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12 de junho de 2014

Vaias na Copa: a covardia da presidente Dilma Rousseff

braçocruzado Vaias na Copa: a covardia da presidente Dilma Rousseff

Antes de qualquer coisa, vejam o vídeo a seguir.

[youtube]http://youtu.be/2FfE_-TlXl8[/youtube]

Trata-se, como se nota, do anúncio do presidente da FIFA e da Presidente da República pelos alto-falantes do estádio. A vaia começa a comer solta e pesada. Mesmo assim – afinal, é da democracia – Blatter se levanta, até mesmo a filha de Dilma se levanta, porém… nossa “estadista” finge que não é com ela e permanece sentada. Blatter, talvez supondo alguma boa-fé, dá aquela CUTUCADA AMIGA e, ainda assim, a soberana não se move. Deu o chamado “migué”.

E não venham dizer que “ela não sabia”, pois além do nome anunciado e das demais pessoas se levantando, foi até mesmo “cutucada” para tal. Preferiu manter-se sentada, escondida do público, quem sabe escapando daquelas fotos constrangedoras. Pois o tiro saiu pela culatra. Com esse vídeo, temos a exata dimensão do que houve e de quem é a “presidenta” quando não está na frente de militantes ou atrás do chefe-de-fato: é covarde.

Já havíamos garantido a marca de ser a ÚNICA sede de Copa do Mundo em que um chefe de estado não discursou na abertura. Soma-se a isso a falta de brios de Dilma Rousseff para meramente ficar em pé quando seu nome e cargo foram anunciados.

Vergonhoso

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11 de junho de 2014

Quando o medo vence a esperança: 72% dos brasileiros estão insatisfeitos com o país

129 2850 alt Presidente Dilma Rousseff Quando o medo vence a esperança: 72% dos brasileiros estão insatisfeitos com o país

Os brasileiros estão cada vez mais descontentes com os rumos que o país está tomando. É o que revela pesquisa feita pelo Pew Research Center, um dos maiores institutos de pesquisa dos Estados Unidos. De acordo com dados coletados, 72% dos brasileiros se declaram insatisfeitos com a situação do país, enquanto 85% afirmam que o aumento dos preços é a maior preocupação. Em um ano, o salto do pessimismo foi grande.

Há 12 meses, 55% estavam insatisfeitos, pouco acima dos 50% de 2010, último ano do governo Lula e início da série histórica. A economia tem papel central no mau humor corrente. Dois terços (67%) dos 1.003 entrevistados no Brasil com mais de 18 anos consideram a situação econômica ruim, após quatro anos seguidos em que a percepção positiva foi dominante.

Criminalidade, saúde (ambos com 83%) e corrupção (com 78%) aparecem como os outros motivos que mais preocupam os brasileiros, além de falta de oportunidade de emprego, hiato entre pobres e ricos, baixa qualidade das escolas e endividamento público.

“A rigor, esses não são desafios novos no Brasil. Pesquisas conduzidas pelo Pew Research desde 2010 registraram preocupações generalizadas com amplo arco de questões sociais, políticas e econômicas, incluindo crime, corrupção e inflação. Mas o nível atual de frustração que os brasileiros expressam com a direção do país, sua economia e seus líderes não tem par em anos recentes”, afirma a pesquisa, cujos principais analistas são Juliana Horowitz e Richard Wike.

Além do instituto americano, a Fundação Getulio Vargas também conduziu sondagens junto à população brasileira e chegou a resultados similares. Desde a crise de 2008 não havia uma onda tão grande de pessimismo. E não é para menos: a economia está patinando em todos os setores.

— Pela primeira vez desde 2009 (ano em que o Brasil entrou em recessão afetado pela maior crise global desde 1929), mais gente afirmou que será mais difícil de conseguir emprego nos próximos seis meses — disse Aloisio Campelo, coordenador das sondagens conjunturais da FGV.

O baixo crescimento econômico durante o governo Dilma despertou a falta de esperança. Para 2014, a expectativa é de que o PIB continue crescendo pouco. A projeção atual, após os 0,2% de crescimento do primeiro trimestre, é de que ele fique em 1,5% ao final do ano.

O Brasil está refém de um governo inoperante economicamente. Por pura ideologia, uniu-se a nações que mais tinham a tirar do que oferecer ao país. Por populismo, tocou medidas econômicas que aliviam a curto prazo, mas, a longo, resultam em inflação, insatisfação e caos. É o quadro atual do país. Sem coragem para medidas mais eficientes, sempre temerosos do que pode acontecer nas urnas, Dilma e sua equipe seguem receitando os mesmos paliativos, como redução de impostos e aportes à indústria de forma a estimular o consumo e preservar empregos de categorias aliadas. O mesmo paliativo que lotou as ruas de carros, sobrecarregou os serviços e encareceu os produtos. A responsabilidade pelo atual estado da nação não pode ser descolada de quem há 12 anos a comanda. Com prazos às vezes menores, países inteiros chegaram a se reconstruir após guerras trágicas. Três mandatos depois, o PT segue devendo ao brasileiro o básico, para dizer o mínimo: saúde, educação e segurança de qualidade. Mais ainda: a sensação de que o futuro há de ser melhor que o presente.

10 de junho de 2014

O “Muro de Berlim” da Folha de S. Paulo

queda muro berlim alemanha 507x338 O Muro de Berlim da Folha de S. Paulo

A seleção alemã de futebol está em concentração na Bahia, usando um campo na Vila Santo André. É o “campo de concentração” da seleção alemã. Piada que exagera no péssimo gosto – nojenta de verdade, não? Pois a Folha de S. Paulo escreveu uma não menos infeliz.

Os alemães já ficaram famosos na Copa de 2014 por construírem por si próprios um alojamento em 5 meses, por insatisfação com os hotéis e as condições no Brasil. Um recorde – e sem custos para o erário e o pagador de impostos brasileiro. Uma seleção que veio apenas para jogar futebol – e contra o Brasil – deixou um legado maior para o país do que os 7 anos de gestão do PT desde que o Brasil foi recrutado para sediar a Copa.

Como disse a voz da razão em anacolutos, Dilma Rousseff, os turistas não levarão daqui os aeroportos, os estádios ou os alojamentos que eles próprios se encarregam de construir para poder treinar.

Ou seja, não é uma notícia muito feliz para o PT. A militância petista, travestida de jornalistas em diversos pasquins que fazem as vezes do que se chama por estas paragens de “jornalismo”, precisava ter alguma notícia negativa para “compensar”. Como se sabe, do mensalão ao superfaturamento, o discurso do PT é sempre baseado no toi aussi – basta acusar que outro também fez coisas erradas (ainda que comparando elefantes com formigas, ainda que mentindo na acusação) e voilà, o mal se torna bem. Completamente justificável.

Escalado para a missão, o repórter da Folha em Santa Cruz Cabrália (BA) Fabio Victor encontrou motivo para reclamar: o alojamento isolou um trecho de 500 metros de uma ruazinha de terra no bairro Vila Santo André. O isolamento contou com a ajuda da PM.

Alguns jornalistas da Folha de S. Paulo, bastante empenhados em criticar a polícia per fas et per nefas, parecem crer que a polícia militar garantir a segurança de jogadores de seleções internacionais numa Copa do Mundo é algo digno de uma ditadura de coturnos em casernas. Citando outro jornalista, Fabio Victor dispara:

Jornalista que vive há dez anos na região, Léa Penteado faz um paralelo irônico. “Quando se comemoram os 25 anos da queda do Muro de Berlim, eles [os alemães] vêm pra cá e a PM comemora erguendo uma barreira que separa as duas partes da vila.”

Pior: o título da reportagem é Alemanha cria “muro de Berlim” na Bahia.

Afinal, parece que criar riquezas no país e garantir a segurança legal esperada para um evento como a Copa do Mundo é algo nocivo. Entregar crachás aos moradores da região para transitar pela rua é considerado humilhante (queríamos nós, paulistas, termos apenas de portar um crachá para trafegar pelas greves provocadas pelos amiguinhos da estrela vermelha para prejudicar eleitoralmente um governador tucano). Tudo com o estranho intuito de pintar os feitos (antes mesmo do início da Copa) da seleção alemã como negativos – nocivos mesmo.

Para isso, exageram morbidamente na comparação palavrosa. Já é um erro comparar negativamente com requintes de crueldade, como a famosa Lei de Godwin garantindo que discussões na internet sempre terminarão com associações ao nazismo.

Mas aí há também um movimento reverso: acredita-se que comparar uma demarcação temporária por pura segurança (apenas exigindo-se um crachá, o que acontece em qualquer evento usando vias públicas neste país há décadas sem mimimi e siricutico) pode ser feita com o Muro de Berlim.

Ninguém aceitaria de bom grado grado uma comparação com um campo de concentração como na “piada” forçada do primeiro parágrafo, comparando qualquer forma de segregação com os lugares mais parecidos que o planeta Terra já teve do inferno: os campos de concentração nacional-socialistas de Hitler (Auschwitz-Birkenau, Dachau, Sobibór, Treblinka etc), por ser uma comparação de extremo mau gosto – e falta de respeito pelos que morreram, sofreram, tiveram a vida, o espírito, as posses, a razão de viver tomada pelos nazistas.

Todavia, parece ser normal fazer “piadinha” com os campos socialistas de Pol-Pot, Mao Tsé-tung, Lenin, Stalin e afins. Ou com o “legado” do socialismo para o mundo.

A Folha de S. Paulo compara uma demarcação temporária em uma rua de terra de 500 metros não com “um muro”. O Muro de Berlim não foi só uma parede colocada em Berlim para delimitar uma linha imaginária dividindo um país, na qual se exigia um “crachá” para passar de um lado para outro.

Não: foi uma idéia do maior genocida de toda a história mundial, o líder comunista chinês Mao Tsé-tung, que sugeriu ao dirigente sociopata da Alemanha Oriental (a de esquerda, que não se livrou do totalitarismo e até hoje é mais pobre e com ranços xenofóbicos) Walter Ulbricht que construísse um muro “como a Muralha da China” para impedir que os pobres alemães, vigiados pela polícia política socialista, a assassiníssima Stasi, fugissem para a liberdade capitalista do outro lado.

Walter Ulbricht (que, como quase todo dirigente socialista fora Kruschev, morreu no cargo sem dividir ou disputar o poder completo sobre cada vida na Alemanha Oriental) não é estudado nos livros de história moderna entre os tiranos mais assassinos, genocidas, ricos e esquisitos do planeta. Seu sucedâneo, Erich Honecker, adorava luxos ocidentais (não largava um Nescafé por um minuto, amava cerveja ocidental e dava cigarros HB à sua esposa, todos proibidos à população do país), mas chamava o Muro de Berlim de “muro antifascista”, na velha retórica da esquerda de associar liberalismo contrário à concentração de poder no Estado com o poder de Estado completo, o fascismo.

Qualquer pessoa que se aproximasse do Muro passava a ser vigiada pela polícia. Tentativas de escalá-lo ou cavar túneis por baixo resultavam em fuzilamento imediato – ou com a polícia forçando asfixia nos túneis de maneira cruel. Até hoje há desaparecidos que tentaram enfrentá-lo, cujos corpos estão soterrados onde antes ficava esta pavorosa construção.

Quando se aprende sobre o Muro de Berlim, lembra-se apenas da sua queda, como se fosse apenas uma parede qualquer que foi “simbolicamente” derrubada, marcando o fim da Guerra Fria. Não foi. O muro era uma realidade concretíssima na Alemanha Oriental socialista. Não foi a queda de um símbolo: foram as paredes de uma prisão real sendo destruídas.

Se a esquerda tropical adora justificar a miséria cubana não colocando a culpa no socialismo monástico de Fidel Castro, mas no “embargo estadunidense”, deveria se lembrar do Muro de Berlim, uma das coisas mais bizarras do mundo: um muro feito pela própria esquerda para impedir que os cidadãos fugissem para o lado capitalista com sua liberdade e riqueza. Alguns destes mesmos esquerdistas reclamando do embargo hoje defenderiam com unhas e dentes o Muro de Berlim, se suficientemente em contato com a propaganda ditatorial que o justificava.

A Alemanha Oriental legou mais de 70 mil mortes de 1948 a 1987, com uma população de 16 milhões de pessoas (pouco menos do que a grande São Paulo – algo como assassinar quase inteiramente a população de Mairiporã). Em termos comparativos, em 21 anos de ditadura militar, o Brasil teve pouco mais de 500 mortos e mil desaparecidos. Alguém ousa fazer piadinha e comparação desnecessária com a ditadura brasileira – como quando a Folha foi criticada por anos pelo termo “ditabranda”?

Anne Applebaum, a autora do riquíssimo livro Gulag: Uma História dos Campos de Concentração Soviéticos (todos sabem o que foi Auschwitz, mas quantos sabem o que é um Gulag socialista, de onde muitas vezes os nazistas tiraram “inspiração” para suas máquinas de trabalho forçado e morte?), conta que teve a idéia de contar ao Ocidente a não-estudada história do Gulag por ver, em uma ponte em Praga, turistas ocidentais achando graça de comprar velhas bugigangas com símbolos socialistas, como a foice e o martelo, e usarem aos risos. Qualquer uma dessas pessoas teria nojo até mesmo de encostar em um broche com uma suástica – mas tratam como um mero arcaísmo um regime ainda mais assassino, xenófobo, racista, homofóbico e totalitário.

O problema não é nem a Folha de S. Paulo permitir uma matéria com um verdadeiro descoco de comparação, típica de “inocentes” acreditando-se informadores, crendo-se apenas exagerada ou de mau gosto. O problema é que o maior jornal do país, que tem um cabedal de jornalistas das mais variadas estirpes e tendências (o que causa o efeito colateral de não evitar críticas de simplesmente nenhum lado), deveria se informar mais ele próprio antes de dizer uma coisa dessas.

Afirmar que a seleção alemã fez um “Auschwitz” ao pedir proteção da polícia em uma rua (quando, por exemplo, membros da seleção da Bósnia já quase sofreram um assalto no Guarujá) seria considerado ofensivo até a última gota – não com os pobres moradores da Vila Santo André com seus crachás, mas aos judeus que sofreram e morreram no campo de concentração polonês, cujas horrendas mortes devem ser lembradas pelo que foram, para não serem repetidas por eufemistadores e revisionistas de plantão.

Foi um dos maiores guerreiros da liberdade de todos os tempos, o presidente republicano americano Ronald Reagan, que fez o discurso que mais animou alemães de ambos os lados que tiveram suas famílias separadas, sua esperança destruída mesmo depois da ameaça nazista e seu sonho de ver um mundo livre da tirania do “Estado corretor em busca da sociedade perfeita” destruído pelos socialistas que criaram o Muro de Berlim. É dele a célebre frase que virou expressão corrente de libertação na língua inglesa: Tear down the wall.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=WjWDrTXMgF8[/youtube]

Ao comparar uma proteção policial com o Muro de Berlim, a Folha de S. Paulo parece cair na esparrela em que cai o jornalismo brasileiro pela zilionésima vez em uma semana: comparar tudo o que é ruim no mundo ao nazismo, mas “esquecer” ou tratar com muito menor importância as mortes do socialismo, infinitamente mais presente em nossas vidas (inclusive no Brasil) e cujas mortes são contadas numa montanha de cadáveres no mínimo 5 vezes maior.

Mais respeito com as vítimas do comunismo e do Muro de Berlim, para que a esquerda não use novamente de linguagem eufemística para suas tentações de concentração de poder “corretivo e distributivista” no Estado e novamente justifique medidas assassinas como essa com base no toi aussi - “se eles podem fechar uma rua por um mês, nós podemos construir um muro para impedir que as pessoas fujam de nosso paraíso igualitário”.

7 de junho de 2014

Só neste semestre, Dengue em São Paulo já mata 4 vezes mais que em 2013

1113137 haddad diz que aumento do iptu em sp sera dividido em quatro anos 500x300 Só neste semestre, Dengue em São Paulo já mata 4 vezes mais que em 2013

Subiu para oito o número de mortes em decorrência da dengue na capital paulista em 2014. Foram cinco óbitos em abril – uma criança, um homem e três mulheres – e mais três confirmados recentemente – um homem e duas mulheres. Esse índice é muito superior ao registrado em 2013, quando ocorreram apenas duas mortes ao longo de todo o ano.

Os dados foram divulgados em novo balanço da Secretaria Municipal de Saúde. O total de casos de dengue registrados na cidade desde o dia 1º de janeiro chegou a 8.508, um aumento de 23,3% em comparação aos números da semana passada.

Recentemente, a prefeitura tentou jogar a culpa para o governo do estado, afirmando que, por causa da escassez de chuvas, as pessoas passaram a armazenar água em recipientes desprotegidos. A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nota repudiando a acusação.

“A secretaria municipal de saúde deveria compreender que não é do interesse público jogar sobre os cidadãos ou sobre outras esferas de governo uma responsabilidade que lhe é exclusiva”, diz a nota.

No início de 2013, a prefeitura reduziu as ações de vistoria e controle de insetos, causando um “boom” de pernilongos em bairros da zona oeste de São Paulo, como Vila Madalena, Pinheiros e Butantã. Funcionários afirmaram que as visitas diminuíram por falta de carros para transportá-los aos locais necessários, e denunciaram ainda que a máquina que realiza a nebulização de pernilongos estava quebrada.

Um ano depois, até a subprefeitura da Lapa vinha sendo vítima do avanço da doença. Reportagem do SPTV confirmou que os funcionários trabalhavam todos munidos de raquetes eletrônicas para se livrar dos mosquitos. Na ocasião, um caso já havia sido confirmado e dois outros estavam sob suspeita.

7 de junho de 2014

O governo abriu mão de receber da FIFA mais de R$ 1 bilhão em impostos

 O governo abriu mão de receber da FIFA mais de R$ 1 bilhão em impostos

Após uma mudança na equipe do Ministério Público Federal, o órgão assumiu uma posição contra as isenções tributárias concedidas pelo Brasil à Fifa durante a Copa do Mundo e protocolou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal para que os benefícios sejam julgados improcedentes, já que, entre outras coisas, fere o princípio de isonomia tributária.

O pedido foi protocolado na última segunda-feira (19/5), nove meses depois de o ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel apresentar Ação Direta de Inconstitucionalidade contra sete artigos da Lei 12.350/2010 e mais sete do Decreto 7.578/2011. Gurgel apontava a existência de “privilégios indevidos” na permissão de que a Fifa deixe de pagar uma série de tributos, como Imposto de Renda, imposto sobre operações financeiras (IOF) e contribuição para o PIS/Pasep. A medida vale para pessoas jurídicas ligadas à federação e sociedades brasileiras contratadas pela entidade para prestar serviços de eventos.

Com a isenção, a Fifa fica livre de pagar impostos de importação, taxas sobre lucros, tributos diversos e até impostos sobre os salários dos funcionários da entidade. Os 14 patrocinadores estrangeiros do Mundial também estão isentos, e pessoas físicas que vão trabalhar no evento receberão um limite maior de isenção no valor de cinco salários mínimos (R$ 3.620) – o normal é R$ 1.787. Para quem é de fora, a isenção é total. Com isso, o Brasil deixará de receber mais de R$ 1 bilhão em impostos durante a competição, valor duas vezes mais alto do que o que fora anunciado em 2010.

O valor, estimado pelo próprio Ministério do Esporte, ainda seria suficiente para construir mais de 227 escolas pelo País, considerando o valor de R$ 4,4 milhões para cada estabelecimento, conforme projeções dos custos de um colégio estabelecido pela prefeitura de São Paulo. Outra estimativa aponta que o valor seria suficiente para construir mil creches.

Enquanto isso, a Fifa já afirmou que prevê lucros sem precedentes. Um estudo da consultoria Delta Economics & Finance estima que a entidade deve faturar R$ 4,1 bilhões com o Mundial – R$ 2,2 bilhões em direitos de transmissão dos jogos e R$ 1,9 bilhão em patrocínios –, e o valor dos ingressos nem está incluído nessa conta. O lucro, como estima o deputado da Comissão do Esporte da Câmara Afonso Hamm, deve fechar em R$ 2,5 bilhões.

E o governo, que até agora gastou R$ 24 bilhões para realizar a Copa – esse valor deve ultrapassar os R$ 30 bilhões –, deve receber em seus cofres R$ 10 bilhões referentes a impostos, e não os R$ 16 bilhões previstos inicialmente.

O mau negócio é tão óbvio que algumas publicações estrangeiras dedicaram espaço para discutir os benefícios da realização do Mundial. A Fifa defende que o evento é bom para o turismo e o desenvolvimento da infraestrutura dos países anfitriões, mas a CNN questiona se essa relação é de fato mutuamente benéfica, já que nem mesmo os impostos a entidade deixará no Brasil. O jornalista Christopher Gaffney, que mora no Rio de Janeiro, criticou duramente a imposição.

“A Fifa deveria ser obrigada a seguir as leis fiscais pré-existentes nos países sede que se aplicam a organizações desportivas não-governamentais internacionais e seus parceiros corporativos”, disse Gaffney. “Nós vimos uma resposta antes de Londres 2012, quando os britânicos estavam revoltados porque os parceiros do Comitê Olímpico Internacional não iam pagar impostos. Aconteceu um boicote e as companhias concordaram em pagar os impostos sobre os lucros relacionados às Olimpíadas. Sempre há, é claro, subsídios do governo para atrair empresas, mas elementos legislativos como a Lei Geral da Copa no Brasil vão muito além disso e de fato redirecionam dinheiro público para contas bancárias na Suíça”.

O fato que Gaffney cita diz respeito ao que ocorreu em Londres logo antes dos Jogos Olímpicos, quando o site “38 degrees” iniciou uma campanha para denunciar o abuso que era a isenção de impostos concedida ao COI.

O nome da campanha, iniciada às vésperas da Olimpíada, foi: “Patrocinadores olímpicos, paguem a sua parte”. No site, o nome de cada patrocinador, quanto faturava e como, mundo afora, habitualmente driblava impostos via paraísos fiscais. Em poucos dias centenas de milhares de adesões à campanha. Nas redes sociais, exposição das marcas multinacionais e a pressão da opinião pública: um a um os grandes patrocinadores abriram mão da isenção de impostos. E comunicaram, também via redes sociais, que pagariam os impostos.

A Fifa, no entanto, diz que, por não ter sede no Brasil, não tem por que pagar impostos, e afirma ainda que “sempre foi assim”. Contudo, é sabido que a entidade possui sim um escritório no Rio de Janeiro, por mais que costume usá-lo para ignorar perguntas espinhosas.

5 de junho de 2014

Nordeste vê violência dobrar após 10 anos de PT na presidência

dilma cardozo Nordeste vê violência dobrar após 10 anos de PT na presidência

Na última década, algumas cidades do Nordeste, antes conhecidas como lugares tranquilos, precisaram se acostumar com uma explosão de violência que, de acordo com o Mapa da Violência 2014, tornou a região líder absoluta em números de homicidios no país. Enquanto lá a quantidade de assassinatos passou de 10.947 para 20.960, no Sudeste esses índices apresentaram queda.

Em 2002, o Sudeste concentrava 55% dos homicídios do país. Dez anos depois, esse percentual caiu para 30%. Já no Nordeste houve uma curva inversa. Em uma década, o percentual de crimes na região saltou de 22% do total nacional para 37%, se tornando a região com mais mortes.

A taxa de homicídios do Nordeste é similar à da Guatemala, que, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), é o quinto país mais violento do mundo. Os Estados onde esse número cresceu mais são Rio Grande do Norte e Bahia, com aumento de 229% e 221,6%, respectivamente.

Esse aumento, segundo o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, autor do Mapa da Violência, tem dois motivos principais: o surgimento de novos polos de desenvolvimento – fato que levou riqueza a outras localidades – e a concentração do combate à violência em lugares onde os índices eram mais alarmantes no início dos anos 2000. Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco melhoraram seu aparelho de segurança e começaram a reduzir a as taxas de homicídios.

Para o sociólogo, na mesma medida em que esses Estados fortaleceram suas polícias, os outros com menos recursos acabaram se tornando vítima de um fenômeno que chama de “interiorização da violência no país”, iniciada a partir de 2002.

“O que houve no Brasil foi uma migração do crime para o Nordeste, mas não só para lá. Estados como Goiás, Pará e Amazonas, por exemplo, eram tranquilos e tiveram crescimentos significativos”, disse.

Às vésperas da Copa do Mundo, esse é um problema que preocupa brasileiros e estrangeiros. Sete das 12 cidades que sediarão jogos da competição tiveram aumento dos assassinatos na última década, e mesmo as que melhoraram apresentaram piora nos índices de outros crimes, como roubo ou estupro.

O cenário desafia o esquema montado para a Copa — cujo plano nacional de segurança, até um mês antes do início do Mundial, tinha menos de 12% pagos do total previsto para as cidades, segundo a Secretaria de Grandes Eventos. E não se trata apenas de problemas potenciais de segurança nas áreas centrais de cada cidade-sede. As periferias dessas capitais e suas regiões metropolitanas correm o risco de ver aumento da criminalidade, segundo pesquisadores da área, já que o policiamento estará concentrado nas regiões turísticas e nos locais onde público e participantes da Copa estarão.

Lavar de mãos

Sempre que emparedados, governistas se livram do problema justificando que  responsabilidade pela segurança pública cabe aos governos estaduais. De fato, são esforços estaduais que conseguem reverter esse quadro. Coincidentemente ou não, São Paulo e Pernambuco, dois estados comandados por opositores de Dilma, apresentam para o período alguns dos maiores melhoramentos, diferentemente da Bahia, sob os cuidados do PT. Mas fato é que, uma vez na presidência, o Partido dos Trabalhadores assistiu passivamente ao país se tornar o dono de 11% dos assassinatos do mundo, mesmo a união tendo sob seus cuidados mais que o dobro da soma dos impostos de todos estados. Não só isso, enquanto os governadores aumentavam seus investimentos em segurança, a presidência do país os reduzia drasticamente. Fica claro que a responsabilidade pelos 56 mil assassinatos de 2012 não podem se restringir a apenas uma das esferas do Estado. No entanto, o governo segue lavando as mãos.

4 de junho de 2014

As ameaças de morte que levaram Joaquim Barbosa a adiantar a aposentadoria

barbosa1 e1388442400478 As ameaças de morte que levaram Joaquim Barbosa a adiantar a aposentadoria

Joaquim Barbosa, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou há alguns dias que se aposentará ao final de junho. Segundo ele, a causa de sua saída foi apenas “livre arbítrio”, e afirmou que sempre deixou claro que não pretendia permanecer no STF até a idade-limite de 70 anos. No entanto, de acordo com declarações do chefe de gabinete da presidência do Supremo, o diplomata Sílvio Albuquerque Silva, os motivos são outros.

— Havia ameaças de morte, com telefonemas para o gabinete e a casa dele, com frases covardes como: “Sua hora está chegando” — relatou o diplomata, na tentativa de explicar o inesperado gesto do presidente do Judiciário brasileiro.

As ameaças começaram quando Barbosa decretou a prisão dos mensaleiros José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino. As mensagens vinham de perfis anônimos cujos responsáveis são simpatizantes do PT.

Em uma delas, um sujeito que usava a foto de José Dirceu em seu perfil no Facebook escreve que o ministro “morreria de câncer ou com um tiro na cabeça” e que seus algozes seriam “seus senhores do novo engenho, seu capitão do mato”. Por fim, chama Joaquim de “traidor” e vocifera: “Tirem as patas dos nossos heróis!”. Em uma segunda mensagem, de dezembro de 2013, o recado foi ainda mais ameaçador: “Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas (…). Joaquim Barbosa deve ser morto”.

A Polícia Federal já havia concluído um inquérito sobre as ameaças, mas o Ministério Público Federal pediu a sua reabertura para aprofundar a apuração. Um dos investigados é Sérvolo de Oliveira e Silva, que foi identificado como secretário de Organização do PT do Rio Grande do Norte. O assunto foi recentemnte pauta do pronunciamento do senador Alvaro Dias. Segundo ele, o silêncio de Dilma para com o comportamento de sua militância seria conivente com os crimes que estão sendo cometidos:

Proximidade com o crime

Apesar de Sérvolo de Oliveira defender-se dizendo que suas ameaças não passavam de bravata, em se tratando de PT, há com o que se preocupar. Tanto que o partido afastou por 60 dias o deputado Luiz Moura após ter sido flagrado em uma reunião com 13 membros do PCC. Nos anos 90, Luiz foi condenado no Paraná e em Santa Catarina a cumprir 12 anos de prisão por assaltos a mão armada. Fugiu após pouco mais de um ano de encarceramento. O crime prescreveu e Moura aproveitou para pedir reabilitação criminal, declarando-se arrependido e justificando os crimes cometidos graças às drogas que consumia na época. Hoje, se diz líder dos antigos perueiros e exerce seu primeiro mandato como deputado na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Quem o apadrinhou bancando a maior fatia dos custos de sua campanha foi Jilmar Tatto, o atual secretário de transportes da gestão Haddad. Em 2006, matéria da Veja acusou o então ex-secretário de transporte da gestão Marta Suplicy de favorecer o PCC em troca de meio milhão de reais. A denúncia partiu justamente de um perueiro.

Mas os casos mais emblemáticos envolvem mortes de prefeitos do PT no interior de São Paulo. Em 2006, Gilberto Morgado, prefeito de Monte Alto, foi encontrado morto em frente a um flat na avenida Rebouças, na capital. Apesar de a morte ter se dado logo após denúncias contra a empresa que recolhia o lixo do município, a polícia concluiu que o caso se tratou de suicídio. Em 2001, num assalto, quem veio a falecer foi Toninho, então prefeito de Campinas. A família rejeita essa versão e a desconfiança de crime político só cresceu depois que quatro suspeitos foram mortos em uma operação policial em Caraguatatuba.

Todavia, o mais trágico de todos os casos está ligado à morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em 2002. Vítima de um sequestro em São Paulo, teve seu corpo encontrado já sem vida dias depois. O inquérito policial concluiu que Celso fora sequestrado por engano e morto por um menor que integrava uma quadrilha com 6 sequestradores. Mas as desconfianças de crime político são altas. Ao todo, sete pessoas que mantinham alguma ligação com a investigação foram assassinadas nos anos que se seguiram, levantando a suspeita de queima de arquivo. Agora em 2014, o o ex-Secretário Nacional de Segurança do governo Lula, Romeu Tuma Jr, denunciou em livro que chegou a ouvir de Gilberto de Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral de Dilma, confissões sobre a participação no esquema dele e de José Dirceu:

“Pô, eu sei o que é ser vítima. Eu também fui vítima da imprensa. Veja o que eu fiz, de coração. Eu fui falar com a família do Celso, dizer que o Celso não roubava, que ele não era ladrão, que ele nunca pegou dinheiro para pôr no bolso, que tudo que a gente arrecadava era pro partido.”

(Palavras de Gilberto de Carvalho segundo Tuma Jr)

Ainda segundo “Tuminha”, Gilberto Carvalho, o braço direito de Celso na Prefeitura, teria sido o que mais movimentou-se após a morte do prefeito para que prevalecesse a versão de que tudo não passara de um crime comum.

3 de junho de 2014

Prefeitura petista estaria servindo para bancar calúnias de blogueiros e revistas na web

calunia Prefeitura petista estaria servindo para bancar calúnias de blogueiros e revistas na web

Há alguns dias, descobriu-se que computadores da Prefeitura de Guarulhos, administrada pelo PT, eram usados para criar páginas com ofensas ao senador Aécio Neves em redes sociais. Por esse motivo, Nataly Galdino Diniz, que trabalhava na Secretaria de Comunicação Social da prefeitura, foi demitida após ser flagrada publicando mensagens com acusações pesadas, de cunho pessoal, contra o candidato do PSDB à presidência.

O Ministério Público de São Paulo já iniciou as investigações a fim de apurar se existe uma organização dentro da prefeitura com o propósito de caluniar Aécio. Segundo apurou a ISTOÉ, esse fato é “apenas a ponta do novelo de um esquema mais amplo”. Eduardo Guimarães, militante petista e editor do Blog da Cidadania, está entre os investigados.

O Ministério Público de São Paulo identificou o repasse de verbas de publicidade da Prefeitura de Guarulhos para sites que se dedicam a criar conteúdos altamente ofensivos contra os tucanos. Uma das publicações investigadas pelo MP é o Blog da Cidadania, editado pelo militante petista Eduardo Guimarães. No mesmo espaço em que enaltece “moradias entregues para famílias de baixa renda” em Guarulhos e exibe um banner da prefeitura da cidade, Guimarães usa palavras ofensivas para atacar a imagem de integrantes do PSDB. Seu alvo preferencial é o senador mineiro.

A Revista Fórum também é um dos alvos do MP. A publicação, que é mensal e se dedica a divulgar os acontecimentos mais recentes dos movimentos sociais no Brasil, faz publicidade institucional para a Prefeitura de Guarulhos.

Os cabeçalhos da publicação na internet, com a campanha “Olha Guarulhos avançando”, são repetidos em todas as páginas do portal. De acordo com o MP, pelo menos mais dez blogs espalhados pela internet adotariam a mesma sistemática de ataques a Aécio e ao PSDB, com o patrocínio da Prefeitura de Guarulhos. “Menções a atividades genéricas da prefeitura servem apenas para dar uma fachada de legalidade e garantir os pagamentos feitos pela municipalidade”, afirmou um dos promotores ouvidos por ISTOÉ.

As investigações foram iniciadas quando o Ministério Público identificou irregularidades nos contratos entre a Prefeitura de Rio Claro e a agência PG Comunicação, que também presta serviços à Prefeitura de Guarulhos. Esta, até 2013, pagava R$ 4,5 milhões à agência por serviços de publicidade de interesse público, mas em 2014 essa cifra quadruplicou.

Este ano, a prefeitura reservou R$ 20 milhões para ações de publicidade e já gastou R$ 10,9 milhões do total. De acordo com o MP, pelo menos 10% desse montante seria usado para financiar blogs de ataques ao candidato do PSDB ao Planalto. (…) Apenas no mês de maio, porém, o blogueiro Eduardo Guimarães recebeu pelo menos R$ 5,5 mil da Prefeitura de Guarulhos, segundo nota fiscal à qual ISTOÉ teve acesso.

Ambos, Eduardo Guimarães e Revista Fórum, negaram qualquer envolvimento com o suposto esquema, assim como qualquer tentativa de contato da IstoÉ com eles. Fato é que a isenção do “jornalismo independente” foi colocada em xeque pelo próprio partido que defendem. Em março, o PT organizou evento para orientar como sua militância deveria agir na web. A ordem era não deixar qualquer crítico do governo em paz. Desde então, fica cada vez mais difícil acreditar na independência de qualquer um que seja custeado por banner de prefeituras petistas. Independência que há muito tempo já vem se mostrando frágil.

2 de junho de 2014

Fotos dos estádios inacabados da Copa 10 dias antes dos jogos

arena corinthians pitacodogringo 422x338 Fotos dos estádios inacabados da Copa 10 dias antes dos jogos

Dica da nossa leitora Natália Alvim: a revista nova-iorquina Business Insider fez uma seleção de fotos de como estão os estádios inacabados brasileiros faltando apenas 10 dias para o início dos jogos. Não falamos de 10 meses, o que seria uma perspectiva já bastante assustadora – nem de dois meses. Nem de um mês. São 10 dias antes de o mundo inteiro virar os olhos para o Brasil.

O espetáculo é aterrador. Já não bastasse o vexame de, no álbum da Copa, o estádio do Corinthians estar em obras, até agora inconclusas.

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Esta é a imagem do estádio do Corinthians, o Itaquerão, no álbum da Copa – em obras.

Na partida de empate do Corinthians com o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro nesse domingo (1), 11 dias antes da Copa, apenas 37 mil dos mais de 65 mil assentos foram usados. A menos de duas semanas da abertura da Copa, que será no recém-inaugurado Itaquerão, as arquibancadas superiores ainda não estão prontas.

corinthians stadium stands 490x338 Fotos dos estádios inacabados da Copa 10 dias antes dos jogos

O estádio, onde morreram três trabalhadores que não foram homenageados em nenhum dos jogos até o momento, acabou fazendo com que a fanática torcida do Corinthians, usualmente vestindo preto, deixasse vácuos vistos à distância pelas arquibancadas que ainda não podem ser utilizadas.

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Do lado de fora do itaquerão, fora as montanhas de entulho e avenidas estreitas enfrentando ocasionais caminhões e tratores em meio a barrancos e montes de terra invadindo o asfalto, as tendas da mídia e os ventiladores ainda estão sendo preparados.

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O estádio, ao contrário do esperado, não terá cobertura, deixando os turistas e raros brasileiros que conseguiram ingressos caríssimos debaixo d’água. Foi como a platéia corintiana assistiu a estréia do time no estádio – ensopada.

Por fora do estádio, andaimes ainda podem ser vistos por todo lado, segurando as estruturas. Não muito longe, muita terra e entulho.

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A situação não parece muito diferente do que quando faltavam 50 dias para o começo da Copa do Mundo, a Copa mais desanimada da história, justamente no país do futebol. Abaixo, o Estádio Nacional de Brasília, o Mané Garrincha, com capacidade para 72,8 mil pessoas, quando a média de presença em estádios de futebol na cidade muito raramente supera 5 mil pessoas.

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Já o belo estádio Castelão, em Fortaleza, há quarenta dias possuía obras em todo o seu redor – tão incompletas que algumas ruas simplesmente “desaparecem” de repente em montanhas de areia e entulho.

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A revista virtual ainda pega leve com o Brasil. Lembrando que o estádio de Natal é o menor dos estádios (capacidade para 42 mil), diz que mesmo assim ele custou R$ 400 milhões para ser construído. Bondade sua. Esse era apenas o plano inicial. O preço do estádio superou R$ 1,3 bilhão. O mais caro de todos. Não conheço times do Rio Grande do Norte que possam lotá-lo depois.

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O mais desajeitado dos estádios é definitivamente a Arena Amazônia, em Manaus. Um estádio que definitivamente não terá como ter utilidade na longínqua Manaus, sem tradição alguma com futebol para se gastar tanto dinheiro em estádios – curiosamente feitos pelas empreiteiras que costumam pagar as campanhas petistas, já que lucram horrores com dinheiro do povo nas gestões faraônicas do PT.

O estádio será a Transamazônica do PT – fora o vício em projetos estatais falidos, centralizados e inúteis, mais uma semelhança entre o PT e a ditadura militar. O estádio fica no meio da floresta, em um estado sem nenhum time representativo, e tem capacidade para inacreditáveis 45 mil pessoas. Também deixou operários mortos em sua construção.

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Em Salvador, o teto teve de ser reconstruído após desabar no último ano.

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Já em Recife, há menos de um ano, a inauguração do estádio foi marcada com uma chuva deixou o metrô em um estado que só pode ser descrito pelo bordão “imagina na Copa”.

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Mas a grande preocupação mesmo são os estádios que ainda não ficaram prontos, e podem ruir com mais facilidade do que os estádios prontos. Essa era a Arena Corinthians, o Itaquerão, faltando 50 dias para a Copa do Mundo:

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E o que dizer do estádio mais atrasado, a Arena da Baixada, em Curitiba? Esta era sua bela cara em fevereiro:

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Agora quase completo, precisava concluir o processo de instalar 27 mil assentos faltantes.

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A Arena Cuiabá, em Pantanal, ainda não tinha assentos no patamar superior, o que fez com que sua estréia fosse adiada.

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O estádio de Porto Alegre também tinha problemas com instalações para a imprensa e patrocinadores.

Quem pagará essa conta? Você, caro leitor. E também sua empregada. E o mendigo da esquina. Cada vez que pagar por uma pinga, ele pagará 80% pra mais de imposto. Isso tudo é para bancar as construtoras ziliardárias que têm contrato com o governo (aquele trabalho que tinha José Dirceu, como “facilitador” em hotéis) e tomarão dos pobres para dar aos ricos.

E também quando a inflação fizer o tomate da família da dona Zuleide da faxina, não tenha dúvidas: o governo imprime mais dinheiro para ter mais em caixa sem ter produzido, e cada brasileiro, até o mais famélico, paga mais caro em tudo com dinheiro que não representa riqueza para que o governo passe dinheiro dos pobres para os “empresários” ricaços que, ao invés de competir no mercado livremente, mamam nas tetas estatais com o seu dinheiro. Inflação existe por isso.

Mas se está ruim agora, imagine na Copa.

Lula, na Copa da África do Sul em 2010, prometeu que se o Brasil não estivesse pronto para a Copa, voltaria para a África a nado. Estamos aguardando em todas as praias. Dilma, nas Olimpíadas de Londres em 2012, garantiu, de maneira meio mal educada, que faria melhor, levando uma escola de samba pro Rio quando a cidade sediar as Olimpíadas de 2016. Dilma garantiu que não temos padrão FIFA, mas sim padrão Brasil. Estamos vendo.

O PT sobreviveu muito bem, obrigado, a mensalão, mensalão, Celso Daniel, caseiro Francenildo, 54 mil homicídios por ano (mais do que 12 maiores conflitos do mundo em 4 anos, e isso deixando de registrar 8,6 mil mortes), “pagamento” da dívida externa com multiplicação por 12 da dívida interna, fazer uma petrolífera dar prejuízo, Toninho do PT, tentativade Larry Rohter, Rosemary Noronha, enriquecimento de Lulinha, Gleisi com pedófilo, Dilma com Erenice Guerra, Marta relaxa-e-goza antes de acidente aéreo com duas centenas de mortos, os muy amigos Sarney-Collor-Maluf no governo, André Vargas, trem-bala, ligações do PT com FARC e PCC, a gestão desastrosa de Haddad, a pajelança de “perdão da dívida” de ditadura africana cujo “presidente” se declara deus e dá iPhones de ouro aos convidados do casamento, chamar Kadafi de “meu amigo, meu irmão, meu líder”, amizade com o tirano homofóbico Ahmadinejad, a misteriosa morte de Yves Hublet, tentativa de legalizar o furto, tentativa de censurar a mídia, marco civil da internet, escândalo dos aloprados etc etc etc etc etc etc etc 

Talvez agora, com gigantes mortos que não se pode esconder debaixo do tapete, o brasileiro finalmente perceba o que significa esse partido “do social, dos pobres e dos trabalhadores” no poder.

1 de junho de 2014

E se em 2002 tivessem dito que Lula faria o brasileiro não gostar de Copa do Mundo?

engenhonovo copa 445x338 E se em 2002 tivessem dito que Lula faria o brasileiro não gostar de Copa do Mundo?

Voltemos ao ano de 2002. Lula, o três vezes não foi dessa vez, finalmente aparece na frente das pesquisas. Os mercados se assustam, visto que há apenas uma década o mesmíssimo Lula pregava um tal “socialismo democrático” em seus debates.

Com Paulo Francis e José Guilherme Merquior tendo passado dessa para uma melhor, resta a Diogo Mainardi, “praticamente” sozinho (id est, sozinho) criticar a euforia com Lula – que ao contrário do que dizem, toma conta da Rede Globo, da Folha de S. Paulo, da tal “classe média” (àquela época ainda chamada “burguesia”). Reinaldo Azevedo ainda escrevia para a então melhor revista do país, mas comercialmente fracote, Primeira Leitura.

De repente, algum analista anti-PT faz um prognóstico: “Lula, um dia, ainda trará Copa das Confederações, Olimpíada e Copa do Mundo para o Brasil, e o país do futebol não vai ligar para a Copa do Mundo em seu solo, de tão insatisfeito com a corrupção e a má gestão”.

Encerrem abruptamente a trilha sonora, rebobinem a fita, tela preta. Nem Mainardi, nem Azevedo, nem Olavo de Carvalho nem nenhum pessimista catastrofista reginaduartista ousaria dizer uma coisa dessas. São todos contra o PT, mas sem exagero. Futebol é a religião oficial do Brasil, defendida por verdadeiros ayatollahs que literalmente matam e morrem em nome de sua crença. Podem falar mal do PT, mas não falem uma besteira dessas – seria um pessimismo tão extremista e radicalóide que nem os mais empedernidos anti-petistas levariam a sério. That’s way too much. Sacaneiem o Lula, mas não digam que o PT seria capaz de fazer o Brasil deixar de ignorar a política e as eleições por 1 mês e só discutir essas coisas depois da Copa. Até parece que estaria tão indignado com a corrupção e a malversação pública assim.

Regina Duarte, Mainardi, Tio Rei, Olavo ou quem quer que seja, marcado por seus discursos anti-PT, foram “ridicularizados” (tentou-se, ao menos, embora eles no fim sempre se mostrassem certos) sem falarem uma coisa dessas. Nem o mais pessimista e implicante dos comentaristas políticos foi tão longe. O futebol seria maior do que Lula.

Agora voltemos a 2014 e olhemos pela janela.

Faz sete anos que o lobby de Lula deu certo e o Brasil foi “escolhido” para sediar a Copa de 2014. Um ano antes, graças às jornadas de junho que coincidiram (na verdade, foram forçadas a coincidir) com a Copa das Confederações, ouviu-se as primeiras reclamações fora da imprensa especializada e dos comentaristas ligados à tendência do ceticismo político (o dogma de não confiar em políticos, em propaganda política, em grandes planos centralizadores e impostos para serem bem geridos para o “social” por… políticos).

Entretanto, nem os mais alarmistas pensariam que o país do futebol iria deixar de deixar tudo de lado por causa de futebol logo com a Copa do Mundo no quintal. Que não iria se animar com o jogo da seleção – logo o país que é acusado de ser patriota apenas em Copa do Mundo, e não nas urnas.

Mas é isso o que vemos nas ruas. O PT conseguiu tornar o grande prazer do brasileiro em motivo de vergonha. Em algo a se lamentar. Nem mesmo os piores políticos não-petistas do país – Maluf, Collor, Sarney – todos no colo do petismo, por perceberem as vantagens de um partido que apenas quer enriquecer – teriam conseguido tal façanha.

O exímio escritor David Foster Wallace, em seu discurso de paraninfo “Isto é água”, transformado em ensaio, narra a história de dois peixinhos que nadam pelo oceano, quando um peixão cruza seu caminho e lhes diz: ”E aí, rapazes, como vai a água?” Quando o  peixão vai embora, um peixinho diz ao outro: “Água? O que diabos é isso?”

Estamos já há alguns meses desencantados em massa com a Copa. Todavia, perceber o que está diante de nossos narizes o tempo todo – o que significa essa insatisfação – muitas vezes permanece tão misteriosamente oculto quanto a água dos peixes no oceano.

copa áfrica dosul 300x187 E se em 2002 tivessem dito que Lula faria o brasileiro não gostar de Copa do Mundo?Bairros da periferia costumavam pintar as ruas com bandeiras nacionais, slogans e bolas na rede. Crianças pediam dinheiro para a tinta de porta em porta, mesmo quando a Copa era no Japão e na Coréia: o país inteiro acordava de madrugada para ver um espetáculo.

As casas todas vibravam com verde e amarelo. Nas escolas, até aulas de Matemática envolviam futebol. Aprendia-se História citando-se os países da Copa. Mandela foi a grande figura estudada na Copa de 2010, como aprendia-se Revolução Francesa citando-se os monumentos que passavam na TV na Copa de 1998.

Havia um único assunto nas ruas: a escalação da seleção. Todos pareciam conhecer em detalhes íntimos craque por craque do time. Os técnicos eram mais xingados do que os juízes por suas escalações impopulares. Romário quase ficou fora da Copa de 94 e o líder do campeonato mundial são-paulino Raí, de capitão foi pro banco depois da primeira fase. O técnico Parreira era mais xingado do que político corrupto. Nem ter levado o título sob uma chuva de críticas, todavia, o fez ser perdoado na Copa de 2006.

Agora andamos pelas ruas, depois de muita gente comemorar uma Copa no Brasil, e não vemos uma única criança com camiseta da seleção. Nenhuma casa pintada. Nas lojas, algumas timidíssimas fitinhas verdes e amarelas, as atendentes com camisas amarelas sem muita referência à seleção. Parece que apenas o setor de turismo lucrou com a Copa – nem o de brinquedos, nem o de roupas, nem nada.

Não se viu até o momento uma única conversa de bar discutindo quem é o melhor atacante para a Copa. Se o goleiro corre o risco de cometer novamente um frango histórico ou não. Se veremos um jogo bonito. Se há risco de a final ser contra a Argentina num Maracanã lotado. Se a Alemanha ou a Espanha estão mais preparadas para serem o principal adversário.

Corremos um risco bizarro de ver o primeiro gol do Brasil e não ouvirmos fogos.

Andamos tão insatisfeitos com a Copa que não percebemos o que é essa “água” ao redor de nós. O que significa, de fato, o país do futebol estar mais insatisfeito com a gestão petista do que feliz com uma Copa do Mundo? Não falamos de um país com grandes preocupações intelectuais e morais, mas de um país que nunca viu problema em garantir que só pensa em eleição depois da Copa.

Rua Santa Izabel Manaus1 300x225 E se em 2002 tivessem dito que Lula faria o brasileiro não gostar de Copa do Mundo?Imagine-se algum republicano na América dizendo que Barack Obama é tão ruim que ninguém vai ligar para o Superbowl (e olha que o Superbowl é nacional, já que os americanos parecem não gostar de nenhum esporte em que tenham concorrência internacional). Seria ridicularizado, como por anos se fez piada com Sarah Palin por dizer que via Putin invadindo a Ucrânia dali a alguns anos (quem está rindo agora?). Todo o globo o consideraria um redneck fanático e cego, não alguém capaz de lidar com o país.

E imagine se os americanos achassem mesmo que o governo está tão ruim que nem com uma das melhores escalações, com rios de dinheiro, com finalmente um estádio caríssimo dado quase de presente a um dos clubes mais populares do país e tudo o mais e ainda a América se desinteressasse pelo Superbowl?

E não falamos apenas de jovens de faculdades de Humanas cada vez mais transformadas em ativismo e pregação política, mas um sentimento geral, que vai até a aposentados cansados buscando apenas uma diversão coletiva (a única de linguagem transmissível pelo país inteiro).

Ao invés de falar de alienação e fingir uma oposição entre o futebol “não-crítico” e a mentalidade politizada (ou seja, que acredita em propaganda partidária em faculdades), pense em qual a grande felicidade para um povo sofrido, que quer se sentir o melhor do mundo pelo menos em sua torcida.

E por que não se maravilhar com o espetáculo? Nem todos os artistas podem se sentir culpados da falta de crítica de seu público. São os melhores atletas do planeta em seu campo, competindo entre si numa escalada de tensão que raras pessoas conseguem aguentar. Podem ganhar rios de dinheiro, mas fazem o seu trabalho bem para isso (é o público que paga pelo seu salário, e não políticos tomando dinheiro do povo sem pedir licença, com poucas exceções). É algo tão tecnicamente surpreendente que não deveria passar incólume. Mas corre o risco de ser ignorado, por culpa do PT.

Não fosse o PT e seus planos faraônicos, seu vezo em “defender estatais” apenas para usá-las como cabidão de empregos não-produtivos para a companheirada e método para encher os bolsos com o dinheiro do povo “legalmente”, sem precisar explicar que foi Caixa 2 ou que todo mundo faz isso (e ainda dizer que estão defendendo “a empresa do povo, de que o país inteiro se orgulha”), será que sem isso haveria desencanto com a Copa?

E lembremos que o plano original era ter uma Copa em dezessete estádios pelo país (um país quase do tamanho da América, o quinto maior país do mundo). Que Lula garantiu em 2010 que, se o Brasil não estivesse pronto para a Copa, voltaria a nado para a África.

rua decorada 300x218 E se em 2002 tivessem dito que Lula faria o brasileiro não gostar de Copa do Mundo?Você já foi para Manaus? (caso seja da região Norte, responda se já foi a Porto Alegre.) É uma viagem quase intercontinental, uma distância que poucos europeus enfrentam. Mas foi lá o PT e, da mesma forma que as empresas estatais criadas na ditadura (com projetos ridículos como a Transamazônica), gastou dinheiro do povo para colocar um estádio em Manaus. Mesmo em Brasília, o estádio Mané Garrincha tem capacidade para 72 mil pessoas. A média de platéia de um jogo na capital federal costuma ser de 5 mil.

Essa Copa foi feita pensando que o brasileiro viaja assim, atravessando o país, toda hora que dá na telha. Como se cidades como Cuiabá e Natal fossem grandes megalópoles preparadíssimas para receber turistas coreanos e bósnios. Os políticos se esqueceram de que o povo não ganha tanto quanto eles (justamente porque eles ganham do povo).

Quando Dilma diz que os estrangeiros não levarão embora o legado da Copa, infelizmente está certa. Gostaríamos que pagassem e levassem tudo, pedra sobre pedra. Que o dinheiro que deveria estar no bolso do povo voltasse para o bolso do povo. Mas ela está feliz, enriquecendo empreiteiras com contratos com o governo que financiam sua reeleição, enquanto o povo paga por cada grão de areia nos estádios e ficará com eles empulhando a paisagem, e sem poderem ser utilizados.

Obrigado, Dilma: o legado da Copa é menos dinheiro no bolso da dona Josicreide da faxina, mais no bolso dos empreiteiros que te financiam. Isso nenhum estrangeiro conseguirá reverter.

O desastre com a Copa está sendo matéria mundial. O excelente portal American Thinker comentou o caso:

Eles ainda estão tentando terminar as obras para a Copa em Curitiba, Cuiabá e Porto Alegre. Eu por acaso já mencionei que os jogos começam em três semanas?

Que tal agora organizarmos eventos físicos (não apenas flash mobs falsos no Facebook) em cada capital litorânea durante a Copa, ali na praia, para toda a imprensa ver, esperando para ver por qual cidade Lula voltará a nado? Será o melhor lugar para assistir a Copa e ser “politizado” ao mesmo tempo. Aguardamos você, Lula! Pode ser o único a vestir verde e amarelo – quem sabe se sinta um pouco como seu novo amigo, Fernando Collor.

ronaldo copa 579x338 E se em 2002 tivessem dito que Lula faria o brasileiro não gostar de Copa do Mundo?

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