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16 de abril de 2014

Censura a Rachel Sheherazade

rachel sheherazade1 Censura a Rachel Sheherazade

Daniel Castro e Paulo Pacheco, do “Notícias da TV”/UOL, informam o seguinte em reportagem de ontem:

“…mas o Notícias da TV apurou que a medida foi tomada sob pressão do governo federal. Há duas semanas, Marcelo Parada* se reuniu em Brasília com o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann. Na ocasião, Traumann manifestou desconforto com os comentários de Sheherazade. O ministro controla as verbas do governo federal, que investe cerca de R$ 150 milhões em publicidade por ano no SBT” (grifos nossos)

Também ontem, Pedro Dória publicou coluna, no jornal O Globo, tratando da tal liberdade de expressão que, para certa esquerda, especialmente aquela governista, não é exatamente um direito absoluto – só vale para quem concorda com seu ideário (e também apoia o governo por eles defendido com unhas e dentes).

Embora a coluna exagere na dose, vale para refletir o quanto – para alguns – a liberdade de expressão está longe de ser um direito universal.

Vale também pelo destaque CORRETO à fala de Rachel que foi tratada como apologética de crime. Ela disse ser “até compreensível”, a atitude dos que amarraram um criminoso no poste, considerando que o país “ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes”.

Para parte da esquerda, especialmente a governista, o “até compreensível” se tornou uma concordância (quando, no máximo, seria uma compreensão DO MOTIVO) e, dali, inexplicavelmente passou a ser APOLOGIA. Sério.

O dado MAIS CURIOSO é que isso é dito por um pessoal que passa a vida dizendo ENTENDER OS MOTIVOS DO CRIMINOSO. Dizem que é por culpa da sociedade, da ostentação (juro), do capitalismo, enfim, nunca é culpa do bandido.

E não veem, no próprio caso, qualquer apologia. Mas apontam como apologética a conduta de Rachel ao dizer ser “compreensível” uma ação que vá no sentido oposto da ideologia dos esquerdistas.

Não, não é apologia. E, se vocês encontram tanta razão e explicação nos mais variados crimes – mesmo estupro e homicídio –, não faz nem sentido reclamar de quem diz talvez entender a motivação dos que REAGEM aos crimes. Simples assim.

Essa esquerda deveria confessar que não está nem aí mesmo para a liberdade de expressão (o que, aliás, é normal em qualquer regime socialista) e pronto. Mais honesto. E sem essa bobagem de falar em “apologia”, né? Digam que não querem que ela fale, pronto. Assumam aí o que representa a ideologia de vocês.

Afinal, vocês chamam de “debate” aquelas reuniões com meia dúzia de gente falando a mesma coisa numa bancada com uma plateia que também concorda com essa coisa aplaudindo a todo tempo (falei sobre isso aqui, o texto é longo mas também divertido).

O principal é: independentemente das ideologias, Rachel Sheherazade não poupava críticas ao governo. Tecia comentários fortes contra os escândalos, dando nomes aos bois e não aliviando de forma alguma. Isso obviamente incomodava governo e militância e causou o “desconforto” que motivou a tal reunião.

Então temos que, sim, HOUVE CENSURA e não houve qualquer tipo de apologia a crime. Como não há quando, como citou Pedro Dória, alguém diz ser favorável à mudança da legislação das drogas (ou qualquer outra) ou quando alguém diz compreender as razões que poderiam levar alguém a cometer algum delito (o que difere muito de CONCORDAR como tal prática e, mais ainda, de qualquer tipo de INCITAÇÃO).

Por outra: se compreender a motivação de quem reage ao crime fosse “apologia”, qual nome teria o ato de quem diz compreender a motivação de quem pratica o crime em si?

Pois é…

* curiosidade: Marcelo Parada, diretor de jornalismo do SBT, fez parte da campanha de Dilma Rousseff em 2010, na coordenação da parte de comunicação.

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15 de abril de 2014

Ex-advogado do PT presidirá o Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições

Dias Tofoli e1377294859500 Ex advogado do PT presidirá o Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições

Há algum tempo o PT vem tentando – com sucesso – povoar órgãos superiores com seus aliados. Após fazê-lo no Superior Tribunal Federal, substituindo antigos ministros por outros que votariam a seu favor, o partido terá agora um importante reforço no Tribunal Superior Eleitoral, que será presidido por Dias Toffoli, antigo advogado do partido e atual ministro do STF.

Em função de sua ligação com o PT, naturalmente o ministro teria de enfrentar perguntas questionando a interferência disso em seu mandato. Em entrevista ao repórter do Estadão Roldão Arruda, no entanto, Toffoli não pareceu muito disposto a tolerar discordâncias, agredindo o direito que a imprensa tem de fazer perguntas, mesmo que embaraçosas, a fim de informar a população.

Repórter:
“Ministro, o senhor já foi advogado do PT e agora vai presidir o TSE. Há alguma incompatibilidade?”.

Toffoli:
“Você tem que perguntar isso para o Aécio Neves, o Eduardo Campos e a Marina Silva. Não para mim”.

Repórter:
“Por quê?”

Toffoli:
“Ora, o que está no substrato de sua pergunta é uma indecência. É preconceituosa e desrespeitosa. Você não tem legitimidade para me impugnar, nem a mídia. Vá fazer a pergunta para o Aécio, o Eduardo e a Marina, porque eles têm”.

Além de responder algo sem sentido, e com uma agressividade que só denota medo, o ministro revelou-se uma pessoa instável e parcial, algo pouco compatível com alguém que presidirá um tribunal. Mas essa hostilidade não é algo novo. Em agosto de 2012, Ricardo Noblat afirmou em seu blog que Toffoli o teria ofendido com palavrões em uma festa em Brasília.

Dias Toffoli talvez seja um dos maiores problemas criados pelo PT para o Brasil. Jovem, ainda interferirá nas decisões do STF, se a saúde e a consciência o permitir, por até 24 anos, consiga o partido algum novo êxito nas urnas ou não. Durante o Mensalão, chamou atenção seu despreparo para o cargo quando, por vezes, precisou receber instruções dos demais ministros sobre sua real função no julgamento.

14 de abril de 2014

Para cada 10 assassinatos cometidos no mundo, um deles ocorre no Brasil

Nos últimos anos, o número de homicídios vem caindo nos grandes centros do Brasil. Rio de Janeiro e São Paulo tiveram declínio nessa taxa de 29% e 11% respectivamente. No Norte e Nordeste, no entanto, o problema só aumenta. Segundo relatório da ONU, a Paraíba registrou avanço de 150% no número de assassinatos nos últimos dois anos, enquanto a Bahia contabilizou um acréscimo de 75%. Totalizando, o Brasil registrou, em 2012, 50.108 assassinatos, o que representa 10% dos homicídios de todo o mundo.

homicidios1 Para cada 10 assassinatos cometidos no mundo, um deles ocorre no Brasil

Esses números só servem para reforçar a pesquisa feita pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça AC. De acordo com o estudo, das 16 cidades mais perigosas do mundo, oito são brasileiras. Maceió é a 5ª colocada, com 79,76 homicídios a cada 100 mil habitantes, seguida por Fortaleza (7ª), João Pessoa (9ª), Natal (12ª), Salvador (13ª), Vitória (14ª), São Luís (15ª) e Belém (16ª). Mais oito cidades do país fazem parte da lista completa, que conta com 50 municípios no total.

O relatório da ONU revela que o número de mulheres assassinadas por parceiros e familiares é significante, e tenta explicar a prevalência de violência letal no país.

O abuso de álcool e outras drogas, e a disponibilidade de armas de fogo, são apontadas no estudo como determinantes nos padrões e prevalência da violência letal. O relatório destaca que qualquer política pública na área de prevenção aos homicídios apenas irá funcionar se os governos conseguirem direcionar estas ações para as vítimas e agressores potenciais.

Por mais que a população tenda a de forma justa cobrar mais ênfase na gestão da saúde e educação, é no comando da segurança pública que um governo mostra sua competência. Porque, sempre que ele falha nos dois primeiros, a iniciativa privada, à sua maneira, busca encontrar alternativas. É quando nascem as escolas particulares e/ou religiosas, ONGs, seguros de vida e planos de saúde.

Contudo, quando o governo falha na fiscalização do cumprimento da lei, abre brechas para que parte da população se organize e, tantas vezes, cause problemas ainda maiores, como ocorre com as milícias cariocas ou guerras de gangues urbanas nas capitais nordestinas (muito bem representadas por duelos entre torcidas organizadas de futebol nas periferias).

A tese mais defendida pelo discurso governista é de que a violência brasileira nasce fruto de uma suposta falta de oportunidades promovida pela desigualdade social do país. No entanto, o mesmo discurso governista defende que o PT vem reduzindo este “abismo social”. Se os números entregam que a violência vem crescendo nos últimos anos principalmente onde os petistas dizem ter feito mais aquilo que chamam de “justiça social”, cai por terra a relação “causa x efeito” da “falta de oportunidade x aumento da violência”.

Tornou-se famosa em Nova Iorque a política republicana de “tolerância zero” com o crime. E ideais parecidos se mostraram bem aplicados por aqui em capitais como São Paulo, quando se proibiu o consumo de cigarro em ambientes fechados, o funcionamento de bares abertos após 1h da madrugada ou ainda a publicidade de rua combatida pelo “Cidade Limpa”. Contudo, o que a academia brasileira prega seria uma espécie de “tolerância máxima” com criminosos. É compreensível a preocupação, já que uma ditadura impôs aos brasileiros duas décadas de repressão estatal sem muito direito a defesa. Mas os crescentes números sobre insegurança no país entregam que em algum momento já se extrapolou o limite da tolerância com o erro. Não que a esquerda, quando no poder, se comova com isso. Não faltam notícias de projetos petistas que apontem, por exemplo, para uma menor fiscalização do cidade limpa ou a reserva de vaga em concurso para usuários de drogas ilícitas com direito a deputado petista querendo facilitar ainda mais o benefício:

Noutra emenda, o PT propôs retirar do texto a pré-condição da abstinência. A deputada Erika Kokay (PT-DF) indagou: “A abstinência é a medalha de ouro, mas por que vamos excluir a medalha de prata, ou seja, punindo [com a demissão] uma eventual recaída?”.

(grifos nossos)

Há um grave problema de segurança no país que a esquerda não consegue resolver porque simplesmente a lógica de sua ideologia não se sustenta. Em outubro, na hora do voto, é necessário o eleitor entender que há um culpado. E, por mais que os efeitos atinjam mais a base municipal, eles refletem uma intenção que vem lá de cima, da união. Parafraseando Dilma, é no município que o cidadão brasileiro é assassinado. Mas o município só tem acesso a 14% dos impostos recolhidos, diferentemente dos atuais 63% da presidência.

14 de abril de 2014

Campanha contra Aécio tem origem em computador da Eletrobras

Informação do blog do jornalista Reinaldo Azevedo:

Pronto! A turma já começou. Reportagem da VEJA desta semana informa que já há quadrilhas operando, cuja tarefa é difamar o senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência. Ninguém está surpreso, eu sei. Em 2010, vocês devem se lembrar, quando Fernando Pimentel chefiava a “pré-campanha” de Dilma, petistas foram flagrados associados a uma quadrilha para criar um dossiê falso contra José Serra.

Desta vez, um dos centros irradiadores da falsa informação de que Aécio desviou ora R$ 3,7 bilhões, ora R$ 4,3 bilhões, de verbas destinadas à Saúde é, acreditem, um computador que fica na… Eletrobras.

Não custa repetir — e sempre: eles não aprendem nada nem esquecem nada. Abaixo, veja como funciona o esquema de difamação na rede.

falcatrua na Internet 517x338 Campanha contra Aécio tem origem em computador da Eletrobras

(grifos nossos)

11 de abril de 2014

Porto cubano inaugurado por Dilma vem sendo usado para contrabandear armas para a Coreia do Norte

dilma mariel raul castro Porto cubano inaugurado por Dilma vem sendo usado para contrabandear armas para a Coreia do Norte

Desde 2009, após um acordo entre os governos de Brasil e Cuba, o Grupo Odebrecht está construindo na ilha o Porto de Mariel, que já recebeu do nosso país, mediante empréstimo do BNDES, cerca de R$ 2 bilhões. Embora a primeira etapa da obra tenha sido concluída no dia 28 de janeiro de 2014, o local já recebe navios há mais tempo.

De acordo com relatório da ONU, o recém-inaugurado porto foi usado para o contrabando de mais de 200 toneladas de armas para a Coreia do Norte, violando assim sanções internacionais. Segundo o relato, em julho de 2013, o navio norte-coreano Chong Chon Gang foi inspecionado no Panamá, onde, escondidos em sacos de açúcar, foram encontradas armas e itens relacionados, incluindo mísseis e munições, com várias imagens que comprovam a descoberta.

69. Panamanian authorities stopped and inspected the Democratic People’s Republic of Korea-owned and -flagged general cargo vessel Chong Chon Gang (see figure X) on the Atlantic side of the Panama Canal. Concealed under more than 200,000 bags of sugar, they found items believed to be arms and related materiel. (Página 26)

Ainda segundo o relatório, o navio saiu da Coreia do Norte em abril de 2013, foi reabastecido na Rússia e seguiu para Havana pelo canal do Panamá. Não há registros de que ele tenha parado em nenhum outro país além de Cuba entre suas duas passagens pelo canal, na ida e na volta, o que evidencia onde as armas encontradas foram adquiridas.

74. The voyage plan and other ship’s documents show that the vessel departed from the Democratic People’s Republic of Korea on 11 April, refuelled at the Russian port of Vostochny between 11 and 17 April before sailing to Havana via the Panama Canal. No records show the ship stopping at any countries other than Cuba between exiting the Panama Canal on 1 June and its return passage on 11 July. (Página 27)

Essas revelações são preocupantes, sobretudo porque o Brasil tem estreitado cada vez mais sua relação com Cuba, fazendo seguidos empréstimos também para setores agrícola, turístico e de produção de medicamentos. Mas principalmente porque, para driblar Lei da Transparência, o governo brasileiro classificou como “secretos” os detalhes do financiamento do porto de Mariel.

10 de abril de 2014

Enquanto Aécio briga pela Petrobras e luta contra a inflação, Lula faz pouco caso de falta de hospitais

Que 2014 seria um ano mais delicado que o normal, ninguém tinha dúvidas. Os primeiros 10 dias de abril apenas serviram para fortificar ainda mais esta certeza. Enquando a oposição vive um bom momento, mostrando força o suficiente para emparedar o governo instaurando CPIs para investigar a Petrobras, a situação resolveu recorrer aos seus antigos trunfos para recuperar a credibilidade perdida. Não que isso tenha sido bem sucedido.

Como o PT vem enfraquecendo a Petrobras

À frente do PSDB, Aécio Neves, principal nome da oposição, surgiu em vídeo na TV e internet criticando o prejuízo causado pelo governo junto à Petrobras. Em valor de mercado, a empresa já caiu à metade do que tinha quando Dilma assumiu o cargo de presidente do país. E a estatal é hoje uma das mais endividadas do mundo:

Como o PT vem fortalecendo a Inflação

Em um segundo vídeo, Aécio lembra que a inflação é o que reduz o poder de compra do brasileiro, jogando por terra qualquer conquista social. Independente de qualquer “contabilidade criativa” divulgada pelo governo, pede para que o brasileiro olhe para o próprio bolso e responda se hoje o seu poder de compra é o mesmo de um ano antes:

Lula faz pouco caso de falta de hospitais

Tentando recuperar o prestígio perdido pelo governo comprovado nas últimas pesquisa, Lula voltou a dar entrevistas na intenção de defendê-lo. Mas há chances de o tiro ter saído pela culatra. Em dado momento, Lula minimiza as críticas recebidas graças ao alto investimento em eventos como a Copa do Mundo e o pouco que se investe em saúde. E não hesita em dizer com todas as letras:

“Agora tem gente que acha que não pode fazer olimpíada porque não tem hospital. Olha, sinceramente, eu acho isso um retrocesso enorme.”
(Luís Inácio Lula da Silva)

Assessor de deputada petista persegue Joaquim Barbosa em Brasília

Em outro vídeo circulando na web, Rodrigo Grassi, assessor parlamentar da deputada Érika Kokay (PT-DF), persegue o presidente do STF, Joaquim Barbosa, pelas ruas de Brasília aos gritos de “Dirceu, guerreiro do povo brasileiro”. Em dado momento, ele chega a xingar o ministro de “projeto de ditador”. Segundo matéria da Veja, o salário dele na Câmara dos Deputados é de cerca de 4.800 reais por mês.

10 de abril de 2014

Governo Dilma descendo a ladeira

dilma apagao Governo Dilma descendo a ladeira

A economia brasileira segue tropeçando e se complicando em 2014. Segundo matéria do Valor Econômico, os analistas do mercado financeiro elevaram suas expectativas para a inflação e reduziram o crescimento econômico do país, que seguirá sofrendo com o que a imprensa vem chamando de “pibinho”. Para 2015, os números também pioraram.

A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu pela quinta semana consecutiva, de 6,30% para 6,35%, um nível bem próximo do teto do intervalo da meta a ser perseguida pelo BC, de 6,5%. A projeção para 2015 também subiu, de 5,80% para 5,84%. Na leitura em 12 meses, a expectativa para o avanço do IPCA cedeu pela segunda semana, de 6,14% para 6,07%.

Fundo Monetário Internacional (FMI) também já reduziu pela metade a previsão de crescimento brasileiro em 2014. Em abril de 2013, apostava-se em um PIB de 4% para esse ano; doze meses depois, esse número caiu para 1,8%. A inflação também deve subir, ficando perto do teto estabelecido pelo governo.

De acordo com o fundo, a economia brasileira sofre com restrições de oferta doméstica, especialmente de infraestrutura, e com um contínuo baixo crescimento do investimento privado, que se reflete na perda de competitividade e na baixa confiança dos empresários.

A inflação deste ano, segundo o FMI, deve ficar em 6,2%, perto do teto da meta do governo. Pelo sistema de metas de inflação em vigor no Brasil, o indicador pode variar entre 2,5% e 6,5%. Já o desemprego deve ter uma pequena alta, passando dos 5,4% de 2013 para 5,6% este ano e para 5,8% em 2015.

Com a economia dando claros sinais de fracasso dia após dia, o jornal britânico Financial Times publicou um texto crítico ao governo Dilma, lembrando que a presidente orgulhava-se de sua “nova matriz” de política econômica – com juros baixos, câmbio depreciado e incentivos fiscais -, mas que o modelo acabou revelando-se um fiasco.

Credibilidade em xeque, crescimento frágil e o rebaixamento pela agência de classificação de risco Standard & Poor´s (S&P) também são lembrados pelo “FT”, que afirma: “a maioria dos economistas acredita que o governo começou a tropeçar em 2012, após o início da crise da zona do euro”.

O periódico britânico aponta que, a partir daquele momento, o governo brasileiro promoveu uma redução de juros sem precedentes — a taxa chegou ao piso histórico de 7,25% em 2012 — e adotou medidas heterodoxas de combate à inflação, como forçar a Petrobras a praticar internamente preços menores que os do mercado internacional e medidas para redução de tarifas de energia.

A confiança do mercado na presidente é tão baixa que, a cada queda sofrida por ela nas pesquisas eleitorais, as estatais se valorizam mais no Ibovespa. Na última segunda-feira (07), Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil chegaram a avançar 3,42%, 3,62% e 1,57% respectivamente com suas ações ordinárias.

Apesar dessa queda, a presidente ainda seria reeleita na disputa desse ano, mas as eleições caminham para uma indefinição cada vez maior. Além de todos os problemas econômicos causados pelo seu governo, Dilma nem sequer conseguiu cumprir uma de suas principais promessas eleitorais de 2010: a construção de 6.000 creches.

Quando iniciou seu quarto ano de mandato, em janeiro, Dilma havia inaugurado apenas 223 creches – 3,7% do total prometido. O total de obras listadas, mesmo as que ainda não saíram do papel, também estava abaixo do previsto: 5.257.

Os dados integram o amplo levantamento feito pelo site de VEJA e pela ONG Contas Abertas nos balanços oficiais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 disponibilizados pelo governo federal.

A Copa do Mundo também tende a ser um agravante para a popularidade da presidente. A pouco mais de dois meses da competição, mais da metade da população brasileira acredita que o evento trará mais prejuízos do que benefícios ao país. Com os muitos bilhões investidos em estádios e um legado cada vez mais reduzido, os brasileiros vêm se mostrando mais pessimistas.

“O brasileiro não é bobo. Mudou da água para o vinho o que foi prometido em 2007 [ano da eleição à sede]. Não se imaginava que teria tantos problemas com orçamento, com redução brutal do investimento com mobilidade urbana, por exemplo. Não há legado”, disse Fernando Ferreira, diretor da Pluri Consultoria, especializada em marketing esportivo.

O agravante é que, se 2014 está sendo difícil, com ou sem reeleição, 2015 tem tudo para ser mais complicado ainda.

9 de abril de 2014

Em tempos de “crise econômica”, caso André Vargas serve para lembrar que ela tem origem ética

andre vargas mao fechada Em tempos de crise econômica, caso André Vargas serve para lembrar que ela tem origem ética

O vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR) – aquele mesmo que levantou o punho em provocação a Joaquim Barbosa -, tem se complicado cada vez mais desde que a Polícia Federal deflagrou a Operação Lava Jato, que desarticulou uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro. Entre os presos, estava o doleiro Alberto Youssef, com quem Vargas foi acusado de atuar a fim de conseguir contratos governamentais para as suas empresas.

Reportagem publicada pela revista “Veja” neste sábado (5) afirma que o vice-presidente da Câmara, deputado André Vargas (PT-PR), atuou junto com o doleiro Alberto Youssef para a assinatura de um contrato entre uma empresa de Youssef e o Ministério da Saúde. (…) Ainda de acordo com a reportagem, as investigações mostram que Vargas ajudava o sócio a localizar projetos dentro do governo pelos quais poderia ser desviado dinheiro público.

Pressionado, Vargas acabou pedindo afastamento de 60 dias da Câmara alegando “interesse particular”. Mas, apenas um dia após o pedido, surgiu mais um fato para comprovar a relação entre o deputado e Youssef: ambos também são réus do maior escândalo de corrupção da história de Londrina, onde, na década de 1990, houve desvio de ao menos R$ 14 milhões em licitações fraudulentas.

O valor teria sido desviado em diferentes fatias. Em uma delas, em 1998, dos R$ 141 mil que saíram dos cofres municipais, R$ 120 mil acabaram com Youssef, e R$ 10 mil, com Vargas, segundo o Ministério Público do Paraná. Militante do PT à época, Vargas coordenava campanhas locais do partido, como a de Paulo Bernardo (atual ministro das Comunicações) à Câmara dos Deputados. A Promotoria suspeita que o dinheiro tenha abastecido essas campanhas.

Temendo que o escândalo prejudique o partido, alimente a CPI da Petrobras e desgaste a imagem da presidente Dilma Roussef, o Palácio do Planalto e a cúpula do PT vão fazer pressão para que o deputado renuncie ao mandato.

No Planalto, o comentário é que o pedido de licença do deputado, apresentado nesta segunda, 7, não resolve a questão. A situação de Vargas é definida no Planalto como “delicadíssima”, insustentável num ano eleitoral.

A bancada do PT na Câmara vai se reunir nesta terça para avaliar o assunto. Vargas está em Brasília, mas até agora não se sabe se ele participará do encontro. Na quinta-feira, a Executiva Nacional do partido também vai se reunir, em São Paulo, e deve ser nomeada uma comissão interna para que Vargas dê explicações.

Para agravar a situação do partido, descobriu-se que uma das empresas investigadas pela Polícia Federal, a Jaraguá Equipamentos, doou R$ 4,5 milhões ao seu diretório nacional entre 2010 e 2012.

A Jaraguá Equipamentos foi contratada pela Petrobras para a obra da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco no valor de R$ 1,2 bilhão. Em 2010, ano de eleição presidencial, a companhia doou, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), R$ 2,5 milhões para o PT. Em 2011, repassou R$ 1 milhão ao partido. No ano seguinte, mais R$ 1 milhão. (…) Não há registros de doações para outras legendas pelo menos em 2010 e 2011.

Agora, para completar a sorte de André Vargas, a oposição quer pedir a cassação do seu mandato, e a investigação sobre sua relação com o doleiro acabou no STF, onde será julgada por ele mesmo: Joaquim Barbosa.

Mesmo com tudo que ocorreu em 2005, talvez este seja o momento mais delicado para o PT desde que chegou à presidência do país em 2003. Se antes havia um sentimento no seu eleitorado de que o partido “roubava, mas fazia”, há agora a crescente sensação de que rouba-se cada vez mais e faz-se cada vez menos. O caso “André Vargas” vem à tona para que a nação não se esqueça que a crise no país não é só econômica, mas também ética. Aliás, que esta possui forte influência na existência dessa. Em ano de eleição, isso pode se condensar num cenário ideal para a oposição ressurgir das cinzas.

Faltam 6 meses para as eleições.

4 de abril de 2014

Compra de Pasadena foi ainda mais cara do que se imaginava

lula dilma petrobras Compra de Pasadena foi ainda mais cara do que se imaginava

Os prejuízos causados pela compra da refinaria de Pasadena só aumentam. Descobriu-se que o contrato fechado com a Astra Oil em 2006, além de estipular o repasse de 6,9% à empresa belga mesmo que a refinaria tivesse prejuízo, garantiu o pagamento de mais US$ 85,14 milhões a título de “alocação especial”, elevando o preço final do negócio para US$ 1,265 bilhão.

Os advogados da Astra respondem que o desembolso é um “pagamento garantido”, que deveria ser feito pela Petrobrás à Astra quando a receita da empresa de trading que abastecia a refinaria de Pasadena ficasse abaixo de determinado patamar. Esse benefício seria pago por dois anos, no valor máximo de US$ 85,14 milhões em cada um deles, em um total de US$ 170,28 milhões.

A compra da refinaria foi um dos casos que deram início às investigações feitas pelo Tribunal de Contas da União. O autor da denúncia que originou as apurações, o procurador Marinus Marsico, solicitou documentos para analisar a compra em 2012, mas vários não foram encaminhados.

Aparentemente, essa é uma prática comum da Petrobras. Em Pernambuco, onde há suspeitas de irregularidades que alcançam R$ 1,6 bilhão, o TCU solicitou justificativas para que empreiteiras pedissem um aditivo de R$ 600 milhões para obras na refinaria de Abreu e Lima, mas não foi atendido.

Alegando que os documentos não estavam prontos e que os daria apenas após passarem por análise interna, a Petrobras se recusou a enviá-los ao órgão. O resultado é que o TCU acabou apontando sobrepreço somente depois de já assinado o aditivo.

Um caso semelhante aconteceu no Espírito Santo. A estatal demorou 840 dias – dois anos e três meses – para encaminhar ao TCU os documentos para a fiscalização das obras de um terminal.

Mas a Petrobras não poderá se esconder por muito mais tempo. A oposição pediu nesta quarta (2) a abertura de uma CPI mista para investigar a empresa, e, com o apoio de deputados da base aliada – foram 37 assinaturas só de peemedebistas -, a Comissão foi protocolada. O senador Aécio Neves afirmou que pedirá a Renan Calheiros, presidente do Senado, a realização de uma sessão extraordinária para a leitura do pedido.

— O que queremos é simplesmente uma investigação em relação às denúncias que se sucedem a cada dia em relação à Petrobras. Seja em relação a Pasadena, onde os prejuízos passaram de US$ 1,2 bilhões, seja em relação à refinaria Abreu e Lima, orçada em US$ 2,5 bilhões, que já consumiu mais de US$ 18 bilhões. O que queremos é o que os brasileiros querem: apuração, investigação. Não pré condenamos ninguém, é uma oportunidade até do governo, da própria presidente da República, explicar as razões pelas quais ela apoiou uma medida tão lesiva aos cofres da Petrobras, sobretudo em uma área na qual ela é reconhecida como especialista — afirmou Aécio.

Indiretamente, a Petrobras foi uma das maiores responsáveis pela reeleição de Lula em 2006. O “medo das privatizações” propagado pelo PT no segundo turno garantiu uma votação ainda menor a seu então oponente, Geraldo Alckmin. Por tudo que vem acontecendo com a estatal desde então, espera-se que o papel dela na reeleição de Dilma também seja forte. Já não há mais dúvidas de que a gestão petista é responsável pelos estragos nas contas da companhia. O próprio esforço do governo em barrar CPIs não deixa de ser uma confissão de culpa, por mais que se defenda depois que querem apenas evitar um desgaste político. A oposição está disposta a usar essa carta. Parte da situação, insatisfeita com a aliança mantida, também. A verdade é que, por mais que os números das pesquisas ainda insistam no contrário, as eleições de outubro seguem indefinidas.

2 de abril de 2014

Dilma e o Samba do Avião Louco

dilma careta2 Dilma e o Samba do Avião Louco

te pegaram de novo, gilma

Como sempre, Dilma comete uma de sua gafes históricas, algo especialmente comum quando se põe a falar sobre datas. Já disse, emocionada, que frequentava o estádio Mineirão na infância – sendo que quando o estádio foi inaugurado ela tinha 17 anos. Agora, sobrou para Tom Jobim.

Ao anunciar mais uma das patifarias da Copa do Mundo, a Presidente da República diz sem medo de ser feliz que a música “Samba do Avião” foi feita para a volta dos anistiados em 1979. Vejam o vídeo (podem ver, não é um longo e modorrento discurso da dita cuja, só mesmo o trechinho em que solta a batatada musical):

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=nsE4ERqFIu8[/youtube]

Ocorre que a música é de 1962, quando foi gravada pelo grupo “Os Cariocas” – a própria página de Tom Jobim na wikipedia cita o biênio 62/63 como época da canção (o redator dos discursos da Tia Gilma deveria conferir esse dado antes de fazer a chefa passar um ridículo ainda maior que o de costume).

Sorte que a imprensa no geral deixa quieto (seja por ignorar o fato ou – o que é mais frequente – não ter o hábito de ser muito crítica com a governanta). Mas é isso: mais uma pra coleção.

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