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7 de dezembro de 2011

Economia brasileira fica estagnada e governo admite crescimento menor que o alardeado

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Em março deste ano, o governo brasileiro – já ciente da crise que abalou a economia mundial – anunciou um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) superior a 5%. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o Brasil já estaria apto a manter um “crescimento sustentável” acima dos 4%. A garantia foi dada após o anúncio de ajuste fiscal que resultaria em cortes de despesas da ordem de R$ 50 bilhões. A medida, ainda de acordo com o ministro, preservaria investimentos, o que a tornaria diferente daquelas adotadas por governos “do passado” que “cortavam tudo” e “derrubavam a economia”.

Na prática não foi isso que aconteceu. Poucos dias depois, o governo anunciou cortes em obras do PAC, reduzindo drasticamente o repasse de verbas destinadas à infraestrutura. Boa parte da redução dos investimentos decorreu da incompetência na implantação de projetos, como registramos poucos dias atrás aqui no Implicante.

Hoje, sabemos que a previsão do ministro Guido Mantega, além de furada, era injusta com os governos “do passado”. De acordo com dados divulgados ontem (06) pelo IBGE, a economia brasileira estagnou. E o que é pior, o desempenho só não foi negativo porque o agronegócio – sempre atacado por partidos, ONGs e movimentos sociais – manteve o seu ritmo de crescimento. O setor de serviços registrou índice negativo se comparado ao segundo trimestre deste ano. Pior desempenho teve a indústria que desde o início do ano registra forte desaceleração.

Leiam abaixo um trecho da reportagem publicada pela Folha de São Paulo sobre o assunto. Voltamos nos comentários:

A economia brasileira parou de crescer no terceiro trimestre deste ano e tudo indica que ela levará meses para voltar a crescer com vigor.

Estatísticas divulgadas ontem pelo IBGE mostram que a atividade econômica ficou estagnada entre julho e setembro, depois de crescer 0,7% no trimestre anterior.

A atividade se contraiu na indústria, que perde fôlego há meses, e nos serviços, setor mais dinâmico da economia na primeira metade do ano. Somente a agropecuária continuou crescendo.

O fraco desempenho foi resultado das decisões tomadas pelo governo no início do ano para conter a inflação, num momento em que a economia brasileira estava superaquecida e os preços pareciam fora de controle.

Íntegra aqui (para assinantes).

Comentário:

No vídeo abaixo, resgatamos algumas declarações dadas por Guido Mantega ao longo deste ano. Analisando os registros fica evidente que o ministro só é bom em bravatas.

[youtube width="640" height="360"]http://www.youtube.com/watch?v=0F5XmI7Y–o[/youtube]

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2 Comentários

  1. Thiago11 de dezembro de 2011 às 00:01

    A sorte do Mante[i]ga, é que o povo não entende po%%@ nenhuma de economia e afins… não sei como ele continua sendo ministro da fazenda por tanto tempo e continua falando essas m&%#@, será que não aprendeu nada depois de tanto tempo? =S

  2. Ricardo Amaral7 de dezembro de 2011 às 11:15

    Gosto de ver as matérias que falam besteira. Se as decisões do governo foram (e se provaram) erradas, como a economia poderia estar “superaquecida”? Tratava-se de um erro de planejamento mesmo, e dentro dessa visão tosca de “crédito barato” combinado com altas taxas de juros e escolhas seletivas de “indústrias privilegiadas com incentivos”. Não se estimula a poupança e a compra à vista (que subsidia a compra a prazo no Brasil).

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