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Grampearam o Zé! Gravações mostram como Dirceu opera no meio empresarial, político e até artistico

Apontado pela Procuradoria Geral da República como o artífice do Mensalão, José Dirceu sempre tentou se eximir da participação no esquema alegando ter influência reduzida junto ao governo petista. A tese defendida pelo ex-ministro fica cada vez mais distante da realidade a medida que surgem evidências de sua interferência no quotidiano  da política nacional.

Gravações feitas com autorização da justiça mostram a influência que o ex-ministro exerce sobre políticos, empresários e até artistas. Leiam o que informa o jornalista Mino Pedrosa do portal Quid Novi. Logo abaixo publicamos três diálogos que revelam como opera esse que é tido como o “chefe da quadrilha” do Mensalão de acordo com a Procuradoria Geral da República:

No início de 2012 será colocado em pauta no STF – Supremo Tribunal Federal o julgamento do maior escândalo de corrupção comprovado na política brasileira: o Mensalão do PT. O governo petista trabalhou fortemente na dança das cadeiras do Supremo e conta com o voto da maioria dos ministros para o arquivamento do processo. Mas não vai ser bem assim. O líder da organização criminosa seria o ex-ministro chefe da Casa Civil de Lula, José Dirceu, segundo o procurador geral da República Roberto Gurgel, que pediu a condenação dos 36 réus da ação penal 470 pelos crimes cometidos durante o Mensalão do PT.

“- As provas coligidas no curso do inquérito e da instrução criminal comprovaram, que, sem sombra de dúvida, José Dirceu agiu sempre no comando das ações dos demais integrantes dos núcleos político e operacional do grupo criminoso. Era enfim o chefe da quadrilha.” Palavras do procurador chefe do Ministério Público Federal.

O MPF não parou as investigações até a data de hoje. Em segredo, no Centro de Inteligência da Polícia Federal, tem horas de grampos telefônicos que mostram como José Dirceu age na condução estratégica do PT e junto aos grandes empresários que atendem as contas do Governo.

Enquanto isso, o governado de Brasília Agnelo Queiroz enfrenta uma enxurrada de denúncias que trouxe na bagagem política até chegar ao Buriti. Em menos de um ano, existem seis pedidos de impeachment na Câmara Legislativa.

No dia de seu aniversário, Agnelo foi a São Paulo e pediu a ajuda do todo poderoso do PT, José Dirceu. A base local do PT/DF trabalha fortemente pela derrocada do governador. O PT nacional precisava sinalizar que apoiava Agnelo mesmo nas horas difíceis. Zé Dirceu organizou um grupo de apoio e veio a Brasília prestigiar o Governador Agnelo, mas apresentou logo a fatura: emplacou na presidência do BRB Jacques Pena, ex-presidente da Fundação Banco do Banco do Brasil, e apadrinhado do deputado de Chico Vigilante e Erika Kokay.

No jantar promovido por Agnelo, Zé Dirceu e o presidente nacional do PT Rui Falcão marcaram presença, mas foram cautelosos. O BRB sofre uma intervenção velada, conforme noticiado com exclusividade pelo Quidnovi, está agora sob o comando do PT nacional.

Zé Dirceu ainda tem poder de ministro da Casa Civil e conta com a sua “mão esquerda” Ideli Salvaty, ministra das Relações Institucionais. Como “consultor empresarial” Zé Dirceu faz sucesso no exterior e recebe pagamentos milionários pelos seus serviços.

Tudo isso, está sob segredo no MPF. Nas vésperas do julgamento do Mensalão os maus feitos do guerrilheiro do passado virão à tona o que pode influenciar nas eleições de 2014.

Com certeza, nas eleições municipais do ano que vem o PT sofrerá baixas. O presidente Lula, em tratamento de saúde, acompanha passo a passo a faxina de Dilma e tem informações de como Zé Dirceu está operando nos bastidores da política. O que não se sabe é se Lula está de acordo não.

Zé Dirceu usou, esta semana, os mesmos métodos de Collor, estampando em camiseta dizeres contra a mídia tentando mostrar sua inocência. Foi assim que Collor se despediu do Planalto, na década de 90, com Zé Dirceu liderando a oposição.

Íntegra aqui.

Abaixo reproduzimos três áudios feitos com autorização judicial, e que serão anexados aos autos do processo que corre no STF:

O contrato de US$ 40 milhões:

As “boas relações” de Dirceu com a TV Record: 

Agradecimento pelas “graças alcançadas”:

É provável que novas gravações sejam divulgadas nos próximos dias. Nós do Implicante acompanharemos de perto os desdobramentos do caso.

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