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Guia prático: aprenda a rebater as quatro principais narrativas usadas contra a Lava Jato

E são facilmente rebatidas.

Uma das maiores diversões aqui no Implicante é rebater narrativas. Se fosse um esporte, ainda que não obtivéssemos medalha olímpica, ao menos seríamos dos mais esforçados. O ímpeto é sobretudo pela justiça, já que é terrível ver como tentam emplacar essas coisas. Mas, reconhecemos, também é divertido.

Desse modo, preparamos um manual prático para rebater as quatro principais historinhas criadas para atacar a Lava Jato:

“Moro é muito severo”

Não, não é. E há prova objetiva disso: o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, segunda instância da Lava Jato, mantém ou mesmo aumenta 71% das decisões de Sergio Moro. Se de fato fosse severo, a taxa seria menor. A imagem “cruel” foi inventada para servir de base para narrativas dramáticas. Mas é tudo bobagem. Em tempo: a taxa de manutenção de suas sentenças é ainda maior no STF, chegando a 81%.

“Perseguem apenas Lula e o PT”

Essa anda fraca, é verdade, pois ficou difícil mantê-la depois das prisões de Eduardo Cunha e Sérgio Cabral. A delação da Odebrecht, abrangendo praticamente todos os partidos maiores, transformou em piada. De todo modo, caso insistam (há os que o fazem, sem medo do ridículo), relembre essas prisões e aguarde. Se rolar algo como “é tudo para poder prender o líder petista”, aí já pode recomendar um médico porque o caso tende a ser sério.

“Não há provas”

Também já foi suficientemente desmoralizada, mas vez por outra volta à tona, em algum comentário, artigo, enfim, como se fosse fava contada. Não é. Obviamente, os processos são instruídos com vasta quantidade de provas. A revista Época, nesse sentido, fez um levantamento que aponta 3 mil evidências.

“Foi só um sítio e um apartamento”

Parece meio mocorongo, mas esse ‘argumento’ revela o contrário: o esquerdista mais esperto, em vez de assumir as negações, tenta uma invertida. A ideia é dizer que há corruptos gigantescos no Brasil e o “problema maior” seria alguém ganhar um sítio e um apartamento. Bobagem. Primeiro, que não é “problema maior” nem o único caso. Segundo, e certamente mais importante, que as acusações contra Lula vão MUITO além disso. Novamente, citemos o levantamento da Época, que fala em R$ 80 milhões em propina. Por óbvio, tudo ainda está sob julgamento e não se pode dar opiniões definitivas, mas também não faz sentido reduzir as acusações ‘apenas’ aos dois imóveis.

Portanto

Repasse este manual àquele conhecido que insiste nas narrativas – sim, todos temos algum conhecido assim, faz parte da vida.

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