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Disputa pela “autoria” da Transposição do São Francisco comprova a tragédia moral do país

Nem tanto pelos políticos disputando, mas sim pelo fato de constatarem nisso uma razão de méritos.

Infelizmente, não faltam no Brasil exemplos de situações que comprovariam nossa degenerescência moral, mas há aqueles que mesmo em meio a tantos outros conseguem ganhar destaque. É o caso da Transposição do Rio São Francisco, especialmente quanto à disputa pela “paternidade”, agora travada entre Michel Temer e Lula.

Por partes.

A obra foi anunciada em 2007, no segundo mandato do petista à frente da Presidência da República, e custaria inicialmente R$ 4,5 bilhões. Pois o custo final superou os R$ 8,2 bilhões, um aumento absurdo, que revela a total falta de noção do cálculo inicial ou “problemas” em sua execução.

Houve momentos em que tudo ficou parado, bem como chegou a ser deflagrada a Operação Vidas Secas, apurando desvios que teriam sido praticados na referida transposição.

No fim das contas, mesmo no ano de 2015 não havia um prognóstico definitivo. Apenas em 2016, com recursos garantidos pelo orçamento mesmo diante da crise, tudo foi concluído e agora, para o início deste ano, começa o efetivo abastecimento hídrico.

Trata-se, portanto, de um VEXAME. Mas por que políticos disputam a paternidade desse vexame? Porque, infelizmente, nosso país chegou ao ponto em que os “entretantos” são ignorados, enaltecendo-se os “finalmentes”. Aquilo de: “…, mas faz”.

É triste. E comprova nossa tragédia moral.

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