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14 de março de 2014

Presidente do PT vai à Venezuela levar apoio do partido ao ditador

dilma chavez Presidente do PT vai à Venezuela levar apoio do partido ao ditador

parças

Durante algum tempo, era proibido – especialmente mediante patrulha do DCE da Internet – dizer que o PT tinha algum tipo de vínculo com a ditadura de Hugo Chávez. Não haveria, eles diziam, nada menos que alguma simpatia ideológica. Mas era mentira, claro. E agora a coisa fica não apenas patente, como escancaradamente expressa. Segue trecho de reportagem do Estadão:

Presidente do PT vai a Caracas apoiar Maduro – Rui Falcão se encontrará com presidente venezuelano no sábado para prestar solidariedade ao chavista – Enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende o diálogo entre Nicolás Maduro e a oposição e Dilma Rousseff tenta intermediar uma negociação, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, embarca na sexta-feira, 14, para Caracas como integrante de um grupo que classifica o atual momento da Venezuela como obra da “violência fascista” de “setores minoritários da extrema direita” e acusa os EUA de “agressões políticas” contra Caracas. Falcão e a secretária nacional de Relações Institucionais do PT, Monica Valente (mulher do ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares), fazem parte de uma comitiva do Foro de São Paulo que se encontrará com Maduro…” (grifos nossos)

Pois é, a mulher de Delúbio (condenado no julgamento do mensalão) também vai levar o apoio do partido à ditadura assassina. Para quem duvida – especialmente o pessoal que fez um site tirando sarro dos “poucos” mortos – já foram 23 os assassinados pelo fascismo vermelho chavista.

Guardem isso quando algum petista (sobretudo a turma do “não sou petista, mas…”) tentar fazer pouco de alguma relação entre os caminhos atuais do governo brasileiro e um futuro similar ao que hoje acontece na Venezuela. Os fatos não permitem que eles neguem isso. E nós que nos cuidemos aqui.

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13 de março de 2014

Dívida da Petrobras aumenta em 6 vezes nos últimos 7 anos

lula dilma petrobras Dívida da Petrobras aumenta em 6 vezes nos últimos 7 anos

A Petrobras segue sua rotina de manchetes negativas. Dessa vez, a empresa foi autuada em R$ 8,8 bilhões pela Receita Federal. Os autos vêm sendo entregues desde outubro de 2013, mas o problema só foi revelado nos últimos dias, quando as informações foram divulgadas pela estatal à empresa SEC (Security and Exchange Comission, instituição americana que regula o mercado de capitais nos EUA) por causa da emissão de títulos para a captação de US$ 8,5 bilhões.

Segundo o documento, em outubro a empresa foi autuada em R$ 2,348 bilhões por supostamente não ter pago IOF por empréstimos entre suas controladas estrangeiras PifCo, Braspetro e Braspetro Oil Company, em 2009.

Em dezembro, foram duas autuações relacionadas ao não pagamento de IR na fonte, no valor de R$ 2,347 bilhões, e de Cide (Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico), em R$ 1,539 bilhão, no afretamento de plataformas.

Em janeiro de 2014, a estatal recebeu mais dois autos. Um de R$ 1,093 bilhão, sobre não pagamento de IR e CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), e outro de R$ 1,442 bilhão em função do não pagamento de contribuições previdenciárias sobre benefícios dados a empregados e remuneração de serviços médicos a terceiros entre 2009 e 2011.

A Petrobras recorre de todos, mas a notícia não vem nada a calhar dado o momento de crise que a empresa atravessa. Segundo o blog Achados Econômicos, sua dívida aumentou seis vezes desde 2007. O valor passou de R$ 39,7 bilhões para R$ 267,8 bilhões em pouco mais de seis anos.

Se considerarmos apenas a dívida líquida, ou seja, a diferença entre o que a empresa está devendo e o que ela tem em caixa, o aumento foi ainda mais forte, pois alcançou R$ 221,6 bilhões em 2013, oito vezes mais que em 2007 e 50% acima do registrado no final de 2012.

divida total e liquida da petrobras Dívida da Petrobras aumenta em 6 vezes nos últimos 7 anos

A economista Paula Barbosa, da UFRJ, levantou os dados a pedido do blog e afirmou que o endividamento tem sido maior do que a evolução dos lucros da empresa e sua capacidade de gerar caixa.

Em 2007, o endividamento da companhia correspondia a 185% do lucro líquido. Hoje, a relação é de 1.136%, o que quer dizer que a empresa precisaria de 11 anos de trabalho para chegar ao valor atualmente devido aos credores.

Em função do mau momento, em outubro do ano passado, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou os ratings de dívida da empresa por causa das perspectivas ruins  em relação ao seu potencial grande fluxo de caixa negativo nos próximos anos. E essa falta de confiança se reflete na Bolsa. Das 10 empresas (entre as 500 maiores do mundo) que mais perderam valor de mercado no último ano, 4 são brasileiras.

O pior resultado é o da Petrobras, que perdeu 34% do seu valor em Bolsa, queda que só não é maior que a do banco espanhol Bankia (51%), um símbolo da crise espanhola, salvo da falência pelo governo local em 2012.

A companhia brasileira, que cinco anos atrás figurava entre as dez maiores do mundo, hoje está na 121ª posição, avaliada em US$ 74 bilhões, um terço da rival PetroChina.

14068445 Dívida da Petrobras aumenta em 6 vezes nos últimos 7 anos

Com o valor do dólar atualmente em R$ 2,36, é válido observar que, ao confrontar uma dívida de R$ 267.8 bilhões com um valor de mercado de US$ 74 bilhões, a Petrobras hoje vale apenas cerca de 65% daquilo que deve.

Autossuficiência

De acordo com informes publicitários, divulgados em jornais como O Globo e Folha de S.Paulo e nos quais a Petrobras traça seus objetivos para os próximos 16 anos, a estatal tem como meta igualar a produção interna do petróleo ao consumo do país em 2015. A autossuficiência em derivados deve ser atingida somente em 2020.

No entanto, é curioso lembrar que em 2006, como bem alerta o site do PSDB, o então presidente Lula lançou mão de uma campanha publicitária no valor de R$ 37 milhões só para divulgar a suposta autossuficiência brasileira do produto. Embora agora a própria Petrobras admita a mentira, o Implicante já havia falado sobre esse mito propagado pelo governo petista.

12 de março de 2014

A migração da classe artística para a oposição

O governo Dilma Rousseff, já há um tempo em apuros econômicos e repleto de escândalos, tem afastado de sua base nomes de peso da comunidade artística que um dia estiveram ao lado do PT. Esta semana, em um vídeo produzido a fim de parabenizar Aécio Neves pelo seu aniversário de 54 anos, aparecem vários artistas como Ney Latorraca, Fagner, Maitê Proença, Zezé Di Camargo, Paula Burlamaqui, Flávio Venturini, Ziraldo, Wanessa Camargo, Marcelo Serrado, Fernanda Abreu, Cacá Diegues, Márcio Garcia, Fafá de Belém e Tom Cavalcante, entre outros. Mas o que chama mais a atenção é a participação de alguns famosos que já fizeram muito pelo petismo, como Milton Gonçalves e até o ex-Ministro da Cultura de Lula, Gilberto Gil.

Mas eles estão longe de serem os únicos. O artista mais barulhento a abandonar o barco petista talvez tenha sido o polêmico Lobão. Anos após pedir voto a Lula ao vivo na Rede Globo em plena campanha de 89, rompeu de vez com o governo após muitos anos de campanha a favor. Segundo ele, a decepção veio com o Mensalão.

Senti uma profunda vergonha. O que mais distinguia o PT do resto era justamente a aura da honestidade, da ética. Eu embarquei nessa. Fiz o papel do “idiota útil”. Confesso: era uma anta política.

(grifo nossos)

Também recentemente, quem se mostrou descontente foi o paraibano Zé Ramalho. Suas palavras vieram a público em entrevista concedida ao Estadão.

É um governo chato, voltado para o social-comunismo do século 21. Comunismo é um estado social chato, querem que tudo seja dividido igualmente e o governo é demagogo quando questionado sobre segurança pública, emprego e a lástima que é a saúde pública. Acho uma m… andar de avião com todas as cadeiras chapadas, não há mais primeira classe, executiva, é pra tudo ser igual. Fazer uma viagem comendo um kit Bauducco, enquanto a presidenta, o ministério e demais poderes andam nos seus jatinhos, pagos com o dinheiro dos contribuintes.

(grifo nosso)

Além deles, outros artistas já se posicionaram de maneira crítica com relação ao governo Dilma, como Danilo GentilliRoger, seu companheiro de talkshow e vocalista do Ultraje a Rigor. Neste último, o caso se torna mais emblemático por se tratar do autor de um dos maiores hinos das Diretas Já.

A verdade é que posicionar-se contra o PT no Brasil não é das tarefas mais fáceis para um artista. O maior exemplo talvez seja o caso de Regina Duarte. Em 2002, em campanha para José Serra, ela gravou um vídeo no qual dizia ter medo das consequências do governo do PT. Por esse vídeo, é ridicularizada até hoje, mesmo que os tais medos listados por ela venham aos poucos voltando ao noticiário: a economia atravessa um momento delicado e a inflação vem buscando se descontrolar.

É sempre arriscado bater no governo – ou até mesmo aplaudir a oposição – num mercado ainda bastante necessitado de políticas culturais. Em fevereiro, o Ministério da Cultura vetou projeto de captação via Lei Rouanet para um documentário sobre a vida de Mário Covas, falecido em 2001. O argumento era de que fora apresentado em ano eleitoral e não seria prudente graças a, segundo eles, o caráter político-partidário do projeto. Contudo, em 2006, também ano de eleição, foi aprovada a captação de um projeto parecido sobre a vida de Brizola, que concorreu à presidência do país ao lado de Lula em 1998.

11 de março de 2014

GCM de Haddad lança bombas de gás em viciados da cracolândia

haddad cracolandia GCM de Haddad lança bombas de gás em viciados da cracolândia

veja bem

Todos devem lembrar: no final de janeiro deste ano, houve uma operação policial na cracolândia. Foi aquele CHILIQUE dos que se diziam defensores dos direitos humanos, tal e coisa, especialmente para defender o programa municipal maluco que dá dinheiro a viciados em crack sem qualquer exigência de tratamento. Naquela ocasião, a gestão Haddad emitiu nota REPUDIANDO uma ação (correta) da polícia. Vejam trecho:

“Nota sobre operação na Cracolândia – A administração municipal foi surpreendida pela ação policial repressiva realizada hoje na região da Cracolândia pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Policia Civil. A Prefeitura repudia esse tipo de intervenção, que fez uso de balas de borracha e bombas de efeito moral…” (grifos nossos)

Bonito, não é mesmo? Pois vejam o que aconteceu hoje (trecho de reportagem da FSP – o texto original falava também em “balas de borracha”, mas isso depois foi mudado):

“Detenção de duas mulheres provoca tumulto na cracolândia em SP – A Guarda Civil Metropolitana deteve duas mulheres nesta terça-feira na região da cracolândia, no centro de São Paulo. Após as prisões, pessoas que frequentam a região jogaram pedras contra os guardas, que revidaram com bombas de gás e golpes de cassetetes. Segundo a GCM, as duas mulheres -que não tiveram os nomes informados- foram detidas após serem flagradas por câmeras de monitoramento, vendendo drogas na região, hoje mais cedo. Um homem também teria sido flagrado, mas acabou fugindo. Durante o tumulto, um homem foi atingido na testa pelo estilhaço de uma bomba, mas não precisou de atendimento médico. Um guarda também foi atingido por uma pedra na cabeça e levado à Santa Casa, onde foi medicado e liberado. “Eles partiram pra cima sem a gente fazer nada. Nós estávamos quietos e eles passaram no meio da multidão com o carro e depois prenderam uma usuária. O povo ficou revoltado e começou a jogar pedra neles. Um estilhaço de bomba que jogaram bem perto de mim acertou minha cara. O pior é que sou tranquilo, não fiz nada”, afirmou o ajudante geral Sidnei Calixto, 40, ferido no confronto.” (grifos nossos)

O que dizer? A situação É MESMO caótica e não é simples policiar a região – como tenta fazer parecer o DCE da Internet, que agora silencia obsequiosamente. Quando houve operação do DENARC (segmento da polícia que justamente atua contra o tráfico) para prender traficantes, foi AQUELE CHILIQUE supostamente ideológico, mas repleto de safadeza e oportunismo eleitorais.

Agora, a GCM (que, vale sempre lembrar, NÃO é polícia) solta bombas nos viciados e ninguém fala nada. Cabô indignação! Como sempre, primeiro o partido e depois a causa. Seja ela qual for.

10 de março de 2014

ONG teria ficado com 80% do dinheiro doado à família de Amarildo

amarildo ONG teria ficado com 80% do dinheiro doado à família de Amarildo

Quando o pedreiro Amarildo desapareceu em julho de 2013 depois de ter sido torturado e morto por policiais militares, iniciou-se uma campanha para ajudar a família do pedreiro, que teve sua condição de pobreza agravada após sua morte. Para ajudá-la, surgiu a campanha “Somos Todos Amarildo”, que arrecadou R$ 310 mil reais em dois eventos organizados pela empresária e produtora Paula Lavigne. No entanto, muito pouco desse dinheiro chegou às mãos da família.

Com a compra de uma casa e de mobília, foram gastos, respectivamente, 50.000 e 10.000 reais. O restante do dinheiro – 250.000 reais – ficou com o Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (DDH), ONG que se tornou notória por defender black blocs e tem, entre seus diretores, um assessor do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), o advogado Thiago de Souza Melo.

Segundo a matéria da Veja, um dos organizadores do evento informou que a família sabia que não ficaria com o total do valor arrecadado, mas o filho mais velho de Amarildo, Anderson Dias, de 21 anos, afirmou que metade do montante foi prometido a eles, e não apenas os 19,35% aos quais tiveram acesso, que só deu para comprar uma casa com vários problemas estruturais.

Segundo Anderson, a casa que a família recebeu é uma construção antiga, com defeitos na rede elétrica e na parte hidráulica. Devido aos problemas encontrados, os filhos procuraram o advogado João Tancredo, presidente do DDH, para saber sobre a possibilidade de uma reforma. “Fiz um orçamento no valor de 45.000 reais. Mas Tancredo me disse que não tinha mais dinheiro”, afirma.

O valor destinado aos móveis também não foi suficiente para comprar itens básicos, como mesa, cadeiras e fogão. De acordo com Elizabeth, viúva de Amarildo, ela precisou pedir o cartão da cunhada emprestado para terminar de mobiliar a casa.

O advogado da ONG, João Tancredo, afirmou que o acordo previa o repasse de R$ 250 mil para a DDH, que, segundo ele, destinará o dinheiro a um “projeto ainda indefinido” que tratará de casos semelhantes ao de Amarildo. Só não se lembraram de avisar isso à família e aos doadores que participaram dos eventos.

7 de março de 2014

Enquanto Copa fica mais cara, “legado”é reduzido em R$ 4 bilhões

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Ao anunciar a realização da Copa do Mundo no Brasil, o então presidente Lula prometeu que ela traria muitos benefícios para todo o país – garantindo ainda que os estádios não receberiam dinheiro do governo. Os investimentos com mobilidade urbana eram considerados os mais importantes, mas agora, a menos de 100 dias do início da competição, esse legado já sofreu redução de R$ 4 bilhões.

De fato, além de estarem atrasados, os investimentos previstos para a área diminuíram com o passar do tempo. A Matriz de Responsabilidades que chegou a estimar em R$ 12 bilhões as obras de mobilidade urbana em 2012, está agora com apenas R$ 8 bilhões previstos para aplicações no setor. Embora algumas obras tenham sido incluídas na Matriz, cerca de 18 ações foram retiradas entre julho de 2012 e setembro de 2013.

Os motivos apontados para o atraso ou cancelamento das obras giram em torno de burocracias e até mesmo de fenômenos naturais. E, embora o Ministério do Esporte tente destacar a falta de importância das obras excluídas, cidades como Brasília, São Paulo, Salvador, Curitiba, Manaus e Porto Alegre sofrerão com perdas no setor.

Em Manaus, foram retiradas a construção do corredor exclusivo para ônibus e do monotrilho, tornando a cidade a única das sedes que não receberá obras em mobilidade urbana.

Porto Alegre foi a sede que teve mais obras retiradas da Matriz. Dez ações de mobilidade que previam investimentos de R$ 865,5 milhões foram retiradas Matriz, que recebeu duas novas ações relativas a obras no entorno do estádio, orçadas em R$ 15,9 milhões.

Enquanto as construções dos estádios custaram cerca de 66% mais do que o previsto em 2010 – recebendo, sim, dinheiro do governo via financiamento do BNDES e certamente sendo muito benéficas às empresas que as ergueram -, a população brasileira parece cada vez mais perto de ficar a ver navios. Segundo estimativas, mesmo com a redução do investimento em mobilidade urbana, o custo do total do evento deve chegar aos 30 bilhões de reais.

6 de março de 2014

PIB fraco e dólar alto devem fazer Brasil cair e se tornar a nona economia do mundo

dilma com mantega Agência Brasil PIB fraco e dólar alto devem fazer Brasil cair e se tornar a nona economia do mundo

Depois da divulgação do PIB de 2013, que deixou o governo Dilma Roussef com média de crescimento anual de 2%, tornando-o o pior economicamente desde Getúlio Vargas, a revista britânica The Economist divulgou as estimativas da Economist Intelligente Unit (EIU), que colocam o país como a nona economia mundial, caindo duas posições e ficando atrás de Índia e Rússia.

O levantamento feito pela EIU mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode encolher de 2,2 trilhões de dólares em 2013 para 2,1 trilhões de dólares em 2014. Entre os principais fatores que provocam a queda estão o baixo crescimento estimado para este ano, de apenas 1,7%, e uma forte desvalorização do real. Para chegar a esses números, foi usado um câmbio médio de 2,44 reais, o mesmo parâmetro usado pelo governo no Orçamento de 2014.

O Brasil chegou a ocupar a sexta posição em função do câmbio sobrevalorizado, mas agora, segundo Robert Wood, analista da EIU, o país perdeu seu brilho. De acordo com outro analista, Tony Volpon, diretor de pesquisas para a América Latina da Nomura Securities, os países emergentes passam por um momento de ajuste.

Ele explica que tais economias, entre elas o Brasil, se beneficiaram no passado do forte crescimento da China e da ampla oferta de crédito no mercado global. “Todos esses países que estavam dependendo dessas duas fontes vão ter de procurar outras formas de crescimento. Por isso, todas essas economias estão passando por um processo de ajuste”, comenta.

Volpon acrescenta que esses países precisam tomar decisões políticas para melhorar suas taxas de crescimento. No Brasil, é necessário fazer mudanças na área fiscal para ficar acima dos 2%, mas isso deve demorar.

Ele acredita que o Brasil vai passar por pelo menos dois anos de ajuste, dado que, por ser ano eleitoral, nem todas as mudanças necessárias serão feitas em 2014. “Vai ter alguma mudança no Brasil porque a situação se impõe. O problema é que o governo faz não porque acredita, mas porque o mercado exige. Com isso, o risco é que as mudanças ocorram muito devagar. E, pior: elas podem parar de acontecer quando a pressão do mercado acabar”, comenta Volpon.

Enquanto isso, o governo segue comemorando o PIB de 2,3% anunciado no final de fevereiro. Segundo Mantega, a economia teria dado sinais de recuperação. Localmente, talvez até faça algum sentido. Internacionalmente, no entanto, faltou combinar com os Russos, que devem passar a ocupar a posição à frente do Brasil juntamente com a Índia.
6 de março de 2014

Após aposentadoria de Joaquim Barbosa, Mensalão corre risco de ser anulado

joaquim barbosa stf barroso Após aposentadoria de Joaquim Barbosa, Mensalão corre risco de ser anulado

Após terem sido inocentados do crime de formação de quadrilha, tendo suas penas consideravelmente reduzidas, os réus do mensalão preparam junto aos seus advogados um pedido de revisão do julgamento no qual foram condenados, o que pode levar até mesmo à sua anulação. De acordo com matéria da Folha, a sugestão foi dada pelo ministro Gilmar Mendes.

Os criminalistas vão esperar a aposentadoria de Joaquim Barbosa, que abrirá mais uma vaga na corte, para ingressar com uma nova ação alegando erro judiciário e pedindo que sejam anuladas as condenações.

Como Barbosa era um dos defensores mais fortes da condenação, os petistas devem se aproveitar de sua ausência para, com um jogo de influência, conseguir o que querem. Mas, mesmo que isso não aconteça, José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno não devem ficar presos por muito tempo. Após a absolvição no último julgamento, eles podem ser liberados até o fim do ano.

Absolvidos do crime de quadrilha, os petistas agora só cumprirão as penas por corrupção ativa, cada uma delas com suas peculiaridades e ocorrências. Com isso, Genoino e Delúbio, este inicialmente condenado a regime fechado, migrarão até o final do ano para o regime aberto. No caso de Dirceu, que recebeu a maior pena dos três, a progressão de regime ocorrerá em 12 de março de 2015, mas é possível que esse prazo seja antecipado para 2014, já que a leitura em série de livros, a frequência em cursos e a possível liberação para trabalho fora do Complexo Penitenciário da Papuda reduzem o tempo de pena.

Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, os condenados em regime aberto devem trabalhar durante o dia e dormir em uma Casa do Albergado durante a noite, mas eles podem acabar cumprindo a pena em regime domiciliar.

Decisões judiciais, porém, permitem que, diante da escassez desses estabelecimentos específicos, o condenado passe a cumprir a pena em regime domiciliar e obedecer a algumas determinações judiciais, como permanecer em suas residências diariamente a partir das 21 horas, comparecer a uma audiência judicial uma vez por bimestre, e pedir autorização judicial para viagens.

Alerta ao Brasil

No final de fevereiro, quando da absolvição dos mensaleiros do crime de formação de quadrilha, Joaquim Barbosa não se furtou de desabafar em frente às câmeras de que se encontrava na condição de alertar à nação da manipulação ocorrida no julgamento. Suas palavras são claras e podem ser conferidas no vídeo abaixo:

1 de março de 2014

Ives Gandra diz que profissionais cubanos vivem regime de escravidão no Mais Médicos

dilma padilha Ives Gandra diz que profissionais cubanos vivem regime de escravidão no Mais Médicos

O jurista Ives Gandra, que já havia escrito um texto a respeito para a Folha, afirmou, em matéria veiculada pelo Jornal Nacional esta semana, que os profissionais cubanos do Mais Médicos são proibidos de comentar o teor das cláusulas, transitar livremente pelo país e manter relacionamentos amorosos com brasileiros. Segundo ele, “nós estamos evidentemente com um regime jurídico para todos os médicos estrangeiros e um regime de escravidão para os médicos cubanos”.

As cláusulas contratuais misteriosas do programa continuam causando problemas ao governo brasileiro. O Ministério Público do Trabalho está concluindo uma investigação a respeito de irregularidades do programa concernentes à contratação e ao pagamento dos médicos cubanos, que totalizam 80% dos profissionais contratados.

O governo brasileiro paga R$ 10.400 aos médicos estrangeiros, mas os cubanos ficam apenas com 25% desse valor – cerca de R$ 2.350. O total é repassado à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que envia, sem qualquer prestação de contas, os outros 75% para Cuba e retém parte do montante destinado aos médicos, que no fim das contas recebem apenas R$ 940. No dia seguinte, o governo anunciou um aumento do repasse aos cubanos de forma a chegar a 3 mil reais, ou apenas 30% do valor que os profissionais de outros países recebem pelo mesmo serviço.

O Ministério da Saúde, por meio do ministro do Arthur Chioro, justifica o esquema de contratação afirmando que é o mesmo utilizado em diversos outros países do mundo.

“A Organização Pan-Americana estabelece o processo de cooperação com o governo de Cuba nos mesmos moldes, respeitando as mesmas condições que são estabelecidas para mais de 60 países.”

Mas, de acordo com levantamento feito pela reportagem, isso não é verdade. Chile e França não têm acordo de cooperação com nenhuma entidade e fazem os contratos diretamente com os profissionais. E a Itália, que é citada pelo governo brasileiro como exemplo, nem mesmo contrata médicos cubanos.

Segundo a própria OPAS, é a primeira vez que ela faz um acordo com as características do Mais Médicos. Mas o Ministério Público afirma que o que interessa é a legislação nacional, que, nas palavras do procurador Sebastião Caixeta, não possibilita tratamento desigual nem a aplicação da legislação de Cuba.

28 de fevereiro de 2014

PIB de Dilma é o segundo pior desde Getúlio Vargas

dilma apagao PIB de Dilma é o segundo pior desde Getúlio Vargas

O IBGE divulgou nesta quinta-feira o crescimento do PIB brasileiro em 2013: 2,3%. Com isso, Dilma Roussef fecha o seu terceiro ano de administração com média de crescimento anual de 2%, número que torna a sua gestão a pior economicamente desde o governo de Fernando Collor, quando o Brasil recuou 1,3% ao ano.

De acordo com gráfico elaborado pelo blog Achados Econômicos, a média de crescimento do governo Dilma, com exceção de Collor, é menor do que as registradas nas gestões de todos os presidentes que o Brasil teve nos últimos 84 anos.

crescimento do pib por pesidente 1 PIB de Dilma é o segundo pior desde Getúlio Vargas

Mas os números ruins não são surpresa. O governo da presidente já havia registrado o pior desempenho da indústria desde a era Collor, apresentando recuo de 0,3% ao ano e avançando menos que outros países emergentes, como China, Coréia do Sul e México. O comércio também seguiu essa tendência, crescendo apenas 4,3% em 2013, o menor número desde 2003, quando o setor registrou queda de 3,7%.

O modelo seguido por Dilma, que aposta na intervenção dura do estado na economia, anda desagradando até mesmo os especialistas que defendem essa cartilha. Para alguns economistas, o governo deveria mudar de estratégia, adotando um modelo baseado no investimento.

Nessa quinta-feira, o Estadão, em uma estranha manchete, chamou a economia brasileira de a terceira melhor do mundo em 2013. O golpe era perceptível no primeiro parágrafo, quando se confessou que não só estavam sendo considerados os dados de apenas 13 nações, mas que este punhado havia sido selecionado pelo próprio IBGE. O Instituto Brasileiro de Geografia Estatística é o mesmo que vem manipulando números para dar ao governo bons resultados em desemprego.

Em dezembro passado, Mantega prometeu não mais fazer a tal “contabilidade criativa” que vinha adiando ajustes das passagens de ônibus em São Paulo, segurando o preço da gasolina e levando a Petrobras a perder valor de mercado, entre outros percalços. Pelo visto, ainda não começou a cumprir a promessa, deixando no ar a pergunta: como estariam esses já fracos números sem tanta maquiagem?

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