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3 de janeiro de 2013

Haddad, Kassab, enchentes e marketing

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Fernando Haddad (PT) convocou entrevista coletiva com “medidas contra enchentes”. Obviamente, o mais puro e descarado marketing. Em suas 16 sugestões, há redundâncias (“coordenar”, “dotar”, “intensificar”) e até mesmo coisas como marcar reuniões “prontamente” e realizar um contrato emergencial.

Pura propaganda. Nada além.

A concessão de ENTREVISTA COLETIVA para falar qualquer bobagem, mas martelando sobre o tema, é tática velha da marketagem. Alguns dirão que é um risco, mas bem ao contrário, é uma forma de isentar-se caso o pior aconteça. Na base do “fiz o que pude, vocês viram lá na entrevista” (sendo que o “que pude” é marcar reunião, dotar, intensificar, coordenar etc).

Haddad não pode jogar o problema nas costas de Kassab pelo singelo fato de que O EX-PREFEITO FAZ PARTE DA GESTÃO ATUAL, com seu partido e aliados apoiando o prefeito eleito. O jeito, portanto, é chamar uma coletiva, todo mundo com cara de sério na mesa, fotos oficiais à mancheia, mas nada de efetivo ou concreto. Só aquela lengalenga de sempre. Se não der nada, sai como herói (mesmo se não chover); se algo acontecer, alega que “tentou” (o que é lorota).

E há a chance de, após cobranças, alegar que OS OUTROS é que fazem exploração política do fato (e não quem convoca uma coletiva para falar nada com nada). Torçamos para que não chova. Se chover, a cidade simplesmente não está preparada e, pelo visto, o novo prefeito já lançou mão de um truque velho para evitar cobranças.

Alguém precisa avisá-lo que a campanha acabou. Pode parecer “inteligente”, “boa jogada”, mas isso de convocar uma entrevista COLETIVA para fingir que algo será feito não passa de marketing político descarado. Tudo para livrar-se de cobranças objetivas mais pra frente. A famosa “vacina” (como diz o pessoal do ramo).

E, quando cobrarem objetivamente, ele próprio dirá que estarão “politizando” e que “fez o possível”. Só não vai reclamar do Kassab, porque este faz parte do governo e hoje está de mãos dadas com o PT (na outra mão está Maluf).

Você vota, ele volta. Voltou.

2 de janeiro de 2013

Na Câmara, Genoino chama repórter de ‘torturador moderno’

genoino câmara Na Câmara, Genoino chama repórter de torturador moderno

Na véspera de sua posse como deputado federal, José Genoíno, réu condenado do mensalão, ex-deputado e ex-presidente do PT, esteve na Câmara, acompanhado da sua filha Mariana para entregar a documentação necessária para a posse na Secretaria da Mesa.

O deputado, cuja contribuição ao país pode ser resumida no longo aposto “réu condenado do mensalão, ex-deputado e ex-presidente do PT”, estava um pouco irritado.

Perguntado por repórteres sobre o impacto sobre sua imagem do julgamento do mensalão, no qual pegou seis anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto, o deputado vociferou, como informa o G1:

“Eu falo amanhã depois da posse. E você [repórter] está me provocando, seu torturador moderno [...] Você não é repórter, você é um provocador.

José Genoíno é famoso por, segundo alguns, ter delatado todos os seus companheiros sem ter tomado um piparote da ditadura. Outros já acreditam que se manteve de boca fechada agüentando toda a tortura estoicamente, o que parece bem condizente com a forma como rotineiramente trata repórteres.

Todavia, a reação do deputado, perseguido pela ditadura, mostra que, afinal, parece que a Folha estava correta em chamar a ditadura brasileira de “ditabranda”. Se ser um “torturador” é perguntar a José Genoíno como está sua imagem (bem, nós já sabemos), não parece ter sido algo assim tão assustador quanto viver num Gulag, numa prisão para presos políticos cubanos ou sob as ditaduras socialistas de Nicolae Ceaușescu, EnverHoxha, Slobodan Milošević, Walter Ulbricht, Kim Il-sung, Pol-Pot, Josip Tito, Mao Tsé-tung, Wojciech Jaruzelski, Leonid Brezhnev e outros, que governaram países para onde a esquerda opositora da ditadura, que queria implantar o socialismo e radicalizar a fictíca “luta de classes” por aqui, nunca se exilou.

Lá, por relatos como Arquipélago Gulag, Histórias de Kolyma, Cisnes Selvagens, Gulag: Uma História e tantos outros, ser “torturador” envolvia um pouquinho a mais do que perguntar para o Genoíno como vai sua imagem.

0 Na Câmara, Genoino chama repórter de torturador moderno

Para coroar cerejosamente as declarações campeãs das campeãs,seu advogado,  Luiz Fernando Pacheco, disse seu cliente vê como “dever” assumir a vaga de deputado:

“Ele assume amanhã (quinta) às 15h, em respeito aos eleitores. É um dever assumir, teve mais de 90 mil votos. Ele está tranquilo, é um deputado experiente desde 1982. Vai assumir a função e nós continuaremos brigando contra aquilo que a gente considera uma grande injustiça, que foi a condenação pelo STF. E, enquanto isso, ele vai atender a população que depositou nele sua confiança”, disse.

Lembrando: ninguém votou em Genoíno, e sim em Carlinhos Almeida (PT-SP), que renunciou por ter tomado posse como prefeito de São José dos Campos (SP). Como Siraque estava ocupando a suplência no lugar do deputado Aldo Rebelo, que é o atual ministro dos Esportes, Genoino, segundo suplente, ficará com a vaga. Ser o substituto de substituto não é exatamente uma prova da “demonstração de confiança depositada pela população”.

Pelo andar da carruagem, Genoíno ganhará por um mês sem precisar trabalhar, já que a Câmara está de recesso. Como já parece voto vencido que o STF irá votar pela nulidade do seu mandato, receberá por mês modestos R$ 136 mil enquanto não for preso (o que faz com que qualquer multa que tenha de pagar pelo mensalão vire uma esbofeteada na cara da sociedade brasileira, pagadora da mais alta carga tributária relativa do mundo). A conta foi feita por Gabriel Castro, da Veja, em Brasília:

Enquanto são julgados os recursos da ação, Genoino, vai poder apresentar projetos de lei, participar de comissões, votar em plenário e discursar na tribuna da Câmara. Terá, também, direito ao auxílio-moradia (3 000 reais), à verba indenizatória para gastos de rotina (27 769 reais) e à contratação de 25 assessores (até 78 000 reais). Receberá, ainda, um generoso salário de 26 723 reais – exatamente o que recebem os ministros do STF que o condenaram. O total do “custo-Genoino” pode chegar a 135 492 reais por mês.

Considerando que Pedro Henry (PP-MT), João Paulo Cunha (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) também foram condenados pelo STF e estão cumprindo hora extra na Câmara, o total desperdiçado pode ultrapassar os 500 000 reais por mês.

Em janeiro, o Congresso não vai se reunir um dia sequer. Genoino, portanto, tomará posse para receber sem trabalhar. Como mostrou o julgamento do mensalão, o petista certamente contribui mais ao país quando está ocioso.

Como somos torturadores modernos, ficamos com uma vontadinha de perguntar pro Genoíno se sua imagem foi tão ferida assim que agora está parecendo dublê de Papai Noel ao chegar à Câmara.

2 de janeiro de 2013

No primeiro dia de mandato, Haddad nomeia ex-secretária processada por improbidade

Maria Aparecida Perez, a nova chefe de gabinete da Saúde de S. Paulo, teve os bens bloqueados por sua atuação como secretária da Educação na gestão Marta

Cida Perez  0447 300dpi juvenal 507x338 No primeiro dia de mandato, Haddad nomeia ex secretária processada por improbidade

Depois da posse do novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), nesta quarta (02) foram publicadas no Diário Oficial do Município as nomeações para os principais cargos de sua administração. Confiram um nome não tão novo na nova gestão municipal:

TÍTULO DE NOMEAÇÃO 37, DE 1 DE JANEIRO DE 2013

FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, usando das atribuições que  lhe são conferidas por lei,
RESOLVE:
Nomear, a partir de 1.1.2013, a senhora MARIA APARECIDA PEREZ, RG XXXX409-5, para exercer o cargo de Chefe de Gabinete, símbolo CHG, da Secretaria Municipal da Saúde.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 1 de janeiro de 2013, 459º da fundação de São Paulo.
FERNANDO HADDAD, Prefeito

Maria Aparecida Perez retorna à Prefeitura de São Paulo depois de ter servido como secretária da Educação na gestão Marta Suplicy (2001-2004). No ano passado, ela teve os bens bloqueados pela Justiça por causa de uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público. Confiram trecho da matéria da Folha de S. Paulo de 13/06/2012:

A Justiça determinou o bloqueio de bens de Maria Aparecida Perez, secretária de Educação de São Paulo na gestão Marta Suplicy (2001-2004), de nove ex-assessores da prefeitura e de duas empresas. (…)

(…) A Promotoria acusa o grupo de superfaturamento nas obras de substituição de escolas metálicas, que ficaram conhecidas como “escolas de lata”, por prédios de alvenaria.

Além de Perez, tiveram seus bens bloqueados ex-assessores de três secretarias (Coordenação das Subprefeituras, Esporte e Educação) e as empreiteiras Simioni & Viesti e Araguaia Engenharia.

Na ação, o promotor Silvio Marques pede que os acusados e as empreiteiras devolvam aos cofres públicos R$ 4,1 milhões pelas fraudes envolvendo a Simioni & Viesti e R$ 2,7 milhões pelas fraudes com a Araguaia.

(…)

Ainda segundo a ação, “na execução dos contratos firmados ilegalmente, ocorreu superfaturamento de preços que causou prejuízo de, pelo menos, R$ 6.825.618″. Pareceres apontam que, em alguns casos, a prefeitura pagou valores até 136% maiores.

(…)

Como já serviu na Educação e agora exercerá um cargo na Saúde, Perez deve ser mais um desses casos de “técnicos” petistas especializados em diversas áreas. Cida Perez também é mulher do deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP).

2 de janeiro de 2013

Lula falta à cerimônia de posse de Haddad para fugir da imprensa

haddad lula fabio braga folhapress Lula falta à cerimônia de posse de Haddad para fugir da imprensa

É consabido que o PT se resume tão somente ao carisma de Lula, e isso até é admitido pelos círculos petistas responsáveis pelas eleições e pela parte prática de ganhar e se manter no poder. Dilma e Haddad, nomes desconhecidos do público até um ano antes de suas eleições, só alcançaram algum destaque martelando a mensagem subliminar: “Nós somos o candidato do Lula”.

O presidente vendia seus candidatos como chefes do Executivo sempre venderam vereadores, deputados e outros nomes menores, de pouco apelo e carisma, ao grande público.

Com o desastre que foram as gestões petistas na cidade (de Luiza Erundina e Marta Suplicy, a petista mais odiada por petistas no território nacional), São Paulo virou um vácuo petista – o estado e a cidade onde as eleições sempre ficaram desfavoráveis ao partido desde o início (a opção para o governo do estado foi Aloízio “escândalo dos aloprados” Mercadante, e, antes, ninguém menos do que José Genoino, hoje nome impensável até para o petista mais radical).

Com o desprezo (abusando do eufemismo) angariado por Marta Suplicy pela população paulista(na), é natural que Lula entre em ação para salvar o coreto. Fernando Haddad ainda tinha uma desvantagem: Dilma era considerada a “salvadora” da falcatrua ministerial do segundo mandato de Dilma, substituindo a cúpula comandada pelos pouco confiáveis José Dirceu e Antônio Palocci e suas eternas disputas por mais concentração de poder. Já Haddad virou notícia tão somente pelos desastres do ENEM e pela inclusão do kit anti=homofobia que foi motivo de constrangimento até para os gays supostamente defendidos.

Mas, eleitoralmente, o mensalão pouco ou nada afetou o PT em si. O partido continua sendo “o partido do Lula” (como o PP é o partido do Maluf, ou o PRONA era o partido do Enéas). A tática, desde a eclosão do escândalo em 2005, foi sempre a mesma: o PT inteiro, de cabo a rabo, pode ser corrupto, mas Ele não sabia de nada.

O problema paulista, porém, mostrou sua primeira face nas últimas eleições: na cidade mais rica do Brasil, e tendendo a ser a mais bem informada, era importante blindar também Haddad de fazer parte do “partido do mensalão”, e Lula foi alçado a apresentar candidatos apenas em rincões mais humildes. A campanha haddadista não teve Lula nem PT: apenas o apresentava como “ex-ministro”, sem explicar por que mesmo que o nome dele era de alguma forma conhecido da população (qualquer menção ao seu trabalho de fato seria um desastre).

A segunda face surge agora, e ela demonstra o que será o PT nos próximos anos. Se o mensalão ainda manteve Lula como homem intocável, o escândalo Rosemary Noronha deixou O Homem frágil. Antes podia se livrar de perguntas incômodas dizendo que não era com Ele, e até invertia o descalabro de corrupção do seu governo, afirmando que acabou o tempo em que se “varria a sujeira para debaixo do tapete”. Mas, agora, O Homem que sempre falava com ares garbosos de O Ético supremo e que sempre podia vender qualquer candidato apenas baseado em seu carisma junto á população humilde foi obrigado a encalhar há meses sem suas famosas declarações públicas semanais.

Coim o Rosegate, o PT entrou numa nova fase, em que continuará sendo o Partido Dele, mas sem seu carisma direto, apenas colocado indiretamente.

A mudança já ficou clara com o comportamento de Lula. Haddad sobreviveu às eleições em que quase foi escorraçado ainda no primeiro turno por um triz, mas Lula, O Falante, preferiu faltar à posse de seu pupilo. Há mais de um mês fugindo de jornalistas como o diabo foge da cruz, o homem que antes os driblava messianicamente (há trocadilho) não pode mais simplesmente sorrir e dizer que não há nada de errado com suas ações.

Numa solenidade festiva para Haddad e para o PT, que finalmente conseguiu mais algum espaço na prefeitura mais importante do país (capaz de, misteriosamente, fazer deputados abandonarem o cargo na Câmara para virarem assessores do prefeito), Lula fatalmente estragaria a festa se perguntado por qualquer jornalista sobre Rosemary Noronha. Isso seria voltar ao PT pré-Rosegate (quando Lula tinha coragem até de apertar a mão de Maluf no jardim aristocrático de sua mansão para selar acordo pró-Haddad).

Lembra o Ucho.Info:

A situação de constrangimento de Luiz Inácio da Silva, por causa dos escândalos de corrupção que o atingem, é tão grande, que o ex-presidente foi obrigado a sair pela por dos fundos de um hotel espanhol, depois de atravessar a cozinha do estabelecimento, para evitar os jornalistas que o aguardavam na porta principal.

 A menção do seu nome nos escândalos foi suficiente para o cancelamento de algumas palestras que o ex-metalúrgico faria em vários países, o que mostra que as consequências são imprevisíveis. (…)

A assessoria do Instituto Lula informou que o petista não compareceu à cerimônia porque está em viagem com a ex-primeira-dama Marisa Letícia.

Para variar, Lula e o PT têm a inteligência extrema de inverter algo ruim em algo bom, e o presidente que sempre deixou a mulher em casa para cuidar de sua vida pública (ou nem tanto), agora está ocupadíssimo no momento mais importante do Partido na cidade mais importante do país em uma prosaica viagem pessoal com a ex-primeira dama.

Agora a regra mudou: o partido ainda é Dele, mas acabou-se o tempo de puro carisma. Agora tem-se que varrer Lula para debaixo do tapete.

24 de dezembro de 2012

Gravações mostram despreparo para enfrentar apagão

Diálogos inéditos obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo revelam o despreparo técnico das subestações para lidar com panes no sistema.

eletrcicidade Gravações mostram despreparo para enfrentar apagão

A edição de hoje (24) do Estadão detalha os minutos posteriores ao apagão que deixou oito Estados do Nordeste sem luz, em fevereiro do ano passado. A falta de preparo era tão grande que técnicos tiveram que recorrer a manuais de instrução por desconhecerem procedimentos de emergência.

Abaixo um trecho da reportagem:

Diálogos inéditos entre operadores do sistema elétrico revelam o despreparo das subestações e dos centros de controle para enfrentar interrupções no fornecimento. As transcrições constam dos relatórios da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional do Sistema (ONS), obtidos pelo jornal O Estado de S.Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação e publicados.

Elas mostram o “sufoco” dos técnicos durante o apagão de fevereiro do ano passado, que deixou oito Estados do Nordeste sem luz por horas. À época, o governo Dilma Rousseff atribuiu o apagão a um defeito ocorrido em uma placa eletrônica.

Nos minutos seguintes ao blecaute, os técnicos batiam cabeça. Faltou energia para abrir um portão e assim conseguir religar alguns equipamentos. Foi preciso quebrar a fechadura, atrasando a solução.

A subestação desconhecia como proceder e foi preciso ir atrás do manual de instruções em cima da hora. “É porque a gente tem que pegar o guia aqui porque não tem como acessar, aí estamos pegando o guia do normativo aqui e vamos fazer com ele”, completa.

Quando o abastecimento de todo o Nordeste dependia apenas da abertura de uma chave, como previa o guia de operações, os técnicos envolvidos discutiam se, em vez de abrir como previa o rito normal, não era melhor fechar essa mesma chave. “Tá dependendo tudo, tem risco até de inundação na usina IV, tem que fechar”, respondeu o Centro de Operações.

‘Funciona não’

Duas horas depois de iniciado o apagão, o Centro Regional de Operações (Crop) da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) questionou o técnico da subestação de Sobradinho se lá havia um equipamento chamado mesa de sincronismo. “Funciona não… Vou chamar um rapaz para ver se liga ela, muitos anos sem ligar, viu, chamo você depois”, foi a resposta.

O relatório da Aneel lista as irregularidades. Técnicos

A placa que apresentou defeito dando origem ao apagão deveria ter sido substituída quatro anos antes, informam os relatórios. Responsável pela fiscalização das concessionárias, a Aneel não verificou se o equipamento fora efetivamente trocado. Tampouco sabia que duas usinas não tinham a máquina para religamento automático, para casos como aquele. Ao final, coube à agência reguladora pôr no papel o relato de uma sucessão de problemas facilmente evitáveis. Os erros renderam à Chesf uma multa de R$ 32 milhões.

Leia a íntegra aqui.

15 de dezembro de 2012

Rose diz que Lula não se envolveu no julgamento do mensalão por “problemas de Santo André”

rose Rose diz que Lula não se envolveu no julgamento do mensalão por problemas de Santo André

A revista Época deste fim de semana traz novas revelações sobre a operação da Polícia Federal que desbaratou a quadrilha que fraudava pareceres em órgãos públicos.

De acordo com a reportagem, o grupo liderado pela ex-chefe de gabinete da Presidência e “namorada de Lula”, Rosemary Nóvoa de Noronha, também agiu para atrapalhar o julgamento do mensalão. Diálogos interceptados pela Polícia Federal mostram a tentativa de aliciar membros do Supremo, entre eles os ministros Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

Um dos trechos mais “curiosos” do diálogo flagrado pela PF não foi transcrito por Época, mas pode ser visto no fac-simile que ilustra a reportagem. Nele, o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, questiona Rose sobre a eventual participação de Lula na operação para melar o julgamento. Leiam o trecho:

PAULO: Eu não sabia que o JD (Dirceu) tava dando esse peso todo para o Giba (senador Gilberto Miranda), não. Mas eu continuo apostando que o melhor peso que tem é o… Deus (Lula), viu.

ROSE: É, mas ele (Lula) não vai fazer absolutamente nada

PAULO: Você está achando que Deus não está a fim de…

ROSE: Não! Eu acho que não está a fim, não.

PAULO: É! As vezes ele tem medo de arrumar confusão, né, Rose?

ROSE: É! Ou vai ver que ele sabe muita coisa. Tem uns problemas aí, lá de Santo André.

Alguém tem um palpite sobre que “problemas de Santo André” seriam esses?

Boa parte da reportagem de Época está no site da revista e pode ser lida aqui.

11 de dezembro de 2012

Paulo Okamotto: ‘Ou você se comporta ou você morre’

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Marcos Valério é, de longe, a pessoa que o PT mais odeia em todo o Sistema Solar. Muito mais do que Serra ou FHC – Maluf, Collor e Sarney, então, nem se fala. Valério é o operador financeiro e elo de pagamento do maior esquema de corrupção e atentado à democracia e á separação dos poderes no Brasil desde o golpe militar de 64.

Valério já ameaçou contar algumas coisas que sabe sobre Lula durante o julgamento do mensalão. Na ocasião, blefou: seu truque era tentar escapar da condenação e evitar voltar para a cadeia, onde teria sofrido “experiências traumáticas”, que alguns presos conhecem bem. Ele já afirmou, á boca pequena, que prefere morrer a ser preso novamente.

Dessa vez, Marcos Valério ligou para Roberto Gurgel, Procurador Geral da República, para contar parte do que sabe sobre Lula. Não há mais razão para blefe: as penas já foram dadas e computadas. Valério, hoje, só tem uma razão dupla para falar não para o MPF, mas para o próprio Procurador Geral. Vendo que não foi protegido pelo partido que ajudou a não apenas colocar no poder, mas concentrar o poder no Executivo central, poderia vingar-se e, desesperadamente, conseguir proteção. Tornando a história pública, como qualquer ameaçado sabe, manterá sua vida em maior segurança..

Fato é que ninguém desconhece que Valério sabe de algo sobre Lula, e a bem da verdade também conhecemos o que sabe: Mas, claro, é preciso ter provas (a lei é mais lenta do que a Justiça sempiterna). Dessa feita, Valério não ameaçou, e nem sinalizou que poderia ter informações: elas foram declaradas. E há razão para pedir proteção.

A primeira parte do que Valério revelou atinge diretamente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em reportagem com título absolutamente eufemismático (um verdadeiro zênite na História dos Eufemismos), o Estadão revela: Mensalão pagou despesa pessoal de Lula, diz Valério.

Para o primeiro ataque direto ao presidente de um figuração que há anos (e várias eleições) segura as informações que tem contra o Homem do Carisma™, que garante a continuidade do petismo, é mesmo um título bem levinho. O que segue na reportagem só não arrepia a alma pois, afinal, quem conhece o PT não esperaria coisa muito diferente. Segue o clipping:

Empresário relatou em depoimento à Procuradoria ter feito dois depósitos, em 2003, para a empresa do ex-assessor da Presidência Freud Godoy. Ele afirma ainda que Lula deu “ok” a empréstimos do PT

Mensalão/Exclusivo

O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza disse, em depoimento de 3h30 e 13 páginas, prestado em 24 de setembro à Procuradoria-Geral da República, que o esquema do mensalão ajudou a bancar despesas pessoais de Lula em 2003, quando já ocupava a Presidência. O Estado teve acesso à íntegra do depoimento, dado após o empresário ter sido condenado pelo STF. Segundo ele, os recursos foram depositados na conta da empresa do ex-assessor da Presidência Freud Godoy. Valério afirma ainda que o ex-presidente deu “ok”, em reunião no Planalto com a presença do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, para os empréstimos que serviriam de pagamentos a deputados da base aliada. Dirceu teria dito que Delúbio, quando negociava, falava em seu nome e no de Lula. O advogado de Dirceu repudiou a acusação. Em viagem a Paris, Lula não falou. (Págs. 1 e Nacional A4 a A6)

Marcos Valério
Operador do mensalão 
Dirceu o teria autorizado a pegar R$ 22 milhões para pagar 

PT teria pago R$ 4 mi a defesa de empresário

No mesmo depoimento, Marcos Valério afirma que os R$ 4 milhões pedidos por seus advogados para defendê-lo no processo foram pagos pelo PT. Segundo ele, essa foi a única “contrapartida” por sua participação no mensalão. O julgamento do caso mostra, porém, que o esquema lhe garantiu lucro milionário. (Págs. 1 e A5)

Fiel escudeiro: O ‘faz-tudo’ de Lula

Assessor da Presidência no 1º mandato de Lula, Freud Godoy era identificado por petistas como o “faz-tudo” do ex-presidente e fiel escudeiro desde os anos 1980. Frequentava o gabinete presidencial e foi coordenador de segurança nas campanhas. (Págs. 1 e A4)

‘Ou você se comporta ou você morre’

Diretor do Instituto Lula e amigo do ex- presidente, Paulo Okamotto teria ameaçado Marcos Valério de morte, caso ele “contasse o que sabia”, afirmou o empresário. Segundo Valério, Okamotto o teria procurado por ordem de Lula. “Tem gente no PT que acha que a gente devia matar você”, teria dito Okamotto. A assessoria do diretor informou que ele responderá às acusações “quando souber o teor do documento”. (Págs. 1 e A6)

Repasse para campanha

Valério afirma que repassou R$ 512.337 do esquema para financiar a campanha de Humberto Costa (PT) ao governo de PE, em 2002. O senador nega. (Págs. 1 e A6)

- – – – -

* Valério contou que depositou quase R$ 100 mil de uma vez na conta da empresa de Freud Godoy pouco tempo depois de Lula ter tomado posse como presidente da República pela primeira vez. O dinheiro era para pagar despesas de Lula, segundo Valério. A CPI dos Correios, ao quebrar o sigilo fiscal de uma das empresas de Valério, descobriu o depósito feito na conta de Freud – R$ 98.500,00 em 21 de março de 2003.

(grifos nossos)

Ainda falta explicar, talvez até mesmo aos jornalistas, o que foi o mensalão. A corrupção e o roubo de dinheiro dos trabalhadores foram a parte do esquema que poderia ser julgada no Tribunal de Pequenas Causas, mesmo com o inédito montante surrupiado (e ainda querem comparar com a corrupção da oposição…).

A idéia, devidamente levada a cabo, foi, sim, acumular o poder nas mãos do Executivo central. Uma oclocracia em que tudo gira ao redor da quantidade de carisma eleitoral de Um Homem.

Aquele que tentou impedir a privatização da Ultrafértil, hoje avaliada pela Vale em R$ 5 bilhões, garantindo comida mais barata para todo um país continental, mas que sonha com um “Nobel da Paz” por sua “luta contra a fome” no mundo com um fracassado Fome Zero (aquele dos tributos em gorjetas em restaurantes).

Aquele que empresta seu carisma para seus cupinchas, que simplesmente “negam” até o que a PF, o MPF ou uma CPI já tenha investigado, e sua “negação” se torna notícia – não pela mentira, mas por amabilidade jornalística em apresentar “o outro lado” depois de uma gravação probatória.

Aquele que fala pelos cotovelos sobre qualquer tema, mas até o momento não proferiu um monossílabo sobre o Rosegate ou o destino dos mensaleiros além do recauchutado “fui traído”.

Aquele cujo braço direito recebe dinheiro do povo para pagar suas contas, e cujo companheiro de sindicância aparentemente pode ameaçar de morte um ex-aliado “traidor”, e, com essa bomba em mãos, seu “instituto” (igualmente alimentado de dinheiro público) ainda precisa conhecer o “teor” do argumento para comentar.

Possivelmente, o Instituto precisará averiguar se Valério usou a ordem correta das palavras que ouvira antes que o Instituto responda a uma imputação de ameaça de morte a mando de Lula vinda de seu diretor.

Estranho que, com tal magnitude dos fatos, ainda estejam mesmo preocupados com as despesas pessoais de Lula na primeira manchete da primeira página do jornal tido como “conservador”. Uma ameaça de morte em uma conversa que pode ter sido arquitetada por Lula é coisa que não causaria impeachment em um Nixon, um Bush, um Reagan ou mesmo um Clinton: causaria uma guerra civil. É coisa que precisa ser investigada como a mais urgente do país.

Antes que Valério pegue a mesma gripe do Celso Daniel, resta saber se a Justiça do país tomará uma coragem ineditíssima: quebrar o sigilo telefônico do Lula pode, Arnaldo?

6 de dezembro de 2012

‘The Economist’ sugere a demissão de Mantega

Em texto sobre a economia brasileira, revista britânica cita o PIB pífio e as previsões desastradas do ministro da Economia

 The Economist sugere a demissão de Mantega

Reportagem da Folha de S. Paulo:

Apenas dois anos atrás, quando Dilma Rousseff foi eleita presidente do Brasil, a economia do país vivia um boom. Ficou paralisada e agora luta para se recuperar. Apesar do crescente esforço de estímulo do governo, a ‘criatura moribunda’ cresceu apenas 0,6% no terceiro trimestre, metade do previsto pelo ministro Guido Mantega (Fazenda).

A descrição acima é da revista britânica “The Economist” em reportagem sobre a perda de confiança na atual equipe econômica do governo. No texto, a publicação sugere a demissão de Mantega como uma alternativa para Dilma retomar a confiança dos investidores e alcançar um segundo mandato.

Fatores como a desaceleração nos preços das commodities e o endividamento das famílias são citados como as travas atuais da atividade econômica do país.

O termo “custo Brasil” também é usado para explicar porque o governo precisará contar com um esforço maior do lado da oferta -não do consumo-para garantir o crescimento nos próximos anos, com mais investimento e aumento de produtividade.

Apesar de iniciativas como redução dos juros e desoneração da folha de pagamentos, a taxa de investimento vem caindo nos últimos trimestres e representa hoje 18,7% do PIB, ante 30% no Peru e 27% no Chile, lembra a revista.

A avaliação da revista é que a intromissão do governo sobre a taxa de retorno em negócios como bancos e elétricas gerou desconfiança entre os investidores. “Até mais que o antecessor, Luz Inácio Lula da Silva, Rousseff parece crer que o Estado deve direcionar as decisões de investimento privado”.

Diante do quadro apresentado no texto, a sugestão final é de que o Banco Central errará se decidir por mais um corte na taxa de juros e que o governo deve focar na redução de custos deixando livre o “espírito animal” do investimento privado.

A revista vai mais longe. Indica a Dilma que prove ser pragmática como diz ser demitindo o ministro Mantega, “cujas projeções superotimistas minaram a confiança dos investidores”, e nomeie uma equipe econômica capaz de reconquistar a confiança.

(grifos nossos)

Comentário

A The Economist definitivamente não conhece o Brasil e o governo petista. Em 10 anos de governo, não se teve notícia de quadros demitidos por incompetência por Lula e Dilma. Pelo contrário, alguns costumam ser até premiados por ela. E isso também não costuma tirar votos, visto que até o notório Fernando Haddad acabou conseguindo se eleger prefeito de São Paulo.

6 de dezembro de 2012

Colunista da Folha diz que Lula falou com Rose após indiciamento pela PF

mb Colunista da Folha diz que Lula falou com Rose após indiciamento pela PF

Na edição de hoje (6) da Folha, a colunista Mônica Bergamo, uma das mais bem relacionadas com o mundo petista e velha conhecida do Implicante, informa que, após o escândalo envolvendo a ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Lula entrou em contato com a tal “amiga íntima”. O objetivo, de acordo com a colunista, seria o de “acalmar Rose”. A nota vale mais pela afirmação de que Lula teria entrado em contato com Rosemary Noronha do que pelos pormenores “vazados” por “interlocutores” do ex-presidente.

Leiam primeiro trechos da coluna, explicaremos logo abaixo:

CALMA ROSE

Uma linha direta foi estabelecida entre Lula e Rosemary Noronha, ex-secretária da Presidência da República em SP. Os dois conversaram depois de deflagrada a Operação Porto Seguro, que indiciou a ex-servidora sob acusação de tráfico de influência e corrupção.

CALMA, ROSE 2

A conversa de Lula com Rose, como é conhecida, teve o objetivo de “acalmar” a ex-secretária.

LATERAL

Rose tem cobrado dirigentes do PT. Ela quer que o partido saia em sua defesa, assim como sempre faz com Lula. “Mas quantos votos ela tem?”, diz um petista, sob a condição de anonimato.

TÔ FORA

Lula, até agora, não pediu para que o PT a defenda. Ao contrário: a interlocutores, ele diz que ficou surpreso com as informações da investigação policial. Rose é acusada de pertencer à máfia de venda de pareceres liderada por ex-diretores de agências reguladoras do governo.

Leia a íntegra da coluna aqui.

Não precisa ser muito esperto para perceber a incoerência da nota. De acordo com Bergamo, Lula teria ligado para Rose com o objetivo de “acalmar” a “namorada” (não sabemos se ainda é) indiciada pela PF. Por outro lado, sempre segundo relatos de “interlocutores”, Lula não estaria empenhado em defender a ex-chefe de gabinete. Teria ficado até “surpreso” com as informações colhidas pela Polícia Federal.

Se não tinha interesse em ajudar Rose, então pra que ligou? Se era para “acalmar” os ânimos da moça, como conseguiria isso sem dar alguma garantia de defesa? Lula ludibriou Rose dizendo que a ajudaria, ao mesmo tempo em que não fazia o mínimo esforço para defendê-la? Essas indagações a colunista não fez.

A informação divulgada pela Folha vem no mesmo dia em que o jornal O Globo noticia a operação abafa montada pela bancada governista que, mais uma vez, derrubou um pedido de depoimento de Rose na Câmara. Claro que Lula não tem nada a e ver com isso.

3 de dezembro de 2012

Rosemary e os “Progressistas”

rosemary Rosemary e os “Progressistas”

Por questão de respeito estético aos leitores, usaremos neste texto foto da cantora Rosemary (que evidentemente não tem nada a ver com essa história).

As aspas logo no título são necessárias: os que se intitulam progressistas (especialmente na blogosfera) são na verdade apenas governistas e, em alguns casos, estão muito longe do que seria – mesmo em definições mais amplas – o progressismo. Mas vamos falar de Rosemary Noronha.

Num mundo razoável, a discussão estaria restrita ao dinheiro público, às nomeações, enfim, ao esquema propriamente dito. Mas parte considerável do debate é acerca de eventual relação íntima entre Rosemary e Lula. Na revista Época, por exemplo, isso está na capa, de forma expressa – outros semanários e periódicos também exploram tal fato.

Constrangedor, sem dúvida, mas há uma galerinha que não pode reclamar dessas constatações e insinuações: os blogueiros progressistas – e também aquela turma mais “descolada” que escreve em espaços cuja receita vem quase toda do governo, ou de igrejas nada ortodoxas, mas sempre se coloca acima (e pretensamente à esquerda) do problema.

Isso porque essa rapaziadinha da pesada é exatamente aquela que, até outro dia, fazia comentários pra lá de maldosos sobre a intimidade de adversários do partido do governo. O “precedente reaça”, vejam só!, veio de quem diz refutar valores conservadores (o que não é raro, aliás).

Os galerosos ficam nessa de “há uma campanha suja” ou “os neocons são nojentos”, mas não perdem uma chance de perder uma chance quando se trata de usar toda e qualquer arma para agredir adversários. E usam sem medo ou pudor as, vamos dizer, munições mais íntimas.

E agora não conseguem arrumar desculpas para trambiques com dinheiro público, pois nos últimos anos (e meses, semanas, dias…) gastaram praticamente todas as justificativas e retóricas evasivas do cosmos. Ainda assim, os mais empedernidos (e empoleirados) governistas sempre arrumam boas desculpas. Mas agora hão há qualquer uma. Nada.

Alguns tentaram ensaiar repúdio à exploração da faceta sexual do caso, mas não tem como vingar: são os mesmos que falavam de intimidades de quem faz oposição ao governo. Por que eles achariam isso agora errado? Aguentem os parabéns e embalem esse matheuzinho reacionário a quem pariram.

De minha parte – e quanto a isso só se pode falar em primeira pessoa –, é de fato contraproducente tratar da vida íntima de quem quer que seja, e há várias maneiras de conduzir reportagens sem aprofundar-se nesse tipo de pormenor – claro que o escândalo torna bem difícil evitar ao menos alguma menção, pois fatos escabrosos teriam acontecido justamente em viagens oficiais, com passaporte diplomático, na companhia do ex-presidente (e sempre que a ex-primeira dama não ia).

Mas é possível, ainda assim, ao menos evitar que a intimidade de Lula e Rosemary seja o centro de tudo. Esta é minha opinião. Mas não pode ser – não agora – a de muitos que se dizem “progressistas”.

Sendo assim, poravida!, digam algo aí sobre o Rose Gate! Não fiquem quietinhos, não é para isso que vocês estão aí! Mãos à obra! E dessa vez será preciso muita criatividade. Mas vocês conseguem!

A imaginação, ao contrário de José Dirceu, é livre.

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