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10 de janeiro de 2014

O baile funk do Haddad

O prefeito de São Paulo veta projeto que proíbe bailes funk. Seu secretário afirma que é "criminalizar" um gênero musical, e que funk faz parte da saúde e qualidade de vida das pessoas (é sério).

white 15 O baile funk do HaddadKindle

bailefunk O baile funk do Haddad

O prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad, vetou o projeto nº 2/13, de autoria dos vereadores Conte Lopes e Coronel Camilo, que pretendia proibir “a utilização de vias públicas, praças, parques, jardins e demais logradouros públicos para realização de bailes funks ou de quaisquer eventos musicais não autorizados”. Segundo os autores do projeto, as ocorrências policiais aumentam até em 300 chamadas durante os bailes.

De acordo com o veto, a mesma norma já existe. Sendo assim, não seria necessária uma nova lei sobre o assunto. Isto não foi motivo para Haddad ter sancionado na véspera de natal um projeto que prevê chamar a polícia caso alguém se recuse a desligar aparelhos sonoros no ônibus. O projeto de lei anterior já existia. Só era ignorado porque a polícia, deveria ser associada, nunca era. A maior novidade, aplicação de multa de até R$ 5 mil, foi vetada pelo prefeito.

Já no dia 30 de dezembro, Haddad sancionou a “Lei do Pancadão”, (decreto 54.734), que prevê multa de R$ 1 mil a som alto em carros estacionados – valor que pode ser duplicado e quadruplicado em caso de reincidência. Também não custa lembrar que a “Lei do Psiu” já existia, e antes dela outra lei que sempre previu proibição de nível alto de ruído em tempo de descanso. Nunca respeitadas, precisaram de novas leis para haver atuação policial.

Na ocasião, a revista Carta Capital afirmou que “criminalização do funk (sic) já havia sido apontada como um sério problema pelo secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira”. Muito estranhamente, a palavra “funk” não consta no decreto 54.734. Se a Carta Capital e o secretário municipal de Cultura (sic) preocupavam-se com o funk, é por saberem que são os funkeiros os principais causadores desse projeto de lei.

Para a revista e o secretário, o funk no último volume em carros estacionados é uma questão de saúde (sic). Quem se incomoda certamente está doente, como declara o secretário:

O funk faz parte de uma realidade de afirmação, de expressão, de desejo, de alegria. A expressão corporal é uma tradição da nossa população. O funk está ligado ao direito de dançar. Como dizia um grupo na Bahia, ‘quem não dança dança’. É um direito que muitas vezes os cidadãos mais conservadores da nossa sociedade não conseguem compreender. É um direito, um direito cultural, um direito fundamental. Faz parte da saúde e da qualidade de vida das pessoas. Como você vai cercear uma coisa dessas? A não ser que você tivesse algo muito melhor para oferecer, mas mesmo assim não acredito que uma postura correta fosse proibir. (grifos do original, acredite)

Sem funk alto 1 da manhã, como essas pessoas poderão ter saúde e qualidade de vida? Como esses cidadãos conservadores não conseguem perceber algo tão óbvio? Como se poderia apresentar algo melhor do que funk, se sabemos que essa é a melhor expressão cultural já criada pela humanidade, que nunca antes na história desse país teve tamanho avanço sináptico com Tigrão, Quebra-Barraco e MC da Leste?

baile funk1 O baile funk do Haddad

A revista ainda lembra:

Os artigos 42 da Lei de Contravenções Penais (de 1941) e os 227 e 228 do Código Brasileiro de Trânsito (de 1997) já prevêem multas a quem perturbar o “sossego alheio”. Afinal, parece que é só disso que se trata.

De fato, ter sossego depois de um dia de trabalho é coisa muito conservadora. Trotsky já dizia que queria transformar o homem em uma máquina de trabalho. Mao passou pelo menos uma década aumentando os planos sociais tomando impostos em grãos dos camponeses, que morreram de fome nas proporções de 30 milhões em menos de uma década, tendo de se alimentar de folhas e cascas de árvores – e a Carta Capital seria uma das primeiras publicações a aplaudir qualquer aumento de imposto, nem que seja sobre dias ímpares ou cor de sapato.

mulher pelada baile funk mc magrinho 300x183 O baile funk do HaddadNão se está “criminalizando um gênero musical”, como afirma a revista proto-comunista. A Sinfonia n.° 2 – Ressurreição de Gustav Mahler ou Miles & Monk at Newport, de Miles Davis e Thelonius Monk (dois gênios da música de origem nada rica) tocados em alto volume durante horário de sossego incomodam, e qualquer admirador de ambas sabe disso.

A “ordem” que se busca aqui não é a ordem brucutu e truculenta de uma polícia despreparada e de um Estado totalitário e vigilante, além de Babá (disso a Carta Capital é que entende), e sim a ordem que diz pra falarmos baixo quando temos um bairro inteiro pra dormir depois do trabalho, enquanto gente com carro, hormônios e hedonismo no corpo, e que não trabalha, quer incomodar com som alto de madrugada. Se isso é “criminalizar o funk”, pois então: criminalizemo-no (se é que um funkeiro pode entender o que é esta construção de pronome pessoal oblíquo).

Experimente colocar um brutal death metal em volume mais baixo do que o típico do funk no seu carro na frente do apartamento dos jornalistas da Carta Capital para vê-los trocando o discurso imediatamente, e afirmando que som alto é coisa conservadora, que a classe trabalhadora precisa de descanso, que só o petista Fernando Haddad pode nos salvar etc.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=RvyCH9e32mw[/youtube]

O projeto de Conte Lopes e Coronel Camilo, sobre os bailes funks – “ou quaisquer eventos musicais não autorizados” – foi vetado pelo prefeito sob alegação de que isto impediria eventos culturais da própria prefeitura, como a Virada Cultural. Não se sabe quem alfabetizou Fernando Haddad, mas é difícil entender como um projeto que visa proibir eventos musicais não-autorizados afetaria a própria Virada Cultural. Talvez seja o caso agora dos funkeiros do som alto afirmarem que apenas estão organizando um “evento musical não-autorizado”.

O projeto de lei vem no encalço dos “rolêzinhos” do final de 2013. alguns jovens resolveram fazer um “rolezinho” no shopping Internacional de Guarulhos. Macaquinho vê, macaquinho faz (isto não tem nenhuma conotação racial, antes que queiram criminalizar expressões idiomáticas há décadas no uso comum): tudo se deu depois de um verdadeiro arrastão no shopping Itaquera, quando jovens paulistanos, imitando os “pancadões” dos bailes funk cariocas, tomaram o estacionamento do shopping para criar um baile funk, que logo adentrou o recinto com uma série de furtos. A prática promete se propagar – já foi marcado um “evento musical não-autorizado” no shopping Interlagos.

A linguagem descritiva dos “setores progressistas da sociedade” – isto é, esquerdistas – inverte completamente o contato com a realidade. Um arrastão é um “rolêzinho”. Um protesto pelo topless com tímidas 8 participantes – e depois outro com uma, que ainda só tirou a roupa a pedido de uma repórter da Folha – é um “toplessaço”. O evento, marcado para às 10h, teve seu primeiro topless às 11h.

O “rolezinho” foi um verdadeiro arrastão. O “toplessaço” foi mais murcho do que… bem, vocês sabem. Esses manifestantes e seus beleguins na mídia de hoje não acertam uma.

Para minimizar o “rolêzinho”, uma repórter da Folha acostumada a propaganda esquerdista, Laura Capriglione, em estilo narrativo, conta como “centenas de adolescentes” adentraram o shopping cantando versos de Tertuliano, digo, MC da Leste, o funkeiro que entoava cantos pacifistas de resistência não-violenta como:

Matar os polícia é a nossa meta
Fala pra nóis quem é o poder
Mente criminosa, coração bandido
Sou fruto de guerras e rebeliões
Comecei menor já no 157
Hoje meu vício é roubar, profissão perigo
Especialista, formado na faculdade criminosa
Armamento pesado, ataque soviético

E, claro, depois que morreu, teve a família inteira sobre seu caixão afirmando que exigia que a polícia tratasse o caso de seu assassinato como prioridade extrema etc – no que foi prontamente atendida, bonitinho como só “os polícia” sabem fazer.

No caso do “rolezinho” em Guarulhos, a repórter da Folha contrasta uma “música” sobre “Eita porra que cheiro de maconha”, que “os moleque (sic) gosta mais do que de lasanha”, e tenta ridicularizar a fala de uma freqüentadora do shopping, como a mesma Folha tentara fazer antes com a “gente diferenciada” de Higienópolis:

Seria um arrastão? Saque? Quebra-quebra? Helena de Assis Pregonezzi, 55, empresária do ramo de caminhões de mudança, jurava ontem na praça de alimentação lotada ter visto jovens com revólveres. “Tem de proibir esse tipo de maloqueiro de entrar num lugar como este”, discursava entre garfadas na pizza de picanha com Catupiry.

Não se sabe por que comentar sobre as “garfadas na pizza de picanha com Catupiry” da empresária, como se isso fosse sinal de alienação, burrice, falta de consciência de classe, paranóia ou de algum erro pela “riqueza” de se comer pizza de picanha com Catupiry na praça de alimentação do shopping Guarulhos. Mas a repórter Laura ao menos tentou causar celeuma.

O que Haddad, seu secretário de Cultura (!) Juca Ferreira (que precisa saber que “cultura” vem de cultus, e é tudo o que é bem cultivado regional e imaterial, mas até aí 60 mil homicídios por ano fazem parte da “cultura” do Brasil sob o PT), a Carta Capital e Laura Capriglione precisam entender é que existe uma ordem nada autoritária – pelo contrário, a razão de nossa liberdade.

baile funk crianças 300x200 O baile funk do HaddadEssa ordem presume comportamentos adequados a um recinto. Não se pode parar na frente da casa de nenhum deles 1 da manhã (ou, quem sabe, 24 horas por dia) ouvindo MC Catra ou mesmo O Messias de Händel sem se notar que está se prejudicando uma ordem pré-estabelecida – de que é preciso haver um tempo de maior silêncio em cidades para corpos humanos de atividade cicladiana que precisam repousar.

Tampouco se pode entrar num shopping correndo, ainda que “sem furtos”, se é que essa informação procede mesmo, sem se notar que um shopping não prevê essa correria – na verdade, se 10 pessoas correm no shopping, as pessoas ao redor pensam que é assalto. Se 100 correm, já pensarão que é incêndio. Em compensação, se mil correm atrás de um ônibus, sabemos que é um tão comum horário de pico.

É assim que se presume comportamentos. Não se grita em hospitais e escolas, ninguém se veste de biquini para ir a uma entrevista de emprego, um médico não sai de um hospital e vai comer pastel na esquina de jaleco e nem se pratica campeonato de arroto em um Fórum Criminal.

Mircea Eliade, o maior estudioso das religiões do mundo, notou, em O Sagrado e o Profano, que o comportamento religioso nasce delimitando espacialmente alguns lugares em que o sagrado é honrado, delimitando-se o profano para fora dali. Toda cultura (ouviu, sr. Juca Ferreira?) precisa de uma localização espacial, via de regra determinando-se a a si própria como centro do mundo circundante (Umwelt).

Mesmo sociedades não-religiosas não abandonam esses comportamentos previsíveis em determinados espaços. Não só igrejas, cemitérios, ambulatórios, restaurantes e jantares na casa da sogra são provas disso.

Se todas as pessoas conseguem adequar seu comportamento a essa ordem sem grandes lesões à sua “saúde e qualidade de vida”, por que os funkeiros não podem – ainda mais sabendo que entram correndo em shoppings justamente para “causar”, por que passar despercebido, como todos os outros seres humanos fazem, é ofensa brutal a eles?

O prefeito Fernando Haddad poderia finalmente fazer algo positivo à cidade proibindo e, sobretudo, fiscalizando os “eventos musicais não-autorizados” e todas as ocorrências policiais a eles relacionadas. A criminalidade na violentíssima Diadema despencou depois da proibição de bares abertos pela madrugada.

A liberdade “cultural” de um não pode incluir ser um estorvo justamente para aqueles que fazem a cidade funcionar.

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40 Comentários

  1. Eduardo Benatti23 de janeiro de 2014 às 15:27

    Eu, se pudesse, já tinha me mandado deste país há muito tempo. Isso aqui é uma baderna só.

  2. sem noção21 de janeiro de 2014 às 15:41

    Alguém tem alguma ideia de onde pode parar tudo isso??? Já vi muita gente com a vontade de deixar esta cidade (são paulo) ou este país…Eu mesmo penso nisso… É frustante ver essas coisas acontecerem e me sentir sem poder fazer nada!!! Ao contrários dos lulopetistas alienados, que já se juntam em quadrilhas e partem pra quebradeira geral…
    Aliás, um vídeo interessante:
    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/historia-em-imagens/a-procissao-de-imagens-perturbadoras-mostra-ao-mundo-a-cara-do-brasil-real

  3. PEDRO21 de janeiro de 2014 às 07:09

    HADDAD QUER APENAS ( VOTO ) BAILE FUNK PRECISA SER FEITO NAS MADRUGADAS DE SEXTA E SABADOS EM FRENTE DA RESIDENCIA DO PREFEITO …A PARTIR DAI ELE VAI SABER QUE CULTURA E ESSA!!!

  4. Heliton20 de janeiro de 2014 às 21:50

    Deveria se reunir um pessoal e protestar na frente da casa do Haddad… Deixar rolar um baile funk ateh as 5 da manhã… Aposto que no msm dia ele mudaria de ideia. Funk nas ruas praças nas portas das casas das pessoas não eh cultura ,eh pertubação do descanso, trabalhamos a semana inteira para que nos fins de semanas possamos descansar junto da nossa familia no aconchego do lar, mas c/ essa nova cagada do nosso prefeito somo perturbados msm estando dentro de casa ,onde ateh as janelas são chacoalhadas c/ o som exageradamente alto vindo dos carros . Isso eh um absurdo, nao podemos ficar passivos c essa situação, temos que cobrar uma mudança para que esses bailes tenham um fim.

  5. Maria luiza16 de janeiro de 2014 às 11:35

    Put… que pariu, essa é demais! Eh, sr prefeito quer dizer que baile funk agora é cultura?Num lugar onde só vai traficante,nóia e mulher vagabunda é lugar de cultura? Só se for pra sua filha,mãe ou irmã não é mesmo sr prefeito? De fato,o que precisávamos fazer era equipar carros e marcar um pancadão via internet e soltar o pancadão na madrugada bem em frente ao seu apartamento sr Haddad, pro sr curtir o que hoje chama de cultura! Graças ao meu bom senso eu não dei voto pra esse prefeito de merda,dá pra ver tudo: PT- partido dos trapaceiros,isso sim.

  6. Mário Sérgio Duarte15 de janeiro de 2014 às 11:55

    Prezado Flávio.
    Parabéns pela qualidade do Blog e do artigo em particular.
    Convido-vos a conhecer meu artigo de hoje no Metro, jornal impresso da Band, sobre os “rolezinhos”.
    Abs.

    http://publimetro.band.com.br/pdf/20140115_MetroRio.pdf

  7. João Arruda15 de janeiro de 2014 às 00:58

    Cara, você é um bosta. É mais um que acha que polícia é guarda particular de dono de shopping. Não, não é. Comportamento inadequado por comportamento inadequado, eu não vejo a polícia entrando no cinemark quando os educados frequentadores começam a papagaiar que nem idiotas.

    Não, não existe nada de errado em dar um rolê com mil pessoas. Não diz em lugar algum que é crime, que é imoral, que errado de qualquer forma. Se o dono do shopping não consegue dar conta de controlar os que vão para roubar, ele que contrate mais seguranças e se mesmo assim não consegue, problema dele, é o preço que se paga ao se deixar sua propriedade particular aberta ao público.

    Você é dos que querem proibir as armas para todo mundo porque algumas pessoas usam armas para matar inocentes ou assaltar? Faça-me o favor. Tenha algum respeito pelas instituições democráticas.

    Quanto à lei do funk, o prefeito haddad tem toda a razão. Já existem leis que proíbem o som alto de madrugada. Não adianta sair por aí criando leis em cima de leis se as que já existem não são cumpridas.

    Tá difícil ser direitista ultimamente, as mídias foram invadidas por semi-analfabetos que acham que o Brasil era um paraíso até 2002 e nunca leram nada além de Olavo de Carvalho.

    • Flávio Morgenstern20 de janeiro de 2014 às 11:01Autor

      ↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑↑
      É esta a forma de pensar de um esquerdista.

      • sem noção21 de janeiro de 2014 às 15:05

        Pois eh… essas são as mentes pensantes… kkkkkkkk… Esquerdopatas admiradores de Marx e Che… Será que ele sabe quem foram, além de desenhos em camisetas???? kkkkk

  8. João 77BM13 de janeiro de 2014 às 20:45

    Rapaz, há muito tempo não comentava – talvez porque estavam faltando artigos. Que bom que você voltou com tudo.

    Abs, rock on!

  9. Pietro Utto12 de janeiro de 2014 às 21:44

    Por que neste tipo de rolezinho a polícia não aparece com bala de borracha e bomba de gás? http://www.youtube.com/watch?v=9K11V6xJmls

    • Alexandre14 de janeiro de 2014 às 08:03

      Você vê ali alguém correndo e criando pânico em um ambiente fechado???? Por favor, volte para seus blogs sujos…

    • João Arruda15 de janeiro de 2014 às 01:20

      Cara, não tente fazer a neo-direita entender. São iguaizinhos aos escravos de frankfurt, também conhecidos como neo-marxistas que correspondem a 95% dos esquerdistas, não pensam por si próprios, apenas seguem os comandos de seus mestres. As opiniões que têm conseguem ser extremamente contraditórias e conflitantes entre si.

      Por exemplo, defendem a liberdade do cidadão perante o Estado, mas acham legal quando o Estado arbitrariamente desce o porrete em gente inocente que não fez nada de errado. É uma incongruência sem tamanho, e se dizemos que estão errados, saem nos chamando de marxistas, stalinistas e o caralho a quarta. Iguaizinhos os esquerdistas que não aguentam ser confrontados com a verdade e chamam todo mundo de reaça, racista e elitista.

    • Monica Marcato20 de janeiro de 2014 às 14:43

      Sabe como é: além dos Direitos Humanos ia aparecer o Juizado de menores.

  10. Pedro12 de janeiro de 2014 às 10:16

    Como esse cara ainda nao tem uma coluna numa revista ou jornal de visibilidade? Flavio Morgenster, na mosca outra vez, com estilo de escrita e profundidade. Estas muito acima da media que encontramos por ai em jornais de grande circulacao.

    Parabens

  11. andros11 de janeiro de 2014 às 19:27

    ‘funcionar’, ‘trabalho’, etc e a velha cápsula filológica imbecil do liberalismo, convergem, mas em uma dimensão paralela, com a promoção da desordem (espiritual) que caracteriza os bailes.

    o barulho noturno é profano não por interferir imoralmente na paz dos que ‘produzem’, mas por ser simplesmente manifestação física da morte e do caos, que no totalitarismo esquerdista é chamado de ‘alegria’.

    se tem uma frente a que os funkeiros não ofendem, mas aderem, na narrativa espiritual e mesmo na material, é a do individualismo produtivo.

  12. Gabriel11 de janeiro de 2014 às 18:36

    Vão te chamar de racista por causa das imagens.

  13. Eduardo11 de janeiro de 2014 às 13:06

    Texto excelente do começo ao fim.

    Me parece que há uma tendência atual da esquerda tentar se associar com esse tipo de grosseiro.
    Esquerdistas que até ontem eram contra burguesia, consumismo e toda aquela conversa repleta de clichês, agora exaltam o funk ostentação e quem não gosta é “coxinha” elitista que não suporta ver pobre consumindo.

    Até as feministas estão indo atrás de enfiar funkeiras na “luta feminina”, com direito até a teses de alunos obtusos de Humanas relacionando essas coisas.

    Enquanto a esquerda destrói economia e cultura, e os liberais e libertários defendem a economia, sobra para os conservadores cuidarem do que ainda sobrou da civilização.

  14. ricardo moreira11 de janeiro de 2014 às 10:34

    quando foi ministro da Educação no governo LULalá mandou cartilha de sexo para educar crianças do ensino fundamental das escolas municipais (crianças entre 05 a 10 anos) incluindo CV, agora,como poste do Lula em que os cumpanheiros (dele) votaram e elegeram prefeito da maior cidade deste pais, só podia se esperar desse senhor pt um aculturamento da pornografia e apologia do crime pouco se importando com os direitos do trabalhador e das familias poderem repousar em paz e educar seus filhos da maneira tradiconal . Esta autorizando a pratica da pedofilia nos bailes de ruas.Parabéns aos militantes que o elegeram .Esperemos que os nobres,ilustres e dignos vereadores revoguem o veto desse imbecil.Vem ai eleições majoritárias.Acorda Brasil senão o PT vai implantar o que outros já tentaram e foram impedidos-e depois não adianta chorar.Vamos tirar esse PT das nossas vidas para o bem de todos e felicidade geral da nação.Salvem o Brasil !

  15. Marcio11 de janeiro de 2014 às 05:26

    O que existiria por detrás de os comunistas aprovarem os bailes funks e todo tipo de desordens é um dos esquemas de alienar e criar conflitos entre pessoas e grupos para em determinada oportunidade, caso de um golpe, facilitar o povo ser dominado, além de quererem extinguir toda a espiritualidade de um povo e lança-lo no materialismo absoluto.

  16. Thiago10 de janeiro de 2014 às 23:34

    Seu texto me lembra como até para criar leis é complicado neste país…. Bem, não sei se já existe realmente alguma lei falando sobre a devida autorização para realização de eventos, talvez seja o caso de começar a aplicar as leis que já existam, mesmo que seja para ser o chato e mostrar que se aplicar as leis já existentes do país isso aqui pode parar, e não precisa ser por 20 centavos! =P

  17. Daniel Peres10 de janeiro de 2014 às 22:55

    É curioso como essa trupe não liga as coisas, é bem claro para mim que esse tipo de música incita essa gente a atos libidinosos (nada contra, mas não no meio da rua), crime e uso de drogas (fora a própria ‘música’ que já é uma). Coloquei música em aspas pelo critério de Scruton para determinação da música, baseado em 3 pilares: harmonia (fail), melodia (fail) e ritmo (almost fail). É só ouvir e notar que esse lixo se apoia mal e porcamente no ritmo.
    Bom, sobre o Juca Ferreira, fico com a definição do Olavo de Carvalho: “ele é o subGilberto Gil” . Esse abestado não vê ou não quer ver que esse lixo sonoro induz pessoas com menores atribuições cognitivas e estéticas a comportamentos criminosos. A frase de R. Weaver é certeira: “Aquilo que o homem expressa em seu tipo de música preferido ele muito provavelmente expressará em suas práticas sociais”. E olha que ele estava falando do jazz. Coitado, ele nem viu o rap…

  18. add10 de janeiro de 2014 às 18:40

    não se esqueçam que essa é uma das metas comunistas descritas no livro de Cleon Skousen, “O Comunista Nú”, promover a imoralidade, a putaria, a falta de ética, eliminar todas as ancoras morais de um povo… pois assim fica mais facil, alias, facílimo manipular as massas pois perdem a noção do certo e do errado……

  19. Roberto10 de janeiro de 2014 às 17:54

    Fácil elogiar esta barulheira dos infernos: esta turma de secretários e o próprio prefeito não moram em regiões onde elas ocorrem. Bem que esta turma poderia fazer estes bailes lá no bairro do Paraíso, em frente a casa do prefeitinho, nem que seja para “comemorar”.
    Poderia ser valsa, polca, etc., qualquer coisa acima do volume aceitável deveria dar multa e cana na reincidência.

  20. JC10 de janeiro de 2014 às 17:08

    Porra, fechou então: baile funk na frente da casa da Maria do Rosário! Começando meia noite, sem hora pra acabar!

  21. danir10 de janeiro de 2014 às 17:05

    Olá Flavio. Só para constar, o ciclo é circadiano e no caso do pronome creio que o certo é criminalizemo-lo. De fato a palavra e a construção pronominal não são parte da base linguística e cultural dos funkeiros. De qualquer forma fica aí a observação, que não precisa ser publicada, eu sei que sua base cultural é muito maior e mais elaborada. Definitivamente não faria diferença para nenhum funkeiro. Isto me lembra que durante muito tempo, eu acreditava que a grafia correta era kamizake, e não kamikaze para os famosos guerreiros suicidas japoneses. Coisas que só acontecem com quem tem algo para dizer. Quanto ao seu texto, como sempre foi direto ao ponto. As vezes fico com inveja de você e outros articulistas que lutam pela instauração do bom censo e manutenção das liberdades democráticas. Vocês escrevem o que eu penso, como se estivessem lendo a minha mente e esclarecem as minhas dúvidas quando elas existem. Saudações – Danir

    • Flávio Morgenstern10 de janeiro de 2014 às 17:13Autor

      Danir, obrigado pelas correções! Este é um problema do multiculturalismo. Agora, teríamos de analisá-lo dentro de nossa própria cultura. Como se cultura de “matar os polícia” e Mário Ferreira dos Santos fossem coisas do mesmo valor, só por serem “culturas distintas”, que não podem ser analisadas com “preconceito” (ou seja, com o conceito claro de que ela não é o melhor para nós). E assim vamos indo pro brejo.

      • Guilherme17 de janeiro de 2014 às 14:11

        Multiculturalismo só quando interessa, né? Afinal, procurar raízes históricas que mostram que o apartheid “não foi tão mal assim”, colocando-se do lado daqueles que o implementaram, também significa olhar de uma forma multicultural. (Na verdade, bem monocultural, no caso, mas deixa quieto). Mas quando é para escrever este emplastro mental de alguém que está ficando para trás no trem da história, tentando primeiro julgar antes de compreender, ao mesmo tempo em que segura as calças e as malas, multiculturalismo é um problema. Acho que te falta um pouco de apuro epistemológico em suas definições tão definitivas.

        • Flávio Morgenstern20 de janeiro de 2014 às 11:06Autor

          NUNCA defendi multiculturalismo, defendo a SUPERIORIDADE de culturas sobre outras (não acho que nazistas sejam “pessoas com visões políticas diferentes” e, ao contrário do que você escreve, chamei o apartheid de imoral e insustentável, apenas mostrei O QUE ele é e VOCÊ não sabia). Se estou ficando pra trás do trem da história, que é o Bonde do Tigrão, fico feliz em não ser mais um modista descerebrado. Obrigado pelo elogio!

  22. Vaulber B. Pellegrini10 de janeiro de 2014 às 16:57

    Fernando Haddad = PT = MST = PCC = CV = VAI ESPERAR O QUÊ??????

  23. Fabrício10 de janeiro de 2014 às 15:39

    Parabéns pelo texto. É a cultura do bandido. Os esquerdistas adoram o “rolezinho”, desde que não seja no Leblon. No bairro dos outros pode.

    O que importa a pizza que a mulher comia? é um atestando de riqueza? POL POT mandaria dar uma machadada na cabeça dessa capitalista ocidental.

    Acho que a jornalista deve ser fã de POL POT.

  24. Gino/SP10 de janeiro de 2014 às 15:20

    O Brasil é uma zona mesmo!
    Temos um monte de leis redundantes que não são cumpridas porque o poder público e relapso, não adianta criar mais.
    Moradores de cidades como Sampa sofrem com diversos barulhos muito piores que esses anárquicos bailes funk.
    Tem os idiotas com som alto desfilando de madrugada a 20km/h tocando funk, pagode, sertanejo e outros lixos; tem também os motoqueiros aloprados e seus escapamentos arreganhados acelerando tudo pelas ruas da cidade; tem também os ônibus urbanos que fazem um barulho infernal dentro e fora (esses o prefeito Malddad pode fiscalizar), os escapamentos abertos dos carros, os caminhões barulhentos, geradores de prédios, bares com som ao vivo e por ai vai.
    E nada é feito!!!!
    Se o poder público se importasse mesmo com os barulhos da cidades resolveria aplicando 2 leis existentes e botando gente dia e noite pra fiscalizar!!!

  25. Leo Vasconcellos10 de janeiro de 2014 às 14:31

    Fala, Flavio, beleza?
    Vou precisar aproveitar a oportunidade para tirar uma dúvida referente a outro texto seu:

    em qual livro, exatamente, Eric Voegelin “destroça impiedosamente o Marxismo”? Seria em “Reflexões Autobiográficas”? (li essa menção no texto sobre Marilena Chauí e o ódio à classe média)

    Muito obrigado e até logo.

    Leo

    • Flávio Morgenstern10 de janeiro de 2014 às 16:39Autor

      Leo, em vários. A filosofia dele é muito complexa (muito mesmo, deixa qualquer filósofo lido nas universidades comendo poeira), e não tem um “manual” fácil de entrada, nem mesmo uma refutação de marxistas ou gnoseologistas da vez em 10 passos. Um livro em que faz isso, além desse citado, é no História das Ideias Políticas, mas claro que só vai cuidar de Marx lá no último volume.

  26. Alexandre10 de janeiro de 2014 às 14:25

    Discordo de uma coisa: não é nada difícil ver médicos de jaleco comendo pastel na feira às quintas na Rua Pio XII, na Bela Vista, ao lado do Hospital Paulistano (e próximo da Beneficência Portuguesa e do Oswaldo Cruz). :)

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