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26 de setembro de 2012

Dilma de olho no 2º turno: se der Haddad, Chalita pode ganhar um ministério

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Presidente pode nomear mais um em troca de apoio ao petista em São Paulo; Mercadante já faz lobby para não ficar sem cargo

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Eu sou você amanhã

Não está fácil ser petista em São Paulo. Com seu candidato empacado em terceiro lugar nas pesquisas a quinze dias da eleição, o partido trabalha com dois cenários possíveis:

O otimista: o eleitor escolhe Haddad, e Dilma escolhe… Chalita

Caso Haddad consiga ultrapassar José Serra (PSDB) e chegue ao segundo turno, Dilma já estuda entregar o Ministério da Educação a Gabriel Chalita, candidato do PMDB, em troca do empenho do partido do vice-presidente Michel Temer no pleito municipal. O “irrevogável” Mercadante, atual ocupante da cadeira, não quer ficar de mãos vazias e já apareceu com a conversa de que Gleisi Hofman (Casa Civil) precisa dedicar-se à campanha estadual de 2014, liberando o posto de “braço-direito de luxo” de Dilma para ele, segundo informa Veja Online:

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Embora diga que ocupa o “ministério dos sonhos”, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, tem esperanças de ser deslocado para a Casa Civil após a eleição. Para isso, conta com apoio de correligionários do Paraná, que tentam convencer a ministra Gleisi Hoffmann e a presidente Dilma Rousseff.

Petistas próximos de Mercadante avaliam que o ministro não está tão satisfeito quanto suas declarações públicas dão a entender. Na Casa Civil, dizem companheiros do ministro, a visibilidade é nacional. Antes de substituir Antonio Palocci, derrubado após denúncias de evolução patrimonial incompatível com seus rendimentos, Gleisi era uma novata no Senado. Hoje, tornou-se conhecida nacionalmente e comanda os principais projetos de infraestrutura do país.

A ida de Mercadante para a Casa Civil abriria uma vaga na Educação que vem a calhar se o ex-titular da pasta Fernando Haddad passar para o segundo turno da eleição paulistana. O deputado peemedebista Gabriel Chalita (SP) poderia ser indicado para o ministério como recompensa por um eventual apoio ao candidato petista. Em quarto lugar na disputa, com 8% da preferência dos eleitores, segundo pesquisa do Datafolha, Chalita já trocou acusações com o tucano José Serra e na quinta-feira, em debate da Arquidiocese de São Paulo, criticou o líder das pesquisas, Celso Russomanno (PRB).

Retorno - Para convencer Gleisi e Dilma da viabilidade da operação, Mercadante conta principalmente com o PT paranaense. O objetivo é convencer a ministra e a presidente de que, para viabilizar a candidatura ao governo do Paraná em 2014, é melhor Gleisi voltar a exercer o mandato de senadora. Dessa forma, acreditam os defensores do plano, a petista teria maior presença em seu estado e mais cacife para enfrentar o governador tucano Beto Richa. Tanto Gleisi quanto Mercadante, via respectivas assessorias, negam planos de deixar suas pastas.

(Com Agência Estado)

(grifos nossos)

Enquanto o partido vai tendo problemas para emplacar candidatos nas eleições municipais (apesar dos gastos milionários), a presidente segue garimpando “talentos” para seu ministério em função delas.

Além de Chalita, outro candidato a prefeito de S. Paulo também pode ser aproveitado em Brasília, caso Haddad vá ao segundo turno, em troca de apoio: Paulinho da Força na prática já comanda a estrutura do Ministério do Trabalho, cujo titular foi indicado por ele. Quem sabe sua “Força” na eleição paulistana não valha algo mais?

Difícil duvidar que Dilma tenha algum constrangimento em fazer tais negociatas, depois de ter dado um ministério ao PRB de Edir Macedo e outro a Marta Suplicy visando ajudar a candidatura do escolhido de Lula na maior cidade do país.

O pessimista: se não pode vencê-lo, junte-se a ele

Já se a tendência indicada pelas pesquisas se confimar nas urnas e o candidato do PT sair da disputa em terceiro lugar, Dilma e Lula já sabem quem escolher. Contra Serra, o alinhamento com a candidatura de Russomanno passa a ser até natural, uma vez que o o bispo e seu partido são cada vez mais aliados do PT em plano nacional – tanto que Dilma deu o ministério da Pesca a Crivella em fevereiro, num apelo para convencer o PRB a não lançar a candidatura de Russomanno.

De fato, os petistas sentem-se de certa forma “roubados” de seu eleitorado na periferia por Russomanno e até começaram a atacá-lo na propaganda eleitral na TV recentemente, o que dificultaria uma declaração de apoio explícita. Mas mesmo que o partido opte pela neutralidade oficial no caso de ficar de fora do segundo turno, não há dúvidas de que ao menos a cúpula do PT estará torcendo pelo candidato da Igreja Universal. E a militância, depois de jurar que o ex-repórter do Circuito Night & Day é um aventureiro inexperiente, pode acabar tendo de fingir que não tem nada a ver com isso.

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4 Comentários

  1. Mario Carlos de Freitas8 de outubro de 2012 às 14:36

    Isso não é mensalão em nova modalidade?

  2. carlos ribeiro26 de setembro de 2012 às 16:24

    Queria fazer uma pergunta pra Dilma.
    Se o q conta na escolha do ministeriado é a competencia e familiaridade do postulante com a área ou é tudo slot pra barganha política.
    Às vezes acho q eles acham q a Dilma foi eleita com 100% dos votos.
    Coitada
    Não chegou nem na metade do eleitorado…

  3. DIDI26 de setembro de 2012 às 14:39

    Politicagem pura.

  4. APO26 de setembro de 2012 às 08:29

    ESSES IDIOTAS NÃO LEVAM EM CONTA O POVO. QUEM VAI VOTAR É O POVO!!!!!! NÃO ADIANTA AJUSTES AQUI, ALI, HADDAD NÃO VAI NEM PARA O SEGUNDO TURNO.

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