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25 de março de 2014

Plano Real: a diferença entre o que pregava o PT e o que de fato aconteceu

O atual governo do PT não tem se mostrado muito preciso em suas previsões, mas isso não é algo novo para o partido. Há 20 anos, à época do lançamento do Plano Real, que tinha como principal objetivo o controle da inflação, vários petistas deram opiniões negativas a respeito dele. O site InfoMoney reuniu várias dessas declarações, que expõem os erros dos então oposicionistas.

Guido Mantega, atual Ministro da Fazenda, declarou à Folha de S.Paulo, em 16 de agosto de 1994, que “é fácil perceber por que essa estratégia neoliberal de controle da inflação, além de ser burra e ineficiente, é socialmente perversa”. Aloizio Mercadante, Ministro-Chefe da Casa Civil, era outro que desacreditava o plano, dizendo que ele “não vai superar a crise do país”. Hoje, sabemos que o Plano Real controlou, sim, a inflação, estabilizando-a em níveis baixíssimos em relação aos anos de hiperinflação, quando o acúmulo anual chegava a quase 5.000%.

graficoinflacao Plano Real: a diferença entre o que pregava o PT e o que de fato aconteceu

O ex-presidente Lula também não concordava com o plano de estabilização, e afirmou a O Estado de S. Paulo que ele não tinha “nenhuma novidade em relação aos anteriores” e que “suas medidas refletem as orientações do FMI. O fato é que os trabalhadores terão perdas salariais de no mínimo 30%”, o que, segundo ele, acabaria provocando uma greve geral. Mas os fatos, na verdade, mostram que o rendimento do trabalho vem batendo recordes de valorização.

Com a nova moeda, o piso nacional passou a ser reajustado acima da inflação. Isso permitiu que houvesse aumento real, refletindo diretamente no bolso dos trabalhadores. No Rio, por exemplo, a cesta básica no fim de julho de 1994, quando plano foi implantado, custava R$66,22, contra um mínimo a R$ 64,79. (…) Hoje, ela custa R$303,86 e o salário mínimo está em R$ 724, o maior valor real dede 1983.

Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, disse que o Plano Real só duraria “até as eleições de 1994″, errando a conta por 20 anos; enquanto Vicentinho, líder do PT na Câmara dos Deputados, afirmou que ele só traria “arrocho salarial e desemprego”.

Outros nomes associados ao partido, como Paul Singer, um de seus fundadores, e Gilberto Carvalho, Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência, afirmavam que o novo plano econômico era um “golpe viciado que as elites aplicam” e que as disputas distributivas “transmitirão pressões inflacionárias da moeda velha à nova”.

Nos últimos 20 anos, no entanto, o Plano Real desmentiu cada uma dessas declarações, mas o senador Aécio Neves, em coluna da Folha de S. Paulo, lembrou que os seus detratores nunca se retrataram.

Nem o unânime reconhecimento que o Plano Real conquistou nesses anos foi suficientes para uma autocrítica daqueles que, apesar de terem se beneficiado dele, o combateram com ferocidade, pautados, como sempre, pelos seus interesses eleitorais.

Todos sabemos que nenhum dos avanços obtidos nos últimos 20 anos teria sido possível se a inflação não tivesse sido derrotada. Esta é a verdadeira herança deixada pelo PSDB para os brasileiros, já incorporada ao patrimônio do país.

Sempre que confrontado o certo e o conveniente, a política optará pelo conveniente. Não é de hoje que o PT faz política no sentido mais pejorativo do termo. Tornou-se comum reclamar da oposição supostamente fraca que o Partido dos Trabalhadores recebe no poder. Se por um lado esta de fato silenciou quando todos os brasileiros queriam ouvir gritos na câmara, por outro, evitou dar rasteiras gratuitas em projetos governamentais necessários ao país. Que o PT, no dia que voltar a ser oposição, aprenda a lição.

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22 de março de 2014

2048: o jogo do momento na VERSÃO PETISTA

2048 PT 2048: o jogo do momento na VERSÃO PETISTA

só gente boa

Se não quer ler texto algum, mas apenas jogar, só clicar aqui

A essa altura, creio que todos já devem ter jogado (ou ao menos visto) o “2048″. O objetivo é mover as casas para os lados (direita, esquerda, cima, baixo) agregando os números para formar seus múltiplos. Pois agora ficou MUITO MAIS DIVERTIDO. Você junta figuras do PT e forma outras ainda mais gloriosas!

Haddad com Haddad forma Padilha que, com outro Padilhinha, forma Pimentel – e esse, somando-se, dá uma Marta que gera Suplicy que desemboca em Lulinha, Delúbio, Genoíno… Enfim, DESCUBRA VOCÊ MESMO. E tente formar um Lula, lá.

Jogue por aqui. Boa sorte a todos.

Para divulgar o jogo aos amiguinhos, é só usar o seguinte endereço: http://bit.ly/jogodoPT

ps – espalhe para todos, mesmo, pois os jornais só divulgam quando o jogo é feito por petistas e contra seus adversários – quando a piada é com eles, nenhum suplemento de internet fala nada. então vamoquevamo a gente mesmo :D

20 de março de 2014

Folha do PT/SP, versão 2014

folha maluf Folha do PT/SP, versão 2014

Chamar a imprensa de “golpista” foi/é um truque e tanto da militância do PT. Basta verificar qualquer grande jornal: nada de golpe, e uma fiscalização até branda. Ainda assim, eles cravam “GOLPISTAS” e a imprensa pega ainda mais leve.

A Folha de São Paulo, por exemplo, já deixou de fazer jornalismo mais criterioso quando se trata de pré-candidatura de alguém do PT paulista. Foi assim em 2012 e, por enquanto, é o que se desenha nas eleições deste ano.

A coisa já começa com o fato de servir de RP para uma pré-candidatura (algo que, até mesmo por questões da lei eleitoral, não existe oficialmente). Não há qualquer análise mais crítica, apenas repetição do que dizem; divulgação pura e simples. Com direito a foto promocional.

Não há mágica, portanto, na ação de publicitários em transformar pré-candidatos em figuras conhecidas (sempre positivamente). Parte da imprensa aceita o papel de divulgadora pura e simples. Não está claro os termos desse aceite, mas a docilidade é expressa, indesculpável, e de certa forma uma lástima para a verdadeira imprensa.

foto folha analitica Folha do PT/SP, versão 2014

Exemplo de “jornalismo combativo”: foto de empresa contratada pelo PT, para divulgação da candidatura de Padilha, publicada na edição impressa de 15/03/2014 da Folha de São Paulo.

O uso da foto de campanha é ainda mais patético e inaceitável quando se nota que a própria Folha tem um verdadeiro “álbum de Orkut” das melhores imagens do candidato do PT. Vejam que graça. Lembra aqueles álbuns tipo “MOMENTOS” dos casais das redes sociais. É o super jornalismo da folha quando se trata de candidato do PT/SP.

E obviamente não para por aí. Além do álbum “MOMENTOS”, a mulher de Padilha ganhou uma reportagem nível “Caras”, com elogios e docilidade, de uma maneira que poucas empresas de RP conseguiriam. A “reportagem” chega ao seguinte ponto: “Caso desapareça do seu campo de visão por alguns minutos, porém, é comum ouvir do petista: “Onde está a Thássia?”

Convenhamos, nem mesmo a “Caras” chegaria a isso. Obviamente, nenhum outro candidato ou pré-candidato recebeu esse tratamento da Folha. E, caso receba, será vergonhoso do mesmo jeito. Jornalismo é jornalismo, RP é RP. Desnecessário dizer qual dos dois a FSP pratica quando se trata de Padilha.

O papel de caixa de ressonância qualificada faz com que o jornal publique, sem qualquer observação analítica, frases do petista como “não foi realizada nenhuma obra de grande porte para aumentar a produção de água” – tratando a falácia como se fosse verdade, agindo como mera propagadora.

E isso, claro, é mentira. Por óbvio, foram construídas obras de grande porte, servindo de exemplo a PPP Alto Tietê, anunciada em 2008 e concluída em 2011, que adicionou 5.000 litros por segundo de água tratada ao sistema de abastecimento metropolitano. A empresa também aumentou a produção de água nos sistemas Guarapiranga, Rio Grande, Alto Cotia, Baixo Cotia e Embu-Guaçu, com mais 10.600 L/s. Ou seja, entre 2004 e 2013, foram incluídos 15.600 litros de água por segundo – suficiente para abastecer 4,7 milhões de pessoas.

Mas, se Padilha falou, a Folha publica – e os outros que se virem para emplacar a verdade dos fatos. A versão petista é manchete, a realidade sem mentiras, no máximo, vai parar num “erramos” – que, nesse caso, poderia ser “não fizemos jornalismo”.

E a essa altura, convenhamos, nem se pode culpar a jornalista encarregada pela Folha de divulgar a campanha petista. Em primeiro lugar, porque parece claramente uma ordem de cima, mas, além disso, sabemos o que acontece com jornalistas da Folha que de fato fazem o papel correto (em tempo: não, nenhuma web-feminista pró-PT reclamou dessa surra).

Enfim, seria interessante que a Folha fizesse jornalismo de verdade e não mero papel de relações públicas da candidatura petista em São Paulo. Sério, tá pegando mal, todo mundo já percebeu.

Vamos lá.

20 de março de 2014

PF prende ex-diretor da Petrobras envolvido na compra da refinaria de Pasadena

lula dilma petrobras PF prende ex diretor da Petrobras envolvido na compra da refinaria de Pasadena

A Polícial Federal prendeu nesta quinta-feira (20) Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras. Segundo as autoridades, ele foi detido por tentar destruir provas e documentos que comprovavam seu envolvimento em um suposto esquema de lavagem de dinheiro.

No final da manhã desta quinta, Costa foi detido por investigadores da operação Lava a Jato da PF, que apura esquema de doleiros que movimentou, de forma suspeita, R$ 10 bilhões. Ele é suspeito de ter ganho um carro de um dos doleiros. A PF identificou que parentes dele estariam destruindo documentos na empresa que ele abriu depois que deixou a Petrobras.

O esquema no qual Costa estaria envolvido está ligado a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, de contrabandistas de diamante extraídos na reserva indígena de Cinta-Larga e de obras de engenharia de grandes empreiteiras. Mas ele também é investigado por irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006.

A compra da refinaria é investigada pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público do Rio e pela Polícia Federal. A principal polêmica é o preço do negócio: o valor que a Petrobras pagou em 2006 à Astra Oil para a compra de 50% da refinaria é oito vezes maior do que a empresa belga havia pago, no ano anterior, pela unidade inteira.

A aquisição da empresa hoje é considerada um mau negócio, e, ao ter seu voto favorável à compra questionado, a presidente Dilma Rousseff alegou que havia recebido “informações incompletas” de um parecer “técnica e juridicamente falho”. Líder do Conselho de Administração da Petrobras à época, ela afirmou que o material que embasou sua decisão não trazia algumas cláusulas.

Trata-se da cláusula Put Option, que manda uma das partes da sociedade a comprar a outra em caso de desacordo entre os sócios. A Petrobrás se desentendeu sobre investimentos com a belga Astra Oil, sua sócia. Por isso, acabou ficando com toda a refinaria.

Dilma disse ainda, por meio da nota, que também não teve acesso à cláusula Marlim, que garantia à sócia da Petrobrás um lucro de 6,9% ao ano mesmo que as condições de mercado fossem adversas. Essas cláusulas “seguramente não seriam aprovadas pelo conselho” se fossem conhecidas, informou a nota da Presidência.

Oposição cobra explicações da presidente Dilma

As explicações da presidente, no entanto, são consideradas “pouco convincentes” pelo senador Aécio Neves, provável candidato do PSDB à presidência.

“As explicações são pouco convincentes e é preciso que essa questão seja investigada a fundo”, disse o tucano, que classificou o caso de “extremamente grave”. (…) Para Aécio, a revelação mostra a “irresponsabilidade” das decisões da Petrobrás, que, segundo ele, perdeu mais da metade do seu valor patrimonial nos últimos anos. Ele disse que a questão é “ainda mais grave” por envolver Dilma.

O senador pronunciou-se na tarde desta quarta-feira e fez fortes críticas ao trabalho de Dilma Rousseff:

Em um discurso duro, o tucano afirmou que a presidente Dilma faz uma “gestão temerária” da estatal e que a transação se tratou de uma “negociata” além de ser a mais “ruinosa e mais lesiva operação feita pela empresa”. Ele ainda afirmou que durante os últimos anos, a empresa, juntamente com a Eletrobrás, perdeu mais de U$ 100 bilhões. Ainda segundo o senador, Dilma e os outros integrantes do conselho administrativo devem dar explicações sobre o negócio. “A resposta dada pela presidente não é suficiente, não permite que os brasileiros conheçam as motivações dessa negociata”, criticou.

(grifos nossos)

Na câmara dos deputados, a pressão por uma CPI para investigar a Petrobras segue forte. E ela conta também com apoio de parte da base governista, composta por deputados insatisfeitos com a falta de diálogo com o comando petista.

19 de março de 2014

Em protesto contra decisão de Haddad, taxistas devem entrar em greve às vésperas da Copa

HADDAD FORA Em protesto contra decisão de Haddad, taxistas devem entrar em greve às vésperas da Copa

Ameaçando o bom andamento de grandes eventos, movimentos sindicais brasileiros sabem que conseguem chamar mais atenção para as suas causas. Foi o que aconteceu quando os garis do Rio de Janeiro resolveram interromper suas atividades em pleno carnaval, deixando as ruas cobertas de lixo e os banheiros químicos sem manutenção, alcançando, assim, um aumento de 37% em seus salários.

Com a proximidade da Copa do Mundo, um acontecimento de proporções mundiais, outras manifestações estão a caminho. Os taxistas de São Paulo, que já fizeram protestos em dezembro do ano passado, agora estudam entrar em greve às vésperas da competição. O motivo é a proibição da circulação de táxis nas faixas exclusivas dos ônibus.

A partir desta segunda-feira (17) os táxis não podem mais circular pelos corredores de ônibus de segunda a sexta-feira em horário de pico –das 6h às 9h e das 16h às 20h– na cidade de São Paulo. A decisão foi tomada pela prefeitura seguindo uma recomendação feita pelo MP (Ministério Público) sobre a questão.

Em resposta, o porta-voz de uma das cooperativas de taxistas da cidade, José Jovino, disse que eles precisam mandar um recado para o prefeito.

“Vamos paralisar a cidade e o prefeito terá que entender que sem um sistema de ônibus e metrô bons, os turistas e os próprios paulistanos têm o táxi como um de seus principais meios de transporte para a Copa”, declarou Jovino à Agência Efe.

Segundo a prefeitura, a fim de compensar a proibição, os táxis agora poderão circular em outras vias que antes eram restritas ao transporte público em massa, mas Jovino afirma que o caos no trânsito tende a piorar.

Itaquerão será entregue incompleto

Além dos problemas com transporte, a imagem de São Paulo deve ficar ainda mais manchada por causa do Itaquerão, onde ocorrerá a abertura da Copa. O estádio será entregue incompleto, sem atender a todas as exigências da Fifa.

A Folha apurou que a Fifa já foi avisada que a cobertura do estádio não estará finalizada; camarotes e áreas comerciais não terão acabamento pronto; e os telões não estarão instalados – a empresa responsável por isso nem sequer foi contratada.

As áreas VIPs, por exemplo, onde circularão os chefes de Estado, não terão os carpetes nem as luminárias exigidos pela entidade; em vez disso, o chão será de cimento. Os setores comerciais, se muito, deverão contar com refletores provisórios onde ficarão estandes de parceiros da Fifa.

Os espaços internos para lanchonetes também preocupam a entidade. O Corinthians prevê a entrega das salas com o piso no cimento, sem forro no teto e com tijolos aparentes nas paredes.

Por um bom tempo, São Paulo esteve com sua permanência como sede da Copa ameaçada graças à má vontade política do governo federal, que não dialogava com a prefeitura e o governo do estado, até então ambos ocupados por partidos de oposição. Agora ao menos o comando municipal está também na mão do PT. O que deveria representar facilidades, findou esbarrando na mesma falta de diálogo, desta vez com uma categoria tão forte na capital como é a dos taxistas. Somada à incapacidade de entregar obras no prazo, representada pelos problemas na construção do Itaquerão, resta a dúvida sobre se não teria sido melhor São Paulo ter tido o mesmo destino de Florianópolis, que assistirá a copa apenas pela TV.

18 de março de 2014

Haddad muda a estratégia e já volta a usar força policial na Cracolândia

haddad cracolandia Haddad muda a estratégia e já volta a usar força policial na Cracolândia

veja bem

Em janeiro deste ano, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou o lançamento de um programa para tirar os dependentes de crack da Cracolândia, alegando que seu governo encarava a questão como um problema de saúde que não poderia ser resolvido por meio da violência. Denominado Operação Braços Abertos, o programa previa dar casa, comida e emprego aos usuários da droga.

Agora, no entanto, Haddad parece ter mudado de estratégia. Segundo matéria da Folha, a prefeitura decidiu endurecer a ação da Guarda Civil Metropilitana na região da cracolândia, afirmando que já era uma medida prevista.

“A segurança é um dos tripés do programa. Se você abrir mão do combate ao tráfico, há comprometimento do programa”, disse Roberto Porto, secretário de Segurança Urbana de Haddad.

Embora, em janeiro, o prefeito tenha chamado de “lamentável” uma ação policial que findou em confronto com os viciados, agora ele ordenou que a Guarda seja mais ostensiva na região.

“Faremos uma mudança de postura, estaremos mais presentes, ocupando mais as ruas e vias”, disse Porto, ressalvando que a utilização “de bombas de gás está terminantemente proibida”.

Cerca de 40% dos usuários cadastrados – 158 dos 400 iniciais -  já abandonaram a Operação Braços Abertos. No dia seguinte à matéria da Folha, o jornal publicou nota da prefeitura informando que “329 dependentes de drogas da região iniciaram tratamento de desintoxicação, dado omitido da reportagem e necessário para a compreensão da informação relativa à desistência de 132 pessoas (34%) do cadastro inicial de 386″. De certa forma, isso evidencia algo que o Programa Recomeço, lançado por Geraldo Alckmin, prega como essencial: sem tratar o vício, os dependentes não conseguirão uma nova oportunidade de vida.

Criado há um ano, o Recomeço recentemente reforçou a recuperação dos dependentes com ofertas de trabalho. O programa, além de capacitação profissional, prevê vagas de emprego a quem aderir ao tratamento. Segundo Alckmin, desde seu lançamento, já foram mais de 3 mil pacientes internados e 10.246 acolhimentos.

15 de março de 2014

Governistas ressuscitam notícia de setembro de 2013 para atingir oposição

vital rego Governistas ressuscitam notícia de setembro de 2013 para atingir oposição

Vital Rêgo (PMDB), presidente da CCJ do senado.

Em dezembro de 2013, o desconhecido DM.com.br trouxe à tona projeto aprovado dois meses antes pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. Nele, os senadores envolvidos concordaram que os excessos cometidos contra políticos na internet devem ser punidos com prisão e multa de até 30 mil reais. A CCJ ficou mais famosa em agosto, quando aprovou a chamada “PEC dos Mensaleiros”. Ela é presidida pelo senador Vital do Rêgo do PMDB paraibano, e tem como vice o senador Anibal Diniz do PT do Acre, além de contar com outros 27 titulares e 27 suplentes. No entanto, mesmo com o aval de tantos representantes, a publicação achou por bem destacar que a inclusão deste trecho fora proposta pelo senador Cássio Cunha Lima, do PSDB da Paraíba.

Nesta semana, enquanto o governo tenta empurrar a aprovação do Marco Civil da Internet contra a vontade até de sua base peemedebista, alguns perfis governistas no Twitter ressuscitaram o link perdido em tom de alarme. Como numa ação coordenada, alguns deles começaram a publicar variações de um mesmo texto, apontando sempre para o mesmo link:

perfis Governistas ressuscitam notícia de setembro de 2013 para atingir oposição

 

São tempos complicados para a liberdade de expressão na Internet. Enquanto o senador Aécio Neves do PSDB tenta sem sucesso remover conteúdo difamatório de algumas redes, humoristas são bloqueados ao criticarem o PT. O filósofo Olavo de Carvalho, outro notório crítico do partido, também se disse vítima de uma ação coordenada para bloquear seu acesso ao Facebook. A mesma ação que teria tirado do ar momentaneamente a página Garotas Direitas.

Recentemente, o próprio Twitter acusou o governo venezuelano de estar censurado a publicação de imagens dos protestos. O mesmo governo que dias depois recebeu reiterados e explícitos apoios do PT, do presidente do partido e do ex-presidente Lula. Os governistas, no entanto e de uma maneira geral, seguem encarando sem problema este tipo de censura. Pelo contrário, pedem o apoio à aprovação do Marco Civil da Internet, projeto que, entre outras coisas, abre brechas para o governo limitar como a web deve ser utilizada pelo brasileiro.

Ano de eleição nunca é um ano fácil. Os protestos de junho de 2013 apenas complicaram ainda mais o que estão preparando para outubro de 2014.  Já não é segredo para ninguém que o PT está pagando o que internamente chamam de “MAV, Militantes em Ambientes Virtuais”. A função deles seria a de movimentar a web de acordo com com os interesses do governo. Isso, tantas vezes, implicará mais em confundir do que informar. A começar por essa tentativa de ressignificar o que vem a ser censura.

15 de março de 2014

Venezuela: Dilma aparece em série sobre líderes que apoiam a ditadura

Depois do vídeo acusando a presidente brasileira de cumplicidade com a violência do regime chavista, manifestantes venezuelanos criaram uma série de montagens com fotos de alguns dos principais líderes da região. As imagens mostram o “antes e depois” de cada presidente, com fotos das ditaduras que eles combateram no passado em seus respectivos países (à esquerda) e fotos da ditadura que eles apoiam hoje na Venezuela (à direita). Clique na imagem para ampliar:

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Em sentido horário, as montagens dos manifestantes venezuelanos sobre fotos de Michelle Bachelet, Cristina Kirchner, Pepe Mujica e Dilma Rousseff

* ATUALIZAÇÃO 15/03 13:15: O ex-presidente Lula também ganhou uma “homenagem” dos manifestantes venezuelanos:

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15 de março de 2014

Ignorando protestos de rua, Lula envia carta de apoio ao governo venezuelano

size 590 ex presidente lula Ignorando protestos de rua, Lula envia carta de apoio ao governo venezuelano

Mesmo após os recentes acontecimentos na Venezuela, com diversos protestos eclodindo pelas ruas, o ex-presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva enviou uma carta de apoio ao atual gestor do país, Nicolás Maduro, no dia 5 de março, aniversário da morte de Hugo Chávez. Nela, Lula pede que Maduro dialogue com os democratas e faz elogios ao ex-governante já falecido.

Em primeira pessoa, o ex-presidente abre o texto dizendo que “sempre estivemos juntos nas batalhas por uma América Latina mais justa e soberana, pela integração de nossas nações, pela construção de um continente independente e democrático”, convenientemente esquecendo-se de que ambos os países apoiam o governo de Cuba, ilha que vive em regime ditatorial desde 1959.

O brasileiro diz ainda que Chávez rompeu com um modelo econômico que concentrava a riqueza nas mãos de poucos, deixando um legado eterno. Esse legado, no entanto, vem justamente sendo a causa de tantos protestos, com inflação podendo atingir 330% em 2013 – seis vezes maior que o número divulgado oficialmente – enquanto o caos toma conta das ruas do país em função da crise.

Em seguida, Lula menciona que a Venezuela trilha um caminho de aprofundamento da democracia e de respeito pela constituição, jamais se distanciando da soberania do voto. Ironia ou não, a proximidade do eleitor na hora de votar é que causou escândalo nas últimas eleições venezuelanas. É o que se verifica no vídeo abaixo, quando partidários de Chávez acompanham os eleitores até dentro da cabine de votação.

Noutro polêmico vídeo, a Guarda Nacional Bolivariana executa civis indefesos, desmentindo o fato de que, segundo Lula, “mesmo quando tiveram que enfrentar forças dispostas a violar o regime constitucional, mantiveram seu compromisso com a paz e a legalidade”.

O ex-presidente brasileiro diz também que a melhor forma de honrar a memória de Chávez é, entre outras coisas, seguir no rumo “da integração continental e da autonomia de nossos povos”. No entanto, em 2010, em meio a uma crise com a Colômbia, o então comandante venezuelano admitiu ter revisado “planos de guerra” para um eventual conflito, enviando soldados para a fronteiras do país em claro ato contrário à autonomia dos povos.

Enquanto Lula defende estar ao lado dos venezuelanos, a população é ignorada ao pedir ajuda ao governo brasileiro que, em vez de auxílio, envia cartas e mensagens de apoio à gestão de Maduro.

14 de março de 2014

Chioro, Padilha e Mais Médicos também são alvos da “rebelião” peemedebista

chioro padilha Chioro, Padilha e Mais Médicos também são alvos da rebelião peemedebista

Os partidos aliados do governo Dilma Roussef se rebelaram na Câmara dos Deputados e formaram um “blocão” de insatisfeitos com o Planalto, provocando a convocação de dez ministros, além da presidente da Petrobras, Graça Foster, para prestar esclarecimentos a respeito de diversos assuntos a fim de constranger o governo.

Entre os convocados está o atual ministro da saúde, Arthur Chioro, que foi chamado para falar a respeito do programa Mais Médicos, vitrine eleitoral da presidente e de Alexandre Padilha, que deixou o cargo para se dedicar à pré-campanha do governo de São Paulo.

Segundo recente matéria do Estadão, oito pessoas, entre elas o secretário adjunto da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Fernando Rocha, foram afastadas do Ministério após uma investigação constatar irregularidades nos contratos firmados por Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEis).

Em nota, o Ministério da Saúde confirmou ter constatado uma oscilação considerável nos preços pagos para as locações de veículos. Deu como exemplo o aluguel de caminhonetes. Enquanto o DSEI de Rondônia pagava R$ 10.558,33 por mês por cada carro, o DSEI de Cuiabá pagava R$ 20.500,73. A diferença também era constatada no aluguel de vans. Na Bahia, o aluguel era de R$ 20.220,00. No Mato Grosso, de R$ 25.302.

Além da diferença de preços, os modelos dos contratos despertam suspeitas. Na Bahia, foram localizados contratos com validade de dois anos, em vez de um ano. O ministério informou que contratos, mesmo sob suspeita, continuam vigentes, para evitar prejuízos para população. Os valores, no entanto, deverão ser renegociados.

Recentemente, a Sesai se viu envolvida em outra investigação. A Controladoria-Geral da União (CGU) constatou que, segundo a prestação de contas de 2012 da Secretaria, os remédios comprados pelo Ministério da Saúde para a saúde indígena custaram até 8.696% mais que outras compras realizadas pela pasta.

O caso mais grave foi a compra de 60 comprimidos de besilato de anlodipino, droga para hipertensão, ao custo de R$ 98 via cartão corporativo ante R$ 1,10 via licitação. Esses casos teriam provocado um pagamento de R$ 1.765,39 a mais só em Pernambuco, aponta o relatório.

Antes de Padilha deixar o cargo, o ministério também teve de se explicar sobre o convênio de R$ 199,8 mil assinado com a ONG Koinonia-Presença Ecumênica e Serviço, que tem o pai do ex-ministro como fundador e sócio. Segundo o acordo, a ONG pretendia executar “ações de promoção e prevenção de vigilância em saúde”. No entanto, no mesmo dia em que a denúncia foi feita, Padilha informou que o convênio seria cancelado.

Para completar, o site oficial do Ministério da Saúde não divulga a lista de contratos firmados em 2013 para a divulgação de ações do ministério, desrespeitando, assim, a Lei 12.232, que determina que todas as instituições governamentais devem informar a execução de contratos com empresas publicitárias e veículos de comunicação.

No site oficial do Ministério da Saúde, apenas listagem de janeiro a setembro de 2012 é possível ser acessada. Neste período, a Pasta despendeu R$ 35,5 milhões com publicidade e outros R$ 15,9 milhões para produção de materiais institucionais. (…) A omissão da divulgação de gastos midiáticos dificulta o acompanhamento de volume de dinheiro público despejado para exposição de ações da Pasta justamente num ano eleitoral.

Apesar de o convocado para depoimento ser Chioro, quem deve treinar bastante a argumentação são Dilma e Padilha, ambos candidatos que defenderão o Mais Médicos em outubro. O programa vem sendo investigado pelo uso de trabalho escravo moderno e foi pauta recente no Jornal Nacional. Além da antipatia da classe médica brasileira, o projeto está na mira no Ministério Público do Trabalho. A campanha promete ser tensa.

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