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16 de janeiro de 2014

Haddad tenta reverter baixa popularidade com apoio a “rolezinho”, baile funk e viciados em crack

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Em 24 de agosto de 2013, um grupo de mais ou menos 100 jovens proporcionou um tumulto no Minas Shopping em Belo Horizonte. A assessoria de imprensa – em sintonia com o comando da Polícia Militar – emitiu nota oficial negando a ocorrência de um arrastão. Mas a reportagem de O Tempo confirmou ter ouvido de testemunhas que algumas lojas foram saqueadas sim. Dias depois, um terceiro evento do tipo voltaria a acontecer apresentando as mesmas características: agendado pelas redes sociais, uma baderna dos adolescentes descambava em tumulto, algumas testemunhas diziam ter visto lojas sendo saqueadas, notas oficiais desmentiam tais testemunhas.

Estariam as testemunhas se confundindo em meio ao tumulto ou estariam os estabelecimentos abafando a mídia negativa gerada pelo ocorrido?

Fato é que esse tipo de evento se espalhou pelo país à medida que as festas de fim de ano se aproximavam. Foi o que se deu no Shopping Del Rey e no Itaú Power Shopping em Minas Gerais, no Buriti Shopping em Goiás, no Shopping Vitória no Espírito Santo, no Shopping Internacional de Guarulhos e no Shopping Itaquera, ambos em São Paulo. Pelas redes sociais, descobria-se que quase todo grande shopping no Brasil estava sendo tomando por enormes encontros de adolescentes. Mas somente em dezembro a mídia passou a dar a este acontecimento o mesmo nome utilizado pelos organizadores: rolezinho.

Os organizadores? Normalmente algum adolescente que tinha seu evento no Facebook “viralizado” na rede. Nos links acima, variam entre 14 e 17 anos (quando citados). Ciente deste detalhe ou não, o prefeito Fernando Haddad disse querer ouvir os jovens que organizavam os “rolezinhos”. No dia seguinte, pediu ao seu secretário da igualdade racial para “convocar os líderes” dos grupos e conversar. Seu apoio veio acompanhando da fala da ministra da Igualdade Racial, Luiza Barros, que disse que “medo de ‘rolezinho’ é reação de brancos“. Coroando o trio, o secratário-geral da presidência da república, Gilberto Carvalho, condenou a “postura dos empresários“.

Se a intenção dos jovens é organizar eventos para cometer crimes, a lei pede para que isso seja provado por quem acusa. Mas, ao se completar um ano da morte de 230 pessoas em evento organizado por adultos supostamente responsáveis, soa extremamente irresponsável o prefeito da maior cidade do país (e representantes do maior partido da nação) estimularem eventos organizados por adolescentes, principalmente quando chegam a reunir até 10 mil pessoas. Caso algo saia do controle, não há quem contorne a crise. E sai bastante, como mostram as cenas fortes do vídeo a seguir:

Grandes aglomerações em ambientes públicos – ou até mesmo, como nestes casos, privados – costumam ser o cenário ideal para a ação de oportunistas. Não à toa, várias militâncias das mais variadas bandeiras se organizam para pegar carona na pauta. Ao menos uma delas já ocorreu hoje com a ação do MTST contra dois shoppings da zona sul de São Paulo. Mas as movimentações virtuais ganham força e há quem acredite que tudo esteja apenas começando.

Fernando Haddad já reconheceu que jogou fora seu primeiro ano de governo.  Em dezembro, a ordem do partido era para mudar o comportamento e reverter a baixa popularidade atingida com os protestos e jamais revertida. Um mês depois, o prefeito tomou várias medidas voltadas a agradar os votos recebidos na periferia. Medidas sempre questionáveis, como o veto à proibição de baile funk nas ruas de São Paulo, a oferta de emprego a viciados em crack ou mesmo o já citado apoio ao rolezinho.

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11 de janeiro de 2014

Como pagar a multa de Genoino

família genoino 470x338 Como pagar a multa de Genoino

A família do mensaleiro José Genoino colocou no ar um site para arrecadar doações para pagar a multa que o ex-presidente do PT deve aos cofres púbicos (noves fora a tentativa de golpe e concentração de poder que foi o mensalão). Segundo a família, o mensaleiro é pobre e terá de vender a casa, comprada pelo BNH.

A militância petista tenta até hoje “provar” que o mensalão não existiu por que o ex-presidente do PT que armou o esquema continua pobre. Esquecem-se de que, afinal, Lula, José Dirceu (que armava reuniões com empresas como a Delta para conseguirem “contrato com o governo” ao custo de R$ 1 milhão em hotéis de luxo), Delúbio etc etc estão ricaços.

Mas esquecem-se sobretudo de que o mensalão, que foi uma tentativa de golpe para fazer Lula governar por decreto (como na Venezuela), não significou apenas corrupção – e, na parte “corrupção” da coisa, há um corrupto e um corruptor. O primeiro recebe para fazer um “favor” ao segundo, que paga a ele. Genoino, condenado por corrupção ativa, é o cara que paga, não o cara que recebe.

O jornalista progressista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, sugeriu que Lula pagasse a dívida de Genoino (Lula, este homem pobre). Foi rechaçado por outros setores adoradores de dinheiro público para financiar seus próprios bolsos: por que Lula deveria pagar por Genoino num processo em que não é réu?

Na verdade, faria todo o sentido que Lula pagasse, sim. Mesmo fingindo-se que Lula não sabia de nada, o plano de Genoino era facilitar o poder de Lula, concentrando todas as decisões no Executivo. Sendo amigo e companheiro, e afirmando, como afirma a família de Genoino, que a família “não tem patrimônio para arcar com tal despesa” e que Genoino teria sido “condenado sem provas por um tribunal que se dobrou a um linchamento midiático”, e que “está sendo alvo agora de uma perseguição rancorosa e odiosa”, nada mais coerente do que abrir a carteira e, em público, pagar a dívida.

Ou isso é só da boca pra fora, para aumentar os ânimos sempre exaltados da militância cega e obediente?

É sensato crer que pessoas normais ajudam a pagar a dívida de um amigo, mesmo contraídas de forma imprudente, adicionando-se um corretivo puxão de orelha. Se um amigo é condenado por uma lei ou tribunal que se considere injusto, também é sensato crer que seus amigos o ajudarão a lutar contra a decisão “legal”, mas injusta.

Por exemplo, se uma amiga que seja condenada a morrer apedrejada por “trair” o marido morto no Irã de Ahmadinejad, amigo do Lula, como foi o caso de Sakineh, é natural que se critique a decisão do tribunal e se lute para que a condenação não seja levada a cabo. Claro, como Sakineh estava sendo ameaçada de ser apedrejada no meio da campanha eleitoral de Dilma Rousseff, e Lula é amicíssimo do genocida Ahmadinejad, nem o movimento feminista, preocupado até com imagens que desejem “Natal feminista” sem negras ou transexuais, resolveu se preocupar. Não houve um pio em blogs progressistas sobre Sakineh.

Sabendo disso, é fácil entender que os petistas, que se consideram “injustiçados” e “perseguidos” (por um tribunal de 11 juízes, 9 deles indicados pelo próprio PT), mesmo assim se calam e não ajudam os companheiros, preferindo mandá-los para o abate sozinhos. Porque é tudo eleitoral: eles precisam enganar o povo que não é militonto, e precisam de votos até de quem repudia o mensalão, atos de corrupção, terrorismo e golpes ditatoriais.

O que importa de verdade é sair-se bem nas próximas eleições e continuar no poder. Como qualquer estudioso de revoluções sabe, os primeiros a sangrarem no altar da revolução não são os reacionários – são os revolucionários que não se deram bem.

Mas, se Lula não vai pagar a multa de José Genoino (estranho ninguém ver nada de errado com a falta de “vaquinha” para pagar as multas dos podres de rico José Dirceu, Delúbio Soares etc – por que estes próprios não ajudam?), ainda espanta que o PT e os familiares de Genoino estejam fazendo uma vaquinha virtual entre os pobres militantes do suposto “Partido dos Trabalhadores”, que supostamente é o único “defensor dos pobres”.

Para começar, como mostrou o Doutor Gori, a informação da família, de que Genoino está pobre e teve de vender o carro – e agora corre o risco de ter de vender a casa – é no mínimo estranha para um homem que cuidava, justamente, das contas do partido que governou o país concentrando mais poder e dinheiro em suas mãos do que qualquer outro em nossa história. Vejamos.

Segundo seu próprio site, ele foi deputado federal em cinco mandatos seguidos. Vamos dar de barato que:
1) ele usou apenas o próprio salário e nadica de nada das verbas indenizatórias e de representação;
2) façamos de conta que ele recebeu, como qualquer trabalhador registrado, “apenas 13 salários por ano;
3) uma vez que sempre se fala em “reajuste”, devo entender que os valores praticados hoje são apenas uma atualização monetária para corrigir a inflação do período;
4) ainda assim, consideremos 18 pilas como o salário do cara;
5) por último, consideremos que o único a prover dinheiro para a família de quatro pessoas foi ele.

Então vamos lá:
13 salários vezes 4 anos: 52 salários por mandato;
5 mandatos vezes 52 salários: 260 salários;
260 salários vezes 18 pilas: R$ 4.680.000,00 (quatro milhões, seiscentos e oitenta mil reais);
Descontando R$ 1.404.000,00 (um milhão, quatrocentos e quatro mil reais) de dízimo (contribuição obrigatória de 30%) ao partido, temos R$ 3.276.000,00 (três milhões, duzentos e setenta e seis mil reais).

De lambuja, vamos tirar dessa continha os anos que ele passou recebendo do partido como presidente e o tempo que ele ficou como aspone no Ministério da Defesa (DAS 4, algo como R$ 8.000,00 mensais). Vamos até esquecer que moradia, passagens aéreas, plano de saúde e outros mimos são custeados 100% pela Câmara.

Como um cabra desses, que teve tanto dinheiro em suas mãos, está cobrando agora dos pobres militantes petistas para pagarem sua dívida? Como pode ele ter gerido tão mal o seu dinheiro pra ficar de dívida que precisa ser paga pelos pobres, e não pelos “peixes graúdos” seus cupinchas? Como um cara desses pode ter cuidado das contas do Partido e gerenciado dinheiro público? Não é uma boa explicação para a crise em que o país está, precisando sempre aumentar impostos para fechar o caixa? Como alguém que, supostamente, “lutou pelos oprimidos”, quer agora dinheiro dos pobres, e não dos ricos do seu partido? Isso que o PT chama de “distribuição de renda”? Distribuir dinheiro dos pobres entre os ricos do Partido?

Mas se a família de Genoino quiser mesmo ser coerente com o que o PT diz que é e lutar pelos pobres, o mestre Alexandre Borges fez as contas de como pagar as contas. É simples:

1. O PT possui atualmente 88 deputados federais. O líder deles é o irmão de José Genoíno, aquele dos dólares na cueca do assessor.

2. O salário bruto de deputado é de R$ 26.723,13. Ele ganha muito mais se você somar ajudas de custo e outras remunerações indiretas, claro, mas vamos usar como referência o salário bruto.

3. O Brasil paga por mês, só em salários, R$ 2.351.635,44 para deputados federais do PT. Ou R$ 78.387,85 por dia.

4. A dívida de José Genoíno é de R$ 468.000,00, essa que a filha dele diz que não pode pagar.

5. O montante representa 6 dias dos salários brutos da bancada petista na Câmara, pagos pelo contribuinte. Seis dias!

Se a filha do Genoíno não sabe como levantar o dinheiro, fica a dica.

E isso tudo sem contar uma ajudinha dos próprios presidentes petistas, ministros indicados, alto empresariado que entupiu o PT de doações por saber que lucraria muito com “contratos com o governo” sem precisar oferecer um bom serviço na concorrência do mercado, sem pedir dinheiro para os progressistas da Vila Madalena e, claro, sem pedir alguns dos milhares de dólares encontrado na cueca do assessor do irmão de Genoino, hoje ainda líder do PT na Câmara.

Descontando tudo isso, por que o partido que “luta pelos pobres” (ou, pelo visto, quer manter os pobres pobres, e dependendo de algumas migalhas do Estado em troca de votos) quer manter salário de deputado (ou de duas palestras do presidente mais rico do país), ao invés de cobrar de petistas graúdos como Chico Buarque, Marilena Chaui, Luis Nassif da “Dinheiro Vivo”, Zédia, Eike Batista, Abílio Diniz, os blogosfentos que recebem dinheiro para “fazer propaganda” de estatal incrivelmente maior do que eles (ou seja, na verdade, pagos pelo PT para fazer propaganda do PT com dinheiro de pagadores de impostos não-petistas) etc?

Afinal, com estas simples contas feitas, por que o PT quer o dinheiro dos pobres… de novo?!

jose genuino cuecao cash Como pagar a multa de Genoino

10 de janeiro de 2014

CEF teria CONFISCADO poupanças para engordar seu lucro

dilma careta2 CEF teria CONFISCADO poupanças para engordar seu lucro

te pegaram de novo, gilma

Segue trecho de reportagem da revista Isto É, por Claudio Dantas Sequeira:

O confisco secreto da Caixa – Relatórios da Controladoria-Geral da União e do Banco Central mostram que a Caixa encerrou irregularmente mais de 525 mil contas poupança e usou o dinheiro para engordar seu lucro de 2012 em R$ 719 milhões – Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU), órgão vinculado à Presidência da República, aponta que, em 2012, a Caixa Econômica Federal promoveu uma espécie de confisco secreto de milhares de cadernetas de poupança. Em um minucioso relatório composto por 87 páginas, os auditores da CGU revelam os detalhes da operação definida como “sem respaldo legal”, que envolveu o encerramento de 525.527 contas sem movimentação por até três anos e com valores entre R$ 100 e R$ 5 mil. Os documentos obtidos por ISTOÉ mostram que o saldo dessas contas foi lançado, também de forma irregular, como lucro no balanço anual da Caixa, à revelia dos correntistas e do órgão regulador do sistema financeiro. No total, segundo o relatório da CGU, o “confisco” soma R$ 719 milhões. O documento foi remetido à Assessoria Especial de Controle Interno do Ministério da Fazenda e ao Banco Central e desde novembro auditores do BC se debruçam sobre a contabilidade da Caixa para apurar as responsabilidades. ISTOÉ também teve acesso a cinco pareceres do Banco Central que foram produzidos após as constatações feitas pela CGU. Em todos eles os técnicos concluem que a operação promovida em 2012 foi ilegal. No documento redigido em 4 de novembro do ano passado, o Departamento de Normas do BC (Denor) adverte que a operação examinada consiste em “potencial risco de imagem para todo o Sistema Financeiro Nacional” (grifos nossos)

Comentário:
Precisa? Incompetência e safadeza, o retrato deste governo.

10 de janeiro de 2014

O baile funk do Haddad

bailefunk O baile funk do Haddad

O prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad, vetou o projeto nº 2/13, de autoria dos vereadores Conte Lopes e Coronel Camilo, que pretendia proibir “a utilização de vias públicas, praças, parques, jardins e demais logradouros públicos para realização de bailes funks ou de quaisquer eventos musicais não autorizados”. Segundo os autores do projeto, as ocorrências policiais aumentam até em 300 chamadas durante os bailes.

De acordo com o veto, a mesma norma já existe. Sendo assim, não seria necessária uma nova lei sobre o assunto. Isto não foi motivo para Haddad ter sancionado na véspera de natal um projeto que prevê chamar a polícia caso alguém se recuse a desligar aparelhos sonoros no ônibus. O projeto de lei anterior já existia. Só era ignorado porque a polícia, deveria ser associada, nunca era. A maior novidade, aplicação de multa de até R$ 5 mil, foi vetada pelo prefeito.

Já no dia 30 de dezembro, Haddad sancionou a “Lei do Pancadão”, (decreto 54.734), que prevê multa de R$ 1 mil a som alto em carros estacionados – valor que pode ser duplicado e quadruplicado em caso de reincidência. Também não custa lembrar que a “Lei do Psiu” já existia, e antes dela outra lei que sempre previu proibição de nível alto de ruído em tempo de descanso. Nunca respeitadas, precisaram de novas leis para haver atuação policial.

Na ocasião, a revista Carta Capital afirmou que “criminalização do funk (sic) já havia sido apontada como um sério problema pelo secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira”. Muito estranhamente, a palavra “funk” não consta no decreto 54.734. Se a Carta Capital e o secretário municipal de Cultura (sic) preocupavam-se com o funk, é por saberem que são os funkeiros os principais causadores desse projeto de lei.

Para a revista e o secretário, o funk no último volume em carros estacionados é uma questão de saúde (sic). Quem se incomoda certamente está doente, como declara o secretário:

O funk faz parte de uma realidade de afirmação, de expressão, de desejo, de alegria. A expressão corporal é uma tradição da nossa população. O funk está ligado ao direito de dançar. Como dizia um grupo na Bahia, ‘quem não dança dança’. É um direito que muitas vezes os cidadãos mais conservadores da nossa sociedade não conseguem compreender. É um direito, um direito cultural, um direito fundamental. Faz parte da saúde e da qualidade de vida das pessoas. Como você vai cercear uma coisa dessas? A não ser que você tivesse algo muito melhor para oferecer, mas mesmo assim não acredito que uma postura correta fosse proibir. (grifos do original, acredite)

Sem funk alto 1 da manhã, como essas pessoas poderão ter saúde e qualidade de vida? Como esses cidadãos conservadores não conseguem perceber algo tão óbvio? Como se poderia apresentar algo melhor do que funk, se sabemos que essa é a melhor expressão cultural já criada pela humanidade, que nunca antes na história desse país teve tamanho avanço sináptico com Tigrão, Quebra-Barraco e MC da Leste?

baile funk1 O baile funk do Haddad

A revista ainda lembra:

Os artigos 42 da Lei de Contravenções Penais (de 1941) e os 227 e 228 do Código Brasileiro de Trânsito (de 1997) já prevêem multas a quem perturbar o “sossego alheio”. Afinal, parece que é só disso que se trata.

De fato, ter sossego depois de um dia de trabalho é coisa muito conservadora. Trotsky já dizia que queria transformar o homem em uma máquina de trabalho. Mao passou pelo menos uma década aumentando os planos sociais tomando impostos em grãos dos camponeses, que morreram de fome nas proporções de 30 milhões em menos de uma década, tendo de se alimentar de folhas e cascas de árvores – e a Carta Capital seria uma das primeiras publicações a aplaudir qualquer aumento de imposto, nem que seja sobre dias ímpares ou cor de sapato.

mulher pelada baile funk mc magrinho 300x183 O baile funk do HaddadNão se está “criminalizando um gênero musical”, como afirma a revista proto-comunista. A Sinfonia n.° 2 – Ressurreição de Gustav Mahler ou Miles & Monk at Newport, de Miles Davis e Thelonius Monk (dois gênios da música de origem nada rica) tocados em alto volume durante horário de sossego incomodam, e qualquer admirador de ambas sabe disso.

A “ordem” que se busca aqui não é a ordem brucutu e truculenta de uma polícia despreparada e de um Estado totalitário e vigilante, além de Babá (disso a Carta Capital é que entende), e sim a ordem que diz pra falarmos baixo quando temos um bairro inteiro pra dormir depois do trabalho, enquanto gente com carro, hormônios e hedonismo no corpo, e que não trabalha, quer incomodar com som alto de madrugada. Se isso é “criminalizar o funk”, pois então: criminalizemo-no (se é que um funkeiro pode entender o que é esta construção de pronome pessoal oblíquo).

Experimente colocar um brutal death metal em volume mais baixo do que o típico do funk no seu carro na frente do apartamento dos jornalistas da Carta Capital para vê-los trocando o discurso imediatamente, e afirmando que som alto é coisa conservadora, que a classe trabalhadora precisa de descanso, que só o petista Fernando Haddad pode nos salvar etc.

0 O baile funk do Haddad

O projeto de Conte Lopes e Coronel Camilo, sobre os bailes funks – “ou quaisquer eventos musicais não autorizados” – foi vetado pelo prefeito sob alegação de que isto impediria eventos culturais da própria prefeitura, como a Virada Cultural. Não se sabe quem alfabetizou Fernando Haddad, mas é difícil entender como um projeto que visa proibir eventos musicais não-autorizados afetaria a própria Virada Cultural. Talvez seja o caso agora dos funkeiros do som alto afirmarem que apenas estão organizando um “evento musical não-autorizado”.

O projeto de lei vem no encalço dos “rolêzinhos” do final de 2013. alguns jovens resolveram fazer um “rolezinho” no shopping Internacional de Guarulhos. Macaquinho vê, macaquinho faz (isto não tem nenhuma conotação racial, antes que queiram criminalizar expressões idiomáticas há décadas no uso comum): tudo se deu depois de um verdadeiro arrastão no shopping Itaquera, quando jovens paulistanos, imitando os “pancadões” dos bailes funk cariocas, tomaram o estacionamento do shopping para criar um baile funk, que logo adentrou o recinto com uma série de furtos. A prática promete se propagar – já foi marcado um “evento musical não-autorizado” no shopping Interlagos.

A linguagem descritiva dos “setores progressistas da sociedade” – isto é, esquerdistas – inverte completamente o contato com a realidade. Um arrastão é um “rolêzinho”. Um protesto pelo topless com tímidas 8 participantes – e depois outro com uma, que ainda só tirou a roupa a pedido de uma repórter da Folha – é um “toplessaço”. O evento, marcado para às 10h, teve seu primeiro topless às 11h.

O “rolezinho” foi um verdadeiro arrastão. O “toplessaço” foi mais murcho do que… bem, vocês sabem. Esses manifestantes e seus beleguins na mídia de hoje não acertam uma.

Para minimizar o “rolêzinho”, uma repórter da Folha acostumada a propaganda esquerdista, Laura Capriglione, em estilo narrativo, conta como “centenas de adolescentes” adentraram o shopping cantando versos de Tertuliano, digo, MC da Leste, o funkeiro que entoava cantos pacifistas de resistência não-violenta como:

Matar os polícia é a nossa meta
Fala pra nóis quem é o poder
Mente criminosa, coração bandido
Sou fruto de guerras e rebeliões
Comecei menor já no 157
Hoje meu vício é roubar, profissão perigo
Especialista, formado na faculdade criminosa
Armamento pesado, ataque soviético

E, claro, depois que morreu, teve a família inteira sobre seu caixão afirmando que exigia que a polícia tratasse o caso de seu assassinato como prioridade extrema etc – no que foi prontamente atendida, bonitinho como só “os polícia” sabem fazer.

No caso do “rolezinho” em Guarulhos, a repórter da Folha contrasta uma “música” sobre “Eita porra que cheiro de maconha”, que “os moleque (sic) gosta mais do que de lasanha”, e tenta ridicularizar a fala de uma freqüentadora do shopping, como a mesma Folha tentara fazer antes com a “gente diferenciada” de Higienópolis:

Seria um arrastão? Saque? Quebra-quebra? Helena de Assis Pregonezzi, 55, empresária do ramo de caminhões de mudança, jurava ontem na praça de alimentação lotada ter visto jovens com revólveres. “Tem de proibir esse tipo de maloqueiro de entrar num lugar como este”, discursava entre garfadas na pizza de picanha com Catupiry.

Não se sabe por que comentar sobre as “garfadas na pizza de picanha com Catupiry” da empresária, como se isso fosse sinal de alienação, burrice, falta de consciência de classe, paranóia ou de algum erro pela “riqueza” de se comer pizza de picanha com Catupiry na praça de alimentação do shopping Guarulhos. Mas a repórter Laura ao menos tentou causar celeuma.

O que Haddad, seu secretário de Cultura (!) Juca Ferreira (que precisa saber que “cultura” vem de cultus, e é tudo o que é bem cultivado regional e imaterial, mas até aí 60 mil homicídios por ano fazem parte da “cultura” do Brasil sob o PT), a Carta Capital e Laura Capriglione precisam entender é que existe uma ordem nada autoritária – pelo contrário, a razão de nossa liberdade.

baile funk crianças 300x200 O baile funk do HaddadEssa ordem presume comportamentos adequados a um recinto. Não se pode parar na frente da casa de nenhum deles 1 da manhã (ou, quem sabe, 24 horas por dia) ouvindo MC Catra ou mesmo O Messias de Händel sem se notar que está se prejudicando uma ordem pré-estabelecida – de que é preciso haver um tempo de maior silêncio em cidades para corpos humanos de atividade cicladiana que precisam repousar.

Tampouco se pode entrar num shopping correndo, ainda que “sem furtos”, se é que essa informação procede mesmo, sem se notar que um shopping não prevê essa correria – na verdade, se 10 pessoas correm no shopping, as pessoas ao redor pensam que é assalto. Se 100 correm, já pensarão que é incêndio. Em compensação, se mil correm atrás de um ônibus, sabemos que é um tão comum horário de pico.

É assim que se presume comportamentos. Não se grita em hospitais e escolas, ninguém se veste de biquini para ir a uma entrevista de emprego, um médico não sai de um hospital e vai comer pastel na esquina de jaleco e nem se pratica campeonato de arroto em um Fórum Criminal.

Mircea Eliade, o maior estudioso das religiões do mundo, notou, em O Sagrado e o Profano, que o comportamento religioso nasce delimitando espacialmente alguns lugares em que o sagrado é honrado, delimitando-se o profano para fora dali. Toda cultura (ouviu, sr. Juca Ferreira?) precisa de uma localização espacial, via de regra determinando-se a a si própria como centro do mundo circundante (Umwelt).

Mesmo sociedades não-religiosas não abandonam esses comportamentos previsíveis em determinados espaços. Não só igrejas, cemitérios, ambulatórios, restaurantes e jantares na casa da sogra são provas disso.

Se todas as pessoas conseguem adequar seu comportamento a essa ordem sem grandes lesões à sua “saúde e qualidade de vida”, por que os funkeiros não podem – ainda mais sabendo que entram correndo em shoppings justamente para “causar”, por que passar despercebido, como todos os outros seres humanos fazem, é ofensa brutal a eles?

O prefeito Fernando Haddad poderia finalmente fazer algo positivo à cidade proibindo e, sobretudo, fiscalizando os “eventos musicais não-autorizados” e todas as ocorrências policiais a eles relacionadas. A criminalidade na violentíssima Diadema despencou depois da proibição de bares abertos pela madrugada.

A liberdade “cultural” de um não pode incluir ser um estorvo justamente para aqueles que fazem a cidade funcionar.

2 de janeiro de 2014

Petrobras perde 50 BILHÕES de DÓLARES nos últimos 5 anos

lula dilma petrobras 507x338 Petrobras perde 50 BILHÕES de DÓLARES nos últimos 5 anos

O tema foi abordado em artigo de J.R. Guzzo para a revista Exame no último 25 de dezembro. O cálculo foi feito subtraindo o valor de mercado que possuía a Petrobras em 2008 do que possui hoje. Em reais, a perda chegaria a quase 120 BILHÕES.

Num país onde há o hábito de respeitar as leis sobre o funcionamento das companhias que vendem ações ao público, e as regras do jogo existem para ser cumpridas, como estariam se sentindo os acionistas de uma empresa que perdeu mais de 50 bilhões de dólares de seu valor de mercado entre 2008, quando a cotação de suas ações estava no pico, e hoje?

(grifos nossos)

O articulista também chama a atenção ao fato de a estatal ter perdido de 2012 para cá a metade do que valia nas bolsas de valores. E que nada disso se deve ao mercado, mas a decisões políticas que foram tomadas pelo seu maior acionista; no caso, o governo brasileiro.

E se, por causa disso, há perdas para os demais acionistas (e mesmo para o sócio majoritário, que teoricamente é o povo, representado pelo governo), ninguém é culpado, principalmente quem provocou o problema. Sumiram 50 bilhões de dólares? É, sumiram. Paciência.

O país em questão é o Brasil, a companhia gigante é a Petrobras e quem está levando na cabeça é o povo brasileiro, quer o cidadão tenha ou não ações da empresa. Seria difícil encontrar outra área na qual o governo tenha aproveitado tantas oportunidades de errar como aconteceu com a Petrobras durante as administrações de Lula e de Dilma Rousseff.

(grifos nossos)

O artigo segue listando alguns exemplos que colaboraram para a formação deste quadro lamentável:

A empresa, por ordem do governo, fez negócios ruinosos, como uma “sociedade” com a Venezuela de Hugo Chávez na construção de uma refinaria em Pernambuco — um conto do vigário no qual os venezuelanos até hoje não colocaram um único bolívar.

Mais que tudo, a Petrobras se tornou uma ferramenta de política econômica do governo, que a utilizou abertamente para conter a inflação; obrigou-a a segurar os preços dos combustíveis, o que leva a empresa ao excelente negócio de comprar petróleo no exterior e vendê-lo aqui por preço mais baixo do que gastou na compra.

(grifos nossos)

Com o ano de eleições que se inicia, as esperanças de melhora do quadro são escassas:

A companhia precisa, com urgência, aumentar sua produção diária — mas para isso tem de arrumar dinheiro, 25 bilhões de dólares só em 2014, e os investidores não gostarão de ver parte desse dinheiro usada para segurar os preços da gasolina num ano eleitoral. Dias duros pela frente, portanto.

(grifos nossos)

Grande parte do discurso do marketing petista vendeu seus candidatos como verdadeiros guardiões da coisa pública, principalmente das grandes estatais como a Petrobras.  O tempo vem provando que tudo não passou de uma promessa de campanha. Perde a companhia, perdem seus acionistas, perdem todos os brasileiros.

23 de dezembro de 2013

Dirceu abriu filial de consultoria em paraíso fiscal

20131126083703 jose dirceu Dirceu abriu filial de consultoria em paraíso fiscal

O ano de 2013 voltou a ser mais um daqueles em que José Dirceu, para azar dele e de todos os brasileiros, protagoniza muitas manchetes. Em mais um capítulo da novela que tenta entender como se desenvolve seu poder de influência no país, o Estadão revela que o mensaleiro já abriu uma filial de sua empresa de consultoria no Panamá, famoso paraíso fiscal da América Central. Mais do que isso, que tal empresa divide o mesmo endereço com a dona do hotel que lhe prometera um salário de 20 mil reais antes de ser revelado pelo Jornal Nacional que um de seus sócios seria um “laranja”:

José Dirceu abriu no Panamá uma filial de sua empresa de consultoria. Ela fica no mesmo endereço da Truston International, dona do hotel que ofereceu a ele emprego de R$ 20 mil no mês passado. A JD Assessoria e Consultoria registrou a filial em 2008, três anos depois de Dirceu ser apeado do governo em meio ao escândalo do mensalão, no escritório da Morgan & Morgan, que disponibiliza testas de ferro para milhares de firmas estrangeiras, como a Truston, no conhecido paraíso fiscal da América Central.

(grifos nossos)

Para o governo brasileiro, tal filiação não chegou a durar dois anos. Contudo, há a suspeita de que a manobra serviu apenas para disfarçar as atividades realizadas no exterior, podendo a filial seguir sua atividade no Panamá segundo as leis locais.

A sucursal da empresa de Dirceu no Panamá existiu para os órgãos públicos brasileiros por ao menos um ano. Em abril de 2009, numa alteração contratual, o ex-ministro decidiu “tornar sem efeito” a abertura da filial no Panamá. Segundo um delegado da Polícia Federal, um servidor do alto escalão da Receita Federal e um advogado especialista em direito empresarial ouvidos pelo Estado, o registro, no entanto, só tem valor no Brasil e não impede que a JD prossiga com eventuais negócios no paraíso fiscal.

A mudança contratual, na opinião desses especialistas, serviria para “apagar” o rastro da existência da filial da empresa de Dirceu em bancos de dados públicos no Brasil, como cartórios e juntas comerciais, sem a que produzisse efeito no Panamá.

A Morgan & Morgan, alegando sigilo, não informou a atual situação da JD no paraíso fiscal. Segundo a legislação local, empresas podem ser registradas em nomes de “laranjas” e estampar nomes fantasia que não guardam relação com a empresa original.

(grifos nossos)

A reportagem também revelou detalhes sobre esta questionável consultoria exercida pela empresa de José Dirceu:

O contrato social da empresa de Dirceu lista diversas atividades, entre elas facilitar negócios de particulares com o poder público não só no Brasil.

Cabe à consultoria, por exemplo, trabalhar por “parcerias empresariais com os países do Mercosul” e viabilizar o “relacionamento institucional de particulares com os mais variados setores da administração pública”.

(grifos nossos)

Essa estranha relação entre Dirceu, a Morgan & Morgan e o hotel Saint Peter explicaria os benefícios recebidos pela Top TV, emissora do ex-futuro chefe do petista, quando, contrariando um parecer técnico, recebeu autorização do governo liberando a transferência de Francisco Morato para a avenida Paulista.

Em outras manchetes explosivas e recentes, Dirceu foi citado no livro bombástico de Romeu Tuma Jr. Estão nos relatos de Tuminha uma confissão de Gilberto Carvalho que coloca Dirceu como receptor dos desvios de verba que culminaram a morte de Celso Daniel em 2002; assim como supostas provas de que o mesmo Dirceu seria o responsável pela lavagem de dinheiro do Mensalão nas Ilhas Cayman, mais um paraíso fiscal da América Central.

Dois anos antes, Dirceu já havia sido acusado pela Veja de manter um gabinete clandestino num hotel em Brasília para colocar em prática toda a sua influência sobre o poder público.

As novas acusações surgem como peças que se encaixam perfeitamente em todas as desconfianças que já pairaram sobre o ex-deputado federal. Desconfianças essas que aos poucos se tornam certezas.

19 de dezembro de 2013

Que tal tirarmos um pouco de sarro do Sakamoto?

sakamoto capa Que tal tirarmos um pouco de sarro do Sakamoto?

Muitas pessoas perguntam como conseguimos achar tanta coisa a ser comentada na internet. É simples: temos um algoritmo que caça textos por aí segundo palavras-chave (feminismo, fascismo, privataria, homofobia etc). Conforme o número de palavras encontrado, ele nos classifica o que deve ser comentado.

Às vezes ficamos sem inspiração e apenas rodamos o algoritmo conforme a classificação do que está sendo comentado na internet. É fácil encontrar a meia dúzia de palavras que está no texto de todos os “progressistas”, o novo nome da esquerda anti-capitalista de sempre.

Mas tem vezes em que a coisa enguiça. Parece estar todo mundo na mesma pontuação. Todos os sites progressistas falando da mesma coisa, na mesma hora, com as mesmas palavras (nisso atingiram perfeitamente a igualdade).

Aí não tem jeito: para saber quem tem prioridade e deve ser mais comentado, precisamos correr logo para Leonardo Sakamoto.

Em seu blog no UOL, o jornalista reclamou dos “preconceitos” de quem zoou Romário por este sair com uma “mulher trans”.

“Mulher trans”, “liberal-fascista”, “homem urso”, “meio grávida”, “católico ateu”. É com esse tipo de conceito que funciona a mente progressista. Não se trata de falácias, ou seja, falhas na construção de um silogismo: trata-se de erros até nos conceitos que buscam refletir a realidade. Assim, mesmo um esquerdista mestre da lógica, com pós-doc em Filosofia, notável analista de narrativas (a Escola de Frankfurt foi feita assim), não deixa de ser um completo divorciado da realidade mais factual.

man woman 229x300 Que tal tirarmos um pouco de sarro do Sakamoto?A crítica de Sakamoto é que “O que define uma mulher não é o que ela tem ou teve entre as pernas”. Ou seja, uma mulher pode ser… um homem. Talvez um alemão possa ser um tailandês. Ou uma foca talvez possa ser um ornitorrinco. Como já diz a sabedoria popular, na falta de um original, qualquer objeto em sua mão pode se transformar em um martelo. E se tudo o que você tem à mão é um martelo, trate o mundo como um grande prego.

Diz o nosso japa preferido que “Você se sentiu sexualmente atraído por uma mulher. Dai descobre que ela tem ou teve o mesmo órgão sexual que você”. Para Sakamoto, tudo o que define uma mulher é o quanto alguém “se sente e se expressa” mulher. Se eu, homem, “me sentir” mulher e dar uns malho no Sakamoto, ele continuará sendo hétero (?!), porque teve uma relação homem-mulher. No entanto, para tal, preciso “me expressar” como mulher. Todavia, as formas de como uma mulher “se expressa como mulher” (batom, saia, salto alto, bolsa, dirigir mal, acreditar em horóscopo, ter a “capacidade” de ser estuprada vaginalmente, pintar as unhas) são apenas performances socialmente construídas (?!?!), e não algo intrínseco ao sexo, que é diferente do gênero, porque os transexuais redefiniram essa distinção básica (?!?!?!?!). Entendeu? Nem eu. Mas tá lá no Sakamoto e nas baboseiras que a Judith Butler escreve. Ops, desculpe. @ Judith Butler. Não podemos fazer distinção de gênero na gramática.

A esquerda tem duas preocupações com esse tipo de “analítica”. Tudo surgiu com Michel Foucault e sua crítica à “sociedade disciplinar” (antes dele, o feminismo estava mais preocupado com salários iguais para mulheres em fábricas nos tempos de guerra, depois estas causas urgentes de agora se tornaram a preocupação principal de seres semoventes).

Trata-se antes de tudo de subverter não valorestradições, como costumam reafirmar certos conservadores, mas sobretudo de estraçalhar padrões de medida. Ou seja, medidas fixas, pelas quais possamos medir outras coisas. Por exemplo, alguém no Brasil é a favor de corrupção e de ditadura? Creio que ninguém diga isso tão claramente. Mas chamando a primeira de “caixa 2″ e a segunda só de “regime comunista”, quantos não passam a imediatamente, nunca antes na história desse país, a dizer que corrupto que compra voto para instaurar uma ditadura é herói nacional?

Sakamoto, nessa atividade, comete uma análise brilhante, mas com conceitos, como visto, divorciados da realidade:

Se aceitar bovinamente viver com medo de seus desejos conseguirá, aí sim, ser um belo de um frouxo. Um covarde que não tem vontade ou opinião própria, mas depende da manada para lhe dizer o que pensar, como se vestir, o que comer e com quem se deitar.

Cara, tenho dó de você. Porque, ao temer ser rotulado, compartimenta a vida em caixinhas que, simplesmente, não existem. E interdita a si mesmo em uma sabotagem maluca.

“Ah, mas isso é pecado!” Olha, se existir uma entidade suprema, acredite, ela não vai se importar com quem você transa ou quem você beija. Caso contrário, não seria uma entidade suprema, mas algum religioso-fundamentalista-inspirador-de-ódio.

É despiciendo ver como tais ataques à religião são manobra totalitária. Mas não deixa de ser engraçado ver Sakamoto criticando quem “não tem opinião própria”, quem “depende da manada para pensar”, quem “teme ser rotulado”, quem “compartimenta a vida em caixinhas”, compartimentando todas essas pessoas na caixinha com rótulo “religioso-fundamentalista-inspirador-de-ódio” (é com você que ele tá falando, cara).

Diagnóstico perfeito, justamente para explicar quem depende da opinião da manada com sua modinha progressista politicamente correta para pensar, quem teme ser rotulado de coxinha, conservador, reaça e direitista e quem divide a vida entre as caixinhas dos “bacanas” e dos “religiosos-fundamentalistas-inspiradores-de-ódio”.

laerte Que tal tirarmos um pouco de sarro do Sakamoto?A segunda preocupação é justamente essa animalização da linguagem. Ao invés do contato direto com a realidade (menino tem pênis, menina tem vagina), temos apenas o contato intermediado pela ideologia propagada por eles, em que eles são nossos únicos defensores – e para nos proteger, precisam de poder. Poder para impedir que outros tenham preconceitos e acreditem em coisas ultrapassadas, como homem e mulher. Como cromossomo X e Y. Como família, papai e mamãe. O totalitarismo de 1984, Admirável Mundo Novo, Revolução dos Bichos, A Revolta de Atlas e derivados começa exatamente assim: tudo, no fim, se torna apenas a máquina estatal e seu mundo perfeito e aplainado.

Com essa animalização, todo discurso apenas age como cachorros, cheirando as partes íntimas de seu interlocutor para saber se fazem parte da matilha amiga ou rival. Caso recaia no segundo caso, basta chamar de conservador, reaça, coxinha etc.

É aí que entra o nosso algoritmo. E é aí que análise de Sakamoto é perfeita em sua lógica, mas inverte completamente a realidade – afinal, ele mesmo pratica o que critica.

18 de dezembro de 2013

Dilma reduz verba de pesquisas para bancar o Ciência sem Fronteiras

Dilma Rousseff imprensa brasilia 20121227 04 size 598 Dilma reduz verba de pesquisas para bancar o Ciência sem Fronteiras

Criado em julho de 2011, o Ciência sem Fronteiras, programa do governo que contempla estudantes com bolsas de estudo no exterior, tem como objetivo, segundo o site oficial do projeto, “promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional“. Ainda de acordo com a página, prevê-se a utilização de 101 mil bolsas em quatro anos.

A que custo, no entanto, o país vai enviar tantos estudantes para o exterior? Segundo artigo do Estadão, Dilma destinou ao programa quase R$ 1 bilhão na Lei Orçamentária de 2014. Mas o grande problema é de onde vai sair esse dinheiro: das verbas para o fomento da ciência e da tecnologia, o que levou a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia de Ciências a protestarem, afirmando que o corte prejudicará pesquisas em andamento.

Os recursos para financiar cursos e estágios de universitários brasileiros no exterior sairão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que é a principal fonte de financiamento das agências públicas de fomento à pesquisa. Os programas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que é a maior agência de fomento do País, dependem diretamente do FNDCT. Essa será a primeira vez que os recursos do fundo – vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – serão utilizados para financiar o Ciência sem Fronteiras – um programa gerenciado pelo CNPq, em parceria com a Capes, mas basicamente dirigido pelo Ministério da Educação (MEC).

(grifos nossos)

A presidente da SBPC, Helena Bonciani Nader, afirmou que “o impacto na pesquisa será trágico“, enquanto o matemático Jacob Palis, presidente da Academia Brasileira de Ciências, atestou que, se o Ciência sem Fronteiras não compensar, o impacto na área científica será grande. Ainda segundo a matéria, o órgão mais atingido pelo corte das verbas do FNDCT vai ser o CNPq.

Entre as unidades e programas por ele financiados que sofrerão cortes profundos, em suas linhas de pesquisa, estão os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, o Programa de Capacitação de Recursos Humanos para o Desenvolvimento Tecnológico e o Edital Universal, que financia cerca de 3,5 mil projetos de pesquisa por ano. Serão afetados, ainda, programas financiados pelo CNPq em parceria com agências de fomento dos Estados.

As entidades científicas reclamam ainda que o programa foi criado às pressas, sem planejamento e rigor técnico e com um único beneficiário (do ponto de vista institucional): o MEC. Vale lembrar também que há pouco tempo o Ciência sem Fronteiras foi alvo de outra polêmica; dessa vez com relação à exclusão de todos os cursos de Humanas (incluídos em indústria criativa) das áreas contempladas pelo projeto. Segundo matéria d’O Globo, pesquisadores consultados disseram que houve “‘falta de compreensão’ do papel das ciências humanas no desenvolvimento do país“.

Para o presidente da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), Gustavo Lins Ribeiro, que também é professor titular do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), as ciências humanas, sociais e as artes são tão importantes para o desenvolvimento do país quanto as áreas tecnológicas e biomédicas. Na sua opinião, é preciso compreender a inovação como um fenômeno que não está restrito aos laboratórios.

A Capes tentou justificar a exclusão afirmando que houve apenas a “especificação de quais áreas eram pertencentes à indústria criativa“, mas o que fica claro é que, num governo tão pautado por seu marketeiro, a preocupação parece estar mais com o resultado eleitoral do programa do que com os ganhos para a educação do brasileiro.

18 de dezembro de 2013

A PL 122 e a KGB da “democracia socialista”

pl122 A PL 122 e a KGB da democracia socialista

 “Quando ficar ofendido dá poder às pessoas, elas ficam ofendidas mais facilmente.”
- John Stossel

A esquerda chama quem ela não gosta de “coxinha” (algo parecido com “almofadinha”). Policiais são “porcos”. Não gostar do PT ou de Lula te torna “golpista”. Ter uma opinião diferente da concentração de poder estatal total do socialismo bolivariano é motivo suficiente para tachar alguém de “reacionário” ou “reaça” (que, após ler The Superstition of School, de G. K. Chesterton, ou O Credo do Reacionário, de Erik von Kuehnelt-Leddihn, só pode ser tomado como elogio). Claro, dependendo da faixa salarial da sua família, Marilena Chaui pode simplesmente dizer que odeia você (ela ganha muito mais).

Mas se você não gostar de um esquerdista, ele quer te mandar para a cadeia. É assim desde o Gulag. É a força estatal penal usada para “corrigir” você e seus preconceitos que te fazem ser um mal para a sociedade. A sociedade, aquela que sempre é quem tem a culpa.

Como a esquerda, após a experiência do totalitarismo socialista, já não detêm mais o controle total do aparato estatal (a não ser em casos emblemáticos como Cuba, Líbia, Laos, Coréia do Norte, o Iraque de Saddam etc), não pode mais criar uma polícia política e nem prender por pensamentos anti-revolucionários quem lhe der na telha. Nasce, assim, o progressismo, o novo nome do comunismo.

Ao invés de proteger “os proletários” assim, todos de uma vez (mesmo porque quase ninguém mais é “proletário”), defende-se grupos específicos de vítimas, que passam a ser defendidos escolhidos a dedo pelo poder estatal. Se na Venezuela o alvo são “sabotadores” e quem ofenda a imagem de Hugo Chávez, no Brasil são escolhidos grupos pelo tripé gênero-raça-sexualidade, conforme foi comum à esquerda americana, embebida das teses de Michel Foucault sobre a “sociedade disciplinar”.

Assim, não se defende mais o direito à vida, à liberdade de opinião e de expressão, à liberdade de culto. Defende-se, muito ao contrário, uma hipersensibilização apenas de grupos específicos.

machismo 300x225 A PL 122 e a KGB da democracia socialistaNão se trata de defender o direito à vida, à propriedade e a viver livre de agressões, coações e ameaças – direitos estendidos a todos os seres humanos. Trata-se de uma hipersensibilização completa. Olhar de uma forma que a pessoa não goste já te encaixa em alguma forma de “agressão”. Fazer piadinha, não dar o mesmo nível de preferência (por exemplo, achar que um homem costuma dirigir melhor do que uma mulher), não “aceitar” em sua própria privacidade, ou mesmo elogiar de uma maneira que seja considerada desagradável – tudo isso deve ser criminalizado. Enquanto assaltos, assassinatos, latrocínios e mesmo estupro seguido de morte por desmembramento a facadas são relativizados.

Se você gosta de proteger a vida, a propriedade, a liberdade e a não-agressão violenta e dolorosa, você é um “coxinha” e pode ser xingado à vontade. Difícil mesmo, para a esquerda, é chamar um homossexual de “bicha” ou dizer que uma mulher é peituda. Aí tem de criminalizar muito mais do que tirar a vida de alguém. Afinal, esses coxinhas lá sabem como é ser xingado o tempo todo?

Todavia, estes grupos específicos que a esquerda quer proteger (mulheres, negros/índios e gays, enquanto a onda muçulmana não vira moda no Brasil) tampouco são munidos do direito de se defender. Nada de armas, nada de liberdade e preservação irrestrita da vida e da propriedade de cada um. Todos são tutelados em seus direitos específicos apenas, é claro, pelo Estado.

Foi com este espírito que criaram a PL 122, o projeto de lei de 2006 que pretende criminalizar a “homofobia” no país. O projeto foi apresentado pela então deputada Iara Bernardi (PT-SP) e sofreu inúmeras modificações nos 7 anos em que ficou indo de um lado para o outro da Câmara. O projeto que ainda pretende reformar o Código Penal via lei ordinária acatou pedido do senador Pedro Taques (PDT-MT) que exclui as referências a “gênero”, “identidade de gênero”, “identidade sexual” ou “orientação sexual”. Definições que só conseguem ser compreendidas mergulhando fundo nas mentes esquerdistas mais cavernosas de todas, de Valerie Solanas e Judith Butler a Laerte e Eli Vieira.

Apesar de parecer algo inócuo e que só diz respeito a gays, o projeto envolve a vida de todos. Não se trata apenas de criar uma lei que criminalize que um padre ou pastor evangélico, citando a Bíblia, diga que homossexualismo é pecado – ao mesmo tempo em que outra parte do Código Penal afirme que há direito à crença e também o crime de ultraje a culto, criando, assim, duas leis contraditórias que não vejam um “certo” e um “errado” numa disputa.

Sempre que um religioso e um gay estiverem em litígio – sem lei clara para definir o comportamento correto, resta apenas ao juiz aplicar penas e sanções tiradas de sua própria caçuleta para prejudicar alguém, optando-se sempre pela injustiça.

marcha das vadias jmj 300x169 A PL 122 e a KGB da democracia socialistaNessa situação, a própria lei, o próprio direito natural, a liberdade de expressão é comida aos poucos. Um católico não pode mais ser plenamente católico, um evangélico idem. Curiosamente, é o tipo de projeto lei que nunca se foca na religião islâmica, que mal existe no país – mas, tomado quase ipsis litteris de outros países que convivem com muçulmanos, tampouco em sua origem tentam entrar em conflito com muçulmanos, sempre protegidos pelo “multiculturalismo”. Seu alvo são unicamente os cristãos.

Assim, começa-se pelas beiradas: primeiro, leis que “criam direitos” para gays, cotas para negros, direitos exclusivos das mulheres. Parece uma boa intenção. Mas não é assim que se protegem gays, negros e mulheres.

Ora, religiosos podem simplesmente achar que o homossexualismo é pecado. Homossexuais que nem sequer são religiosos não têm por que se ofender. Algumas religiões também acham que é pecaminoso comer carne de porco, comer carne vermelha, usar poliéster, fazer cruzamento de raças de animais, (Levíticos 19:19), não semear a terra mais do que sete anos (Levíticos 25:04), morrer sem ter visitado Meca etc.

Isto se dá porque religiões não são apenas constructos metafísicos, mas formas de organizar a sociedade – os judeus, única sociedade pastoral a ter sobrevivido, mesmo entre os três mais sanguinários impérios da Antigüidade, viam com preocupação o consumo de carne de porco, já que porcos não transpiram e, para manter a temperatura, precisam de lama. Uma sociedade nômade, mesmo adorando bacon, deveria evitar tal carne para não dividir a tribo “pastando” com porcos. Era perigoso parar para porcos se refrescarem, enquanto o restante da tribo ia para mais longe. Os judeus de hoje sabem que só estão vivos porque seus ancestrais não comeram porco, e seguem o ditame, mesmo não precisando mais.

Da mesma forma, sociedades nômades em busca de uma terra para habitarem são muito mais preocupadas com a fidelidade e a reprodução do que uma sociedade não só “liberal” como até incentivadora do homossexualismo como Atenas, assentada e urbana.

moises deuteronomio 224x300 A PL 122 e a KGB da democracia socialistaÉ assim que deve-se interpretar textos religiosos e mitológicos (a Ilíada e a Odisséia também acham “barbarismo” beber vinho sem misturar com água – mas é porque o vinho da Grécia antiga era horrível, e hoje nosso vinho é ótimo; ofendeu? quem é o bárbaro agora?). Se você quer ser gay e não é religioso, qual o problema de alguém crer que tal comportamento, anátema para uma sociedade de pastoreio, é pecado? Somos todos pecadores para outras religiões. E a religião atacada, sempre o cristianismo, tampouco nega que qualquer ser humano é um pecador. Nos belos dizeres de Kuehnelt-Leddihn, “há todos os tipos de coroas, a mais nobre delas, composta por espinhos”.

Se queremos garantir a liberdade às pessoas, não é apenas a liberdade de serem iguais a nós. É o velho conflito entre liberdade e igualdade. Do contrário, caímos na esparrela dos defensores da “igualdade”, que nunca se lembram de explicar se querem que todas as pessoas sejam iguais a quem.

Mesmo um fanático religioso pode ser chato, mas não é obrigação legal ser legal e agradável. Criemos um ambiente em que o fanatismo religioso não prolifere por haver opções melhores de conduta. Não se faz isso com leis.

De acordo com Marilena Chaui, “democracia é criar direitos”. Direitos, como explicou o filósofo Olavo de Carvalho, são sempre uma obrigação: obrigar alguém a algo ou proibir alguém de algo. Para isso, precisam de uma força maior e um poderio grandioso.

“Criar direitos”, como se direitos fossem coisas a ser inventadas, e não apenas se reconhece o direito natural de cada um, é uma concepção de democracia clássica – ou seja, negativa, prejudicial, corrosiva. Oposta à politéia de Platão (o governo para muitos, dentro de padrões de conduta aceitáveis, sem agressões e prezando a boa convivência), o demokratos é apenas o grito da maioria. “Direitos” roubados em número, à força, da maioria. Se 51% de uma cidade escolhe esfolar vivo os outros 49%, estamos diante de um “direito democrático” em sentido clássico (que perdurou do séc. V a. C. até o séc. XVIII). Não parece ser isso que queremos.

Ao se “criar direitos” assim, separamos grupos que ontem conviviam pacificamente. Afinal, ninguém defendia que homens pudessem agredir mulheres, ou que heterossexuais tivessem o direito de agredir homossexuais. Mesmo assim (e mesmo com o homossexualismo sendo cada vez mais aceito), do começo de 2000 até 2013, pessoas que pensavam o mesmo que pensavam em 2000 agora se dizem “feministas”, ou ativistas do movimento LGBT ou LGBTTTs. Andamos “perdendo pessoas para o feminismo” da mesma forma que perdíamos para drogas pesadas dos anos 90 para trás.

Isso tudo porque essa mentalidade da esquerda impregna, por ser uma hegemonia, e não uma mera opinião. Essa hegemonia invariavelmente nos leva ao totalitarismo, e não a um autoritarismo. É o que pregava Gramsci, autor lido e defendido pelo militante LGBTTT, o deputado e ex-BBB Jean Wyllys (PSOL-RJ).

Jean Wyllys acha que terem recusado a PL 122 foi uma “crônica de uma morte anunciada”, porque o Senado cedeu “à chantagem dos fundamentalistas”. Na verdade, Jean Wyllys, que, socialista como Marilena Chaui, tem motivos para odiar a classe média, divide as pessoas em apenas dois grupos: quem quer proibir religiosos de abrir a boca e “fundamentalistas”.

Para Jean Wyllys, dizer que um gay é um pecador deve ser criminalizado. Também é proibido fazer piada com o gay, um pai declarar que prefere que o filho seja hétero, chamar o gay de bicha, viado, boiola, baitola, bofe – aquelas palavras que os próprios gays usam entre si o tempo todo dando risada.

Contudo, quem discorda dele é coxinha, reacionário, conservador, fundamentalista, “não-preparado” para um “debate amplo”, um “debate sério”, chantagista, promotor do discurso do ódio, do preconceito, e até opositor do reconhecimento da “cidadania” para a população LGBT (sic), como se as leis existentes não garantissem direitos para os gays de não serem agredidos, difamados, mortos etc.

Nenhuma dessas palavras, claro, passou pela cabeça de Jean Wyllys e seu movimento pela hipersensibilização como uma ofensa a alguém – algo que deva ser criminalizado. Ele também é o deputado que chama seus desafetos de “deputado e pastor evangélico”, mas parece pouco confortável em que nos refiramos a ele apenas como “deputado e ex-BBB”. O esquerdista por definição é o cara que odeia a Globo e adora Jean Wyllys.

menace herd A PL 122 e a KGB da democracia socialistaClaro, ficaremos reféns de leis contraditórias decididas pelo que der na caixola de um juiz. Cada vez mais – primeiro com os gays, depois, como no ObamaCare, exigindo que todos financiem programas pró-aborto, depois ainda proibindo o Natal (que agora deve ser chamado apenas de Happy Holidays) e as árvores enfeitadas e assim prosseguirá. O roteiro já foi feito em outros países e está seguindo até a mesma ordem aqui.

Isto é criar direitos específicos apenas para grupos escolhidos pela hipersensibilização. É usar o aparato estatal para perseguir e obrigar apenas quem Jean Wyllys acha fundamentalista. Apenas quem o gramscista Jean Wyllys acha “conservador” demais para viver na futura sociedade perfeita que ele planeja. Apenas quem Jean Wyllys dá o direito (que precisa ser “dado”, como se fosse um presente) de não gostar, ou de preferir outro.

É impedir a KGB, a Stasi, a Securitate, a Tcheka, a Milítsia, a GPU e demais polícias políticas 2.0 do gramscismo de nos “reformarem” e impedir projetos como a PL 122 de “criar direitos” ou o caminho para sermos “corrigidos” por estes engenheiros sociais será o mesmo: o Gulag, e as mortes aos milhões. Ou você acredita que algum dia simplesmente disseram: “Vamos matar todos os judeus!” e foram aplaudidos, ou passaram uns bons anos os chamando de fundamentalistas, coxinhas, preconceituosos, sabotadores e demais apelidos antes?

18 de dezembro de 2013

Petrobras perde 54% de seu caixa em um ano; Eletrobras, graças a Dilma, segue no sufoco

dilma anuncia na tv desoneracao de produtos da cesta basica345x230 1582aicitonp17l6gq8scv1d147hp7j1i9jp201 Petrobras perde 54% de seu caixa em um ano; Eletrobras, graças a Dilma, segue no sufoco

Em sua coluna para o Monitor Digital, Sergio Barreto Motta minimizou a previsão feita pela consultora americana Macroaxis, que dizia ter a Petrobras 32% de chances de ir à falência. Reduziu o número a uma expressão: “irrelevante”. Mas não disfarçou qualquer preocupação com os rumos da estatal, uma vez que estaria ela com o caixa abaixo da metade do que fechou o ano de 2012. A perda chega a 54%, ou 14 bilhões de dólares:

Mas, por mais contraditório que possa ser, as estatais estão sofrendo na era Dilma. Deixando-se de lado a irrelevante previsão da consultora americana Macroaxis, de que a Petrobras tem 32% de chances de ir à falência, os números da estatal número 1 do país são preocupantes. Informa-se que a Petrobras tem em caixa apenas US$ 12 bilhões, contra US$ 26 bilhões no fim de 2012. 

(grifos nossos)

E as expectativas para 2014 não são boas. A depender do humor do dólar, a Petrobras pode precisar de 40 bilhões de dólares para sair do sufoco:

Para 2014, prevê o Credit Suisse que a estatal terá de tomar US$ 25 bilhões no mercado – e, como os bancos sabem dessa carência, os juros sobem. Se o dólar subir a R$ 2,70, as necessidades chegarão a US$ 40 bilhões. A estatal está vendendo ativos no exterior e, no Brasil, negocia participação de investidores estrangeiros em refinarias – um dos interessados é a mexicana Pemex. O endividamento da Petrobras, em apenas um trimestre, subiu de R$ 196 bilhões para R$ 236 bilhões.

(grifos nossos)

A outra gigante energética também é fruto da preocupação do colunista. A dívida da Eletrobras é menor, mas já atinge os 60 bilhões de reais e se aproxima do bilhão só em 2013:

Também sofre a Eletrobras. Sabe-se que a dívida bruta da gigante da energia já chega a R$ 60 bilhões e, em apenas dez meses deste ano, o prejuízo é de R$ 800 milhões. Anuncia-se que a federalização da CEA, do Amapá, e da CERR, de Roraima, iriam adicionar R$ 2 bilhões à dívida da Eletrobras. Nos bastidores, não se cogita de solução definitiva para as agruras da estatal de energia, mas apenas um paliativo: crédito de R$ 2,6 bilhões da Caixa. Um remendo, sem resolver os problemas estruturais que trouxeram tantas agruras à holding de energia.

(grifos nossos)

A culpada – Sérgio Motta não se poda em afirmar – seria a abrupta reformulação do setor elétrico proporcionada por Dilma. Mas isso ela não deve levar ao ar em cadeia nacional de rádio e televisão como fez ano passado ao anunciar a redução nas tarifas.

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