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A TV Cultura acertou ao cortar trecho de música partidária atacando Doria e Alckmin?

Sim e não.

Resposta curta, mas confusa: sim e não. A explicação mais pormenorizada vem agora.

Em primeiro lugar, acertou, porque a canção tem ataques partidários e acusatórios bem pesados, e isso seria justificativa suficiente. Mas não é só isso, pois a emissora, que é pública, reserva o debate desse tipo aos programas jornalísticos, evitando que as demais atrações entrem nesse tipo de seara.

Foi a exibição musical da banda Aláfia, no programa Cultura Livre. Trecho cortado:

“Liga nas de cem que trinca / Nas pedra que brilha/ Na noite que finca as garra / SP é fio de navalha / O pior e o ruim / Doria, Alckmin / Não encosta em mim, playboy / Eu sei que tu quer o meu fim”

Não é mera “crítica”, como se divulga, mas sim um ataque. E de natureza partidária, com insinuação acusatória grave. Tecnicamente, portanto, a emissora acertou. E, por óbvio, teria acertado independentemente das pessoas ou partidos citados.

Mas, do ponto de vista estratégico, errou.

Isso porque ninguém daria a menor bola para o caso, que agora ganhou repercussão nacional, e certamente será impulsionado pela ação da militância. O melhor teria sido deixar quieto.

Bobearam.

Fonte: Veja

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