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O processo de cassação tem finalmente feito a esquerda assumir que votou em Temer 4 vezes

E a imprensa aceitar que o atual presidente recebeu a mesma quantidade de votos de Dilma Rousseff

Assim que o impeachment levou Dilma Rousseff para o lugar do qual ela jamais deveria ter saído, variações de um mesmo discurso tomaram as ruas do Brasil: enquanto a esquerda jurava que tinha votado na petista, mas não no vice, a imprensa se dava a repetir que Michel Temer chegava ao poder sem votos.

Isso não fazia o menor sentido. Afinal, ao apertar “13” e confirmar, o petista votou não só em Dilma, mas também em Temer, e num total de nove partidos que compunham a coligação “Com a Força do Povo”.

Não era a primeira vez. Nem a segunda. Era a quarta vez que o petismo dedicava votos a Temer, afinal, foram dois turnos em 2010, e outros dois em 2014.

Com o processo de cassação correndo no TSE, a história finalmente está mudando. E, em uníssono, imprensa e esquerda agora referem-se à coligação como “chapa Dilma/Temer”. Fazem isso porque querem encurtar o mandato do atual presidente. Mas não percebem que, assim, contradizem o que gritavam há apenas alguns meses.

O Implicante tem uma dica para dar: querem cassar a chapa Dilma/Temer? Cobrem de Dilma Rousseff uma confissão. É só ela vir a público reconhecer como verdade tudo o que está sendo denunciado ao TSE.

No entanto, ela vem soltando notas desmentindo os depoimentos. Assim fica difícil.

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