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Inaceitável: Míriam Leitão desabafa sobre os petistas que a agrediram e insultaram no avião

Inaceitável.

No dia 03/06, um sábado, acabou em Brasília o Congresso do PT, aquele em que foi eleita presidente da legenda a senadora Gleisi Hoffmann, ré na Lava Jato. De todo modo, encerrado o evento, os militantes, filiados e delegados voltaram para casa. E um grupo destes pegou o voo noturno para o Rio de Janeiro.

Míriam Leitão estava nesse mesmo avião e foi insultada e agredida durante duas horas. Seguem trecho de sua coluna:

“Sofri um ataque de violência verbal por parte de delegados do PT dentro de um voo. Foram duas horas de gritos, xingamentos, palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo. Não eram jovens militantes, eram homens e mulheres representantes partidários. Alguns já em seus cinquenta anos. Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo (…) — Terrorista, terrorista — gritaram alguns. Pensei na ironia. Foi “terrorista” a palavra com que fui recebida em um quartel do Exército, aos 19 anos, durante minha prisão na ditadura. Tantas décadas depois, em plena democracia, a mesma palavra era lançada contra mim (…)

Durante o voo foram muitas as ofensas, e, nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui. Calculavam que eu perderia o autocontrole. Não filmei porque isso seria visto como provocação. Permaneci em silêncio. Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias. Ameaçaram atacar fisicamente a emissora, mostrando desconhecimento histórico mínimo: “quando eles mataram Getúlio o povo foi lá e quebrou a Globo”, berrou um deles. Ela foi fundada onze anos depois do suicídio de Vargas (…)

Alguns dos delegados do PT estavam bem exaltados. Quando me levantei, um deles, no corredor, me apontou o dedo xingando em altos brados. Passei entre eles no saguão do aeroporto debaixo do coro ofensivo. Não acho que o PT é isso, mas repito que os protagonistas desse ataque de ódio eram profissionais do partido. Lula citou, mais de uma vez, meu nome em comícios ou reuniões partidárias. Como fez nesse último fim de semana. É um erro. Não devo ser alvo do partido, nem do seu líder. Sou apenas uma jornalista e continuarei fazendo meu trabalho” (grifamos)

Absurdo total. No fim das contas, por mais que Míriam tenha sido elegante e nada rancorosa em sua análise, a verdade é que esse comportamento reflete o esquerdismo. Intolerância, incapacidade para o debate, ataques mentirosos, agressão… É retrato da esquerda. Vejamos como a grande imprensa vai se pronunciar. Espera-se, embora soe demasiado otimista, que todos defendam a jornalista atacada e condenem os militantes agressivos.

ps – a coluna pode ser lida na íntegra aqui.

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