Implicante

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29 de abril de 2015

Brasil terá o pior desempenho em 20 anos, afirma FMI

Joaquim Levy

Ministro da Fazenda, Joaquim Levy

Trecho de reportagem no site da Exame.com, com informações do “Estadão Conteúdo”:

O Brasil pode ter em 2015 a pior desaceleração da economia em mais de duas décadas, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI), que volta a recomendar que, mesmo com a atividade enfraquecida, a presidente Dilma Rousseff siga em frente com o ajuste fiscal e monetário, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira, 29, chamado “Perspectiva Econômica Regional: Hemisfério Ocidental”.

“O Brasil está passando por sua desaceleração mais grave em mais de duas décadas, mas terá de perseverar com os recentes esforços para conter o aumento da dívida pública e repor a confiança no quadro da política macroeconômica”, afirma o FMI no documento.

A previsão do Fundo só confirma aquilo que já vemos se refletir na oferta de empregosdesaceleração da atividade econômica, paralisação de obras e fuga de investidores. Na contramão do esforço orçamentário necessário para superar as dificuldades, a presidente Dilma Rousseff triplicou os repasses ao Fundo Partidário no mesmo período em que seu partido anunciava que não mais aceitaria doações de empresas a seus diretórios estaduais, como também informamos por aqui.

28 de abril de 2015

A incrível história da banca de jornal que virou gráfica e recebeu R$ 16 milhões da campanha de Dilma

Gráfica-fantasma

Este é o local onde deveria funcionar a gráfica VTPB (fotografia tirada pelo Antagonista Mario Sabino nesta segunda, 27/04)

O Antagonista levantou:

Edinho Silva, tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff em 2014, repassou mais de R$ 16 milhões a uma gráfica fantasma de Beckembauer Rivelino de Alencar e Muller de Alencar, irmãos do jornalista governista Kennedy Alencar.

A apuração é do site O Antagonista, em excelente trabalho investigativo movido pela denúncia da Operação Lava Jato contra a Gráfica Atitude, usada pelo tesoureiro do PT João Vaccari Neto para lavar dinheiro do Petrolão.

Ao checar as despesas com gráficas da campanha eleitoral de Dilma Rousseff através dos dados apresentados ao TSE pelo PT, chamou a atenção a quantia exorbitante de 16.677.616 reais recebida pela gráfica VTPB Ltda.

(…)

O Antagonista verificou então o histórico da gráfica VTPB na Junta Comercial de São Paulo.

“Ela foi aberta em 21 de julho de 2008, com sede na Avenida Ipiranga, 1071, conjunto 206, no centro de São Paulo. O objeto social era ‘Comércio varejista de jornais e revistas. Agenciamento de espaços para publicidade, exceto em veículos de comunicação.’ O nome popular para isso é banca de jornais.

Os titulares da empresa eram Beckembauer Rivelino de Alencar Braga (domiciliado em Campo Belo, Minas Gerais), e Muller de Alencar Castro Braga (domiciliado em São Paulo, Capital, na rua Dona Ana Barros, 320, Bloco A, apto. 73, Jardim Sônia).”

Repito: ambos os titulares – Muller e Beckembauer – são irmãos de Kennedy Alencar.

“O capital de 50.000 reais era dividido meio a meio.

“Em 4 de junho de 2009, Muller retira-se da sociedade e entra no seu lugar Wilker Correa Almeida – que, atenção, fornece o mesmíssimo endereço de domicílio de Muller.

Em 9 de novembro de 2011, houve uma redistribuição de capital. Beckembauer passa a contar com 49.500 reais. Ou seja, torna-se praticamente o único dono da VTPB.”

Agora é que vem a jogada:

Pouco antes do início da segunda campanha de Dilma Rousseff, em 25 de julho de 2014, houve uma alteração da atividade econômica da empresa. No objeto social, a VTPB passou a incluir ‘Sede para impressão de material para uso publicitário, edição integrada à impressão de cadastros, listas e outros produtos gráficos.’ O nome popular disso é material de campanha eleitoral. A sede é mudada para a rua Atílio Piffer, 29, Casa Verde, São Paulo. Endereço, por assim dizer, mais adequado para uma gráfica do que a Avenida Ipiranga.”

Ou seja: o objeto social da VTPB foi mudado no período eleitoral, a fim de poder emitir notas fiscais de serviços de impressão de folhetos e afins.

“No dia 14 de agosto de 2014, apenas 19 dias depois da alteração do objeto social, a VTPB emitiu a primeira nota para a campanha de Dilma Rousseff, no valor de 148.000 reais. Só naquele mês, foram emitidas mais oito. No total, foram 2.104.931 reais.”

(…)

(via Felipe Moura Brasil – grifos nossos)

…e o Coronel cortou:

O nosso blog vai acrescentar, neste post, informações muito relevantes que indicam que coisas muito estranhas cercam esta transação. Os dados deste post foram retirados de documento oficial postado no TSE e fornecidos pelo atual ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff.

São materiais de prestação de contas da campanha eleitoral presidencial de Dilma Rousseff.

O que segue, em imagens, é um exemplo de um dos processos de compra, pagamento, entrega, recebimento e cópia do material impresso que foi produzido pela gráfica VTPB, conforme informações fornecidas ao Tribunal Superior Eleitoral, pela sua campanha. Há dezenas deles que repetem a mesma “comprovação”.

Acompanhem com atenção. São documentos oficiais.

IMAGEM 1

Esta imagem acima mostra que a VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda – EPP  está devidamente cadastrada, com situação regular junto à Receita Federal.
IMAGENS 2 E 3
Os documentos acima comprovam que o tesoureiro do PT, atual ministro Edinho Silva, efetuou diretamente a transação bancária que pagou pelos serviços da gráfica. Isto pode ser visto ao pé da página da imagem da TED. Fica comprovado, assim, que campanha presidencial Dilma Rousseff pagou, efetivamente, neste caso, neste processo, R$ 667.812,90 para a gráfica VTPB. Relembramos! Esta é apenas uma de dezenas de transações comprovadas da mesma forma. O total ultrapassa os R$ 16 milhões!
IMAGEM 4
Esta imagem é importantíssima. Observem os detalhes. Trata-se da Nota Fiscal da gráfica VTPB, informando o valor de R$ 667.812,50, cobrados por um total de 10 milhões 685 mil impressos, denominados “Santinho Dilma Modelo Card”.Observem o endereço de entrega: Avenida Copacabana, 1205, Apto 503, Tristeza, Porto Alegre, RS.  Até aí, tudo bem, não e mesmo? Tudo certinho, regular, fechadinho. A gráfica imprimiu e entregou, lá no Rio Grande do Sul, em endereço existente.
IMAGEM 5
Observem a imagem acima. O recebimento do material foi dado em São Paulo, mesmo que a entrega tenha sido feita em Porto Alegre. É apenas um detalhe. Mas é um detalhe. O mais importante está abaixo, nas imagens seguintes.
IMAGEM 6
Lembram que o material impresso foi entregue em Porto Alegre e o recebimento foi dado em São Paulo? A imagem acima mostra o modelo de “santinho” que foi enviado para o Rio Grande do Sul. É “santinho” da campanha de Fernando Pimentel, candidato petista em Minas Gerais. A campanha presidencial de Dilma Rousseff enviou os “santinhos” mineiros para Porto Alegre. Isso que é logística!
IMAGEM 7
Agora voltemos ao endereço de entrega. Olhem bem este endereço. Ele é a prova contundente de que existe algo de muito estranho no ar. Que endereço será este? Um diretório? Um comitê de campanha? Uma central de logística? Que apartamento é este, no quinto andar, que recebeu milhões e milhões de santinhos das campanhas petistas de todos os estados, mas que fica no Rio Grande do Sul? Revelamos abaixo.
IMAGEM 8
O apartamento onde foram entregues dezenas de milhões de “santinhos” para os candidatos do PT de todo o Brasil pertence à candidata Dilma Rousseff, conforme Declaração de Bens que apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral no registro da sua candidatura. 
 
Temos, assim, uma gráfica que não existe no endereço informado.
Temos materiais de campanhas de todo o Brasil entregues por esta gráfica num único endereço, localizado no extremo Sul do país.
O local da entrega de dezenas de milhões de impressos é um apartamento de propriedade da Presidente da República, então candidata à reeleição.
Este blog não sabe se isto é legal ou ilegal.
Mas que é muito estranho, ah isso é!
 
Todo o material postado aqui está disponível neste link do Tribunal Superior Eleitoral.
26 de abril de 2015

Ex-ministro de Lula e Dilma diz que PT “exagerou no roubo”

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Matéria do Estadão:

BRASÍLIA- Ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e um dos “faxinados” do mandato passado, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que os petistas “roubaram demais” e que o partido deles “se esgotou”. “O PT exauriu-se, esgotou-se. Olha o caso da Petrobrás. A gente não acha que o PT inventou a corrupção, mas roubaram demais. Exageraram. O projeto deles virou projeto de poder pelo poder”, disse Lupi um dia após a Petrobrás divulgar que a perda da estatal com a corrupção chegava a R$ 6,2 bilhões.

A declaração foi feita durante um encontro com correligionários na quinta-feira, em São Paulo. O Estado teve acesso à fala de Lupi, que foi confirmada pelo próprio dirigente pedetista.

(…)

Aos correligionários, Lupi também reclamou do tratamento dado pelo PT ao PDT desde que as duas legendas formalizaram a aliança em 2006, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputava a reeleição. “A conversa com o PT, com o meu amigo Lula e com a presidente Dilma, é qual o naco de poder que fica com cada um. Para mim, isso não basta. Eu não quero um pedaço de chocolate para brincar como criança que adoça a boca. Eu quero ser sócio da fábrica, eu quero ajudar a fazer o chocolate.”

(…)

Planos. Procurado pelo Estado, Lupi confirmou o teor do discurso feito na quinta-feira. Ele nega que o PDT pense em deixar a base aliada neste momento. Acomodado no Ministério do Trabalho – cujo atual titular é Manoel Dias –, o partido conta hoje com 19 dos 513 deputados da Câmara e 6 dos 81 senadores.

Ex-ministro do Trabalho, Lupi deixou o governo Dilma em dezembro de 2011, após uma série de denúncias de irregularidades envolvendo integrantes da pasta. Apesar de o partido continuar no comando do ministério até hoje, a relação entre PDT e PT está a cada dia mais estremecida. Parte dos senadores do partido defende a saída imediata da base do governo. Na Câmara, a bancada da sigla não tem mais seguido a orientação do Palácio do Planalto na hora das votações.

Até agora, Lupi era apontado como o que mais resistia à ideia de deixar a base aliada. Hoje, no momento em que o PT passa pela sua maior crise desde que assumiu o governo, em 2003, o dirigente trabalhista resume assim o seu sentimento: “A gente não quer ser um rato, que foge do porão do navio quando entra a primeira água, mas também não queremos ser o comandante do Titanic, que ficou no barco até ele afundar”.

(grifos nossos)

Histórico

Relembre aqui as peripécias que levaram Carlos Lupi a ser varrido do governo pela “faxineira” Dilma no início do primeiro mandato.

26 de abril de 2015

Segundo a VEJA, envolvidos na Lava Jato pagam site a favor do governo Dilma

Brasil247_SECOM

Site que defende abertamente o PT e governo federal aparece em pagamentos de lobista

O site Brasil 247, cujo dono já apareceria nas anotações de Alberto Youssef por ter recebido quatro parcelas de R$ 40 mil (leia a notícia no blog de Augusto Nunes), ressurge no curso das investigações da Operação Lava Jato. Leiam a reportagem publicada no site de Veja.com:

O Ministério Público identificou quatro pagamentos, de 30 000 reais cada um, das contas de uma empresa do lobista Milton Pascowitch para a editora 247, que mantém na internet o site Brasil 247. Os pagamentos foram feitos no segundo semestre do ano passado, em 15 de setembro, 10 de outubro, 11 de novembro e 10 de dezembro, e aparecem na quebra de sigilo da Jamp, empresa de Pascowitch investigada na Operação Lava Jato.

O documento da quebra de sigilo mostra que os valores saíram de uma conta da Jamp no banco Itaú (agência 4005, conta 02233-2) para a conta da editora 247, no Bradesco (agência 6621, conta 140400-8).

O Ministério Público suspeita que a Jamp seja uma empresa de fachada para lavar dinheiro público, passando-o para blogs a favor do governo federal e do PT.

Enquanto esta investigação se desenrola, Fernando Rodrigues, demitido da Folha de São Paulo no ano passado, publicou em seu blog dados dos gastos do governo federal com internet. Surpreendentemente, o governo federal investe mais em publicidade na internet do que em rádio, “mídia exterior” e até mesmo em jornais. Somando tudo, o governo federal gastou em 2014 R$ 2,32 bilhões. Leiam trecho do post de Fernando Rodrigues:

As despesas do governo em publicidade em 2014 foram menores que as do ano anterior em todos os meios de comunicação, exceto na internet.

O gasto na compra de espaços publicitários em veículos online cresceu 22,8% no período, de R$ 159 milhões para R$ 195 milhões.

O meio internet, pela primeira vez na série histórica do governo, passou a ser o segundo que mais recebe verbas publicitárias federais. No ano passado, ficou com 8,43% do total. Esse percentual ainda está bem atrás do bolo destinado à televisão, que consumiu 67% da verba disponível para a rubrica em 2014.

Apesar de ter sido derrotada em definitivo no Superior Tribunal de Justiça, a Secom decidiu não divulgar informações detalhadas sobre quanto cada veículo recebeu, especificando os valores despendidos por órgãos das administrações direta e indireta, separadamente.

Pouco tempo depois de ser demitido pela Folha de São Paulo, Fernando Rodrigues publicou outra reportagem sobre gastos de publicidade do governo federal. Ele vinha atuando sobre o tema há um bom tempo. Leiam trecho de seu post explicando a briga comprada com o governo:

O governo federal lutou o quanto foi possível para não fornecer os dados requeridos sobre seus gastos publicitários. Várias manobras foram tentadas até que veio a sentença definitiva do Superior Tribunal de Justiça neste ano –cujo cumprimento se deu no final de novembro de 2014.

Ainda assim, os dados fornecidos foram deliberadamente apresentados de maneira a dificultar a sua compreensão. A Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência da República se recusou a compilar as informações agrupando os valores para veículos de um mesmo grupo empresarial. A alegação para não fazer o levantamento foi falta de pessoal.

Por fim, leiam também o post do mesmo Fernando Rodrigues falando sobre o direcionamento de verbas de anúncios federais para sites de qualidade duvidosa e baixa audiência: “Petrobras, Caixa e BB lideram gastos de publicidade com mídia alternativa“.

19 de abril de 2015

O Implicante não saiu e não sairá do ar

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O Implicante não saiu e não sairá do ar como afirmam veículos como o da imagem acima. Na madrugada deste domingo, o site passou por manutenção preventiva já prevista em decorrência do número crescente de visitas verificado nos últimos meses.

Nenhum membro do Implicante foi consultado sobre a suposta “saída” do portal do ar.

Se vocês ainda tinham dúvida sobre o jornalismo praticado por esses sites, aí está um belo exemplo de como as informações são tratadas por eles.

Não saímos e não sairemos do ar, já o post deles…

15 de abril de 2015

Caminho aberto para o Impeachment: para TCU, governo cometeu crime de responsabilidade fiscal

dilma rousseff impeachment

Segue trecho de reportagem do Estadão (de André Borges e Fábio Fabrini), comentamos depois:

“Decisão pode fortalecer intenção da oposição, que analisa pedido de impeachment de Dilma; manobra, conhecida como ‘pedalada fiscal’, usou recursos de bancos públicos para inflar artificialmente resultados do governo e melhorar as contas da União (…) O Tribunal de Contas da União (TCU) declarou não haver mais nenhuma dúvida de que o governo Dilma Rousseff incorreu, de fato, em crime de responsabilidade fiscal, ao utilizar recursos de bancos públicos para inflar artificialmente seus resultados e melhorar as contas da União. As operações, que contrariam frontalmente a Lei de Responsabilidade Fiscal, passaram a ser conhecidas como “pedaladas fiscais”.”

Governistas no geral e petistas em especial diziam que não havia fundamentação para Impeachment, por falta de algum fato concreto. Agora, já existe tal fato. Aguardemos nossa oposição para que endosse o que os movimentos de rua já estão clamando.

13 de abril de 2015

Presidente Dilma é contra a redução da maioridade penal

dilma-positiva
Em uma série de posts nas redes sociais, a presidente Dilma Rousseff resolveu opinar sobre algo que está nas mãos do Congresso Nacional: decidir sobre a mudança na legislação para permitir a punição de criminosos entre 16 e 18 anos. Com uma opinião apelativa, superficial e desqualificadora de quem pensa diferente, a presidente comentou assim o tema:

DilmaMaioridadePenal

Soa no mínimo estranha essa manifestação. Não lembramos de nenhum comentário da presidente no sentido de manifestar pesar quanto aos mais de 56 mil assassinatos anuais em nosso país, de combater o tráfico de armas e drogas em nossas fronteiras ou apoiar as forças que combatem o crime. Em meio à enormidade na quantidade de ministérios em seu governo, Dilma Rousseff nunca se moveu para criar um específico para a Segurança Pública, de forma a sinalizar preocupação com o tema.

3 de abril de 2015

Agora, há prova documental: assinatura de Dilma no contrato de estaleiro

dilma cara de pau

A seguir, trecho da reportagem da Isto É, furo de Claudio Dantas Sequeira:

Com a assinatura de Dilma – Documentos e testemunha mostram que a presidente Dilma avalizou o contrato de montagem do Estaleiro Rio Grande, envolvido desde a sua origem em esquemas fraudulentos e por onde escoaram mais de R$ 100 milhões em propinas para os cofres do PT e aliados – A Operação Lava Jato já concluiu que, a partir de 2010, pelo Estaleiro Rio Grande, escoaram propinas de cerca de R$ 100 milhões para os cofres do PT e aliados. A constatação foi extraída a partir de delações premiadas, dentre elas a do ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, e de Gerson Almada, vice-presidente da Engevix. A partir das próximas semanas, o Ministério Público terá acesso a um outro capítulo sobre as falcatruas que envolvem o estaleiro e, pela primeira vez, um documento com a assinatura da presidente Dilma Rousseff será apresentado aos procuradores que investigam o Petrolão. Trata-se do contrato que deu início a implementação do Estaleiro Rio Grande, em 2006. Dilma, na época ministra da Casa Civil, assina como testemunha. Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras e hoje na cadeia, assina como interveniente, uma espécie de avalista do negócio.” (grifos nossos)

A revista reproduz o documento assinado, confira abaixo:

assinatura dilma rousseff estaleiro rio grande

Fica difícil insistir na tese de que Dilma não sabia de nada, ainda mais com o passo-a-passo explicando a trama (também feito pela revista Isto É):

istoé refinaria passo a passo

Tentaram emplacar a tese de que Dilma não tinha informações sobre Pasadena e nada conhecia das operações envolvendo a Petrobras, mesmo sendo presidente do conselho de administração da empresa. Agora, há documento assinado. Esgotaram-se as desculpas.

2 de abril de 2015

Quem paga pelos erros da Dilma? Você! Agora, governo aumentará PIS e COFINS!

ihrapaz

Leiam trecho de reportagem do Estadão, por Adriana Fernandes:

“Para reforçar o caixa, o governo prevê arrecadar, até o final do ano, R$ 2,7 bilhões com o aumento do PIS e da Cofins sobre as receitas financeiras de empresas em 2015. A medida afetará 80 mil empresas em todo o País, segundo nota da Receita Federal publicada nesta quinta-feira.”

Não se trata apenas de “reforçar o caixa”, mas sim tentar ajustar as contas depois do próprio governo cometer tantos erros. O desastre na política econômica praticamente obriga a isso, fazendo com que os cidadãos paguem pelos tropeços de Dilma. Resultado: as empresas mais oneradas precisarão cortar gastos, o que provavelmente significa mais desemprego.

Tenhamos forças.

31 de março de 2015

A desastrada iniciativa do prefeito Haddad no combate ao crack

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A Veja São Paulo resolveu passar um mês acompanhando o andamento do programa Braços Abertos, uma polêmica alternativa no combate ao consumo de drogas, em especial o crack, nas ruas do centro da cidade. E o que a publicação testemunhou – ou colheu de depoimentos – confirma os piores temores dos críticos da iniciativa do prefeito Haddad.

A reportagem abre com um caso positivo, o de Francisco Jorge de Oliveira, que em 8 meses dentro do programa conseguiu se livrar das drogas e assinar um contrato de trabalho numa empresa privada. Mas o próprio entrevistado reforça que o caso dele se aproxima mais de uma exceção, já que seus antigos amigos seguem frequentando a Cracolândia.

Flávia Brito, de 39 anos, uma ex-cabeleira que recebe os R$ 115,00 semanais por trabalhos como os de varrição de rua confessa que a rotina é bem desleixada, com poucas horas de serviço e muito descanso. “A maioria dorme porque virou a noite, né?”, diz a beneficiária do Braços Abertos antes de confessar não sentir mais qualquer entusiasmo para efetuar o serviço e continuar no programa apenas para receber a grana para drogas.

Outros dois beneficiários não identificados testemunham que há todo um grupo de usuários que participam do programa apenas para “bater o cartão”, não cumprindo com a contrapartida do trabalho. Isso só seria possível graças ao uso de atestados médicos falsos. Um terceiro beneficiário denuncia que há até funcionários da prefeitura envolvidos nas fraudes: “Tem muito orientador aí que fala para o cara: ‘Você nem precisa ir trabalhar não, eu vou lá e marco seu ponto de manhã, marco seu ponto à tarde, a semana inteira. Sexta-feira é R$ 115,00 que você recebe, você me dá uns R$ 40,00…’.”

Parte da grana recebida pelos usuários vem sendo usada para quitar dívidas que acumulam com os traficantes durante a semana. Alguns chegam a repassar diretamente o pagamento recebido para o tráfico. “Os cara são fissurado, não aguenta chegar sexta-feira, faz dívida”, diz um dos beneficiários captados por uma câmera escondida. “Tem pessoas que trabalha a semana inteira. Vai receber R$ 115,00, está devendo R$ 200,00.”

A reportagem da Veja contabilizou apenas 15% dos 321 inscritos no programa como varredores cumprindo com a jornada diária de trabalho nas vias públicas. Diferentemente do que ocorre em dia de pagamento, quando o comparecimento é maior. Do lado da prefeitura, há apenas a promessa de que investigarão as denúncias.

Se a ideia era fazer um experimento, que haja honestidade no balanço e reconheça-se as grotescas falhas antes que seja dado a ele qualquer tipo de continuidade. Por tudo relatado até aqui, a iniciativa de irrigar financeiramente um meio tão necessitado de verba para alimentar vícios mais se assemelha à gasolina que jogada numa fogueira em chamas. À imprensa, cabe interpretar os releases governistas que teimam transformar exceções em regra como eles são: propaganda partidária. São Paulo não se tornou a potência econômica que é com elogios aos seus gestores. Muito pelo contrário.

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