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21 de agosto de 2014

A estranha convocação da PF

Suplicy no "Papuda Tour", quando parlamentares foram dar uma olhada nos colegas e ex-colegas encarcerados por corrupção.

Suplicy no “Papuda Tour”, quando parlamentares foram dar uma olhada nos colegas e ex-colegas encarcerados por corrupção.

Suplicy vai mal das pernas e, pela primeira vez em algumas DÉCADAS, está ameaçado de finalmente perder sua preciosa cadeira no Senado – que nunca foi usada para qualquer ação em benefício do estado que ele representa (ou deveria representar). Natural, portanto, que apareçam “denúncias”. E nada estranho que surjam onde surgiram, aliás.

Mas vamos aos fatos.

Serra foi inocentado – e pelo Ministério Público – de toda e qualquer ligação com as acusações de propina envolvendo o metrô de SP. Já falamos disso aqui (por favor, peço que leiam o texto). Mas eis que, mesmo assim, a PF o chama para “depor” – e o depoimento será/seria na semana das eleições. Pois é…

Em primeiro lugar, o que é exatamente um depoimento? Nada. Chamam para buscar informações sobre um caso, e isso é feito com todas as partes que supostamente teriam algo a acrescentar. Não é o mesmo que uma acusação ou algo do tipo. Mas o efeito, bem sabemos, é de cravar pecha de “culpa”. E na semana das eleições. Trata-se, portanto, de uma convocação obviamente eleitoreira e sem pé nem cabeça.

A falta de pés ou cabeça se dá pelo fato de que já foi afastada qualquer culpa ou mesmo relação com o caso. Vejam aqui. Em uma “denúncia” anterior, a mesma Folha disse que executivos haviam procurado Serra – no exterior – e teriam recebido “Instruções”. Pois bem: O REFERIDO GRUPO PERDEU A LICITAÇÃO. Isso mesmo: perdeu. Não houve, por óbvio, benefício de forma alguma (também explicamos isso aqui).

O procedimento atual, portanto, tem objetivos puramente eleitorais. A PF, órgão subordinado ao executivo federal, chama alguém para um “depoimento”, a imprensa noticia de maneira acusatória e, claro, a campanha beneficiada usa como arma contra o adversário. Seria apenas patético se não fosse principalmente reprovável pelo fato de estar nessa rede um órgão que deveria primar pela total imparcialidade.

E vale lembrar, por fim, a recente convocação de Tuma Jr. para também “depor”. Para quem não sabe ou não se lembra: Aloysio Nunes Ferreira determinou que a PF investigasse os fatos RELATADOS NO LIVRO, e o que fizeram foi OBRIGAR O AUTOR A DAR DEPOIMENTO. Sério – vejam aqui.

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20 de agosto de 2014

Aécio x Dilma: tucano critica atrasos do governo petista

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Aécio Neves, candidato à Presidência da República pelo Partido da Social Democracia Brasileira, criticou os atrasos do governo petista em visita a Sinop (MT), na terça-feira (19/08).

“O aprendizado do PT vem custando muito caro ao Brasil, em vários setores”, disse o tucano, que pontuou o atrasos na BR-163 com mais de quatro anos. Aos falar com o empresariado e produtores locais, afirmou que vai “avançar nas parcerias e concessões (para rodovias serem comandada pela iniciativa privada)”.

Sobre a resistência do PT a respeito da iniciativa privada, o senador disse que é preciso “acabar com o preconceito quanto a iniciativa privada em investimentos de logística. A visão ideológica atrasada, se curvou nos últimas anos e agora (algumas) tem sido feitas. Quando se perde muito tempo, temos grandes problemas”.

20 de agosto de 2014

O PT está perdendo as eleições em 9 dos 10 maiores colégios eleitorais

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Nas disputas para os governos dos dez maiores colégios eleitorais do Brasil – que concentram quase 80% dos votantes do país – e do Distrito Federal, o Partido dos Trabalhadores lidera somente em Minas Gerais. Segundo o Instituto Datafolha, seu candidato, Fernando Pimentel, registra 29% das intenções de voto, enquanto Pimenta da Veiga, candidato tucano, aparece com 16%. Esse cenário, no entanto, deve ficar mais acirrado quando Aécio, após o início das propagandas eleitorais, declarar seu apoio a Veiga.

Em São Paulo, a situação petista é ainda mais crítica. Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e candidato ao governo, registra somente 5% das intenções de voto, contra 16% de Paulo Skaf (PMDB) e 55% de Geraldo Alckmin (PSDB), que lidera com folga. Já no Rio de Janeiro, Lindbergh Farias (PT) aparece em quarto lugar nas pesquisas, com 12% dos votos, atrás de Luiz Fernando Pezão (PMDB), Marcelo Crivella (PRB) e Anthony Garotinho (PR).

O cenário se repete país afora. Ministra do governo Dilma, a senadora Gleisi Hoffmann, que foi chefe da Casa Civil até abril passado, está bem atrás dos primeiros colocados no Paraná. O governador tucano Beto Richa tem 39%, o senador peemedebista Roberto Requião aparece na segunda colocação, com 33%, enquanto a petista tem apenas 11%. Na Bahia, o candidato à sucessão do petista Jaques Wagner, seu ex-secretário da Casa Civil Rui Costa estabilizou na terceira posição, com 8%, segundo pesquisa Ibope de 23 de julho. O candidato mais forte na Bahia é o ex-governador Paulo Souto (DEM), líder isolado, com 42%,, seguido da senadora Lídice da Mata (PSB), com 11%.

Com a pouca popularidade de Dilma, a iminência de perder importantes lideranças em grandes estados e a nova realidade que se apresenta após a morte de Eduardo Campos, voltou a ecoar o coro “volta, Lula”.

O temor de que Marina Silva apareça nas próximas pesquisas eleitorais com chances reais de vitória reacendeu nos bastidores, ainda de forma tímida, o coro “volta, Lula” entre um grupo de petistas. A articulação que pedia o retorno do ex-presidente para a disputa de 2014 foi forte no primeiro semestre de 2013, mas acabou abafada no encontro nacional do PT, em maio, quando a sigla unificou o discurso em torno da candidatura de Dilma Rousseff.

Com a divulgação da mais recente pesquisa Datafolha, com a inclusão de Marina Silva como candidata, Dilma aparece perdendo pela primeira vez na disputa de um possível segundo turno, confirmando o temor dos petistas.

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Mais do que nunca, o ciclo liderado pelo PT na presidência do país dá mostras de cansaço. Partido nascido de uma sopa de ideologias progressistas, teve sempre peso no legislativo ao formular leis ou barrá-las, mas encontra dificuldades em cargos executivos, quando precisa encarar os imprevistos de colocar essas ideias em prática. Se de fato se encerra em 2014, só as urnas de outubro darão a resposta. Mas a baixa aprovação de seus principais nomes dá a entender que a queda estaria próxima. O próprio desempenho nas campanhas estaduais são um sintoma. Ou até mesmo causa. Não se elege – ou reelege – um presidente sem uma boa base que o sustente. E quem ensinou isso ao Brasil foi o próprio PT, ao justificar tantos e tantos aliados de gosto duvidoso nos últimos 12 anos.

19 de agosto de 2014

DESPERDÍCIOS DO PT – Parte X: Usina de Angra 3

Na parte final dessa série de artigos que visa elencar os 10 maiores desperdícios de dinheiro nas obras faraônicas destes 12 anos de governo petista, o Implicante apresenta hoje o caso da Usina de Angra 3.

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Do que se trata

É a terceira usina da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em fase de instalação na Praia de Itaorna, no Rio de Janeiro. Suas obras foram retomadas em 2010, após 24 anos de paralisação, depois de sua inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento. Seus defensores afirmam que ela é economicamente competitiva, mas seu custo de geração está em torno de R$ 144/MWh, superior ao do sistema hidrelétrico.

Orçamento original

A previsão inicial é de que seriam gastos R$ 9,9 bilhões em suas obras.

Orçamento atual

Hoje, esse valor já atingiu R$ 13 bilhões.

Estouro do orçamento

O sobrepreço da obra chegou aos R$ 3,1 bilhões, com os quais seria possível construir:

19 de agosto de 2014

As mentiras de Dilma no Jornal Nacional

 Texto do site Turma do Chapéu:

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Em entrevista ao Jornal Nacional, na noite da segunda-feira, 18/08/2014, a presidente e candidata a reeleição Dilma Rousseff não resistiu à pressão ao ser perguntada sobre corrupção, a incapacidade de seu governo gerir a economia e o apoio de seu partido a criminosos condenados, e acabou mentindo.

Confira as mentiras da Dilma na última entrevista:

“A Polícia Federal, no meu governo e no do presidente Lula, ganhou imensa autonomia. Para investigar, para descobrir, para prender”
Mentira! A Polícia Federal, nos governos de Lula e Dilma, reduziu drasticamente as operações de combate à corrupção. As investigações de crimes como peculato, emprego irregular de verba pública, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, entre outros, caiu de 10.164, em 2007, para 1.472, em 2013. Os dados são da Federação Nacional dos Policiais Federais. Os Policiais Federais chegaram a divulgar um panfleto afirmando que Dilma desvalorizou a Polícia Federal após a prisão dos seus companheiros de partido envolvidos no mensalão. Uma pesquisa da Fenapef, mostra, entre outros dados, que os Policiais Federais percebem a força da intervenção política na instituição.
“Fomos nós que criamos a Controladoria-Geral da União, que se transformou num órgão forte e também que investigou e descobriu muitos casos”
A Controladoria-Geral da União não passa de uma mudança de nome da Corregedoria Geral da União, criada no governo Fernando Henrique Cardoso, com a Medida Provisória n° 2.143-31, 2 de abril de 2001. Quando Lula assumiu, a Medida Provisória n° 103, de 1° de janeiro de 2003, primeiro dia de mandato, mudou o nome do órgão, que já existia.

Condescendência com a corrupção
Perguntada quatro vezes sobre o apoio do PT a “pessoas corruptas, comprovadamente corruptas”, “julgadas, condenadas e mandadas para a prisão pela mais alta corte do Judiciário brasileiro”, nas palavras de William Bonner, Dilma fugiu do assunto e disse que não iria “tomar nenhuma posição que me coloque em confronto, conflito, ou aceitando ou não”. O fato é que a presidente Dilma manifestou apoio a José Dirceu e apelou para sua “relação pessoal com a família do Genoino” para defender uma prisão domiciliar para o petista. Aécio Neves questionou Dilma, dizendo que, diferentemente do PT, não tratará condenados como heróis.

Mais Médicos
Dilma disse: “”primeiro, chamamos médicos brasileiros para atender”, “depois, chamamos médicos, brasileiros ou não” e “na sequência, chamamos médicos cubanos”. Não é verdade. Antes do Mais Médicos, Dilma já tinha chamado os cubanos, embora o convênio ainda estivesse escondido: o contrato já estava assinado antes de chamarem os brasileiros. Mas por que tanto interesse em assinar tão cedo o convênio com Cuba? Pode ser porque o governo de Raul e Fidel Castro fica com a maior parte do dinheiro.

“Nós estamos superando a dificuldade de enfrentar uma crise sem demitir, gerando emprego e renda.”
Aí forçou, Dilma.

Apenas para citar alguns exemplos: segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), no primeiro semestre, o comércio fechou 83,6 mil vagas de emprego, o pior resultado desde 2007. As indústrias da região de Campinas tem o pior índice de demissões em 11 anos.

O IBGE mostra que o emprego recuou e mais pessoas estão ficando desempregadas pelo Brasil. A verdade é que, com a economia do governo Dilma, não dá pra gerar emprego e renda como a presidente promete.

“A inflação, Bonner, cai desde abril, e agora, ela atinge, hoje, se você não olhar pelo retrovisor e olhar pelo que está acontecendo hoje, ela atinge 0%. Zero.”
Sério. Não dá. Não dá. Não dá pra aceitar a presidente da República falar que a inflação, que já bateu o teto da meta, é zero. Aí já virou chacota, presidenta.

18 de agosto de 2014

DESPERDÍCIOS DO PT – Parte IX: Hidrelétrica de Belo Monte

Dando continuidade à série de artigos que visa elencar os 10 maiores desperdícios de dinheiro nas obras faraônicas destes 12 anos de governo petista, o Implicante apresenta hoje o caso da Hidrelétrica de Belo Monte.

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Do que se trata

É uma usina hidrelétrica construída no rio Xingu, nas proximidades da cidade de Altamira (PA). Terá potência instalada de 11.233 MW, mas deverá produzir somente uma média 4.500 MW ao ano, o que representa cerca de 10% do consumo nacional. A obra foi fortemente combatida por ambientalistas e indígenas, o que levou à redução do projeto.

Orçamento original

O projeto inicial previa um gasto total de R$ 25,9 bilhões.

Orçamento atual

Três anos após o início de sua construção, que deve ser finalizada em 2015, esse número já chegou a R$ 28,9 bilhões.

Estouro do orçamento

Já houve aumento de R$ 3 bilhões em relação à previsão inicial. Com esse valor, seria possível construir:

 

18 de agosto de 2014

Marina Silva e Datafolha, curtas notas

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Com a óbvia confirmação da candidatura de Marina Silva para a vaga deixada pela morte de Eduardo Campos, as cartas da corrida eleitoral embaralham-se de maneira incrível. A aposta vale alto até em termos financeiros: o Ibovespa cai sempre que uma pesquisa aponta para a continuidade da recessão econômica com o PT no poder, e sempre aumenta assim que se desconfia que Dilma Rousseff poderá não ser reeleita, o que é bom para o emprego, o crescimento e o dinheiro no bolso de cada brasileiro. É hora de saber se investimos ou desistimos.

Assim, a pesquisa do Datafolha, encomendada já horas após a morte de Eduardo Campos, que coloca o nome de Marina na disputa, era a pedra de toque para se ter algum restolho de esperança com o país. Desistimos do Brasil agora ou há esperança? A pesquisa do Datafolha põe Dilma à frente, Marina 1% à frente de Aécio (tecnicamente empatada) e Marina vencendo no segundo turno. Ou seja, o candidato tucano perderia o segundo posto.

A morte inesperada de Eduardo Campos, apesar da frieza e do pouco sentimentalismo, não adia fatos. Jornalismo precisa trabalhar com a fria realidade e a preocupação futura mesmo diante das fatalidades. Saber do futuro de Marina e do Brasil, portanto, era e é premente. Campos tinha cerca de 8% de intenções. Marina, sua vice, já teve 20 milhões de votos em 2010, Mais do que o dobro de Campos. Assim, obnublou-se, por exemplo, a perspectiva matemática de que a vitória, na verdade, estava com Aécio Neves no segundo turno.

Resta, todavia, saber se os votos de Marina em 2010 são consolidados em 2014. E o que ela pode mudar. Na verdade, a primeira assertiva já traz em si uma análise torta: os votos de Marina agora não são os mesmos de 2014. Seu nome foi o segundo mais cotado para a presidência durante os histéricos protestos de junho de 2013, atrás de Joaquim Barbosa, que até o momento garante que só declarará apoio a um candidato se continuar a sofrer perseguição da militância (petista).

Marina foi um boom. E seu nome aparecer agora é um superboom. Dizem as leis da Física mais elementar que, quando você está no auge, a única direção que você pode seguir é para baixo. Marina pode crescer? Pode. Mas vai tomar voto de quem? Os 30% do PT são mais consolidados do que água congelar a zero grau.

Má notícia para Dilma: ela não parece ter UM ÚNICO VOTO nessa galáxia além dos eternamente consagrados pelo PT, que ainda criou o maior curral eleitoral dopaís com o Bolsa Família. A presidente que nunca mostrou o que é além de “a candidata do Lula” só tem mesmo os votos da militância e daqueles que o PT transforma em dependentes – ou seja, votos eternos.

Se Dilma, mesmo aparecendo na TV o tempo todo, mesmo triplicando gastos de publicidade com a Petrobras antes das eleições para elogiar o governo petista, em nítido flagrante contra a lei eleitoral (e silêncio da oposição), ainda assim só tem os votos da militância petista, sua capacidade de crescimento é próxima da nulidade.

Marina, então, poderia tentar tomar votos de Aécio Neves. Aí o problema seria diferente: ambos estão no terreno da mudança. Mas o voto em Aécio é menos suscetível a sentimentalismos. Marina simplesmente não tem programa, apenas o sentimento de “terceira via” (ainda que absolutamente nada em suas idéias seja diferente do PT).

O discurso marinista é oco, com “propostas” como “criar um partido radicalmente democrático”, ou outras construções verborréicas sem significado. O famoso flatus vocis – um palavrório gasoso lançado na surdina no ar para que os circunstantes tentem adivinhar qual a sua substância. Com isso, há um risco que parece estar sendo ignorado: a possibilidade de Marina cair.

A aposta não é tão arriscada: foi ela quem baixou o nível da campanha de 2010 trazendo à tona de forma agressiva o tema do aborto. Desconhecida de seu próprio eleitorado, todos os seus podres podem começar a vir à tona: sua gestão “ecológica” aumentou o desmatamento (que depois ela usou como “aviso”, tentando extrair insumos positivos da sua má gestão), é acompanhada por alguns laivos de fanatismo religioso.

Pior: além de incompetência, sua gestão “verde” foi marcada por envolvimentos estranhos com ONGs, tráfico de madeira ilegal da Amazônia – forçou o Congresso a não chamar para depor o seu marido, Fábio Vaz de Lima, para se explicar sobre a venda de madeira apreendida. Seu marido ainda encontrou tempo e espaço para se envolver com o caso Usimar, de Roseane Sarney.

Tudo isso a torna mais merecedora do Prêmio Motosserra de Ouro do que de uma “terceira via limpa e renovadora”.

marina-velorio-camposQuem a conhece, compra pouco a sua verbosidade. Apresentada não apenas ao Brasil, mas ao mundo como uma defensora dos “povos da floresta”, numa versão Avatar da política, como se fosse uma espécie de deusa no seu Acre natal, é justamente lá onde tem mais rejeição. ficou em terceiro lugar, com José Serra disparado em primeiro.

Ou seja, com Marina tornando-se conhecida, ainda mais diante de ex-aliados com pouca civilidade como o PT, sua chance de ter seu lado negro conhecido não apenas de analistas e estudiosos das notícias e da ciência política, mas da grande população indouta que decide votos torna-se mais alta.

Aécio Neves, todavia, tem ainda grandes preocupações. Parece depender mais do PT para o ataque a Marina do que de si próprio – o que favoreceria a vitória de Dilma no primeiro turno. Todavia, não perdeu nada de votos, mostrando a solidez mais intelectual e menos afeita a motes do momento de seu eleitorado.

A principal boa notícia é que o PT já havia preparado boa parte da campanha política tendo Aécio como alvo, e sem grandes preocupações com os “traidores” ex-aliados do PT Eduardo Campos e Marina Silva. Agora, o PT tem de, literalmente, se dobrar. E, para piorar, mirar mais em Marina do que nele. Os escândalos de Marina deixarão de ser conhecidos apenas de conhecedores mais aprofundados e Aécio pode tentar angariar estes votos de volta para chegar ao segundo turno.

É sempre o método do PT: ao invés de se explicar, inventar o tu quoque, uma acusação do tipo “você também”, mesmo comparando coisas que não possuem a menor conexão entre si. Mesmo assim, a parlanda convence: enquanto o mensalão foi um golpe totalitário para impedir a separação de poderes e instaurar um governo centralizado no Executivo nacional, chamam de “mensalão tucano” um escândalo que nada tem a ver com o verdadeiro mensalão.

Passam a chamar tudo de mensalão, fazendo o povo crer que todos os partidos são iguais a ele – e assim, “anula” seu vezo totalitário. A fúria do PT para acabar com a separação de poderes e viver de carisma, currais eleitorais e palavrórios para a classe média que odeia a classe média continua com a tentativa de instauração dos sovietes petistas, que substituiriam o Congresso em um sistema que não existe em nenhum outro lugar do mundo.

O trabalho de Aécio, agora, é um pouco mais duro: tem de ser claro ao eleitorado sobre o porquê do Brasil precisar de mudança, e por que pode ser o protagonista correto para iniciar o processo.

Já adquiriu números espetaculares: mesmo enfrentando o desconhecimento, a propaganda eleitoral petista 7 dias por semana na imprensa através de estatais, jornalismo chapa-vermelha (cerca de 80% do jornalismo nacional), MAVs, blogosfera progressista e afins, ainda antes do começo da propaganda eleitoral, teve números para empatar tecnicamente com Dilma Rousseff no segundo turno. O que pode fazer com a propaganda eleitoral começando depende de traduzir essa mensagem para o povo.

AecioCamposAgora, resta se mostrar melhor do que Marina, pois seu eleitorado parece muito menos propenso a cair do que a candidata ex-verde, que dificilmente terá números mais altos do que nessa semana de comoção nacional. Marina, também, tem um agravante: fala muito mal e é propensa a cair em bobagens no período eleitoral.

Aécio Neves já vem enfrentando acusações, difamações e calúnias há muitos meses e apenas cresce – enquanto o PT cada vez mais se desespera nos ataques, como o momento em que o perfil “humorístico” Dilma Bolada postou que o tigre que mordeu um menino em Cascavel deveria ter comido o braço de “Satanécio” (será que se Aécio estivesse no avião de Campos, o perfil também postaria uma mensagem respeitosa como foi com Campos?). Os petistas se tornam misteriosamente tão cristãos quando as coisas convêm.

O que falta entender na pesquisa do Datafolha são duas coisas.

A primeira é a rejeição. Se vamos brincar de dança de votos, é preciso entender quem possui a maior rejeição, não apenas aprovação – mesmo porque, o desencanto com a política nacional eclodiu alto nos últimos meses, e muitos votam fechando o nariz para o próprio candidato. Dilma é a campeã. Aécio tem muito menos, mas fica em segundo. Marina é ainda sacrossanta: porém, resta saber o que acontecerá quando a campanha expor o que Marina é. É um trabalho que Aécio e sua campanha devem tomar como sagrado.

Neste cenário, Aécio ainda tem chance de chegar ao segundo turno e empatar novamente com Dilma, mesmo com o baque sofrido com a morte de Campos. Só que dependerá muito de um esforço que, por razões óbvias, ninguém havia pensado em fazer. Marina, todavia, não tem como melhorar sua ínfima rejeição, e novamente tende apenas a perder eleitores.

A segunda é algo que se tornou questão de honra apenas na última eleição. Dilma Rousseff, apesar de eleita, nem mesmo teve a maioria do eleitorado. Em sua eleição, a abstenção chegou no patamar dos 20%. Seus números altos, portanto, dependeram muito de sua militância obediente e de seus eleitores bolsafamiliarizados. Seu curral eleitoral.

Contudo, houve junho de 2013 e os ânimos estasiados por ventos de mudança (cuidado: evite ficar com o assovio de Winds of Change do Scorpions comemorando a queda do Muro de Berlim e a reunificação alemã com isso). Houve uma nova positividade em ser “politizado” a partir de então.

Marina, o Datafolha mostra, cresce quase que exclusivamente entre indecisos, brancos e nulos. Apesar do que o imaginário coletivo implantado por beleguins na imprensa, na Academia e na máquina de propaganda do PT fizeram com a imagem do PSDB e dos ataques pessoais ao tucano, Aécio Neves ganhou intenção de votos até agora apenas com suas notícias de meio minuto nos jornais. Resta também mirar nesse eleitorado e esperar que faça um bom trabalho em sua campanha.

Se metade desses 20% de abstenções da eleição passada de Dilma resolverem votar, com certeza absolutíssima não será em Dilma Rousseff. E aí, qualquer pesquisa de opinião será jogada no lixo: quem serão os 10% de eleitorado que, apesar da “intenção geral” medida em pesquisas ser pelo candidato X ou Y, vão contribuir com mais votos concretos para este ou aquele candidato?

Apesar de tudo, a pesquisa aponta para um trabalho obrigatório para Aécio Neves chegar ao segundo turno. Entretanto, caso faça seu trabalho corretamente, ainda há motivo para lutar bravamente pela vitória.

17 de agosto de 2014

Marina Silva e a farsa da “nova política”

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Um governo popular gera campanhas sucessórias que lhes aplaudam, mesmo às vezes as opositoras. E há também o fenômeno inverso: gestões ruins trazem a tal busca pela mudança, pelo “novo” – a ponto de candidato da situação dizer que “mudará” tudo. É o que acontece neste ano, diante da gestão Dilma: ela própria usa o slogan “Muda Mais”.

O contexto, portanto, é fértil para que apareça a manjada figura com ares míticos alegando representar “o novo”. E, como era previsível, Marina Silva tenta adotar a personagem. Mas faltou combinar com os fatos de seu histórico. Vejam só.

Turma da Marina
Não, a turma da candidata não são os jovens de classe-média-alta-e-ongueira da zona sul do Rio ou da Zona Oeste de SP. Nada disso. Esses são os que aparecem nas redes sociais para difundir a imagem de “novidade” aos demais incautos.

A verdadeira “turma da Marina” está no Acre, governado pelos “sonháticos” da vida prática há 16 anos. Pode-se notar de longe o largo progresso do glorioso estado nesse tempo todo (especialmente considerando que tiveram um riquíssimo e poderoso governo federal aliado nos últimos oito anos).

Ah, sim: aliado. Porque a “turma da Marina” não é a dos ecologistas de chinelinho comendo tofu na Vila Madalena, nem da meninada rica no barzinho do Leblon discutindo como mudar o mundo. Nada! O grupo da Marina, no Acre, É DO PT. Isso mesmo: Partido dos Trabalhadores (ao qual ela foi filiada e do qual foi militante ferrenha por décadas, até a hora em que o PV ofereceu legenda para concorrer à presidência, em 2010).

E não se trata aqui de uma “turma” no sentido genérico. O PRÓPRIO MARIDO DE MARINA SILVA OCUPA CARGO NA GESTÃO PETISTA DO ACRE. E não é qualquer cargo. E mais ainda: não aceitou entregá-lo. Tem muito militante inocente que não tem a menor ideia disso. Pois vejam aqui.

E, ainda falando sobre o marido de Marina Silva, é importante ouvir o que tem a dizer Aldo Rebelo (outrora aliado):

Essa é a verdadeira turma da Marina.

Ministra na Época do Mensalão
Ela fala muito em ética, tal e coisa, até porque se trata de umas das demandas do povo diante da bagunça generalizada dos dias de hoje. Mas onde estava Marina Silva na época do Mensalão? No PT. E saiu do partido? Não. Nem largou seu cargo no governo Lula.

A imprensa, no geral, trata a candidata com uma aura de santidade, como se fosse proibido levantar os pontos realmente complicados (digamos assim) de sua biografia. Mas os fatos são esses: Marina Silva manteve-se no PT mesmo depois do estouro do Mensalão.

Houve duas grandes debandadas do partido. A primeira, protagonizada por Heloísa Helena (acompanhada de Babá e Luciana Genro), ocorreu na ocasião da Reforma da Previdência, em 2003. A divergência ideológica fez com que fossem expulsos do partido, depois de um longo processo de hostilidade entre tal grupo e Zé Dirceu (entre outros). Marina, porém, manteve-se fiel aos aliados do PT.

A segunda debandada foi em 2005, depois que explodiu o caso do Mensalão. Saíram do partido figuras como Plínio de Arruda Sampaio, Hélio Bicudo e Chico Alencar. Mas Marina Silva não entendeu que tal escândalo de corrupção fosse motivo para que rompesse com o partido.

A candidata somente resolveu sair do PT por interesse próprio em concorrer à presidência. O que a tirou do partido não foi divergência ideológica ou contrariedade ao Mensalão. Ela saiu em 2009 porque o PV deu legenda para concorrer nas eleições do ano seguinte. Ponto.

Os fatos são esses, ué. E acentuados pelo “detalhe” do grupo de Marina Silva TER PERMANECIDO NO NÚCLEO PETISTA DO ACRE (de cuja gestão nada menos que o marido da candidata participa e não aceita largar o cargo).

Enfim…
Ela não é o “novo”, não é renovação política nem nada do tipo. Por trás dessa bobagem “sonhática”, que talvez consiga atrair alguns desavisados, há a mesma velha política de sempre. E a turma da Marina Silva também não é formada pela meninada moderna das economias criativas, bicicletas e afins. Sua “galera” está no governo do Acre há 16 anos.

Quanto à imprensa, a abordagem de Marina beira a santificação. Tratam como uma figura quase sagrada – mesmo diante desse histórico, das denúncias, de tudo.

Exemplo de como ela é imune: ninguém na tal “mídia” criticou – ou mesmo fez qualquer observação – quanto à postura de “viúva” na cerimônia fúnebre de Eduardo Campos. Se fosse qualquer outro político, isso seria visto (com razão) como o auge do oportunismo.

Tentam fazer parecer que ela é diferente, mas é igual aos demais. Marina Silva, sob todos os aspectos e diante de todos os fatos, representa a mais velha e lamentável política.

Passada a comoção, será difícil fugir dos fatos.

15 de agosto de 2014

Legado da Copa: PIB brasileiro ENCOLHE 1,2% e governo Dilma erra feio

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Segundo o IBC-Br, o PIB do Brasil recuou 1,2% no segundo trimestre de 2014 em relação ao trimestre anterior. Isso vai diretamente de encontro à previsão de Guido Mantega para o período. O ministro da Fazenda defendia que a realização da Copa do Mundo no Brasil ajudaria o país a aquecer a economia. Mas, mesmo antes de o Banco Central divulgar os números, já era possível perceber que não fazia qualquer sentido a expectativa do governo.

Se as férias de verão, somadas à “folia de momo”, costumam colocar o mercado em espera, por que esperar algo diferente de um evento que, na prática, geraria uma micareta quatro vezes mais longa que o carnaval? Nas 12 maiores capitais do país, além dos feriados já programados, parte do comércio fechou as portas em realizações de jogos locais da Copa. Ainda pior, sempre que o Brasil entrava em campo, o país como um todo deixava o trabalho de lado. Em Salvador, por exemplo, junho teve na prática apenas 12 dias úteis. Seria preciso o turismo de fato vir em chamas para repor todas essas perdas.

Contudo, era de interesse do governo usar o evento como propaganda do país. E o conceito de “cidade sede” das seleções perdeu muito do sentido com cada time disputando seus jogos em várias regiões do Brasil. Isso fez com que o turista gastasse muito com deslocamento e economizasse com o turismo propriamente dito. O resultado foi uma alta-estação de resultados abaixo da média e muito abaixo das expectativas.

Com o comércio estagnado, a mais afetada é a indústria. Em junho, houve seu maior recuo desde dezembro, com perdas de 1,4%. Em nove meses, a queda já acumulava 6,5%. A consequência natural de uma crise do tipo é o aumento do desemprego. Mas, com o IBGE em greve, o governo se beneficia dessa falta de informação para o momento.

Não é de hoje que as previsões de Mantega não se concretizam. Suas projeções de crescimento do PIB são quase sempre reavaliadas para baixo. E, mesmo quando a mudança depende exclusivamente dele, o mercado aprendeu a não confiar. Quando o brasileiro finalmente se livrou da obrigação da CPMF, sua promessa de não substituí-la com outros impostos não sobreviveu à virada do ano. Não à toa, o mercado vibra quando a possibilidade da troca do comando do país ganha força.

15 de agosto de 2014

DESPERDÍCIOS DO PT – Parte VIII: Hidrelétrica de Santo Antônio

Dando continuidade à série de artigos que visa elencar os 10 maiores desperdícios de dinheiro nas obras faraônicas destes 12 anos de governo petista, o Implicante apresenta hoje o caso da Hidrelétrica de Santo Antônio.

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Do que se trata

Em construção no Rio Madeira, o mesmo da hidrelétrica de Jirau, a usina de Santo Antônio terá 50 turbinas Kaplan de bulbo com potência de 71,6 megawatts (MW) cada uma, totalizando 3.580 MW. Será a sexta maior do Brasil em potencia instalada e a terceira em energia assegurada.

Orçamento original

Inicialmente, a previsão era de que a usina custaria R$ 14,3 bilhões.

Orçamento atual

O seu leilão de concessão foi realizado em 2007 e a usina funciona parcialmente desde 2011. O término da construção, no entanto, está previsto somente para 2015 e seus custos já atingiram R$ 19,2 bilhões.

Estouro do orçamento

O sobrepreço da usina, que é 69% estatal (Furnas, Caixa e Cemig), chegou a R$ 4,9 bilhões, com os quais daria para construir:

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