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19 de junho de 2012

Sakamoto luta pela legalização do assalto

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por Flavio Morgenstern

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Estava eu na moral e na humildade fugindo do vazio da existência no vácuo abissal do Twitter – aquele buraco negro onde todos lutam contra a força centrípeta tentando fugir do vórtice central que nos arrasta para a piada do pavê. Estava tudo bem, até que alguém soltou um Sakamoto na timeline.

Entre as extensas listas de leitura que sou instado por meus leitores a sugerir, devo admitir o que nunca ainda afirmei: depois do Implicante™, a primeira coisa que vocês devem se preocupar em ler na internet é o Sakamoto.

A explicação é óbvia. De toda a blogosfera progressista, Sakamoto é autor ipse dixit. Lola Aronovich (ladies first) é a feminista que defende estuprador e espancador de mulheres, mas, vá lá, até que consegue falar alguma coisa interessante sobre algum filme inócuo uma vez a cada equinócio. Túlio Vianna é o cara que acha que uma mulher exibir lingerie no Twiter é “machismo”, ao mesmo tempo em que apóia a Marcha das Vadias e também quem estupra, seqüestra e mata a facadas uma adolescente – mas, ora, até pode dar umas dicas curiosas de carreira para seus alunos. Tem o Nassif, também. Ele escreve muito mal, mas vai que você gosta de MPB – pode até usar o blog dele pra alguma coisa. E, claro, você pode ler o Emir Sader, o Brizola Neto e o Paulo Henrique Amorim pra… ahn… bom, deixa esses exemplos pra lá.

Em suma, esses caras até têm trigo no meio do joio. Com Sakamoto a coisa é mais fácil: estourou um tema e você não sabe o que pensar a respeito? Corra para o blog dele e pense o contrário. É um manual perfeito de como não pensar. E isso abusando da amabilidade com os atos alheios.

Sakamoto escreveu agora que Ostentação deveria ser crime previsto no Código Penal. Para ele, a onda de arrastões que anda acontecendo em restaurantes de São Paulo (restaurante “chique” só por ter receitas que não envolvam calango) mostra como nossa “elite” é ruim, má, abjeta, nojentinha. Afinal, os juízes que estão reformando o Código Penal “não estão propondo que bulling seja crime? Ostentação é mais do que um bulling entre classes sociais. É agressão, um tapa na cara.” Na verdade, quando um assaltante enfia uma metralhadora na cara de alguns velhinhos jantando nos Jardins, a vítima é o assaltante, e os velhinhos é que são vermes que deveriam ir pra cadeia. E claro que só os mongolóides é que não entendem isso, pois, como ele afirma,

“Se o planeta não for gratinado por nossa ignorância no meio do caminho, tenho certeza que uma sociedade mais avançada vai utilizar esse texto para entender o que deu errado em uma cidade como São Paulo.”

Infelizmente para Sakamoto, ainda não vivemos na sociedade mais avançada da metralhadora social. E a despeito da logorréia fedendo a naftalina sobre “classes sociais” (classe é uma categoria mais abrangente do que espécie, gênero ou mesmo a família, o que não é cabível como explicação para uma sociedade com alguma liberdade de mercado que permita que se enriqueça ou se perca dinheiro em menos de uma década), tal arrazoado tem a profundidade de uma carcaça de planária. Deve convencer muito bem seus leitores e alguns intelectuais do complexo PUCUSP, mas não as duas categorias que sabem da vida: quem lê livros de verdade e quem mora lá na periferia, trabalha, estuda de noite e, como disse o Guy Franco, se assusta quando descobre que gente que nem o conhece sabe o que é melhor para ele sem o consultar.

O problema do mundo é o egoísmo econômico. Se vocês parassem de ostentar e me dessem logo seu dinheiro, o mundo seria bem melhor.

Segundo Sakamoto, criminosos, mais do que escolherem o crime, fazem “uma escolha pelo reconhecimento social”. É a manjada filosofia de gabinete de professor pregando igualdade econômica na PUC. Para o professor, é “um trabalho ilegal e de extremo risco, mas em que o dinheiro entra de forma rápida”. Sakamoto deve ser um malufista convicto. Um árduo defensor da corrupção generalizada. Ou quando não tem sangue, não tem emoção? No pain, no gain?

Se soubesse como é a realidade da criminalidade (embora a palavra “realidade” talvez lhe dê um choque anafilático), poderia imaginar quão empreendedor alguém precisa ser para assaltar um restaurante. Não é pular na frente de alguém de noite com uma faca de cozinha e pegar o celular. É ter equipe, equipamento (aquele tipo de equipamento que explode miolos), planejar com dias de antecedência, ter rota de fuga e – prestem atenção na genialidade – fugir de carro depois de assaltar um restaurante nos Jardins! Ou um assaltante “afirma sua classe” nessas horas esperando num ponto de ônibus na Av. Faria Lima?

Na favela São Remo, do lado da USP, a polícia encontrou metralhadoras, granadas, armamento russo pesado traficado geralmente via Síria/Irã, que as FARC importam e depois passam por Bolívia e Paraguai até chegar ao Brasil. Quanto custa um revólver mequetrefe produzido pela Taurus? Já tentou imaginar o preço de uma metralhadora que rodou 3 continentes para tal? Será que a favela tem metralhadoras porque favelado “afirma sua classe” se preocupando em comprar Uzis (decorrência necessária do Sakamotismo, pobre é tudo assassino), ou por que alguns seres sem apreço pela vida alheia enriquecem absurdamente vendendo drogas para aluno vagabundo ali do lado?

Claro, a culpa não é do assaltante, do traficante, do aluno vagabundo. A culpa é sua, que “ostenta”. Afinal, se você é pobre, não tem – e, portanto, é obrigação de quem tem dar a quem não tem. Se um assaltante te mata, a culpa é sua, pela ostentação, que deveria estar arrolada no Código Penal. Uma pessoa não tem direito a dar a outra pessoa um direito que ela própria não tenha: para Sakamoto, portanto, se o Estado pode te mandar para a cadeia por ter algo, o assaltante pode te mandar pro IML.

Ostentando paciência

Tudo decorre (prendam a respiração pois vai ser original) do consumismo, “pois não são apenas os jovens de classe média alta que são influenciados pelo comercial de TV que diz que quem não tem aquele tênis novo é um zero à esquerda”. Ora, existem milionários e miseráveis. Classe média não (isso só existe quando se trata de elogiar o Lula). E claro que um comercial te obriga a ter algo – como um comercial de absorvente me mostra que, sem Intimus gel, estarei lascado uns 4 dias por mês.

Para o professor Sakamoto, “as hordas bárbaras vão engolir a ‘civilização’”, o que deve ser comemorado (alguém aí tem um livro do civilizado Kaváfis para dar ao Saka?). E só “os mais ricos” reclamam. Como disse o Alexandre Soares Silva na Alfa desse mês, quando vou parar de ver críticas ao consumismo de quem consome bem mais do que eu?

Dear Sakamoto, deixa eu te explicar uma coisa: sou um falido, moro na periferia, nunca tive carro (nem minha família), não tenho nem CNH, estudo na PQP e volto de noite pra casa na frente de um matagal. É você, que dá aula na PUC, ou sou eu que tem medo da criminalidade? Entendeu a parada agora, longe do discursinho de “classes sociais”? Quem é mais assaltado e preocupado com segurança: quem mora no Capão Redondo ou no Morumbi? I rest my case.

Saka também bate no peito pra falar que cresceu no Campo Limpo. Ora, isso é ostentação das bravas pra quem cresceu em Diadema, em Osasco, em Parelheiros, no Jardim Danfer, em Calmon Viana, no Capão Redondo. Temos algum critério de definição do que pode e do que não pode, do que é verdade e do que é mentira, que não dependa do quanto cada um ganha, no mais descarado polilogismo, como o demonstrou o maior economista desde o Big Bang, Ludwig von Mises? Por acaso ao ganhar uns trocados vendendo pizza em Pirituba passamos a ser exploradores que devem ir pra cadeia, e não mais “vítimas do sistema”?

Mas falar de Sakamoto e contradição é uma coisa meio pleonásmica. Não precisamos cotejá-lo à realidade lá fora de sua vidinha de professor de PUC. Podemos nos ater a um único parágrafo de seu pastiche:

Qual a causa da violência? A resposta não é tão simples para ser dada em um post de blog, mas com certeza a desigualdade social e a sensação de desigualdade social está entre elas.

Não é tão simples, mas é com certeza desigualdade e sensação de desigualdade. E vocês aí, moscando e não instaurarando o comunismo (por que reclamar tanto de “desigualdade entre classes sociais” e ter tanto medo da palavra comunista?!). O problema é “falta de diálogo” (por isso precisamos de metralhadoras! para dialogar melhor!!), e não ver no outro um “semelhante” com “necessidades” (por exemplo, a necessidade de alguém de continuar respirando, e não tomar um tiro enquanto almoça). Mas quando a necessidade se torna valor de troca, quem é que vai dizer que necessita menos? Não é preferível ter o trabalho como moeda? (quem já leu 3 páginas de Ayn Rand pode gelar a espinha ouvindo alguém cuja Natureza lhe cobra as necessidades em formato de texto).

Claro, no parágrafo seguinte, Sakamoto já está berrando que devemos (como nos dá ordens o rapaz!) “combater a violência, garantir o direito de sair sem ser molestado”. Ainda não entendi se devo ser civilizado e convidar o Sakamoto para um restaurante ou lhe roubar seu ornitorrinco de pelúcia (afinal, ele tem, e eu não tenho – desigualdade flagrante). Se a culpa é da desigualdade, vou pedir pra aumentarem meu salário pra ficar igual ao do Sakamoto e ter um MacBook igual o dele na foto para eu não assaltá-lo.

A culpa é dos ricos que são ricos. Vamos enriquecer os pobres para culpá-los também.

Todo o busílis se deu, na verdade, por uma reportagem de Mônica Bergamo, entrevistando socialites sobre a segurança nos restaurantes chiques. Bergamo agiu com uma ironia que as sinapses sakamotas não sakaram: ao contrário de entrevistas geralmente publicadas sem as emoções do entrevistado, estão lá todos os clichês e tremeliques que ainda dão uma sacaneada básica com a bourgeoisie (será que é um bom momento para lembrar que Sakamoto, que não sei como passou em História no vestibular – nem no da PUC – já afirmou que Higienópolis é um “feudo da burguesia”, sem perceber a contradição flagrante na sua metáfora?).

Todavia, mesmo as dondocas parecem muito mais inteligentes do que Sakamoto. Por exemplo, Talita de Gruttola, voluntária no Hospital do Câncer (que pecado! que ostentação! como ainda não gastamos mais um dinheiro público mandando essa elitista para a cadeia?!), afirma: “É um absurdo você ir a um restaurante e pensar que pode ser metralhada”. Humm… eu concordo. E também fora do restaurante. E também no matagal aqui na frente de casa. Por que o Sakamoto, que quer “garantir o direito de sair sem ser molestado”, é contra?!

“A modelo Cassia Avila afirma que tem ‘orado para Jesus’. E evita andar a pé”. Aposto que Sakamoto também acha que uma correntinha no pescoço com uma oração é ostentação. É falta de olhar para o próximo. Curiosamente, também evito andar a pé aqui nas bocadas.

 Já a administradora Flavia Sahyoun dá uma tocada que vai doer lá: “Roubam tanto no Brasil que pensam que todo mundo que tem dinheiro é porque roubou e não porque trabalhou”. Se Sakamoto não fosse o mais inculto dos blogueiros progressistas, apostaria que ele entendeu mal e acreditou em excesso nas teorias de Rawls, e precisava ler como Nozick mostra que Flavia Sahyoun, conhecendo-o ou não, dá valor ao trabalho e ao mérito como Nozick faz (expliquei de passagem lá no blog do Augusto Nunes). Sakamoto dá valor à inveja e à agressão física (abusando do eufemismo).

 Ostenta mas não mata

Mas culpar (ou melhor, criminalizar) a ostentação não seria culpar a vítima? Bem, é direito de todo psicopata. Entretanto, como é possível afirmar isso sobre bens, mas ser a favor da “Marcha das Vadias”?

Sakamoto acredita que tal marcha faz uma crítica ao estupro afirmando, justamente, que “a culpa recai sobre a própria vítima”. E ironiza um possível discurso de estupradores:

Afinal de contas, quem são eles para não se encaixarem? Quem são eles para acharem que podem ser melhores do eu, sendo diferentes do que aprendemos como o “certo”? Bem-feito. Vestida assim, ela estava pedindo.

Ora, nem é preciso trocar as palavras por sinônimos para mostrar a maluquice. Quando Saka soca um “vestida assim”, talvez ele pensasse num decote ou numa mini-saia (o que é de completo direito das mulheres usarem, mas não recomendo que façam quando estiverem sozinhas, ou sem defesa, em lugares onde não sabem se algum tarado aparecerá de repente – sou conservador?). Mas “vestida assim” também pode significar “com uma jóia”, com um Blackberry, com um brinco a ser arrancado. Por que se criminaliza a vítima num caso, e no outro se grita contra sua culpabilização?

Um parágrafo seu é a própria resposta:

“As pessoas envolvidas em casos de violência contra mulheres colocam em prática o que devem ter ouvido a vida inteira: quem não se enquadra em um padrão moral que nos foi empurrado – e que obedece aos parâmetros masculinos, heterossexuais e cristãos – é a corja da sociedade e age para corromper o nosso modo de vida e tornar a existência dos “cidadãos pagadores de impostos” um inferno. Seres que nos ameaçam com sua liberdade, que não se encaixa nos padrões estabelecidos pelos homens de bem. Sim, quando uma mulher não pode escolher como se vestir sem medo de ser importunada, ofendida ou violentada toda a sociedade tem uma parcela de culpa. Pelo que fez. Pelo que deixou de fazer.”

Deve ser algo que funciona na década de 60 ou lá no interior de Santo Antônio dos Três Coquinhos (onde, justamente, os bárbaros dominam, e não os civilizados). Mas agora sim vamos trocar algumas palavrinhas: o que ouvi a vida inteira foi um discurso de luta de classes (tenho menos de 30, não me culpem: culpem o Paulo Freire e a Erundina). Quem sempre foi pintado como “corja” por todos os meus professores são os que têm dinheiro. E não se encaixar nos padrões de revolta pelos “hom@ns de bem” é o que me garante o ódio de toda a intelligentsia uspiana. Ou, como disse o Urso, para combater o estupro, devemos engordar e retalhar nossas mulheres? Para Sakamoto, estes são “Problemas que não conhecem classe social, cor ou idade. Como as mulheres que são maioria – e minoria”. Ué….

Parcela de culpa por estupro? Não, eu que recomendo que não se use roupas muito chamativas por aí. E podem ter certeza de que, ao contrário de Sakamoto, quando ouso “combater a responsabilização das vítimas pela violência sofrida”, não escolho se gosto ou não da vítima, nem quanto ela faz de dinheiro (porque “ganhar” é coisa de quem não trabalha), e nem sequer me preocupo em saber se ela votou nos meus candidatos ou não antes de definir se a culpa é mesmo da vítima ou não.

 

Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. Mora na periferia, precisa de um adicional por trabalho insalubre e não é a favor do Estado porque tem preguiça de pegar fila pra ter comida. No Twitter, @flaviomorgen

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90 Comentários

  1. Euclides F. Santeiro Filho28 de junho de 2012 às 19:00

    Arthur,

    Trabalho de pesquisa, programação, design, marketing e dezenas de outros setores não são criação de riqueza: são o oposto! Tudo isso é investimento, gasto, para produzir um produto (desculpe-me a redundância imbecil) ou serviço. O que é produzido pode ou não gerar riqueza, dependerá do mercado.

    E “meu entendimento” na verdade se referia a essa frase do Flavio:

    “Ora, os US$300 bilhões da Apple não existiam antes da empresa existir.”

    Então a Apple produziu U$300 bilhões? Ou atraiu esse dinheiro explorando a necessidade (ou o mero endossar) dos consumidores?

    Quanto à essa exploração, ela é inerente à dinâmica do capitalismo. Veja que eu a diferenciei da com sentido moralista. Explorar o mercado é beneficiar-se da submissão alheia ao que é oferecido. Ninguém é obrigado a comprar revista de mulher pelada, mas se tá cheio de marmanjo com a mão coçando a indústria da nudez feminina explora essa demanda. Se ninguém quiser tocar algum produto, serviço ou algo com valor no mercado por essas revistas, como o mero tirar foto de moças nuas pode ser produzir riqueza?

    Abraços.

  2. Sandro P28 de junho de 2012 às 18:44

    O Alexandre não é ideólogo. Só é ruim das idéias…

  3. alexandre27 de junho de 2012 às 20:27

    Estou livre das ideologias. Critico o Chávez, Cuba e ao mesmo tempo os “golpes constitucionais” em Honduras e Paraguai. Critico o golpe de 64 e ao mesmo tempo critico a ditadura cubana.

  4. alexandre26 de junho de 2012 às 22:06

    Fala de Miriam Leitão sobre o golpe no Paraguai : ” o fato do governo brasileiro ter dado demonstrações públicas de concordância com os métodos de Chávez não é justificativa para se pedir a mesma leniência com o Paraguai” . Perfeito a análise dela. Precisamos de menos ideologia e mais democracia. Isso serve tanto para políticos e imprensa quanto para blogs.

  5. Euclides F. Santeiro Filho26 de junho de 2012 às 20:38

    Ao menos é bem humorado (ou só vaidoso mesmo?). Mas nem por isso está certo. Porque eu não me acho nada, é autoevidente:

    “Comentários que exigem resposta, infelizmente, ficam pra depois.”

    Devo considerar sua última intervenção como uma não-resposta? Hahaha! Ok, lógica para que, né?

    E estudo não significa nada quando o “estudado” não consegue aplicar o conhecimento à realidade. Pode tentar a sorte, porque se você refutar o que eu disse sobre a Apple irá ganhar o prêmio Nobel de física, não de economia. Riqueza é uma abstração, diferentemente daquilo a que se refere. Esse último não pode ser tirado do nada, não pode emergir na realidade.

    Você falou bobagem, no máximo pode se corrigir. Duvido que o faça, mais fácil tentar justificar com alguma idéia que tenha mais credibilidade que as suas (como fez citando a EA).

    Sinta-se à vontade em “me destruir” intelectualmente. Continuarei convicto de que um círculo não é um quadrado, independentemente do que você argumente.

    Abraços.

  6. Euclides F. Santeiro Filho26 de junho de 2012 às 19:36

    Flavio Morgenstern,

    Incomodei? Se for o caso, já estou acostumado… Sempre que comento o que o autor parece não querer ouvir meus comentários se esvaem no mundo mágico da censura. Mas quem sabe há uma explicação (igualmente mágica) a respeito de todos os meus comentários terem sido aprovados exceto aquele no qual refuto sua bobagem a respeito da Apple.

    No mais, adoro essa separação infantilóide entre direita e esquerda. Quando é que as pessoas separarão as pessoas entre morais e imorais, éticas e antiéticas?

    Passar bem.

    • flaviomorgen26 de junho de 2012 às 20:17Autor

      Não se ache tanto. Tem páginas de comentários na fila. Comentários que exigem resposta, infelizmente, ficam pra depois. E tá pra nascer quem me refute, se sou esperto o suficiente para dar opinião apenas em assuntos os quais estudo com antecedência.

  7. Arthur25 de junho de 2012 às 11:18

    Excelente texto, como sempre!
    Acompanho o Implicante a algum tempo e adoro o seu estilo ao lidar com esses esquerdopatas.

    E gostei do “fazer dinheiro”. Faz mais sentido que ganhar, e me remeteu ao inglês, “to make money” ou “to earn money”, que implicam esforço e merecimento.

  8. João 77BM24 de junho de 2012 às 17:18

    O Pelassakamoto aceitaria ir para a cadeia por ostentar o Mac Book Pro dele?

    PS.: no caso dele, essa raivinha contra ostentação deve vir de um certo complexo de inferioridade…

  9. João 77BM24 de junho de 2012 às 17:08

    ““golpe” onde quem entra no lugar é o vice” e que é feito em um impeachement de acordo com a Constituição é, realmente, juita licença punhética hehe

  10. Felipe Bueno Rocha24 de junho de 2012 às 14:42

    Flavio,

    A foto é emblemática! Ele não está ostentando seu Apple de primeira linha?, pois, bem: em qualquer ponto de ônibus de SP, ele seria furtado ou roubado! Sugiro ao valente do miolo mole, que vá à campo, testar sua tese!

    Fico a uimaginar as outras coisas que ele ensina a seus alunos…

    Estamos realmentes perdidos!

    Abraço.

  11. alexandre23 de junho de 2012 às 15:00

    Augusto Nunes, Reinaldo Azevedo e Merval Pereira. Os três defendendo o “golpe constitucional” contra o Fernando Lugo. Depois a direita brasileira reclama porque tem a pecha de ditadura na testa. Se a esquerda tem seus fantasmas como Cuba e Venezuela no currículo, a direita adiciona recentemente o Paraguai e Honduras (impechment relâmpago no caso do Lugo e asilo forçado no caso do Zelaya são “constitucionais” para a nossa direita). Só é engraçado que a mesma direita que defende “golpes constitucionais” é a mesma que defende o golpe de 64, que rasgou nossa constituição. Mais contraditório impossível.
    P.S.: Para quem diz que o que aconteceu em Honduras e agora no Paraguai tem respaldo na constituição, tudo que o Chávez fez tem respaldo na constituição venezuelana. Mas o que aconteceu em Honduras, Paraguai e vem acontecendo na Venezuela, não tem nada de democrático. A direita precisa de mais espírito democrático e menos golpismo.

    • flaviomorgen23 de junho de 2012 às 17:23Autor

      Não sei por que está falando isso aqui. De toda forma, muito curiosa sua definição de “golpe” onde quem entra no lugar é o vice… E Chavez e Lugo tentaram mudar a Constituição para reeleição infinita. Quer dizer que, se consegue manipular o Congresso, aí pode, é plenamente constitucional e democrático, e quem reclama é “golpista”? Menos, né.

  12. Thiago - RJ23 de junho de 2012 às 12:24

    Pegando carona no comentário do Mulholland:

    Imagino que o “Urubudsman” tenha morrido, já que a temática dos textos que você publicava lá é parecida (ou a mesma, mas com a evolução e o burilamento que o passar do tempo trazem) com os textos daqui. Mas o “Caffeine Cult” podia ser mais ativo, hein? Se você está tendo problemas no servidor, migra para o WordPress, que te permite puxar todo o arquivo do Blogspot, sem perder nada, como se o blog sempre tivesse existido. E WordPress é bem melhor.

    Troca uma idéia com o Yashá Gallazzi, ele fez isso com o “Construindo o Pensamento” no Blogspot, que virou “Construindo Pensamentos” no WordPress.

    • flaviomorgen23 de junho de 2012 às 17:20Autor

      Então, o Uruubdsman, com esse nome, tinha uma intenção de ser mais vigilante do que postavam na imprensa do que qualquer coisa. É bem o que faço aqui (como o próprio Gravz deixou o Imprensa Marrom de lado). Algumas coisas ficaram meio de fora, então publiquei 2 textos lá que não cabiam aqui – sobre o Steve Jobs e sobre o 11/9. Mas ainda tendo a diversificar mais em outros lugares. Não consigo levar ambos ao mesmo tempo, mas o que escrevo agora não “concorre” (os textos daqui não têm nada a ver com os do Ordem Livre, por exemplo).

      O Caffeine já está migrado pro WordPress, é que dependo agora de consertar alguns erros que ficaram no servidor. Mas ele logo volta ao ar, não se preocupem.

  13. Malcan22 de junho de 2012 às 23:29

    CAra, ele ai, ostentando o macbook, e eu ralando pra pagar um positivo que custou 1/3 do valor do laptop dele.

  14. Richard22 de junho de 2012 às 22:44

    Ostentação é um atributo muito mais presente na classe baixa que na classe alta. Sakamoto saberia disso se, no fundo, não odiasse pobre.

  15. maria saparowa22 de junho de 2012 às 13:29

    O texto do camarada Sakamoto deveria estar lá no VANGUARDA POPULAR.

  16. maria saparowa22 de junho de 2012 às 13:17

    O Sakamoto (e sai correndo)precisa se ORIENTAR.

  17. Mauro22 de junho de 2012 às 10:48

    Brasil é o país onde traficante se vicia, [... não lembro do resto ...] e quem tem grana é de esquerda.

  18. Antonio21 de junho de 2012 às 21:19

    Impressionante como o Sakamoto é oportunista. A quantidade de bobagem que ele falou realmente é alarmante, e o pior é que tem um bando de imbec*s como ele que aplaudem.

    O cara é um caso típico de pseudo-intelectual-metido-a-besta, da mais alta patente.

  19. Kakaroto, Irmão sayajin do Sakamoto21 de junho de 2012 às 12:19

    Vou roubar o macbook do Sakamoto assim que puder! Burgues maldito!

  20. Euclides F. Santeiro Filho21 de junho de 2012 às 11:57

    No geral você foi fiel aos fatos, mostrou o que todo mundo com cérebro já sabe (que o Sakamoto é um manual do marxismo adolescente), mas parece sofrer do mesmo mal que a maioria sofre ao refutar um lado de um debate: você tende a “defender” algo com premissas não demonstradas.

    Óbvio que a culpa não é da vítima, óbvio que a “canalhice” do canalha não justifica uma “canalhice” que não decorra objetivamente da inicial. Mas gostaria de saber quais as evidências que sustentam isso:

    “Roubam tanto no Brasil que pensam que todo mundo que tem dinheiro é porque roubou e não porque trabalhou”.

    Ninguém da minha família “fez” dinheiro como você disse. Todos receberam heranças, patrimônios, salários incongruentes com as funções exercidas. Não que tenham “roubado” nada, mas o ponto que levanto é essa mania de atribuir equivocadamente à meritocracia a formatação atual da sociedade capitalista. Qual o meu mérito para estar teclando num notebook caro enquanto pessoas passam fome? Ou, sendo intelectualmente honesto, qual o mérito de um “faminto” ao deixar de querer ser faminto roubando os que, com mérito ou não, possuem “alimentos”?

    E por favor, não me leia mal me acusando de defender os assaltantes ou os que pregam justiça social através de injustiça – não seja como os leitores do Sakamoto.

    Apenas leve em consideração que não raramente privilegiados têm seus privilégios como direitos metafísicos irrevogáveis.

    Abraços.

    • flaviomorgen21 de junho de 2012 às 17:46Autor

      Euclides, de fato, para um artigo comentando outro (e mesmo assim, acusado de ser “longo”) fica difícil expor tudo isso. O que mostrei nas linhas que você destacou é que riqueza é criada, ao contrário do joguete do marxismo adolescente (e, na verdade, mesmo do adulto) de acreditar que a riqueza é fixa, restando apenas ser distribuída. Ora, os US$300 bilhões da Apple não existiam antes da empresa existir. Ela não tomou de ninguém, não roubou de ninguém, não “explorou” ninguém para ser rica. Ela produziu essa riqueza, que antes não existia.

      Esse é o famoso “jogo de soma zero” que é a burrice do marxismo e outras teorias molóides. Antes éramos todos pobres, sem roupas, sem comida, sem instrumentos, com expectativa de vida de 30 anos. Hoje somos muito mais do que isso. Mas como alguns produzem mais do que outros, acreditam numa idiotice de “exploração”.

      Veja que não afirmei que nossa sociedade é meritocrática (aliás, sequer afirmo que ela é capitalista – apenas tem um proto-mercado que enfrenta uns 59% ou menos que o Estado lhe permite de atuação). O que afirmo (e sim, as premissas não estão no texto, pois ficaria realmente logo e desviando do tema) é que a teoria da exploração, que faz com que foquem na desigualdade buscando culpar os ricos – que podem não ter mérito por já terem berço de ouro, mas, a não ser que pessoalmente sejam sacanas, tampouco exploram alguém por isso. Quanto ao “limite” mínimo de quem está passando fome, pode dar uma olhada no texto que citei que está no blog do Augusto Nunes. Lá dou uma patinada melhor nesses temas.

      Tal assunto é complexo e geralmente não é nem o inicial quando se estuda liberalismo – mormente o da Escola Austríaca, que é o que defendo. Mas, apesar de haver diversas leituras sobre a EA mais introdutórias, o que estou tentando explicar faz parte desse livro de Eugen von Böhm-Bawerk: http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=33

      Abraços

  21. Hay21 de junho de 2012 às 10:14

    A Lia Drummond nos brindou com sua argumentação coesa, coerente e rica em ideias incríveis. Realmente, é um belo exemplo de leitora e defensora do Sakamoto. Realmente, fiquei maravilhado e feliz por saber que os Sakamotetes sabem argumentar como… moleques de 13 anos de idade. A parte mais divertida foi: “ah, ele é O cara, e você, quem é?”. Parece até uma fã histérica de alguma banda emo.

  22. Edenilson21 de junho de 2012 às 10:07

    Higienópolis, “feudo da burguesia”. Não é lá que um guerreiro da causa proletária, perseguido pela justiça de seu país, fixou moradia?

  23. Edenilson21 de junho de 2012 às 09:41

    Trocando algumas palavras e situações, Sakamoto estaria culpando as “vadias” ´pelos estupros que sofrem.

  24. Luiz Guilherme21 de junho de 2012 às 05:04

    A parte q eu citei q relativizou foi vc dando a consequencia imediata do q ele falou…lendo a ideia geral do texto, eu não vi o título como consequencia imediata…não achei um erro de encadeamento da sua parte, pq vc simplesmente zuou as partes radicais do Sakamoto (isto q eu citei como relativizar), não construiu um texto só seu, com uma solução para o problema…sobre ser burro, eu puis dessa forma, pq para quem tem menos dinheiro, é mais provável não ter nada a perder, aí é só estar por perto e entrar no esquema, do tudo ou nada…pensando por este ponto foi o Sakamoto q foi mais inocente xD ele trata os pobres como coitados, desculpe…Ah, é verdade: não fiz a conexão lógica sobre o ser independente do ter, é uma questão mais filosófica e eu demoraria muito explicando, mas por ora tem um ponto chave para se pensar nessa questão : 1º as pessoas só acreditam no q querem acreditar (leia-se gostam de acreditar)(Pura Programação Neuro-linguística!)… mas já vi q pra vc não faz sentido algum separar o ter e o ser e provavelmente nunca fará…

    • flaviomorgen21 de junho de 2012 às 17:52Autor

      Não disse que é conseqüência imediata, e sim a última – e inescapável – conseqüência. Um texto em que critico outro necessariamente também não será “só meu”. Por sinal, há mais aprofundamento nos textos que citei.

  25. Guilherme Soares21 de junho de 2012 às 03:18

    Bixo, quanta besteira! E depois é o Nassif que escreve mal. Fazia tempo que eu não lia tanta bobagem de uma só vez.

  26. Lia Drumond20 de junho de 2012 às 22:27

    E, outra coisa, zé mané ninguém: INVEJA MATA!!! O Sakamoto é O cara, vc é quem mesmo???

  27. Lia Drumond20 de junho de 2012 às 22:20

    Vai ser reacionário e fingir que é retardado assim no inferno… Sakamoto está certo, mas tem a nata coalhada que pensa que sabe mais do que quem está vendo a vida de perto… Speed porco é limpinho perto de quem escreveu esse texto…

  28. Rodrigo20 de junho de 2012 às 21:23

    Se “ostentar” ideias absurdas fosse “crime previsto no Código Penal” (como escreveu o notório colunista nipo-brasileiro), a blogosfera “progressista” estaria quase toda em cana.

  29. Leandro C S Gavinier20 de junho de 2012 às 20:06

    Parabéns pelo texto Flavio! A massa crítica libertária no Brasil começa, ainda que tardiamente, a tomar forma. Aproveito para dizer que também malhei o Sakamoto em meu blog: http://www.observadorpolitico.org.br/2012/06/o-elogio-a-mediocridade . Abraço.

  30. Luiz Guilherme20 de junho de 2012 às 17:57

    Não sou contra a ostentação como o Sakamoto, sua argumentação tem pontos falhos a começar pelo título, foi uma relativização violenta do q o Sakamoto diz, ou seja, vc fez como ele pra provar seu ponto de vista. Sakamoto aponta a ostentação como causa dos assaltos, o q é em parte verdade, já que as pessoas invejam outras q tem. Acredito q o desprezo das pessoas só aumenta a sensação de desigualdade social, sim cometer um crime é caro e tem q ser planejado…mas qual a relação entre ser pobre e ser burro?(diria q eles começam na vida do crime com pequenos furtos e vão se sofisticando) Tanto o bandido quanto quem só ostenta, só estão preocupados em ter… poucos estão preocupados em ser… isto q o Sakamoto quis mostrar.

    • flaviomorgen21 de junho de 2012 às 02:12Autor

      Eu não relativizei nada. Pelo contrário: eu só mostrei as conseqüências absolutamente inescapáveis do argumento sakamoteano. Seria fácil mostrar que estou errado mostrando alguma falha de encadeamento – mas parece ser mais fácil apelar pro “está escrito, mas quer dizer o contrário”. Eu não ligo pro Eike Batista me desprezar. Não me torna mais violento (aliás, fico mais triste se certas pessoas até mais pobres que eu me desprezarem). Eu não fiz relação alguma entre ser pobre e ser burro – ainda mais afirmando que sou pobre e não me achando lá uma anta completa (só um pouquinho), mas se apontar onde está escrito, juro que corrigirei com um mea culpa. Por fim, Sakamoto até tentou afirmar isso em sua notinha (“foi tudo irônia, até prefiro que discordem, rsrsrsrsrs” – ou seja, falei porcaria, vou sair por cima mostrando que, mesmo se alguém provar que sou um imbecil, eu consegui prever isso, então ganhei), mas seu texto não faz conexão lógica alguma sobre o ser independente do ter (em primeiro lugar, seria errado se fizesse, sendo que nem as dondocas entrevistas afirmam coisa parecida; em segundo, porque usar necessidade como parâmetro é o pior dos erros – vide o link que deixei para um belo – e extremamente assustador – resumo da Ayn Rand, mostrando essa de “de cada um conforme sua capacidade, a cada um conforme sua necessidade”).

  31. Palmas20 de junho de 2012 às 14:08

    Sugiro organizamos um protesto pelo direito de ostentar.

  32. Flavico20 de junho de 2012 às 13:34

    Ah, então é por isso que tem tanta gente explodindo caixa eletrônico. Os bancos ficam ostentando essa riqueza toda!…

    A esqueMerda brasileira é tão energumena que não chega nem a nos preocupar de verdade.

    Esse IBook na frente dele não é ostentação, não! É só uma manobra deversionista pra confundir a direita e destruir o capitalismo usando de suas próprias armas. O cara é genial…

  33. BRUNO-RJ20 de junho de 2012 às 13:02

    AINDA BEM QUE LI O SEU TEXTO ATÉ O FINAL,POIS ATRÁVES DA FOTO,JÁ TINHA TIRADO ÁS MINHAS HUMILDES CONCLUSÕES,EU MORO EM ARARUAMA-RJ E ESTUDO EM NITERÓI-RJ,ACORDO ÁS 6:00 TODOS OS DIAS PARA TRABALHAR,DEPOIS PEGO O ÔNIBUS QUE A PREFEITURA DISPONIBILIZA AOS UNIVERSITÁRIOS SEMPRE ÁS 16:00,ENFRENTO DUAS HORAS E 100KM NA IDA E MAIS DUAS HORAS E 100 KM NA VOLTA,CHEGO EM QUASE SEMPRE POR VOLTA DA MEIA-NOITE,ISSO QUANDO O ÔNIBUS NÃO ATRASA,O QUE JÁ ACONTECEU,CHEGANDO EM CASA DE MADRUGADA,MEU SALÁRIO EM GRANDE PARTE VAI PARA PAGAR A FACULDADE,FAÇO ESSE ESFORÇO,POIS PRETENDO CONSEGUIR JUNTO COM O MEU IRMÃO QUE TAMBEM É UNIVERSITÁRIO,OS PRIMEIROS DIPLOMAS UNIVERSITÁRIOS DA FAMÍLIA,FAÇO ISSO A QUASE 3 ANOS E MEIO E AINDA TEM UM ANO E MEIO PARA ESTUDAR,QUANDO EU VEJO UM BABACA COMO ESSE SAKAMOTO URRANDO ESSE TSUNAMI DE BOBAGEM,GERA UM ÓDIO CONTRA ESSES PSEUDO-COMUNISTAS,QUE NADA CONHECE SOBRE OS POBRES,ESSE OTÁRIO USA UM NOTEBOOK DA APPLE QUE CUSTA FÁCIL UNS R$ 3 MIL,ENQUANTO ISSO,EU TE ESCREVO DE UM NOTEBOOK SAMSUNG,QUE EU COMPREI EM UMA PROMOÇÃO NA INTERNET,O DINHEIRO EU CONSEGUI,GRAÇAS Á UM SORTEIO DA MEGA-SENA,EM QUE EU ACERTEI A QUADRA E GANHEI R$ 600,SOU OBRIGADO Á ACEITAR E ACHAR NORMAL QUE UM DELINQUENTE MORAL E INTELECTUAL DEFENDA MARGINAIS,SÓ QUEM NUNCA CONHEÇEU UM BANDIDO DE VERDADE OU É SIMPATIZANTE DA CRIMINALIDADE,PARA DEFENDER O CRIME,POBRES COMO EU E VOCÊ,DEFENDEMOS A LEGALIDADE,POIS CONHECEMOS O CRIME DE PERTO,EU JÁ TIVE AMIGOS E VIZINHOS MORTOS E PRESOS,PORQUE ENTRARAM NO MUNDO DO CRIME,NA RUA DA MINHA CASA TEM UMA BOCA DE FUMO QUE FUNCIONA A PLENO VAPOR 24 HORAS POR DIA,SE O CRIME FOSSE QUESTÃO DE DESIGUALDADE SOCIAL,RICO NÃO COMETERIA CRIME E O BRASIL SERIA UMA VERDADEIRA ANARQUIA ,POIS NÓS TERÍAMOS UM DOS MAIORES CONTIGENTES DE MARGINAIS DO MUNDO,SERIA PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL COLOCAR O NARIZ PARA FORA DE CASA,RESUMINDO,NÃO ME SINTO NEM REPRESENTADO E NEM ME IDENTIFICO COM ESSES TIPOS DE DELINQUENTES MORAIS E INTELECTUAIS…………………………………..

  34. BRUNO-RJ20 de junho de 2012 às 12:58

    AINDA BEM QUE LI O SEU TEXTO ATÉ O FINAL,POIS ATRÁVES DA FOTO,JÁ TINHA TIRADO ÁS MINHAS HUMILDES CONCLUSÕES,EU MORO EM ARARUAMA-RJ E ESTUDO EM NITERÓI-RJ,ACORDO ÁS 6:00 TODOS OS DIAS PARA TRABALHAR,DEPOIS PEGO O ÔNIBUS QUE A PREFEITURA DISPONIBILIZA AOS UNIVERSITÁRIOS SEMPRE ÁS 16:00,ENFRENTO DUAS HORAS E 100KM NA IDA E MAIS DUAS HORAS E 100 KM NA VOLTA,CHEGO EM QUASE SEMPRE POR VOLTA DA MEIA-NOITE,ISSO QUANDO O ÔNIBUS NÃO ATRASA,O QUE JÁ ACONTECEU,CHEGANDO EM CASA DE MADRUGADA,MEU SALÁRIO EM GRANDE PARTE VAI PARA PAGAR A FACULDADE,FAÇO ESSE ESFORÇO,POIS PRETENDO CONSEGUIR JUNTO COM O MEU IRMÃO QUE TAMBEM É UNIVERSITÁRIO,OS PRIMEIROS DIPLOMAS UNIVERSITÁRIOS DA FAMÍLIA,FAÇO ISSO A QUASE 3 ANOS E MEIO E AINDA TEM UM ANO E MEIO PARA ESTUDAR,QUANDO EU VEJO UM BABACA COMO ESSE SAKAMOTO URRANDO ESSE TSUNAMI DE BOBAGEM,GERA UM ÓDIO CONTRA ESSES PSEUDO-COMUNISTAS,QUE NADA CONHECE SOBRE OS POBRES,ESSE OTÁRIO USA UM NOTEBOOK DA APPLE QUE CUSTA FÁCIL UNS R$ 3 MIL,ENQUANTO ISSO EU TE ESCREVO DE UM NOTEBOOK SAMSUNG QUE EU COMPREI EM UMA PROMOÇÃO NA INTERNET,O DINHEIRO EU CONSEGUI,GRAÇAS A UM SORTEIO DA MEGA-SENA,EM QUE EU ACERTEI A QUADRA E GANHEI R$ 600,SOU OBRIGADO A ACEITAR E ACHAR NORMAL QUE UM DELINQUENTE MORAL E INTELECTUAL DEFENDA MARGINAIS,SÓ QUEM NUNCA CONHEÇEU UM BANDIDO DE VERDADE OU É SIMPATIZANTE DA CRIMINALIDADE,PARA DEFENDER O CRIME,POBRES COMO EU E VOCÊ,DEFENDEMOS A LEGALIDADE,POIS CONHECEMOS O CRIME DE PERTO,EU JÁ TIVE AMIGOS E VIZINHOS MORTOS PORQUE ENTRARAM NO MUNDO DO CRIME,NA RUA DA MINHA CASA TEM UMA BOCA DE FUMO QUE FUNCIONA A PLENO VAPOSR 24 HORAS POR DIA,SE O CRIME FOSSE QUESTÃO DE DESIGUALDADE SOCIAL,RICO NÃO COMETERIA CRIME E O BRASIL SERIA UMA VERDADEIRA ANARQUIA ,POIS NÓS TERÍAMOS UM DOS MAIORES CONTIGENTES DE MARGINAIS DO MUNDO,SERIA PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL COLOCAR O NARIZ PARA FORA DE CASA,RESUMINDO,NÃO ME SINTO NEM REPRESENTADO E NEM ME IDENTIFICO COM ESSES TIPOS DE DELINQUENTES MORAIS E INTELECTUAIS…………………………………..

  35. Angelo20 de junho de 2012 às 12:24

    Parabéns. Fantástico “post”. Quem sabe o tal Sakamoto possa aprender algo com o texto, embora eu duvide muito. E continue assim!

  36. Marcelo20 de junho de 2012 às 08:41

    Então, segundo esse idiota, se uma mulher for estuprada e roubada pelo mesmo bandido, os dois tem que ir em cana?

  37. Gil Rocha20 de junho de 2012 às 05:16

    O que aconteceria se, alguém levantasse
    na platéia e perguntasse ao Sakamoto:

    Sr. Sakamoto, quanto custa o seu MacBook?

    Deixem suas sugetões…

  38. André Andretta20 de junho de 2012 às 02:59

    Legal essa gente (deus, eu usei a expressão “essa gente”, acho que isso dá processo!) da esquerda, né? O Sakamoto faz um texto sem pé nem cabeça, o Flávio vem e explica o óbvio – o que é, infelizmente, necessário nos últimos tempos – e quem é xingado (de Datena!)? O cara que escreveu o monte de baboseiras? Não! Como diria o Millor, “o Brasil é o único país em que os ratos conseguem botar a culpa no queijo”.

  39. Jota20 de junho de 2012 às 01:35

    Pô, pensei que fosse a Dilma de cavanhaque.

  40. Vinícius20 de junho de 2012 às 01:00

    Nunci vi tanta merda escrita em um único post como esse. Parabéns.

  41. Paulo Ganns20 de junho de 2012 às 00:20

    Ostentação é sexo! Veja o caso do pavão. Nos casos de bons articulistas, a retórica também ostenta. :>)

  42. @negoailso19 de junho de 2012 às 23:45

    “FEUDO BURGUÊS” foi foda. ou não.

  43. deborah19 de junho de 2012 às 23:41

    cara,
    você é fantástico.
    continue escrevendo.

  44. JV19 de junho de 2012 às 23:20

    Finalmente o Sakanomoto conseguiu chamar a atenção. Não perca seu tempo, pois o sujeito é “damaged”.

  45. Fabio19 de junho de 2012 às 22:53

    “Obrigado, mas não. O texto dele é facilmente encontrável pela internet. Só não vou dar propaganda gratuita a quem não merece. Como ninguém da #blogprog faz.”

    Certo. Linkar não pode, usar o texto dele pra criar o seu – e, por consequência, angariar sua audiência – pode.
    Você defendeu muito bem seus argumentos, concordo com eles (embora eu não seja muito fã de sua linha discursiva). Apenas penso que o link contextualizaria o que você escreveu e não serve como propaganda a favor de Sakamoto. Afinal, como você mesmo disse, o texto dele é facilmente encontrável na internet.

    • flaviomorgen19 de junho de 2012 às 22:57Autor

      Eu realmente prefiro não fazer isso. Para o que preciso, citei textualmente. Mas sabe como é comportamento de troll: quer gerar buzz justamente sendo chocantemente burro. Prefiro deixá-los só com a burrice e sem a glória.

  46. Kristiano19 de junho de 2012 às 22:08

    Sabe a cena do Hulk dando uma coça no loki? O sakamoto é o Loki.

  47. Jean Paulo Campanello19 de junho de 2012 às 21:35

    Nem sabia quem ele era. Com as criticas, ele bombou em compartilhamentos e comentários. Ja era um zero a esquerda (esquerda marxista) antes. Só polemizando ele consegue ibope.

  48. Thiago - RJ19 de junho de 2012 às 21:08

    Só para colocar notas de rodapé na perigosa loucura de Sakamoto:

    “Enquanto em geral as psicoses demenciais sistematizadas repousam sobre perturbações sensoriais predominantes e quase permanentes, todos os casos que aqui reunimos são, quase que exclusivamente, baseados em interpretações delirantes; as alucinações, sempre episódicas quando existem, não desempenham neles papel quase nenhum [...] A ‘interpretação delirante’ é um raciocínio falso que tem por ponto de partida uma sensação real, um fato exato, o qual, em virtude de associações de idéias ligadas às tendências, à afetividade, assume, com a ajuda de induções e deduções erradas, uma significação pessoal para o doente… A interpretação delirante distingue-se da alucinação e da ilusão, que são perturbações sensoriais. Difere também da idéia delirante, concepção imaginária, inventada ponto por ponto, não deduzida de um fato observado.”
    (Paul Sérieux)

    E lembrando Olavão:

    “As pessoas normais consideram que o passado é algo imutável e que o futuro é algo de contingente ― “o passado está enterrado e o futuro a Deus pertence”, diz o senso-comum. A mente revolucionária não raciocina desta forma: para ela, o futuro utópico é um objetivo que será inexoravelmente atingido ― o futuro utópico é uma certeza; não pode ser mudado. Por outro lado, a mente revolucionária considera que o passado pode ser mudado (e ferozmente denunciado!) através da reinterpretação da História por via do desconstrucionismo ideológico (Nietzsche → Gramsci → Heidegger → Sartre → Foucault → Derrida → Habermas). Em suma: o futuro é uma certeza, e o passado uma contingência ― isto é, o reviralho total.” (Inversão da percepção de tempo, primeiro elemento da mentalidade revolucionária)

    “Em função da crença num futuro utópico dado como certo e determinado, em direção ao qual a sociedade caminha sem qualquer possibilidade de desvio, a mente revolucionária acredita que esse futuro utópico inexorável é isento de ‘mal’ ― esse futuro será perfeito, isento de erros humanos. Por isso, em função desse futuro utópico certo e dado como adquirido, todos os meios utilizados para atingir a inexorabilidade desse futuro estão, à partida, justificados. Trata-se de uma moral teleológica: os fins justificam todos os meios possíveis.”
    (Inversão da moral, segundo elemento da mentalidade revolucionária)

    E o ponto aonde quero chegar:

    “A culpa dos atos de horror causados pela mente revolucionária é sempre das vítimas, porque estas não compreenderam as noções revolucionárias que levariam ao inexorável futuro perfeito e destituído de qualquer “mal”. As vítimas da mente revolucionária não foram assassinadas: antes suicidaram-se, e a ação da mente revolucionária é a que obedece sem remissão a uma verdade dialética imbuída de uma certeza científica que clama pela necessidade desse futuro sem ‘mal’ ― portanto, a ação da mente revolucionária é impessoal, isenta de culpa ou de quaisquer responsabilidades morais ou legais nos actos criminosos que comete. Segundo a mente revolucionária, as pessoas assassinadas por Che Guevara ou por Hitler, foram elas próprias as culpadas da sua morte (suicidaram-se), por se terem recusado a compreender a inexorabilidade do futuro sem “mal” de que os revolucionários seriam simples executores providenciais.”
    (inversão de sujeito e objeto, terceiro elemento da mentalidade revolucionária)

    Para fechar:

    “‘Mentalidade revolucionária’ é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao ‘tribunal da História’. Mas o tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade, passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem. Autoglorificação do Super-Homem, a mentalidade revolucionária é totalitária e genocida em si, independentemente dos conteúdos ideológicos de que se preencha em diferentes circunstâncias e ocasiões.”
    (conceito de mentalidade revolucionária)

    Ou seja: Sakamoto é só mais um acometido de delírio de interpretação, um revolucionário de tipo marxista. Repito: sujeitinho perigoso.

  49. Pedro Souza19 de junho de 2012 às 20:55

    “Meu bem mais precioso é um ornitorrinco de pelúcia”, diz o blogueiro progressista num post escrito com um MacBook Air de R$ 4.999.

  50. Yuri19 de junho de 2012 às 20:51

    “Não é tão simples, mas é com certeza desigualdade e sensação de desigualdade.”

    Gênio. Não é simples, mas ele definiu com certeza em uma linha.

    “será que é um bom momento para lembrar que Sakamoto, que não sei como passou em História no vestibular – nem no da PUC – já afirmou que Higienópolis é um “feudo da burguesia”, sem perceber a contradição flagrante na sua metáfora?”

    Mito. Ampliou o conceito de feudo para os burgueses, já abrangendo os descendentes dos viventes dos burgos que compraram latifúndios. Manobra muito arrojada para os senhores. Só os bons entendem.

  51. 19 de junho de 2012 às 20:46

    Muito bom seu texto!
    Mesmo sendo “pobre”, me solidarizo com as “burguesas”…
    Qual o mal em trabalhar, ganhar seu dinheiro honestamente e gastá-lo como quiser?
    Só na cabeça de um esquerdopata maníaco e invejoso

  52. LTB19 de junho de 2012 às 20:41

    muito bom!
    +1 pela menção ao A.S.S.

  53. Carlos19 de junho de 2012 às 20:30

    Clap, clap, clap!!!

  54. Renato19 de junho de 2012 às 20:23

    Fico aqui imaginando Sakamoto lendo isso, hahaha

  55. Conservatore19 de junho de 2012 às 20:19

    Será que ele acredita nas besteiras que escreve? Também moro em periferia(Pedra 90-Cuiabá-MT,pesquisem no Google e nas páginas policiais) , mas, não vou sair por ai, roubando para compensar o fato de ser pobre.A Imensa maioria dos moradores TRABALHAM HONESTAMENTE.

    Tenho um professor(em todo o depto é só ele e mais um) “direitista” e “conservador” que me falou numa conversa informal(na metade do curso,parado agora com a greve), mais ou menos o seguinte:
    Há três tipos de ideólogos
    1)Os INGÊNUOS=, são aqueles que, pensam saber o que estão fazendo, mas, no fundo não sabem porque estão fazendo, além de ignorarem os ardis de seus mestres, por isso, não militam tanto. Com um pouco de paciência, dá para ‘salvar’ alguns.Eu já fui um desses, nos três primeiros de curso.Graças ao professor ‘direitista’, descobri outras leituras.

    2) Os ROMÂNTICOS= são os mais perigosos(podem até matar em nome da causa),em geral, são mais engajados que os primeiros, mas, no fundo, também ignoram as falácias subjacentes nas idolatradas teorias, além de não lerem qualquer coisa ‘fora’ da segunda realidade em que vivem.Estes são mais difíceis de ‘salvar’.

    3)Os CÍNICOS= estes, sabem o que estão fazendo e porque estão fazendo(Tipo FHC), são mais sutis, porém, oferecem alta periculosidade pelo poder de persuadir os dois primeiros.Estes são os ‘salvadores’.Entretanto, mesmo estes, não escapam do reducionismo que pregam, além de não viverem de acordo com suas teorias.

    Pela escrita dos progressistas de plantão, com certeza, não estão entre os cínicos.

  56. Lucas19 de junho de 2012 às 19:43

    Depois desse texto alguém ainda vai ler o Sakamoto?

  57. Paula Rosiska19 de junho de 2012 às 19:29

    Era obrigação dessas burguesas continuar ostentando para justificar os assaltos! Elas, cruéis que são, pararam de ostentar jóias e celulares bons não por medo de morrer em assalto, mas para criminalizar as vítimas, no caso os assaltantes. Afinal, como é que eles poderão ser vistos como justiceiros – eu ia usar o termo jagunços, mas deixa pra lá – sociais, se elas não cometem mais o crime de usar os acessórios cobiçados? Assim não dá!

  58. Friedhardt19 de junho de 2012 às 19:23

    Flavio,
    dessa forma, é mister a criação de cotas de jugulares para blogueiros. Nossa sorte é que a ostentação de pescoço por essa gente é maior que o número de Morgens na rede.

  59. Eduardo19 de junho de 2012 às 19:12

    E reclamaram porque SUGERIRAM que mulheres não usassem roupas curtas pra não estuprarem.
    Imagine o tamanho do chilique caso tivessem pedido pra CRIMINALIZAR a ostentação da sensualidade, e punir criminalmente mulheres que “dessem motivos” pra estupradores?

    De qualquer forma, estatisticamente, virtualmente todos os estupros são cometidos por gente conhecida que já planeja há tempos, grande parte é na própria casa da vítima, etc… É dificílimo achar algum caso registrado em que o estuprador usou a roupa sensual como motivação e atacou.
    Do jeito que falam parece que sair com roupas curtas na rua é como passar com um colar de linguiças na frente de um beco cheio de vira-latas num desenho da Disney, quando na verdade esse não é o caso at all.

    Não falta muito mais o que comentar de tamanha besteira sobre a “ostentação”…

    Será que estou vivendo muito errado quando estou feliz no meu Palio e um Audi A4 pára do meu lado e eu não sinto vontade de roubá-lo ou riscar seu carrão por estar ostentando um carro que custa mais que minha casa?
    Será que estou vivendo muito errado conseguindo dormir à noite sem me remoer por saber que o Bill Gates vai faturar uma década do meu trabalho só durante aquelas poucas horas de sono?

    Me surpreende esse cara ser “doutor” e ter idéias insanas que além de violarem os direitos mais básicos de indivíduos, são baseados em uma completa ignorância de conceitos econômicos. É certo que nunca abriu um Mises pra ler.
    (eu não tenho nem mestrado e esse doutor fica ostentando o título acadêmico no perfil do blog, humpf… um tapa na minha cara, me chamou de burro e reforçou sua superioridade acadêmica sobre mim)
    A própria noção de que a economia é um jogo de soma-zero em que os que ganham são responsáveis pelas perdas alheias lhe escapa completamente, e parece desconhecer o fato de que a economia cresce.

    Imagine esse maluco lá pra 1800 defendendo que os ricos estão OSTENTANDO com suas elegantes carruagens à vapor, enquanto os pobres andam com os pés na lama. O que ele ganharia descendo o cacete nos ricos e redistribuindo umas centenas de carruagens à vapor das mãos dos ricos pras mãos de milhares de pobres? Pilhar os ricos perpetuamente acabaria com investimentos, e os pobres ganhariam uma merreca dos poucos bens repartidos dos ricos.

    Com o mercado, a diferença entre pobres e ricos que era de viajar à pé na lama, e viajar de carruagem à vapor acolchoada é muito menor atualmente entre viajar num Monza velho, e viajar numa Ferrari.
    O próprio Monza do pobre de hoje é muito mais riqueza do que os mais ricos de 1800 sequer poderiam imaginar, enquanto andavam em suas carruagens à vapor.

    Eu aqui querendo que os pobres enriqueçam e satisfaçam suas necessidades básicas pra poderem gastar o que sobrou em supérfluos por luxo… e tem gente querendo deixar todo mundo pobre e criticando o consumo de luxo.
    Como se fosse nobre se matar de trabalhar na roça debaixo de sol o dia inteiro e mal conseguir o que comer pro resto da vida, e fosse uma tragédia que na civilização moderna seja possível acabar com a fome e doenças que acabaram com a vida de nossos antepassados com tanta facilidade que ainda tenhamos dinheiro sobrando pra consumir besteiras.

  60. Rickd19 de junho de 2012 às 19:10

    Me chamou atenção o Macbook na foto.

    Achei que Mac fosse coisa de rico.

  61. Luiz19 de junho de 2012 às 18:49

    Contar um fato que aconteceu comigo e com o oriental que o UOL nos prêmia com textos na home sempre. Uns três meses atrás fui almoçar domingo num restaurante grego, chamado Acrópoles, lá no Bom Retiro. Apesar do ambiente simples e cercado por lojinhas de roupas e bolivianos de folga da labuta semanal, não é nada barato (no mínimo uns 50 paus por cabeça). Mesmo com toda essa simplicidade, é considerado um dos melhores de sp, junto com o do Atala e o Fasano. E quem estava lá? Leonardo Sakamoto himself, com seu indefectível cavanhaque e ar de “sou revolucionário, mas adoro um conforto burguês”, no meio das zelite paulistana, esperando uma das poucas mesinhas vagarem. Fancy that, igual a festa de Reveillon do PCO. E belíssimo texto como sempre.

  62. Pedro O.19 de junho de 2012 às 18:39

    O cara aí em cima que falou que você é um Datena literato está certo, é óbvio que o Sakamoto está ridiculamente errado, daí você pega um cachorro morto pra chutar enquanto exarceba um monte de preconceitos, colocando todos os professores e alunos de universidade no mesmo saco e por aí vai.

    • flaviomorgen19 de junho de 2012 às 19:09Autor

      Curiosamente sou dessa Universidade. Isso é “preconceito” ou é wishful thinking de quem quer jurar que pode manter um discurso anti-humanos e de igualdade ao mesmo tempo em que prega a paz e a liberdade de ficar com os frutos do próprio trabalho?

  63. Fabio19 de junho de 2012 às 18:30

    Erro básico, mas facilmente corrigível: faltou um link para o texto do Sakamoto.
    Por duas razões: primeiro, porque você está falando de um texto alheio e, desta forma, é justo referenciá-lo. Segundo, porque eu quero ler o texto dele antes da sua opinião.

    • flaviomorgen19 de junho de 2012 às 19:08Autor

      Obrigado, mas não. O texto dele é facilmente encontrável pela internet. Só não vou dar propaganda gratuita a quem não merece. Como ninguém da #blogprog faz.

  64. Rafael Lemos19 de junho de 2012 às 18:29

    Brilhante Flavio! Esse sujeito pode ser facilmente comparado com os EUA, ganhou dinheiro por vias libertárias, acumulou riqueza ,e agora sentado em cima de toda ela, começa a enaltecer os pobres e meio de vidas pobrísticos. Ora, sentado em cima de todo esse dinheiro é muito fácil Sir., give me all your money, then… we talk.

  65. Fernando19 de junho de 2012 às 18:05

    maioria que é minoria = calor que dá arrepio.

  66. Cesar19 de junho de 2012 às 18:00

    “estourou um tema e você não sabe o que pensar a respeito? Corra para o blog dele e pense o contrário. É um manual perfeito de como não pensar”. morri

  67. Rodrigo19 de junho de 2012 às 17:55

    Cara, às vezes você não passa de um Datena literato. Sensacionalismo básico fantasiado com duas ou três verdades.

  68. flaviomorgen22 de junho de 2012 às 18:24Autor

    Mulholland (excelente filme, btw), obrigado. O CC vai ser atualizado assim que me acertar com o servidor dele. Infelizmente não manjo disso e dependo do tempo livre de um caboclo que não tem tempo. Mas já tenho até texto preparado. Stay tuned.

  69. flaviomorgen26 de junho de 2012 às 16:37Autor

    Se o vice assume, você não feriu ordem nenhuma. O vice serve pra isso. Logo, não há golpe. E retirar bases democráticas fundamentais da Constituição é, sim, motivo suficiente pra impeachment.

  70. flaviomorgen26 de junho de 2012 às 16:38Autor

    O Hélio Beltrão deu uma palestra nos EUA no começo do ano tendo de explicar o contrário pros americanos: que nós aqui dizemos “ganhar dinheiro” como se não o precisássemos criá-lo e merecê-lo antes. Achei curioso.

  71. flaviomorgen27 de junho de 2012 às 14:59Autor

    De fato, seu entendimento sobre economia anda numa confusão de conceitos um pouco séria. Devido à má criação demonstrada acima, vou privatizar um novo resumo e simplesmente recomendar um livro que explica o erro da sua visão liberal: http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=33

  72. flaviomorgen28 de junho de 2012 às 15:58Autor

    Ideologia não é só um macrocosmo maniqueísta de “direita” e “esquerda”, note-se.

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