Implicante

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7 de agosto de 2014

Em 2010, Lula permitiu doações para a Autoridade Palestina reconstruir Gaza. Mas quem controla Gaza é o Hamas…

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Em 2010, Lula já se encontrava no hagiográfico patamar que Ele Mesmo atribuiu a si, como alguém que não apenas manda e desmanda no que quiser, sempre concentrando poder em si mesmo, como também capaz de dar pitacos no mundo inteiro, virando-o de cabeça para baixo se preciso.

Este estilo ia de ter um mapa-mundi de cabeça para baixo em seu gabinete (com o Brasil no alto) e dizer a Barack Obama que ele deveria evitar a polêmica com o Obamacare (futuro “Affordable Care Act”) criando um SUS como o dele.

Mas ia até atos desabridos pouco condizentes com o Lulinha Paz & Amor, como chamar Muammar Kadafi de “Meu amigo, meu irmão e líder” (como explicar isso para um alemão? Lula o chamou de “mein Führer”? para um italiano? Lula o chamou de “mio Duce”?) pouco antes de ele sucumbir ao ódio do próprio povo que torturava e assassinava em masmorras.

Uma postura que todos os seus críticos já sabiam de cor e salteado, mas que seus admiradores sempre ignoram, para jurar que quem nota cumplicidade do PT com comunistas, totalitários e genocidas mundo afora é apenas uma extrema-direita ultraconservadora, fanática e carola por aí.

Diante de tanto noticiário que parece saído de uma sátira, deve ter passado como algo inócuo a sanção da Lei nº 12.292, de 20 de Julho de 2010. Diz o texto da lei:

Autoriza o Poder Executivo a realizar doação para a reconstrução de Gaza.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o  Fica o Poder Executivo autorizado a doar recursos à Autoridade Nacional Palestina, em apoio à economia palestina para a reconstrução de Gaza, no valor de até R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais).

Parágrafo único.  A doação será efetivada mediante termo firmado pelo Poder Executivo, por intermédio do Ministério das Relações Exteriores, e correrá à conta de dotações orçamentárias daquela Pasta.

Art. 2o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília,  20  de  julho  de 2010; 189o da Independência e 122o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Celso Luiz Nunes Amorim
Paulo Bernardo Silva

Tudo parece algo “normal” para um presidente de esquerda, que apesar do discurso moderado para ganhar votos, no seu agir é ainda ligado ao velho ranço anti-americano e a favor dos supostos “oprimidos” do mundo, não importa o quanto eles estejam matando em atentados terroristas e impondo leis marciais sob uma população usada como gado por aí.

Contudo, mesmo entendendo a insana contradição eterna da esquerda, a lei não faz o menor sentido. A Autoridade Palestina (AP) é uma instituição que busca ser um Estado, mas ainda não há o “Estado Palestino”. Assim, seu poder de mando depende muito do reconhecimento. A população da Palestina reconhece a Autoridade Palestina e vota no Fatah, elegendo Mahmoud Abbas seu primeiro-ministro em 2005.

Todavia, embora a AP tenha como propósito governar a Palestina, mormente a região da Cisjordânia, e toda a Faixa de Gaza, seu poder na Faixa de Gaza não é reconhecido, e hoje, é praticamente nulo. O Hamas, grupo terrorista que usa civis e crianças como escudo humano, controla a região com seus armamentos desde 2007.

O Fatah odeia o Hamas. O Hamas odeia o Fatah. Antes de falar em conflito Israel-Hamas, urge falar do conflito Fatah-Hamas. A única coisa que não gera (tantos) conflitos armados entre os dois é que o ódio a Israel sempre é maior. Como disse brilhantemente a ex-Primeira Ministra israelense Golda Meir, “A paz virá quando os palestinos passarem a amar mais os seus filhos do que odiarem os nossos”.

Occupied_Palestinian_TerritoriesO objetivo do Hamas é controlar a Faixa de Gaza e também a Palestina, eliminando Israel no meio do caminho. Israel fica exatamente ENTRE a Faixa de Gaza, estreito com saída para o Mar Mediterrâneo, e a Palestina a Oeste – o famoso “West Bank”. Por isso o lema de todos os anti-semitas que querem acabar com todos os judeus do mundo (no típico anti-semitismo dos progressistas, que ainda se escandalizam quando alguém lembra que o nazismo não era senão um desvio nos movimentos de esquerda, não tendo nada de “extrema-direita” como o apelidam) é “From the river to the sea, Palestine will be free!”, bordão cantarolado pelo Occupy Wall Street, pelo Boycott Israel e por diversos outros. Significa “Do Jordão ao Mediterrãneo”, ou seja, tudo deve ser território palestino com imposição de lei islâmica e não há Israel – todos os judeus devem ser exterminados.

Se não bastasse o absurdo de:

1) Lula sancionar uma lei que dê dinheiro a gente com essa mentalidade;

2) Lula sancionar esta lei por termo firmado pelo Poder Executivo, em sua típica ânsia de destruir a separação de poderes no país e concentrar todas as decisões no Executivo central, totalitariamente ignorando prestação de contas a qualquer um;

3) A notícia não ter chamado atenção nenhuma da imprensa, essa que a esquerda acredita que é a “mídia golpista”, em suas típicas superstições;

Ainda resta o fato de que Lula, Rei Legislador, sanciona uma lei que permite envio de dinheiro para a Autoridade Palestina reconstruir algo que, à la rigueur, não está sob sua jurisdição. A Autoridade Palestina não tem capacidade há quase uma década nem de colocar um sinal de trânsito em Gaza, que dirá reconstruir o que quer que seja.

Claro, isso não supondo que Lula Ele Próprio resolveu dar dinheiro sem consulta ao Congresso e sem discussão a quem REALMENTE manda em Gaza, o que significaria o dinheiro do pagador de impostos brasileiro sendo dado ao Hamas.

Como a lei não faz o menor sentido, fora dar dinheiro para os inimigos dos americanos sob qualquer hipótese, é ainda uma possibilidade a ser investigada. Com o tanto que o discurso petista parece por mera coincidência coincidir 100% com o discurso do Hamas, a ponto de o “anão diplomático” ter retirado seu embaixador em Israel, não é de se duvidar que também seria algo que passaria como nota de rodapé, se muito, no noticiário “golpista” brasileiro.

Só para repetir os valores, que no reino do “locupletemos” já parecem sempre troco de pinga, foram R$ 25 milhões de nossos bolsos. Definitivamente, quem apostar em explicar a política externa para o brasileiro médio nessas eleições faz o PT ter menos de 10% dos votos.

(com colaboração dos amigos Marlos Apyus e Fernando Gravz)

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7 de agosto de 2014

DESPERDÍCIOS DO PT – Parte III: Refinaria de Pasadena

Dando continuidade à série de artigos que visa elencar os 10 maiores desperdícios de dinheiro nas obras faraônicas destes 12 anos de governo petista, o Implicante apresenta hoje o caso da Refinaria de Pasadena.

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Do que se trata

Localizada no Houston Ship Channel, no Texas, a refinaria de Pasadena tem capacidade para refinar aproximadamente 120 mil barris de petróleo por dia. Em 2006, a Petrobras adquiriu 50% de suas ações com a justificativa de que precisava expandir sua produção a fim de atender principalmente o mercado externo.

Orçamento original

Em 2005, antes de a Petrobras entrar no negócio, a belga Astra Oil adquiriu 100% das ações da refinaria por US$ 42,5 milhões.

Orçamento atual

Um ano mais tarde, a estatal brasileira pagou US$ 1,2 bilhão por apenas metade delas.

Estouro do orçamento

A diferença de preço entre o que foi desembolsado pela Astra Oil e pela Petrobras chega a US$ 1.157,5 bilhão (R$ 2,6 bilhões). Com esse montante, daria para construir:

Defesa do Governo

A presidente Dilma, que na época da compra fazia parte do Conselho de Administração da Petrobras, justificou seu voto a favor da aquisição da refinaria afirmando que tomou sua decisão com base em um documento que omitia duas cláusulas contratuais que, mais tarde, obrigariam a estatal a adquirir toda a empresa, cujo preço subiu ainda mais em função da demorada disputa judicial e da valorização das ações.

7 de agosto de 2014

CPI da Petrobras: Dilma foi pega na mentira

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O tema da semana é a fraude na CPI da Petrobras, com direito a vídeo e tudo (vejam aqui). E agora, mais essa: Dilma é pega na mentira. E na cara dura. Confiram a seguinte reportagem do Estadão (trechos a seguir):

“A presidente Dilma Rousseff negou nesta quarta-feira, 6, envolvimento do Palácio do Planalto na suposta combinação de perguntas e respostas feitas na CPI da Petrobrás à cúpula da estatal. Dilma disse achar “estarrecedor” ser necessário que pessoas não ligadas à petroleira elaborem questões para a Petrobrás (…)

No início da noite, o secretário executivo da Secretaria de Relações Institucionais, Luiz Azevedo, divulgou nota em que afirma ter participado de discussões com parlamentares para elaborar qual seria a estratégia dos trabalhos dos senadores aliados na CPI.” (grifos nossos)

Não basta o flagrante na armação toda, ainda por cima mais essa mentira. É inacreditável a cara-de-pau dessa gente quando é pega em flagrante. O que ela dirá agora? Até os colunistas amigos ficam pendurados na brocha desse jeito.

Dilma, aliás, consegue uma façanha impressionante: é totalmente desconexa e sem sentido em praticamente todas as suas falas, mas possui extrema desenvoltura retórica na hora de contar lorotas.

A rapaziada vai ter que cortar um dobrado para arrumar esses dois discursos. Pelo histórico, chega a dar certa pena do pobre coitado que pagará caro por ter falado a verdade e exposto a “chefa” dessa forma.

 

6 de agosto de 2014

DESPERDÍCIOS DO PT – Parte II: COMPERJ

Dando continuidade à série de artigos que visa elencar os 10 maiores desperdícios de dinheiro nas obras faraônicas destes 12 anos de governo petista, o Implicante apresenta hoje o caso da COMPERJ.

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Do que se trata

O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, localizado no município de Itaboraí (RJ), inicialmente seria um complexo industrial capaz de produzir derivados de petróleo e produtos petroquímicos de primeira e segunda geração, reduzindo a dependência do setor externo por insumos básicos e ajudando a desenvolver a região fluminense com a geração de empregos diretos, indiretos e por efeito renda.

Orçamento original

Apresentado em junho de 2006 pelo então presidente Lula, o projeto a princípio custaria R$ 19 bilhões.

Orçamento atual

Oito anos mais tarde, este valor já chegou a R$ 31 bilhões, e a previsão de entrega foi adiada de 2011 para 2016.

Estouro do orçamento

Houve um aumento de R$ 12 bilhões no orçamento, ou quase 2/3 da previsão inicial. Com esse valor, seria possível construir:

Defesa do Governo

A Petrobras não quis prestar esclarecimentos a respeito da mudança de orçamento, mas, em nota, negou sobrepreço no contrato com a empresa MPE – Montagens e Projetos Especiais, que venceu a disputa para executar o serviço com uma proposta R$ 162 milhões mais cara que a de uma das três concorrentes. Já os atrasos, segundo a estatal, ocorreram em função de problemas de licenciamento ambiental e desapropriações.

6 de agosto de 2014

Requião: candidato da Dilma no Paraná

nem precisa de legenda, né

nem precisa de legenda, né

Como se sabe, o PMDB é mais que aliado do PT nacional, mas também exerce a vice-presidência e a ela concorre em 2014. Trata-se, portanto, de um PARCEIRO DE CHAPA, algo ainda mais forte que a mera aliança eleitoral estratégica. E não é por outro motivo que o PT, sendo o líder nesse quesito, faça do PMDB seu parceiro também em alguns pleitos estaduais.

Isso acontece em São Paulo (com Skaf) e no Rio (com Pezão): mesmo tendo candidatos próprios, o PT aposta fichas no parceiro PMDB por conta das melhores chances. E é exatamente isso que acontece no Paraná: a péssima situação de Gleisi Hoffmann faz com que a direção nacional petista aposte fichas no aliado e parceiro Requião.

Já avisamos sobre isso (veja aqui), e alguns mais radicais manifestam o “carinho da torcida” no Facebook (aqui).

Agora, a própria imprensa paranaense já começa a ver (e noticiar) o óbvio. E o mais engraçado é que os parceiros de Dilma não querem que ela chegue muito perto, porque sabem que isso significa prejuízo eleitoral. Na ocasião em que o PT nacional pretende testar o chamado “palanque duplo”, nem Gleisi ou Requião confirmaram presença.

A estratégia dos candidatos é legítima do ponto de vista tático, mas é preciso que fique claro ao eleitor: VOTAR NO PMDB PARA O GOVERNO É VOTAR NO PARCEIRO DE CHAPA E ALIADO DE GOVERNO DO PT NACIONAL. Ponto. É um fato, ora, não adianta alguns candidatos fugirem disso apenas porque atualmente a Dilma está com o filme um tanto queimado (especialmente nas regiões Sul/Sudeste).

Quanto ao mais, é também legítima e até compreensível a movimentação do PT nacional, pois seus candidatos próprios não estão no auge da forma, digamos. Mas cabe a todos nós deixar claro aos demais eleitores que votar em alguns candidatos (seja Requião, Skaf ou Pezão) tem o mesmo efeito prático que votar no PT, diante da parceria na chapa (e no governo) da Dilma.

Aquele que não quer de jeito nenhum o PT e a Dilma novamente no governo federal, certamente também não quererá seus aliados e parceiros no governo estadual. Portanto, também é legítimo e até necessário informar quem são esses aliados e parceiros.

Requião, Skaf e Pezão, entre outros, estão no grupo. Saiba disso, caso pense em votar num deles.

6 de agosto de 2014

O que Dilma fez mal feito, fez menos que o prometido, fez quase nada ou simplesmente não fez

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Quando de sua eleição, Dilma Rousseff costumava ser chamada da parte dos mais próximos pelo apelido de “Gerentona”. Contudo, a presidente chega ao final do seu mandato frustrando boa parte daqueles que confiaram a ela um voto de fé na sua habilidade para tocar obras de infraestrutura. Abaixo, segue uma lista de projetos os quais sua gestão não foi capaz de apresentar bons resultados.

Fez mal feito

O Programa Minha Casa Minha Vida foi recentemente vistoriado pelo Tribunal de Contas da União, que encontrou falha em 100% das obras. São problemas estruturais que, segundo a avaliação, “dificultam ou mesmo inviabilizam o uso pleno da moradia pelo beneficiário”, colocando em risco a segurança dos moradores.

Em Lajes (RN), vazamentos hidráulicos e ligações clandestinas de energia. Na baiana Irará, buracos nas paredes de sustentação das lajes. Em Jatobá (MA), instalações elétricas em situação precária. O TCU visitou dez municípios nos Estados da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Norte. Ao todo, foram inspecionadas 416 casas.

As unidades de pronto atendimento (UPAs 24 horas), programa vinculado ao Ministério da Saúde, também não escaparam da estrutura precária. São trincas nas paredes, infiltrações e até mesmo problemas com a lei.

Os auditores encontraram quatro situações em que as unidades sequer tinham o “habite-se”, documento que autoriza o funcionamento do local. “A ausência de habite-se configura descumprimento à legislação municipal (…) e impossibilita a confirmação se essas unidades foram construídas conforme as exigências técnico-legais necessárias”, informa o relatório do tribunal.

Fez menos que o prometido

Como se não bastasse a precariedade de suas obras, Dilma também mostra-se ineficiente para finalizar os projetos iniciados. A presidente segue lançando PACs mesmo com a existência de diversas pendências nos programas anteriores. Do PAC 1, lançado em 2007 durante a administração de Lula, o governo ainda tenta concluir 1/4 das obras mais relevantes.

Levantamento feito pela Folha com base no balanço oficial dos primeiros quatros meses de execução do programa, mostra que dos 101 projetos destacados pelo Planalto como mais importantes, 27 não foram concluídos e 4 foram abandonados. (…) Segundo o documento do governo, todas as obras do PAC 1 consideradas relevantes deveriam estar prontas ou em operação em 2014. Nessa lista, estão grandes projetos, como a usina hidrelétrica de Belo Monte, a transposição do Rio São Francisco e a refinaria Abreu e Lima (em Pernambuco), todos ainda em andamento.

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Quase não fez

Outro projeto lançado com alarde que praticamente não saiu do lugar foi o plano de modernização e ampliação de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Dos R$ 500 milhões previstos para a contratação de projetos e obras de construção e reforma de 90 armazéns entre 2014 e 2015, o Tesouro Nacional liberou somente R$ 1,5 milhão, ou menos de 1% dos R$ 225 milhões previstos para este ano, conforme dados do Orçamento federal.

Simplesmente não fez

O meio ambiente também tem sofrido na gestão de Dilma. Além de não ter criado novas unidades de Conservação na Amazônia, algo que não acontece desde a ditadura militar, o governo ainda diminuiu o território delas.

O governo de Dilma Rousseff reduziu o território de unidades existentes para acomodar projetos de hidrelétricas, deixando cinco delas, na região do Rio Tapajós (PA), com menos áreas do que tinham antes. Para piorar, a petista tem baixo desempenho na consolidação das UCs já criadas. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi o que mais criou UCs desde o regime militar. No primeiro mandato, ele fez 21 novas UCs, e no segundo criou outras 60, somando 81 novas áreas protegidas.

De “Gerentona” a “pibinho”

Cada dia mais Dilma se resume a apenas uma peça de marketing bem planejado pelo PT na campanha de 2010. Encaminhada à Casa Civil após se tornar uma rara representante do partido sem escândalos no currículo, foi vendida ao eleitor como uma suposta vitória da luta feminina por mais espaço na política, mesmo aquele pleito tendo uma candidata de currículo bem mais relevante. Uma vez no comando do país, as máscara começou a cair. De cara, precisou demitir uma dezena dos ministros por ela escolhidos, todos envolvidos em negócios mal explicados. Logo cedo, precisou a responder pelo que ficou conhecido por “pibinho” e nunca virou “pibão”.

Assim como mentira, peças de marketing também têm pernas curtas. Costumam encantar até o momento em que o comprador abre a embalagem e tenta usar o produto. Quatro anos vem se mostrando suficiente para o brasileiro experimentar o governo Dilma e reprová-lo cada vez mais. Desde que implanta, a reeleição de um presidente no Brasil nunca se mostrou tão difícil. A presidente ainda lidera as pesquisas de votos, mas sempre em tendência de queda e enfrentando um grande número de indecisos. Nas próximas semanas começará o horário eleitoral nas redes de TV e rádio. É quando estes indecisos finalmente conhecerão as opções que a oposições fornece. E aí poderão se decidir pela mudança ou não. Mas não será estranho se a tendência de mudança se acentuar ainda mais.

5 de agosto de 2014

DESPERDÍCIOS DO PT – Parte I: a Refinaria Abreu e Lima

O Implicante inicia hoje uma série de artigos que visa elencar os 10 maiores desperdícios de dinheiro nas obras faraônicas destes 12 anos de governo petista. Tratam-se de projetos até certo ponto necessários, mas que, sob os cuidados das desastrosas gestões de Dilma e Lula, viram seus orçamentos estourarem em até algumas dezenas de vezes. A começar por um dos projetos da já não tão gigante Petrobras.

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REFINARIA ABREU E LIMA

Do que se trata

Oficialmente batizada de “Refinaria do Nordeste (RNEST)”, encontra-se em construção da região metropolitana de Recife, Pernambuco. O objetivo é construir com tecnologia completamente brasileira a refinaria mais moderna do país, sendo capaz de processar 100% de Petroleo pesado produzindo combustível com teor de enxofre abaixo dos padrões internacionais mais rígidos.

Orçamento original

Quando Lula lançou o projeto em seu terceiro ano de mandato (2005), a obra estava orçada em R$ 4 bilhões.

Orçamento atual

Hoje, 9 anos após o lançamento e já próximo de sua entrega (prometida para 2014), o montante investido no projeto já chega a R$ 35,8 bilhões.

Estouro do orçamento

Em dólares, o estouro do projeto já chega a U$ 17,5 bilhões, ou quase 39 bilhões de reais. Contudo, como a cotação do dólar variou bastante no período, o Implicante considerará “apenas” o desperdício em reais, que soma R$ 31,8 bilhões. Com este montante, seria possível o país produzir:

Defesa do Governo

A Petrobras justifica a elevação dos custos ao aumento da infra-estrutura planejada e inicialmente aprovada, à alta dos preços dos serviços contratados com o aquecimento da indústria do Petróleo e à variação da taxa cambial durante o desenvolvimento da obra. Quantos aos dois primeiros itens, um projeto melhor elaborado conseguiria evitar tantas correções de rota. Já a variação cambial, por mais imprevisível que seja, soa incoerente ter tanto peso no desenvolvimento de um projeto que se orgulha de usar tecnologia exclusivamente nacional. Ou seja: paga em reais.

4 de agosto de 2014

O estrago que o governo Dilma vem fazendo na economia

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No primeiro semestre de 2014, o governo brasileiro registrou o pior superavit desde o ano 2000. As receitas federais tiveram saldo de somente R$ 17,2 bilhões descontadas as despesas com pessoal, custeio, programas sociais e investimentos, contra R$ 15,4 bilhões de 14 anos atrás.

Em junho, o governo federal teve deficit de R$ 1,9 bilhão, o pior resultado para junho de que se tem registro. O governo federal atribui o fraco resultado à atividade econômica e aos feriados do mês, em função da Copa do Mundo.

“O resultado fiscal foi menos dinâmico. Ele é decorrente de uma receita menos forte, que tem a ver também com atividade econômica do semestre e com a temperatura da economia menor, isso significa menos inflação”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

Para piorar, a arrecadação de receitas tem crescido em ritmo lento – 7,2% de janeiro a junho –, enquanto os gastos, em ano eleitoral, aumentaram mais rapidamente – 10,6% no mesmo período.

A administração petista tem afirmado que vai cumprir a meta fiscal do ano. Para tanto, vai lançar mão de expedientes contábeis, como uso de dividendos extraídos das empresas estatais e das receitas do Refis.

Em função desse cenário econômico incerto, o banco Deutsche Bank, a exemplo do que fez o Santanderrecomendou que seus clientes reduzam sua exposição aos títulos da dívida soberana brasileira em razão, entre outras coisas, da possibilidade de reeleição de Dilma Rousseff.

O estrategista para mercados emergentes do Deutsche Bank, Hongtao Jiang, rebaixou o peso dos títulos soberanos do Brasil em dólar de “neutro” para “underweight” (abaixo da média dos títulos que compõem a carteira sugerida para mercados emergentes), o que levaria os investidores a reduzir as suas aplicações nos papéis brasileiros em favor de outros países emergentes.

Apesar de todas as evidências, a presidente insiste em afirmar que a economia é vítima de pessimismo e que o “tarifaço” – aumento dos preços de combustíveis e luz após uma possível reeleição – é somente “a determinação em criar expectativas negativas no momento pré-eleitoral” a fim de assustar a população e as empresas. Mas, muito diferente de pessimismo, trata-se da constatação de que o país precisa urgentemente ajustar as tarifas que o governo insiste em segurar por medo de perder votos nas urnas em outubro. Do contrário, seguirá deteriorando ainda mais a economia e alguns de seus motores, como a Petrobras e a Eletrobras.

4 de agosto de 2014

Em vez de Copa do Mundo ajudar no crescimento da indústria, colaborou para a queda

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Já há um certo tempo, a indústria brasileira vem vivendo um mau momento. Em nove meses, de outubro de 2013 a junho deste ano, ela acumulou uma perda 6,5% na produção. Apesar de apresentar algumas altas dentro desse período, os últimos quatro meses foram de quedas seguidas.

A atividade registrou ainda forte desaceleração na passagem entre o primeiro e o segundo trimestre, com queda de 2%. Em junho, a queda foi de 1,4% em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal.

— O setor industrial vem mostrando menor dinamismo, não só nos últimos quatro meses, mas desde outubro — explica o gerente de Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo.

Segundo afirmação do ministro da Fazenda Guido Mantega em maio, logo antes do início da Copa do Mundo, a realização da competição ajudaria a beneficiar os setores de comércio e serviços, levando ao crescimento do PIB no 2º trimestre. No entanto, o evento acabou aumentando as dificuldades do setor em função do menor número de dias úteis e da redução de horas trabalhadas.

— São quatro meses de resultado negativo, mas é claro que a magnitude da queda (-1,4%) tem relação com a Copa do Mundo, mas há influência de todos aqueles fatores que vem pontuando a indústria como baixo nível de confiança do empresariado, nível de estoques acima do usual, evolução menor da demanda doméstica, cenário adverso no exterior, entrada de produtos importados e maior restrição na concessão de crédito — afirma Macedo.

A Copa do Mundo, embora seja vendida como um sucesso, acabou deixando um legado menor e mais caro do que o prometido. Dos 83 projetos de mobilidade urbana, estádios, aeroportos e portos a um custo de R$ 23,5 bilhões, foram mantidas 71 obras – com grande parte não sendo entregue a tempo –, e a um preço bem mais alto.

Segundo levantamento feito pela rede de repórteres do Estado nas 12 cidades-sede, as obras entregues para a Copa e as inacabadas somam R$ 29,2 bilhões – mesmo tendo sido substituídos em várias cidades projetos mais ambiciosos, como trens e monotrilhos, por modestos corredores de ônibus. Ou seja, o País gastou mais para fazer menos e com menor qualidade.

Resta agora aguardar o resultado do PIB no segundo trimestre para confirmar se a previsão de Mantega estava parcial ou completamente equivocada. Mas, dadas as constantes reduções de estimativa para seu crescimento em 2014, tudo indica que vem por aí mais um número que não agradará nem um pouco o governo.

3 de agosto de 2014

Não vote branco ou nulo: vote no Eymael!

1 democrata cristão

1 democrata cristão

Na última pesquisa IBOPE, o número de votos brancos/nulos foi de 16%. Não é pouca coisa. Segundo Marcia Cavallari, diretora do instituto, esse percentual é majoritariamente de pessoas com perfil oposicionista; ou seja, gente que NÃO QUER a reeleição da Dilma.

Pois é bom que saibam: voto branco/nulo serve única e exclusivamente para ajudar quem está liderando as pesquisas. Isso porque tal voto fica fora da somatória dos “válidos”, cujo universo (obviamente) é menor a cada “branco” ou “nulo”. Desse modo, Dilma precisaria de MENOS VOTOS para manter-se em posição percentualmente superior.

Portanto, se você pretende votar em branco ou nulo porque está de saco cheio do que está aí (ou ao menos NÃO GOSTARIA DE AJUDAR Dilma Rousseff e o PT), não anule o voto e nem vote em branco. Vote em alguém, seja quem for. Mas você também não quer ajudar ninguém “com chance”, não é? Então lanço a campanha…

VOTE NO EYMAEL!

Mantidos os números atuais, sr. José Maria Eymael, portador do melhor jingle da história política mundial, não teria condições de eleger-se. Para efeito de protesto, portanto, daria no mesmo. E, melhor ainda, seu voto não ajudará ninguém a ganhar a eleição.

Apenas TAMBÉM NÃO AJUDARÁ A DILMA (já que votando branco/nulo, pela matemática eleitoral, você colaboraria com ela).

E não acho que estejam errados os que pretendem votar branco/nulo. É evidentemente um direito. Mas é bom que todos saibam dessa “armadilha” matemática, tanto mais quando se trata de um grupo em sua maioria CONTRÁRIO à situação atual.

Em suma: votar branco/nulo ajudará a Dilma; se não é essa sua intenção, já sabe: EYMAEL NA CABEÇA!

[youtube]http://youtu.be/W-gwvKAI8qY[/youtube]

Em tempo: não, o voto nulo NÃO ANULA A ELEIÇÃO. Essa lorota ressurge toda hora. Vejam aqui a explicação definitiva sobre essa falácia.

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