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18 de junho de 2014

Custos com a Copa sobem ainda mais e já atingem R$ 35 bilhões

dilma copa1 Custos com a Copa sobem ainda mais e já atingem R$ 35 bilhões

A Copa do Mundo, segundo cálculos divulgados pelo governo, custará R$ 25,8 bilhões. Mas, de acordo com levantamento feito pela Folha, esse valor deve chegar a R$ 35 bilhões. Os números diferem porque a quantia divulgada pelo Planalto está desatualizada desde setembro e não inclui despesas como os R$ 2 bilhões a mais em obras de transporte, estádios e aeroportos e R$ 1,5 bilhão em renúncia fiscal e juros subsidiados.

 Custos com a Copa sobem ainda mais e já atingem R$ 35 bilhões

O governo também não incluiu na conta os R$ 500 milhões que os Estados gastaram com despesas como as estruturas provisórias e outros R$ 6 bilhões que foram transferidas para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) porque as obras não ficariam prontas a tempo do torneio.

Vários hotéis que receberam financiamento do BNDES, por exemplo, não foram concluídos no prazo. No Rio, apenas três dos nove incluídos no programa ProCopa Turismo ficaram prontos.

Os outros seis hotéis, que ofereceriam 2.045 novos quartos, estão com as obras atrasadas ou paralisadas. Alguns deles podem ser entregues só em 2016, às vésperas dos Jogos Olímpicos. Os repasses destinados a projetos que não ficaram prontos a tempo representam 86% dos R$ 404,4 milhões que o banco público já liberou para ampliar o número de vagas na cidade.

Enquanto isso, a presidente Dilma Rousseff tenta tirar proveito do torneio para se promover e chamar de pessimistas aqueles que não acreditaram que o Mundial se realizaria, ignorando o fato de que apenas 45% das obras prometidas ficaram prontas a tempo. Futebolisticamente falando, a competição vem atingindo alguns feitos, com média de gols acima do esperado. Mas, como era de se paradoxalmente esperar, os imprevistos ocorreram, como falta de estrutura para aguentar a demanda de público no Itaquerão, uma pane técnica que impediu execução dos hinos no jogo da França contra Honduras, o estado insatisfatório dos gramados ou ainda a ocorrência de violentos protestos, quase sempre com detidos, parte deles adolescentes, entre outros.

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16 de junho de 2014

Os números equivocados que Dilma convenientemente divulgou na TV

dilma lula folhapress2 Os números equivocados que Dilma convenientemente divulgou na TV

Durante seu pronunciamento sobre a Copa do Mundo no rádio e na TV, a presidente Dilma Rousseff afirmou que, em uma década, 36 milhões de brasileiros saíram da miséria. Esse índice, no entanto, foi contestado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), cujo estudo aponta que, na verdade, o número de miseráveis passou de 14,9 milhões para 6,5 milhões.

Trata-se, portanto, de uma queda de 8,4 milhões no número de pessoas que vivem na miséria ao longo dos primeiros dez anos da administração petista, abaixo da cifra mencionada por Dilma.

Publicado em outubro, o documento informa que o cálculo seguiu o parâmetro adotado na maior parte das estatísticas oficiais: a linha de renda mensal até R$ 70, definida em 2011. Para os demais anos, o valor foi corrigido pela inflação.

Os 36 milhões de Dilma são, na verdade, o número de beneficiários do Bolsa Família em 2011, e não a diferença entre a quantidade de pessoas vivendo na miséria antes e depois do período citado por ela. Portanto, o resultado é equivocado, já que, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, 22 milhões de beneficiários ainda viviam em condições miseráveis naquele ano.

Mas não é a primeira vez que a presidente manipula números para tentar se promover. Segundo pronunciamento dela em janeiro de 2013, o Brasil vive uma situação de pleno emprego – equívoco também celebrado por Lula –, o que, segundo o próprio IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), não é verdade.

A tese do (quase) pleno emprego se amparou nos resultados da pesquisa mais tradicional do IBGE, limitada a seis regiões metropolitanas, que mostra desemprego na casa dos 5%.

A pesquisa ampliada que começou a ser divulgada neste ano mostra taxa mais alta, de 7,1% na média de 2013, e, sobretudo, desigualdades regionais: no Nordeste, o desemprego médio do ano ficou em 9,5%.

O IBGE, a propósito, vem tentando recuperar sua credibilidade junto aos brasileiros. Após uma nova série de pesquisas com metodologias diferentes e maior abrangência -– a Pnad Contínua –, o Instituto divulgou que a taxa de desemprego no Brasil foi de 7,4% no segundo trimestre de 2013, e não os 5,9% apurados pelo método antigo.

Preocupado com a repercussão negativa desses dados, o governo pressionou pela suspensão da divulgação do novo estudo. Em função disso, a diretora de Pesquisa do órgão, Márcia Quinstlr, pediu exoneração do cargo e dezoito coordenadores e gerentes estratégicos ameaçaram deixar seus postos. Após os protestos, o Instituto recuou e decidiu manter a divulgação da Pnad.

13 de junho de 2014

No maior centro do país, a oposição já derrota Dilma nas pesquisas

oposicao No maior centro do país, a oposição já derrota Dilma nas pesquisas
São Paulo, a cidade mais populosa e um dos principais centros econômicos do Brasil, é o local onde a presidente Dilma Rousseff tem maior rejeição. Segundo pesquisa do Datafolha, esse número chega a 46%. Nada menos que 83% dos paulistas dizem querer mudança, enquanto apenas 23% aprovam a gestão atual.

Provavelmente por isso, tanto Aécio Neves (PSDB) quanto Eduardo Campos (PSB) venceriam Dilma num segundo turno, com folga, caso a eleição fosse realizada apenas entre os eleitores desse lugar – o tucano ganharia por 46% a 34%; o ex-governador de Pernambuco, por 43% a 34%.

Se fossem contabilizados somente os votos dos eleitores do Estado, o panorama seria muito diferente do que se vê no restante do país: Aécio e Dilma estariam tecnicamente empatados.

desigualdade No maior centro do país, a oposição já derrota Dilma nas pesquisas

Mas a queda da presidente nas pesquisas não se deu só em São Paulo. Mesmo que em proporções menores, ela vem perdendo eleitores em todo o país, e os petistas temem que isso interfira nas convenções partidárias para a indicação dos candidatos a presidente e vice, o que reanimou no partido o movimento “Lula 2014″.

Embora o PMDB tenha declarado apoio à presidente – apesar da ala dissidente –, ela já perdeu o suporte de pelo menos seis pequenos partidos (PRP, PHS, PTN, PTC, PMN e PSL), que estão negociando com seus adversários.

Por mais que o discurso político – por pura conveniência – venda a ideia de que estaria no “povo”, ou seja, nas camadas mais populares, as decisões mais sábias a serem tomadas nas urnas, é nos grandes centros onde a informação mais circula, dada a maior quantidade de veículos de mídia cobrindo os acontecimentos de interesse da sociedade. O mapa da apuração das últimas três eleições comprova que o Nordeste, o menor IDH do país, foi a última região a dar a maioria dos seus votos ao PT, ainda em 2002:

o avanco da oposicao No maior centro do país, a oposição já derrota Dilma nas pesquisas

Por lógica semelhante, vem sendo a última região a deixar de votar no partido da presidência. Se no maior centro econômico da nação o jogo já virou a favor da oposição, é uma questão de tempo até que essa “mancha azul” ocupe a maior parte do território nacional, assim como a “mancha vermelha” conseguiu no início do século. Resta saber se isso já ocorrerá em outubro próximo, ou se o brasileiro precisará esperar até 2018 para isso. Há um ano, este (2018) era o único cenário possível. Mas muita coisa rolou desde então e as pesquisas já dão com certa margem de segurança a certeza de ocorrência de ao menos um segundo turno para se chegar a uma definição.

12 de junho de 2014

Vaias na Copa: a covardia da presidente Dilma Rousseff

braçocruzado Vaias na Copa: a covardia da presidente Dilma Rousseff

Antes de qualquer coisa, vejam o vídeo a seguir.

[youtube]http://youtu.be/2FfE_-TlXl8[/youtube]

Trata-se, como se nota, do anúncio do presidente da FIFA e da Presidente da República pelos alto-falantes do estádio. A vaia começa a comer solta e pesada. Mesmo assim – afinal, é da democracia – Blatter se levanta, até mesmo a filha de Dilma se levanta, porém… nossa “estadista” finge que não é com ela e permanece sentada. Blatter, talvez supondo alguma boa-fé, dá aquela CUTUCADA AMIGA e, ainda assim, a soberana não se move. Deu o chamado “migué”.

E não venham dizer que “ela não sabia”, pois além do nome anunciado e das demais pessoas se levantando, foi até mesmo “cutucada” para tal. Preferiu manter-se sentada, escondida do público, quem sabe escapando daquelas fotos constrangedoras. Pois o tiro saiu pela culatra. Com esse vídeo, temos a exata dimensão do que houve e de quem é a “presidenta” quando não está na frente de militantes ou atrás do chefe-de-fato: é covarde.

Já havíamos garantido a marca de ser a ÚNICA sede de Copa do Mundo em que um chefe de estado não discursou na abertura. Soma-se a isso a falta de brios de Dilma Rousseff para meramente ficar em pé quando seu nome e cargo foram anunciados.

Vergonhoso

11 de junho de 2014

Quando o medo vence a esperança: 72% dos brasileiros estão insatisfeitos com o país

129 2850 alt Presidente Dilma Rousseff Quando o medo vence a esperança: 72% dos brasileiros estão insatisfeitos com o país

Os brasileiros estão cada vez mais descontentes com os rumos que o país está tomando. É o que revela pesquisa feita pelo Pew Research Center, um dos maiores institutos de pesquisa dos Estados Unidos. De acordo com dados coletados, 72% dos brasileiros se declaram insatisfeitos com a situação do país, enquanto 85% afirmam que o aumento dos preços é a maior preocupação. Em um ano, o salto do pessimismo foi grande.

Há 12 meses, 55% estavam insatisfeitos, pouco acima dos 50% de 2010, último ano do governo Lula e início da série histórica. A economia tem papel central no mau humor corrente. Dois terços (67%) dos 1.003 entrevistados no Brasil com mais de 18 anos consideram a situação econômica ruim, após quatro anos seguidos em que a percepção positiva foi dominante.

Criminalidade, saúde (ambos com 83%) e corrupção (com 78%) aparecem como os outros motivos que mais preocupam os brasileiros, além de falta de oportunidade de emprego, hiato entre pobres e ricos, baixa qualidade das escolas e endividamento público.

“A rigor, esses não são desafios novos no Brasil. Pesquisas conduzidas pelo Pew Research desde 2010 registraram preocupações generalizadas com amplo arco de questões sociais, políticas e econômicas, incluindo crime, corrupção e inflação. Mas o nível atual de frustração que os brasileiros expressam com a direção do país, sua economia e seus líderes não tem par em anos recentes”, afirma a pesquisa, cujos principais analistas são Juliana Horowitz e Richard Wike.

Além do instituto americano, a Fundação Getulio Vargas também conduziu sondagens junto à população brasileira e chegou a resultados similares. Desde a crise de 2008 não havia uma onda tão grande de pessimismo. E não é para menos: a economia está patinando em todos os setores.

— Pela primeira vez desde 2009 (ano em que o Brasil entrou em recessão afetado pela maior crise global desde 1929), mais gente afirmou que será mais difícil de conseguir emprego nos próximos seis meses — disse Aloisio Campelo, coordenador das sondagens conjunturais da FGV.

O baixo crescimento econômico durante o governo Dilma despertou a falta de esperança. Para 2014, a expectativa é de que o PIB continue crescendo pouco. A projeção atual, após os 0,2% de crescimento do primeiro trimestre, é de que ele fique em 1,5% ao final do ano.

O Brasil está refém de um governo inoperante economicamente. Por pura ideologia, uniu-se a nações que mais tinham a tirar do que oferecer ao país. Por populismo, tocou medidas econômicas que aliviam a curto prazo, mas, a longo, resultam em inflação, insatisfação e caos. É o quadro atual do país. Sem coragem para medidas mais eficientes, sempre temerosos do que pode acontecer nas urnas, Dilma e sua equipe seguem receitando os mesmos paliativos, como redução de impostos e aportes à indústria de forma a estimular o consumo e preservar empregos de categorias aliadas. O mesmo paliativo que lotou as ruas de carros, sobrecarregou os serviços e encareceu os produtos. A responsabilidade pelo atual estado da nação não pode ser descolada de quem há 12 anos a comanda. Com prazos às vezes menores, países inteiros chegaram a se reconstruir após guerras trágicas. Três mandatos depois, o PT segue devendo ao brasileiro o básico, para dizer o mínimo: saúde, educação e segurança de qualidade. Mais ainda: a sensação de que o futuro há de ser melhor que o presente.

10 de junho de 2014

O “Muro de Berlim” da Folha de S. Paulo

queda muro berlim alemanha 507x338 O Muro de Berlim da Folha de S. Paulo

A seleção alemã de futebol está em concentração na Bahia, usando um campo na Vila Santo André. É o “campo de concentração” da seleção alemã. Piada que exagera no péssimo gosto – nojenta de verdade, não? Pois a Folha de S. Paulo escreveu uma não menos infeliz.

Os alemães já ficaram famosos na Copa de 2014 por construírem por si próprios um alojamento em 5 meses, por insatisfação com os hotéis e as condições no Brasil. Um recorde – e sem custos para o erário e o pagador de impostos brasileiro. Uma seleção que veio apenas para jogar futebol – e contra o Brasil – deixou um legado maior para o país do que os 7 anos de gestão do PT desde que o Brasil foi recrutado para sediar a Copa.

Como disse a voz da razão em anacolutos, Dilma Rousseff, os turistas não levarão daqui os aeroportos, os estádios ou os alojamentos que eles próprios se encarregam de construir para poder treinar.

Ou seja, não é uma notícia muito feliz para o PT. A militância petista, travestida de jornalistas em diversos pasquins que fazem as vezes do que se chama por estas paragens de “jornalismo”, precisava ter alguma notícia negativa para “compensar”. Como se sabe, do mensalão ao superfaturamento, o discurso do PT é sempre baseado no toi aussi – basta acusar que outro também fez coisas erradas (ainda que comparando elefantes com formigas, ainda que mentindo na acusação) e voilà, o mal se torna bem. Completamente justificável.

Escalado para a missão, o repórter da Folha em Santa Cruz Cabrália (BA) Fabio Victor encontrou motivo para reclamar: o alojamento isolou um trecho de 500 metros de uma ruazinha de terra no bairro Vila Santo André. O isolamento contou com a ajuda da PM.

Alguns jornalistas da Folha de S. Paulo, bastante empenhados em criticar a polícia per fas et per nefas, parecem crer que a polícia militar garantir a segurança de jogadores de seleções internacionais numa Copa do Mundo é algo digno de uma ditadura de coturnos em casernas. Citando outro jornalista, Fabio Victor dispara:

Jornalista que vive há dez anos na região, Léa Penteado faz um paralelo irônico. “Quando se comemoram os 25 anos da queda do Muro de Berlim, eles [os alemães] vêm pra cá e a PM comemora erguendo uma barreira que separa as duas partes da vila.”

Pior: o título da reportagem é Alemanha cria “muro de Berlim” na Bahia.

Afinal, parece que criar riquezas no país e garantir a segurança legal esperada para um evento como a Copa do Mundo é algo nocivo. Entregar crachás aos moradores da região para transitar pela rua é considerado humilhante (queríamos nós, paulistas, termos apenas de portar um crachá para trafegar pelas greves provocadas pelos amiguinhos da estrela vermelha para prejudicar eleitoralmente um governador tucano). Tudo com o estranho intuito de pintar os feitos (antes mesmo do início da Copa) da seleção alemã como negativos – nocivos mesmo.

Para isso, exageram morbidamente na comparação palavrosa. Já é um erro comparar negativamente com requintes de crueldade, como a famosa Lei de Godwin garantindo que discussões na internet sempre terminarão com associações ao nazismo.

Mas aí há também um movimento reverso: acredita-se que comparar uma demarcação temporária por pura segurança (apenas exigindo-se um crachá, o que acontece em qualquer evento usando vias públicas neste país há décadas sem mimimi e siricutico) pode ser feita com o Muro de Berlim.

Ninguém aceitaria de bom grado grado uma comparação com um campo de concentração como na “piada” forçada do primeiro parágrafo, comparando qualquer forma de segregação com os lugares mais parecidos que o planeta Terra já teve do inferno: os campos de concentração nacional-socialistas de Hitler (Auschwitz-Birkenau, Dachau, Sobibór, Treblinka etc), por ser uma comparação de extremo mau gosto – e falta de respeito pelos que morreram, sofreram, tiveram a vida, o espírito, as posses, a razão de viver tomada pelos nazistas.

Todavia, parece ser normal fazer “piadinha” com os campos socialistas de Pol-Pot, Mao Tsé-tung, Lenin, Stalin e afins. Ou com o “legado” do socialismo para o mundo.

A Folha de S. Paulo compara uma demarcação temporária em uma rua de terra de 500 metros não com “um muro”. O Muro de Berlim não foi só uma parede colocada em Berlim para delimitar uma linha imaginária dividindo um país, na qual se exigia um “crachá” para passar de um lado para outro.

Não: foi uma idéia do maior genocida de toda a história mundial, o líder comunista chinês Mao Tsé-tung, que sugeriu ao dirigente sociopata da Alemanha Oriental (a de esquerda, que não se livrou do totalitarismo e até hoje é mais pobre e com ranços xenofóbicos) Walter Ulbricht que construísse um muro “como a Muralha da China” para impedir que os pobres alemães, vigiados pela polícia política socialista, a assassiníssima Stasi, fugissem para a liberdade capitalista do outro lado.

Walter Ulbricht (que, como quase todo dirigente socialista fora Kruschev, morreu no cargo sem dividir ou disputar o poder completo sobre cada vida na Alemanha Oriental) não é estudado nos livros de história moderna entre os tiranos mais assassinos, genocidas, ricos e esquisitos do planeta. Seu sucedâneo, Erich Honecker, adorava luxos ocidentais (não largava um Nescafé por um minuto, amava cerveja ocidental e dava cigarros HB à sua esposa, todos proibidos à população do país), mas chamava o Muro de Berlim de “muro antifascista”, na velha retórica da esquerda de associar liberalismo contrário à concentração de poder no Estado com o poder de Estado completo, o fascismo.

Qualquer pessoa que se aproximasse do Muro passava a ser vigiada pela polícia. Tentativas de escalá-lo ou cavar túneis por baixo resultavam em fuzilamento imediato – ou com a polícia forçando asfixia nos túneis de maneira cruel. Até hoje há desaparecidos que tentaram enfrentá-lo, cujos corpos estão soterrados onde antes ficava esta pavorosa construção.

Quando se aprende sobre o Muro de Berlim, lembra-se apenas da sua queda, como se fosse apenas uma parede qualquer que foi “simbolicamente” derrubada, marcando o fim da Guerra Fria. Não foi. O muro era uma realidade concretíssima na Alemanha Oriental socialista. Não foi a queda de um símbolo: foram as paredes de uma prisão real sendo destruídas.

Se a esquerda tropical adora justificar a miséria cubana não colocando a culpa no socialismo monástico de Fidel Castro, mas no “embargo estadunidense”, deveria se lembrar do Muro de Berlim, uma das coisas mais bizarras do mundo: um muro feito pela própria esquerda para impedir que os cidadãos fugissem para o lado capitalista com sua liberdade e riqueza. Alguns destes mesmos esquerdistas reclamando do embargo hoje defenderiam com unhas e dentes o Muro de Berlim, se suficientemente em contato com a propaganda ditatorial que o justificava.

A Alemanha Oriental legou mais de 70 mil mortes de 1948 a 1987, com uma população de 16 milhões de pessoas (pouco menos do que a grande São Paulo – algo como assassinar quase inteiramente a população de Mairiporã). Em termos comparativos, em 21 anos de ditadura militar, o Brasil teve pouco mais de 500 mortos e mil desaparecidos. Alguém ousa fazer piadinha e comparação desnecessária com a ditadura brasileira – como quando a Folha foi criticada por anos pelo termo “ditabranda”?

Anne Applebaum, a autora do riquíssimo livro Gulag: Uma História dos Campos de Concentração Soviéticos (todos sabem o que foi Auschwitz, mas quantos sabem o que é um Gulag socialista, de onde muitas vezes os nazistas tiraram “inspiração” para suas máquinas de trabalho forçado e morte?), conta que teve a idéia de contar ao Ocidente a não-estudada história do Gulag por ver, em uma ponte em Praga, turistas ocidentais achando graça de comprar velhas bugigangas com símbolos socialistas, como a foice e o martelo, e usarem aos risos. Qualquer uma dessas pessoas teria nojo até mesmo de encostar em um broche com uma suástica – mas tratam como um mero arcaísmo um regime ainda mais assassino, xenófobo, racista, homofóbico e totalitário.

O problema não é nem a Folha de S. Paulo permitir uma matéria com um verdadeiro descoco de comparação, típica de “inocentes” acreditando-se informadores, crendo-se apenas exagerada ou de mau gosto. O problema é que o maior jornal do país, que tem um cabedal de jornalistas das mais variadas estirpes e tendências (o que causa o efeito colateral de não evitar críticas de simplesmente nenhum lado), deveria se informar mais ele próprio antes de dizer uma coisa dessas.

Afirmar que a seleção alemã fez um “Auschwitz” ao pedir proteção da polícia em uma rua (quando, por exemplo, membros da seleção da Bósnia já quase sofreram um assalto no Guarujá) seria considerado ofensivo até a última gota – não com os pobres moradores da Vila Santo André com seus crachás, mas aos judeus que sofreram e morreram no campo de concentração polonês, cujas horrendas mortes devem ser lembradas pelo que foram, para não serem repetidas por eufemistadores e revisionistas de plantão.

Foi um dos maiores guerreiros da liberdade de todos os tempos, o presidente republicano americano Ronald Reagan, que fez o discurso que mais animou alemães de ambos os lados que tiveram suas famílias separadas, sua esperança destruída mesmo depois da ameaça nazista e seu sonho de ver um mundo livre da tirania do “Estado corretor em busca da sociedade perfeita” destruído pelos socialistas que criaram o Muro de Berlim. É dele a célebre frase que virou expressão corrente de libertação na língua inglesa: Tear down the wall.

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Ao comparar uma proteção policial com o Muro de Berlim, a Folha de S. Paulo parece cair na esparrela em que cai o jornalismo brasileiro pela zilionésima vez em uma semana: comparar tudo o que é ruim no mundo ao nazismo, mas “esquecer” ou tratar com muito menor importância as mortes do socialismo, infinitamente mais presente em nossas vidas (inclusive no Brasil) e cujas mortes são contadas numa montanha de cadáveres no mínimo 5 vezes maior.

Mais respeito com as vítimas do comunismo e do Muro de Berlim, para que a esquerda não use novamente de linguagem eufemística para suas tentações de concentração de poder “corretivo e distributivista” no Estado e novamente justifique medidas assassinas como essa com base no toi aussi - “se eles podem fechar uma rua por um mês, nós podemos construir um muro para impedir que as pessoas fujam de nosso paraíso igualitário”.

7 de junho de 2014

Só neste semestre, Dengue em São Paulo já mata 4 vezes mais que em 2013

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Subiu para oito o número de mortes em decorrência da dengue na capital paulista em 2014. Foram cinco óbitos em abril – uma criança, um homem e três mulheres – e mais três confirmados recentemente – um homem e duas mulheres. Esse índice é muito superior ao registrado em 2013, quando ocorreram apenas duas mortes ao longo de todo o ano.

Os dados foram divulgados em novo balanço da Secretaria Municipal de Saúde. O total de casos de dengue registrados na cidade desde o dia 1º de janeiro chegou a 8.508, um aumento de 23,3% em comparação aos números da semana passada.

Recentemente, a prefeitura tentou jogar a culpa para o governo do estado, afirmando que, por causa da escassez de chuvas, as pessoas passaram a armazenar água em recipientes desprotegidos. A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nota repudiando a acusação.

“A secretaria municipal de saúde deveria compreender que não é do interesse público jogar sobre os cidadãos ou sobre outras esferas de governo uma responsabilidade que lhe é exclusiva”, diz a nota.

No início de 2013, a prefeitura reduziu as ações de vistoria e controle de insetos, causando um “boom” de pernilongos em bairros da zona oeste de São Paulo, como Vila Madalena, Pinheiros e Butantã. Funcionários afirmaram que as visitas diminuíram por falta de carros para transportá-los aos locais necessários, e denunciaram ainda que a máquina que realiza a nebulização de pernilongos estava quebrada.

Um ano depois, até a subprefeitura da Lapa vinha sendo vítima do avanço da doença. Reportagem do SPTV confirmou que os funcionários trabalhavam todos munidos de raquetes eletrônicas para se livrar dos mosquitos. Na ocasião, um caso já havia sido confirmado e dois outros estavam sob suspeita.

7 de junho de 2014

O governo abriu mão de receber da FIFA mais de R$ 1 bilhão em impostos

 O governo abriu mão de receber da FIFA mais de R$ 1 bilhão em impostos

Após uma mudança na equipe do Ministério Público Federal, o órgão assumiu uma posição contra as isenções tributárias concedidas pelo Brasil à Fifa durante a Copa do Mundo e protocolou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal para que os benefícios sejam julgados improcedentes, já que, entre outras coisas, fere o princípio de isonomia tributária.

O pedido foi protocolado na última segunda-feira (19/5), nove meses depois de o ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel apresentar Ação Direta de Inconstitucionalidade contra sete artigos da Lei 12.350/2010 e mais sete do Decreto 7.578/2011. Gurgel apontava a existência de “privilégios indevidos” na permissão de que a Fifa deixe de pagar uma série de tributos, como Imposto de Renda, imposto sobre operações financeiras (IOF) e contribuição para o PIS/Pasep. A medida vale para pessoas jurídicas ligadas à federação e sociedades brasileiras contratadas pela entidade para prestar serviços de eventos.

Com a isenção, a Fifa fica livre de pagar impostos de importação, taxas sobre lucros, tributos diversos e até impostos sobre os salários dos funcionários da entidade. Os 14 patrocinadores estrangeiros do Mundial também estão isentos, e pessoas físicas que vão trabalhar no evento receberão um limite maior de isenção no valor de cinco salários mínimos (R$ 3.620) – o normal é R$ 1.787. Para quem é de fora, a isenção é total. Com isso, o Brasil deixará de receber mais de R$ 1 bilhão em impostos durante a competição, valor duas vezes mais alto do que o que fora anunciado em 2010.

O valor, estimado pelo próprio Ministério do Esporte, ainda seria suficiente para construir mais de 227 escolas pelo País, considerando o valor de R$ 4,4 milhões para cada estabelecimento, conforme projeções dos custos de um colégio estabelecido pela prefeitura de São Paulo. Outra estimativa aponta que o valor seria suficiente para construir mil creches.

Enquanto isso, a Fifa já afirmou que prevê lucros sem precedentes. Um estudo da consultoria Delta Economics & Finance estima que a entidade deve faturar R$ 4,1 bilhões com o Mundial – R$ 2,2 bilhões em direitos de transmissão dos jogos e R$ 1,9 bilhão em patrocínios –, e o valor dos ingressos nem está incluído nessa conta. O lucro, como estima o deputado da Comissão do Esporte da Câmara Afonso Hamm, deve fechar em R$ 2,5 bilhões.

E o governo, que até agora gastou R$ 24 bilhões para realizar a Copa – esse valor deve ultrapassar os R$ 30 bilhões –, deve receber em seus cofres R$ 10 bilhões referentes a impostos, e não os R$ 16 bilhões previstos inicialmente.

O mau negócio é tão óbvio que algumas publicações estrangeiras dedicaram espaço para discutir os benefícios da realização do Mundial. A Fifa defende que o evento é bom para o turismo e o desenvolvimento da infraestrutura dos países anfitriões, mas a CNN questiona se essa relação é de fato mutuamente benéfica, já que nem mesmo os impostos a entidade deixará no Brasil. O jornalista Christopher Gaffney, que mora no Rio de Janeiro, criticou duramente a imposição.

“A Fifa deveria ser obrigada a seguir as leis fiscais pré-existentes nos países sede que se aplicam a organizações desportivas não-governamentais internacionais e seus parceiros corporativos”, disse Gaffney. “Nós vimos uma resposta antes de Londres 2012, quando os britânicos estavam revoltados porque os parceiros do Comitê Olímpico Internacional não iam pagar impostos. Aconteceu um boicote e as companhias concordaram em pagar os impostos sobre os lucros relacionados às Olimpíadas. Sempre há, é claro, subsídios do governo para atrair empresas, mas elementos legislativos como a Lei Geral da Copa no Brasil vão muito além disso e de fato redirecionam dinheiro público para contas bancárias na Suíça”.

O fato que Gaffney cita diz respeito ao que ocorreu em Londres logo antes dos Jogos Olímpicos, quando o site “38 degrees” iniciou uma campanha para denunciar o abuso que era a isenção de impostos concedida ao COI.

O nome da campanha, iniciada às vésperas da Olimpíada, foi: “Patrocinadores olímpicos, paguem a sua parte”. No site, o nome de cada patrocinador, quanto faturava e como, mundo afora, habitualmente driblava impostos via paraísos fiscais. Em poucos dias centenas de milhares de adesões à campanha. Nas redes sociais, exposição das marcas multinacionais e a pressão da opinião pública: um a um os grandes patrocinadores abriram mão da isenção de impostos. E comunicaram, também via redes sociais, que pagariam os impostos.

A Fifa, no entanto, diz que, por não ter sede no Brasil, não tem por que pagar impostos, e afirma ainda que “sempre foi assim”. Contudo, é sabido que a entidade possui sim um escritório no Rio de Janeiro, por mais que costume usá-lo para ignorar perguntas espinhosas.

5 de junho de 2014

Nordeste vê violência dobrar após 10 anos de PT na presidência

dilma cardozo Nordeste vê violência dobrar após 10 anos de PT na presidência

Na última década, algumas cidades do Nordeste, antes conhecidas como lugares tranquilos, precisaram se acostumar com uma explosão de violência que, de acordo com o Mapa da Violência 2014, tornou a região líder absoluta em números de homicidios no país. Enquanto lá a quantidade de assassinatos passou de 10.947 para 20.960, no Sudeste esses índices apresentaram queda.

Em 2002, o Sudeste concentrava 55% dos homicídios do país. Dez anos depois, esse percentual caiu para 30%. Já no Nordeste houve uma curva inversa. Em uma década, o percentual de crimes na região saltou de 22% do total nacional para 37%, se tornando a região com mais mortes.

A taxa de homicídios do Nordeste é similar à da Guatemala, que, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), é o quinto país mais violento do mundo. Os Estados onde esse número cresceu mais são Rio Grande do Norte e Bahia, com aumento de 229% e 221,6%, respectivamente.

Esse aumento, segundo o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, autor do Mapa da Violência, tem dois motivos principais: o surgimento de novos polos de desenvolvimento – fato que levou riqueza a outras localidades – e a concentração do combate à violência em lugares onde os índices eram mais alarmantes no início dos anos 2000. Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco melhoraram seu aparelho de segurança e começaram a reduzir a as taxas de homicídios.

Para o sociólogo, na mesma medida em que esses Estados fortaleceram suas polícias, os outros com menos recursos acabaram se tornando vítima de um fenômeno que chama de “interiorização da violência no país”, iniciada a partir de 2002.

“O que houve no Brasil foi uma migração do crime para o Nordeste, mas não só para lá. Estados como Goiás, Pará e Amazonas, por exemplo, eram tranquilos e tiveram crescimentos significativos”, disse.

Às vésperas da Copa do Mundo, esse é um problema que preocupa brasileiros e estrangeiros. Sete das 12 cidades que sediarão jogos da competição tiveram aumento dos assassinatos na última década, e mesmo as que melhoraram apresentaram piora nos índices de outros crimes, como roubo ou estupro.

O cenário desafia o esquema montado para a Copa — cujo plano nacional de segurança, até um mês antes do início do Mundial, tinha menos de 12% pagos do total previsto para as cidades, segundo a Secretaria de Grandes Eventos. E não se trata apenas de problemas potenciais de segurança nas áreas centrais de cada cidade-sede. As periferias dessas capitais e suas regiões metropolitanas correm o risco de ver aumento da criminalidade, segundo pesquisadores da área, já que o policiamento estará concentrado nas regiões turísticas e nos locais onde público e participantes da Copa estarão.

Lavar de mãos

Sempre que emparedados, governistas se livram do problema justificando que  responsabilidade pela segurança pública cabe aos governos estaduais. De fato, são esforços estaduais que conseguem reverter esse quadro. Coincidentemente ou não, São Paulo e Pernambuco, dois estados comandados por opositores de Dilma, apresentam para o período alguns dos maiores melhoramentos, diferentemente da Bahia, sob os cuidados do PT. Mas fato é que, uma vez na presidência, o Partido dos Trabalhadores assistiu passivamente ao país se tornar o dono de 11% dos assassinatos do mundo, mesmo a união tendo sob seus cuidados mais que o dobro da soma dos impostos de todos estados. Não só isso, enquanto os governadores aumentavam seus investimentos em segurança, a presidência do país os reduzia drasticamente. Fica claro que a responsabilidade pelos 56 mil assassinatos de 2012 não podem se restringir a apenas uma das esferas do Estado. No entanto, o governo segue lavando as mãos.

4 de junho de 2014

As ameaças de morte que levaram Joaquim Barbosa a adiantar a aposentadoria

barbosa1 e1388442400478 As ameaças de morte que levaram Joaquim Barbosa a adiantar a aposentadoria

Joaquim Barbosa, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou há alguns dias que se aposentará ao final de junho. Segundo ele, a causa de sua saída foi apenas “livre arbítrio”, e afirmou que sempre deixou claro que não pretendia permanecer no STF até a idade-limite de 70 anos. No entanto, de acordo com declarações do chefe de gabinete da presidência do Supremo, o diplomata Sílvio Albuquerque Silva, os motivos são outros.

— Havia ameaças de morte, com telefonemas para o gabinete e a casa dele, com frases covardes como: “Sua hora está chegando” — relatou o diplomata, na tentativa de explicar o inesperado gesto do presidente do Judiciário brasileiro.

As ameaças começaram quando Barbosa decretou a prisão dos mensaleiros José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino. As mensagens vinham de perfis anônimos cujos responsáveis são simpatizantes do PT.

Em uma delas, um sujeito que usava a foto de José Dirceu em seu perfil no Facebook escreve que o ministro “morreria de câncer ou com um tiro na cabeça” e que seus algozes seriam “seus senhores do novo engenho, seu capitão do mato”. Por fim, chama Joaquim de “traidor” e vocifera: “Tirem as patas dos nossos heróis!”. Em uma segunda mensagem, de dezembro de 2013, o recado foi ainda mais ameaçador: “Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas (…). Joaquim Barbosa deve ser morto”.

A Polícia Federal já havia concluído um inquérito sobre as ameaças, mas o Ministério Público Federal pediu a sua reabertura para aprofundar a apuração. Um dos investigados é Sérvolo de Oliveira e Silva, que foi identificado como secretário de Organização do PT do Rio Grande do Norte. O assunto foi recentemnte pauta do pronunciamento do senador Alvaro Dias. Segundo ele, o silêncio de Dilma para com o comportamento de sua militância seria conivente com os crimes que estão sendo cometidos:

Proximidade com o crime

Apesar de Sérvolo de Oliveira defender-se dizendo que suas ameaças não passavam de bravata, em se tratando de PT, há com o que se preocupar. Tanto que o partido afastou por 60 dias o deputado Luiz Moura após ter sido flagrado em uma reunião com 13 membros do PCC. Nos anos 90, Luiz foi condenado no Paraná e em Santa Catarina a cumprir 12 anos de prisão por assaltos a mão armada. Fugiu após pouco mais de um ano de encarceramento. O crime prescreveu e Moura aproveitou para pedir reabilitação criminal, declarando-se arrependido e justificando os crimes cometidos graças às drogas que consumia na época. Hoje, se diz líder dos antigos perueiros e exerce seu primeiro mandato como deputado na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Quem o apadrinhou bancando a maior fatia dos custos de sua campanha foi Jilmar Tatto, o atual secretário de transportes da gestão Haddad. Em 2006, matéria da Veja acusou o então ex-secretário de transporte da gestão Marta Suplicy de favorecer o PCC em troca de meio milhão de reais. A denúncia partiu justamente de um perueiro.

Mas os casos mais emblemáticos envolvem mortes de prefeitos do PT no interior de São Paulo. Em 2006, Gilberto Morgado, prefeito de Monte Alto, foi encontrado morto em frente a um flat na avenida Rebouças, na capital. Apesar de a morte ter se dado logo após denúncias contra a empresa que recolhia o lixo do município, a polícia concluiu que o caso se tratou de suicídio. Em 2001, num assalto, quem veio a falecer foi Toninho, então prefeito de Campinas. A família rejeita essa versão e a desconfiança de crime político só cresceu depois que quatro suspeitos foram mortos em uma operação policial em Caraguatatuba.

Todavia, o mais trágico de todos os casos está ligado à morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em 2002. Vítima de um sequestro em São Paulo, teve seu corpo encontrado já sem vida dias depois. O inquérito policial concluiu que Celso fora sequestrado por engano e morto por um menor que integrava uma quadrilha com 6 sequestradores. Mas as desconfianças de crime político são altas. Ao todo, sete pessoas que mantinham alguma ligação com a investigação foram assassinadas nos anos que se seguiram, levantando a suspeita de queima de arquivo. Agora em 2014, o o ex-Secretário Nacional de Segurança do governo Lula, Romeu Tuma Jr, denunciou em livro que chegou a ouvir de Gilberto de Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral de Dilma, confissões sobre a participação no esquema dele e de José Dirceu:

“Pô, eu sei o que é ser vítima. Eu também fui vítima da imprensa. Veja o que eu fiz, de coração. Eu fui falar com a família do Celso, dizer que o Celso não roubava, que ele não era ladrão, que ele nunca pegou dinheiro para pôr no bolso, que tudo que a gente arrecadava era pro partido.”

(Palavras de Gilberto de Carvalho segundo Tuma Jr)

Ainda segundo “Tuminha”, Gilberto Carvalho, o braço direito de Celso na Prefeitura, teria sido o que mais movimentou-se após a morte do prefeito para que prevalecesse a versão de que tudo não passara de um crime comum.

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