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14 de fevereiro de 2014

Lei antiterror proposta pelo PT sugere penas mais duras que as da ditadura

jorge vianna 492x338 Lei antiterror proposta pelo PT sugere penas mais duras que as da ditadura

O golpe militar de 1964, que instaurou a ditadura durante 21 anos no Brasil, foi marcado por seguidos Atos Institucionais que suprimiram os direitos e garantias individuais dos cidadãos brasileiros. Vários destes cidadãos lutaram contra a ditadura e estão hoje no poder na base do governo criando/executando leis e supostamente trabalhando pela manutenção daqueles mesmos direitos e garantias individuais dos quais um dia foram privados.

Curiosamente, no entanto, é de um senador petista que parte um dos projetos de lei mais polêmicos dos últimos tempos. Paulo Paim, do PT gaúcho, quer classificar como terrorismo os atos de violência física praticados durante manifestações de rua. Paim foi prontamente apoiado por outro senador de seu partido, Jorge Viana. O acreano classificou o projeto como imprescindível.

“A lei hoje permite que o cidadão exploda primeiro, atinja a cabeça de alguém, solte um rojão e depois é que nós vamos ver o que fazer com ele. Não dá para ter uma ação preventiva de impedir que ele carregue aquele material que coloca em risco os manifestantes, a estrutura do Estado e a própria União?”

A tentativa de manter a paz não é o problema, mas toda essa histeria com relação à violência urbana, segundo artigo de Elio Gaspari, ironicamente resultou em um projeto com algumas penas mais rígidas que as da ditadura. No caso de “provocar terror ou pânico”, elas giram em torno de 15 a 30 anos; em caso de morte, sobe para 24 a 30 anos.

A pena mínima para um sabotador de quartel ou aeroporto (imputações específicas) era de 8 anos. Para assalto a banco ou sequestro de avião ela ia de 10 a 24 anos. Nos dois casos, as penas eram inferiores às que prevê o surto petista. Caso o delito resultasse em morte, a pena seria de fuzilamento. Apesar de ter havido uma condenação, ninguém foi executado dentro das normas legais.

Segundo Viana, as pessoas estão reagindo exageradamente, uma vez que “casos menos graves não poderão ser tipificados como terrorismo”, sem explicar como seria definido o limite entre o “menos” ou o “mais” grave. Mas, de subjetividade em subjetividade, o PT mais uma vez aproveita um momento de crise pelo qual passa seu governo para colocar em risco as liberdades individuais dos brasileiros.

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11 de fevereiro de 2014

FLYPETISTA: A versão Partido dos Trabalhadores do jogo Flappy Bird

unnamed 337x338 FLYPETISTA: A versão Partido dos Trabalhadores do jogo Flappy Bird

Desde que o criador do jogo Flappy Bird retirou do ar sua criação, diversos fãs criaram versões alternativas e homenagens a este grande sucesso da internet.

Uma das mais divertidas sem dúvida é o FLYPETISTA, cujo objetivo é livrar o Pizzolato das garras da Lei.

Cliquem aqui e divirtam-se.

11 de fevereiro de 2014

Onda de violência no Brasil repercute internacionalmente

dilma apagao 600x338 Onda de violência no Brasil repercute internacionalmente

A guerra interna que vem assolando o Brasil e teve como estopim o caso do garoto amarrado ao poste de luz está repercutindo na mídia internacional. O britânico Guardian publicou um artigo de Nicole Froio no qual o assunto principal é como o governo brasileiro fez com que sua população se voltasse contra ela mesma.

Froio diz que, enquanto o Planalto se preocupa só com a Copa do Mundo a fim de agradar a comunidade internacional, negligenciando graves problemas internos, o povo resolveu fazer justiça com as próprias mãos. A violência crescente dos últimos anos é assustadora. Foram 33 mil pessoas assassinadas só no Rio de Janeiro entre 2007 e 2013 – 5.412 mortos em confronto com a polícia.

Para a jornalista, as atitudes do governo passam à população a mensagem de que, a despeito dos protestos, e embora apareça com mudanças a curto-prazo, no fim das contas ele vai tomar as atitudes que bem entender, causando assim uma onda de fúria e violência que tem como vítimas pessoas inocentes – caso do cinegrafista da Band, morto após ataque dos Black Blocs.

O artigo é só mais um sinal de que a imprensa internacional está despertando para a realidade brasileira. Economia, estrutura precária e alta carga tributária já foram alvo das publicações estrangeiras. Agora é a vez de a violência entrar em pauta. E, para Froio, o governo não vai conseguir controlar os ânimos com a simples decisão de não aumentar tarifas de ônibus enquanto ignora problemas seculares que são a verdadeira causa de toda a configuração da violência atual.

Bloomberg compara impopularidade de Dilma com a Copa do Mundo

O correspondente da Bloomberg para a América Latina, Raul Gallegos, estranhou o esforço que a presidência do Brasil vem desprendendo para vender futebol aos brasileiros.

“Você sabe que há um problema quando Dilma Rousseff, a presidente do Brasil –  talvez o País mais louco por futebol na Terra -, tem que recorrer a uma campanha de relações públicas para vender à população os benefícios de sediar a Copa do Mundo deste ano”.

Em seu artigo, é ressaltado que a preocupação de Dilma de fato se foca no que ocorrerá após a copa, no caso, as eleições. Contudo, com popularidade ainda em baixa (41%), mesmo com a competição ainda sendo bem vista por 63% dos brasileiros, a sua tese é de que, independente do que acontecer em junho, o brasileiro só vai quitar os acontecimentos atuais nas urnas. Que assim seja.

10 de fevereiro de 2014

Governo Dilma nega direito à completa prevenção do câncer de mama

dilma padilha Governo Dilma nega direito à completa prevenção do câncer de mama

Segue nota divulgada pela Sociedade Brasileira de Mastologia, assinada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM):

Governo federal nega direito à prevenção do câncer de mama – O governo federal decidiu, unilateralmente, que mulheres com até 49 anos não têm mais o direito de detectar precocemente o câncer de mama. A Portaria nº 1.253, editada em novembro de 2013 pelo Ministério da Saúde, restringe o repasse de verbas da União aos municípios a mamografias em pacientes na faixa etária de 50 a 69 anos. A medida contraria a Lei 11.664/08, em vigor desde 29 de abril de 2009, segundo a qual todas as mulheres têm direito à mamografia a partir dos 40 anos. Além disso, a Portaria nº 1.253 refere um procedimento condenável pelos médicos: a meia mamografia, denominada mamografia unilateral, isto é, exame em apenas uma das mamas. Pelo que estabelece texto, os municípios têm a opção de arcar sozinhos com o custeio de mamografias para mulheres com até 49 anos e podem remunerar somente a mamografia unilateral. A mamografia é um exame que exige a comparação das duas mamas. Com a publicação da Portaria, pode-se interpretar que é possível realizar a mamografia unilateral. Mas não há como selecionar um dos lados a examinar sendo que a lesão procurada muitas vezes não é palpável. Tampouco se pode admitir a espera de que o tumor cresça para se examinar a mama com maior chance de câncer. Além disso, a chamada mamografia unilateral reduziria pela metade o número de casos diagnosticados. Se este impropério continuar, será inevitável o aumento de mortes e de retirada de seios (mastectomias) que poderiam ser evitadas. Diante do subfinanciamento da saúde no Brasil, com diminuição progressiva da participação da União no custeio do Sistema Único de Saúde e consequente oneração dos municípios, na prática a referida portaria nega às mulheres com até 49 anos a prevenção e o tratamento precoce do câncer de mama. De acordo com parecer da Comissão Nacional de Mamografia – formada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), estudo internacional aponta redução de 26% a 29% na mortalidade em mulheres entre 40 e 49 anos comparadas a pacientes não submetidas ao rastreamento (mamografia preventiva). A Comissão também cita estudo brasileiro mostrando que 42% dos casos de câncer de mama registrados em Goiânia (GO) ocorreram em pacientes abaixo dos 49 anos. O levantamento de um grande hospital oncológico de Curitiba (PR) aponta que, de 2005 a 2009, 39,8% das pacientes operadas com diagnóstico de câncer de mama tinham até 49 anos. O índice passou a 37,1% de 2010 a 2011. Dessa forma, o CBR, a Febrasgo e a SBM afirmam que as determinações da Portaria nº 1.253 não se enquadram na boa prática médica e são prejudiciais à saúde da mulher brasileira. Defendemos o rastreamento mamográfico para todas as mulheres assintomáticas acima de 40 anos. Enfatizamos também que, no caso das pacientes que apresentem sintomas mamários, não existe limitação quanto à faixa etária para a avaliação mamográfica, que sempre deve ser bilateral (denominada de mamografia diagnóstica). Enquanto estudamos contestar a Portaria nº 1.253 na Justiça, se não houver abertura de diálogo por parte do Ministério da Saúde, recomendamos aos médicos que continuem prescrevendo a mamografia de rastreamento para pacientes acima de 40 anos e não aceitem a chamada mamografia unilateral.” (grifos nossos)

A nota alude à Portaria 1234, de 2013, redigida de maneira burocrática e hermética, ao fazer ela própria referência a outros quadros de exames e afins. Na prática, tem-se o que foi denunciado pelas associações de saúde. Só serão pagos exames em UMA das mamas (chega a parecer escárnio, não?).

E se alguém fizer comparativos com os gastos monumentais com a copa ou portos em Cuba, vão dizer que é “coisa de reaça alienado”. Mas é, sim, a pura verdade. E é também a despedida de Padilha (saiba mais sobre ele aqui e aqui) do Governo Dilma – agora o mandaram concorrer a “Haddad do Estado de SP”.

Ou este governo ou não é sério ou é seriamente picareta.

10 de fevereiro de 2014

Os mitos vendidos pelo marketing do PT visando as eleições

dilma 19 11 12 1 Os mitos vendidos pelo marketing do PT visando as eleições

O PT vem vendendo seu governo como conquistador de metas há muito desejadas pelo brasileiro: o fim do desemprego e da dívida externa, autossuficiência do petróleo ou ainda o baixo índice de pessoas vivendo na pobreza extrema. O que poucos sabem é que, a exemplo do que Mantega fez com a economina, todas essas soluções nascem de uma espécie de “contabilidade criativa” comandada por seus marketeiros.

Por exemplo, a taxa de desemprego no Brasil de acordo com dados do IBGE é de 5,5%, uma das melhores do mundo. Mas, segundo estudo feito pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil em cima dos mesmos dados, ela estaria na verdade em 20,8%. A diferença entre as duas aferições é o que cada uma considera como desempregado, algo já detalhado no Implicante.

O IBGE não considera desempregadas pessoas que trabalham sem remuneração, desalentadas e que fazem bicos esporádicos, mesmo que seus ganhos fiquem abaixo do salário mínimo, o que favorece muito a propaganda enganosa do governo. O cálculo é tão desleixado que basta o brasileiro trabalhar uma hora por ano para não ser considerado desempregado.

O suposto fim da dívida externa

Outro mito vendido pelo partido é o fim da dívida externa brasileira. O que ocorreu, na verdade, foi que, a fim de quitá-la em 2008, o governo de Lula incorporou-a à dívida interna, que no mesmo ano atingiu R$ 1,4 trilhão – ou 65% do PIB brasileiro. Apenas de juros, o governo chegou a pagar R$ 13 bilhões em um mês.

O cenário piora com a notícia de que a dívida externa, depois de tão pouco tempo, já vem oscilando em torno dos US$ 310 bilhões. Enquanto isso, a interna continua crescendo com média de 8,98% ao ano considerando o período entre 2004 a 2013. No mesmo intervalo, o PIB cresceu em média 3,64% – ou seja, menos da metade. Ao todo, o Brasil já soma mais de R$ 2 trilhões em dívidas.

O autossuficiente que importa petróleo

No que diz respeito à autossuficiência em petróleo, basta olhar para o recorde de déficit comercial que teve como principal responsável o produto, causador de um rombo de US$ 15 bilhões. Em 2006, quando alardeou o fato como uma grande conquista, Lula esqueceu-se de dar detalhes sobre essa autossuficiência.

A questão é que, embora produza barris o bastante para abastecer o seu consumo diário, apenas uma pequena porcentagem deles é de petróleo leve – de onde se extrai gasolina e outros derivados nobres. Assim, o país acaba precisando importá-lo, já que a maior parte de suas refinarias só é preparada para esse tipo de petróleo.

O que sobra do nosso óleo pesado vai para exportação. Mas o dinheiro que entra ainda não é suficiente para cobrir o que gastamos importando petróleo. Isso porque o óleo leve é mais caro, por render mais derivados nobres e ser mais fácil de refinar.

A partir de 2007, a demanda cresceu mais que a produção, e até setembro de 2012 havia déficit de 48 milhões de barris naquele ano. Em 2013, a Petrobrás anunciou que voltou a importar petróleo da Venezuela após nove anos sem fazê-lo, mas afirma que em 2014 deve recuperar a “autossuficiência”.

O índice de pobreza extrema que ignora a inflação

O combate à pobreza no Brasil também apresenta-se como questionável. A fim de erradicar a miséria, o governo realiza um repasse mensal complementar para que a renda per capita de famílias mais pobres alcance ao menos R$ 70 ao mês, valor muito aquém do necessário.

Em onze das 18 capitais monitoradas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), R$ 70 não garantem sequer a compra da parte de uma cesta básica destinada a uma pessoa. Em São Paulo, seriam necessários R$ 95,41 para a aquisição.

Além disso, essa quantia foi adotada em junho de 2011 e jamais reajustada para acompanhar a inflação. Se considerarmos o reajuste inflacionários desde 2009, quando o projeto começou a sair do papel, o índice não corrigido escondia ainda em 2013 nada menos que 27,3 milhões de brasileiros vivendo na pobreza extrema.

De olho na reeleição

No momento em que este texto é finalizado, o Google já contabiliza 4160 sites publicando a mesma notícia da agência EFE: “PT completa 34 anos focado na reeleição de Dilma“. Mas, de fato, a reeleição vira alvo do partido desde o momento em que assume o poder e define qual será a história que tentará contar na eleição seguinte. Para 2014, além da suposta erradicação da pobreza extrema, o governo tentará emplacar a redução da conta de energia e a importação de médicos para trabalhar nas menores cidades do país, mesmo que a redução esteja sendo paga pelos próprios cofres públicos – ou seja, indiretamente pelos próprio brasileiros – e haja investigação sobre a prática de trabalho escravo no Mais Médicos.

O marketing do partido sabe que só precisam segurar sua versão da história por mais alguns meses, no caso, até outubro. É justamente o tempo que a oposição possui para trazer a verdade ao brasileiro. Não conseguindo, caberá ao governo bolar novas histórias para a eleição seguinte e assim seguir no que vem se provando ser seu principal projeto político, o de ampliação e manutenção do próprio poder.

8 de fevereiro de 2014

Vídeo: melhores momentos de Tuma Jr no Roda Viva

Nem todos puderam ver a entrevista de Romeu Tuma Jr, o “Tuminha”, ao Roda Viva. Fizemos uma coletânea dos melhores momentos. É um vídeo maior do que o de costume, pois o programa foi longo e não foram exatamente poucos os bons momentos.

 0 Vídeo: melhores momentos de Tuma Jr no Roda Viva

Não esqueçam de mandar aos amigos. Todos precisam ver isso.

7 de fevereiro de 2014

Apagão: Dilma disse “se culparem um raio, podem gargalhar”, governo Dilma diz “foi culpa de um raio”

Está cada vez pior a situação da patética e inoperante gestão Dilma. Vejam a última:

0 Apagão: Dilma disse se culparem um raio, podem gargalhar, governo Dilma diz foi culpa de um raio

O difícil é gargalhar diante de tamanho descaso e falta de vergonha.

6 de fevereiro de 2014

O povo não é de esquerda

rachel sheherazade O povo não é de esquerda

à direita, Rachel Sheherazade

A bem da verdade, o povo passa longe de questões teóricas restritas a meios acadêmicos embolorados e colunas e painéis da grande imprensa (e também do que vieram a chamar “nova mídia”, espaço dominado por ideias políticas do século XIX). O povo, o povo real, quer poder trabalhar, ter segurança, saúde, moradia etc. E nunca pela via esquerdista.

Esquerda Isolada
Os teóricos de esquerda, seja nas redes sociais ou no mundo da academia, há anos e anos se isolam de opiniões contrárias. São incapazes de conviver com quem pensa de forma diferente. Aparece um conservador na mídia? Que perca o emprego! Esse cara falou isso? Unfollow nele! E assim por diante.

Ficam restritos a si próprios, interagindo – até nas esferas mais privadas, como bares e que tais – apenas com quem pensa igual (ou de maneira muito parecida). Com isso, cria-se uma redoma na qual o pensamento de esquerda é unanimidade. Sem contestações (afinal, foram expulsos os que se atreveram a fazê-lo), resta a aparência de que aquelas são as melhores ideias, pois… NINGUÉM DISCORDA.

Um sujeito pode escrever tranquilamente sobre a compreensão das razões que fazem um criminoso matar dez pessoas. A culpa é da sociedade, da exclusão, da desigualdade, mas nunca do indivíduo. A tese encontra entraves na realidade e na matemática simples, pois os criminosos representam ínfimo percentual dos excluídos (nem nada próximo de 0,0001%).

Não se pode, portanto e a sério, falar que tais fatores de fato influem na conduta. O que determina a ação é a vontade do agente e sua decisão. Ponto. Mas estão lá, ué, defendendo seu ponto de vista, reforçando as RAZÕES (sem qualquer respaldo científico) de crimes e COMPREENDENDO a ação do criminoso.

Mas se alguém ousa adotar o mesmo procedimento para a vítima, buscando COMPREENDER as razões que a levaram a uma reação violenta (e, sim, errada), aí é FASCISTA! ABSURDO! VAI EMBORA! TIRA DA TV! FORA! EXPULSA! CONCESSÃO PÚBLICA! CONTROLE SOCIAL!

Aquele chilique.

Não é bem assim que as coisas funcionam, amigos. O mundo real não é desse jeito. Na sua timeline você manda, você também controla quem são seus amigos no Facebook e até faz aquele lobby maneiro quanto a quem sua revista ou jornal podem ou não contratar. Tudo isso é do jogo.

Mas daí a querer expurgar quem pensa de forma contrária, ESPECIALMENTE QUANDO O MÉTODO QUESTIONADO É AQUELE QUE VOCÊS USAM PARA “COMPREENDER” AS RAZÕES DO CRIMINOSO… isso já é comportamento de criança chorona. Ou apenas burrice gerada pelo isolamento que vocês mesmos criaram, distanciando cada vez mais suas teses do mundo real – convivendo num meio em que inexistem opiniões contrárias.

Povo vs. Esquerda
Não são tão raros os choques entre os teóricos da sociologia e o mundo real. Alguns deles, aliás, ocorrem pelas urnas.

O referendo do desarmamento, com campanha sem fim realizada na maior emissora do país, bem como por partidos como PT e PSDB, foi não apenas um fiasco para essa esquerda que faz lobby da própria opinião como se fosse a do povo, mas sim uma mostra de como o povo de fato pensa de maneira CONTRÁRIA a essa pregação bocó.

64% da população brasileira votou CONTRA a proibição da venda de armas no país. Ou seja, votou em favor desse comércio. Alguns dirão que a extrema esquerda também defende isso (o que no fim não é mentira), mas bem sabemos que o voto não foi exatamente no sentido bolchevique da coisa. O povo contrariou os dois maiores partidos e a maior emissora do país.

Bem recentemente, depois de uma miríade de textos de sociólogos de classe média tentando explicar o “fenômeno rolezinho”, tratando a coisa como racismo, luta de classes e afins, vem uma pesquisa do Datafolha e desmorona o castelo de crendices da meninada limpinha do DCE.

Nada menos que OITENTA E DOIS POR CENTO dos paulistanos são contra – e isso inclui todas as etnias, classes sociais etc. Para ESPANTO do socialismo universitário (mas não de quem vive no mundo real), os pobres são os que MENOS toleram tal arruaça. Bastaria largar o papel de representante do povo sofrido, exercido no sofá de casa com o notebook no colo, e visitar algum shopping na periferia.

Sobra aos mais desesperados – e definitivamente apegados à ficção – dizer que eleição e reeleição do PT são demonstrações de esquerdismo do povo. Há quem diga isso tentando parecer sério e lúcido, mas na verdade é aquilo: ou são burros, ou há má-fé.

Lula só se elegeu porque renegou todas as bandeiras esquerdistas e se comprometeu a cumprir os contratos da gestão FHC, bem como manter o mesmo modelo econômico. Dilma só se elegeu porque se abraçou a religiosos aliados, indo para missas e tirando fotos oficiais em genuflexão, de mãos dadas a revolucionários como Sarney, Edir Macedo, Maluf etc.

O messias petista é tão bom político que foi inteligente o bastante – sob a ótica eleitoral – para abandonar o velho discurso, com o qual perdia e perderia no primeiro turno. E, para aquietar a militância, não faltaram cafunés (não exatamente ideológicos) ao pessoal de UNE, MST, CUT e afins.

A rua estava “garantida”, digamos, até que os eventos de junho de 2013 vieram a pegar o governo de surpresa. E os movimentos ligados ao PT foram ESCORRAÇADOS até mesmo dessa minoria que ocupou e agora ocupa as manifestações nas grandes cidades. Sim, são minoria (diante do resto da população); sim, são de esquerda (diante da demanda que fazem), mas antes e acima de tudo são contra o atual governo federal.

Isso embatuca a cabeça da sociologia pró-governo. Outro sinal claro do isolamento. Desde 2005, esquerda companheira do governo vem afinando o discurso de que reclamar da corrupção é uma pauta “da direita”. Daí vem uma multidão DE ESQUERDA e ela própria também diz isso.

Tentaram pro anos o migué do “protesto inócuo”, pois todos são contra e, nesse caso, é bobagem fazer passeata. É mesmo? Pois somos todos também contra a violência contra a mulher e, não por isso, ela deixa de existir e, mais ainda, seriam ilegítimas as passeatas e eventos.

Bandeira e Pragmatismo
Há vários casos em que a militância por uma causa vai pelo ralo, sempre mediante método similar: há vários supostos militantes que dizem defender certas bandeiras, mas quando o governo ou o partidão pisam no tomate, a bandeira que se lasque.

Exemplos: Gaiévski, que não mereceu a mesma raiva do feminismo-de-governo voltada aos humoristas com suas perigosíssimas piadas; violência policial de gestões petistas nunca combatidas – mesmo com gente sendo baleada e ficando cega; e até mesmo direitos humanos e trabalhistas, que deixam de ter valor quando o explorado é um escravo cubano cujo trabalho dê dinheiro para a ditadura (que pode gastar como e onde quiser, até mesmo em campanhas eleitorais de outros países).

Quando alguém procura buscar razões na raiva de uma turba vitimada pelo crime, apontam fascismo e daí para baixo. Mas quando alguém busca compreender o bandido, aí tudo bem, é do jogo, debate permitido (especialmente se for bandido preso na papuda, se é que me entendem).

E os pensadores da esquerda são perdoados até mesmo quando “entendem” e “contextualizam” o estupro de uma menina de treze anos por Roman Polanski. Dêem uma “googlada” e vejam só a quantidade de razões, explicações e justificativas a turma dá para esse crime inaceitável sob qualquer ponto de vista.

Ninguém pede a cabeça dos autores dessas “pensatas”, ninguém pede controle social da mídia ou mesmo faz moções ou protestos. Muitos continuam frequentando círculos da esquerda online asseada e prosseguem com suas colunas e afins.

É a militância cara-de-pau. A máxima “primeiro partido/ideologia, depois a causa específica” mostra que essa tigrada é a primeira a mandar qualquer tópico às favas, caso complique a vida da legenda do coração ou dos companheiros de esquerda.

Alegam odiar o egoísmo, mas são sua pura esssência (a psicanálise deve explicar): pensam primeiro em si, depois no resto. Defendem em primeiro lugar o esquerdismo ou o partido, depois o tópico específico pelo qual em geral simulam lutar com unhas e dentes.

Talvez sejamos todos assim, em maior ou menor medida, mas ao menos alguns somos sinceros o bastante para assumir isso, sem fingir militar por uma causa que, num momento crítico, vai pro vinagre em nome do que nos importa mais.

Intimidação
O povo não é de esquerda. Ponto. Em que pese o lobby dos esquerdistas de classe média, que ocupam quase todo o colunismo dos veículos e também cargos de diretoria em ONGs cuja letra N não faz sentido. Enquanto eles debatem apenas entre si, criando um consenso fictício quanto ao que seria “errado” ou “ridículo” opinar, a vida real acontece sem dar trela às reprimendas e arrazoados canhotos.

E agora, como não poderia ser diferente, pedem a cabeça de quem pensa de modo contrário. Alguns falam em controle social da mídia, outros são aparentemente mais moderados e pedem somente demissão sumária… Enfim, aquele amor de sempre à liberdade de pensamento.

Tentam aplicar ao mundo concreto a prática mimada de apertar um botão e nunca mais ler ou ver opinião que desagrade. Como não adianta e, pior ainda, mais e mais gente enfim se vê convencida pelos argumentos que essa galera tanto detesta, aí partem para intimidação, desqualificação e outros métodos.

Já era, turminha. Agora, não dá mais.

Se esquerda se recusa a atualizar seus dogmas, problema dela. E isolamento só aumenta a distância entre tese e realidade. Não vale agora culpar liberais econômicos ou conservadores porque começam a ocupar cadeiras no clubinho outrora restrito à esquerda e tem, enfim, suas ideias discutidas por mais e mais gente, especialmente aqueles que nunca foram muito de falar de política.

Seria impensável, dez anos atrás, que os livros mais vendidos de política fossem contra a esquerda. Mas hoje é o que acontece. Assim como os blogs de política mais acessados também são contrários à esquerda e, nesse sentido, a grande imprensa se vê praticamente OBRIGADA a absorver mais e mais conservadores nos espaços de colunismo até então – e ainda hoje – de hegemonia esquerdista.

Por mais que vocês fiquem chateados, democracia é isso. Podem até não aceitar, mas é como as coisas são no mundo todo e, até que enfim, também aqui no Brasil. Não adianta tentar isolar ou ridicularizar, a galera perdeu o medo de opinar sobre política e contra a esquerda nas redes sociais – e essa nova turma só aumenta.

Mas, enfim, chorar pode, porque o choro é livre (ao contrário de Zé Dirceu, Genoíno, João Paulo Cunha e agora Pizzolato).

6 de fevereiro de 2014

Ministros de Dilma seguem fazendo campanha antecipada sem qualquer pudor

dilma pimentel Ministros de Dilma seguem fazendo campanha antecipada sem qualquer pudor

Primeiro foi o ex-ministro da saúde, Alexandre Padilha. Em seus últimos dias no comando do ministério, entrou em rede nacional de rádio e TV para falar – com mais de um mês de antecedência – sobre uma campanha de vacinação a se realizar em 10 de março. Em anos anteriores, ele, que deve concorrer ao governo do estado de São Paulo pelo PT, se pronunciava apenas na véspera do início dos trabalhos, como mostra o vídeo abaixo:

Agora foi a vez de Fernando Pimentel, atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Governo Dilma Rousseff. Na segunda-feira, o petista confirmou que vai deixar o ministério até o final deste mês para sair candidato ao governo de Minas Gerais. Dois dias depois, surgiu na mídia a defender o Mais Médicos, mesmo este sendo um programa do Ministério da Saúde que pouco tem a ver com seu trabalho junto ao governo federal.

Em 2013, já tinha chamado atenção o caso de Ideli Salvatti, que buscará concorrer ao senado pelo estado do Santa Catarina. A atual Ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil passou a ser investigada pela comissão de ética por utilizar um helicóptero do SAMU em missões oficiais. Enquanto visitava suas bases eleitorais com a aeronave, 52 acidentes com 2 vítimas fatais aconteceram nas estradas federais de atendidas pela aeronave.

Campanha limpa x Campanha antecipada

Em vídeo publicado no final de janeiro, Lula surgiu pedindo por uma campanha limpa em 2014 na internet. O pronunciamento se deu após uma reunião estratégica junto ao setor de comunicação do partido. Contudo, o exemplo não vem sendo dado pelo próprio governo quando permite que seus ministros utilizem-se de estrutura bancada pelos cofres públicos para propaganda eleitoral antecipada. Principalmente quando o uso dessa estrutura pode atrapalhar o salvamento de vidas, como no caso do uso indevido do helicóptero do SAMU em Santa Catarina.

5 de fevereiro de 2014

Escrava cubana foge do “Mais Médicos”. A militância petista ainda não se preocupou em defendê-la.

ramona caiado 450x338 Escrava cubana foge do Mais Médicos. A militância petista ainda não se preocupou em defendê la.

A melhor coisa que o PT fez em toda a sua história foi criar um programa ad hoc para trazer médicos cubanos para o país. Poucos meses depois, hoje nem os militantes mais ferrenhamente petistas (ou abertamente defensores de totalitarismos, e que tentam transformar o Brasil em um) acreditam mais na propalada qualidade da “medicina cubana”, capaz até de curar câncer (o discurso pode até continuar, mas hoje qualquer um sabe que ela não passa de curandeirismo).

Quando os médicos cubanos chegaram ao país, sites petistas (e pouco disfarçadores de que são defensores de totalitarismos, e querem transformar o Brasil em um) estamparam notícias como “Médicos cubanos recebem flores um dia após agressões”.

Para eles, era uma questão humanitária, pois os médicos vinham para nos salvar. O discurso já trazia em seu bojo um faux pas: tratavam os médicos como coitados, inferiores mesmo aos médicos brasileiros e de outros países, quase uma cota que precisava ser aceita à força (como tudo para o PT, ou para totalitarismos). Não eram os sabe-tudo que conseguiam desbancar qualquer outro médico com sua sabedoria socialista.

Hoje, a médica cubana Ramona Matos Rodríguez, de 51 anos, fugiu dos grilhões cubanos que a mantinham presa ao programa ditatorial castrista-petista, em regime de trabalho escravo. Nenhum site petista, progressista, esquerdista ou simpatizante até agora se preocupou minimamente com a situação de Ramona, a enalteceu, defendeu a sua liberdade – ou deu flores a ela.

Para petistas, progressistas, esquerdistas ou simpatizantes não existem pessoas. Existem coisas, que podem servir para fazer propaganda eleitoral ou não. Quando são úteis, têm todo o carinho (como Paulo Henrique Amorim dizendo que essas pessoas são “mistura de Einsteins com Machados de Assis”). Quando não são úteis, são perseguidos por uma das ditaduras mais brutais e longevas do planeta.

O PT e seus acólitos, ao invés de instaurar uma ditadura cubana, trata de se manter no poder tratando pessoas como votos e propaganda, ou então suas vidas não valem nada.

O salário dos médicos era uma mixaria – mas bem atraente para os médicos cubanos se submeterem ao programa, visto que vivem num país miserável e com salário de US$ 25 por mês (sic), equivalente a duas horas de trabalho em Miami. O socialismo, o mundo sabe, significa escravidão e fome. Só não avisaram ao Brasil.

Reinaldo Azevedo faz as contas:

No caso de Ramona, ela disse receber o correspondente a apenas US$ 400 (mais ou menos R$ 968). Outros US$ 600 (R$ 1.452) seriam depositados em Cuba e só poderiam ser sacados no seu retorno ao país. O restante — R$ 7.580 — engordam o caixa dos tiranos (e pode não ser só isso…). Devem atuar hoje no Brasil 4 mil cubanos. Mantida essa proporção, a ilha lucra por mês, depois de pagar os médicos, R$ 30,320 milhões — ou R$ 363,840 milhões por ano. Como o governo Dilma pretende ter 6 mil cubanos no país, essa conta salta para R$ 545,760 milhões por ano — ou US$ 225,520 milhões. Convenham: não é qualquer país que amealha tudo isso traficando gente. É preciso ser comuna!

Ramona, sentindo-se traída pelo regime de Raúl e Fidel (o que não deve ser novidade), descobriu só no Brasil que os médicos de qualquer país recebem R$ 10 mil inteiros – nem que o custo de vida num país onde se trabalha até maio apenas para financiar o Estado seria tão alto.

No caso dela, que é escrava da maior ilha particular de propriedade familiar do mundo, tinha de se contentar em atuar no interior do Pará com um salário ridículo, que nenhum progressista aceitaria para si – e, além de só poder ver a outra metade do dinheiro se acatasse ser obediente e voltasse para a ilha do sr. Castro, como uma coleira para mantê-la calada, ainda financiava uma ditadura brutal e governos similares no Brasil. Conta o G1:

De acordo com Ramona, o governo cubano também havia informado que os médicos poderiam trazer familiares para o Brasil, o que, segundo ela, não ocorreu. “Tem gente tentando trazer os parentes e não conseguem.”

A médica relatou ainda que tinha permissão do governo cubano para visitar outras cidades do Brasil, mas destacou que precisava avisar do deslocamento a um “supervisor cubano”, que ficava em Belém.

Ramona, ao contrário de flores dos petistas, progressistas, esquerdistas e simpatizantes, está sendo perseguida pela Polícia Federal, que está sendo usada para perseguir uma inimiga do PT e de Raúl Castro (o que, no fim, dá na mesma). Ninguém manifestou preocupação com ela – apoio, homenagem, preocupação com sua liberdade e com o destino de sua filha também médica em Cuba, ditadura que matou quase 100 mil “inimigos do regime” desde que a revolução cubana de Fidel Castro e Che Guevara tomou o poder (com uma população incrivelmente menor do que a brasileira).

Conta o Estadão:

Ontem, segundo relato de Ramona, ela decidiu contatar a liderança do Democratas na Câmara depois de falar por telefone com uma amiga em Pacajá. Esta pessoa lhe teria dito que agentes da Polícia Federal estiveram na cidade em busca de Ramona e que o telefone da cubana estava grampeado.

[Ronaldo] Caiado entrou no plenário surpreendendo a todos com a história e deputados do PT chegaram a acionar o Ministério da Saúde para pedir mais informações. O próprio Ministério da Saúde foi pego de surpresa e enviou assessores ao Legislativo. Mas, até as 23h de ontem, a pasta não havia se manifestado.

Onde estão os defensores da ditadura cubana que estavam enchendo o saco de Yoani Sánchez no Brasil, dizendo que ela mente, que ninguém passa fome em Havana, que viva Fidel e Che, que Cuba cura câncer? Onde estão os esbirros do PT entregando flores para a médica?

Violando as leis internacionais, Ramona não pode pedir asilo (mal podia falar com brasileiros), tem deportação automática e não podem seguir como médicos no Brasil, não podendo fazer o Revalida (a medicina cubana entrou com regras especiais, já que seus médicos dificilmente conseguem ter noções básicas de enfermagem).

Ramona só não teve ainda o mesmo destino dos pugilistas cubanos, que tiveram suas cabeças entregues por Tarso Genro ao totalitarismo cubano irmão-do-PT, porque se refugiu no gabinete do DEM, onde a PF não pode atuar. Um dos pugilistas fugiu posteriormente para a Alemanha.

Cuba, o paraíso dos petistas (de Dima a Frei Betto, de Dirceu a Zé de Abreu) continua sendo a única ilha do mundo sem marinha pesqueira, onde as pessoas usam pneus e geladeiras como barcos para enfrentar uma das maiores quantidades de tubarões por metro quadrado no mundo para conseguir escapar para o capitalismo mais próximo.

Há ainda algo sórdido para o PT, como conta Reinaldo Azevedo:

Até esta terça-feira, todos achávamos que os médicos cubanos eram contratados pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), que é um órgão ligado à OMS (Organização Mundial de Saúde), da ONU. Sim, a Opas é uma das subordinadas ideológicas do regime dos Castro. Está lotada de comunistas, da portaria à diretoria. De todo modo, é obrigada a prestar contas a uma divisão das Nações Unidas. Ocorre que o contrato da médica que desertou é celebrado com uma tal “Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Cubanos”.

Que estrovenga é essa, de que nunca ninguém ouviu falar? Olhem aqui: como Cuba é uma tirania, a entrada e a saída de dinheiro são atos de arbítrio; dependem da vontade do mandatário. Quem controla a não ser o ditador, com a colaboração de sua corriola? Assim, é muito fácil entrar no país um dinheiro como investimento do BNDES — em porto, por exemplo —, e uma parcela voltar ao Brasil na forma, deixem-me ver, de doação eleitoral irregular. E o mesmo vale para o Mais Médicos. Nesse caso, a tal Opas podia atrapalhar um pouco, não é? Mas eis que entra em cena essa tal “Sociedade Mercantil Cubana”, seja lá o que isso signifique.

Os progressistas (que adoram uma ideologia de 1917 que matou cerca de 150 milhões de pessoas) detestam a “desigualdade” provocada pelo livre mercado, mas são doidos para que acabe o embargo econômico em Cuba, que proíbe que empresas americanas atuem na ilha-prisão, e sobrevivem com uma tal “Sociedade Mercantil Cubana”.

Enquanto a vida de Ramona Matos corre perigo nas garras do totalitarismo cubano-petista, vê-se o que vale uma vida humana para um petista, um progressista, um esquerdista ou um simpatizante. Não fosse o médico Ronaldo Caiado, do DEM, para proteger a vida de Ramona, a essa altura ela, sem flor nenhuma, já teria sido deportada ilegalmente para um dos países mais fechados do mundo.

O PT é o mal em si, o PT é o mal político em estado bruto, o PT é a desumanização final deste país. Nenhum outro partido (e todos têm pessoas simplesmente deploráveis) desceu tanto no nível de abjeção. Um simples caso como esse é mais do que motivo para uma campanha de impeachment, para as pessoas irem de fato às ruas para lembrar aos políticos que não devem reconhecer a legitimidade de autoridades em conluio ilegal, até em nível internacional e favorecendo trabalho escravo. A Lei Áurea foi revogada.

E a militância, em blogs, em jornais, na academia, na imprensa e na cultura só mostra que não liga para vidas humanas, e sim apenas para votos para seus cupinchas no poder – até com mais poder do que leis internacionais. Claro, se Ramona tivesse assassinado 4 pessoas na Itália, já teria uma festa para salvá-la e lhe garantir um apartamento no rico bairro de Higienópolis, em São Paulo.

Neste mês, em atentado contra uma UPP na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, a policial Alda Castilho morreu após ser baleada na barriga. A jovem de 27 anos estava a trabalho. Negra, mulher, bonita, jovem – não teve uma lágrima derramada por nenhuma ONG, nenhuma feminista levou sua história a público para mostrá-la como uma heroína, nenhuma palavra foi dita pelo movimento negro.

Seu salário era de R$ 2.600, bruto – já inclusos os 26% de reajuste concedidos em fevereiro de 2013 e os R$ 100 de auxílio transporte. Nenhum movimento social ou militância socialista deu valor à sua vida, ou se importou com a justiça que deve ser feita.

Esta é a forma como o PT, os progressistas, os esquerdistas e simpatizantes tratam vidas humanas. Quando não são votos válidos para aumentar o poder dos políticos de sua preferência, não valem absolutamente nada.

Que a liberdade do cativeiro de Ramona Matos Rodriguez seja assegurada, que os médicos querendo asilo possam ter esse direito legal e que a jovem Alda Castilho descanse em paz.

alda castilho 253x338 Escrava cubana foge do Mais Médicos. A militância petista ainda não se preocupou em defendê la.

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