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29 de dezembro de 2014

Governo foi incompetente e agora Dilma cortará benefícios dos trabalhadores

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Dilma fez uma campanha repleta de ameaças e acusações contra os tucanos, dizendo que seria terrível se eles ganhassem, especialmente para a classe trabalhadora que teria direitos ameaçados pelos “neoliberais”. Todos vimos isso e muitos disseram que era “do jogo” acusar dessa forma.

Pois bem: o próprio governo do PT é quem vai cortar benefícios, segundo reportagem do Estadão. Segue trecho:

“O governo federal espera economizar cerca de R$ 18 bilhões por ano com as medidas anunciadas nesta segunda-feira, 29, para modificar o acesso ao abono salarial, seguro-desemprego, pensão por morte e auxílio-doença. A estimativa foi feita pelo futuro ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, em entrevista coletiva.” (grifos nossos)

A campanha eleitoral mais baixa e vil de todos os tempos resultou nisso: quem vai cortar os benefícios do trabalhador é a própria Dilma. O governo, gerido pelos petistas há mais de 10 anos, foi incompetente com as contas públicas e agora precisará de ajustes, cujo pagamento – como sempre – caberá à classe trabalhadora.

Cadê o pessoal que, durante a campanha, ficou fazendo terrorismo? Alguém os viu por aí?

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28 de dezembro de 2014

Quem é esse Latuff do texto contra nordestinos da revista MAD?

(AVISO AOS LEITORES: ESTE É UM TEXTO IRÔNICO, SATIRIZANDO A SITUAÇÃO TODA – hipótese de alguém da militância já ter feito piada regional. Não levem o post a sério)

Antes de tudo, este post serve de alerta. Afinal, o nome “Latuff” é notoriamente ligado a desenhos e cartuns de altíssimo teor militante, contra a opressão violenta exercida pelo capital and ocidente macho/branco. Então, por óbvio, alguém usou esse mesmo nome por mera coincidência. Só pode ser isso. Vejam imagens da Revista MAD, número 55, edição de julho de 89:

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Segundo a revista, algum Latuff escreveu esse texto (o desenho ficou a cargo de outra pessoa). Trata-se de uma piada com o American Express Card; na época, a Amex tinha uma propaganda televisiva na qual um homem dizia “Paris hoje?”, indicando a possibilidade – e capacidade econômica – de ir à Cidade Luz naquela mesma hora. O texto da MAD (cujo teor alguns cis-héteros-brancos-demotucanos-de-SP podem achar engraçado) satiriza o comercial, mas ao mesmo tempo denota forte preconceito.

Carroças? Jumentos? Paus-de-arara? É EVIDENTE que tais palavras não seriam subscritas – tanto menos elaboradas – pelo mesmo Latuff que tão bem retrata alguns governantes não-esquerdistas como nazistas (em que pese haver eleições, mas quando a esquerda não ganha a democracia precisa ser contestada, ora!). Nunca que nosso cartunista favorito faria algo do tipo, menos ainda com o chiste envolvendo “forrós” e “kitchenetes”.

Quem seria esse? E nem adianta dizer que o referido combatente do nanquim já trabalhou na MAD. Isso é só mais uma coincidência a TURVAR a realidade dos fatos. Não cederemos ao jogo de informações desconexas dos defensores do ocidente e do capital.

E AINDA POR CIMA o signatário do odioso “Paraiban Express Card” seria um tal SEVERINO DESTERRO! A pá-de-cal em cima de nossa paciência revolucionária! Já é um tanto atípico haver um socialista chamado Severino (somos ainda apenas os Rossettos, Boulos, Duvivieres, Latuffes e muitos outros a iluminar o caminho de todos). Não deveria haver até mesmo essa troça onomástica a afugentar o povo do ideal que o salvará!

Assim, portanto, aguardamos a resposta: quem é esse Latuff?

(dica da leitora Renata Red)

27 de dezembro de 2014

Acredite se quiser: Gleisi Hoffmann, citada na Operação Lava Jato, elege o LARANJA como “cor de 2015″

Gleisi e André Vargas, uma dupla e tanto

Gleisi e André Vargas, uma dupla e tanto

No Brasil, como se sabe, é muito difícil para o humor e para a tragicomédia competir com a realidade dos fatos. Por mais talentosos que sejam nossos roteiristas, não há escárnio ou surrealismo imaginados que cheguem perto de alcançar a produção de nosso governo e/ou políticos a ele ligados.

Gleisi Hoffmann, que segundo o doleiro Alberto Yousseff (e constante da Operação Lava Jato) teria recebido um milhão de reais, resolveu escolher uma cor para o ano que vem. Isso de misturar política e cromoterapia, convenhamos, já seria suficientemente mocorongo, mas ela foi além do próprio ridículo e perscrutou os campos do estupefaciente: elegeu justamente o LARANJA.

Sim, o laranja.

Se alguém duvida (eu duvidaria), aqui o link. Caso dê pane na internet (ou apaguem o post), vai o print abaixo:

é o perfil OFICIAL no Facebook

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Feliz 2015 laranja a todos!

23 de dezembro de 2014

Para Cid Gomes, novo Ministro da Educação indicado por Dilma, professor deve “trabalhar por amor, não por dinheiro”

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Dilma indicou Cid Gomes para o Ministério da Educação (MEC). Essa seria mais uma das escolhas políticas desatreladas de qualquer viés técnico, não fosse um agravante especial: ao enfrentar uma greve de professores no Ceará (que governou até este ano), disse que professor “deve trabalhar por amor, não por dinheiro”, e ainda completou: “quem quer dinheiro deve procurar outra profissão”.

Confiram aqui.

Além disso, convém rememorar este vídeo exclusivo e um outro episódio no qual foi mencionado indiretamente.

Se alguém achava que Dilma mudaria seus critérios no segundo mandato, melhor cair na real. É mais do mesmo.

22 de dezembro de 2014

Graça Foster fica na Petrobras: Dilma é teimosa ou tem medo de algo?

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Desde o início do ano, alertas de todos os setores apontavam para uma crise econômica grave sofrida pelo país. Dilma, apesar dos fatos e argumentos, mantinha Guido Mantega no Ministério da Fazenda. A situação chegou a um ponto tão crítico que foi preciso inovar: o (ainda) ministro recebeu uma espécie de “aviso prévio” durante a campanha eleitoral. Seria então o reconhecimento de que a política econômica atual fracassou.

Situação parecida acontece agora com a Petrobras. Novos fatos e evidências surgem todos os dias, complicando demais a situação dos atuais diretores da empresa, especialmente Graça Foster, que atualmente a preside. Mesmo assim, Dilma ainda hoje negou sua demissão. Mas por que isso? Teimosia? Ou seria receio?

Sim, pois só há dois cenários possíveis: a) Graça Foster sabia de tudo e está envolvida; b) não sabia de nada e, portanto, foi enganada por uma série de diretores e gerentes, deixando claro que não tem condições de comandar a (outrora) maior empresa do Brasil. Não há uma terceira hipótese e, sem querer tomar partido de uma das duas opções válidas, convém ressaltar que a ex-gerente Venina Velosa alega ter conversado pessoalmente com Foster.

Diante disso tudo, por que Dilma não a demite? A resposta pode ser mais complexa do que se imagina (ou, vendo por outro prisma, ainda mais prosaica…). Segue trecho de uma espécie de biografia de anos atrás, na época extremamente favorável à presidente da Petrobras (e à da República, também), mas que lida diante dos fatos de hoje pode trazer interpretações outras:

“Num instante, ambas conversam em um tom extremante afável, pode se dizer até carinhoso; poucos minutos depois, ao menor sinal de divergência, a temperatura sobe, os ânimos se exacerbam e o diálogo passa a ser povoado por termos mais do que coloquiais, não raramente quase chulos. Mais alguns momentos e os respectivos nomes pronunciados no diminutivo confirmam que ali estão duas velhas companheiras, com todas as sístoles e diástoles que uma relação de amizade suporta. Quem já privou de uma reunião entre “Dilminha” e “Gracinha”, ou “Graciosa”, conhece bem o script. É assim desde 1999, quando ambas se conheceram – Dilma Rousseff ocupava a Secretaria de Energia do Rio Grande do Sul e Maria das Graças Foster era uma das gerentes da Petrobras responsáveis pela implantação do gasoduto entre a Bolívia e Brasil. Desde então, Graça, como ela própria gosta de ser chamada, foi levada de arrasto pela ascensão política de Dilma, tornando-se um dos personagens mais poderosos da República. Mais do que presidente da Petrobras, Graça é hoje uma espécie de “Ministra do Petróleo”.” (grifos nossos)

As duas trabalham juntas, portanto, desde 1999. São quase VINTE ANOS, não é pouca coisa. A essa altura, diante dessa parceria longeva, a hipótese de Graça Foster saber de tudo passa a suscitar a óbvia indagação: e Dilma, sabia também? A dúvida se acentua em razão da mandatária do país decidir manter a presidente da Petrobras em seu cargo, mesmo diante de todas as denúncias.

Nesse caso, pois, parece que não há apenas mera teimosia. Pode ser medo.

20 de dezembro de 2014

Memória Implicante: Petrolão, Collor, BR Distribuidora? Serra avisou em 2010…

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“Recodar é viver”, dizem. E o “Memória Implicante” está aqui para não deixar que alguns fatos sejam esquecidos, como o alerta de José Serra, de 2010, sobre a situação da Petrobras e da BR Distribuidora; esta última estando ligada a Fernando Collor. Isso foi dito em debate presidencial e negado pelo governo.

O tempo passou e, como sempre, os fatos teimam em aparecer. Diante das delações premiadas e todo o conjunto atual de denúncias, parece que o senador eleito por SP estava correto. Vejam só:

E agora? O governo petista vai negar como?

4 de dezembro de 2014

O maior estrago que Dilma e o PT já fizeram em nossa democracia

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Se perguntando ao brasileiro comum que viveu a época, provavelmente a resposta trará, sobre o modo como implementaram o Plano Real, apenas o uso de uma moeda virtual, a URV, para deixar claro ao cidadão o real valor de cada produto que se consumia. Talvez lembre-se das tabelas que carregavam no bolso com os resultados das divisões por 2.750 de forma a transformar o que era Cruzeiro Real em Real, ou que o ingresso para um cinema não passava de 2 reais, mas quase nada além disso.

Pouco se sabe que houve todo um preparo para aquela mudança em 1994. Planos econômicos anteriores fracassavam em grande parte devido à sabotagem do próprio estado que, nas pessoas de seus governantes, usava de suas liberdades para burlar as regras recém impostas. Uma das primeiras atitudes visava privatizar os bancos estaduais. Isso feito, os governadores perderam o poder de impressão de moeda, ou seja, de realimentar uma inflação que se tentava controlar. Mas contaram também o nascimento do PROER, de um punhado de agências reguladoras, a abertura da economia e a renegociação das dívidas da nação.

Contudo, mais importante do que diminuir a inflação – algo que outros planos também chegaram a conseguir – era mantê-la controlada. Nessa batalha, muitos analistas concordam, a maior vitória de nossa jovem democracia se chama Lei de Responsabilidade Fiscal, que só viria a nascer 6 anos depois, já às portas do novo milênio. Desde 4 de maio de 2000, vem sendo criminalizada a prática de, por exemplo, deixar dívidas públicas para o gestor seguinte quando não se vencia uma reeleição ou não se fazia o sucessor. A pena para isso? Crime de responsabilidade fiscal. Parece apenas um jargão técnico, mas é um dos fatores que mais contam para se sujar a ficha de muitos dos barrados pela lei da Ficha Limpa.

Em 2010, numa de minhas redes pessoais, ao tomar consciência dos 402 deputados que fariam a base de um provável governo Dilma no ano seguinte, defendi assim o voto em José Serra:

Vislumbro um governo Dilma poderoso DEMAIS e é este o problema quando se trata de um grupo político com intenções autoritárias já postas no papel e apagadas por interesses eleitorais. Mesmo porque 80% da câmara com a situação não é saudável a nenhuma democracia. Ainda mais na América Latina, que está se acostumando a ter populistas de esquerda deitando e rolando sobre brechas constitucionais.

Em palavras bem simples e objetivas, o que fez Dilma em 2014:

  • Gastou indiscriminadamente mirando a reeleição
  • Para escapar da acusação por crime de responsabilidade, solicitou ao congresso uma alteração na lei que, na prática, ao tornar aceitável até mesmo uma poupança negativa, finda inutilizando-a
  • Por intermédio do Diário Oficial, comprou votos oferecendo 748 mil reais em emendas a cada um dos parlamentares que participariam da votação

Na madrugada de hoje, após uma batalha que a oposição entrou já ciente da derrota, mas com a disposição de 300 espartanos diante do gigantesco exército de Xerxes, vimos uma sessão composta por senadores e deputados durar, somados os intervalos, mais de 20 horas. O governo não fez os 402 votos que compunha a base eleita em 2010 para Dilma porque essa composição já sofreu alguma alteração e o quórum da noite mal passou dos 300 nomes. Mas o PT venceu a batalha com exatos 80% dos votos válidos, num 240 x 60 que ilustra bem a força da base governista eleita há 4 anos.

Onde quero chegar: a inutilização da lei mais importante já implementada por nossa jovem democracia se deve ao que aconteceu em 2010. A rasteira na Lei de Responsabilidade Fiscal começou quando, naquele segundo turno, já ciente da enorme base que apoiava a eleição de Dilma, o brasileiro apertou o um, o três e confirmou. Na prática, assinou um cheque em branco para o PT fazer o que bem entendesse com as leis do país. E o que fizeram? Tornaram nulo os efeitos da nossa maior conquista legislativa.

Tiro no pé, ou “copo meio por cento cheio”

O PT já não sabe como desatar o nó econômico no qual meteu o país em 2008 ao estimular o consumo indiscriminadamente. Tanto é verdade que tomou para si o projeto econômico criticado por eles mesmos e apresentado por seus opositores. Trouxe da oposição o nome que comandará o Ministério da Fazenda e tentará ajustar as contas sem a maquiagem tão defendida por Mantega. Mas eu já questiono a capacidade para milagres que a calculadora de Augusto Levy terá.

Logo de cara, abre-se o precedente para que os 27 governadores e mais de 5 mil prefeitos se espelhem na presidente e passem a manipular os investimentos de forma a não reservar qualquer poupança para suas dívidas. A seguir por este caminho, como garantir que a inflação já sufocante não estoure nos próximos anos a exemplo do que ocorria na década de 80?

Noutro plano, perdoar a sujeira na ficha de tantos gestores irresponsáveis soa como jogar um barril de gasolina na fogueira da corrupção tão evidente em casos como o da operação Lava Jato. Pois, na mesma tacada, Dilma também conseguiu reduzir o raio de ação da Lei da Ficha Limpa tão celebrada pelos brasileiros preocupados com o futuro do país.

Como exigir de Levy que desate o nó se apenas amplia-se as forças que o apertam de lado a lado? Como, em 2018, apresentar um país melhor que o de 2014 e garantir um quinto mandato ao partido? Só mentindo mais e mais. Mas, até lá, é de se questionar quantos ainda acreditarão. Dilma já recebeu na recente eleição menos votos do que recebera em 2010, mesmo com o aumento de 7 milhões de eleitores. Pode ser cedo para dizer isso, mas, ao seguir por este caminho, se não for pelas via de um processo de impedimento, o PT há de cair de maduro na próxima ida às urnas.

3 de dezembro de 2014

O “Engavetador-geral da República” de Dilma

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Um dos principais argumento usados por Dilma durante a campanha dizia respeito ao poder de investigação que ela supostamente daria às instituições nacionais. Por várias vezes, ironizou o governo que a antecedeu acusando-o não de ter um procurador, mas um “Engavetador-geral da República”. Pois é justamente o Procurador-geral da República que vem sendo acusado de manter contato direto com os investigados pelos desvios do Petrolão para encontrar uma saída pouco danosa ao governo:

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) acusou neste sábado (29) o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de tentar blindar o governo. Motivo: uma nota da revista “Veja” desta semana que afirma que Janot vem se reunindo com representantes de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato.

Segundo a nota, Janot articula para que os executivos admitam a formação de cartel para atuar na Petrobras argumentando que se trata de um crime econômico, mais defensável. Janot, segundo a revista, teria falado em riscos à “governabilidade” e prometido que as firmas não seriam declaradas inidôneas.

(grifos nossos)

A estratégia é fazer com que as empresas assumam a culpa, livrando o Planalto e a Petrobrás de qualquer responsabilidade, e evitando, assim, um processo de impeachment de Dilma.

“Isso é um escândalo. O senhor Rodrigo Janot não pode virar o pizzaiolo-geral da República”, disse. “As empresas assumem a culpa, livram os políticos, porque não haveria mais a propina; a Petrobras vira vítima e a presidente Dilma, uma justiceira.

(grifos nossos)

Mais engavetamento

Ontem, em mais uma tentativa de Dilma para evitar que o Petrolão a atinja diretamente, o plenário do Senado aprovou a indicação de Vital do Rêgo para o TCU. Rêgo é o mesmo presidente da CPI que fez interrogatórios com perguntas previamente elaboradas com os investigados:

Com vinte minutos de duração, o vídeo mostra uma reunião entre o chefe do escritório da Petrobras em Brasília, José Eduardo Sobral Barrocas, o advogado da empresa Bruno Ferreira e um terceiro personagem ainda desconhecido. (…) E o que está sendo tramado é, simplesmente, uma fraude caracterizada pela ousadia de obter dos parlamentares da CPI da Petrobras as perguntas que eles fariam aos investigados e, de posse delas, treiná-los para responder a elas. Barrocas revela no vídeo que até um “gabarito” foi distribuído para impedir que houvesse contradições nos depoimentos.

(grifos nossos)

Em 2012, Vital foi presidente da CPI do Cachoeira, que investigou um suposto esquema montado pelo empresário Carlinhos Cachoeira, acusado de crimes como exploração de jogo de azar, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e contrabando. A Comissão acabou sem o indiciamento de qualquer pessoa.

Forte aliado da presidente Dilma, a indicação de Vital do Rêgo é benéfica para o governo porque, em caso de aprovação, ele será responsável pela relatoria dos processos de investigação da estatal, inclusive os da compra da refinaria de Pasadena (EUA).

1 de dezembro de 2014

Implicante comentará ao vivo tentativa do governo de aprovar o estouro nos gastos públicos

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Nesta terça-feira, 2 dezembro, às 18 horas, o Congresso terá uma sessão conjunta para votar o PLN 36/2014. Para quem não está familiarizado com a sigla, diz respeito ao projeto de lei que, na prática, inutiliza a Lei de Responsabilidade Fiscal, liberando o governo da obrigação de cumprir as metas de superávit primário preestabelecidas. Em outras palavras, a sua aprovação representará um retrocesso de pelo menos 14 anos na democracia brasileira, tempo em que a LRF está em vigor.

Para completar, o governo ainda está condicionando liberação de 3 bilhões de reais em emendas parlamentares ao sucesso desta votação. Ou seja, na prática e descaradamente, o governo está comprando os parlamentares para que votem segundo os deploráveis interesses petistas.

Por intermédio dos Grupos Abertos do Viber, a equipe do Implicante, além de alguns convidados, irá comentar em tempo real a votação. Para acompanhar, basta ter o aplicativo Viber instalado em seu celular e seguir as instruções do link abaixo:
http://chats.viber.com/implicante

É importante que seja feito por celular pois a versão para desktop do aplicativo só deve passar a contar com este recurso em 2015.

 

28 de novembro de 2014

Novo ministro de Dilma abre os trabalhos elogiando o governo FHC

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Os intelectuais petistas reclamaram bastante, fizeram manifestos e lançaram petição pública. O motivo: depois de eleita, Dilma estaria colocando em prática o programa de governo proposto pelo seu principal adversário, Aécio Neves. Sentindo-se traídos pelo discurso da presidente reeleita, encabeçam as assinaturas o economista Luiz Gonzaga Belluzzo; o lider do MST, João Pedro Stédile; e o teólogo Leonardo Boff.

Os rumores de indicação de Joaquim Levy e Kátia Abreu para o Ministério sinalizam uma regressão da agenda vitoriosa nas urnas. Ambos são conhecidos pela solução conservadora e excludente do problema fiscal e pela defesa sistemática dos latifundiários contra o meio ambiente e os direitos de trabalhadores e comunidades indígenas.

A moral dos intelectuais deve estar baixa, pois Dilma confirmou na tarde de ontem os nomes já vazados na imprensa, com Joaquim Levy na Fazenda e Nelson Barbosa no Planejamento.

Levy e Barbosa, contudo, não assumirão os cargos imediatamente: a dupla ficará instalada em uma sala no terceiro andar do Palácio do Planalto, a poucos metros da presidente, numa espécie de “equipe transição” com o ministro demissionário da Fazenda, Guido Mantega.

O novo ministro da Fazenda e homem mais importante do governo já veio a público na mesma tarde fazer o que todo gestor sério deve fazer: acalmar o mercado com a devida classe que o cargo exige. No entanto, não se furtou a soltar uma gentileza que, para os críticos oposicionistas, findou soando uma peça de humor involuntário:

Vir a suceder o mais longevo ministro da Fazenda no período democrático, mais do que a honra, é um privilégio.

(grifos nossos)

Completamente desacreditado e cumprindo o talvez maior aviso prévio da história recente do país, Guido Mantega está longe de ser um servidor público que honre a cadeira que ocupou. Cumprimentos feitos, Levy segue dizendo sim a tudo que Dilma disse não durante a campanha. E, já quebrando o padrão de seu antecessor, evita fazer promessas que não conseguirá cumprir.

Em 2015, a melhora de superávit primário alcançável não deve nos permitir chegar ao valor acima, e — portanto — deve-se trabalhar com a meta de superávit para o Setor Público não Financeiro Consolidado de 1,2% do PIB, na forma apurada pelas estatísticas do Banco Central.

(grifos nossos)

A preocupação com a credibilidade perdida é uma constante em suas palavras. E a grande surpresa foi o reconhecimento de que as conquistas sociais tão celebradas pelo PT começaram há duas décadas, com o nascimento do Plano Real lançado por FHC ainda no governo Itamar:

Alcançar essas metas é fundamental para o aumento da confiança na economia brasileira e criará a base para a retomada do crescimento econômico e a consolidação dos avanços sociais, econômicos e institucionais realizados nos últimos 20 anos.

(grifos nossos)

Para desespero do governismo socialista ainda em voga no país, o novo ministro da Fazenda também faz questão de reconhecer a importância do papel da iniciativa privada na fuga da sinuca de bico a qual o PT largou o Brasil. Sem citar a palavra mágica que irrita qualquer petista mais clichê, defende o que Aécio vivia a pronunciar silabicamente nos debates da campanha: me-ri-to-cra-cia. Quanto ao desenvolvimento sustentável defendido por Marina e Eduardo Jorge, o termo chega a ser usado explicitamente.

O Ministério da Fazenda também trabalhará incessantemente para o setor privado poder ampliar a oferta de bens e produtos no Brasil, com políticas que ajudem a aumentar a nossa produtividade, base do crescimento da renda do trabalho. A concorrência, o empreendedorismo e a inovação também são indispensáveis para o crescimento sustentável, e o Ministério da Fazenda estará trabalhando com todo o governo para reduzir eventuais barreiras a esses três motores do desenvolvimento.

(grifos nossos)

Ainda na editoria de desespero para o discurso esquerdista bitolado, há um claro aceno ao que as linhas auxiliares petistas chamavam de “capital financeiro”. Ou o reconhecimento de que o bom trato à economia de mais interesse à classe A é sim importante para o desenvolvimento de todo o Brasil.

Nesse trabalho de ampliar e canalizar a poupança doméstica e externa, inclusive para a infraestrutura, o mercado de capitais terá um papel cada vez mais importante, complementando a ação do sistema bancário na alocação eficiente de recursos, de acordo com sua própria avaliação dos riscos e retorno de cada oportunidade de investimento, permitindo novas maneiras do país e das famílias construírem e se prepararem para um futuro melhor.

(grifos nossos)

Há de se questionar o trecho em que se busca reafirmar um compromisso com a transparência no trato da coisa pública. Não que transparência seja ruim (muito pelo contrário). Mas não é possível reafirmar algo que na prática não existia. Que dessa vez o discurso vá além das palavras gritadas ao vento.

O Ministério da Fazenda reafirma o seu compromisso com a transparência de suas ações, manifesta no fortalecimento da comunicação de seus objetivos e prioridades, e na divulgação de dados tempestivos, abrangentes e detalhados, especialmente das contas fiscais, que possam ser avaliados por toda a sociedade, incluindo os agentes econômicos.

(grifos nossos)

O acerto de Dilma ao convocar Joaquim Levy soa como aplausos a tudo o que pregava seus reais opositores durante a campanha. Mais ainda, como vaias a todas as mentiras defendidas pela própria propaganda petista nos 3 meses em que batalharam os 54 milhões de votos que receberam. A militância mais antiquada ainda se indigna com o que chamam de “neoliberalismo”, mas, até o momento, não conseguiram acumular nem sequer 5 mil assinaturas para a petição amplamente divulgada na internet estes dias. Como diria outra famosa celebridade simpática ao número 13, eles vão ter que engolir.

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