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20 de setembro de 2012

Sakamoto com vergonha da Apple (do alto do seu MacBook)

white 15 Sakamoto com vergonha da Apple (do alto do seu MacBook)Kindle

leonardo sakamoto Sakamoto com vergonha da Apple (do alto do seu MacBook)

Já pedimos desculpas aos nossos sete leitores por Leonardo Sakamoto aparecer tão pouco em nossas páginas. Se formos comentar cada erro cosmicamente deslocado da realidade proferida pelo japa preferido dos progressistas, seremos obrigado a lê-lo todo dia, o que nos consumiria 3 pontos de QI a cada nova rodada. Mas tem horas que é inevitável. Sakamoto agora diz estar com “vergonha alheia” da fila na porta da loja Apple em NY à espera do novo iPhone5.

Ou, na escorreita gramática sakamotiana, a loja da Apple em Nova Iorque. Até minha mãe, que já nasceu analfabeta, pronuncia York assim, com r retroflexo e k mudo, mas ainda há puristas ultra-nacionalistas criados pela ditadura militar e que votam no Enéas insistindo em abrasileirar um nome sem sentido próprio como “York”. Um tapa na cara do imperialismo.

Sakamoto indignou-se com a fila, que viu no “Bom Dia Brasil, da TV Globo”. É curioso esse socialismo do séc. XXI, em que você começa o dia com uma boa dose de jornalismo “da TV Globo” para acompanhar o seu Sucrilhos com Toddynho. Comparou então às irracionais filas por ingressos para shows de rock, em que sempre se pergunta se “esse povo não trabalha, não?”, com típica expressão de nojinho, pronunciada com acento tônico na passagem “povo”.

Há algo de escalacrante curiosidade nessas primeiras linhas. Sakamoto é um típico progressista crítico da “sociedade de consumo” e dos horrores horrendos do capitalismo. É a turma progressista Coca Light, que não tem coragem de se considerar socialista ou comunista, sei lá eu por quê. Quer dizer, eu sei por quê. Eles também sabem. Mas vamos fingir que não, para manter o debate “ponderado” e “igualitário”.

Enquanto critica o “consumismo” capitalista e a fila na porta de uma Apple escrevendo de seu MacBook, Sakamoto não propõe nada no lugar da liberdade de uma empresa criar um produto, e das pessoas, livremente, escolherem perder um bocado de suas vidas para serem as primeiras a terem esse produto (sim, elas são idiotas; não, proibir a liberdade de ser idiota é coisa de comuno-fascista e acabou, sem outra opção).

A verdade é que, sem a liberdade de empreendimento, os produtos não surgem. E produtos (para essa sociedade viciada em “crítica ao mercado”, mas que nunca estudou o próprio mercado, e se acha “crítica” por repapagaiar um bordão que aprendeu na oitava série) não são apenas bugigangas tecnocráticas. Um rabanete é um produto. Uma batata, um pão a mais, um pedaço de carne, um carretel de linha (que, quando roubado na União Soviética, rendia 15 anos de trabalhos forçados no Gulag sob a seção 7 do artigo 58 do Código Penal soviético, por “subversão e sabotagem da indústria nacional”; para disfarçar o ridículo, a acusação pendia sobre “roubo de 200 metros de material residual”).

O que Sakamoto desconhece, por criticar o mercado antes de ter tentado descobrir o que é o mercado (trocas livres entre indíviduos sem coação), é que, nessa sociedade tão “errada”, as pessoas perdem dias numa fila para comprar um smartphone. Já nos sistemas de economia centralizada, as filas são com cartão de racionamento para conseguir um pouco de arroz, um punhadinho de carne pastosa que não dura 1/5 do mês, os jornais do Partido Humanitário Benevolente que são usados no lugar do papel higiênico (caro demais).

Enquanto Sakamoto reclama da fila na porta da Apple para comprar iPhone, em Cuba a fila para comprar maçãs é muito maior. O capitalismo dá folga para as pessoas pararem o trabalho por uns dias (ou para um pai de família ter recebimentos o suficiente para sua família não precisar se preocupar em algo além de dormir no sofá) em troca de um “divertimento” inútil, no socialismo a labuta é mandatória e compulsória, visando a subsistência mais básica.

O que surpreende no capitalismo não é o iPhone 5, o Audi TT Roadster, a chapinha japonesa, o óculos John Varvatos, o relógio suíço. O que surpreende no capitalismo é ter comida.

O clarividente progressista prognostica:

Quando, daqui a dois séculos, analisarem os sinais da derrocada da nossa civilização de consumo desvairado, certamente a cena da porta da Apple será resgatada pelos historiadores.

De todos os profetas que usaram de métodos com maior ou menor grau de cientificidade para enxergar alguns dias a frente, os esquerdistas, com seu suposto entendimento infalível das relações sociais e culturais da realidade, foram aqueles que atiraram para mais longe do alvo (perdendo para espíritas, teosofistas, a new wave, místicos islâmicos como René Guénon e Hossein Nasr ou ultranacionalistas de todas as espécies). No meio da década de 80, foi saudado como nova pedra de toque acadêmica o longo cartapácio Ascensão e Queda das Grandes Potências, de Paul Kennedy, que mostrava como os EUA ruiriam sob seu próprio peso militar e o mundo, em um revide terceiro-mundista, iria se voltar para a nova potência mundial a ditar as cartas do mundo: a União Soviética. Apenas 5 anos após seu estrondoso lançamento sob encômios nas faculdades de Humanidades, o Muro de Berlim ruiu.

Se Sakamoto quer entrar no rol de esquerdistas com previsões doidivanas para o futuro, basta apostar no exato oposto. Despeciendo lembrar, enquanto isso, como Thomas Mann já via a Guerra Fria escrevendo um romance logo depois da Primeira Guerra, como Ortega y Gasset enxergou em detalhes o desbaratinamento das sociedades de massas no séc. XX em A Rebelião das Massas, como todos os erros que seriam cometidos pelo governo americano já estavam descritos em filigranas em obras como O Poder, de Jouvenel, e de como até recentemente um economista como Peter Schiff previu a crise do capitalismo explicando seus motivos. Essa turma que os leitores de Sakamoto, e o próprio Sakamoto, continuarão sem ler.

Todavia, a frase de Sakamoto é o germe de sua própria destruição (como o marxista Leandro Konder costuma explicar a dialética). Se temos uma civilização de consumo desvairado, é porque já podemos consumir desvairadamente. O estado natural do homem é a miséria absoluta. Foi a revolução liberal que permitiu que a riqueza fosse algo acessível através do trabalho, e não um luxo de elites que dominam o Estado. Coroando cerejosamente o bolo de contradições típico dessa espécie de intelectual anti-mídia que é reconhecido por seus pares justamente por granjear um espaço num jornal de grande circulação, Sakamoto emenda logo a seguir:

Para alguns, o iPhone é um instrumento de trabalho – muitas vezes desnecessário, é claro. Afinal de contas, me pergunto se este aparelhinho do meu lado traz facilidades para minha vida diária, cria necessidades que eu nunca imaginei que eu tinha ou me escraviza aos seus caprichos.

A auto indagação sakamotiana é a dúvida fundamental para largar a adolescência rebelde sem causa e tomar um pingo de vergonha intelectual na cara antes de sair por aí, publicando enormidades reclamando de “vergonha alheia” sem o menor cuidado com a vergonha que ele próprio causa a seus leitores.

Caso o palavroso púbere se perguntar mesmo se esse aparelhinho traz vantagens ou desvantagens, vai entender por que possui um. Ou ele pagou por algo que facilita a sua vida, ou é um idiota. Caso a alternativa B seja a correta, facilitaremos a correção histórica: pode mandar esse iPhone pra cá, Sakamoto. Não precisa mais ser “escravizado”, deixe que nós faremos a gloriosa libertação do povo da república tecnocrata sakamotiana pelas forças combinadas dos territórios unidos da Europa.

Num sistema de trocas livres, você não tem um poder central, ou de alguma forma centralizado, que deve monopolizar e controlar a “distribuição” (a grita de Sakamoto contra a ostentação e o uso de marcadorias como “significado social” leva irremediavelmente a isso). Para então ter o pão nosso de cada dia, é preciso convencer as pessoas a te ajudarem a ter o pão (visto que poucos são padeiros). Uma empresa não pode lucrar bilhões sem ajudar as pessoas, ou ao menos convencê-las de que estão sendo ajudadas (ou, em economias só pseudo-livres, a última modinha no mundo desde 1992, pode fazer um conchavo com o governo e lucrar horrores sem convencer ninguém de nada).

anos 80 cabe num iphone 241x300 Sakamoto com vergonha da Apple (do alto do seu MacBook)Apesar de achar que seu “Tamagochi” o escraviza, Sakamoto hoje parece ter pouca coragem de viver longe da “escravidão” de poder ligar para qualquer amigo de onde estiver, de ficar sem jogar joguinhos idiotas em 3D, de poder ler o jornal sem gastar papel, poder filmar, tirar foto, ouvir música, carregar uma biblioteca que não lê, disparar raios laser e latir no quintal, tudo num negocinho que cabe no bolso, enquanto nos anos 80 metade disso preencheria uma casa e custaria uma vida.

Se Sakamoto se sente “escravizado” por esse “consumo desvairado”, poderia voltar para a subsistência pura e simples. Poderia parar de ouvir música onde bem entende, de poder ligar para os amigos a hora que quiser, de poder ler notícias dos jornais sem disputar cabeças com os aposentados tentando ler a primeira página do lado das bancas de jornais. É fácil criticar o “consumismo”. Difícil é ficar sem ser “escravizado” pelos bens da civilização que permitem a nossa preguiça, a nossa ignorância e a nossa perspectiva de vida de 80 anos. É fácil pregar o bem de todos. Difícil é se livrar das geladeiras e ter de ir caçar o próprio alimento, deixando a Terra povoada apenas pelos machos-alfa mais capazes de usar um tacape, e não de vociferar em um MacBook com um penteado horroroso.

Criticar esse “consumismo desvairado” é assumir que quer que o povo não consuma. E aí, ao invés do “consumo desvairado”, teremos apenas o consumo de subsistência. Qualquer coisa é consumo excessivo, dependendo do ponto de vista. Até mesmo a manteiga no pão é ostentação, do ponto de vista de quem nunca tem manteiga o suficiente (pode perguntar para os cubanos com cartões de racionamento na fila pelos alimentos estatais, que nunca vão além do básico, nunca “ostentam”, nunca permitiram um consumo “desvairado”).

A crítica pelo “excesso de consumo” costuma trazer no bojo a idéia de se consumir “o necessário”. Como se fosse uma vantagem para quem pouco pode consumir que alguém também não consuma. O problema não surge por “o necessário” ser uma medida subjetiva – e sim quando alguém toma esse slogan como mote de governo. Quando Marx invectivou raivosamente o mote “De cada um conforme suas habilidades, a cada um conforme suas necessidades!” nas suas Críticas ao Programa de Gotha, ele não declarou um programa de governo (é apenas uma frase de efeito monga, crianças), não definiu o que são habilidades nem capacidades, e apenas instituiu o sistema econômico mais mortífero da história mundial: em que o governo é confundido com a própria sociedade, e quem define o que você “precisa” ou quais são mesmo suas habilidades é quem está com o poder nas mãos (e de Weber a Jouvenel, de Hobbes a Mao Zedong, sabemos que o poder vem de quem puxa o gatilho). Dessa forma, qualquer oposição a um ato de um burocrata estatal é entendido como traição ao próprio povo (como já dizia de cara a seção 1 do  artigo 58 do Código Criminal soviético de 1926).

Se queremos ver qual o caminho lógico e inescapável da desgraça que é a aplicação desse modelo de “crítica ao consumo”, nada como ler A Revolta de Atlas, de Ayn Rand (maravilhosamente apresentada por Rodrigo Constantino aqui).

Ninguém na história fugiu de um país capitalista para alguma ditadura comunista para evitar morrer de fome (os dois primeiros parágrafos de Arquipélago Gulag contam uma história bizarramente assustadora para quem acredita nessa lorota de “o capitalismo gera fome”). Da mesma forma, ninguém gasta rios de dinheiro em um produto que o “escravize aos seus caprichos”. Se o consumo virou “desvairado”, é porque já podemos alimentar 7 bilhões de bocas e ainda sobra, embora a corrupção, o roubo e o aproveitamento do trabalho alheio causem injustiças. Mas aí está a chave da compreensão que falta aos nossos críticos de miolo mole: todos esses atos são sabotagens contra o mercado, e não o seu próprio funcionamento correto (vide Anarquia, Estado e Utopia, de Robert Nozick, um dos livros mais importantes de política para alguém conhecer).

Enquanto isso, são exatamente o método de qualquer sistema mais “social” e sem a liberdade “desvairada” que nosso grande Sakamoto defenda, sem nunca ter coragem de afirmar o que defende.

Por que a última moda agora é ter o mesmo discurso comunistóide modelo 68 sem riscos, com a única recauchutagem de não se assumir vermelho de uma vez?

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28 Comentários

  1. marco antonio silva (@mantoniogs)25 de setembro de 2012 às 07:41

    HEHEHE…. Incrível a extensão do texto em se tratando de um ser tão pueril…… Haja prolixidade…. O cara merece, no máximo, um parágrafo….

  2. Fernando24 de setembro de 2012 às 23:51

    Flávio, você PRECISA comentar isso aqui:
    http://www.youtube.com/watch?v=KrN_Lee08ow

    • Flávio Morgenstern25 de setembro de 2012 às 10:47Autor

      Fernando, é verdade, não comentei esse troço (como parece que há muito o que comentar sobre a esquerda falando em “conservadorismo” essa semana). O problema da Marilena é que ela é muito repetitiva – se abriu a boca pra falar em mídia, já se sabe que quer censurar em nome da liberdade democrática, porque todo mundo é fascista.

      • Arthur27 de setembro de 2012 às 13:42

        Eu já havia dito isso em outro comentário aqui no Implicante mesmo! Adoraria ver você comentando a Marilena. Ok, é repetitivo, mas garanto que ia nos render boas risadas!

  3. Flavico24 de setembro de 2012 às 19:16

    Avisa ao gordinho Caco que Beijing é uma anglonização do nome em mandarim da cidade chinesa. Como a pronuncia dessa palavra é quase totalmente impossível para nós ocidentais, em inglês ficou Beijing e para os portugueses ficava mais fácil e próximo Pequim. Agora, York… Faizfavôr né, gordinho? Qualquer besta do primeiro período da Wizard consegue pronunciar York na boa. “Iorque” é coisa de nacionalista caipira.

  4. Rafael24 de setembro de 2012 às 17:13

    E se uma das pessoas que estava na fila era um dos sei lá quantos milhões de brasileiros que “ascenderam à classe média e ao mercado de consumo”, esses que ele vive defendendo dos olhares e comentários maldosos da antiga classe média malvada, será que ele ia sentir vergonha alheia também? Ou esses têm imunidade contra as lições de moral do nosso grande cientista político?

  5. Fabio24 de setembro de 2012 às 09:00

    Que pedrada eim. Mas convenhamos, o Sakamuito fala umas bobagens nível adolescente revoltado sem causa.

  6. tibartz23 de setembro de 2012 às 22:25

    No nome “Sakamoto”, a pronúncia correta é môto ou móto? Porque se for móto, é propaganda capitalista no próprio nome. Já pensou se o nome completo dele fosse ‘Sakamoto Yamaha’?

  7. Pedro Gouveia23 de setembro de 2012 às 20:29

    Caro Flávio,

    Em Portugal já não usamos, há muitas décadas, “Francoforte”. Tampouco os puristas. Se calhar, leste isso em alguma gramática bué antiga. Mas, sim, dizemos Irão, Roterdão, Amsterdão, Nova Iorque, Moscovo. Criticar este uso “aportuguesado” de estrangeirsimos é escorregar por argumentos que talvez sejam mais um desvario teu que uma escolha política do autor.

    Abraços!

    • Flávio Morgenstern25 de setembro de 2012 às 11:00Autor

      Pedro, lembro que comprova uma revista de Psicologia portuguesa quando foi lançada, em 2006, e as referências a Frankfurt estavam todas como “Francoforte”. Assim como nós, tradutores, sofremos quando o texto precisa ser “localizado” tanto ser lido tanto em Portugal quanto no Brasil. Mas não afirmei que Portugal é “purista” ou coisa do tipo – apenas que o aportuguesamento para uso brasileiro que Sakamoto faz é artificial (e solitário – só usado para palavras americanas), por pura ideologia que quer enxergar o “capitalismo” na língua. Duvido que, na mesma toada, ele chame Liev Tosltói de “Leão Tolstói”, da mesma forma que aportuguesa York para um insonso “Iorque”.

  8. alexandre23 de setembro de 2012 às 08:33

    Vcs falam que o acesso dos mais pobres ao consumo é resultado de uma “revolução liberal”. Mas vc critica a nossa sociedade pela grande presença do estado na economia e diz que existem poucos países liberais no mundo. No Brasil, a classe C está consumindo mais. Então tivemos uma “revolução liberal” durante os anos Lula ?

  9. edmar22 de setembro de 2012 às 13:44

    “Afinal de contas, me pergunto se este aparelhinho do meu lado traz facilidades para minha vida diária, cria necessidades que eu nunca imaginei que eu tinha ou me escraviza aos seus caprichos.”

    Na hora que li isso pensei o mesmo que você, Flávio, e ainda bem que escreveu logo abaixo da frase dele, mas eu quero enfatizar:
    se esse cara não tem capacidade de escolher o que lhe é útil, em que medida é útil, esse cara não merece mesmo ter nada! Ou é mais um que quer que o Estado diga a ele o que fazer?
    Aliás, Estado, esse negócio que, para esquerdistas, é um ente abstrato. Eles esquecem, convenientemente, que o Estado é formado por pessoas e grupos. Qdo da queda de URSS alguns dos novos milionários quem eram? Eram aqueles que detinham os meios de produção…pessoas ligadas ao partidão, ao Estado.

  10. Eduardo22 de setembro de 2012 às 02:03

    Saka, faça parte da campanha da vida.

    “Vida, cada um cuida da sua”, e pare de encher o saco dos outros.

  11. paulo21 de setembro de 2012 às 17:17

    O que é mais engraçado é o cara reclamar que o pessoal fica na fila da apple e ele ter um I-phone.

    fico me perguntando: por que ele não tem um celular com android? bem mais barato que um I=phone e com basicamente as mesmas funções….

    ah.. deixa eu pensar…. ele fala que o dele é meio antigo, não ficou na fila…. ainda não entendo por q alguem paga mais por um I-phone do um android a não ser pelo design….

    Flávio, me explica!
    to achando tudo meio estranho esses esquerdinhas de hoje em dia…. lembro do Stanislaw Ponte-Preta “ou locupletamos ou restaura-se a moralidade!”

  12. Ben21 de setembro de 2012 às 16:36

    Iniciativa própria, direito de escolha e livre arbítrio, são termos que não constam do vocabulário de mentes autoritárias como a do Sakamoto. Em uma sociedade supostamente perfeita, uma pequena elite esclarecida deve ditar a vida do povão. Afinal os indivíduos não sabem o que é melhor para eles mesmos. E depois essa gente ainda fala em democracia, em governo do povo.

  13. Saka Boko Moko21 de setembro de 2012 às 15:13

    Olá Implicantes,

    Alguém, pf, explica lá para esse ninja de araque – em constante campanha para aumentar seus rendimento$ pessoais à partir da militância altuí$tica -, que aquela turma de aficcionados que querem ‘consumir conspurcadamente’ o iPhone-5, ficando até 5 dias na fila, o faz não é só por uma doença capitalística(sic) e para ‘aparecer’ na imprensa, não!
    Eles querem é abrir logo o artefato tecnológico e descobrir seus segredos de vangüarda!
    Interesse científico e comercial !
    Vide reportagem com link anexo, naquela língüa ianque imperialista…
    __________________________________________

    http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-2206600/iPhone-5-release-date-What-set-fans-soon-theirs-Why-tear-pieces-course.html

  14. Eduardo21 de setembro de 2012 às 10:32

    Poxa, só achei que na parte do Schiff poderia ter uma crise do capitalismo entre aspas.
    Difícil falar de capitalismo (propriedade privada e acúmulo de poupança e capital) quando o governo controla o monopólio do dinheiro e as taxas de juros… não deixando nem haver ‘propriedade privada’ sobre o próprio dinheiro, e prejudicando a poupança e os investimentos em capital com manipulações nas taxas de juros.

    • Flávio Morgenstern22 de setembro de 2012 às 14:46Autor

      Eduardo, concordo plenamente. Só é difícil ter de explicar cada conceito quando é usado – ou alguém no planeta sabe explicar o que significa “neoliberalismo” cada vez que a palavra é usada? ;)

  15. Carlos21 de setembro de 2012 às 05:39

    Meu, esse cara deveria ficar com vergonha alheia das filas em hospitais, isso sim. Que babaquice essa ai.

  16. Alexandre Fonseca21 de setembro de 2012 às 01:28

    Quem é esse Sakamoto? Ele vende alguma coisa ou é idiota apenas por escolha pessoal? Devo conhecê-lo? Devo curti-lo no Feice? Estarei perdendo algum elo da evolução universal das ideias?

  17. Caco Portela21 de setembro de 2012 às 00:03

    * encerrar

  18. Caco Portela21 de setembro de 2012 às 00:02

    Olá, Flávio

    Quanto a escrever Nova Iorque ao invés de New York, faço o mesmo não para mostrar que sou ultranacionalista, até porque meu amor ao Brasil, infelizmente, diminui a cada dia toda vez que me deparo com tanta corrupção, incompetência e impunidade, simplesmente pelo fato que sou um profundo apaixonado pela língua portuguesa e, somente por esse motivo que escrevo Nova Iorque, mesmo agora, sabendo que o Sakamoto também o faz, porém, não escrevo aqui para defendê-lo. Portanto, para encerar, caro Flávio, você escreve Beijing ao invés de Pequim?

    Abraços!

    • Flávio Morgenstern22 de setembro de 2012 às 15:26Autor

      Caco, o problema aí não é o português ou o inglês, é aportuguesar uma palavra que não tem sentido no original. New vira “Nova” com muita facilidade, mas o que significa “York”? Por que escrever Nova Iorque e escrever Frankfurt e não “Francoforte”, como os portugueses fazem? Beijing é um caso mais complicado: a ocidentalização do nome foi feita há quase um milênio, e quase ninguém mais pronuncia Beijing como “Pequim” na própria China. Agora que Beijing está pegando aqui no Ocidente e sabem do que estamos falando, a tendência mesmo é a correção (nomes russos com suas milhões de subvogais, como o próprio Dostoiévski – pronuncia-se “Dastaiêvski” – tendem a sofrer do mesmo, já que antes não tinha o i, tinha y onde se pronuncia sem biquinho e assim vai).

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