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10 de janeiro de 2012

Violência policial na USP: objetivo dos invasores da reitoria alcançado

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por Flavio Morgenstern

Uma agressão policial flagrante hoje na USP foi parar no Youtube. Um policial descontrolado pede provas de que um aluno é mesmo matriculado na Universidade, exigindo sua carteirinha. Como o aluno demora a agir, o policial passa a agredi-lo, empurrá-lo e chega a lhe aplicar uma chave de braço. Tudo acontece no espaço que era do DCE até 2006, o chamado Centro de Convivência. Uma reforma foi realizada mas o DCE precisou mudou de lugar, pois o Centro foi invadido e completamente pichado e depredado por grupos extremistas.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=iNAolrMSioU[/youtube]

Dentro do prédio havia originalmente a farmácia e a livraria da Edusp à direita, um vão no meio, e o escritório do DCE, a lanchonete e umas salinhas à esquerda. A sede do DCE foi reformada pela Reitoria inicialmente em comum acordo com a então gestão do DCE. Quando a reforma estava acabando, a então reitora Suely Vilela disse para o DCE que um dos cubículos deveria ser destinado à APG (Associação dos Pós-Graduandos) – o resto (praticamente tudo) permaneceria sob controle do DCE. Porém, daquele momento em diante os repasses de dinheiroDCE USP invadido3 300x183 Violência policial na USP: objetivo dos invasores da reitoria alcançado da Reitoria para o DCE deveriam ser feitos mediante prestação de conta, mostrando para qual finalidade seriam usados. Foi aí que a gestão do DCE, então do PSTU, invadiu o prédio que estava em fase final de acabamento, pois se recusou a assumir o compromisso de prestar contas de uso de dinheiro público.

A reforma estava 99% completa quando o prédio foi invadido. Colocaram até disjutor DR no quadro de força – nem na Elétrica a instalação é tão bonitinha assim. O prédio, que estava em perfeitas condições, foi destruído em menos de uma semana. Hoje, Rafael Alves, 29, aluno de Letras jubilado e o mais famoso líder da invasão da reitoria (e outras atitudes semelhantes, como a manipulação das eleições do Centro Acadêmico de Letras para garantir que o dinheiro auferido no ano pague a fiança dos invasores da reitoria – ou seja, dele próprio), montou um bar no espaço, o DerruBar.

Até sexta-feira, após 2 policiais visitarem a área que estava ocupada por punks sem destino, tudo estava lacrado, exceto a entrada para o antigo DCE e o bar do Rafael (sabe lá Deus por quê). O policial do vídeo aparece na entrada no bar, e começa a agressão física após adentrá-lo. No momento mais surrealista da ação, este PM chega a sacar a arma e apontá-la para o estudante, enquanto continua o agredindo, completamente fora de si. O policial é o sargento André Luiz Ferreira, afastado da corporação após as tristes e chocantes imagens. O agredido, o aluno de Ciências da Natureza Nicolas Menezes Barreto.

coseas fogo1 300x225 Violência policial na USP: objetivo dos invasores da reitoria alcançadoO fato é talvez o primeiro ápice de um movimento pendular provocado pelos grupos extremistas da USP: aquilo que o professor de Filosofia João Vergílio brilhantemente chamou de “dose de agressão mínima”. Isto é: toda manifestação e movimentação provocada na USP (as dos últimos meses são apenas o exemplo mais recente) seguem o mesmo script: um pequeno grupo se aproveita de um fato isolado da Universidade que possa garantir algum confronto interno; a partir daí, tenta politizar discurso do movimento, emprestando-lhe um caráter que o confronto inicial não possuía; então, para a movimentação prosseguir causando alguma quantidade de rebuliço suficiente para tanto incomodar o funcionamento normal da Universidade e dos estudantes e professores que compõem a maioria de seu corpo discente e docente, quanto chamar atenção de holofotes da imprensa para o ocorrido.

É um cálculo difícil, continua o professor: um piquete é uma agressão ao direito de ir e vir, mas por razões históricas que remontam a mais de um século, é um crime tão “tolerado” que os seus praticantes confundem com a própria legalidade. Caso o piquete seja furado (o que inevitavelmente ocorre uma hora ou outra), procuram-se outros meios de agredir o mínimo possível os estudantes que não fazem parte desse movimento. Fazem “trancaços” e “cadeiraços” (piquetes com as cadeiras removidas de salas de aula, que depois os estudantes são obrigados a recolocar no lugar, perdendo mais de meia hora de aula no processo) ou outras modalidades criativas de violência, como “piquetes sonoros”, que consistem em sair pelos corredores fazendo barulho, para atrapalhar estudantes que preferem ter aulas e provas a aderir a “greves”. O último destes piquetes sonoros culminou com a invasão da aula e agressão ao professor de Lingüística Marcelo Barra, que aplicava prova naquele momento.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=pPE-XoMbkug[/youtube]

São situações limites, forçadas para gerarem incômodo e tentarem ainda se manter na margem da legalidade. Mas mesmo a linha limítrofe da legalidade é continuamente trespassada, mormente quando os crimes, para serem punidos, exigiriam das forças da lei alguma força aparentemente maior do que as usadas pelos manifestantes.

Foi o que aconteceu quando um grupo invadiu a Faculdade de Direito do Largo São Francisco e tomou salas de aula, seqüestrando o prédio e suas funções, e dali recusou-se a arredar o pé, afirmando que era uma manifestação “pacífica” (algo como um “crime pacífico”, uma invasão de um prédio particular “pacífica”). O grupo continha desde integrantes de partidos políticos nanicos até o MST e a Gaviões da Fiel (!). Quando a polícia foi acionada, retirando os manifestantes através de um corredor polonês feito com escudos, os vídeos da reintegração de posse foram continuamente usados como mostra da “truculência” da PM e da “perseguição” propagada pelo então diretor da Faculdade de Direito, João Grandino Rodas (que logo se tornaria o atual reitor da USP) e do governo do Estado de São Paulo.

USP baseado1 300x199 Violência policial na USP: objetivo dos invasores da reitoria alcançadoÉ o mesmo que acontece no recente imbróglio em que se vê a USP: a autuação de 3 estudantes portando maconha foi comunicada a um carro de som do partido nanico PCO, que sempre está rondando o campus da Universidade, e logo a PM estava cercada por alunos e manifestantes que criticavam a PM estar no campus para coibir o uso de maconha. Alguns dias após, em um ato pró-PM que estudantes da USP realizaram na Praça do Relógio, ao ser dada a palavra a quem defendia a expulsão da PM do campus, o argumento ainda era calcado na maconha, como afirmar que Chico Buarque faz uso da droga. Inúmeras assembleias foram convocadas, já exigindo uma nova agressão mínima aos estudantes: caso quisessem continuar tendo aulas e não ter sua reitoria invadida, precisariam paradoxalmente deixar de freqüentar repetidamente todas as aulas que o movimento exigisse para comparecer a assembléia por assembléia votar para… estar na aula, e não ali.

Apenas com a reitoria já devidamente invadida (o que aconteceria inevitavelmente, em assembleias que se rediscutem ad nauseam) o movimento foi então politizado: paulatinamente, o discurso era lapidado e filtrado, deixando de falar de maconha para supostamente exigir o fim de “processos políticos” que ocorriam contra alunos e funcionários da USP (além de bandeiras completamente desviadas da questão em foco, como “fim do vestibular” e “10% do PIB para Educação”).

A política por detrás dos processos políticos

Ninguém até agora resolveu sequer questionar quais “processos políticos” seriam esses. Supostamente, uma reclamação seria o decreto n.º 52.906, de 27 de março de 1972 (sempre frisam que é “da época da ditadura militar”), que, em seu Artigo 250, parágrafo IV, permite a eliminação de quem “pratique ato atentatório à moral ou aos bons costumes”, e no parágrafo VIII, quem “promova manifestação ou propaganda de caráter político-partidário, racial ou religioso, bem como incitar, promover ou apoiar ausências coletivas aos trabalhos escolares”.

Ora, não há nenhum processo correndo contra alunos ou funcionários da USP baseado neste decreto. É apenas um chavão solto para se tentar dar um caráter ditatorial ao que não tem conexão alguma com medidas autoritárias ou retrógradas. Os processos pelos quais alguns alunos da USP respondem, incluindo os cinco processos de Rafael Alves, o dono do “DerruBar” onde ocorreu a agressão policial de hoje, são todos penais. São processos por injúria, dano qualificado, ao meio ambiente e lesão corporal. Pode-se riscar facilmente os “decretos da ditadura” do ordenamento da USP e nenhum processo vai embora com eles.

A Coseas (Coordenadoria de Assistência Social da USP) teve uma sala invadida em 2009 (e que ainda permanece invadida), que gerou as 6 expulsões recentes de alunos da USP, após 2 anos de sindicâncias e averiguações que comprovaram envolvimento com a invasão (3 outros alunos não foram expulsos por falta de provas). A Coseas fora invadida por um grupo também encabeçado por Rafael Alves que quebrou suas dependências, destruiu portas e janelas e, ao contrário do caso de agressão de hoje, gerou sangue.

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Não sangue de algum aluno reprimido, mas sim sangue de um funcionário que teve seu braço cortado seriamente com estilhaços de um dos vidros quebrado, quando invadiram o prédio:

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Se alguém viu aquele vídeo de 10 minutos onde uma das alunas limadas da USP afirma que foi expulsa por “se manifestar politicamente”, é de bom alvitre perguntar a ela por que um policial militar que agride um estudante é corretamente afastado da corporação no mesmo dia, e por que fatos como este acima demoram 2 anos para gerar alguma punição para os culpados e, mesmo com agressões de sangue, ainda são ocultados por um esquisitíssimo rótulo de “processo político”.

Joaquim Nabuco, um dos maiores pensadores do Brasil, explica em seu glorioso ensaio “O Erro do Imperador”:

“Os inimigos de uma instituição são, em sentido vulgar, os que a combatem, mas, em sentido exato, os que a destróem. O parasita está longe de ter ódio, deve ter mesmo amor ao organismo que o alimenta e que ele arruina.”

USP rafael 300x225 Violência policial na USP: objetivo dos invasores da reitoria alcançadoDifícil realizar diagnóstico mais acertado. O que grupos como o de Rafael Alves estão promovendo na USP é a agressão mínima para provocar a PM. Só assim podem sair como “as vítimas”, e se livrarem de seus próprios processos por agressão. Estes movimentos não teriam nenhum apoiador sem a PM precisar se preocupar mais com alunos do que com bandidos, forçando até que ações isoladas (porém impensadas e que devem ser punidas) como a de hoje aconteçam. E como já dizia o velho crítico socialista Eduard Bernstein, para essas pessoas o movimento é tudo, o objetivo final é nada. Quando alguma coisa foge do controle, não é senão pela provocação: seja a agressão física do professor Marcelo Barra dentro de sua sala de aula (coisa que não há relato de que a PM alguma vez tenha sonhado em fazer), seja o funcionário com o braço cortado, seja o próprio policial descontrolado que, num surto desqualificado, reagiu com truculência assustadora contra alunos que, nitidamente, estavam errados. Em primeiro lugar, pela própria invasão de um prédio público (o DCE estava quase pronto, pintadinho, antes de ser invadido de maneira oportunista). Depois, por desacatar um policial sabendo que iria gerar buzz com a filmagem. O maior perigo aqui não são nem os empurrões e puxões que o aluno recebe: é o descontrole em chegar a sacar uma arma contra um estudante que sequer esboça reação além de gritar “Tira a mão de mim”.

Ora, qualquer pessoa sabe que um policial numa ronda por ali não é a elite da PM – ou alguém acredita que aquele policial descontrolado, pândego e balofo é mesmo alguém que faz parte da tropa de choque da PM? Aliás, é justamente a tropa de choque que menos tem denúncias de agressões e descontrole – e ela que é usada, quase como uma finesse elitista, quando algo acontece na USP. Mas nenhuma movimentação igualmente ilegal (como a criação de um bar privado no campus) irá cessar enquanto não se perca o controle e se inicie o confronto. Os processos por agressão, por exemplo, são por ações bem mais violentas do que as documentadas em vídeos com membros do Sintusp (o Sindicato dos Trabalhadores da USP) agredindo estudantes, como este:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=0UZJzp_4QOQ[/youtube]

Há uma verdadeira coleção de Boletins de Ocorrência por agressão, ameaça, injúria e lesões corporais movidos pela associação de moradores e por moradores do CRUSP (famoso recentemente pelo vídeo do “Cárcere privado! Cárcere privado!”). Essas pessoas aí invadiram a Associação de Moradores do CRUSP (AMORCRUSP) no ano retrasado. Houve assembléia para reintegração de posse: um deles puxou uma faca para um morador do CRUSP. Estas mesmas pessoas das confusões de 2010 é que estão brigando com a polícia ali no DCE. Isso sem falar até em uma moradora do CRUSP espancada e ameaçada por esses grupelhos hoje agredidos por um policial fora de si.

Enquanto isso, sabemos que este policial descontrolado é afastado da corporação muito merecidamente pela agressão – e, o que acho bem mais grave, a ameaça com uma arma de fogo. Já as agressões partindo de alunos serão consideradas “processos políticos” e poderão ser sempre encobertas com novas invasões de reitoria – um eterno myse en abyme de um crime encobrindo outro. Antes que gritem que precisamos expulsar a PM da USP e acabar com a corporação em escala nacional, precisamos discutir seus erros (estou marcando uma reunião de alunos da USP com o comando da PM na Zona Oeste) mas, sobretudo, acabar com a política da “agressão mínima, até o descontrole” que rege certos setores da USP.

 

Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. Acha meio estranho que pessoas que juram lutar contra a privatização da USP abram um bar privado seqüestrando um prédio público para lucrar. No Twitter, @flaviomorgen

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58 Comentários

  1. Eduardo Pacheco19 de janeiro de 2012 às 01:03

    Ah, sim, você viu… tem o comentário lá “Sou a favor de tudo o que eles detestam (o que inclui tudo o que é bom no mundo).”. Porra cara, eu tentando conversar e vocês ( dois ¬¬) ainda com esse discursinho de ódio? Não me veem falando “Direitistas odeiam tudo de bom no mundo” ” direitistas necessariamente são mentirosos”. Na real , vocês colocam tudo no mesmo balaio como se ser de esquerda fosse aprovar o Stalin ou o Mao Tse Tung. Quantos governos de direita não tivemos até hoje?Quantos deles não foram filhos da puta? Táquipariu, no nosso país teve a famigerada [certo, não nos prolongemos nesse assunto] ditadura militar, todo o império ( anacronismos à parte), o Maluf.[Sim, sei que vai me dizer que não é tão simples ser de direita e que um liberal não concorda com a ditadura]. Ainda assim, você me vê dizendo “todo direitista é um fascista!”? Eu vejo que um governo liberal que tivemos foi benéfico sim, o do FHC. E sou de esquerda. Não concordo com o liberalismo ( econômico, aprovo totalmente o político e todo os outros), mas é inegável que o cara fez um bom trabalho. Agora, o que não vejo é vocês jogando assim: limpo, sem agressões ( mesmo que sendo “senso de humor”). Não dá pra basear “disputas” no desrespeito, vamos crescer: se tem esquerdistas ( Tem mais de onde eu saí, até mais sensatos) que fizeram isso, você e o Reinaldo também podem. Como diz o seu amigo ( um cara muito sensato, por sinal) : Não bata o pé, bata um papo. Consideração 1: Logo que terminar a riqueza das nações eu leio as obras que sugeriu no Blog do Azevedo. Não tenho problemas em ouvir o outro lado, desde que este seja maduro o suficiente para aprender a respeitar minhas escolhas e não querer inferir no meu caráter. Consideração 2: Assim como critiquei a atitude da revista ( o que era? PCO? Nem lembro mais) que te caluniou ( tem texto lá no site que eu te passei que eu meto o pau nos caras), não aprovo esse (insisto no discurso de ódio) incentivo à intolerancia e à estereotipação que você e o Reinaldo pregam. Consideração 3: Eu fui no debate do pic nic da PM e ouvi o que as pessoas tinham a dizer. Falei também, me ouviram e fui recebido. Te mandei a calúnia dos caras e espero sinceramente que tenha direito de defesa e que se faça justiça. Mesmo sendo contra a PM ou ao Rodas, critico abertamente os excessos dos estudantes, como o corte no braço do pai de familia que você postou e só espero que a justiça seja feita nos tribunais. Ouvi vocês e , como falei, os mais moderados de lá me receberam muito bem . Boa vontade, portanto, não falta ( por incrível que pareça! Em um esquerdista, tome nota). Aguardo a mesma boa vontade de vocês dois: e talvez caminhemos com menos vendas nos olhos e passamos a perceber que é mais fácil entender o outro quando paramos de gritar. Consideração 4: Se os esquerdistas são todos mentirosos e o Reinaldo era esquerdista(Ele participou de umas coisas lá que eu mesmo nunca faria parte…), dá pra acreditar em um “mentiroso” que diz ter mudado de lado ?

    • flaviomorgen20 de janeiro de 2012 às 00:28Autor

      Eduardo, acho que respondi a maior parte disso na réplica abaixo. FHC é de esquerda, não é só porque privatizou 3 companhias falidas que é representante do liberalismo (olha o nome do partido dele! se acha que é apenas um nome, compare a posição do Brasil no índice de liberdade econômica mundial – escrevi sobre isso essa semana: http://bit.ly/ytSN8z). E não, Eduardo: não tenho um pingo de respeito por gente que nem me conhece e inventa da própria cabeça que sou filiado ao partido X, que sou secretário de um site e de um jornalista que mal me conhece? Pior: vou ter respeito por um “partido” (ok, 0,047% é ser “parte” da sociedade) que afirma em seu site e jornal que sou nazista e racista, me chama de “Führerzinho”, que afirmei que o aluno agredido é “ladrão” “porque é negro” (e nem tinha reparado, porque tiro o brilho da tela graças à fotossensibilidade)? Não. Quem tem discurso de ódio são esses caras. Eu só tenho discurso de realidade.

      Leia, cara. Você vai descobrir que 99,999% dos “direitistas” já foram de esquerda um dia. Mas leram algo além do que o professor pede, e aí perceberam que mais conceitos existem além dos 2 que o professor conhece. Recomendo começar por As Seis Lições, de Ludwig von Mises. Depois parta pra Bastiat. São dois livros curtíssimos, você lê em uma semana. Se quiser, depois te recomendo mais coisas.

      Mas por que sou intolerante? Por que não tolero que me imputam crimes imprescritíveis e inafiançáveis e inventem fatos a meu respeito em público pela falta de argumentos? Logo eu, que já reclamei aqui nesse site de atitudes racistas vindas da esquerda? De novo te cito essa frase do Nicolás Gómes Dávila: “To tolerate does not mean to forget that what we tolerate does not deserve anything more.”

      Eu sempre dei espaço pra todo mundo aqui. Pior: ganhei pelo menos algum respeito das pessoas que mais me criticam, justamente por isso. Só nesse Implicante, pode perguntar pro alexandre e pro Francisco Ramos, que não perdem a oportunidade de me espinafrar. E o tanto de amigo de esquerda que eu tenho te surpreenderia.

      E entenda o que o Reinaldo afirmou. Ele diz que todo esquerdista mente sobre algumas coisas – ou você acha que o PCO, que tem Trotsky na entrada do seu site, costuma admitir que este genocida mandou matar mais gente na revolta de Potemkin do que Stálin? – não que são mentirosos compulsivos. Apenas seu sistema de signos binário (ou você é comunista, ou é nazista) é que lhes obriga a mentirem o tempo todo. Fazer o quê… a verdade é mais abrangente do que 0,047%…

  2. Eduardo Pacheco19 de janeiro de 2012 às 00:26

    Flávio,
    o problema é que essas “piadinhas”, aos poucos, se tornam estereótipos como o que você colocou que “esquerdistas não podem ser democráticos”. Acho isso quase uma ofensa à inteligência humana: é o mesmo que dizer que um direitista não pode defender justiça social. Se eu não fosse democrático não defenderia o seu direito de defesa ( tá, ficou confuso) contra os caras que te acusaram injustamente: e acho que discordar das posições de uma pessoa não implica falha de caráter dela.E a propósito, os esquerdistas que conheço pensam mais ou menos como penso sobre conciliar esquerda e democracia ( você goste disso ou não) e quando um cara corta um braço de um pai de familia ( CARALHO, É UM PAI DE FAMILIA! Cadê a justiça social?) eu fico tão ou mais puto do que você. Como falei em alguma discussão anterior, não precisamos ter um pensamento tão binário quanto os que nos é imposto por quem comprou uma idéia ( Capitalismo Rulez ou Comunismo te salvará do inferno[sim, eu escrevo mal pra caralho e os exemplos são uma bosta] ) que sabe-se lá por quais motivos propagam-nas quase cegamente. Por fim, já viu isso aqui? http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-mentira-como-arma-politica-na-usp/ Excluindo a parte do “todo esquerdista é mentiroso” ( discurso de ódio…) o cara fala de outras acusações. Você tem as fontes?
    Obrigado

    • flaviomorgen19 de janeiro de 2012 às 23:30Autor

      Eduardo, você nunca vai poder culpar ninguém por estereótipos, senão o lado ridículo dos próprios estereotipados. Você mesmo usa estereótipos da direita que nada condizem com mais de 99% dos direitistas que conheço (sério, só uma análise nos malufistas e pró-ditadura que conheço com o número de amigos meus no Facebook e Twitter mostra que o número é bem menor que 1%). Deveria chamar essa sua visão de “discurso de ódio”? Não faz o menor sentido, não?

      A esquerda nasceu pregando ditadura. Marx usa o termo “ditadura do proletariado” pouquíssimas vezes em sua obra (o tanto que marxistas repapagueiam isso só prova que compraram propaganda leninista soviética e nunca leram sua obra), como notou o próprio Karl Kautsky, que na juventude conheceu pessoalmente Marx e Engels. Não obstante, o próprio Marx afirmava, em sua Crítica ao Programa de Gotha, que “aquela velha e familiar ladainha democrática” não era suficientemente revolucionária. Ou seja: se a esquerda, hoje, tenta ser democrática, foi justamente por abandonar seus pressupostos. A esquerda em sua história tem uma pilha de uns 150 milhões de cadáveres em apenas um século. Se você for juntar todos os crimes da direita, incluindo ditaduras de posicionamento político incerto, você chega a pouco mais de um milhão. Aliás, os próprios fascismos europeus beberam em fontes de esquerda, não de direita, ao contrário do que adoram afirmar – é só pegar os discursos de Hitler contra os liberais (ou seja, “judeus”), e tentar imaginar se algum fascista, ou mesmo ditador de Terceiro Mundo, tem lá grande apreço pelos mestres do liberalismo, seja Hume, Bastiat, Ayn Rand ou Hayek.

      Isso são fatos históricos. O problema é que, no Brasil, somos tão de extrema-esquerda que nos deixamos tomar pelo gramscismo e hoje não aceitamos nada que não seja rigorosamente esquerdista na cultura (e ainda a esquerda jura que não está no poder…). Basta você pensar quantos autores de esquerda conhece, mesmo que não tenha lido. Vai de psicanalistas (Lacan, Deleuze), passa por historiadores (Hobsbawn) e chega a lingüistas (Chomsky). Citei uma porrada nesse texto do Reinaldo, que são apenas os nomes mais óbvios, aqueles que, para a direita, são o equivalente a você não confundir Lênin com Lula, Marx com Che Guevara, Adorno com Chávez, Habermas com o PCO e invasor de reitoria com o presidente da Suécia.

      Falar isso é ter um “discurso de ódio”, meu caro? A verdade não é um discurso de ódio. A verdade é apenas que qualquer pessoa sensata tem um verdadeiro horror aos métodos genocidas da esquerda, que só aprendeu alguma coisa que presta deixando de ser esquerdista.

  3. Eddard17 de janeiro de 2012 às 10:39

    Olá Flávio, gostei do seu texto, muito esclarecedor.

    Convido-lhe para fazer parte de uma comunidade de debates no Orkut, O Mundo em Debate, com 9 mil membros, muito ativa e eclética. Acredito que suas opiniões serão palco de muitos debates.

    Junte-se a nós, tenho certeza de que irá gostar. Experimente.

    Abraços

    http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=69226133

  4. Eduardo Pacheco17 de janeiro de 2012 às 09:11

    Flávio,
    Partirei do princípio de que você sabe que penso diferente de você. Posto isso, concordo que exageros de nenhum dos lados devem ser tolerados. Também concordo que aqueles que se vangloriam por supostamente servirem um “ideal” mas para isso cometem atrocidades prestam desserviços e são sim parasitas, que se alimentam da própria luta e não se importam em atingir resultados. Feita minha concessão, desaprovo essa postura sua que alimenta o que você critica, quando faz comentários aparentemente inofensivos como “dormir é coisa de proletário, a elite dorme no trem enquanto vai para o trabalho”. Esse tipo de comentário, Flávio, alimenta tanto os discursos de ódio da extrema-esquerda quanto os da extrema-direita e ainda que você não se diga extremista, tenha cosciencia dos efeitos daquilo que você prega. Um exemplo do que falo são os recorrentes comentários de ódio nos seus textos, por parte dos leitores, como “tem mais é que bater nesses vagabundos mesmo”. Feita a crítica , quero que veja o que falaram de você em um dos sites. [LINK] . Achei isso calunioso e covarde: apesar de eu discordar das suas posturas e do que e de como fala, não posso concordar com falsas acusações, mesmo dirigidas a alguém que eu não gosto. O inimigo do meu inimigo, se for um filho da puta, ainda será meu inimigo. Antes de sair direcionando discursos de ódio, lembre-se que quem avisou você disso tem posições diferentes das suas e assim como eu, muitos outros esquerdistas não se encaixam no estereótipo que você prega. Outra coisa: Objetivo dos invasores da reitoria alcançado? Cara, francamente não consigo conceber como alguém pode desejar que outra pessoa seja agredida só para ganhar razão. Você exagerou nesse título aí.

    • flaviomorgen18 de janeiro de 2012 às 20:22Autor

      Obrigado pelo comentário, Eduardo (e minhas escusas pela demora, estava cuidando da parte judicial justamente do que você está falando). Interessante saber que você não joga pela tática do “inimigo do meu inimigo”, porque é assim que sempre funciona na FFLCH (sei que você é da USP, não sei o que faz, mas na FFLCH ao menos é assim em 98% das vezes, chutando baixo).

      Mas sério que você acha que é uma piadinha que deixo num comentário, num tom óbvio de humor, que “alimenta tanto os discursos de ódio da extrema-esquerda quanto os da extrema-direita”? Você pode ver pelo texto que me deixou linkado aqui (não deixei o link porque não faço propaganda gratuita pra maluco que me calunia: o que pra mim é troco de pinga em acesso, pra eles é um aumento de 30, 40% nos acessos). Essa turma não vive na realidade: vive num mundo menor, com menos conceitos (tudo é ou “comunista e democrático”, como se isso fosse possível, OU “nazista”, sem nenhuma opção aí no meio). Extrema-esquerda, assim como extrema-direita, não são apenas ideologias, mas sim doenças.

      Se alimento discursos fazendo piadas? Ora, fazer piada é mesmo uma coisa que essa turma odeia. Dependendo deles, seria instaurada a novilíngua em que nenhuma ironiazinha seria possível. Eles odeiam isso. Mas também odeiam a democracia, odeiam o direito dos seus adversários respirarem sem tomar tiros, odeiam simplesmente tudo. Veja que, dando mil motivos para eles me “criticarem” sob esse estranho conjunto de valores “morais” que professam, ainda SÓ inventaram fatos mentirosos de estro próprio, não dando uma dentro.

      Sou eu mesmo que fomento discursos com piadinhas? Ou esse povo aí que é louco de pedra? Tente procurar o que une suas premissas e suas conseqüências e, quando muito, encontrará uma única permissa sendo berrada como se fosse silogismo perfeito por aí.

      E sim: eles sempre provocam até a PM aparecer, como expus no texto. Fizeram isso na Sanfran, fizeram isso na sede do Sintusp, fizeram isso na FFLCH, fizeram isso em todas as invasões de reitoria (que já são isso por si só) e fizeram isso no DCE. Sem a PM, como iriam querer acabar com os processos criminais, que como você vê acima, são bem mais violentos do que a violência policial, embora esta última teve ameaça de morte? Burro é quem é boi de piranha dessa turma.

  5. manolo13 de janeiro de 2012 às 05:40

    nossa, belo texto cara, parabens!
    a respeito do episodio da arma, acho que do mesmo jeito que nao podemos falar que todos na usp sao “maconheiros revolucionarios”, nao podemos afirmar que a pm é agressiva com os alunos. os dois sao episodios extremos que , por ganharem mais importancia na midia, acabam por rotular a usp como um campo de batalha entre policiais e estudantes

  6. Efraimmgon12 de janeiro de 2012 às 19:40

    Incrível a capacidade que as pessoas tem de falar do que não sabem. As pessoas questionam a existência e atuação da PM sem ao menos saber do seu funcionamento, repetindo sempre o discurso manjado de que “a PM faz o que o governo manda”.
    Parece que se esquecem que policiais militares também são cidadãos brasileiros que possuem pais, mães, esposas e filhos.
    O pior de tudo é saber que muitos que dizem besteiras possuem, em tese curso superior. Lamentável.
    Pra terminar o comentário de forma positiva, seus textos são muito bons Flávio, parabéns.

  7. Luana11 de janeiro de 2012 às 20:32

    E quanto ao fato de o reitor Rodas estar sendo investigado pelo desvio de milhões de reais?
    E quanto a apropriação do tapete persa doado para a Universidade?
    E quanto ao atual reitor ser considerado persona non grata pela congregação do Largo São Francisco?
    E quanto a comissão de mortos e desaparecidos da ditadura envolvendo o atual reitor?
    E quanto a redução das verbas em segurança, inclusive usando bonecos no lugar de pessoas. Falta de verbas?(veja vídeo)

    http://noticias.r7.com/videos/usp-usa-bonecos-para-fazer-a-seguranca-dos-alunos/idmedia/4e241cc93d14613cbb07d3f4.html

    http://www.estadao.com.br/noticias/vida,congregacao-da-sao-francisco-considera-reitor-da-usp-persona-non-grata,779208,0.htm

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Grandino_Rodas

    http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2011/04/usp-pode-ser-investigada-por-gasto-de-r-30-milhoes-em-terrenos-e-imoveis/

    http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,diretor-da-sao-francisco-divulga-documento-contra-reitor-da-usp,779130,0.htm

  8. paulo ventura11 de janeiro de 2012 às 18:49

    Pau de arara para essa corja de maconheiros!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  9. Rui11 de janeiro de 2012 às 16:54

    Gostei muito mesmo do artigo. Infelizmente há uma cambada em todas Universidades do país que, por quererem uma sociedade “politicamente correta”, gazeiam aula e ficam inventando protestos, atrapalhando quem quer estudar, se formar e construir uma sociedade menos injusta. São resquícios do período ditatorial, a Ditadura se tornou Democracia, porém a metalidade opositora permanece em algumas mentes. Em geral são os mesmos que julgam que regimes de esquerda são a salvação para a Sociedade. Sim, são sistemas politicos bons para quem está no poder, porque o povo se f***. Quanto a atitude do policial, não acho a atitude dele exagerada, se ele pediu o documento o rapaz deveria apresentar, não o fazendo, ele assumiu para si o risco de levar uma coça. O policial está fazendo o que é pago para fazer, manter a ordem e a segurança. Eu particularmente prefiro pagar meus impostos para remunerar um policial que arrisca sua vida, do que para garantir os estudos desse tipo de estudante.

    • flaviomorgen11 de janeiro de 2012 às 19:33Autor

      Rui, a atitude de pedir identificação realmente não é exagerada, mas a truculência brucutu que se segue a partir daí o é: o policial podia dar uma bronca no aluno (sempre acho que partir pro deboche é o mais interessante: não há humilhação maior do que uma piada da qual você não consegue escapar, mas pedir isso do baixo estrato da PM seria loucura), mas não sentar o braço nele, agredi-lo, arrastá-lo, dar uma chave de braço e sobretudo, puxar uma arma para ele. Iria fazer o quê?! Atirar em um aluno que não se identifica? No estado de ânimo em que estava o policial, a arma poderia disparar acidentalmente e teríamos um policial assassinando um aluno dentro do campus. Como poderíamos pedir segurança com uma atitude insensata dessas?! Claro que eu sou a favor da PM no campus, mas como deixamos claro em atos pró-PM, queremos investigação de todo e qualquer abuso policial como esse, não a troca de vândalos por malucos armados.

  10. Marcelo11 de janeiro de 2012 às 12:51

    Estas figuras ainda vão conseguir tirar a PM do Campus. O sujeito tinha um boteco no prédio da USP e a imprensa não diz nada. Tem uma outra, que foi excluída do quadro discente, que colocou um video no youtube com informações caluniosas, mentirosas, beirando o absoluto delírio. Eu só faço as seguintes perguntas aos invasores e seus defensores:
    1- Onde estão os cerca de 4000 prontuários extraviados do coseas?
    2-Onde estão os 300 documentos de trabalho anexados aos processos de seleção para a Escola de Aplicação?
    3- Onde estão as 10 pastas com processos referente aos atendimentos do coseas a alunos carentes?
    4-Onde estão os 17 computadores, 2 impressoras e scaner? (Tudo isto foi ROUBADO do prédio que foi invadido – Não vemos uma linha na imprensa! E os caras ainda falam que a imprensa é reacionária e contra eles…)
    5-Onde estão os seguintes eletrodomésticos subtraídos do coseas – Cafeteira, liquidificador, geladeira, fogão, microondas e 2 TVs ?
    6-Onde foram parar os 13 telefones que estavam na repartição invadida?
    7- Onde estão os 20 talões com tíquetes do coseas?
    8- Foram furtadas quase 12 toneladas de alimentos. Adivinha quem foi responsável…
    Nesta terça (10/Jan) a PM atendeu o chamado de dois estudantes que foram agredidos e assaltados quando saiam do campus. Um dos bandidos foi detido e os estudantes tiveram seus pertences recuperados. Quero ver a cambadinha do DCE fazer manifestação em favor dos assaltantes! Pois deviam já que são contra a polícia no Campus e fora dele – Taí a notícia no estadão:
    http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,dupla-assalta-e-agride-estudantes-da-usp-um-adolescente-foi-detido,821312,0.htm

    • flaviomorgen11 de janeiro de 2012 às 19:01Autor

      Marcelo, pois é, aí você joga esses dados na cara dessa turma, e eles chegam a afirmar que é teoria da conspiração. Um detalhe curioso: a própria reitoria, que supostamente perseguiria “manifestações políticas”, considerava que alguns dos objetos furtados tivessem sido apenas perdidos. Foram os próprios grupelhos ladrões que se vangloriaram de ter roubado impressoras e derivados. Aí depois reclamam de processos… ehrr… “políticos”.

  11. Joaquim11 de janeiro de 2012 às 08:40

    Lugar de aluno é na sala de aula e não fazendo baderna dentro da Escola.
    Na minha opinião,se o aluno agredido tivesse mostrado a documentação pedida pelo policial,que tem o direito de faze-lo,toda a confusão teria sido evitada.Ficou claro,que o aluno queria mesmo,era armar confusão !…

  12. Clayton Silva Rodrigues11 de janeiro de 2012 às 05:54

    Flavinho, não faça rir… Você é um péssimo escritor… rs… Esquece… A direita não precisa de você.

  13. Pedro Affonso11 de janeiro de 2012 às 02:17

    Estou inconformado com o esforco enorme que a midia esta fazendo para botar os alunos como viloes, e o reitor Rodas como heroi da historia.

    Fatos: Rodas esta indo contra os direitos basicos dos alunos.
    Os alunos estao lutando pelos seus direitos.
    A midia retrata os alunos como “punks”, “hippies”, “terroristas”, e distorce os fatos para parecer que estao lutando pela legalizacao da maconha, ABSURDO!

    POR QUE A PM ESTA NO CAMPUS? A USP tem orcamento anual de centenas de bilhoes, isso mesmo, bilhoes de reais, e nao tem como pagar segurancas? Pense nisso!

    A PM esta na USP com o unico objetivo de reprimir as potenciais revoltas e movimentos contra o reitor, que esta com sua popularidade muito em baixa. Vale lembrar que ele foi nomeado (e nao eleito) pelo governador do estado e esta la nao pelos interesses da universidade (o que resta em ensino e pesquisa no pais, na minha sincera opiniao), mas pelos interesses do governo do estado.

    nota: Perdi totalmente o respeito pelo autor ao chamar os manifestantes de “punks”

    • flaviomorgen11 de janeiro de 2012 às 03:31Autor

      Não foi a mídia que chamou alguns punks de punks: foram os próprios punks que se auto-denominaram… punks. Clicar no link antes de “perder o respeito pelo autor” poderia ter te salvado dessa: tem até pichação deles com a palavra “punx”: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/grupo-punk-ocupa-predio-abandonado-da-usp/n1597518447479.html

      Fique claro que o DerruBar, como defini no texto, não é o mesmo lugar que estava ocupado por punks, embora fique no mesmo espaço. Não há nenhum direito dos estudantes sendo reinvidicado: como afirmei, apenas querem acabar com processos penais, tentando pechá-los com o rótulo de “processos políticos”. Nenhuma, absolutamente nenhuma manifestação política foi impedida pela PM – por sinal, esses “estudantes lutando por seus direitos” chamaram a PM para verificar se um estudante, que estava filmando uma assembléia, para evitar ter sua câmera furtada e apanhar, estava mesmo armado, como ele afirmou para não apanhar. Então, o único caso de a PM entrar numa assembléia foi por ter sido chamada… pelos “lutadores por seus direitos”.

      Rodas também foi eleito sim: uma lista tríplice é, afinal, tríplice. E você sabe quem era o primeiro cotado? Um apaniguado da ex-reitoria Suely Vilela, escorraçada do cargo pelos mesmos repapagaiadores dessa logorréia que você copiou ipsis litteris.

      nota: perdi totalmente o respeito pelo autor do comentário ao impedir que punks sejam punks. Deixe os caras terem seu direito de serem o que quiserem, pô! :)

  14. Marcos11 de janeiro de 2012 às 01:56

    Bom, eu acho que o menino não fez nada que justificasse a agressão. Ele não era obrigado a mostrar carteirinha, assim como nenhum cidadão é obrigado a cooperar numa geral, um ato inconstitucional diga-se de passagem. Se o menino é maconheiro não sei, mas não muda em nada o fato de que o policial o agrediu, além disso o policial não estava ali pra isso e tão pouco tinha provas. Policiais agridem pessoas pobres, e dentre os que estavam lá o menino agredido era o que mais tinha cara de pobre. Porque os policiais não bateram nos garotos ricos que espancaram a empregada doméstica, ou nos que queimaram o índio?

    Sou completamente contra essa partidarização do movimento estudantil, e acho que é isso que acaba com a credibilidade do mesmo. A maioria do pessoal aqui está com o foco deturpado, não é porque estes esquerdinhas idiotas mancham a imagem dos estudantes que nós vamos fechar os olhos pra problemas óbvios da nossa sociedade. A PM não traz segurança, ela é uma força repressora do governo.

    Não estou dizendo que o policial é um cara ruim, inclusive acredito que a grande maioria dos policiais são honestos, mas PM segue ordem, e quem dá as ordens normalmente tá se lixando pro povo. Ao contrário da gente os policiais não podem contestar as ordens, no dia 16 de outubro de 2008 houve confronto entre os policiais civis e militares do estado de São Paulo, e em São Paulo quando os policiais civis recebem aumento os militares também recebem, e vice e versa, não é oficial mas os governos fazem isso, ou seja, os policiais estavam reprimindo uma manifestação que também os beneficiaria. A PM é uma força repressora das classes baixas da nossa sociedade, precisa acabar sim.

    • flaviomorgen11 de janeiro de 2012 às 03:22Autor

      Marcos, concordo que a PM tem problemas e que simplesmente partidarizar (“PM x aluno”) é um erro. Conheço aluno negro na USP que já foi parado mais de 7 vezes dentro do campus.

      Porém, também é preciso tomar cuidado com esse discurso de que “PM é repressora porque segue ordem do governo”. Em primeiro, segue bem poucas: o comando tático é bem mais independente do que parece. A PM de SP é uma das mais bem treinadas do país e diminuiu muito a criminalidade no estado (e ainda mais na cidade, há uns 15, 20 anos, violentíssima – e que, curiosamente, tinha uma PM também mais violenta com as gestões Fleury e Maluf).

      Esse confronto entre PMs mesmo é prova disso: setores sindicalistas do PT (sim, eles estavam com o megafone na mão no momento) causaram a balbúrdia pela mesma estratégia de violência máxima permitida, ou mínima exigida. No caso de PMs armados, deu pra ver o resultado: tiro, de arma de verdade, disparado entre policiais. Dizer que a PM reprime as classes baixas é, no mínimo, não conhecê-las. A maior parte da população pobre é honesta e respira aliviada quando volta do trabalho pela noite e vê uma viatura por perto, e não uma turminha esquisita fumando bagulho nas redondezas.

      A PM “precisa” acabar? Talvez. É o discurso do Eduardo Soares. O problema foi terminarem o filme Tropa de Elite 2 com essa frase solta sem explicação alguma. Essa galera acha que será uma anarquia ou uma milícia armada auto-gerida por deles que vai diminuir a violência. Todos os exemplos históricos apontam que é loucura.

  15. Thiago11 de janeiro de 2012 às 01:24

    Olha isso: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/01/aluno-agredido-por-pm-na-usp-diz-que-quer-exoneracao-de-policiais.html

    E eu discordando da “opinião” de que a “mídia é golpista e manipuladora” … Sério, quem fez essa reportagem? ¬¬”

    E a situação já virou mais um vexame ridículo! Agora vão taxar a PM por um possível ato racista, o que eu acho que é mais uma articulação para a bagunça continuar! Pelo que posso ver e deduzir, ele foi em cima do estudante (de outro campus) por estar afastado, e no mínimo deve ter dito alguma graçinha, basta ver a resposta que ele deu ao policial… o que não justifica a agressão e nem o absurdo de ter sacado a arma!

    E outra, esse estudante tem direito de exigir a expulsão do policial? E quem tem o direito de expulsar esse estudante da universidade? Resumindo, quer dar uma de vítima, juiz e juri, e condenar o policial, quando esse papel é da corregedoria que vai apurar o caso!

  16. André11 de janeiro de 2012 às 00:58

    “Ora, qualquer pessoa sabe que um policial numa ronda por ali não é a elite da PM – ou alguém acredita que aquele policial descontrolado, pândego e balofo é mesmo alguém que faz parte da tropa de choque da PM.Aliás, é justamente a tropa de choque que menos tem denúncias de agressões e descontrole”.

    Concordo contigo. Só uma polícia de elite está pronta para lidar esse tipo de “provocação” sem perder a cabeça, agredir e apontar a arma para um aluno. O problema é que a USP é historicamente contestadora. Os movimentos dos anos 70, Diretas Já e Caras Pintadas são exemplo disso. Todos tiveram fortes raízes no movimento estudantil. Então, como conciliar uma polícia despreparada com uma parcela crítica da população que sabe exigir seus direitos, que é o estudante universitário da USP?

    Certamente teremos novos capítulos de violência pela frente.O ideal é o policial presente na USP fosse formado pela elite da polícia: um policial que sabe argumentar quando questionado sobre suas ações e não fizesse uso do abuso de poder, coisa infelizmente rara na polícia. Porém, como você mesmo disse, usar polícia de elite na USP é uma finesse elitista. O soldado de elite é treinado para atuar em situações críticas, como lidar com quadrilhas de alta periculosidade e não lidar com estudantes desarmados. Isso seria um grande desperdício. Não sou contra a polícia no campus, sou contra uma polícia violenta no campus, formada por policiais despreparados. Mas como o governador nem o reitor querem largar o osso, então teremos mais violência. Antes era praticada pelos bandidos, agora pela própria polícia.

  17. Caio C. Luna11 de janeiro de 2012 às 00:41

    Muito obrigado, Flávio.

    Você expôs, de maneira bastante clara, tudo o que eu pensava e dizia durante os meus cinco anos de São Francisco. Espero que não te custe o que me custou.

    É uma pena que o seu interlocutor não esteja disposto a debater os pontos de vista de forma transparente, e que não se ganhe discussões na USP com silogismos e demonstrações de fatos. Pensar, lá, é démodé. É um ato individual, egoísta. Um risco para toda a coletividade. Coisa de elite, que não cabe em uma universidade pública.

    Acho que deveria cair caráter na FUVEST.

    • flaviomorgen11 de janeiro de 2012 às 03:10Autor

      Caio, pois se quiser, conte aí sua história na Sanfran. Curiosamente, essa turminha adora dizer que não sei argumentar assim que dá de cara com textos concatenados, explicando razões por trás de suas supostas razões, com fatos e fotos. A saída deles é… me chamar de nazista.

  18. Lolla10 de janeiro de 2012 às 21:45

    Excelente texto. Eu realmente me perguntei por que o cara não mostrou logo a carteirinha. Porque, afinal de contas, era o mais acertado a se fazer naquela situação.
    É o que eu faria se fosse abordada por um policial.

    E que perfume você usa?

  19. Vitor10 de janeiro de 2012 às 17:34

    Para mim está claro, claríssimo: A USP tem de ser privatizada. O nível de violência que se atingiu e o pouco retorno sobre o investimento mostram que a idéia de uma USP “pública” é impraticável.

    E não sou um desses libertronchos ou libertrolls que acham que tudo que é iniciado pelo estado (mesmo educação) é um crime. Mas no nível que está, com gente sendo agredida? USP já era.

    E inicio a minha campanha
    #flaviomorgennopig

  20. Dan10 de janeiro de 2012 às 14:51

    Juntar barraqueiro revolucionário com PM despreparado mau caráter não ia dar em boa coisa – custava mostrar a id? (ser pragmático em abordagem policial ajuda muito, já passei por isso).

    Mas o ponto principal que até agora não vi ninguém falar é: O vídeo prova, sim, que um policial agrediu arbitrariamente um sujeito (dane-se se é aluno ou não), mas não prova que a Polícia é desnecessária na USP. Simples assim.

    Usar esse video pra defender a retirada da PM, como geral tá fazendo, é pura forçação de barra. Tem policial agredindo pessoas injustamente em trocentos outros espaços públicos – então é pra lutar que não tenha PM em lugar nenhum? “Fora PM do mundo”? rs

    Eu acho que o certo é punir policiais agressores. A USP é um espaço público como outro qualquer, então tem que ter policiamento, quando necessário, como qualquer espaço público. E do mesmo modo, quando esse tipo de abuso acontece, o agressor tem que ser afastado e punido, mas isso não quer dizer que TODO o efetivo de segurança pública tenha que ser extirpado daquele local.

    Ah, e no Globo de hj foi dado destaque ao caso, olha a “imprensa golpista” aí “mostrando o outro lado”… Noticiaram que o policial já foi afastado, tomara que seja realmente punido – nesse ponto, justamente para o fim a que o vídeo deveria se destinar, ele foi eficaz: afastou um mau policial.

  21. Pedro10 de janeiro de 2012 às 14:17

    Flavio Morgenstern

    Parabéns pela coragem de usar sua inteligencia a favor da verdade.

    Infelizmente essa é uma necessidade cada vez mais rara nesse mundo, mas pessoas como você mantêm viva minha esperança de um dia as ideias/fatos poderem ser discutidos sem o entrave moral do “politicamente correto” e o patrulhamento humanista das “minorias desprivilegiadas”

    Não se intimide com as ofensas gratuitas a você ou a quem se manifesta a favor, a verdade é que os que ofendem se doem com a verdade e por se contentarem fingir serem democráticos na frente de suas respectivas massas de manobra tomam essas atitudes usando do anonimato da rede.(são nada mais que uns covardes que usam as armas mais baixas para impor o que acreditam.)

    • flaviomorgen10 de janeiro de 2012 às 14:36Autor

      Obrigado, Pedro! O fato de ganhar ofensas de quem jura ser contra a violência é apenas a “dose mínima de violência” aceitável agindo de novo na boca destes inglórios. :)

  22. Felipe10 de janeiro de 2012 às 13:51

    A lei não pode ser cumprida… eles tem o monopólio da verdade e da moral. A lei não importa… são estudantes!
    Eu espero pelo menos que o nível de debate seja maior do que repetir jargões típicos da militância.

    O correto é punir do PM ao aluno que transgredir norma.

    Revolucionários de condomínio ou não, os que estão no vídeo não são melhores que isso.

  23. Felipe10 de janeiro de 2012 às 13:00

    Meu Deus, onde foi que o Senhor conseguiu encontrar tanto preconceito?
    Há tempos que não parava de ler um texto nos primeiros parágrafos…. e depois de muito me esforçar para lê-lo até o fim, arrependo-me profundamente pelo tempo desperdiçado.

    Pior que o texto, são as opinião favoráveis que chovem depois (ou seriam selecionadas pelo autor?).

  24. Rafael10 de janeiro de 2012 às 12:49

    Quanta merda!
    Pedro Garcia, como um merda como vc num passa na USP?
    Matthäus, parabéns pelas “descobertas” e pela bela base estatistica de opinião publica (enquete do orkut) e a brilhante generalização de revolucionários de condomínio!
    Luis, a menos que vc seja europeu, vc é resultante da escoria europeia que veio pra cá.
    Alberto Roberto, vc precisa apanhar pra parar que escrever essas merdas.
    E Flavio, Vai trabalhar!

  25. João 77BM10 de janeiro de 2012 às 11:50

    “movimentação igualmente ilegal (como a criação de um bar privado no campus)” Privataria no campus hehehe

    Flávio Morgenstern é atualmente o melhor articulista do Brasil (Pondé é hors concours).

    Depois do comentário, um pedido ao Implicante. Leitor do Gravz desde o Imprensa Marrom, e tendo tomado conhecimento do Flávio através dele, postava comentários aqui apenas com meu nome inicial. Como apareceu outro, bem diferente, e azar o de quem tem um nome tão comum, passarei a assinar assim, para não confundir, sempre usando esse e-mail – não mostrado, mas visível ao pessoal do site, ao qual peço que barre qualquer um que use a mesma assinatura usando outro e-mail, pois será fake.

  26. Gustavo10 de janeiro de 2012 às 11:28

    Belas palavras. Pena que a grande maioria da sociedade não têm mais discernimento para compreender os fatos. Os partidos de esquerda e sua ditadura da ignorância coletiva estão cumprindo seu papel com inteligência magnânima! O revanchismo sem causa encontrou na ignorância mental do povo brasileiro o berço de sua procriação! É uma pena… Paguemos nós, os cidadãos de bem, o preço disso tudo!

  27. Maria10 de janeiro de 2012 às 11:23

    Todo mundo generaliza quando trata desse assunto. A PM é corrupta e abusa do poder. Os manifestantes sempre são grupos extremistas. Os que são agredidos pela PM ou pela administração o são pq ‘pediram por isso’.

    Acho que pesquisar mais quem de fato faz ou não coisa ‘errada’ é o primeiro passo para de fato não produzir textos tedenciosos e generalistas. Tem muita gente envolvida e muitas reivindicações juntas, algumas justas outras a favor dessa minoria q quer votos pra próxima leição do DCE. Mas quem disse q isso é fácil?

    Mas querer retirar esses estudantes de um centro de convivência estudantil, exigir a carteirinha de apenas um deles (um negro de dreads e chinelos), apontar uma arma para este e depois aparecer sem identificação… Não dá pra ficar dizendo que aquele grupo procurou por isso e depois levantar outros inúmeros fatos em q os estudantes estavam parcialmente errados pra sustentar esse argumento.

  28. João10 de janeiro de 2012 às 11:21

    Bar privado? sinceramente acho que o senhor precisa de mais evidências e provas para acusar e afirmar algo assim no texto, se não suas afirmações se tornam tão fracas e vazias quanto as dos extremistas.

  29. Thiago10 de janeiro de 2012 às 10:55

    É… agora vão usar o vídeo do policial por anos como prova da agressão… e engraçado como sempre tem alguém filmando essas coisas… será que os esquerdistas usam iPhone ou câmera da Sony para realizar essas filmagens?

    *Acho que nunca vou entender essa lógica de ser contra o tal “mercado” e sempre ter a última tendência do que está na moda… talvez, se eu fosse esquerdista, pudesse entender…

  30. Cristina10 de janeiro de 2012 às 10:25

    Parabéns, execlente artigo!
    Para entender o pensamento desses revolucionários e da esquerda brasileira, um excelente artigo que mostra a formação do senso comum do brasileiro: Sindrome de Dom Quixote Vira-latas:

    http://blogdovampirodecuritiba.blogspot.com/2009/11/lula-70-sindrome-de-dom-quixote-vira.html

  31. Arrow P.10 de janeiro de 2012 às 10:21

    Se o PSDB continuar lotando policial (gordo) frustrado, racista (tente a mesma cena com qualquer outra cor de pele e tipo de cabelo e ela não vai fechar.) e despreparado na USP ou dando declarações sobre uma campanha de ‘dor e sofrimento’ para lidar com os craqueiros, vai estar abrindo ainda mais para o PT nessas eleições.
    Os tucanos são ruins de propaganda. O baguncismo incrustrado na USP só pode ser combatido com excelência – de administração, educação e de segurança. Infelizmente, um dente quebrado nessa engrenagem compromete todo o trabalho de ‘ganhar mentes e corações’ e legitima uma causa anacrônica e longe de ser popular. Ou se quebra a espinha do sindicalismo estudantil (!!!) ou continuaremos nessa marcha saturnina de irrelevância acadêmica (nenhum prêmio Nobel e um Emir Sader não me deixam mentir).

  32. jefferson10 de janeiro de 2012 às 09:53

    já dizia Santos Dumont: o segredo dos aviões voarem é dormir tarde e acordar cedo…rs

  33. Rafael10 de janeiro de 2012 às 09:27

    Com todo respeito, mas esse não seria um assunto menor?Um grupelho e suas desventuras no campus?

  34. silvio10 de janeiro de 2012 às 08:50

    EU FIQUEI DE SACO CHEIO SÓ EM VER O VÍDEO, IMAGINEM O PM, ALI, FARDADO, OUVINDO BABAQUICES. BEM NA NO FUNDO DE MINHA PRIMITIVIDADADE, TORCI PARA O PM VOLTAR E ENCHER TODOS DE PORRADA, MAS O CARA SE CONTEVE. QUAL A DIFERENÇA ENTRE BANDIDO ESTUDANTE E ESTUDANTE BANDIDO ?
    COITADO DO PM VAI TER QUE PAGAR COM SUA LIBERDADE O EXCESSO DE LIBERDADE DOS ESTUDANTES BANDIDOS….
    SUGIRO AO PM FILIAR-SE AO PT, VAI FICAR LIVRE RAPIDINHO….

  35. Vitor10 de janeiro de 2012 às 02:39

    Onde você arranja tempo pra estudar e ainda fazer esses textos enormes?

  36. Matthäus de Souza10 de janeiro de 2012 às 02:12

    Me esqueci que o conteúdo da comunidade era fachado, mas aqui está o resultado da enquete: http://postimage.org/image/u96mkk3b5/

  37. Alberto Roberto10 de janeiro de 2012 às 02:11

    ASefjaseoij pqp o cabelo do cara no video. :C
    Tem que apanhar para ver se raspa essa coisa.

  38. luis10 de janeiro de 2012 às 02:08

    Já foi dito que o Brasil colonia recebeu uma boa parcela da escória da Europa…
    A lei de Gerson é mais antiga do que se pensa…Cerrrrto!

  39. Matthäus de Souza10 de janeiro de 2012 às 02:00

    Mais uma vez um excelente texto.
    Somente tive um primeiro contato com estes atos de vandalismo pela TV no fim do ano passado. Para me posicionar diante das notícias, que ecoaram até nas minhas aulas de história, li textos nesse blog e relacionados e confesso que fiquei surpreso com esse texto e o último vídeo. Na verdade, percebo que esse “pensamento crítico” que revolucionários de condomínio pregam por universidades públicas em geral é visivelmente antidemocrático, chega até mesmo ser angustiante como retratou Orwell em “1984” aparentando que uma reação nesse caso é quase impossível. Relato, por experiência própria, que a patrulha revolucionária, em um menor nível que os confrontos na USP, estão em vários locais. No IFPE, onde estudo, semanalmente, num valor aproximado, convivemos com Movimentos Estudantis,que em geral os “alunos” nem são matriculados no instituto, e PCR’s tumultuando aulas, pedindo um minuto de atenção que se transforma numa pregação esquerdista e panfletagem petista que chega a durar meia hora, obviamente financiada. Nessa atmosfera de eleições em todo o período, cartazes como:”REBELE-SE” e distribuição adesivos de Che Guevara é claro tal objetivo de cativar as massas para a militância. Recentemente descobri que vários congressos e eventos ,realizados por essas entidades, que aparentemente lutam para um instituto melhor são, na verdade, festinhas, acampamentos e visitas as atrações turísticas. Felizmente percebo que a maioria não suporta essas intervenções (enquete feita na comunidade do Orkut: http://bit.ly/yXzD9i) Fica notório, mais uma vez, que esses grupos não são democráticos. Perdão pela fuga do assunto, mas tive que desabafar isso.

  40. Pedro garcia10 de janeiro de 2012 às 01:02

    Como essas criaturas do video conseguem passar na USP?

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