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9 de outubro de 2012

Haddad S2 Russomanno

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A militância petista, especialmente nas redes sociais, desceu a lenha em Celso Russomanno, sobretudo na parte que envolve a IURD e, claro, algumas de suas propostas de fato mirabolantes ou mesmo impraticáveis. Mas eis que – e alguém duvidava disso? – o candidato do PT resolve fazer cafunés e afagos no outrora inimigo figadal, conservador, teocrático etc.

Vejam trechos de entrevista concedida ao bróder Bernardo de Mello Franco (o mesmo jornalista que fez um perfil emocionado de como Haddad conheceu e se relaciona com Lula; e o mesmo jornalista que não sabe a diferença de “sob” e “sobre”). Notem a a beleza da coisa, logo voltamos:

O apoio de Russomanno pode afastar uma parte da classe média da sua candidatura?
Ele teve uma votação muito expressiva, de mais de um quinto da cidade, que precisa ser considerada. Desconsiderar isso é desconsiderar o desejo do eleitor por mudança.

O partido dele, o PRB, é controlado pela Igreja Universal. O sr. prometeu evitar o uso político de igrejas. Esta aliança não contamina seu discurso?
Defendo o princípio de que não devemos misturar política e religião, como defendi em toda a campanha.

O sr. criticou várias propostas de Russomanno. Vê alguma virtude no discurso dele?
A preocupação dele com segurança foi notável. Percebi que estava genuinamente preocupado. A temática da qualidade do serviço público, que ele trouxe com força para a campanha, também merece toda a consideração. (…)

O STF deve condenar José Dirceu e outros petistas nesta semana. Isso vai prejudicá-lo?
Fiz agenda de rua nos últimos 60 dias, e nunca fui questionado sob isso.

Dirigentes da sua campanha e do PT já reconheceram que o mensalão tirou votos do sr.
Eu não notei isso na rua.”

Comentário
Impressiona, antes de tudo, a forma como o patético Bernardo conduz a entrevista. Não fala sob (e não “sobre”) os fatos em si, mas acerca de como recaem na campanha, na base do “prejudicá-lo” ou “afastar a classe média”. Não questiona o Mensalão nem a influência da IURD, mas sim como isso seria percebido pelo eleitor (como se o CANDIDATO, sobre [e não “sob”] isso pudesse dizer “sim, claro, é uma porcaria, mas ou isso ou tô lascado”).

Haddad está de braços abertos para Russomanno, como estava há alguns meses para Kassab; não é impossível que leve uma rasteira e, depois, diga que não era bem assim, na verdade foi tudo um mal entendido. Por ora, Russomanno deixou de ser um conservador teocrata e inimigo do povo para figurar como parceiro natural (afinal, é da base governista federal – a mesma que tem Sarney, Maluf, Collor e outros expoentes da república).

Está cada dia mais difícil a vida daquela turma do “AmorSimRussomannoNão”. O amor tem seu preço.

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2 Comentários

  1. Carlos12 de outubro de 2012 às 20:57

    Eu desisto. Não consigo entender o que quer dizer “Haddad S2 Russomano”.

    • Implicante13 de outubro de 2012 às 14:49

      (andremc: É um coraçãozinho. O título original do post continha “<3″, mas tive que editar porque caracteres especiais dão problema com o banco de dados e os feeds do site.)

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