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Economista diz que BNDES repassou R$ 1,2 trilhão a “empresas amigas” como JBS, BRF, Oi e EBX

Mais que um “case” de economia, isso também é um caso grave noutros aspectos.

O economista Leonardo de Siqueira Lima publicou análise devastadora sobre a relação entre gestões petistas, BNDES e empresas que seriam escolhidas como “campeãs nacionais”, algumas com resultados não exatamente gloriosos.

A seguir, trechos destacados, voltamos depois:

“‘A Oi vai ser uma grande tele nacional’ – disse Lula em 2010, ao se referir à campeã nacional do setor de Telecomunicação. O anúncio fazia parte de uma estratégia do governo: escolher determinadas companhias para se tornarem gigantes em seus setores e competir no mercado internacional. A estratégia seria colocada em prática pelos vultosos empréstimos que BNDES faria (…)

Escolheram no setor de óleo e gás e energia a EBX, de Eike Batista, um conglomerado composto pela OGX, OSX, MMX, MPX e outros X. No setor de telecomunicações, a escolhida foi a Oi. Apelidada de supertele nasceu consolidou-se em 2008 a partir da fusão da antiga Telemar, que operava no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Nordeste, e a Brasil Telecom, atuante no Distrito Federal e Centro-Sul. O governo Lula chegou a alterar a lei de outorgas para permitir a união das duas empresas (…)

Pouco depois, em 2009, a quebra da Sadia daria a oportunidade para criar mais uma campeã no setor de alimentos. Após fazer sucessivas apostas em operações de câmbio. Com a crise de 2008, o dólar disparou e a empresa se viu em dívidas de mais de US$ 2,6 bilhões em produtos chamados derivativos. Foi o momento perfeito para unir as duas maiores empresas do setor. O governo articulou e nasceu a Brasil Foods, fusão entre Sadia e Perdigão. No setor de carnes, a escolhida foi a JBS. A empresa começou em 1953 como um pequeno açougue na cidade de Goiás. Em 2005 ela deu seu processo de internacionalização, mas foi apenas em 2007 que a empresa começou a fazer suas aquisições relevantes. Tudo isso foi feito com muito dinheiro do BNDES. Durante a gestão de Luciano Coutinho, foi desembolsado R$ 1,2 trilhão em créditos pelo BNDES.” (grifamos)

Para além de uma complexa e profunda análise, é também uma denúncia. Não basta tudo ser estudado como “case” de economia; é preciso também apurar os aspectos mais graves disso tudo

No mais, a íntegra está disponível aqui.

Fonte: UOL Economia

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