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Cachoeira e Márcio Thomaz Bastos: A defesa de R$ 15 milhões

O colunista de Veja Online Lauro Jardim levantou uma questão interessante em seu blog:

Como Carlinhos Cachoeira, que está com os seus bens bloqueados, conseguiu pagar Márcio Thomaz Bastos, cujos honorários para a causa são de 15 milhões de reais? Bastos diz que, em situações assim, amigos costumam liquidar a fatura.

Cachoeira, mesmo com os bens indisponíveis, contratou uma defesa mais cara que muitas das zagas que disputam o Brasileirão. Será que o “professor” Cachoeira, como era chamado pelo senador Demóstenes Torres, não teria se arriscado a sofrer alguns gols contra escalando o doutor Bastos? Quem seriam os amigos do contraventor dispostos a bancar os honorários do ex-ministro da Justiça do governo Lula?

Logo que o bicheiro foi preso, a PF fazia pressão para que Cahoeira entrasse na delação premiada, o que poderia reduzir substancialmente sua pena em caso de condenação, dada como quase certa por quem acompanha o caso: o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), citando o processo que corre na 11ª Vara Federal de Goiás, recentemente afirmou que ele dificilmente escapará de uma sentença de 20 a 30 anos de cadeia. Ao assumir a defesa de Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos descartou imediatamente a hipótese da delação premiada. É compreensível: não se espera do militante petista, ex-ministro e conselheiro de Lula que oriente um cliente a delatar um grupo que certamente inclui integrantes do governo do qual fez parte, por mais que isso possa ser o melhor para o cliente.

Os “amigos” que indicaram Márcio Thomaz Bastos e pagarão seus honorários podem ter dado um belo “presente de grego” a Carlinhos Cachoeira. Eles devem ter mais de 15 milhões de motivos para querer ajudar o bicheiro – desde que fique calado, como só o ex-ministro pode garantir.

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