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13 de julho de 2015

Descaso com a periferia: com Haddad, “Minha Casa, Minha Vida” vira “Meu Barraco, Minha Vida”

Haddad Dilma Lula

Mais um exemplo de como a gestão Haddad não olha para os mais necessitados com o mesmo cuidado dedicado aos mais ricos. Já falamos aqui das ciclovias, que são tratadas como cartões postais no centro e nos bairros nobres, mas abandonadas nas regiões carentes. Agora, mais essa: o “Minha Casa, Minha Vida” se torna “Meu Barraco, Minha Vida” em Guaianases. Seguem trechos de reportagem de Leandro Machado, na Folha de São Paulo:

“O déficit habitacional da capital paulista, calculado em cerca de 230 mil moradias, é um dos temas mais críticos da gestão Fernando Haddad (PT). O prefeito prometeu entregar 55 mil novas casas a famílias de baixa renda até o fim de 2016, mas, até agora, só cumpriu 9% da meta. O resultado são invasões cada vez mais frequentes a prédios e terrenos públicos e privados em toda a cidade. (…)

Em Guaianases, a área de 12 mil metros quadrados era particular e ficou mais de 15 anos desocupada. Só era usada quando crianças da região pulavam os muros para jogar futebol lá dentro. Os donos deviam décadas de IPTU. Em 2012, a prefeitura tomou posse do terreno. Mas ele continuou vazio até agosto de 2014, quando moradores do bairro, que não pertenciam a nenhum grupo organizado de sem-teto, decidiram ocupá-lo. Pularam o muro e entraram. Uma empresa privada havia sido contratada para vigiar o terreno, mas, no momento da invasão, não havia nenhum funcionário por ali.” (grifos nossos)

Esse é o “Prefeitão”. Essa é a gestão petista em São Paulo. Na campanha, falavam sobre “ocupar o espaço público”, mas na prática essa ocupação acontece invadindo terreno comprado para a construção de casas populares e está abandonado por puro descaso da gestão Haddad.

12 de julho de 2015

Mais Médicos: ditadura cubana já recebeu quase 3 BILHÕES de reais

dilma rousseff cuba raul castro

Ainda em 2013, falamos aqui sobre o que de fato seria o programa “Mais Médicos”. Revelamos que não se tratava meramente de uma medida para melhorar a saúde do país, mas sim de uma maneira de levar dinheiro para a ditadura cubana – que, em posse dos valores, pode fazer o que quiser com os bilhões. Até mesmo dar uma parte aos amigos do regime.

Hoje, chega-se ao número “mágico” de quase 3 bilhões (sim, BILHÕES!) de reais já destinados ao regime ditatorial de Cuba. Segue trecho de reportagem da Veja, por Leonardo Coutinho:

“Dados disponíveis no site do Fundo Nacional de Saúde revelam que desde agosto de 2013, o Governo brasileiro desembolsou 2,85 bilhões de reais como pagamento pelo envio de 11 400 médicos de Cuba para o Brasil. As transferências são realizadas em nome da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que embolsa 5% dos valores, como pedágio para triangular a operação – que seria considerada ilegal sem a sua intermediação.

Descontados os 142,5 milhões de reais de comissão devida à Opas, a ditadura dos irmãos Castro embolsou desde então 2,7 bilhões de reais com a venda dos serviços médicos. Planejado para custar aos cofres públicos 511 milhões de reais, o programa sofreu ao longo do tempo uma série de alterações. Atualmente, o Ministério da Saúde trabalha na preparação do sétimo aditivo do contrato.

Considerando que a governo cubano confisca mais de 80% do salário dos médicos que trabalham no Brasil, chega-se ao lucro líquido de 2,3 bilhões de reais com a operação no Brasil. Somente nos quatro primeiros meses de 2015, o Brasil entregou para Cuba mais 729 milhões de reais.” (grifos nossos)

Se alguém ainda tem alguma dúvida de como a coisa é feita de maneira descarada, é importante ler esta outra reportagem, com direito a gravação comprovando o negócio todo. É simplesmente vergonhoso.

E o que os ditadores de Cuba farão com esse dinheiro vindo do povo brasileiro? Ora, eles farão o que bem entenderem. Numa ditadura, o governo não deve satisfação a nada nem ninguém. Desse modo, podem gastar, guardar ou até mesmo repassar uma parte a amigos do regime.

Precisa desenhar?

12 de julho de 2015

Não foi golpe: STF mantém votação que reduziu a maioridade penal

eduardo cunha 2018

O Supremo Tribunal Federal, por meio do Ministro Celso de Mello, negou liminar dos parlamentares que alegaram ilegalidade (ou “golpe”) na votação da Câmara na qual foi aprovada a Emenda Constitucional que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos.

A alegação seria de “golpe”, pois a Casa teria votado o tema numa seção anterior e, de acordo com as regras, isso não poderia ser mais votado neste ano legislativo.

Mas tal argumentação não é correta. Numa seção, votou-se uma matéria e, na outra, o que se pôs em votação foi MATÉRIA DISTINTA. Ou seja: teores diferentes. E isso é permitido.

Confiram trecho de reportagem do jornal O Globo, por Evandro Éboli:

“O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou liminar ao pedido feito por 102 deputados para anular a aprovação na Câmara da proposta de emenda constitucional (PEC)que reduziu a maioridade penal de 18 para 16 anos. De acordo com o ministro, como a proposta ainda precisa ser analisada em segundo turno pela Câmara, não há dano que justifique uma liminar suspendendo a decisão. Celso de Mello levou em consideração argumentação apresentada na sexta-feira pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que não há urgência na matéria, porque o segundo turno da votação da PEC só acontecerá no segundo semestre deste ano. A ação ainda será julgada pelo plenário do tribunal.”

Vale lembrar que a redução da maioridade é apoiada por 90% da população. E os parlamentares já não caem mais na conversa-mole de ONGs que tentam dizer o contrário – especialmente diante da fiscalização direta das pessoas nas páginas e sites de deputados e senadores.

Agora, é questão de tempo.

11 de julho de 2015

Crise Mundial? Nada disso! O Brasil que está um desastre. E vai piorar.

O abraço dos afogados.

O abraço dos afogados.

Uma grande lorota do governo é a história de que o mundo está em crise e, desse modo, o Brasil acabou também atingido por isso. Cascata da braba, mas repetida à exaustão a ponto de fazer alguns incautos caírem no golpe.

Mas o mundo está ou estava em crise? Claro que não.

Utilizamos a excelente ferramenta do site Trading Economics para conferir alguns números. E esses números são pra lá de assustadores. Vejamos primeiro os índices do Brasil (conforme quadro abaixou ou este link):


source: tradingeconomics.com

Situação bem feia.

E como está o resto do mundo? Como estão os demais países dotados de grandes economias? Todos, é claro, bem na frente do Brasil. Exceto justamente a Russia que, não por acaso, faz parte dos BRICS, bloco que também inclui India, Africa do Sul e China (atualmente em passo acelerado de crise).

Sim, o governo cometeu a façanha de incluir o Brasil num bloco econômico cuja maioria dos membros estejam em acelerado processo de crise. Coisa de gênio.

Apenas 10 países NO MUNDO TODO têm taxa de crescimento pior que a do Brasil no último ano. São eles: Síria (sob guerra civil e invadida pelo Estado Islâmico), Iraque (idem/ibidem), Ucrânia (em confronto com a Russia), Russia (parceiraça do Brasil nos BRICS) e “players” como Macau, Guiné Equatorial, Líbia, Sérvia, Bielo-Russia e a poderosa Venezuela (também estragada pelo socialismo bolivariano).

Quem cresceu mais que o Brasil? Potências como a Grécia (sim, A GRÉCIA CRESCEU MAIS QUE O BRASIL NO ÚLTIMO ANO!), Palestina (sim, exatamente, a Palestina!), Gambia, Argentina (pois é, até a Argentina), Coréia do Norte (não, não é piada) e muitos outros.

Não somos uma potência. O governo nos relegou à zona de rebaixamento, estamos no grupo dos piores, até Grécia e Argentina estão na nossa frente na taxa de crescimento. É uma desgraça, uma incompetência sem tamanho.

E agora, diante disso tudo, agora sim se avizinha uma crise em escala global. Grécia, Zona do Euro, China… Cabe citar uma tese curiosa. Acompanhem.

Teoria Geral do “Tá Trânsito” Quando não Tá
O nome é meio confuso, mas todos entenderão. Expliquemos.

Um truque comum da galera espertalhona é estar atrasada pro trabalho e daí dizer que foi por causa do trânsito, mas na verdade nem saiu de casa. Aí, depois disso, chega rápido, pois não estava mesmo muito trânsito, e a desculpa cola. Tudo certo, tudo resolvido.

Depende.

Pois às vezes ESTÁ MESMO TRÂNSITO e a pessoa senta na graxa, porque chegará ainda mais atrasada. É o risco da mentira, não? Pois bem…

Dilma Rousseff fez isso com a crise mundial. Enquanto outros países cresciam, ela mandava a lorota de que havia uma crise em todo o mundo.

O truque parecia razoável: como o mundo está mesmo numa boa, o Brasil alcançaria em dado momento e essa desculpa mentirosa acabaria tendo alguma valia no jogo político e eleiotoral.

Mas deu ruim. Porque agora DE FATO alguns países começaram a esboçar sinais de crise mais profunda, como a China, além de casos realmente sérios como o da Grécia.

A desculpa mentirosa virou uma verdade e o Brasil, portanto, como no exemplo da teoria exposta acima, chegará ainda mais atrasado.

Conclusão
A culpa da Dilma é dupla. Primeiro, por mentir, dizendo que havia uma crise mundial para safar-se de críticas quanto à própria incompetência. Mas, antes e acima disso, por colocar-nos nesse buraco terrível.

Por essas e outras, gritamos: Fora, Dilma! Fora, PT!

10 de julho de 2015

País perde 708 mil postos de trabalho num ano e o ministro diz: “não é um desastre”

Dilma Rousseff e Manoel Dias, Ministro do Trabalho

Dilma Rousseff e Manoel Dias, Ministro do Trabalho

Parece piada, mas é infelizmente verdade. O Ministro do Trabalho, Manoel Dias, reagiu de forma deplorável após a divulgação do recorde de desempregos. Os números são aterradores: em um ano, 708 mil vagas foram fechadas no país. Considerando apenas os primeiros cinco meses de 2015, são 244 mil postos de trabalho a menos.

E o que diz o ministro de Dilma Rousseff? Confiram trecho da reportagem de Murilo Rodrigues e Alves Bernardo Caram, no Estadão:

“O fechamento recorde de 244 mil vagas no Brasil nos primeiros cinco meses deste ano, de acordo com os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), não é “um desastre”, na avaliação do ministro do Trabalho, Manoel Dias. Ele minimizou o fechamento desses postos de trabalho, recorrendo a comparações com o número de postos criados pelos governos do PT (2003-2014).” (grifos nossos)

O país despencando e o governo insiste nessa postura “chora, recalcadas!”. Mas a verdade é que “lacrar”, mesmo, apenas vagas de trabalho. 708 mil em um ano.

10 de julho de 2015

708 mil empregos formais foram fechados pelas empresas no último ano

dilma--

Sim, a crise se agrava. Primeiro, vejam trecho de reportagem de Bruno Villas Bôas, na Folha:

“No trimestre encerrado em maio, 708 mil pessoas perderam status de trabalhadores formais, na comparação com o mesmo período do ano passado, uma redução de 1,9%. Os dados são da Pnad Contínua, pesquisa nacional sobre o mercado de trabalho divulgada nesta quinta-feira (9) pelo IBGE.” (grifos nossos)

Agora, essa do UOL:

O desemprego registrado no trimestre que terminou em maio foi de 8,1%, o que representa uma alta em relação ao mesmo período do ano anterior (7%) e também em relação ao trimestre encerrado em fevereiro deste ano (7,4%).”

Empresas fechando vagas formais e o crescimento na taxa geral de desemprego (que é diferente da “taxa de desempregados”, como explicamos aqui).

Dilma Rousseff é a responsável por isso.

9 de julho de 2015

Implicante Explica 02 – Desmascarando as expressões manjadas da Esquerda

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Este é o Implicante Explica, programa do portal Implicante, no qual explicamos, de maneira simples e objetiva, algumas coisas aparentemente complexas. O episódio de hoje é uma coleção de frases falaciosas da esquerda, explicando os significados reais de cada uma.

Para tanto, chamamos o querido Lênin Baixo-Augusta, agitador cultural, DJ alternativo e militante de redes sociais. Confiram, prestigiem e DÊEM LIKE NO VÍDEO E ASSINEM NOSSO CANAL, POXA!

E, para quem não viu, aqui está o primeiro episódio.

9 de julho de 2015

Governo escondeu dados da pobreza no país por causa das eleições

dilmar

O Brasil apresentado por Dilma Rousseff e pelo PT nas eleições não era nosso país real, mas sim uma obra de ficção. Isso já sabemos, especialmente a essa altura do campeonato e da crise econômica.

Mas a maquiagem foi ainda pior: Herton Araújo, ex-diretor do IPEA, prestou depoimento à Justiça Eleitoral dizendo que o governo impediu o instituto de divulgar dados negativos sobre as verdadeiras condições de pobreza no país.

A seguir, trecho de reportagem de Andréa Sadi e Gabriel Mascarenhas, na Folha:

O ex-diretor do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Herton Araújo contou à Justiça Eleitoral que foi impedido de divulgar, durante a campanha de 2014, dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2013 que mostravam aumento da extrema pobreza no Brasil.

Uma das formas de Dilma perder o mandato é ser condenada pela Justiça Eleitoral. Torcemos por isso. E pelo impeachment. E também pela renúncia. Torcemos por qualquer medida que, dentro da lei, permita afastá-la da Presidência da República. A que vier antes, de preferência.

8 de julho de 2015

Prefeitão Haddad capricha na ciclovia dos ricos e abandona a dos pobres

folhapress

Fotos: Luiz Carlos Murauskas (no alto) e Eduardo Anizelli (abaixo) – Folhapress

Há muito se fala, em tom de piada tragicômica, sobre o fato de que cicloativistas são quase todos de classe média alta. O pobre que anda de bike porque precisa, não por ideologia ou algo assim, não faz parte desses grupos – ele apenas anda de bike, mesmo, e nunca são bicicletas caríssimas e importadas.

Parece que a gestão Haddad endossa o que seria talvez piada, transformando em fato lamentável. Confiram trechos da reportagem de Artur Rodrigues, na Folha:

“Na avenida Paulista, um tapete vermelho. Na avenida Bento Guelfi, no extremo leste de São Paulo, lama. A comparação simboliza tratamentos diferentes da gestão Fernando Haddad (PT) às ciclovias na capital paulista. Nos principais bairros centrais e de classe média, há resistência de moradores e comerciantes, mas as pistas para bicicletas contam, em geral, com asfalto e sinalização em condições razoáveis. Já nos extremos da cidade a manutenção foi deixada de lado –e as ciclovias estão tomadas por sujeira, buracos, enchente, falta de sinalização, iluminação e fiscalização. (…)

Na avenida Bento Guelfi, no bairro do Iguatemi (zona leste), além de apagada, a ciclovia é invadida por barro. “Olha que fizeram este ano e já ficou desse jeito“, diz José Batista, 60, borracheiro. Ele reclama que a ciclovia sai do centro da via e muda em direção ao canteiro central justo em frente ao seu estabelecimento, onde ele costumava trocar os pneus dos carros. (…)

Vê se dá pra andar aí“, diz Oliveira, apontando para os buracos. “Para a gente, seria bom uma ciclovia na estrada do Campo Limpo, onde os ônibus passam tirando fina de quem pedala”, afirma. A crítica é parecida em outras áreas, com ciclovias que seguem pelo miolo dos bairros e acabam antes dos grandes corredores viários. (…)

Na Vila Prudente, há problemas de drenagem e no asfaltamento. Na rua Professor Gustavo Pires de Andrade, a tinta foi passada sobre um trecho de paralelepípedos, causando desnível na pista. Em Sapopemba, a falta de ciclovias é motivo de queixa. “Fui atropelado por um carro que entrava num posto. Nos trechos com ciclovia, não corro esse risco“, disse Everton Barbosa, 21, metalúrgico que sofreu ferimentos leves e pedala até a Vila Prudente diariamente para economizar.” (grifos nossos)

A reportagem é detalhada, com entrevistas e fotos (a imagem deste post ilustra a capa de hoje do jornal). É um retrato de como funciona a gestão Haddad. O prefeitão prioriza marketing, maquiagem e bairros nobres ou centrais. O povo da periferia não faz parte da “galera”.

Por isso só mesmo o pessoal igualmente de classe-média, militante de redes sociais, não entende o porquê da popularidade de Fernando Haddad ser tão baixa. E não se conformam que ele será chutado da prefeitura no ano que vem. Pois melhor que se acostumem com isso. E já vai tarde.

7 de julho de 2015

A inacreditável entrevista de Dilma

foto: Pedro Ladeira / Folhapress

foto: Pedro Ladeira / Folhapress

Conduzida por Maria Cristina Frias, Valdo Cruz e Natuza Nery, a entrevista de Dilma ao jornal Folha de São Paulo é um desastre. Por óbvio, os jornalistas não são culpados. Fizeram o que foi possível. O problema é que a Presidente da República não consegue concatenar seus pensamentos – ou ataca procedimento cuja regulamentação ela própria sancionou e até se vangloriou disso em debate.

A seguir, alguns trechos devidamente comentados:

Delatores dizem que doações eleitorais tiveram como origem propina na Petrobras.
Meu querido, é uma coisa estranha. Porque, para mim, no mesmo dia em que eu recebo doação, em quase igual valor o candidato adversário recebe também. O meu é propina e o dele não? Não sei o que perguntam. Eu conheço interrogatórios. Sei do que se trata. Eu acreditava no que estava fazendo e vi muita gente falar coisa que não queria nem devia. Não gosto de delatores.

Mesmo que seja para elucidar um caso de corrupção?
Não gosto desse tipo de prática. Não gosto. Acho que a pessoa, quando faz, faz fragilizadíssima. Eu vi gente muito fragilizada [falar]. Eu não sei qual é a reação de uma pessoa que fica presa, longe dos seus, e o que ela fala. E como ela fala. Todos nós temos limites. Nenhum de nós é super-homem ou supermulher. Mas acho ruim a instituição, entendeu? Transformar alguém em delator é fogo.

Dilma já disse que “não respeita” delator, mas nunca menciona o fato de que FOI ELA QUEM SANCIONOU A LEI QUE REGULAMENTA AS DELAÇÕES PREMIADAS. Isso mesmo. E é um recurso até mesmo nojento comparar a delação mediante tortura àquela realizada por um comparsa de quadrilha em crime de roubo de dinheiro público.

Parece que está todo mundo querendo derrubar a sra.
O que você quer que eu faça? Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso é moleza, isso é luta política. As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair. E venha tentar, venha tentar. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso. Não conte que eu vou ficar nervosa, com medo. Não me aterrorizam.

Isso é moleza? Ou é luta política? Luta política é moleza? Moleza é luta política? Quem entendeu alguma coisa, por favor, saúde a mandioca. E o milho.

O Joaquim Levy (Fazenda) propõe acelerar o ajuste?
Nós também, acelerar num outro sentido. Acelerar é tudo que tiver de fazer de ajuste façamos já. Porque, quanto mais rápido fizermos, mais rápido sairemos dele. O que mais pode ser feito? Não vou falar sobre isto.

E o governo vai ter de cobrir este buraco?
Vamos ter. Mas aí estamos agora mais preocupados em tomar medidas estruturantes, que contribuem ao mesmo tempo para o ajuste como para para o médio e longo prazos.

Tipo?
Tipo tipo.

Esta eu não conheço.
Vou te dizer como fazíamos em interrogatório. Você faz um quadrado (desenha), ai de ti se sair deste quadrado, você está lascado. Então, se eu não quiser falar de que tipo [de medida] eu não falo, tenho técnica para isto. Treino.

Percebe-se quão frágil é um governo quando, numa entrevista para esclarecer fatos, a presidente simplesmente prefere NÃO ESCLARECER NADA do ajuste do futuro, usando até mesmo expediente infantil nas respostas.

Vamos mal. Vamos pior do que se imaginava. Dilma, por favor, saia. O que já estava inaceitável passou de todos os limites do ridículo. É chegada a hora de dizer “tchau”.

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