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Endividados “confiantes”: quase 37% dos brasileiros não conseguirão quitar suas dívidas

Uma dos artifícios usados por aqueles que querem demonstrar que o “país vai bem”, é superestimar um tal indicador que mede o “otimismo” e a “confiança” das famílias brasileiras. O próprio governo federal abusa desse recurso para mostrar o “vigor” da economia.

Como a administração petista é bastante hábil em propagandear aquilo que não faz, continua promovendo o futuro, já que – no presente – tem pouco a apresentar. Não dá pra negar que a estratégia dá resultado. Basta que o governo anuncie uma intenção para que ela vire realidade, mesmo que só em manchetes. Foi assim com a liberação de recursos para as vítimas das enchentes do Rio e de Santa Catarina, só pra citar um exemplo recente.

Em 14 dias "sumiram" só R$ 200 milhões destinado às vítimas de SC. Alguém sabe quanto realmente foi repassado?

Voltando à realidade, o Instututo de Pesquisa Economica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quinta (5) dados que mostram qual a verdadeira situação financeira das famílias brasileiras. Embora o estudo não tenha como objetivo medir a “confiança” do consumidor, seus resultados refletem, também, qual o grau de influência que pesquisas do gênero têm no hábito de consumo dos brasileiros. Influência negativa, obviamente.

De acordo com o estudo, apenas 13,2% dos entrevistados acreditam que terão condições de honrar os compromissos, e 47,8% responderam que conseguiriam quitar parcialmente as contas. Mesmo assim, quase 7% daqueles endividados planejam tomar empréstimos para a aquisição de novo bens.

Abaixo outros detalhes da pesquisa do Ipea, publicadas pelo UOL:

Quase 37% da população brasileira (36,6%) não tem condições de pagar suas dívidas, conforme mostram os dados do IEF (Índice de Expectativa das Famílias), divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Os dados mostraram que apenas 13,2% dos entrevistados acreditam que terão condições de honrar os compromissos, enquanto 47,8% responderam, em dezembro, que conseguiriam quitar parcialmente as contas.

A dívida média das famílias brasileiras em dezembro foi de R$ 4.679,13, a quinta maior média mensal em 2011. O patamar mais alto foi atingido em fevereiro do ano passado (R$ 5.605,25).

Das famílias consultadas em dezembro em todo o país, 56,1% afirmaram não ter dívidas. O valor é superior ao registrado em novembro (55,6%).

Menos dívida no Centro-Oeste

A situação é melhor na região Centro-Oeste, onde nenhuma família afirmou estar muito endividada e 90,9% das famílias declararam não ter dívida alguma. Apenas 5,3% das famílias na região disseram estar “mais ou menos endividadas”.

A situação é bem diferente na região Nordeste: 14,6% das famílias disseram estar muito endividadas, 24,3% afirmaram estar “mais ou menos endividadas” e 23,8% disseram ter poucas dívidas.

O Centro-Oeste também é onde está o maior índice de expectativa quanto à capacidade de pagamento de contas em atraso.

Por lá, 37,5% das famílias acreditam que vão conseguir pagar todas as suas contas em atraso. No Sudeste a taxa é a segunda maior do Brasil, de 23%

Novas dívidas

O estudo também mostrou que 6,8% das famílias entrevistadas planejavam tomar empréstimos ou financiamento para adquirir algum bem nos próximos três meses. Em relação às regiões do Brasil, no Nordeste é onde há mais pessoas interessadas em empréstimos para aquisição de bens (11,1%).

No Centro-Oeste a taxa também é alta, de 6,8%, a mesma encontrada no Sudeste. Na sequência, vêm Sul e Norte, com taxas de 5,2% e 2,7%, nesta ordem.

Situação financeira melhor

Segundo a pesquisa, 78,2% das famílias disseram estar melhor financeiramente em dezembro de 2011 do que um ano antes. O otimismo é maior na região Centro-Oeste (88,1%), seguido pelo Norte (80,7%), Sudeste (80,4%), Nordeste (74,8%) e Sul (72,3%).

Outras informações sobre a pesquisa podem ser lidas aqui.

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