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Confira documento da Gestão Dilma propondo a necessária Reforma da Previdência hoje atacada

Sim, a reforma é necessária. Tão necessária que a ex-presidente a propôs – e, naquela época, ninguém fez passeata.

Foto: Fernando Bezerra / EPA

A Previdência Social, no Brasil, está em situação calamitosa. Não se trata de eufemismo ou hipérbole, mas de fato: é uma calamidade, mesmo. Da forma como está, o sistema não tem qualquer outro rumo se não a quebra pura e simples. E todos sabem disso, até mesmo Dilma Rousseff sabia.

Não por outro motivo, ela insistia na feitura dessa reforma desde o começo do ano passado.

Sim, também no aumento da idade de aposentadoria. Sim, isso foi dito a jornalistas, diretamente. E chegou a cravar: “não é possível aposentadoria de 55 anos”.

Está tudo registrado e não se tem notícia alguma de que, na época, os sindicatos historicamente ligados ao PT fizeram alguma coisa. Dica: não fizeram foi nada. Mas hoje estão tudo na rua, curiosamente contra essa mesma reforma – que só não aconteceu sob Dilma Rousseff por conta do impeachment, já que ela própria a adiou para o segundo semestre.

Mas a coisa é ainda mais forte e irrefutável. Como já divulgamos aqui, para tratar de outras mudanças propostas pelo novo governo, a própria gestão de Dilma apresentou isso tudo. Vejam o seguinte trecho, que trata de forma específica da Reforma da Previdência (fl. 4):

TEMAS DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA
1. Demografia e idade média das aposentadorias
2. Financiamento da previdência social
3. Diferença de regras entre homens e mulheres
4. Pensões por morte
5. Previdência rural
6. Regimes próprios de previdência
7. Convergência dos sistemas previdenciários”

Pois é e, se alguém duvida, o documento ainda está disponível no site do Ministério da Fazenda – foi elaborado em fevereiro do ano passado, quando a pasta estava sob Nelson Barbosa.

De novo: não houve manifestação alguma, nem nada do tipo. Por quê? Porque a Reforma da Previdência não é um capricho, mas uma necessidade. Não é picuinha, mas sim algo fundamental. Até Dilma Rousseff sabia disso.

O que se faz hoje é ato político-partidário, algo permitido pela democracia, é claro, mas bem diferente de um protesto de fato contrário a essa real necessidade do estado brasileiro.

Nada de novo, portanto.

Fonte: Ministério da Fazenda - em pdf

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