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15 de março de 2014

Venezuela: Dilma aparece em série sobre líderes que apoiam a ditadura

Depois do vídeo acusando a presidente brasileira de cumplicidade com a violência do regime chavista, manifestantes venezuelanos criaram uma série de montagens com fotos de alguns dos principais líderes da região. As imagens mostram o “antes e depois” de cada presidente, com fotos das ditaduras que eles combateram no passado em seus respectivos países (à esquerda) e fotos da ditadura que eles apoiam hoje na Venezuela (à direita). Clique na imagem para ampliar:

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Em sentido horário, as montagens dos manifestantes venezuelanos sobre fotos de Michelle Bachelet, Cristina Kirchner, Pepe Mujica e Dilma Rousseff

* ATUALIZAÇÃO 15/03 13:15: O ex-presidente Lula também ganhou uma “homenagem” dos manifestantes venezuelanos:

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15 de março de 2014

Ignorando protestos de rua, Lula envia carta de apoio ao governo venezuelano

size 590 ex presidente lula Ignorando protestos de rua, Lula envia carta de apoio ao governo venezuelano

Mesmo após os recentes acontecimentos na Venezuela, com diversos protestos eclodindo pelas ruas, o ex-presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva enviou uma carta de apoio ao atual gestor do país, Nicolás Maduro, no dia 5 de março, aniversário da morte de Hugo Chávez. Nela, Lula pede que Maduro dialogue com os democratas e faz elogios ao ex-governante já falecido.

Em primeira pessoa, o ex-presidente abre o texto dizendo que “sempre estivemos juntos nas batalhas por uma América Latina mais justa e soberana, pela integração de nossas nações, pela construção de um continente independente e democrático”, convenientemente esquecendo-se de que ambos os países apoiam o governo de Cuba, ilha que vive em regime ditatorial desde 1959.

O brasileiro diz ainda que Chávez rompeu com um modelo econômico que concentrava a riqueza nas mãos de poucos, deixando um legado eterno. Esse legado, no entanto, vem justamente sendo a causa de tantos protestos, com inflação podendo atingir 330% em 2013 – seis vezes maior que o número divulgado oficialmente – enquanto o caos toma conta das ruas do país em função da crise.

Em seguida, Lula menciona que a Venezuela trilha um caminho de aprofundamento da democracia e de respeito pela constituição, jamais se distanciando da soberania do voto. Ironia ou não, a proximidade do eleitor na hora de votar é que causou escândalo nas últimas eleições venezuelanas. É o que se verifica no vídeo abaixo, quando partidários de Chávez acompanham os eleitores até dentro da cabine de votação.

Noutro polêmico vídeo, a Guarda Nacional Bolivariana executa civis indefesos, desmentindo o fato de que, segundo Lula, “mesmo quando tiveram que enfrentar forças dispostas a violar o regime constitucional, mantiveram seu compromisso com a paz e a legalidade”.

O ex-presidente brasileiro diz também que a melhor forma de honrar a memória de Chávez é, entre outras coisas, seguir no rumo “da integração continental e da autonomia de nossos povos”. No entanto, em 2010, em meio a uma crise com a Colômbia, o então comandante venezuelano admitiu ter revisado “planos de guerra” para um eventual conflito, enviando soldados para a fronteiras do país em claro ato contrário à autonomia dos povos.

Enquanto Lula defende estar ao lado dos venezuelanos, a população é ignorada ao pedir ajuda ao governo brasileiro que, em vez de auxílio, envia cartas e mensagens de apoio à gestão de Maduro.

14 de março de 2014

Chioro, Padilha e Mais Médicos também são alvos da “rebelião” peemedebista

chioro padilha Chioro, Padilha e Mais Médicos também são alvos da rebelião peemedebista

Os partidos aliados do governo Dilma Roussef se rebelaram na Câmara dos Deputados e formaram um “blocão” de insatisfeitos com o Planalto, provocando a convocação de dez ministros, além da presidente da Petrobras, Graça Foster, para prestar esclarecimentos a respeito de diversos assuntos a fim de constranger o governo.

Entre os convocados está o atual ministro da saúde, Arthur Chioro, que foi chamado para falar a respeito do programa Mais Médicos, vitrine eleitoral da presidente e de Alexandre Padilha, que deixou o cargo para se dedicar à pré-campanha do governo de São Paulo.

Segundo recente matéria do Estadão, oito pessoas, entre elas o secretário adjunto da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Fernando Rocha, foram afastadas do Ministério após uma investigação constatar irregularidades nos contratos firmados por Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEis).

Em nota, o Ministério da Saúde confirmou ter constatado uma oscilação considerável nos preços pagos para as locações de veículos. Deu como exemplo o aluguel de caminhonetes. Enquanto o DSEI de Rondônia pagava R$ 10.558,33 por mês por cada carro, o DSEI de Cuiabá pagava R$ 20.500,73. A diferença também era constatada no aluguel de vans. Na Bahia, o aluguel era de R$ 20.220,00. No Mato Grosso, de R$ 25.302.

Além da diferença de preços, os modelos dos contratos despertam suspeitas. Na Bahia, foram localizados contratos com validade de dois anos, em vez de um ano. O ministério informou que contratos, mesmo sob suspeita, continuam vigentes, para evitar prejuízos para população. Os valores, no entanto, deverão ser renegociados.

Recentemente, a Sesai se viu envolvida em outra investigação. A Controladoria-Geral da União (CGU) constatou que, segundo a prestação de contas de 2012 da Secretaria, os remédios comprados pelo Ministério da Saúde para a saúde indígena custaram até 8.696% mais que outras compras realizadas pela pasta.

O caso mais grave foi a compra de 60 comprimidos de besilato de anlodipino, droga para hipertensão, ao custo de R$ 98 via cartão corporativo ante R$ 1,10 via licitação. Esses casos teriam provocado um pagamento de R$ 1.765,39 a mais só em Pernambuco, aponta o relatório.

Antes de Padilha deixar o cargo, o ministério também teve de se explicar sobre o convênio de R$ 199,8 mil assinado com a ONG Koinonia-Presença Ecumênica e Serviço, que tem o pai do ex-ministro como fundador e sócio. Segundo o acordo, a ONG pretendia executar “ações de promoção e prevenção de vigilância em saúde”. No entanto, no mesmo dia em que a denúncia foi feita, Padilha informou que o convênio seria cancelado.

Para completar, o site oficial do Ministério da Saúde não divulga a lista de contratos firmados em 2013 para a divulgação de ações do ministério, desrespeitando, assim, a Lei 12.232, que determina que todas as instituições governamentais devem informar a execução de contratos com empresas publicitárias e veículos de comunicação.

No site oficial do Ministério da Saúde, apenas listagem de janeiro a setembro de 2012 é possível ser acessada. Neste período, a Pasta despendeu R$ 35,5 milhões com publicidade e outros R$ 15,9 milhões para produção de materiais institucionais. (…) A omissão da divulgação de gastos midiáticos dificulta o acompanhamento de volume de dinheiro público despejado para exposição de ações da Pasta justamente num ano eleitoral.

Apesar de o convocado para depoimento ser Chioro, quem deve treinar bastante a argumentação são Dilma e Padilha, ambos candidatos que defenderão o Mais Médicos em outubro. O programa vem sendo investigado pelo uso de trabalho escravo moderno e foi pauta recente no Jornal Nacional. Além da antipatia da classe médica brasileira, o projeto está na mira no Ministério Público do Trabalho. A campanha promete ser tensa.

14 de março de 2014

Caso CEAGESP: a vergonhosa tragicomédia do dia

Rolou um quebra-quebra na CEAGESP por conta da instituição de cobrança de estacionamento. Manifestantes atearam fogo em tudo e mais um pouco, de modo que até o varejão foi suspenso. A PM foi acionada para segurar a bucha.

Na mesma hora, a infalível tigrada do chamado DCE da Internet não perdeu tempo e mandou suas famosas brasas. Vejam alguns exemplos:

3 Caso CEAGESP: a vergonhosa tragicomédia do dia

4 Caso CEAGESP: a vergonhosa tragicomédia do dia 5 Caso CEAGESP: a vergonhosa tragicomédia do dia 6 Caso CEAGESP: a vergonhosa tragicomédia do dia

Ocorre que a CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) é uma empresa gerida pelo GOVERNO FEDERAL (sim, do PT). Já pertenceu ao governo de SP, é verdade, mas foi federalizada em 1997. A tal incompetência, portanto (e como sói), cabe a Dilma e seus asseclas.

Agora, apenas imagine a cara do pessoal que se apressou em xingar a péssima gestão da Companhia… Claro que pararam na hora! Passou a ficar TUDO BEM com a CEAGESP! Oloco! Tá uma maravilha, pô!

Mas é claro que não está. Vejam uma reportagem interessante do Estadão:

Ceagesp abriga apadrinhados de petistas – A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) é reduto de apadrinhados dos petistas João Paulo Cunha (SP), deputado condenado no esquema do mensalão, e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem seu sobrinho, filho do irmão Vavá, trabalhando na empresa. Edison Ignácio da Silva ocupa cargo de confiança de gerente, com salário de R$ 15 mil. O presidente, Mário Maurici, é próximo a Carvalho, com quem trabalhou na Prefeitura de Santo André na gestão de Celso Daniel, assassinado em 2002. Companheira do prefeito na época do assassinato, Ivone Santana também assumiu cargo comissionado na Ceagesp. O nome dela ainda consta da lista de servidores, mas a empresa diz que ela deixou o cargo em dezembro de 2012. A irmã do deputado João Paulo Cunha, Ana Lucia da Cunha Pucharelli, também tem cargo de confiança na empresa. A Ceagesp já abrigou o filho de Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol e membro do Comitê Executivo da Fifa, Marco Polo Del Nero Filho. Ele deixou a empresa em abril. Tinha salário de R$ 7 mil” (grifos nossos)

É mole? Não se trata apenas de uma empresa “federal”, que nada! Tem sobrinho do Lula, irmã de mensaleiro condenado e até um indicado pelo incrível Gilberto Carvalho, da época da temível “gripe de Santo André”.

Mas agora que nenhum militante virtual, tanto menos a turma do DCE que “não é petista, mas…”, vai falar qualquer coisa da CEAGESP. Tá tudo uma MARAVILHA. Não existe mais incompetência por lá – nem loteamento.

Que papelão, turminha…

14 de março de 2014

Presidente do PT vai à Venezuela levar apoio do partido ao ditador

dilma chavez Presidente do PT vai à Venezuela levar apoio do partido ao ditador

parças

Durante algum tempo, era proibido – especialmente mediante patrulha do DCE da Internet – dizer que o PT tinha algum tipo de vínculo com a ditadura de Hugo Chávez. Não haveria, eles diziam, nada menos que alguma simpatia ideológica. Mas era mentira, claro. E agora a coisa fica não apenas patente, como escancaradamente expressa. Segue trecho de reportagem do Estadão:

Presidente do PT vai a Caracas apoiar Maduro – Rui Falcão se encontrará com presidente venezuelano no sábado para prestar solidariedade ao chavista – Enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende o diálogo entre Nicolás Maduro e a oposição e Dilma Rousseff tenta intermediar uma negociação, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, embarca na sexta-feira, 14, para Caracas como integrante de um grupo que classifica o atual momento da Venezuela como obra da “violência fascista” de “setores minoritários da extrema direita” e acusa os EUA de “agressões políticas” contra Caracas. Falcão e a secretária nacional de Relações Institucionais do PT, Monica Valente (mulher do ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares), fazem parte de uma comitiva do Foro de São Paulo que se encontrará com Maduro…” (grifos nossos)

Pois é, a mulher de Delúbio (condenado no julgamento do mensalão) também vai levar o apoio do partido à ditadura assassina. Para quem duvida – especialmente o pessoal que fez um site tirando sarro dos “poucos” mortos – já foram 23 os assassinados pelo fascismo vermelho chavista.

Guardem isso quando algum petista (sobretudo a turma do “não sou petista, mas…”) tentar fazer pouco de alguma relação entre os caminhos atuais do governo brasileiro e um futuro similar ao que hoje acontece na Venezuela. Os fatos não permitem que eles neguem isso. E nós que nos cuidemos aqui.

13 de março de 2014

Dívida da Petrobras aumenta em 6 vezes nos últimos 7 anos

lula dilma petrobras Dívida da Petrobras aumenta em 6 vezes nos últimos 7 anos

A Petrobras segue sua rotina de manchetes negativas. Dessa vez, a empresa foi autuada em R$ 8,8 bilhões pela Receita Federal. Os autos vêm sendo entregues desde outubro de 2013, mas o problema só foi revelado nos últimos dias, quando as informações foram divulgadas pela estatal à empresa SEC (Security and Exchange Comission, instituição americana que regula o mercado de capitais nos EUA) por causa da emissão de títulos para a captação de US$ 8,5 bilhões.

Segundo o documento, em outubro a empresa foi autuada em R$ 2,348 bilhões por supostamente não ter pago IOF por empréstimos entre suas controladas estrangeiras PifCo, Braspetro e Braspetro Oil Company, em 2009.

Em dezembro, foram duas autuações relacionadas ao não pagamento de IR na fonte, no valor de R$ 2,347 bilhões, e de Cide (Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico), em R$ 1,539 bilhão, no afretamento de plataformas.

Em janeiro de 2014, a estatal recebeu mais dois autos. Um de R$ 1,093 bilhão, sobre não pagamento de IR e CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), e outro de R$ 1,442 bilhão em função do não pagamento de contribuições previdenciárias sobre benefícios dados a empregados e remuneração de serviços médicos a terceiros entre 2009 e 2011.

A Petrobras recorre de todos, mas a notícia não vem nada a calhar dado o momento de crise que a empresa atravessa. Segundo o blog Achados Econômicos, sua dívida aumentou seis vezes desde 2007. O valor passou de R$ 39,7 bilhões para R$ 267,8 bilhões em pouco mais de seis anos.

Se considerarmos apenas a dívida líquida, ou seja, a diferença entre o que a empresa está devendo e o que ela tem em caixa, o aumento foi ainda mais forte, pois alcançou R$ 221,6 bilhões em 2013, oito vezes mais que em 2007 e 50% acima do registrado no final de 2012.

divida total e liquida da petrobras Dívida da Petrobras aumenta em 6 vezes nos últimos 7 anos

A economista Paula Barbosa, da UFRJ, levantou os dados a pedido do blog e afirmou que o endividamento tem sido maior do que a evolução dos lucros da empresa e sua capacidade de gerar caixa.

Em 2007, o endividamento da companhia correspondia a 185% do lucro líquido. Hoje, a relação é de 1.136%, o que quer dizer que a empresa precisaria de 11 anos de trabalho para chegar ao valor atualmente devido aos credores.

Em função do mau momento, em outubro do ano passado, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou os ratings de dívida da empresa por causa das perspectivas ruins  em relação ao seu potencial grande fluxo de caixa negativo nos próximos anos. E essa falta de confiança se reflete na Bolsa. Das 10 empresas (entre as 500 maiores do mundo) que mais perderam valor de mercado no último ano, 4 são brasileiras.

O pior resultado é o da Petrobras, que perdeu 34% do seu valor em Bolsa, queda que só não é maior que a do banco espanhol Bankia (51%), um símbolo da crise espanhola, salvo da falência pelo governo local em 2012.

A companhia brasileira, que cinco anos atrás figurava entre as dez maiores do mundo, hoje está na 121ª posição, avaliada em US$ 74 bilhões, um terço da rival PetroChina.

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Com o valor do dólar atualmente em R$ 2,36, é válido observar que, ao confrontar uma dívida de R$ 267.8 bilhões com um valor de mercado de US$ 74 bilhões, a Petrobras hoje vale apenas cerca de 65% daquilo que deve.

Autossuficiência

De acordo com informes publicitários, divulgados em jornais como O Globo e Folha de S.Paulo e nos quais a Petrobras traça seus objetivos para os próximos 16 anos, a estatal tem como meta igualar a produção interna do petróleo ao consumo do país em 2015. A autossuficiência em derivados deve ser atingida somente em 2020.

No entanto, é curioso lembrar que em 2006, como bem alerta o site do PSDB, o então presidente Lula lançou mão de uma campanha publicitária no valor de R$ 37 milhões só para divulgar a suposta autossuficiência brasileira do produto. Embora agora a própria Petrobras admita a mentira, o Implicante já havia falado sobre esse mito propagado pelo governo petista.

12 de março de 2014

A migração da classe artística para a oposição

O governo Dilma Rousseff, já há um tempo em apuros econômicos e repleto de escândalos, tem afastado de sua base nomes de peso da comunidade artística que um dia estiveram ao lado do PT. Esta semana, em um vídeo produzido a fim de parabenizar Aécio Neves pelo seu aniversário de 54 anos, aparecem vários artistas como Ney Latorraca, Fagner, Maitê Proença, Zezé Di Camargo, Paula Burlamaqui, Flávio Venturini, Ziraldo, Wanessa Camargo, Marcelo Serrado, Fernanda Abreu, Cacá Diegues, Márcio Garcia, Fafá de Belém e Tom Cavalcante, entre outros. Mas o que chama mais a atenção é a participação de alguns famosos que já fizeram muito pelo petismo, como Milton Gonçalves e até o ex-Ministro da Cultura de Lula, Gilberto Gil.

Mas eles estão longe de serem os únicos. O artista mais barulhento a abandonar o barco petista talvez tenha sido o polêmico Lobão. Anos após pedir voto a Lula ao vivo na Rede Globo em plena campanha de 89, rompeu de vez com o governo após muitos anos de campanha a favor. Segundo ele, a decepção veio com o Mensalão.

Senti uma profunda vergonha. O que mais distinguia o PT do resto era justamente a aura da honestidade, da ética. Eu embarquei nessa. Fiz o papel do “idiota útil”. Confesso: era uma anta política.

(grifo nossos)

Também recentemente, quem se mostrou descontente foi o paraibano Zé Ramalho. Suas palavras vieram a público em entrevista concedida ao Estadão.

É um governo chato, voltado para o social-comunismo do século 21. Comunismo é um estado social chato, querem que tudo seja dividido igualmente e o governo é demagogo quando questionado sobre segurança pública, emprego e a lástima que é a saúde pública. Acho uma m… andar de avião com todas as cadeiras chapadas, não há mais primeira classe, executiva, é pra tudo ser igual. Fazer uma viagem comendo um kit Bauducco, enquanto a presidenta, o ministério e demais poderes andam nos seus jatinhos, pagos com o dinheiro dos contribuintes.

(grifo nosso)

Além deles, outros artistas já se posicionaram de maneira crítica com relação ao governo Dilma, como Danilo GentilliRoger, seu companheiro de talkshow e vocalista do Ultraje a Rigor. Neste último, o caso se torna mais emblemático por se tratar do autor de um dos maiores hinos das Diretas Já.

A verdade é que posicionar-se contra o PT no Brasil não é das tarefas mais fáceis para um artista. O maior exemplo talvez seja o caso de Regina Duarte. Em 2002, em campanha para José Serra, ela gravou um vídeo no qual dizia ter medo das consequências do governo do PT. Por esse vídeo, é ridicularizada até hoje, mesmo que os tais medos listados por ela venham aos poucos voltando ao noticiário: a economia atravessa um momento delicado e a inflação vem buscando se descontrolar.

É sempre arriscado bater no governo – ou até mesmo aplaudir a oposição – num mercado ainda bastante necessitado de políticas culturais. Em fevereiro, o Ministério da Cultura vetou projeto de captação via Lei Rouanet para um documentário sobre a vida de Mário Covas, falecido em 2001. O argumento era de que fora apresentado em ano eleitoral e não seria prudente graças a, segundo eles, o caráter político-partidário do projeto. Contudo, em 2006, também ano de eleição, foi aprovada a captação de um projeto parecido sobre a vida de Brizola, que concorreu à presidência do país ao lado de Lula em 1998.

11 de março de 2014

GCM de Haddad lança bombas de gás em viciados da cracolândia

haddad cracolandia GCM de Haddad lança bombas de gás em viciados da cracolândia

veja bem

Todos devem lembrar: no final de janeiro deste ano, houve uma operação policial na cracolândia. Foi aquele CHILIQUE dos que se diziam defensores dos direitos humanos, tal e coisa, especialmente para defender o programa municipal maluco que dá dinheiro a viciados em crack sem qualquer exigência de tratamento. Naquela ocasião, a gestão Haddad emitiu nota REPUDIANDO uma ação (correta) da polícia. Vejam trecho:

“Nota sobre operação na Cracolândia – A administração municipal foi surpreendida pela ação policial repressiva realizada hoje na região da Cracolândia pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Policia Civil. A Prefeitura repudia esse tipo de intervenção, que fez uso de balas de borracha e bombas de efeito moral…” (grifos nossos)

Bonito, não é mesmo? Pois vejam o que aconteceu hoje (trecho de reportagem da FSP – o texto original falava também em “balas de borracha”, mas isso depois foi mudado):

“Detenção de duas mulheres provoca tumulto na cracolândia em SP – A Guarda Civil Metropolitana deteve duas mulheres nesta terça-feira na região da cracolândia, no centro de São Paulo. Após as prisões, pessoas que frequentam a região jogaram pedras contra os guardas, que revidaram com bombas de gás e golpes de cassetetes. Segundo a GCM, as duas mulheres -que não tiveram os nomes informados- foram detidas após serem flagradas por câmeras de monitoramento, vendendo drogas na região, hoje mais cedo. Um homem também teria sido flagrado, mas acabou fugindo. Durante o tumulto, um homem foi atingido na testa pelo estilhaço de uma bomba, mas não precisou de atendimento médico. Um guarda também foi atingido por uma pedra na cabeça e levado à Santa Casa, onde foi medicado e liberado. “Eles partiram pra cima sem a gente fazer nada. Nós estávamos quietos e eles passaram no meio da multidão com o carro e depois prenderam uma usuária. O povo ficou revoltado e começou a jogar pedra neles. Um estilhaço de bomba que jogaram bem perto de mim acertou minha cara. O pior é que sou tranquilo, não fiz nada”, afirmou o ajudante geral Sidnei Calixto, 40, ferido no confronto.” (grifos nossos)

O que dizer? A situação É MESMO caótica e não é simples policiar a região – como tenta fazer parecer o DCE da Internet, que agora silencia obsequiosamente. Quando houve operação do DENARC (segmento da polícia que justamente atua contra o tráfico) para prender traficantes, foi AQUELE CHILIQUE supostamente ideológico, mas repleto de safadeza e oportunismo eleitorais.

Agora, a GCM (que, vale sempre lembrar, NÃO é polícia) solta bombas nos viciados e ninguém fala nada. Cabô indignação! Como sempre, primeiro o partido e depois a causa. Seja ela qual for.

10 de março de 2014

ONG teria ficado com 80% do dinheiro doado à família de Amarildo

amarildo ONG teria ficado com 80% do dinheiro doado à família de Amarildo

Quando o pedreiro Amarildo desapareceu em julho de 2013 depois de ter sido torturado e morto por policiais militares, iniciou-se uma campanha para ajudar a família do pedreiro, que teve sua condição de pobreza agravada após sua morte. Para ajudá-la, surgiu a campanha “Somos Todos Amarildo”, que arrecadou R$ 310 mil reais em dois eventos organizados pela empresária e produtora Paula Lavigne. No entanto, muito pouco desse dinheiro chegou às mãos da família.

Com a compra de uma casa e de mobília, foram gastos, respectivamente, 50.000 e 10.000 reais. O restante do dinheiro – 250.000 reais – ficou com o Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (DDH), ONG que se tornou notória por defender black blocs e tem, entre seus diretores, um assessor do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), o advogado Thiago de Souza Melo.

Segundo a matéria da Veja, um dos organizadores do evento informou que a família sabia que não ficaria com o total do valor arrecadado, mas o filho mais velho de Amarildo, Anderson Dias, de 21 anos, afirmou que metade do montante foi prometido a eles, e não apenas os 19,35% aos quais tiveram acesso, que só deu para comprar uma casa com vários problemas estruturais.

Segundo Anderson, a casa que a família recebeu é uma construção antiga, com defeitos na rede elétrica e na parte hidráulica. Devido aos problemas encontrados, os filhos procuraram o advogado João Tancredo, presidente do DDH, para saber sobre a possibilidade de uma reforma. “Fiz um orçamento no valor de 45.000 reais. Mas Tancredo me disse que não tinha mais dinheiro”, afirma.

O valor destinado aos móveis também não foi suficiente para comprar itens básicos, como mesa, cadeiras e fogão. De acordo com Elizabeth, viúva de Amarildo, ela precisou pedir o cartão da cunhada emprestado para terminar de mobiliar a casa.

O advogado da ONG, João Tancredo, afirmou que o acordo previa o repasse de R$ 250 mil para a DDH, que, segundo ele, destinará o dinheiro a um “projeto ainda indefinido” que tratará de casos semelhantes ao de Amarildo. Só não se lembraram de avisar isso à família e aos doadores que participaram dos eventos.

7 de março de 2014

Enquanto Copa fica mais cara, “legado”é reduzido em R$ 4 bilhões

15jun2013 a presidente dilma rousseff centro acena para o publico no estadio mane garrincha em brasilia antes da partida de futebol entre as selecoes do brasil e do japao que abre a copa das 1371326725898 615x300 Enquanto Copa fica mais cara, legadoé reduzido em R$ 4 bilhões

Ao anunciar a realização da Copa do Mundo no Brasil, o então presidente Lula prometeu que ela traria muitos benefícios para todo o país – garantindo ainda que os estádios não receberiam dinheiro do governo. Os investimentos com mobilidade urbana eram considerados os mais importantes, mas agora, a menos de 100 dias do início da competição, esse legado já sofreu redução de R$ 4 bilhões.

De fato, além de estarem atrasados, os investimentos previstos para a área diminuíram com o passar do tempo. A Matriz de Responsabilidades que chegou a estimar em R$ 12 bilhões as obras de mobilidade urbana em 2012, está agora com apenas R$ 8 bilhões previstos para aplicações no setor. Embora algumas obras tenham sido incluídas na Matriz, cerca de 18 ações foram retiradas entre julho de 2012 e setembro de 2013.

Os motivos apontados para o atraso ou cancelamento das obras giram em torno de burocracias e até mesmo de fenômenos naturais. E, embora o Ministério do Esporte tente destacar a falta de importância das obras excluídas, cidades como Brasília, São Paulo, Salvador, Curitiba, Manaus e Porto Alegre sofrerão com perdas no setor.

Em Manaus, foram retiradas a construção do corredor exclusivo para ônibus e do monotrilho, tornando a cidade a única das sedes que não receberá obras em mobilidade urbana.

Porto Alegre foi a sede que teve mais obras retiradas da Matriz. Dez ações de mobilidade que previam investimentos de R$ 865,5 milhões foram retiradas Matriz, que recebeu duas novas ações relativas a obras no entorno do estádio, orçadas em R$ 15,9 milhões.

Enquanto as construções dos estádios custaram cerca de 66% mais do que o previsto em 2010 - recebendo, sim, dinheiro do governo via financiamento do BNDES e certamente sendo muito benéficas às empresas que as ergueram -, a população brasileira parece cada vez mais perto de ficar a ver navios. Segundo estimativas, mesmo com a redução do investimento em mobilidade urbana, o custo do total do evento deve chegar aos 30 bilhões de reais.

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