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O que a esquerda odeia em João Doria é justamente o que o povo mais gosta nele

Mas em 2020 farão campanha em cima do que o povo aprova.

Foto: SECOM / PMSP

Ao contrário da militância mais difusa, no geral de fato sem uma opinião própria, o PT é inteligente. Reconheçamos, ora. Tanto que sua fundação fez recentemente uma pesquisa para entender as razões dos fiascos eleitorais na periferia de São Paulo.

E o que encontraram foi aquilo que muitos já intuíam: o povo não gosta de esquerdice. Mesmo Lula, e isso foi atestado no levantamento, é admirado sobretudo por sua ascensão social.

Nesse sentido, as críticas que João Doria recebe da turma esquerdista são todas elas, exatamente todas,

Pichações

Logo nos primeiros dias da gestão, esse foi o primeiro embate. Uma guerra que já nascera perdida pela esquerda, já que 97% da população é contra pichações. Mas a militância insiste em bater nisso, usando até campanhas de grandes empresas para tentar atacar uma ação apoiada pela imensa maioria.

Organização / Limpeza

A coisa começa daquele jeito clássico: para emplacar narrativa, distorcem ou tentam modificar os fatos. Dá tudo errado. Os primeiros passos do “Cidade Linda” foram tratados como “higienismo”, numa maliciosa tentativa de confundir o asseio público com antigas teses discriminatórias. Falharam miseravelmente, já que por óbvio o povo gosta de ruas e calçadas limpas e sem buracos.

Meritocracia

A já mencionada pesquisa da fundação do PT também demonstrou que o povo acredita na meritocracia. Enquanto a ala canhota considera o termo um “palavrão”, os mais pobres trabalham em busca disso, com tal conceito em mente, e sem tratar como inimigos os que venceram. É assim que vêem o atual prefeito, por mais que a boataria mentirosa invente, sem sucesso, que ele herdou o que tem (mentira, o pai perdeu tudo e ele precisou fazer o próprio dinheiro).

Comunicação

SEMPRE que a esquerda reclama da estratégia de comunicação de um adversário, pode ter certeza, essa estratégia é boa. E não se trata de uma regra vazia, mas matemática: veja os números. Eles acusam Doria de fazer “muito marketing”, mas a acusação morre antes de nascer. Afinal, o “marketing” não é com base em promessas, mas em cima de realizações FEITAS. E ele faz isso por seus canais na web, o que deixa a rapaziada do contra ainda mais furiosa – diante da grande audiência.

Trabalho

Sim, chegaram a reclamar disso, que ele trabalharia demais. E não escondem o ódio quando ele aparece nas redes sociais, às cinco da manhã de sábado ou domingo, dizendo que acompanhará alguma atividade ou algo do tipo. E é claro que as pessoas gostam – e provavelmente a raiva da esquerda seja também pelo fato de o povo gostar disso.

Mas na próxima eleição…

Ninguém se engane: os partidos esquerdistas trarão propostas/candidatos baseados nos êxitos dessa gestão. Tudo que passam e passarão falando mal será contrariado em campanha. Porque não são bestas e querem ganhar a eleição. Vale citar novamente a tal pesquisa que servirá de base para a campanha.

Os dois êxitos mais recentes do PT em São Paulo, aliás, foram nesse sentido. Marta Suplicy não ganhou em 2000 propondo esquerdismos, mas sim apresentando a “modernidade” contra o malufismo. Haddad levou em 2012 por ser o “novo homem” que faria obras viárias inovadoras.

A diferença, porém, é que nenhum dos dois entregou o que prometeu. Mas 2020 está longe, dá tempo de trazerem nova tese, novo nome, na velha estratégia.

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