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Dilma: defendeu o blogueiro que vazou operação contra Lula; criticou vazamento que a atingiu

No intervalo de apenas dois dias

Na tarde de 21 de março de 2017, Dilma Rousseff publicou em sua página no Facebook uma nota de solidariedade a Eduardo Guimarães, blogueiro que vazou no próprio site a operação da PF que conduziria Lula coercitivamente e, após depoimento aos investigadores, confessou ter contatado o Instituto Lula para falar sobre a ação.

Sem qualquer cuidado com a verdade, Dilma espalhou a versão desmentida pelo próprio depoente de que teria sido obrigado a revelar a fonte – a Lava Jato já possuía essa informação.

“Com apreensão, recebi a notícia de que Eduardo Guimarães, jornalista e editor do Blog da Cidadania, foi levado em condução coercitiva, às 6h da manhã, à sede da Polícia Federal, em São Paulo, para prestar esclarecimentos. A ele foi pedido que revelasse suas fontes. O episódio é grave. Ameaça a liberdade de imprensa e de expressão, garantidas pela Constituição. Sou solidária a Eduardo porque sei como é duro ter de se explicar por pensar e escrever.

Na tarde de 23 de março de 2017, apenas dois dias depois, Dilma Rousseff publicou no próprio site um posicionamento a respeito do vazamento do depoimento prestado por Marcelo Odebrecht ao TSE, no qual diz que Dilma Rousseff não só sabia do uso de caixa dois na campanha que a reelegeu, como chegou a coordenar o esquema. Dessa vez, contudo, não se defendeu a liberdade de imprensa ou expressão.

“6. Espera-se que autoridades judiciárias, incluindo o presidente do TSE, Gilmar Mendes, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, venham a público cobrar a responsabilidade sobre o vazamento de um processo que corre em segredo de Justiça.”

Ou seja… Ela basicamente cobra do TSE uma atitude semelhante à tomada contra o blogueiro que vazara a condução coercitiva de Lula.

Mas o Implicante se vê obrigado a reconhecer que a comparação não é de todo justa. No segundo caso, está em jogo um belo trabalho jornalístico do Antagonista, que entregou à sociedade informação da mais alta relevância. No primeiro, um blogueiro teria obstruído os trabalhos da Justiça permitindo que investigados tivessem tempo hábil para a destruição de provas.

Dilma, claro, prestou solidariedade ao caso errado.

Fonte: Site oficial de Dilma Rousseff

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