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Em menos de 24h, TRÊS ministros do STF defendem publicamente o “golpe da lista fechada”

É inquietante, para dizer o mínimo.

Falamos aqui já algumas vezes sobre a ideia de “lista fechada”, que seria isso sim um grande golpe contra o direito ao voto. Isso porque, em tal modalidade, o eleitor não mais escolheria diretamente seu representante, escolhendo apenas o partido que, por sua vez, elencaria seus “escolhidos” numa lista.

Em suma: você não votaria mais no deputado de sua predileção, mas sim num partido. A ideia – agora vamos todos rir – é “fortalecer a representatividade”. Bobagem, claro. No mar de lama pelo que passa o país, todos estão com medo de não terem quaisquer chances em 2018, e então apelaram para essa saída.

E é inquietante que ministros do STF endossem isso, tanto mais quando três deles dão a mesma opinião em menos de 24 horas.

Primeiro foi Gilmar Mendes, que também é Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, dizendo que o sistema estaria “exaurido”. Depois, Dias Toffoli, que também presidiu o TSE e também alegou falência no sistema, defendendo instalação “provisória” do novo sistema.

Por fim, Luis Roberto Barroso, para quem o sistema de lista fechada seria “mais democrático”. Sim, ele disse isso, sob o argumento de que teríamos a chance de ver a lista inteira, então saberíamos quem seriam os primeiros colocados e, assim, não escolheríamos determinados partidos.

Pois é, o “golpe da lista fechada” está bem encaminhado. Políticos e agora também o STF estão a favor. E as aspas são porque, claro, ele se dará de maneira formalmente adequada, mas atropelará o sistema eleitoral por completo.

E isso sim é um golpe, não o impeachment.

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