprovação. Na minha opinião foi a coisa mais coerente que li a respeito. Não quer dizer que tenha que concordar com tudo que diga todo o tempo; afinal pessoas articuladas enobrecem o significado da palavra discussão justamente pelas diferenças que enriquecem o debate. Nelson Mandela definitivamente não foi um santo, mas foi uma pessoa importante na história da África do Sul. O seu legado ficará dividido entre as coisas boas e ruins que fez, e a ficção, que tende a tomar conta do assunto, e dissipar os fatos. eu tinha muito mais para escrever, mas de repente o Guilherme surgiu com sua peroração repetitiva, onde; pelo menos é o que me pareceu; ficou mais importante te contestar do que refletir sobre o tema, e ai cansei. Embora tenha escrito mais do que pretendia. saudações, e continue a colocar suas opiniões em pauta. Quem sabe um dia o bom censo se instale e o nível do debate seja mais amplo, articulado e esclarecedor. Até mesmo com o Guilherme e com o Ngosi.

    • Flávio Morgenstern19 de dezembro de 2013 às 12:41Autor

      danir, muito obrigado pelo comentário! Quando você diz verdades que contestam a narrativa embelezada do senso comum (ex.: índios desmatavam e se matavam entre si mais do que colonos espanhóis, o socialismo matou 7 vezes mais do que Hitler em tempo de paz, Che Guevara não dividia o almoço com os pobres nem “lutava pela paz” [sic], o Brasil não foi descoberto por acaso, não existe almoço grátis, queimar o busão não diminui a passagem, não existe papai noel etc) é natural que pessoas que não estudaram nada sobre o assunto se choquem. Note que nenhum apresentou nenhum argumento: apenas estão gastando dezenas de comentários tentando afirmar que eu justifiquei o apartheid, quando expliquei que ele existiu por razões bem diferentes de “racismo preconceituoso de brancos malvados”. Até inventam de estro próprio que o apartheid foi algo comparável a terrorismo de Estado e genocídio… mas enfim, fica claro que esses não estudaram nada sobre o tema, só têm a imagem idealizada tanto de Mandela quanto do apartheid e ficam horrorizados com alguém ter estudado e ter descoberto que a crença deles no papai noel é infundada.

  6. Murilo18 de dezembro de 2013 às 00:53

    Gosto muito dos seus textos, mas este está completamente enviesado. Alçar qualquer pessoa à categoria de santo é um erro. Todos tem os seus pecados. Porém Mandela tem o enorme mérito de ter defendido a democracia quando assumiu o poder e também por ter rechaçado o racialismo, que desembocaria num revanchismo negro. A África do Sul poderia ter caído numa ditadura ferrenha e em guerra civil como tantos outros países desgraçados da África se não fosse Mandela. Lá também houve uma espécie de ‘comissão da verdade’ e Mandela não livrou nem a ex-mulher de responder sobre as denúncias que recaíam sobre ela. Quanto ao regime odioso do Apartheid, sugiro a leitura do livro Uma Gota de Sangue, do Demétrio Magnoli.

    • Flávio Morgenstern18 de dezembro de 2013 às 14:15Autor

      Não neguei nada disso. A ex-mulher de Mandela se tornou sua inimiga tão logo ele chegou ao poder. Enquanto ainda eram um casal ela defendia abertamente a tortura de brancos e traidores. Mas logo se tornaria algo bem mais avesso a Mandela do que Nicéia Pitta foi para o Celso.

  7. Kevin17 de dezembro de 2013 às 21:10

    O Apartheid nada mais foi do que uma tentativa de se aplicar na África do Sul a política de “Pilarização” típica de alguns países europeus, principalmente Bélgica e Holanda (justamente de onde veio a maior parte da população branca da África do Sul).

    http://en.wikipedia.org/wiki/Pillarisation

    O problema, é claro, é que o abismo entre afrikaners e zulus, xhosas e outras etnias sul-africanas era muito grande, o sistema jamais poderia funcionar da mesma forma que na Europa, e a tentativa de mantê-lo contra a realidade gerou as distorções e violências justamente condenadas pelo mundo inteiro. Mas enquanto princípio não havia nada errado ou monstruoso, como mostra o fato de que ninguém fala mal da Pilarização na Holanda, na Bélgica, na Áustria, em Israel etc, e elas ainda existem, embora mais fracas.

  8. alexandre17 de dezembro de 2013 às 19:51

    Só uma perguntinha básica. O que vc acha da explosão do Hotel David em 1946 pelos israelenses contra os ingleses ? Foi um ato terrorista ? Engraçado vc reforçar esse lado de “terrorista” do Mandela quando os isralenses praticaram atos terroristas e são vitimizados o tempo todo por vc. O Estado sul-africano da época praticava terrorismo o tempo todo e pelo visto vc não acha ruim.
    E vamos ser sinceros : o que vc faz nesse texto com o apartheid é o mesmo o que vc faz em relação ao golpe de 1964 : Justificar.

    • Flávio Morgenstern18 de dezembro de 2013 às 14:11Autor

      Oh, nossa, UNS israelenses cometem atos de terrorismo (outros matam, outros roubam, outros cospem no chão etc). Logo, TODOS os israelenses são terroristas, e esse Morgen “vitimiza” os terroristas!! Não, o Estado sul-africano NÃO praticava atos de terrorismo e não, não “justifico” nem uma coisa, nem outra (embora prefira, definitivamente, viver na ditadura militar brasileira do que na ditadura de modelo cubano que queriam implantar). Mas óbvio que sua cabecinha nunca vai entender algo tão “complexo” assim (meu peixe-beta entendeu).

      • Guilherme18 de dezembro de 2013 às 15:05

        Para você um ato de terrorismo é o que? Explodir uma bomba em um centro comercial é terrorismo? Mas só quando é feito por um grupo de pessoas? Ou vale quando é o Estado que faz também? E só explodir bombas conta? E privar de direitos civis e políticos? Pode chamar de terrorismo? Terrorismo de Estado? Ditadura?

      • alexandre18 de dezembro de 2013 às 21:55

        Engraçado vc enfatizar tanto esse “outro lado” do Mandela e minimizar o “outro lado” dos israelenses (lembrando que entre os terroristas estavam ex primeiros ministros).

  9. José17 de dezembro de 2013 às 15:57

    O estudo da história mostra que ela se repete, terroristas virando líderes aqui e lá. Será que se o PCC fizer algo bacana para o Brasil ele será lembrado como um libertador daqui à meio século?

  10. Natan Cerqueira17 de dezembro de 2013 às 15:35

    Morgenstern,

    Esqueci de parabenizá-lo por apontar que os bôeres PRECEDEM assentamentos permanentes zulus, bantu e suázi no que é hoje o Cabo, o Calaari e o centro-norte da África do Sul.

    Aos racistas que acham que “África é tudo preto”, recomendo: http://www.amazon.com/The-Penguin-Atlas-African-History/dp/0140513213

    Abs,
    Natan Cerqueira

  11. Natan Cerqueira17 de dezembro de 2013 às 15:31

    Morgenstern,

    Gostei muito de como pôs uma isenta e embasada em dados acerca do Apartheid. Boa análise. Seguramente, o melhor texto sobre o assunto em língua portuguesa que li até agora.

    É cômico apenas é ver discordantes do texto com visão tão binária da coisa a ponto de achar que você busca “justificar” algo ao invés de meramente expôr o que (deliberadamente) tem sido ocultado pela grande mídia.

    Excelente trabalho.

    Abraços,

    • Flávio Morgenstern17 de dezembro de 2013 às 16:05Autor

      Natan, curiosamente eles são os primeiros a “justificar” (às vezes sem muitas aspas) explodir inocentes por aí quando é a causa politicamente correta aceita pela modinha (pois sempre muda). Abraço.

    • Guilherme17 de dezembro de 2013 às 16:50

      É mesmo? Ele não justificou? Então lê aí: “Porém, estes atos discriminatórios existem em qualquer sociedade – e qualquer sociedade teria criado um sistema de não-participação e não-convivência quando, justamente, o sistema político era uma democracia e as decisões, baseadas no número, implicavam na destruição política e, muitas vezes, física justamente de quem implantou tal sistema de participação”.
      Afinal, a democracia é que nem bola de menino mimado, quem não sabe jogar igual não participa, não é?

      • Flávio Morgenstern17 de dezembro de 2013 às 17:05Autor

        Você não conseguiu nem interpretar essa frase e vai continuar a citando como se fosse demonstração de sua sabedoria? Deixa que eu faço isso por você dessa vez:
        “Porém, estes atos discriminatórios existem em qualquer sociedade – e qualquer sociedade teria criado um sistema de não-participação e não-convivência quando, justamente, o sistema político era uma democracia e as decisões, baseadas no número, implicavam na destruição política e, muitas vezes, física justamente de quem implantou tal sistema de participação”.
        Ah, na próxima, tente fazer algo diferente.

  12. rafael17 de dezembro de 2013 às 14:10

    O intérprete no primeiro vídeo é o mesmo fake do funeral do Mandela. uhahuauauhhua

  13. Luciano17 de dezembro de 2013 às 14:09

    Bem interessante o texto. Quanto ao ultimo comentário do senhor Ngosi, a citação e bem tendenciosa, pois fala da ‘interação’ entre Xhosa com os Koi e San. E preciso explicar em que consistiu essa interação, qual seja, ataca-los expulsa-los de suas terras para coloniza-las, atitude igualmente adotada pelos zulu, e submete-los a uma inferiorizaçao hierárquica ou a expulsão de território. Você pode encontrar os descendentes dos san hoje vivendo de um jeito precário no Kalahari, depois de serem expulsos dos campos mais ao sul. Ou seja, se e europeu e imperialismo e colonialismo, e quando e entre africanos e ‘interação’.
    E sim, o boer e um africano também, com todo o direito que a própria cultura africana lhe determina, na posição de antiguidade.
    Ah e como o senhor veio se apressar em criticar e chamar de bundao sem ler, e muito claro que o texto não justifica nem defende o apartheid.

  14. Mordechai17 de dezembro de 2013 às 12:28

    Chega a ser engraçado um sujeito que critica tanto o Estado querer relativizar um regime que impunha leis draconianas, se intrometendo na vida dos cidadãos de uma forma que só tem igual nas ditaduras comunistas. Cartões de identificação obrigatórios para a presença em determinadas regiões, remoções forçadas de populações que passavam por cima do direito de propriedade (Sophiatown, por exemplo), prisão e morte de dissidentes políticos (como Steve Biko), tirou das pessoas o direito ao voto, pessoas que tinham esse direito anteriormente, como os “coloured”…

    A sua justificativa, que os afrikaners que construíram o Estado então eles podiam fazer o que queriam, não se sustenta. Quem construiu as instituições da África do Sul foram os ingleses, depois de derrotar as repúblicas afrikaners na Guerra dos Boeres, e os ingleses, principalmente os judeus, sempre foram os principais líderes brancos do movimento anti-apartheid.

  15. Guilherme17 de dezembro de 2013 às 11:14

    Sabe qual o problema dos seus textos? Para alguém que se diz tão implicante, que gosta de usar palavras e construções tão difíceis, o que você escreve apenas cheira óbvio. Cheira não, fede. E de longe. Antes de ler seu texto eu já sabia o que você ia escrever. E devo dizer, você não me desapontou. Conseguiu justificar o apartheid! Parabéns!

    • Flávio Morgenstern17 de dezembro de 2013 às 11:52Autor

      Com a diferença de que ninguém aqui “justificou” o apartheid. Mas não se preocupe: todo comentário com pretensão de crítica por aqui também fede ao óbvio. De longe. ;)

      • marta17 de dezembro de 2013 às 13:52

        Não, ele não justificou. Ele explicou o apartheid, o que é bem diferente.

      • Guilherme17 de dezembro de 2013 às 15:01

        Justificou sim: “Porém, estes atos discriminatórios existem em qualquer sociedade – e qualquer sociedade teria criado um sistema de não-participação e não-convivência quando, justamente, o sistema político era uma democracia e as decisões, baseadas no número, implicavam na destruição política e, muitas vezes, física justamente de quem implantou tal sistema de participação”.
        Fede ou não fede?

        • Flávio Morgenstern17 de dezembro de 2013 às 15:16Autor

          Assassinatos existem em qualquer sociedade. NOSSA OLHA ESSE CARA ESTÁ JUSTIFICANDO O ASSASSINATO COMO FEDE ESSA DIREITA ROTTWEILLER ULTRA-CONSERVADORA

          • Guilherme17 de dezembro de 2013 às 15:29

            E como se chama assassinatos e discriminação quando promovidas por um Estado? Ditadura? Sempre achei que você fosse contra isso…

          • Flávio Morgenstern17 de dezembro de 2013 às 16:04Autor

            E eu me posicionei a favor do apartheid em qual momento?

          • Guilherme17 de dezembro de 2013 às 15:36

            Aliás, assassinatos sempre foram um problema bem grande para você. Eu achei que você era contra isso.

          • Flávio Morgenstern17 de dezembro de 2013 às 16:06Autor

            E eu me posicionei a favor de assassinatos em qual passagem?

          • Guilherme17 de dezembro de 2013 às 16:15

            Se posicionou sim. O que você escreveu é que a razão pela qual os brancos criaram o regime do apartheid fosse uma lei universal, algo como uma legitima defesa. Logico que na situação que eles estavam a única saída era o apartheid. Foi exatamente isso que você escreveu. E se você acha que não, lê de novo: “Porém, estes atos discriminatórios existem em qualquer sociedade – e qualquer sociedade teria criado um sistema de não-participação e não-convivência quando, justamente, o sistema político era uma democracia e as decisões, baseadas no número, implicavam na destruição política e, muitas vezes, física justamente de quem implantou tal sistema de participação”.

          • Flávio Morgenstern17 de dezembro de 2013 às 17:03Autor

            Não, lei universal é direito natural, coisa que defendo com unhas e dentes. Apartheid foi outra coisa: uma estratégia artificial (e, logo, não-natural) que todas as sociedades – inclusive as negras – fazem umas com as outras. Mas vou “fingir” que você só não percebe isso por coincidência, e não para se adequar ao discursinho mongolóide politicamente correto que dita o que pode dizer e o que não pode (e quem pode matar e quem nao pode, quem pode discriminar e quem não etc).

          • Guilherme17 de dezembro de 2013 às 16:38

            E assassinatos existem sim, mas e aí? São bons? São ruins? Indiferentes? Naturais? E quando é cometido por um grupo de pessoas? E quando é o Estado que comete com um individuo? Com um grupo? E quando é uma politica? É justificável? Às vezes? Nunca?

          • Flávio Morgenstern17 de dezembro de 2013 às 17:04Autor

            Nunca.

          • Guilherme17 de dezembro de 2013 às 17:16

            Não sou eu que estou fingindo nada, é você que esta tentando dizer que uma coisa que você escreveu não é o que você escreveu. E não estou ditando o que se pode dizer ou não, para mim, pessoalmente, você pode falar, escrever ou pensar a groselha que quiser, acho mesmo que precisamos desses pensamentos obtusos como o seu. Mas concordo com você, a resposta para tudo que você colocou entre os parênteses, para mim também é nunca, mas você não me viu defendendo o Fidel, o Mao ou qualquer um desses que você adora falar em todos os textos, só para fazer um a critica ao pensamento que você tenha ou ao que eu acho que o seu grupo ideológico pensa. O que foi o que você fez. Para espinafrar o Mandela, você relativizou o apartheid. Se você acha que não, troque no titulo a palavra apartheid por holocausto, gulag ou o que o valha, e você acabou fazendo exatamente o que você tanto critica que a esquerda faz. Você justificou sim o apartheid.

          • Flávio Morgenstern17 de dezembro de 2013 às 17:58Autor

            Não “relativizei” e nem “justifiquei” nada. Mostrei, justamente, que o apartheid, ao contrário do que se pensa, teve motivos muito menos inumanos para existir do que o Holocausto (genocídio de 6 milhões de judeus como política estatal) ou o Gulag (campos de trabalho forçado tornados rapidamente campos de extermínio, onde era-se escravizado antes de morrer também aos milhões). Se colocar essas coisas em perspectiva é “justificar”, a culpa não é minha. E quem fala “groselha” realmente mostra que não sabe interpretar texto logo de cara. Au revoir!

          • Guilherme17 de dezembro de 2013 às 19:41

            Colocar em perspectiva não significar olhar sobre outro angulo? O angulo que você achou foi um no qual o apartheid é até aceitável. Logico, senão o seu argumento não se sustentaria, não é? Mas não precisa aceitar esse comentário, afinal, você precisa parecer que tem sempre razão. Eu entendo, o blog é seu. Apenas aconselho a pensar um pouco mais antes de escrever qualquer coisa.
            Ciao!

          • Flávio Morgenstern18 de dezembro de 2013 às 14:04Autor

            Não falei que é aceitável – falei que é historicamente explicável por OUTROS fatores que não “eram putos racistas brancos que tomaram territórios dos negros, roubaram o seu sistema legal e sua participação política e os mandaram para guetos”. O que todo mundo entendeu, só você insistiu no erro.

          • Guilherme18 de dezembro de 2013 às 14:38

            Não, você não disse que é histórico, você disse que é universal – a palavra “toda” indica isso. É engraçado ver você ficar tentando explicar uma coisa que você escreveu mais não admite. Assume logo o que você falou, você tem um ponto de vista a defender, eu entendo isso. E a sua argumentação passa pelo fato de que o Mandela deve ser visto como um frio terrorista que assassinava pessoas inocentes. Eu entendo isso também. E como você mesmo disse, você é contrario a assassinatos e discriminação sempre. Sem exceções, certo? Mas no caso, o apartheid tinha que fazer isso, senão os brancos sucumbiriam, certo? E os negros deveriam ficar muito gratos pelos brancos deixarem eles viverem das migalhas, afinal, é troca justa por tanta cultura e civilização que eles trouxeram, não é? Quando for para escrever algo que é para ser polemico, pelo menos defenda seu texto e não fique desdizendo o que disse.

          • Flávio Morgenstern18 de dezembro de 2013 às 16:30Autor

            Guilherme, não importa o que você diga, você está inventando. Apenas assuma a autoria, é uma questão de responsabilidade. Histórico não tem a mais remota possibilidade de fazer oposição a universal no que você está discutindo. Não afirmei que Mandela deve ser visto apenas como frio terrorista, o apartheid não foi assassinato em massa e assumi TUDO o que disse – o texto inteiro está aí em cima sem ninguém refutar nenhuma linha. Muito menos você.

          • Guilherme18 de dezembro de 2013 às 17:04

            OK, você venceu! Eu assumo que estou demonstrando como você defendeu o apartheid, inclusive colocando o trecho exato onde você faz isso. E sim, a ideia do seu texto foi demonstrar como o Mandela era um terrorista. O mais engraçado, no final das contas, é que você diz que defende com dentes e unhas o direito natural. E que direito é esse, ao final das contas, a não ser o de existir? Eu devo defender esse direito com todas as formas que eu possuo, seja contra uma pessoa, um Estado ou uma invasão alienígena. O que você fez nada mais foi do que humanizar o direito dos brancos de se defender da horda de bárbaros negros e demonizar o direitos dos negros de reagir contra a opressão. O problema é que você não consegue interpretar nem seu próprio texto. Diz que apenas “colocou em perspectiva”, que “demonstrou como era historicamente explicável” um dos piores regimes da humanidade. Engraçado, esse cuidado você não se preocupou em ter com os atos do Mandela. Ele era um terrorista, aí não é necessário “por em perspectiva” e nem “demonstrar como era historicamente explicável”, não é? EI EI OLHA FINALMENTE UM ULTRA ESQUERDA JUSTIFICANDO O TERRORISMO.

          • Flávio Morgenstern18 de dezembro de 2013 às 17:27Autor

            Só pra você desistir de ser um guri chatinho desesperado por atenção gratuita, o trecho “é claro que houve ações racistas e o apartheid, sistema de segregação, era imoral e insustentável – fora a facilitação a atos de violência e discriminação contra negros dadas por este sistema, que lembrava a categorização por sangue das antigas sociedades antes do capitalismo” JUSTIFICA, DEFENDE, RELATIVIZA, DÁ RAZÕES, HUMANIZA, PÕE EM PERSPECTIVA o apartheid em que medida? Afirmar que qualquer sociedade faria algo parecido (INCLUSIVE as negras, e INCLUSIVE citando exemplos) é “justificativa” em que medida? Ah, espere, não responda. Não mesmo. Você já mostrou a que veio, não precisamos da sua imprescindível e urgente opinião sobre interpretação de texto nível sétima série. Afinal, alguém que afirme que o texto critica o direito de existir (em qual trecho, criança, pode me mostrar, por favor?), que defende o terrorismo de Estado, que “humanizei” algo, ehrr, humano, dis-je, não vai entender nem 2+2. E não é um contra-argumento: não preciso de argumento nenhum contra o que está claro e não está em debate (a não ser que eu afirmar que você é, sei lá, verde ou maçom do nada e você explicar que não é e nem afirmou que era se torne um “debate” com “argumentos”). A propósito, se você acha mesmo que o apartheid foi um dos piores regimes da humanidade, compare a morte DE NEGROS antes e depois do regime. Vá lá, faça as contas. Mas não precisa voltar aqui de orelhas baixas implorando mais um pouco de atenção, eu já sei qual é a resposta e você talvez nem com números seja capaz de entender que X = X, Y = Y, X ≠ Y. Isso só mesmo preconceitos ideológicos são capazes de fazer. Au revoir!

          • Guilherme18 de dezembro de 2013 às 17:39

            Lógico que mostrei a que vim, senão não viria. Eu entendi. É que para você, quando esta muito difícil perceber que está errado, prefere já logo desqualificar quem escreve do que refutar os argumentos. Mas eu te digo onde está a parte onde você “JUSTIFICA, DEFENDE, RELATIVIZA, DÁ RAZÕES para o apartheid”. Aqui ó, no outro paragrafo: “Porém, estes atos discriminatórios existem em qualquer sociedade – e qualquer sociedade teria criado um sistema de não-participação e não-convivência quando, justamente, o sistema político era uma democracia e as decisões, baseadas no número, implicavam na destruição política e, muitas vezes, física justamente de quem implantou tal sistema de participação”.
            A sua afirmação toda sociedade cria apartheids está baseada em que estudo?

          • Flávio Morgenstern18 de dezembro de 2013 às 17:58Autor

            A SUA afirmação de que “toda sociedade cria apartheids” vai ser citada de que fonte? Porque você até agora só gastou uns VINTE comentários só pra tentar afirmar que eu JUSTIFIQUEI o apartheid citando a MESMA frase que só diz que sociedades vivem (oh!) à parte (quais os direitos de voto dos bolivianos no Brasil? uhhh, doeu, né? melhor desistir então.)

          • Guilherme18 de dezembro de 2013 às 17:54

            Ah, e não precisa aceitar o comentário. Eu sei que você acha que já tem a ultima palavra. Mas eu realmente estava disposto a te demonstrar o que implicante significa.

          • Flávio Morgenstern18 de dezembro de 2013 às 17:59Autor

            Desista, você é júnior. ;)

  16. betopernambuco17 de dezembro de 2013 às 01:29

    Sempre que um PTista elogiar alguem,,,,vomite

  17. Gredson16 de dezembro de 2013 às 23:46

    Excelente artigo. recomendo também um artigo escrito por Paulo Kogos, e publicado pelo instituto mises brasil:

    A verdadeira face de Nelson Mandela
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1758

  18. Isaac Ramos16 de dezembro de 2013 às 23:28

    Quando vai lançar um livro seu, Morgens?

    • Flávio Morgenstern17 de dezembro de 2013 às 09:29Autor

      Stay tuned. ;)

      • Mulholland17 de dezembro de 2013 às 13:12

        Enfim, Mandela lutou contra um sistema de segregação racial, e pregou conciliação e paz depois de abandonar oficialmente a luta armada. Méritos. Mas ele também incitou genocídio contra negros e contra brancos. Deméritos.

        Méritos e deméritos. Assim são os líderes. O problema é que os liderados se apaixonam fácil demais e esquecem mais facilmente.

        Adotar uma postura crítica diante da história e expor todos os fatos, antes de sair nomeando heróis imaculados, é ser “almofadinha bundão”. Certo mesmo é berrar “vivas” até que não se ouça mais nada.

        • Flávio Morgenstern17 de dezembro de 2013 às 13:50Autor

          Acho que o problema central da figura de Mandela não é nem uma “compensação” entre méritos e deméritos. Acho que isso só alguma balança divina no Além é capaz de medir. O problema é o discurso mavioso e abstrato mascarando uma realidade cruel. É sempre o mote de quem luta pela “igualdade” e outras abstrações similares.

  19. Ngosi16 de dezembro de 2013 às 23:07

    Bom, acho que você espera (algumas) reações de repúdio, então lá vou eu: Típico texto “edgy” criticando uma figura como Mandela, desconsiderando TOTALMENTE o tempo, sociedade, cultura e período onde ele viveu.

    Os negros sul africanos chegaram depois dos holandeses? Baboseira.
    “WELL BEFORE THE ARRIVAL OF THE DUTCH IN THE 1650s, THE XHOSA HAD SETTLED THE SOUTHEASTERN AREA OF SOUTH AFRICA. They interacted with the foraging (food-gathering) and pastoral (nomadic herding) people WHO WERE IN SOUTH AFRICA FIRST, THE KHOI AND THE SAN. Europeans who came to stay in South Africa first settled in and around Cape Town. As the years passed, THEY SOUGHT TO EXPAND THEIR TERRITORY. This expansion was first at the expense of the Khoi and San, BUT LATER XHOSA LAND WAS TAKEN AS WELL.”

    Read more: http://www.everyculture.com/wc/Rwanda-to-Syria/Xhosa.html#ixzz2nh2oJWXG

    Mandela era comunista? Óbvio que era. TODOS os partidos anti-comunistas eram pro-apartheid, e o são AINDA HOJE. E o apartheid, não sei se você sabe, PROIBIA NEGROS DE ENTRAREM NA POLÍTICA, PROIBIA-OS ATÉ MESMO DE VIVEREM EM CIDADES BRANCAS, SÓ PODENDO ENTRAR COM VISTO DE EMPREGO.

    É completamente ridícula essa postura de almofadinha bundão que você adota nesse texto, Flávio. O cara tinha que viver vendo o povo dele ser confinado em guetos que fazem as nossas favelas parecerem a cidade de Trondheim, na Noruega. Querer que ele não se revoltasse nem um pouco é de uma cretinice indescritível.

    Matou “inocentes”? Sim, matou. Mas criou a “Comissão da Verdade” de lá, que INCLUSIVE INVESTIGA OS CRIMES DA CSA. Ou seja, ele em momento algum nega que fez o que fez, e buscou que a justiça fosse feita. Nem mesmo na cadeia ele negou, porque obviamente ELE NÃO TEM O QUE SE CULPAR, JÁ QUE A SITUAÇÃO PARA ELE E SEU POVO ERA REALMENTE ESCROTA.

    Mandela está longe de ser um santo, nem merecia um prêmio nobel da paz. Ele era um Touro Sentado, um Cavalo Louco: um chefe tribal que lutava de todas as formas por seu povo, na terra de seus ancestrais.

    Viva Madiba.

    • Ngosi16 de dezembro de 2013 às 23:08

      Ah, e os caps lock’s são propositais.

      • bruno18 de dezembro de 2013 às 11:57

        você nem se preocupou em ler o texto inteiro e vomita bobagens como estivesse escrevendo uma enciclopédia.assim são os esquerdopatas e mongoloides como você.

    • Flávio Morgenstern17 de dezembro de 2013 às 09:29Autor

      Não neguei que haviam tribos (na prática, quase todos xhosa e zulus) na África do Sul antes, afirmei apenas que a maioria chegou depois – as imigrações em massa e os números falam por si. O motivo (e não exatamente a justificativa) pelo qual os negros não participavam de um sistema político alienígena à África está explicado no texto. Mas se você quer gritar “Viva Mandiba” mesmo matando “inocentes”, aspas do original, e chamar de “almofadinha bundão” quem discorda, pode também gritar “Viva Fidel”, “Viva Mugabe”, “Viva Kadafi”, “Viva Slobodan”, “Viva Mao” etc.

    • Mulholland17 de dezembro de 2013 às 13:03

      Será que lemos o mesmo texto, Ngosi? Pois o seu comentário e o texto têm a mesma idéia central: a de que Mandela não foi santo.

      E tanto você como o autor do texto ressaltaram que o apartheid é indefensável, com a diferença que o autor ressaltou que coisa muito pior que o apartheid acontece na África e no resto do mundo, mas que não é lembrada, porque, mutas vezes, é abraçada pelo multiculturalismo.

      Outra divergência entre seu comentário e o texto é que o autor do texto ressaltou que Mandela não lutou somente contra o apartheid. O genocídio zulu promovido pelos xhosas da milícia de Mandela não é menos horroroso que o apartheid.

      O tom foi edgy? Sim. Mas foi melhor que o tom de “infotenimento” que têm quaisquer outros textos sobre o “São Mandela”.

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