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Do General Presidente do Clube Militar: “as forças vivas de 64 poderão se manifestar”

É um alerta inquietante.

Não se trata de um comentário feito em ambiente descontraído, ou frase pinçada de contexto aleatório, mas sim um texto publicado e assinado. E também não por qualquer pessoa, mas sim o Presidente do Clube Militar, General Gilberto Rodrigues Pimentel, neste último final de semana.

Seguem alguns trechos:

“As consequências do que ocorreu nos anos que sucederam o 31 de Março são incontestáveis: resumidamente, um excepcional crescimento do país que do nada passou à oitava economia do mundo e o banimento da ameaça comunista, fragorosamente derrotada. Fomos felizes por bom tempo. E sabíamos. Só não merecíamos o que veio depois (…) não ouso afirmar se os fatos que provocaram 64 foram mais graves do que os que hoje atormentam nosso país. Realmente não sei. Lá havia, sobretudo, uma ameaça de cunho ideológico (…) E agora? Em meio à desordem política, econômica e social quem são nossos inimigos? Motivações ideológicas de cunho marxista na política nacional certamente ainda persistem, mas estão muito, muito longe de ser a questão principal. E ela é quase sempre um biombo para encobrir intenções bem menos nobres. O problema, amigos, é a corrupção deslavada que disseminou-se por todos os setores da vida nacional promovida a partir do meio político (…) O Brasil é hoje visto como o mais corrupto dos países. Vergonha! E é por causa disso, acima de tudo, que chegamos próximo do colapso. Em princípio um caso de polícia contra ladrão, primeiro, e de aplicação de leis pela Justiça do País depois. Vejam bem, que não ousem obstruir a aplicação da Lei. Seria a decretação do fim da Democracia, e aí, outra vez as forças vivas de 64 poderão se manifestar” (grifamos)

Pois é. Para dizer o mínimo, é inquietante. Não só o fato, e o teor desse alerta, mas também o silêncio da grande imprensa diante de algo assim.

Fonte: Clube Militar

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