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12 de maio de 2014

Dima Bolada baixa o nível nas redes sociais e ameaça piorar ainda mais

Um dos assuntos que se destacaram na tarde desta segunda-feira nas redes sociais envolveu uma discussão entre o perfil fake Dilma Bolada e um perfil que responde pelo trabalho de Aécio Neves no Twitter. Tudo começou quando a usuária Camila –que se descreve entre outras coisas como “petista” e “governista” – provocou os candidatos de oposição acusando-os de usar “bots” para divulgação de conteúdo:

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Os responsáveis pelo perfil oposicionista tentaram explicar que se tratavam de trabalhos distintos, um com viés político e outro com intenções humorísticas:

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Entretanto, o autor do perfil governista achou por bem citar indiretamente as palestras que vem ministrando à militância governista em eventos como o realizado em 18 de abril passado:

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Mas, quando a “Dilma Bolada” foi convidada a debater alguns assuntos em recente destaque no noticiário – como a CPI da Petrobras, a inflação ou o aumento das tarifas energéticas –, Jeferson Monteiro, o autor do perfil fake, deixou todo o seu suposto profissionalismo de lado, ignorou qualquer assunto proposto e buscou se esconder atrás de boatos espalhados pelos governistas sobre o candidato da oposição:

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Foi a primeira vez que o jovem publicitário fez menção direta ao boato. Até então, o assunto vinha à tona sempre em forma de trocadilho com os termos “pó”, “cheirar” e “viciado”:

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Ou seja: Jeferson Monteiro sugere aos opositores “desmistificar” boatos que ele mesmo espalha pela web por intermédio de um perfil fake. E ainda aproveitou a ocasião para ameaçar divulgar supostos vídeos que teria em seu poder e que, ao que tudo indica, não prometem enriquecer o debate.

Screen Shot 2014 05 12 at 7.32.31 PM Dima Bolada baixa o nível nas redes sociais e ameaça piorar ainda maisProximidade real com o PT

A militância governista vem tentando defender que os exageros da “Dilma Bolada” são apenas frutos de um perfil independente em ação na web. Não é o que dá a entender o último ano de notícias a respeito do trabalho de Jeferson Monteiro. Além da participação em evento oficial do PT, cujo o mote era treinar a mesma militância a “não deixar ataque ao governo sem defesa“, fez muito barulho a ação de marketing da qual a própria presidente do Brasil participou ao lado do twitteiro ainda em 2013.

dilma bolada jeferson monteiro Dima Bolada baixa o nível nas redes sociais e ameaça piorar ainda mais

Jeferson Monteiro vem se apresentando como a ferramenta ideal para um marketing sujo que sempre surge na hora do desespero. O mesmo marketing que busca deixar nas mãos dos candidatos apenas as notícias positivas, terceirizando os ataques por intermédio de personalidades supostamente independentes, mas que no fundo não passam de aliados.

Cada dia mais diminui a quantidade de pessoas que acreditam na independência do humorista em questão. Se atitudes desesperadas como essa já pipocam agora a 5 meses da votação, pode ser um sinal de que o governo já deixou de acreditar no próprio legado como meio para a reeleição. Era de se esperar que, com o tempo, a militância treinada para não deixar ataque “sem defesa” passasse também a atacar. Pelo que indica o tweet da “petista” e “governista” Camila, esse tempo já chegou.

ATUALIZAÇÃO

O senador Aécio Neves já se pronunciou sobre o caso, refutando a baixaria online, ignorando Dilma Bolada e desautorizando perfil @aeciodigital.

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10 de maio de 2014

Pesquisa Datafolha aponta tendência de segundo turno em eleição para presidente

Dilma Rousseff3 Pesquisa Datafolha aponta tendência de segundo turno em eleição para presidente

O Datafolha divulgou sua mais recente pesquisa sobre as eleições presidenciais de 2014. Segundo ela, Dilma Rousseff tem hoje 37% das intenções de voto, enquanto os outros candidatos juntos somam 38%. Com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o resultado revela um empate técnico que torna cada vez mais certa a realização de um segundo turno nas eleições deste ano.

Apesar de ter variado na margem de erro, a curva de Dilma não é estável. Ela tem recuado gradualmente nos levantamentos do Datafolha – enquanto seus dois principais rivais estão em ascensão.

No cenário hoje mais provável para a disputa de outubro, liderado por Dilma com 37%, o segundo colocado é Aécio, com 20%. Ele tinha 16% no início de abril. O tucano ganhou quatro pontos e apresentou a maior variação entre todos os candidatos.

(grifos nossos)

Realizada após o pronunciamento da presidente no Dia do Trabalho, a pesquisa evidencia que esse discurso não foi suficiente para frear sua queda nem impedir a ascensão de seus opositores. E também não serviu para mudar a opinião dos eleitores que consideram Lula um melhor candidato para o PT.

Segundo o Datafolha, 58% dos eleitores acham que Lula deveria ser o candidato do PT. Entre os que declaram preferência pelo partido, 75% dizem preferir Lula como candidato nas eleições deste ano.

(grifos nossos)

E a situação de Dilma só tende a piorar. Além de todos os recentes problemas da Petrobras, que se multiplicam a cada semana com novas revelações e denúncias, sindicatos e movimentos aproveitam a aproximação da Copa do Mundo para chamar atenção para suas reivindicações. A 35 dias do evento, foram registradas manifestações em 12 regiões metropolitanas.

Em São Paulo, sem-teto que criticam os gastos com o evento invadiram sedes de três empreiteiras que participam da construção de estádios. (…) No Rio, motoristas e cobradores em greve por aumento de salário danificaram 467 ônibus, segundo as empresas.

É certo que o alvo destes eventos não necessariamente era a presidente Dilma. Mas, quanto mais a insatisfação se fizer ouvir nas ruas, já ficou provado em junho de 2013, pior para a aprovação da administração pública em qualquer nível. Às vésperas da campanha, isso pode ser tudo que falta à oposição para voltar ao poder.

8 de maio de 2014

A conduta desastrosa do PT junto à Petrobras

Maria das Gracas Silva Foster 20130319 size 598 e1396292499891 A conduta desastrosa do PT junto à Petrobras

As polêmicas que se instalaram na Petrobras desde que a compra da refinaria de Pasadena foi exposta como um mau negócio só tendem a aumentar após o aprofundamento das investigações. Segundo Mauro Cunha, conselheiro da estatal, a refinaria texana é apenas um detalhe em meio a tantos outros problemas de gestão.

“Estamos perdendo muito tempo com o caso Pasadena. Tem as questões políticas e tal, mas Pasadena é uma gota no oceano em relação ao que está acontecendo com a companhia”, disse o conselheiro Mauro Cunha a jornalistas nesta terça-feira, após ser questionado sobre o assunto em um evento em São Paulo.

A assessoria de imprensa da empresa emitiu nota informando que não vai comentar o assunto, mas aos poucos surgem denúncias a respeito de questões similares. De acordo com matéria da Folha, a aquisição de uma refinaria no Japão, em 2008, repetiu as omissões ocorridas na de Pasadena.

Documentos internos da Petrobras, aos quais a Folha teve acesso, mostram que o resumo enviado pela diretoria da estatal ao conselho, pedindo aprovação da compra da refinaria Nansei, em Okinawa, omitiu vários riscos identificados por áreas técnicas.

Na avaliação dos funcionários, a refinaria, que dava prejuízo aos japoneses, só se tornaria rentável se fosse adaptada para refinar o petróleo brasileiro, mais pesado, e dobrasse sua capacidade de produção para 100 mil barris por dia, mas essa informação não foi transmitida ao conselho.

A justificativa da compra era justamente “expandir os negócios em mercados rentáveis no exterior”, mas, em função de restrições ambientais, a ampliação foi cancelada e a refinaria continuou produzindo apenas 45 mil barris por dia. Desde então, a Petrobras já investiu nela US$ 111 milhões e tentou vendê-la, mas não obteve sucesso.

PT tumultua investigações

Enquanto isso, para tentar abafar os problemas da empresa, o PT continua fazendo pressão no congresso pela criação de uma CPI exclusiva no Senado – e não a mista, como quer a oposição – a fim de expandir as investigações para casos em São Paulo e Pernambuco e tirar o foco da Petrobras, que também está sendo investigada a respeito de irregularidades em contratações.

Desde 1998, baseando-se em um decreto daquele ano, a empresa deixou de obedecer a Lei de Licitações, mas o TCU (Tribunal de Contas da União), considerando necessária uma lei específica para isso, começou a emitir decisões que obrigavam a empresa a segui-la.

Em 2006, a Petrobras, após esgotar os recursos no TCU, começou a recorrer ao Supremo para evitar cumprir essa determinação do tribunal. Até 2010, a estatal conseguiu 19 decisões favoráveis do Supremo, de sete diferentes ministros, suspendendo os efeitos das decisões tomadas pelo TCU. Em todos os casos, os ministros concederam decisões provisórias aceitando a dispensa da Lei de Licitações, que aguardam nesses 19 casos o julgamento definitivo.

As liminares acabaram paralisando outras apurações, como a do gasoduto Urucu-Manaus, onde havia suspeita de superfaturamento – enquanto a área técnica estimou os gastos em R$ 1,2 bilhão, o contrato foi fechado por R$ 2,4 bilhões.

Em outro contrato, para manutenção e recuperação do sistema de óleo e gás (R$ 1,8 bilhão) da Região Sudeste, houve superfaturamento e alguns contratos tiveram aditivos que dobraram seu valor. O TCU chegou a multar gestores por irregularidades e cobrava a devolução de R$ 1 milhão superfaturados. O processo está parado desde 2008 por causa da liminar do STF.

Evidências de prejuízo também na África

Outro caso que despertou suspeitas ocorreu após a mudança no comando da Petrobras. Em 2012, Dilma Rousseff substituiu um diretor indicado pelo PMDB por um subordinado de Graça Foster, a nova presidente, que tocou uma negociação bilionária na África.

No ano seguinte, o banco PGT Pactual pagou US$ 1,5 bilhão para ficar com metade das operações africanas da Petrobras e se tornar sócio da estatal. O valor obtido pela venda despertou desconfianças, porque a gestão anterior calculava que os ativos valiam quase quatro vezes mais.

O projeto anterior previa a criação de uma nova empresa para reunir as operações africanas, e, de acordo com alguns cálculos do Standard Bank, o valor da Petrobras Africa na bolsa poderia alcançar de US$ 11 bilhões a US$ 17 bilhões. As mudanças de rumo, no entanto, implicaram em enormes perdas para a empresa, evidenciando a má administração de seus negócios.

Como símbolo maior do discurso que deu o segundo dos três mandatos ao PT (no caso, em 2006), a Petrobras, ou a forma como esse partido a conduziu, tem tudo para se tornar o símbolo do que lhe impediria um quarto ciclo na presidência do país. Na proporção em que soa irônico, diante de todas as evidências apontadas até aqui, e das expectativas do que tanto o governo ainda busca esconder, dá para se dizer que também soaria justa a derrota. Com CPI mista ou não, em outubro o brasileiro decidirá o que fazer.

7 de maio de 2014

Mais Médicos: cubanas grávidas precisariam escolher entre fazer aborto ou voltar a Cuba

dilma raul castro cuba maismédicos Mais Médicos: cubanas grávidas precisariam escolher entre fazer aborto ou voltar a Cuba

Parece notícia absurda de corrente de email ou boataria de Facebook, né? Pois bem… Segue nota da revista Isto É:

A gravidez de cubanas no programa “Mais Médicos” – O programa “Mais Médicos” viu-se diante de duas questões legais na semana passada. Cinco profissionais cubanas teriam engravidado aqui. O governo de Raúl Castro estaria exigindo o regresso dessas mulheres grávidas, determinando que só poderão continuar no Brasil se abortarem.Eis a primeira questão:o aborto é crime em nosso país. Mais: o acordo de trabalho firmado entre os dois países estabelece que é a Missão Médica Cubana no Brasil que autoriza ou não o namoro das profissionais com homens não nascidos em Cuba. Essa é a segunda questão legal: o Brasil, regido pelo Estado Democrático de Direito, proíbe a discriminação de nacionalidades em namoros ou casamentos.” (grifos nossos)

A notícia é tão estarrecedora que parece coisa de filmes de ficção em que governos ditatoriais são retratados com exagero na maldade. Mas, tragicamente, é um dado dos dias de hoje, acontecendo justamente no Brasil.

Gostaria de saber especialmente a opinião da turma que defende (com razão) o lema “meu corpo, minhas regras” e, ao mesmo tempo, também defende o sistema de contratação do Mais Médicos, que restringe as cubanas quanto à disposição sobre o próprio corpo, a própria liberdade e até os próprios desejos – obrigando-as, agora que estão grávidas, a escolher entre aborto e extradição.

E quis o destino que esse absurdo viesse à tona em plena véspera do Dia das Mães. Aguardemos se o governo fará demagogia, escondendo o caso, ou se “permitirá” que as cubanas grávidas não sejam extraditadas caso não queiram fazer aborto.

Ainda sobre o “Mais Médicos”, recomendo a leitura deste texto.

6 de maio de 2014

Financial Times faz piada do governo Dilma

dilma conquista1 Financial Times faz piada do governo Dilma

A imprensa internacional, como vem fazendo há algum tempo, reservou um pouco mais de seu espaço para criticar o governo Dilma Rousseff. Em seu editorial da última segunda-feira, o Financial Times alertou a presidente: se ela não mudar o rumo do país, as eleições farão isso por ela. O jornal lembrou-se dos atrasos da Copa do Mundo e das Olimpíadas e da economia em queda.

O editorial tem um tom duro contra a presidente brasileira. “Pobre Dilma Rousseff”, inicia o texto. Para o Financial Times, a presidente do Brasil projetava “uma aura tediosa da eficiência de Angela Merkel”, mas resulta em um trabalho mais parecido com o dos comediantes Irmãos Marx. “Os preparativos atrasados para a Copa do Mundo já envergonham o país, enquanto o trabalho para os Jogos Olímpicos de 2016 é classificado como ”o pior” que o Comitê Internacional já viu. A economia também está em queda. O Brasil, uma vez que o queridinho do mercado, vê investidores caindo fora”, diz o texto.

A publicação também citou os casos de Pasadena, os problemas com fornecimento de energia após os meses de seca e os protestos contra a Copa; e, embora dê um voto de confiança a Dilma ao dizer que ela talvez esteja reconhecendo seus erros, afirma não ser possível saber se a presidente é a pessoa certa para colocar o Brasil de volta aos trilhos.

Seu desprestígio no exterior só aumenta. Em fevereiro deste ano, o correspondente da Bloomberg para a América Latina escreveu um texto questionando quem seria menos popular no Brasil, se a Copa do Mundo ou a presidente, evidenciando a estranheza de Dilma precisar recorrer a uma campanha de relações públicas para vender a uma população louca por futebol os benefícios de sediar a competição.

No mesmo mês, a BBC publicou uma matéria a respeito da perda de força do Brasil na política internacional em função das decisões diplomáticas – equivocadas, segundo especialistas – do governo Dilma, enquanto o britânico The Guardian repercutiu a onda de violência que atingiu o país. Ano passado, New York Times e Wall Street Journal também dedicaram suas páginas ao Brasil; dessa vez, a respeito da decadência de sua economia.

E nem cabe ao governo reclamar da imprensa internacional como já o fez da nacional, já que eram justamente as publicações estrangeiras que aplaudiam lá fora as atitudes que eram criticadas aqui dentro durante o governo Lula. Se antes usavam essa situação para comprovar um improvável golpismo da mídia local, o mesmo não podem acusar da independência dos veículos que eles mesmos aprovavam num passado recente. Parafraseando o grito das ruas, a gigante – no caso, a mídia gringa – acordou.

6 de maio de 2014

Em vez de remédios, Labogen importava BEBIDAS e JOIAS

padilha andre vargas Em vez de remédios, Labogen importava BEBIDAS e JOIAS

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Segue trecho de reportagem do Estadão:

Labogen importava joias e bebidas no lugar de remédios – Faturas tentavam camuflar compra de produtos que nada tinham a ver com as atividades do ‘laboratório lavanderia’ de doleiro preso – De caixas de vinhos e espumantes a coleções de joias italianas, de instrumentos musicais e tecnológicos holandeses a rolos de seda chinesa, o laboratório Labogen Química Fina viveu um aparente período de pujança no comércio exterior depois que seu controle foi assumido, em 2009, pelo grupo do doleiro Alberto Youssef, alvo maior da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Documentação de posse dos investigadores, no entanto, revela que o Labogen foi usado por Youssef para por em prática ousado esquema de fraudes no câmbio paralelo de dólar e euros a partir de importações fictícias de insumos farmacêuticos. As invoices – faturas de operações em outros países que exibem quantidade do bem adquirido, o valor, as condições de quitação, a forma de transporte e prazos de entrega – traziam dados relativos a pagamentos de medicamentos. Mas, na verdade, a importação era de bebidas finas e outros produtos de clientes de Youssef.”

Esse é o mesmo Youseff que garantiu indicar delegado para o DEIC na hipótese de Padilha ser o governador de SP. E, aqui, outras informações sobre o acordo do laboratório com o Ministério da Saúde, com Padilha de testemunha. E, claro, não se deve esquecer a conversa entre Youseff e André Vargas (deputado afastado do PT após denúncias de vínculo com o referido doleiro) acerca da indicação feita por Padilha.

Alguns petistas (sobretudo do DCE da Internet) dão a entender que, com Padilha, haverá mais chuvas. Não dá para dizer que ele consiga fazer chover, mas até que o camarada tem seus dons…

2 de maio de 2014

Reajuste prometido por Dilma ao Bolsa Família mal passa da metade da inflação do período

dilma boca Reajuste prometido por Dilma ao Bolsa Família mal passa da metade da inflação do período

No pronunciamento do dia 1º de Maio, dedicado ao Dia do Trabalho, a presidente Dilma Rousseff anunciou um decreto que reajustará os benefícios do Bolsa Família em 10%. Embora tenha dito que isso significaria “um grande ganho indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador”, esse aumento não é suficiente para repor as perdas com a inflação.

Apesar de a presidente Dilma Rousseff ter anunciado anteontem uma correção de 10% nos benefícios do Bolsa Família, não haverá ganho real, já que a inflação acumulada entre o último reajuste, em 2011, e o mês de março foi de 19,6%.

14121487 Reajuste prometido por Dilma ao Bolsa Família mal passa da metade da inflação do período

O PSDB divulgou nota afirmando que a correção “adequada” deveria seguir a inflação acumulada nos três primeiros anos do governo Dilma, o que totalizaria um reajuste duas vezes maior que o anunciado. O partido ainda acusou a presidente de fazer campanha antecipada, e, junto ao DEM, protocolou uma consulta sobre o ato.

Na consulta, os partidos perguntam se “constitui propaganda eleitoral extemporânea a realização de eventos que, a pretexto de difundirem os feitos de gestões governamentais em andamento, buscam impulsionar a pré-candidatura de determinados agentes públicos”.

Até mesmo o jornal britânico Financial Times destacou o caráter populista da medida, afirmando que é uma ação “agressiva de contra-ataque da presidente contra a oposição”. Disse ainda que os recipientes do Bolsa Família – 36 milhões de brasileiros – são considerados uma base eleitoral leal ao Partido dos Trabalhadores.

Vem se tornando comum o mercado se animar sempre que uma nova pesquisa aponta queda na popularidade de Dilma. Isso se deve à necessidade que a nação sente no momento de um melhor controle nos gastos. Mesmo com o reajuste muito abaixo da inflação, quando soma-se os R$ 1,7 bilhão do aumento do Bolsa Família aos os R$ 5,3 bilhões da correção da tabela do imposto de renda, os 11 minutos que Dilma utilizou para falar ao país no dia do trabalho custarão aos cofres públicos R$ 7 bilhões, ou uma Pasadena e meia. Tudo isso apenas para estancar a queda contínua de popularidade da presidente. Não que pese em sua consciência qualquer rombo que se amplie nas contas públicas. Sua estratégia é justamente a de emparedar a oposição com um discurso ainda mais populista. Aos poucos, os desespero a confirma como a candidata que o Brasil menos precisa no momento.

2 de maio de 2014

As regalias dos mensaleiros na Papuda

dirceu aurevoir As regalias dos mensaleiros na Papuda

No último dia 29 de abril, a Folha de S.Paulo divulgou um vídeo no qual José Dirceu reclama do regime fechado ao qual é submetido, uma vez que ainda não teve autorização para trabalhar – o pedido não precisa ser obrigatoriamente aceito. No entanto, no mesmo dia dessa divulgação, foi veiculada outra notícia afirmando que o mensaleiro teria assistido à semifinal da Liga dos Campeões da Europa no presídio.

Nesta terça-feira, uma comissão de deputados federais de diferentes partidos fez uma visita ao mais influente detento da Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, o ex-ministro José Dirceu. O objetivo do grupo, formado majoritariamente por aliados do petista, era tentar atestar que o petista não detém regalias na cadeia e pressionar a Justiça a liberá-lo para trabalhar fora da Papuda durante o dia. Mas não foi o que ocorreu. Ao chegar ao presídio, os parlamentares encontraram o detento 95.413 em uma cela privilegiada, eufórico diante de uma televisão de plasma que exibia a vitória do Real Madrid sobre o Bayern de Munique pela Liga dos Campeões da Europa.

De acordo com os deputados Arnaldo Jordy (PPS-PA), o ex-deputado vive em condições claramente diferenciadas.

A cela do petista é a maior do complexo, equipada com micro-ondas, chuveiro quente, televisão e uma cama diferente das demais. Dirceu foi colocado em um espaço de 23 m² no Centro de Internamento e Reeducação (CIR), cujas celas têm padrão de 15 m² e reúnem até quatro detentos. O local servia de cantina, mas passou por uma reforma para receber o ex-ministro.

Já não é a primeira vez que Dirceu é acusado de ter privilégios, mas ele não é o único. José Genoino, condenado em regime semiaberto, está desde novembro cumprindo prisão domiciliar após alegar problemas de saúde – mesmo que laudos atestassem que ele não é portador de cardiopatia grave. Agora, mais de cinco meses depois, um novo laudo, elaborado por uma junta da UnB (Universidade de Brasília), apontou mais uma vez que o quadro não é grave.

Segundo o documento, contata-se “a persistência de condições clínicas caracterizadas como não graves e o definido sucesso corretivo curativo da condição cirúrgica do paciente”, em referência à cirurgia cardíaca de correção da aorta, principal artéria do corpo humano, pela qual Genoino passou em 2013.

Embora o irmão do ex-deputado siga afirmando o contrário, Joaquim Barbosa, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), solicitou o retorno dele ao regime semiaberto.

Ainda hoje, o ex-presidente do PT deverá ser notificado por um oficial de justiça sobre a decisão de Barbosa. Depois disso, ele tem 24 horas para se apresentar à polícia. Caso não se apresente nesse prazo, ele passa à condição de foragido e, só então, a PF (Polícia Federal) entra em ação para encontrá-lo.

Lula, em entrevista recente a uma emissora de TV portuguesa, disse que os mensaleiros presos não são de sua confiança, e afirmou ainda não acreditar no mensalão, creditando o seu resultado a uma decisão 80% política e 20% jurídica. Mesmo se desconsiderando que Dirceu e Genoino eram os chefe da Casa Civil e presidente do PT quando do mandato de Lula, as facilidades que ambos encontram quando do cumprimento de suas penas fazem crer que, se houve de fato uma porcentagem política, ela agiu na verdade de forma a beneficiá-los.

29 de abril de 2014

Mesmo ainda liderando as pesquisas, candidatura de Dilma tornou-se aposta de risco

Dilma Rousseff3 Mesmo ainda liderando as pesquisas, candidatura de Dilma tornou se aposta de risco

As eleições de 2014 estão cada vez mais próximas dos pesadelos do PT. O governo de Dilma Rousseff, potencial candidata à reeleição, vem caindo na aprovação popular e nas pesquisas de intenção de voto, e vários especialistas já apontaram que ela não é mais favorita na disputa. Agora, o sociólogo e cientista político Alberto Carlos Almeida, do Instituto Análise, disse em entrevista à InfoMoney que a presidente já entrou em uma “zona de perigo” ao ver sua aprovação cair para 34%.

Ao ser questionado sobre o porquê de sua afirmação, Almeida explicou que ela está dentro do contexto das eleições para governador.

Existe uma certa equivalência entre o eleitor e o representante quando se trata de governador e presidente. São cargos distantes do eleitor, então a avaliação é mais impessoal. Nos casos estudados (de 1994 a 2010), 100% dos governadores que disputaram a reeleição com a soma de ótimo e bom igual ou maior do que 46% foram reeleitos, enquanto 100% dos governadores que disputaram a reeleição com soma de ótimo e bom igual ou inferior a 34% foram derrotados.

Segundo ele, com uma aprovação de 32%, Dilma não tem mais gordura para perder nas avaliações, o que tira dela o favoritismo na eleição. E o governo está ciente disso: a cúpula de sua pré-campanha mudou de estratégia e agora está focada em fazê-la parar de cair nas pesquisas.

Integrantes do governo e do PT já não escondem alguma apreensão no front eleitoral. Nos bastidores, enxerga-se pouca “margem de manobra” para combater não só o declínio nas sondagens eleitorais, mas o sentimento “difuso” de pessimismo que hoje atinge uma boa parte do eleitorado. Há viés de baixa na avaliação das principais áreas da administração dilmista.

Com esse cenário de incerteza, e sem muitas perspectivas de melhora, alguns aliados de Dilma têm constrangido a presidente ao pedir a candidatura de Lula.

A bancada do PR na Câmara dos Deputados lançou um manifesto com um apelo para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre na corrida presidencial como candidato no lugar de Dilma, argumentando que ela não é preparada como ele para fazer a economia do país voltar a crescer com vigor.

Enquanto isso, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), que havia declarado apoio a Dilma em novembro, organizou um jantar em seu apartamento com os tucanos Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência, e José Serra. Aécio afirmou que foi apenas um encontro entre amigos, mas a movimentação preocupou o PT.

Na cúpula do PT, a movimentação dos dois partidos preocupa porque expõe a fragilidade da presidente e estimula os defensores da volta de Lula à disputa eleitoral, num momento em que a popularidade da presidente está em queda e a insegurança da população com os rumos da economia está crescendo.

Com todos esses pedidos por sua candidatura, e com Dilma isolada e sem apoio dentro do partido, Lula tem precisado responder questionamentos a respeito dessa possibilidade. De acordo com o blog de Gerson Camarotti, ele teria dito, em recente viagem pelo interior paulista, que isso “não é justo com a Dilma”; e, em entrevista a uma emissora de TV portuguesa no último fim de semana, reafirmou apoio à presidente.

Mas toda essa conjuntura desfavorável a Dilma e ao PT, que certamente prefere não correr riscos, de certa forma corrobora a afirmação da colunista Joyce Pascowitch, que dá como certa a candidatura de Lula.

O alto empresariado brasileiro, que tinha dificuldade em dialogar com o Planalto, pode começar a ficar mais tranquilo. O candidato do PT à Presidência da República deverá ser mesmo Lula. Ele já deu como certa nesse fim de semana, para amigos mais próximos, sua intenção de voltar ao posto. No PT, a decisão é vista com bons olhos, já que o partido não concorda com várias posições da presidente Dilma Rousseff.

Embora o veículo no qual a notícia foi veiculada seja mais preocupado em transmitir fofocas, possui certa entrada no meio político, e, diante das circunstâncias, essa informação não deve ser totalmente descartada. Mesmo porque há o risco de ter sido “plantada” por alguma ala opositora dentro do próprio governo Dilma. Via assessoria, em resposta ao Glamurama, Lula novamente negou a candidatura.

29 de abril de 2014

Doleiro Youssef prometeu ajudar em indicação de delegado para o DEIC… se Padilha ganhar a eleição!

padilha anjos vargas gleisi Doleiro Youssef prometeu ajudar em indicação de delegado para o DEIC... se Padilha ganhar a eleição!

anjos existem

A situação de Alexandre Padilha fica ainda mais complicada. Segue trecho de reportagem de Daniel Haidar, publicada agora na Veja:

Doleiro Youssef prometeu cargo no ‘governo Padilha’ – ‘Se o Padilha ganhar o governo, ajudo ele e muito’, disse Youssef a Nelma Kodama, que queria indicar um delegado para o Deic – O doleiro Alberto Youssef prometeu à também doleira Nelma Kodama ajudar a beneficiar um delegado da Polícia Civil caso Alexandre Padilha, pré-candidato petista ao governo de São Paulo, seja eleito em outubro. A promessa foi feita por Youssef no dia 5 de março, em conversa por Blackberry Messenger, e aparece em relatório da Polícia Federal sobre as mensagens interceptadas, com autorização da Justiça, durante a operação Lava-Jato. “Se o Padilha ganhar o governo, ajudo ele e muito”, disse Youssef na mensagem para Nelma, por volta das 13 horas. A conversa começou com uma pergunta da doleira: “Você tem acesso ao delegado-geral do Estado de São Paulo?”. Ela estava interessada em indicar um delegado para trabalhar no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), unidade especializada no combate a organizações criminosas como as chefiadas por Youssef e Nelma. O nome do apadrinhado da doleira não foi mencionado na conversa (…) Em dezembro do ano passado, o Labogen, um laboratório de fachada comandado por Youssef, conseguiu assinar um contrato com o Ministério da Saúde para produzir um medicamento em parceria com a EMS e o Laboratório da Marinha. O negócio permitiria um ganho de 31 milhões de reais. A parceria foi cancelada pela pasta depois que as investigações da operação Lava-Jato mostraram que laranjas do doleiro tiveram contato com diretores do ministério. O Labogen chegou a contratar Marcus Cezar Ferreira de Moura, ex-assessor de Padilha no Ministério da Saúde, para atuar como lobista em Brasília. Em conversa do deputado federal André Vargas (PT-PR) com Youssef, Vargas diz que Moura foi indicado para contratação por Padilha.” (grifo nosso)

E agora, Padilha?

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