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27 de outubro de 2014

Pipocam no país relatos de eleitores que não votaram pois já tinham votado por eles

dilma

Neste último domingo, quando a presidente Dilma Rousseff foi reeleita para o cargo que ocupa na disputa mais apertada da história, chamou a atenção o número de pessoas relatando que, ao chegarem às seções, descobriam que alguém já havia votado em seu lugar.

Um dos casos foi o de Claudia Souza, jornalista de São Paulo que fez um vídeo para denunciar a situação. Segundo ela, ao inserirem o número de seu título de eleitor, o sistema acusou que a votação já havia sido realizada, mas o papel de confirmação ainda estava no caderno sem sua assinatura ao lado. No vídeo, há todo o processo, desde o momento da votação até a tentativa de resolver o problema.

“Eu vou no cartório eleitoral pra resolver isso, só que já tem um candidato que foi eleito com um voto que não foi meu, assim como deve ter acontecido no Brasil, em vários lugares, erros de urna e que muitas vezes a pessoa desavisada assinou esse rebicinho aqui que tá esse protocolo que comprova que você votou. Então é isso que eu quero saber: essa eleição é válida ou não?”

O advogado Felipe Delmanto, também de São Paulo e eleitor de Aécio Neves, passou pelo mesmo problema. O comprovante havia sido destacado, mas a sua assinatura não constava no caderno. Delmanto recorreu à Polícia Militar para saber o que havia acontecido.

“Quero saber quem votou no meu lugar e para quem foi meu voto”, reclamou o advogado, que estava acompanhado da esposa, Marcela. “Nem o TRE sabe dizer o que aconteceu.”

Em Santos, ocorreu a mesma coisa com o autônomo André Luiz Cabral, que fez um boletim de ocorrência sobre o caso. Ele afirmou que, para resolver a questão, a mesária acabou registrando a sua votação com o número de outra pessoa.

“Ela tentou por meio de um novo número, que ela não quis me dizer, mas eu vi que foi o número de uma outra pessoa. Ela falou que ia dar no mesmo no final. Isso está errado. Que país é esse que você chega para votar e alguém já votou e a pessoa alguém diz que no final vai dar a mesma coisa? Eu estou indignado”, falou Cabral.

Até mesmo o ator David Brazil enfrentou o problema. Após tentar votar — sem sucesso –, ele fez uma postagem no Instagram dizendo-se chateado.

“Então é isso!!! Por ERRO DE ALGUÉM não consegui EXERCER MEU DIREITO DE CIDADÃO!!! Alguém votou no meu lugar, #xateado”.

Em São Bernardo do Campo, José Roberto dos Santos afirmou que, além de votarem em seu lugar, assinaram o livro com uma firma totalmente diferente da sua. Segundo o TRE, esse problema pode ocorrer quando há pessoas homônimas na mesma seção ou por equívoco do mesário.

Em Paulínia/SP, a vítima do suposto erro se chama Adriano Farrah Ferraz Aranha. Maria José da Silva, Isabel Cristina Conceição dos Santos, Catia Lima EIbson Freire, todos no Rio de Janeiro, passaram pelo mesmo problema.

Os erros não se restringiram somente à região sudeste. Em João Pessoa, o estudante Alberto Segundo, de 20 anos, deparou-se com a mesma situação. Para resolver a questão, Segundo foi encaminhado a um juiz do Fórum Eleitoral.

“Quando cheguei, ele já estava a par da situação e disse que infelizmente eu não poderia votar, porque alguém havia feito isso em meu nome. Depois pediu que eu voltasse na terça-feira para prestar um depoimento e abrir um processo”, relatou, acrescentando que se sentiu prejudicado por não poder exercer seu dever de cidadão.

Em Arapiraca (AL), ocorreu o caso mais grave, visto que nem mesmo o uso da biometria impediu a ocorrência do suposto erro. O candidato ao senado Elias Barros, do PTC não conseguiu exercer seu direito após descobrirem que seu voto também já havia sido registrado.

“Não consegui votar. Eu enquanto candidato e como cidadão me senti invadido. Esse com certeza é um registro incontestável de fraude. Na hora de votar descobri que votaram em meu lugar”, afirmou indignado o candidato.

Com o relato de tantos casos semelhantes, o mínimo seria esperar do TSE algum pronunciamento a respeito do problema o mais rapidamente possível. Mas, como o Tribuno Superior Eleitoral vem sendo tomado por ex-advogados das campanhas do PT, o mais sensato é cobrar dos opositores derrotados que não deixem tantas denúncias passarem em branco.

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22 de outubro de 2014

Os ex-advogados do PT que arbitram dentro do TSE as eleições 2014

admar

Admar Gonzaga trabalhou na campanha de Dilma em 2010. Ele foi nomeado ministro-substituto do TSE em junho do ano passado, no auge da onda de protestos, pela própria presidente.

Gonzaga deverá atuar num nicho nevrálgico da campanha: o julgamento de pedidos de direitos de resposta para candidatos no rádio e TV. Em períodos eleitorais, o tribunal designa três juízes auxiliares para apreciar reclamações ou representações do gênero. Nesses processos, as decisões podem ser monocráticas (proferidas por um ministro apenas), sendo possível recurso ao colegiado para discussão do mérito.

ToffoliPerto dele, Dias Toffoli, o atual presidente do TSE, pode ser considerado um veterano, já que atuou oficialmente para o PT nas campanhas presidenciais de 1998, 2002 e 2006. Ambos fazem parte do time de juristas que decide quando uma peça publicitária de campanha é abusiva ou não.

Uma breve olhada nas manchetes mais recentes pode dar a entender que, no entanto, fazem um trabalho isento, como eles mesmos defendem. Contudo, uma olhada mais atenta entrega que suas decisões estranhamente coincidem com aquilo que necessita a campanha governista.

No debate que aconteceu no SBT, a presidente Dilma Rousseff, precisando elevar a rejeição de seu adversário, baixou o nível das discussões fazendo insinuações descabidas e acusando Aécio Neves de nepotismo por supostamente empregar sua irmã, Andrea Neves, no governo de Minas Gerais — algo já desmentido. Após o debate, a candidata passou mal durante uma entrevista e, de acordo com testemunhas que estavam presentes no local, foi instruída por seu marqueteiro, João Santana, a não falar mais nada. Era a ordem para surgir, a exemplo do ocorrido em 2002 com Lula, a “Dilminha Paz & Amor”. No dia seguinte, toda a campanha presidencial a colocou na posição de vítima e sua primeira fala no perfil oficial ja mudava bruscamente o tom agressivo usado até então:

O problema é que, exatamente na noite anterior, o Tribunal Superior Eleitoral deu ganho de causa a um pedido do PSDB suspendendo a propaganda de rádio da campanha da presidente. Mais do que isso, mudou as regras do jogo e abriu o precedente para, a partir dali, barrar qualquer peça que soasse um pouco mais incisiva.

A decisão atinge o caso concreto, mas abre precedente para que o TSE proíba todos os eventuais ataques que sejam feitos a candidatos no horário gratuito. “Essa decisão altera jurisprudência da Corte e caminha no bom sentido de estabelecer que, nos programas eleitorais gratuitos, as campanhas têm que ser programáticas e propositivas. Tem que se reformatar isso e acabar com essa pirotecnia”, afirmou o presidente do tribunal, José Dias Toffoli.

(grifos nossos)

Na última segunda, pesquisa do Instituto Datafolha confirmou pela primeira vez uma rejeição do candidato do PSDB maior que a da candidata Dilma – 40% contra 39% –, caracterizando o sucesso da tática petista. Seria então o momento de os tucanos finalmente saírem da defensiva e atacarem. Mas o TSE, com a mudança de postura na última quinta, garantiu que Aécio não pudesse revidar a campanha difamatória sofrida, e desde então vem sistematicamente suspendendo suas propagandas. Herman Benjamin, responsável por alguns vetos, chegou a afirmar que uma das peças era “vazia de conteúdo propositivo” e “elaborada em tom jocoso” por simplesmente defender que “Aécio é o Brasil sem medo do PT”. Até a gravação que mostrava Dilma elogiando o então governador mineiro foi barrada pelo Ministro Admar Gonzaga.

Coincidência ou não, fato é que, quando com liberdade, Dilma chegou a ter 19 de suas 22 peças veiculadas com ataques ao adversário. Desde a mudança de postura do TSE, a candidata à reeleição teve apenas 4 peças barradas. Já Aécio, no mesmo e período, recebeu 7 negativas.

18 de outubro de 2014

30 momentos em que Dilma e o PT censuraram ou dificultaram investigações e o acesso a informação

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Na TV, a campanha petista, apostando na fraca memória do eleitor, vem defendendo que tanto escândalo em sua gestão junto ao governo federal só tem sido possível graças à liberdade dada por eles para que se investigasse todos os casos. Mas o Implicante traz uma breve lista com 30 dos exemplos mais recentes para provar que a realidade é bem outra. Ou seja, que a fala de Dilma em seu programa eleitoral não passa, na melhor das hipóteses, de devaneios de sua equipe de marketing. Na pior das hipóteses, de falha de caráter mesmo:

  1. Quando Dilma voltou a defender a regulação da mídia, o que é uma forma mais amena de falar em censura
  2. Quando o governo censurou uma empresa de consultoria de mercado
  3. Quando o governo pediu a demissão de um analista do Satander por críticas ao governo
  4. Quando o governo censurou o IBGE por pesquisa em que mostrava crescimento no desemprego
  5. Quando o governo pressionou o SBT para que censurasse os comentários da jornalista Sheherazade
  6. Quando Tarso Genro defendeu que 80% do conteúdo de rádio e TV deveria sair do ar
  7. Quando o governo tentou impedir que a imprensa usasse o termo “Mensalão”
  8. Quando os os gastos secretos da presidência ultrapassaram 17 milhões em 2012
  9. Quando o governo desautorizou informações sobre a meta fiscal e cortes do orçamento
  10. Quando Lula vetou a prestação de contas das centrais sindicais
  11. Quando o governo manteve o sigilo dos gastos com os cartões corporativos
  12. Quando o governo tornou siigilosos os gastos com investimentos feitos em Cuba e em Angola
  13. Quando o governo tornou sigilosos os orçamentos para a Copa e Olimpíadas
  14. Quando o governo tornou sigilosos os gastos de Dilma no Exterior
  15. Quando os gastos de “Rose” foram considerados reservados
  16. Quando removeram a delegada que apurava ligação de Lula com o mensalão
  17. Quando barraram na justiça investigação sobre contratos suspeitos da Petrobras
  18. Quando computadores do planalto alteraram perfis de críticos do governo na Wikipedia
  19. Quando pagaram em dólar para silenciar chatagistas que prometiam soltar verdades sobre o governo
  20. Quando o governo retirou do ar perfil humorista que, diferentemente da Dilma Bolada, fazia uma paródia crítica ao governo
  21. Quando Dilma disse achar um absurdo o TCU paralisar obras superfaturadas
  22. Quando manobraram tentando evitar que os mensaleiros fossem para presídios federais
  23. Quando Dilma demitiu o diretor da Caixa Econômica por apoio a seus opositores
  24. Quando Lula manobrou para que Dilma não fosse reponsabilizada pelo prejuízo em Pasadena
  25. Quando o governo censurou o IPEA que traria dados negativos sobre o governo
  26. Quando a campanha de Dilma retirou do ar vídeo que mostrava carteiro entregando panfletos de Dilma
  27. Quando Lula se nega a dar depoimento sobre o Mensalão
  28. Quando Dilma defendeu que não caberia à imprensa o papel de investigador
  29. Quando o governo alterou dados do PAC para esconder atrasos
  30. Quando o governo fez da CPI da Petrobras um verdadeiro teatro
18 de outubro de 2014

PT: um partido, 100 escândalos

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O PT chegou ao poder federal em 2003. Mas só em 2011 o Implicante veio ao ar para, com o perdão do trocadilho, implicar com tudo aquilo que de reprovável fazia o partido. Dado o momento de definição político, entre as quase 3 mil manchetes já publicadas nesses pouco mais de três anos, separamos um Top 100 com aquelas que apontam exclusivamente para escândalos protagonizados pelo petismo. Para que não haja dúvidas de que, se um dia houve limites, eles já foram estraçalhados pela total falta de freios deste grupo político.

Todos os links redirecionam para páginas do próprio Implicante. Contudo, as fontes de cada notícia estão incluídas em cada postagem. Para evitar teorias conspiratórias ou desinformação, sempre priorizou-se a fonte originária do que se entende por “grande mídia”. Ou seja, são todos fatos de grande conhecimento do público mais informado no Brasil.

7 vezes em que se fez vista grossa para a corrupção nas estatais

  1. Ex-diretor de Abastecimento da Petrobras fala sobre o esquema de corrupção na estatal
  2. Associação dos Profissionais dos Correios denuncia aparelhamento petista em sua página oficial
  3. TCU identifica irregularidades em contratos da Petrobras
  4. Doleiro é ligado a 17 contratos da Petrobras
  5. Ex-diretores da Petrobras dizem que a responsabilidade por Pasadena é de Dilma
  6. Assessora do filho de Dirceu é presa tentando aplicar golpe na Caixa
  7. Dirceu estaria por trás de negócios suspeitos da Petrobras
  8. PF liga Pasadena a suspeita de lavagem e vê ‘organização criminosa’ na Petrobras
  9. Lobista do PMDB denuncia esquema de propina na Petrobras

4 denúncias de uso de caixa 2

  1. Aloprados 2014: PF apreende avião com grana de campanha de Pimentel PT/MG
  2. Campanha de Dilma teria pedido dinheiro ao esquema do ‘petrolão’ em 2010
  3. Skaf e Padilha receberam doações de empresas investigadas pela Operação Lava Jato
  4. Até beneficiário do Bolsa Família é usado em aparente caixa 2 de Dilma

3 denúncias de aparelhamento da justiça

  1. O ministro do TSE que vem seguidamente votando a favor da campanha de Dilma
  2. Escritório do “novato” do STF recebeu dispensa de licitação de R$ 2 MILHÕES da União
  3. Lewandowski interferiu em processo para ajudar o PT e Dilma

5 exemplos de desmandos na saúde

  1. PF faz busca em empresas suspeitas de fraude na gestão de Padilha na Saúde
  2. Em vez de remédios, Labogen importava BEBIDAS e JOIAS
  3. Mais Médicos contrata 41 em situação não regularizada
  4. Ives Gandra diz que profissionais cubanos vivem regime de escravidão no Mais Médicos
  5. Relatos assustadores sobre o trabalho dos médicos cubanos fora de Cuba

10 denúncias de desvios de verbas

  1. PT baiano desviou milhões de programa habitacional
  2. Gerente de “pequenos serviços” da Petrobras desviou R$ 57 milhões da Petrobras
  3. Fraude no seguro-desemprego desvia recursos para servidores e políticos
  4. PF calcula que ex-diretor da Petrobras desviou R$ 300 milhões
  5. Justiça determina suspensão do reitor do IFPR, mais um petista investigado pela PF
  6. Justiça pede bloqueio de bens do ministro Pimentel
  7. Escândalo de desvios na prefeitura de São Paulo já atinge o PT
  8. Prefeitura de São Paulo não sabe para onde vai mais de metade do IPTU pago pelo contribuinte
  9. PF aponta desvio de R$ 6,6 milhões do Ministério da Educação
  10. Ministro Fernando Pimentel desviou R$ 5 milhões da prefeitura de BH, segundo Procuradoria

11 momentos que que o PT censurou e dificultou o acesso à informação

  1. Revista afirma que PT pagou em dólar para silenciar chantagistas
  2. A executiva que Lula mandou demitir e o silêncio das feministas governistas
  3. Foi hacker? Computadores do Planalto são usados para alterar páginas da Wikipédia
  4. Petrobras barra na Justiça investigação de contratos suspeitos
  5. Brasil segue despencando em ranking de liberdade de imprensa
  6. Removida delegada que apura ligação de Lula com o Mensalão
  7. Os BILHÕES que o PT investe em Cuba e só serão conhecidos em 2027
  8. A estranha escala de Dilma em Portugal
  9. Governo esconde gastos com viagens de Dilma
  10. Gastos de Rose são classificados como ‘reservados’
  11. Governo impõe sigilo sobre gastos de Dilma no exterior

3 exemplos de improbidade administrativa

  1. Licitação milionária do DNIT é contestada por empresas
  2. Governador do RS é condenado em ação de improbidade
  3. Futuro ministro da Saúde é investigado por improbidade

6 vezes em que a corrupção generalizada se fez presente

  1. Contadora de Alberto Yousseff denuncia envolvimento do PT em fraude
  2. Doleiro é acusado de lavar R$ 1,16 milhão do mensalão
  3. Dirceu abriu filial de consultoria em paraíso fiscal
  4. Denúncia de propina derruba dois assessores de Mantega na Fazenda
  5. Ministros demitidos por corrupção estão de volta
  6. Meire Poza diz ter repassado dinheiro para pagar multa do mensalão

3 momentos em que se investiu em ditaduras ou grupos radicais

  1. BNDES vai liberar US$ 150 milhões para modernização de aeroportos em Cuba
  2. BNDES patrocina evento do MST com R$ 350 mil
  3. Em Cuba, Dilma inaugura porto construído com dinheiro brasileiro e ainda promete mais R$ 700 milhões

8 vezes que se fez parceria com criminosos

  1. Candidato do PT é suspeito de lavar dinheiro para o PCC
  2. Porto cubano inaugurado por Dilma vem sendo usado para contrabandear armas para a Coreia do Norte
  3. Empresa investigada pela polícia doou R$ 4,5 milhões ao PT
  4. Mesmo presos, mensaleiros receberão quase R$ 7 milhões em salários
  5. Empresas suspeitas de fraude financiaram petistas no AC
  6. Empresa acusada de fraude já apareceu no escândalo do lixo do Palocci em Ribeirão Preto (SP)
  7. Gaievski defende-se da acusação de estupro: menores seriam maduras
  8. Genoino: réu no mensalão e assessor especial do Ministério da Defesa

6 momentos que fraudaram ou prejudicaram programas sociais

  1. MP diz que gestão Haddad beneficia MTST e recomenda bloqueio do Minha Casa, Minha Vida
  2. Prédios do Minha Casa Minha Vida no RJ terão que ser demolidos
  3. Beneficiários do Bolsa Família doaram dinheiro na última campanha em Goiânia
  4. Ligação com o PT garante privilégios no Minha Casa Minha Vida
  5. PF poupou Caixa ao investigar boatos sobre Bolsa Família
  6. Ex-servidores do Ministério das Cidades fraudaram o Minha Casa Minha Vida

5 exemplos de nepotismo

  1. Mulher de coordenador de campanha de Dilma recebeu R$ 6 milhões do governo
  2. Polícia Federal investigou filho de Lula por enriquecimento ilícito
  3. Padilha assina convênio com ONG fundada pelo pai
  4. TCU vê indícios de nepotismo na Petrobras
  5. Dinastia Lula da Silva se recusa a devolver passaportes irregulares

7 vezes em que o superfaturamento foi manchete

  1. Por determinação da Justiça, Petrobras terá que entregar todos os contratos de Abreu e Lima
  2. Empresas sob suspeita faturaram R$ 31 bilhões com a Petrobras na era PT
  3. Custo das obras dos estádios da Copa salta 263% em seis anos
  4. Prefeitura gasta R$ 6 mi com tênis escolar de má qualidade superfaturado
  5. Petrobras fechou contrato superfaturado de US$ 825 milhões com a Odebrecht
  6. PF liga ministro a empresa sob suspeita
  7. TCU confirma superfaturamento na Telebrás

13 vezes em que o partido fez uso da máquina pública em benefício próprio

  1. Prefeitura petista seria a fonte de ofensas e ataques a Aécio Neves
  2. PT e PR pagaram advogados de mensaleiros com dinheiro público
  3. Ministra Ideli é investigada por usar helicóptero do Samu
  4. Dilma torra R$ 22 mil por dia em suíte da Tiffany em Nova York
  5. Governo petista usa verba pública para saber se jornal privado é imparcial
  6. Ministro levou a família a Cuba no Carnaval em jato da FAB
  7. Uso de jato da FAB por autoridades cresce 39% no governo Dilma
  8. Escalas de Dilma no exterior custaram R$ 433 mil aos cofres públicos
  9. Lula levou diretor da Odebrecht em viagem oficial à África
  10. Em Roma, Dilma se hospeda em hotel cuja diária custa até 7,5 salários mínimos
  11. BB, Caixa e outros órgãos públicos gastam R$ 9 mi em ingressos da Copa para VIPs
  12. Familiares de presos ‘comuns’ reclamam de privilégios para visita a mensaleiros na Papuda
  13. Empreiteiras pagaram quase metade das viagens de Lula ao exterior

7 momentos em que o PT perseguiu seus críticos e opositores

  1. Campanha contra Aécio tem origem em computador da Eletrobras
  2. Internet do Planalto foi usada para editar perfis de jornalistas na Wikipédia
  3. Ex-analista confirma: Abin espionou imprensa durante o governo Lula
  4. Militante se diz vítima de censura, mas acaba revelando verba de ‘fakes’ do PT
  5. PT é suspeito de contratar telemarketing para ligar de madrugada em nome de candidato adversário
  6. Documento da Abin desmente ministro e comprova que Governo espionou sindicalistas
  7. Engenheiro que violou sigilo do caseiro vira secretário de Haddad
16 de outubro de 2014

Dilma deve pelo menos 5 cargos públicos de seu currículo a pressões políticas do ex-marido

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Dilma Rousseff foi casada com Carlos Franklin Paixão de Araújo de 1969 a 2000. Durante este período, o ex-marido da atual presidente do Brasil chegou a ser um dos políticos mais votados pelo PDT gaúcho, partido o qual participaram ambos da fundação. Graças à influência e ao status do deputado, Dilma conseguiu ser nomeada para ao menos 5 cargos públicos:

  • Secretária municipal de Fazenda, em Porto Alegre (1985 a 1988)
  • Diretora-geral da Câmara de Vereadores da capital gaúcha (1989)
  • Presidente da Fundação de Economia e Estatística, do Rio Grande do Sul (1991 a 1993)
  • Secretária estadual de Minas e Energia, no Rio Grande do Sul, no governo Alceu Collares (1993 e 1994)
  • Secretária estadual de Minas e Energia, no Rio Grande do Sul, no governo Olívio Dutra (1999 a 2002)
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Detalhes desses movimentos de bastidores podem ser conhecidos no livro “O Lado B dos Candidatos“, dos jornalistas Chico de Góis e Simone Iglesias, lançado neste ano. No capítulo “Matriz ou Filial”, por exemplo, é mostrado como a escolha para a Secretaria Municipal da Fazenda de Porto Alegre foi definida numa reunião com o ex-marido da atual presidente do Brasil:

Os eleitores esperavam do trabalhista Alceu Collares grandes medidas. Nos dias que antecederam a posse, o prefeito eleito e Araújo passaram um fim de semana em um hotel no interior do Estado montando o secretariado. No mapa inicial, Dilma seria secretária de Indústria e Comércio, mas acabou assumindo a Secretaria da Fazenda. Viveu, em dois anos e nove meses no cargo um inferno político e administrativo.

(grifos nossos)

Ainda no mesmo capítulo, é relatada a entrada de Dilma na Secretaria Estadual de Minas e Energias no governo do mesmo Collares como sendo fruto de forte pressão do então marido, o deputado estadual e líder do governo na assembleia, Carlos Araújo:

Num determinado ponto, Collares se acalmou e propôs um armistício. Percebendo que o problema era Araújo, o governador usou Dilma para tentar conter a fúria do amigo. Sugeriu que ela fosse nomeada para a Secretaria de Minas e Energia, já que quem estava no cargo, Airton Dipp, acabara de se eleger prefeito de Passo Fundo e o partido precisava de alguém para substituí-lo.

“Dilma virou secretária numa guerra campal. De forma natural, não seria indicada, porque já tinha brigado com Neuza na prefeitura, e Neuza só consentiu porque se sentiu ameaçada“, relata Mattos.

(grifos nossos)

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Algumas situações chegariam a ser cômicas se não fossem lamentáveis, como quando Dilma, também sob pressão de Araújo, ocupou o cargo de Diretora-Geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Foram poucos meses na função pois findou demitida pelo presidente da casa, Valdir Fraga, por constantemente chegar atrasada. “Eu a exonerei porque houve um problema com o relógio de ponto”, disse o vereador.

Perguntou ao operário por que ele não estava trabalhando. “Não tem prego”, respondeu. O presidente da Câmara procurou a direção geral da Câmara, mas ninguém havia chegado ao escritório. Às 9h30, o operário continuava sem trabalhar porque a cúpula não começara a trabalhar e assim não havia como comprar pregos para que a obra seguisse. A partir daquele dia, Fraga pegou o livro de ponto e o levou para sua sala para saber a hora que os funcionários da direção geral estavam chegando. Após esse ato, Dilma saiu em férias e depois se afastou do cargo de diretora-geral da Câmara.

(grifos nossos)

No debate desta terça-feira na rede Bandeirantes pelo segundo turno da disputa para a presidência do Brasil, Dilma colocou em pauta o assunto nepotismo e desafiou que buscassem no governo federal algum parente dela. Propôs o desafio apostando no desconhecimento público de sua própria biografia. A grande diferença, no entanto, não está no fato de ela contratar parentes, mas de ter sido ela mesma por quase duas décadas o parente contratado. Ou ainda pior: o parente imposto.

13 de outubro de 2014

Graças à campanha, Dilma só esteve no Planalto 5 vezes nos últimos 2 meses

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Uma das preocupações mais evidentes de quem se coloca contrário às reeleições é a impossibilidade um gestor estar em dois lugares ao mesmo tempo. A presidente Dilma Rousseff, no entanto, vem sem qualquer pudor relegando a segunda importância a sua condição de presidente. Nos meses de agosto e setembro, priorizando sua condição de candidata, ela esteve no Palácio do Planalto apenas cinco vezes — sendo a última delas em 19 de setembro.

A presidente tem recebido ministros e aliados no Palácio da Alvorada, a residência oficial. Em determinados encontros, assuntos de governo até são discutidos, mas em geral eles ocorrem para tratar da campanha eleitoral.

A falta de comando pode estar deixando o país cada vez mais sem rumo. Enquanto Dilma se ocupa com a campanha, a inflação continua em ascensão. Com o acumulado de setembro, o índice atingiu 6,75% nos últimos 12 meses, ficando 0,25% acima do teto estabelecido pelo governo.

Foi a maior inflação em 12 meses registrada desde outubro de 2011 (6,97%). De janeiro a setembro, a inflação oficial é de 4,61%, também acima do verificado nos nove primeiros meses do ano passado, quando o IPCA aumentou 3,79%.

Esse conflito de interesses traz à tona a discussão sobre o fim da reeleição, que é defendido por Aécio Neves, candidato do PSDB. Marina Silva, terceira colocada no primeiro turno das eleições, também faz coro pelo mandato único.

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, reafirmou na tarde desta terça-feira que é contra a reeleição. Marina Silva, do PSB, derrotada no primeiro turno da eleição, também defende a medida e fez dela uma dascondições para apoiar o tucano contra a petista Dilma Rousseff. “Essa proposta do fim da reeleição já está nas nossas diretrizes. Eu defendo há muito tempo. Vejo que há convergências importantes ente as propostas de governo da Marina e as nossas”, afirmou o presidenciável.

Se a reeleição deve ou não acabar, só haverá uma melhor noção quando o assunto for colocado em pauta no legislativo brasileiro. Fato é que o modelo atual gera nítidos obstáculos ao exercício da democracia. Conta a favor do governo todo o peso de sua máquina e a disputa se mostra bastante desigual, com a presidente tendo, só de TV, quatro vezes mais tempo que seus principais adversários. É de se perguntar se, numa disputa com menos desigualdade, a candidata da situação teria conseguido ir a segundo turno. Fato é que a aprovação do seu mandato só voltou a se recuperar depois da veiculação dos seus longos programas eleitorais. Ao se confrontar isso com a inflação em curva de crescimento, conclui-se que a propaganda vem de fato distorcendo a realidade. Se a oposição não faz seu trabalho corretamente, o brasileiro corre o risco de manter no poder uma obra de ficção.

8 de outubro de 2014

Associação dos Profissionais dos Correios denuncia aparelhamento petista em sua página oficial

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As notícias que agitaram os últimos dias do primeiro turno ainda repercutem. Nesta quarta-feita, a Associação dos Profissionais dos Correios, em sua página oficial, denunciou que, de fato, o PT vem aparelhando a Empresa de Correios e Telégrafos. Segundo a nota, dois terços dos estados brasileiros estão sob o comando de filiados do PT. Isso teria relação direta com mudanças introduzidas em 2011 no Manual de Pessoal, permitindo a entrada de apadrinhados sem qualquer conhecimento técnico para o cargo que chegam a receber salários superiores a 20 mil reais, enquanto os carteiros recebem apenas R$ 1,5 mil.

a) Nos últimos anos o aparelhamento político da ECT se acentuou com as mudanças introduzidas no Manual de Pessoal em 2011, que permitiram o acesso às funções técnicas e gerenciais por empregados e pessoas estranhas aos quadros de pessoal da Empresa sem a observância dos imperativos de competência técnica e capacidade gerencial;

b) Em decorrência dessas alterações, 18 (dezoito) dos 27 (vinte e sete) Diretores Regionais da ECT são filiados ao Partido dos Trabalhadores;

c) Além disso, muitas outras funções são ocupadas por critérios políticos nas Diretorias Regionais e na Administração Central da Empresa;

d) Como exemplos desse aparelhamento, registre-se que enquanto mais de 50.000 mil Carteiros labutam diariamente em condições muitas vezes desfavoráveis por uma remuneração mensal de cerca de R$ 1.500 (hum mil e quinhentos reais), outros Carteiros ligados à burocracia sindical e partidária ocupam elevadas funções em Brasília e nos diversos estados, alguns deles com remunerações superiores a R$ 20.000 (vinte mil reais);

e) O citado aparelhamento afeta também o Fundo de Pensão dos empregados dos Correios, o Postalis, frequentemente citado em notícias veiculadas pela imprensa contendo suspeitas de investimentos duvidosos e de operações fraudulentas;

f) O Postalis já acumula um déficit atuarial superior a R$ 2,2 bilhões em 2013/214, levando em breve a uma drástica redução dos salários e benefícios dos empregados e aposentados dos Correios e atingindo cerca de 500 mil pessoal, o que levou a ADCAP a solicitar à PREVIC, junto com outras entidades representativas de empregados, a intervenção no Postalis;

(grifos nossos)

Antes do primeiro turno das eleições, o deputado estadual Durval Ângelo, do PT mineiro, afirmou em reunião com Wagner Pinheiro, presidente dos Correios, que a presidente Dilma Rousseff só atingiu uma votação expressiva em Minas Gerais porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios”.

O deputado atestou que Dilma chegou a ter menos de 30% das intenções de voto, e agradece que, com “a grande contribuição que os Correios estão fazendo”, esse número atingiu os 40%. Fernando Pimentel, candidato petista ao governo — eleito já no primeiro turno —, também foi beneficiado. Pela primeira vez, o PT conseguiu fazer frente ao PSDB no estado.

“…No dia da reunião que nós tivemos no hotel [da qual participou Pimentel], o Helvécio [Magalhães, coordenador da campanha do petista] falou: “Vou reunir com a equipe ainda esta semana e vamos liberar a infraestrutura. E, se hoje nós temos a capilaridade da campanha do Pimentel e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.”

Ângelo revelou também que funcionários da empresa fizeram várias reuniões em todas as meso e macrorregiões do Estado para trabalhar nas campanhas, englobando dezenas de cidades. Em resposta, os Correios divulgaram nota afirmando que “a participação de pessoas ligadas aos Correios em atividades político-partidárias jamais podem ser entendidas como atuação da empresa”.

O fato, no entanto, vem somar-se à distribuição de panfletos de Dilma em São Paulo sem chancela ou comprovante de que houve postagem oficial, que demonstrariam o pagamento para envio da propaganda de forma regular.

Sem ela, é difícil atestar que a quantidade de material distribuído corresponde ao que foi contratado pelo partido. O número declarado de panfletos distribuídos sem chancela dos Correios foi de 4,8 milhões.

Outra irregularidade cometida pela campanha de Dilma, segundo o TSE, foi o pronunciamento do Dia do Trabalho. Após representação apresentada pelo PSDB, que alegava que a presidente aproveitou a oportunidade para fazer promoção pessoal com cunho eleitoral, a maioria dos ministros do Tribunal decidiu multá-la em R$ 25 mil. O valor, no entanto, parece um bom preço a se pagar pelos 12 minutos de exposição em horário nobre, visto que a veiculação de um comercial de 30 segundos somente na TV Globo chega a custar R$ 470 mil. Caso tivesse pago pela mídia, o PT precisaria desembolsar mais de 11 milhões de reais.

7 de outubro de 2014

Conheça Herman Benjamin, o ministro do TSE que vem seguidamente votando a favor da campanha de Dilma

herman-benjamin

Nesta eleição, o Tribunal Superior Eleitoral está sob o comando de Dias Toffoli, ex-advogado do PT que foi indicado ao STF pelo então presidente Lula. Em sua curta biografia junto à corte mais alta do país, chamou atenção o fato de o ministro não só se considerar desimpedido de julgar o caso dos mensaleiros petistas, como o de constantemente votar favoravelmente ao principal nome em julgamento, o do ex-ministro José Dirceu.

Também indicado por Lula, o jurista Herman Benjamin é atualmente ministro do Superior Tribunal de Justiça e ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral. Empossado no TSE justamente por Dias Toffoli, vem chamando atenção por publicar seguidas decisões favoráveis à campanha de Dilma.

Na mais recente das polêmicas, Benjamin, atendendo a mais uma das solicitações da coligação governista, ordenou que o Google retirasse do ar o vídeo com um carteiro que entregava panfletos da campanha da presidente. No parecer, o ministro não se furta de tirar conclusões subjetivas acerca do tom de voz da pessoa que faz a filmagem.

De acordo com o relator, embora não seja possível verificar neste momento se há montagem ou não, o tom da voz da pessoa que faz a gravação indica interesse de se valer de um fato real, a distribuição de panfletos eleitorais pelos Correios, para divulgar informação falsa – ou seja, coação dos carteiros a distribuírem ilicitamente panfletos da candidata Dilma Rousseff. Ainda segundo o ministro, segundo o vídeo, a candidata saberia da irregularidade. Benjamin ponderou que não há prova disso.

O nome de Benjamin já tinha ficado mais em evidência ao censurar também via TSE outro vídeo crítico à presidente. No conteúdo, no entanto, surgia Silas Malafaia questionando o posicionamento de Dilma ao pedir diálogo com os extremistas do ISIS. Ignorando que se tratava de um entendimento pessoal da parte do pastor, o ministro argumentou que existia excessos na fala por, segundo Herman, não haver conhecimento de apoio da candidata a grupos terroristas, mesmo sendo ela ela considerada por muitos uma ex-terrorista.

Ao conceder a liminar, o ministro concorda que há conotação eleitoral no caso, uma vez que o vídeo veicula discurso da candidata Dilma e explora sua imagem. “O País está a praticamente 48 horas das eleições, e esse tipo de veiculação na rede mundial de computadores tem nítido viés de propaganda eleitoral”, justificou o ministro na decisão. Segundo Herman, houve “excesso por parte do Sr. Silas Malafaia, uma vez que não se tem conhecimento algum de que a candidata Dilma Rousseff apoie qualquer grupo terrorista”.

Num raro momento em que Benjamin desagradou a campanha da presidente, ordenou que o site Muda Mais, de defesa de Dilma e ataques aos seus adversários, fosse retirado do ar. Mas a decisão só durou dois dias e logo foi liberado o acesso à página.

Na terça-feira, 16, Benjamin havia determinado a retirada do ar ao examinar uma representação da candidata do PSB, Marina Silva. De acordo com a representação, o site não estava devidamente registrado na Justiça Eleitoral para fazer propaganda a favor de Dilma. Na noite desta quinta-feira, 18, o Muda Mais já estava ativo e com uma mensagem sobre a nova decisão de Benjamin.

Em outro decisão a concordar com os pedidos da candidata do governo, uma peça eleitoral de Marina Silva foi suspensa pelo ministro sob alegações de que a mídia continha ofensa de caráter pessoal a Dilma.

Na referida propaganda, a coligação da candidata Marina Silva alega que eventual corrupção no âmbito da Petrobras tem financiado a base aliada dos partidos que apoiam a Coligação com a Força do Povo. Afirma, ainda, que a candidata Dilma Rousseff foi chamada a responder perante o Tribunal de Contas da União pelo prejuízo causado pela negociação envolvendo a refinaria de Pasadena, uma vez que, na época, ela fazia parte do Conselho de Administração da Petrobras.

No entanto, quando o pedido não envolveu a campanha da presidente diretamente, a decisão do ministro chegou a ir de encontro ao que solicitava a coligação da situação. Isso se deu ao Marina receber permissão para aparecer em programas de rádio e TV de aliados que disputavam governos estaduais e cadeiras no senado.

A Corte negou dois pedidos de liminar apresentados pela campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. A coligação queria suspender a veiculação das propagandas em que as candidatas do PSB ao governo da Bahia, a senadora Lídice da Mata, e do PSB ao Senado pelo Rio Grande do Norte, a ex-governadora Wilma Faria, defendem a eleição de Marina.

Confirmada a presença de Aécio Neves no segundo turno, iniciou-se na web uma deplorável campanha de ataques pessoais à honra do candidato da parte dos militantes virtuais favoráveis à reeleição de Dilma. Espera-se que, primeiro, o ministro Herman Benjamin demonstre um mínimo de bom senso e concorde que a reta final de campanha não mereça seguir tão impregnada de baixarias. E, segundo, que seja feito o mesmo uso de pesos e medidas, pedindo a retirada de tanto material ofensivo do ar. Ao assumir o cargo, disse o ministro:

“Estamos no período eleitoral e faz parte da democracia termos, às vezes, um exagero de parte a parte. E, evidentemente, ainda bem que temos um ramo do Poder Judiciário especializado, independente, íntegro e que merece a confiança de todos os brasileiros, sem exceção, que é a Justiça Eleitoral”

Independente, íntegro e que merece a confiança de todos os brasileiros, sem exceção. Que assim seja.

2 de outubro de 2014

Vídeo Exclusivo: presidente dos Correios admite que participou de reunião de campanha da Dilma

Essa vai para aquela turma que supôs ser “armado” o vídeo do carteiro entregando panfletos eleitorais da Dilma. O próprio presidente dos Correios fala do tema, ASSISTAM AO VÍDEO!

Valendo destacar também este:

E agora? O que vão alegar?

30 de setembro de 2014

Skaf insere aplausos falsos em seu programa eleitoral

Paulo Skaf e Dilma Rousseff - skaf e dilma

Na sexta-feira, dia 26, os principais candidatos ao governo do estado de São Paulo apresentaram participaram de um debate transmitido pela rede Record. A íntegra do vídeo pode ser conferida no site da emissora. No entanto, a campanha do candidato Paulo Skaf ignorou a facilidade com que qualquer internauta pode acessar este material e editou grosseiramente o que de fato aconteceu na naquela noite. A começar por inserir imagens do governador Geraldo Alckmin durante a fala final do peemedebista, o que, por si só, vai de encontro às regras do programa:

Vídeo original

No vídeo original, apenas Skaf é enquadrado pela câmera.

Vídeo editado pela campanha de Skaf

No programa eleitoral de Skaf, uma imagem de Geraldo Alckmin é inserida no momento em que seu nome é criticado.

Mas o mais bizarro ainda estava por vir. Ao final, possivelmente descontente com a fraqueza dos aplausos recebidos, assim como a repreensão da parte do apresentador que pediu ao corpo de assessores dos candidatos para não se manifestar, inseriu um áudio de aplausos efusivos que não existiu ao final do debate.

Vídeo original

No vídeo original, apenas poucos assessores de Skaf aplaudem sua fala.

Vídeo editado pela campanha de Skaf

No vídeo editado do programa de Skaf, os aplausos começam bem antes e são mais efusivos.

Não à toa, o colunista Josias de Souza vem apelidando a campanha eleitoral brasileira de “gincana publicitária”. Por mais que haja todo um trabalho por trás a ser defendido e/ou criticado, candidatos com cada vez menos escrúpulos abusam dos recursos de vídeo e retórica para denegrir adversários e enaltecer seus próprios postulantes ao cargo. Além da atenção da parte do eleitor, cabe à imprensa, aquela que sempre deveria ser oposição, defender o interesse maior da população, que é o de saber a verdade.

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