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16 de julho de 2014

O desejo governista de descolar a Copa das eleições se tornou quase impossível

dilmacopa2 O desejo governista de descolar a Copa das eleições se tornou quase impossível

Após passar anos tentando utilizar a Copa ao seu favor, a gestão petista, após a humilhante derrota da seleção brasileira para a Alemanha, tenta agora desvencilhar sua imagem do Mundial. Coincidência ou não, as mesmas vozes que pediam por “mais copa” nas redes sociais aos poucos passaram a condenar qualquer tentativa de relacionar o evento esportivo aos rumos políticos do país – o que, a essa altura do campeonato, já se tornou uma tarefa praticamente impossível.

Foi o próprio governo, na voz de Aldo Rebelo, quem no dia seguinte achou que a solução seria uma maior intervenção estatal nos rumos do futebol. Já Dilma sugeriu medidas para a renovação do futebol brasileiro, que deveria, segundo ela, parar de exportar talentos para times estrangeiros.

“Quando eu falei antes que o futebol brasileiro deve ser renovado, o que eu quis dizer é que o Brasil não pode mais ser apenas exportador de jogadores. Exportar jogadores significa que estamos abrindo mão de nossa principal atração, que pode ajudar a lotar os estádios”, disse.

“Até porque, qual é a maior atração que os estádios no Brasil podem oferecer? Deixar a torcida ver os craques. Há anos, muitos jogadores brasileiros têm ido jogar fora, então renovar o futebol no Brasil depende da iniciativa de um país que é tão apaixonado por futebol”, continuou.

Especialistas não acreditam que o fracasso da seleção brasileira afete o humor nacional de forma prolongada. O mesmo não se pode falar a curto prazo, já que as reações do mercado evidenciaram outra realidade. Alguns dias após a derrota, as ações da Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras apresentaram alta na Ibovespa, subindo mais de 2,5% após especulações a respeito da queda de Dilma nas intenções de voto.

Desde início das pesquisas eleitorais, em março, as estatais chegaram a valorizar 32% na bolsa brasileira, após Dilma recuar nas intenções de votos. A Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil foram dos 220 bilhões de reais para 291 bilhões em valor de mercado.

Na última quarta-feira, feriado no Brasil, os ADRs (American Depositary Recepts) da Petrobras, recibos de ações da estatal listados nos Estados Unidos, disparavam 5% na bolsa americana Nyse.

Nem mesmo as iniciativas “sociais” do governo lograram êxito no evento. As 48 mil entradas destinadas a escolas públicas e beneficiados por programas sociais acabaram servindo para abastecer o esquema milionário de venda ilegal de ingressos, desbaratado pela operação Jules Rimet.

Em uma das gravações interceptadas pela polícia, um cambista ainda não identificado diz a Sergio Antônio de Lima, integrante da quadrilha que está preso desde 1.º de julho: “As escolas aqui (em Fortaleza) ganharam 7.500 ingressos, que vieram para a ‘rua’. Mas vou fazer o maior esforço para vender no menor preço possível”, disse.

Até a campanha da presidente vem sendo afetada pelas discordâncias a respeito do tom adotado após a derrota. Declarações sobre a CBF já provocaram atritos dentro do comitê que cuida de sua reeleição. Franklin Martins, ex-ministro de Lula e um dos coordenadores desse comitê, ameaçou deixar o cargo após interlocutores do Planalto solicitarem a retirada de um texto do site da campanha – o “Muda Mais” – no qual a Confederação é criticada.

Irritado, ele chegou a ameaçar deixar a campanha depois que integrantes do comitê ligados a Dilma pediram que fosse retirado o texto que apontava a CBF como responsável pela desorganização do futebol. “Impera na CBF um sistema que em nada lembra uma instituição democrática e transparente. É preciso mudar”, diz o texto do site.

O pedido de retirada do post, no mesmo dia em que Dilma reclamou com o ministro Aldo Rebelo (Esporte) sobre suas declarações defendendo uma intervenção no futebol, não foi atendido por Franklin.

Curiosamente, nenhum desses contratempos partiu de iniciativas oposicionistas, mas de trapalhadas do próprio governo. Dilma tenta a todo custo transferir a culpa de qualquer possível falha a ações de terceiros que chama de “pessimistas”. Cabe à oposição esclarecer ao eleitorado que o pessimismo nunca foi a causa de um evento para lá de questionável, mas a consequência dele. Em outubro, a população dará o veredicto.

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15 de julho de 2014

A Copa acabou e o que vem agora é um segundo semestre bastante complicado para o país

dilma tois A Copa acabou e o que vem agora é um segundo semestre bastante complicado para o país

Por mais que o governo tente amenizar maquiando como pode os problemas vividos pelo país, os próximos meses prometem ser complicados para o Brasil. A inflação, por exemplo, já acumulou alta de 6,52% nos últimos 12 meses, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 6,5%. No primeiro semestre de 2014, ela já fechou 0,6% mais alta do que no mesmo período do ano passado.

Mas esse índice estaria ainda pior se Mantega não se valesse do que ele mesmo chama de “contabilidade criativa”, uma tentativa disfarçada de manipular índices por meio de artifícios condenados pelo bom senso, como o congelamento de preços. Segundo estimativa de Alberto Ramos, economista-chefe para a América Latina do Goldman Sachs Group Inc., eles já estariam subindo quase 8% sem esse controle, cujas consequências devem aparecer já em 2015.

O vencedor da eleição presidencial de outubro sofrerá as consequências das políticas que seguraram os preços da energia elétrica em 30 por cento, as tarifas dos ônibus urbanos em 20 por cento e os preços da gasolina em 15 por cento desde 2011, segundo dados da empresa Modal Asset Management, com sede no Rio de Janeiro.

Levantar os controles irá desencadear pressões que manterão a inflação acima do ponto médio da meta pelo sexto ano seguido.

A situação está tão complexa que os brasileiros já não mais conseguem economizar como antes. De acordo com dados do Banco Central, em função dos juros altos e da inflação, a captação líquida da caderneta de poupança caiu 66% nos primeiros seis meses do ano.

— A poupança é função da renda, e a renda não está crescendo. A queda da captação líquida da poupança é uma tendência, porque cada vez mais vai sobrar menos dinheiro para economizar — diz o economista-chefe da corretora Gradual, André Perfeito.

Enquanto isso, a expectativa do crescimento do PIB cai semana após semana. Agora, os economistas de instituições financeiras apostam em uma expansão de apenas 1,07%, o que já ligou o alerta até de publicações internacionais. O britânico Financial Times afirmou que Dilma deve esquecer Neymar e pensar nas eleições e na economia, e revelou projeções ainda piores para o país.

E, conforme ressalta o blog, as previsões de alguns economistas são ainda mais sombrias, caso do BNP Paribas, que prevê um crescimento de apenas 1% neste ano e no próximo. A inflação também preocupa, aproximando-se do teto da meta (6,5% ao ano), enquanto os números da produção industrial são verdadeiramente desanimadores. Os dados da indústria mostraram uma queda de 3,2% no ano até maio, com a produção de bens de capital caindo 9,7%, bens intermediários registrando uma contração de 2,8% e bens de consumo, 2,2%.

Grandes eventos esportivos sempre estiveram na mira dos políticos mais questionáveis. Desde Mussollini e Hitler usando respectivamente a Copa de 34 e as Olimpíadas de 38 para propagar o fascismo e o nazismo, a Fidel Castro nos jogos pan-americanos de 91 e a China se vendendo ao mundo nos jogos de 2008. Em sua época mais complexa, Estados Unidos e União Soviética se boicotaram mutuamente quando sediaram a maior competição do planeta em 1980 e 1984. Quando o PT assinou o cheque em branco da realização de um Copa do Mundo no Brasil, mirava nos benefícios de um terceiro mandato em 2010, com forte possibilidade de quarto mandato nas eleições de 2014. O primeiro se confirmou. Quanto ao segundo, manteve a esperança acesa até a véspera das semifinais, quando Dilma chegou a se fotografar fazendo gestos em apoio aos jogadores. Após o trágico “7×1″ sofrido contra a Alemanha, o “#tamojunto” virou uma reunião de emergência para descobrir uma maneira de descolar a imagem do partido da competição. Nesse sentido, o Financial Times pode ficar tranquilo: esquecer Neymar e sua trupe é tudo o que Dilma mais quer neste exato momento.

14 de julho de 2014

Paulo Skaf apela no Twitter… mas atinge aliado de sua própria chapa!

skaf dilma 2 Paulo Skaf apela no Twitter... mas atinge aliado de sua própria chapa!

bróderes

Esse é um daqueles casos em que a ignorância abraça a má-fé. Acompanhem. Paulo Skaf, candidato de Dilma (sim, dela! vejam aqui) ao governo de SP, resolve partir para o ataque sem noção e apela:

skaf agua itu print Paulo Skaf apela no Twitter... mas atinge aliado de sua própria chapa!

Forte, né? O problema – para ele – é que Itu não é da alçada da Sabesp, vez que tem seu próprio sistema de abastecimento por meio da empresa Águas de Itu. Não pára por aí: o prefeito, ainda por cima, é ALIADO DE PAULO SKAF! É mole?

O camarada a quem ele acusa (sobrou para ele o tuíte, ora pois!) de “mau gestor” é o prefeito Sr. Antonio Luiz Carvalho Gomes, o Tuíze, do PSD. Ele sucedeu Herculano Passos Jr., também do PSD, que é candidato deputado federal na chapa de Skaf. Herculano, por sinal, é cunhado de Luiz Antônio Fleury Filho, coordenador da campanha de Skaf.

Que vacilo, Skaf! Foi com tudo pra cima do adversário e acabou acertando, ainda que indiretamente, o coordenador da SUA CAMPANHA!

Certamente a (brilhante) assessoria de Paulo Skaf deve ter achado razoável tratar como problema de “gestão” a pior seca dos últimos 84 anos. Convenhamos, ninguém estava esperando campanha de alto nível, tanto mais quando se tem apoio expresso da Dilma (sério, vejam aqui) e ainda por cima o Maluf (é mole?, tá aqui) na coligação.

Mas, ao menos, o candidato deveria conhecer um pouco mais do estado que alega querer governar. Preparo é algo fundamental, não adianta fingir – porque uma hora a verdade aparece e fica feio (e estão aí Dilma e Haddad que não nos deixam mentir).

No mais, vamos facilitar para o candidato: NÃO CAIA NA BESTEIRA de xingar Tambaú (vejam aqui) e Viradouro (confiram comigo aqui), outras duas cidades que enfrentam racionamento. Assim como Itu, também são geridas por aliados de Skaf, do PSD (Roni Astolfo e Maicon Lopes, respectivamente), e mantêm sistemas municipais de abastecimento.

Em tempo: pessoal do DCE também precisa ficar ligeiro na hora de dizer que a seca histórica é “problema de gestão” – e nem digo isso apenas pelo absurdo que o PT (não) fez na transposição do São Francisco, que custou bilhões e nunca ficou pronta. Falo aqui de Guarulhos, prefeitura do PT há anos, que também tem empresa própria de água (vejam aqui). E claro que a cidade está enfrentando problemas, já que ninguém sabe fazer a dança da chuva.

10 de julho de 2014

Copa e crise na indústria podem causar um trágico efeito dominó na economia do país

15jun2013 a presidente dilma rousseff centro acena para o publico no estadio mane garrincha em brasilia antes da partida de futebol entre as selecoes do brasil e do japao que abre a copa das 1371326725898 615x300 Copa e crise na indústria podem causar um trágico efeito dominó na economia do país

Nas últimas semanas, a empolgação com a Copa do Mundo fez muitos esquecerem que ela, na verdade, não foi benéfica para a economia como o governo apostava que seria. Segundo a Serasa, a atividade do comércio caiu 3,2% em junho por causa do evento.

Com forte diminuição no movimento de consumidores em supermercados, postos de gasolina e lojas de materiais de construção, a atividade do comércio varejista caiu 3,2% em junho, na comparação com maio, feitos os ajustes sazonais, informou a Serasa Experian. Em maio, o movimento do varejo tinha aumentado 0,6%.

A empresa de análises atribui essa queda aos feriados que ocorreram nas cidades que sediaram jogos da competição, além de a outros problemas que marcam a gestão petista, como juros elevados, baixo índice de confiança dos consumidores e desaceleração do mercado de trabalho.

Este, a propósito, começou a ser seriamente atingido pela crise econômica. Segundo Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), se esse quadro não for revertido, pode criar uma “espiral negativa” na economia.

“É muito difícil uma empresa manter seu quadro de funcionários se está há quatro anos sem crescer. Se começar a aumentar o desemprego, aí as expectativas vão cair ainda mais”, disse ele.

De acordo com a pesquisa, todos os indicadores, com exceção do faturamento, recuaram em maio ante junho no dado dessazonalizado. O emprego caiu 0,3% em maio ante abril e já tem o terceiro mês consecutivo de retração.

Até mesmo o ex-presidente Lula, em entrevista a veículos internacionais, já reconheceu os problemas econômicos. Ele afirmou que “obviamente o PIB nosso não é o PIB que a gente gostaria“, mas insistiu que não são necessárias grandes mudanças, embora o mercado tenha reduzido, pela sexta semana consecutiva, a expectativa para a sua alta em 2014, que está agora em 1,07%.

Para completar, a inflação, que há tempos se aproxima do teto de 6,5% estipulado pelo Banco Central e a alto custo segurada pelo governo, em junho finalmente passou dos limites e chegou a 6,52%, mesmo com um recuo do índice em relação ao mês anterior. A expectativa, no entanto, é que ela encerre o ano entre 6,3% e 6,4%. A não ser, claro, que algum fator externo interfira na economia do país, algo que não seria estranho num segundo semestre que deve escolher a maioria dos novos representantes público para o próximo ciclo de quatro anos.

9 de julho de 2014

Haddad nomeia pela TERCEIRA vez vereador condenado por improbidade

rt haddad e nadia 506x338 Haddad nomeia pela TERCEIRA vez vereador condenado por improbidade

Matéria do portal UOL:

O prefeito Fernando Haddad (PT) nomeou nesta quarta-feira (9), pela terceira vez, o vereador Ricardo Teixeira (PV) como secretário municipal. Ele reassume o comando da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, uma das mais disputadas do governo, apesar de condenado pela Justiça por improbidade administrativa. Teixeira já voltou ao trabalho.

A sentença foi decretada em 6 de junho, por Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública da Capital. Na ocasião, além de condenar o secretário, a juíza também condenou a prefeitura a exonerá-lo, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A decisão foi acatada por Haddad 20 dias depois, mas teve os efeitos anulados nesta quarta-feira. Tanto a prefeitura como Teixeira recorreram da sentença.

Ex-tucano, Teixeira participou, segundo o Ministério Público Estadual, de contratação de escritório de advocacia, sem licitação, quando era diretor de Operações da Dersa Desenvolvimento Rodoviário S/A. De acordo com Simone Casoretti, não importa se o ato praticado foi culposo ou doloso, muito menos se interfere na Lei da Ficha Limpa. O que importa, segundo a juíza, é saber “se o réu tem idoneidade para função pública, em cargo de confiança”.

Na ação, o MPE também cita que Teixeira é diretamente responsável pela indicação de 300 cargos de comissão na gestão petista.

Durante o processo, Teixeira alegou que foi condenado por ato de improbidade administrativa, por sentença parcialmente reformada em segunda instância (afastada a condenação no tocante à suspensão de seus direitos políticos), que não transitou em julgado, estando assim em pleno gozo de seus direitos políticos. O município, por sua vez, alegou a improcedência da ação, já que a condenação sofrida por Teixeira não se enquadraria em nenhuma hipótese legal de impedimento ao exercício do cargo por ele ocupado.

(…)

(grifos nossos)

Histórico

Nós já falamos da condenação do secretário Ricardo Teixeira aqui.

7 de julho de 2014

Ciência comprova: é possível ser contra a roubalheira da Copa e ao mesmo tempo gostar dos jogos e torcer pela seleção brasileira

dilma caxirola Ciência comprova: é possível ser contra a roubalheira da Copa e ao mesmo tempo gostar dos jogos e torcer pela seleção brasileira

Pois é. O título jocoso decorre da “lógica” dos que apoiam o governo petista: seria impossível conciliação os dois fatores. Seja por burrice ou má-fé (é complicado saber qual é qual quando se trata dessa turma), alegam que só pode gritar “gol” quem não reclamou das mutretas, dos estádios bilionários ou das obras inacabadas.

A cara-de-pau chega ao ponto de atribuírem como “mérito do governo” a boa qualidade dos jogos da Copa. Certamente, esse desespero decorre da escassez de fatos positivos da gestão Dilma, então até mesmo o alto número de gols (é sério) tentam empurrar como “obra da presidenta”.

E apropriar-se da seleção brasileira não é novidade. Médici, por exemplo, era ótimo nisso de tentar fazer de conta que a seleção brasileira era dele. O problema é que, independentemente da vontade dos políticos e dos malabarismos de seus marqueteiros, o povo segue separando muito bem uma coisa da outra, para desespero da “Esquerda Garrastazu” (*).

Vale mencionar a turma do “NÃO VAI TER COPA”, especialmente a galerinha blequebloque. Evidentemente, tanto o quebra-quebra quanto qualquer iniciativa de IMPEDIR a realização dos jogos merecem repúdio – e, sim, cabe ao poder público reprimir (sem violência exacerbada etc.).

Quanto aos demais – entre os quais me incluo –, o truque usado é dizer que estavam “pessimistas” quanto à realização a Copa. É bobagem. Os problemas estruturais (e os houve) não impediriam nem ofuscariam a graça da festa. Mas o principal aí é a malandragem de chamar de “pessimista” quem na verdade denunciou a roubalheira.

Assim, por meio dessa falta total de equiparação entre discurso e fatos/atos, os governistas (quase todos) agora não admitem que os “pessimistas” comemorem vitórias da seleção brasileira, ou mesmo vejam jogos com algum entusiasmo.

Diante dessa bizarrice toda, portanto, é preciso deixar claro algo pra lá de óbvio: sim, é possível torcer pela seleção brasileira, gostar da qualidade dos jogos, comemorar gols e ao mesmo tempo ser contra o superfaturamento das obras da Copa e outras mutretas.

Estes são tempos complicados, em que se faz necessário expor obviedades como as deste texto. Mas vamoquevamo.

Em tempo: reitero aqui aposta feita nas redes sociais. Para mim, a seleção jogará MELHOR sem Neymar. Não pela qualidade (afinal, ele é o grande craque), mas pela força e pela raça que aumentarão demais diante desse episódio. Anotem aí e podem cobrar depois.

(*) Turma neo-ultranacionalista que no ano passado era contra cantar o hino nacional nas manifestações, mas agora durante a Copa não apenas o entoa aos berros como chega até mesmo a pintar a cara de verde-e-amarelo.

7 de julho de 2014

Com Lula e Dilma, crescimento de produção da Petrobras cai de 8,6% para 1% ao ano

dlimapasadena Com Lula e Dilma, crescimento de produção da Petrobras cai de 8,6% para 1% ao ano

A presidente Dilma Rousseff participou no dia 1º de julho da comemoração da marca de 500 mil barris de petróleo produzidos por dia no pré-sal. Em discurso, ela afirmou que “a Petrobras mostrou que o pré-sal é uma riqueza palpável, que é tangível, e, acima de tudo, que pertence ao povo brasileiro”, acrescentando que esse é um feito que fortalece a empresa e traz benefício para a população.

A comemoração e a exaltação desses números, no entanto, são apenas mais uma aposta do governo no desconhecimento de seus eleitores. Embora seja verdade que 500 mil barris são extraídos por dia, a realidade da produção de petróleo é outra.

A taxa de crescimento anual da produção da Petrobras entre 1980 e 2005 foi de 8,6%. Entre 2006 e 2014, ou seja, entre o segundo governo Lula e o de Dilma, foi de 1,0%. (Pior: a produção efetivamente  vem caindo 1,6% ao ano desde 2011).

E há ainda outro porém nessas informações: os sócios BG, Repsol e Petrogal possuem uma parcela desses celebrados barris, cujos ganhos não vão somente para a Petrobras. E a empresa, a despeito de todas as comemorações, continua vendo suas dívidas crescerem.

Após ser contratada para explorar campos do pré-sal – algo que já havia sido feito em 2010 de forma onerosa –, a empresa precisará pagar ao governo R$ 2 bilhões em bônus em 2014 e mais de R$ 13 bilhões entre 2015 e 2018, mas, segundo Marco Antônio Almeida, secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, o governo decidiu cobrar R$ 13 bilhões em petróleo porque a Petrobras não tem capital em caixa.

“Se a Petrobras tivesse capacidade financeira, nós iríamos cobrar os R$ 15 bilhões à vista”, disse. “Empresa nenhuma no mundo tem essa capacidade, o negócio é bom para a Petrobras”, ponderou.

Enquanto isso, o fantasma de Pasadena continua assombrando a empresa. O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou um relatório que indica que os gestores da Petrobras causaram um prejuízo de pelo menos US$ 126 milhões aos seus cofres.

O documento do TCU, obtido pelo GLOBO, cita ainda que a estatal declarou ter pago US$ 170 milhões pela metade de um estoque que não valeria US$ 66,7 milhões. Os auditores do TCU consideram que, no caso dos estoques, há indício de irregularidade na maneira como a Petrobras tratou do assunto. A estatal informou ao mercado que pagou os US$ 170 milhões por estoques de produtos que estavam na refinaria na época da compra. Mas, ao analisar os detalhes do contrato, os auditores dizem que essa cifra efetivamente paga e declarada ao mercado não tinha relação com os estoques. Era de outra natureza, fazia parte de ajuste de preço na transação comercial.

O público mais leigo e simpático ao governo federal pode até se empolgar com a propaganda petista, mas o mercado não costuma se enganar com jogos numéricos. Não à toa, sempre que uma pesquisa mostra uma possibilidade maior de mudança no comando do país, as ações da Petrobras sobem. Quando o governo volta a intervir no futuro da empresa, ocorre justamente o contrário.

5 de julho de 2014

Bahia, do petista Jaques Wagner, tem 5 das 10 cidades mais violentas do país

dilma wagner Bahia, do petista Jaques Wagner, tem 5 das 10 cidades mais violentas do país

Foi divulgado um estudo que lista as 500 cidades mais violentas do Brasil. Os dados são baseados em números de 2012 e a taxa só foi calculada para cidades com mais de 10 mil habitantes. Entre as dez primeiras listadas, cinco ficam localizadas no estado da Bahia, que é governado pelo petista Jaques Wagner. São elas: Mata de São João, Simões Filho, Ibirapitanga, Itaparica e Porto Seguro. Entre as 100 mais violentas, 22 delas são baianas.

Wagner é governador da Bahia desde janeiro de 2007, mas esses quase oito anos de administração não parecem ter sido bem aproveitados pelo PT no combate à violência. Com uma gestão comprovadamente ineficiente nesse aspecto, o partido não consegue um case necessário para apresentar a São Paulo, estado que busca conquistar com José Padilha, que constantemente tenta se mostrar mais capacitado que a atual administração paulista para cuidar da segurança da população.

Mesmo no Brasil como um todo, a administração petista há 11 anos no poder não tem muito do que se orgulhar. Dentre as 50 cidades mais violentas do país, 32 se encontram no Nordeste, região do país que proporcionalmente mais rende votos ao PT. Noutro levantamento, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2012, houve 50 mil assassinatos no Brasil, número que corresponde a pouco mais de 10% dos homicídios ocorridos no mundo inteiro.

As taxas de homicídio declinaram nos estados do Rio de Janeiro (29%) e São Paulo (11%), mas cresceram no norte e nordeste do País, com destaque para a Paraíba, que registra um aumento de 150%, e Bahia, que contabiliza um aumento de 75% no número de homicídios nos últimos dois anos [2011 e 2012]. O Estado de Pernambuco é uma exceção no Nordeste, com queda de 38.1% na taxa global de homicídios.

Outro estudo, baseado em informações da DATASUS, aponta que nos últimos dez anos houve aumento da violência no Brasil em todas as regiões – com exceção do Sudeste, que passou a ser a mais tranquila do país. A Bahia, por exemplo, registrou uma elevação de 220% no número de homicídios de 2001 a 2011.

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Exceto pela parte mais densa do Sudeste, que já conseguiu reverter o crescimento da violência, o Brasil como um todo vive uma enorme crise de segurança pública com números comparáveis aos de zonas de guerra. O Nordeste, que vem sendo defendido como um case de sucesso dos programas assistenciais do PT, vem se mostrando a região mais carente de políticas de segurança eficazes. O discurso governista tenta se livrar da culpa pela situação defendendo ser da alçada dos estados o combate a esse problema. Mas o próprio lavar de mãos da parte de quem comanda o maior orçamento da nação há de ser considerado pelo eleitor da hora de definir seu voto nos próximos meses. Cinquenta mil assassinatos por ano deveria tirar o sono de quem quer que esteja no controle da presidência da república. Mas aparentemente não é o que acontece.

1 de julho de 2014

A forma como o PT manipula números e se beneficia do erro

lula dilma A forma como o PT manipula números e se beneficia do erro

A maquiagem de números vem se tornando uma rotina na administração petista. Como alguns fatos não se mostram favoráveis ao trabalho por eles desenvolvido, seus aliados procuram a todo custo formas de exaltá-lo, nem que para isso recorram a inverdades. O mais recente caso foi protagonizado pelo ex-presidente Lula. Em discurso para reconquistar a confiança do empresariado, usou vários dados que, segundo análise do Globo, não condizem com a realidade.

Indicadores como investimento externo direto, dívida bruta e corrente de comércio, citados por Lula como “êxitos dos últimos 12 anos”, na verdade pioraram durante o governo Dilma.

O ex-presidente se enganou ainda ao citar dados sobre reajuste salarial, informações sobre exportação de alimentos e também a posição do PIB do Brasil no mundo, em especial na comparação com outras nações emergentes.

Lula afirmou que o Brasil tem o segundo melhor PIB entre os países emergentes, quando na verdade aparece em quarto, atrás de China, Índia e Rússia; disse ainda que o país é o segundo maior exportador de alimentos, ignorando que na sua frente figuram Estados Unidos, Holanda e Alemanha.

O ex-presidente também errou ao falar que o Brasil está entre os cinco maiores destinos de investimento externo direto do mundo. Segundo a ONU, em 2013, o país caiu da quinta para a sétima posição. Outro alvo de equívocos foi a dívida pública. De acordo com ele, ela está estabilizada em torno de 57% do PIB, mas, na verdade, cresceu durante o governo Dilma, de 53,3% para 57,7%.

Mas a própria presidente se presta a esse papel. Em seu mais recente pronunciamento no rádio e na TV, Dilma Rousseff quadruplicou números sobre a redução da miséria no Brasil, afirmando que em uma década 36 milhões de brasileiros saíram dessas condições, mas logo foi desmentida pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Estudo publicado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, vinculado ao Palácio do Planalto) aponta que, de 2002 a 2012, o número de miseráveis (ou extremamente pobres) caiu de 14,9 milhões para 6,5 milhões.

Trata-se, portanto, de uma queda de 8,4 milhões no número de pessoas que vivem na miséria ao longo dos primeiros dez anos da administração petista, abaixo da cifra mencionada por Dilma.

Outros mitos propagados constantemente dizem respeito aos índices de desemprego no Brasil. Segundo Dilma, o país vive uma situação próxima do pleno emprego, possui uma das menores taxas de desocupação do mundo e apresenta o menor desemprego da história. Dados do IBGE, no entanto, desmentem essas afirmações.

Sobre o pleno emprego:

A pesquisa ampliada que começou a ser divulgada neste ano mostra taxa mais alta, de 7,1% na média de 2013, e, sobretudo, desigualdades regionais: no Nordeste, o desemprego médio do ano ficou em 9,5%.

Sobre a taxa de desemprego:

O desemprego no Brasil é menor que o de importantes países europeus, mas supera o de emergentes como Coreia do Sul (3,9%), China, (4,1%,), México (4,7%) e Rússia (5,6%), além de ricos como Japão (3,6%), Noruega (3,5%) e Suíça (3,2%).

Sobre o menor desemprego da história:

A base da afirmação é que a taxa apurada em apenas seis metrópoles é a menor apurada pela atual metodologia, iniciada em 2001. Já foram apuradas no passado, com outros critérios, taxas iguais ou mais baixas.

O governo ousou manipular dados até mesmo sobre o trem-bala, cujo funcionamento estava previsto para 2014. No balanço do PAC 2, a obra, que ainda nem foi licitada, consta como “em dia”.

Erros ocorrem e seres humanos estão sujeitos a eles. Contudo, chama atenção o fato de que tais erros sempre surgem de forma a beneficiar o trabalho do PT, Dilma e Lula. Ou, ainda, medidas do interesse do discurso governista, como quando uma pesquisa do IPEA errou em 39% dados sobre o machismo no Brasil. Ao eleitor, restam duas opções: acreditar que tudo isso não passa de uma enorme coincidência, ou que de fato o governo age de má fé quando propaga tantos equívocos que de alguma forma lhe são convenientes.

1 de julho de 2014

Paulo Skaf e Roberto Requião: candidatos de Dilma

skaf dilma Paulo Skaf e Roberto Requião: candidatos de Dilma

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A movimentação recente em favor de candidaturas regionais do PMDB não é fruto do mero acaso. Trata-se de uma articulação para garantir palanques razoáveis a Dilma, já que alguns candidatos petistas não decolam, especialmente Padilha (SP) e Gleisi (PR).

Tal expediente é comum em centros acadêmicos universitários e sindicatos em geral: quando um grupo (chapa, partido) fica muito “queimado”, seus integrantes inventam outro nome para tentar fugir da rejeição. Guardadas as proporções, é isso que acontece agora.

Vejamos os casos já mencionados, de São Paulo e Paraná.

padilha anjos vargas gleisi Paulo Skaf e Roberto Requião: candidatos de Dilma

anjos existem

Antes de tudo, cabe lembrar a associação dos nomes dos dois candidatos, Padilha e Gleisi, a André Vargas (deputado até ontem petista, flagrado em conversas nada republicanas com o doleiro preso, Yousseff). Isso contribui para queimar ainda mais o PT nesses estados, forçando a adoção do “Plano B”.

Em São Paulo, sem essa nem aquela, Paulo Maluf e seu PP foram para a chapa de Paulo Skaf. Já havia até mesmo a famosa e exigida foto com Dr. Paulo, mas mesmo assim, de repente e aparentemente sem qualquer motivo, o procurado pela Interpol anuncia apoio ao candidato do PMDB.

O mesmo fez Kassab, outro aliado de Dilma no plano federal e aparentemente acertado com os tucanos de SP: “do nada”, surge como integrante da coligação do presidente da FIESP, a mesma chapa para a qual malufão desembarcara.

Turma boa, hein? Maluf, Kassab e Dilma! Pior que ainda tentarão dizer que o tal Skaf representa o “novo”. Esse pessoal não tem mesmo vergonha.

Mas sigamos.

requiao dilma Paulo Skaf e Roberto Requião: candidatos de Dilma

bons drinques

No Paraná, fatos parecidos ocorreram bem recentemente. Roberto Requião, em convenção conturbada, surge como concorrente para a vaga de governador. Sim, pelo mesmo PMDB aliado de Dilma. Lembrando que a situação do PT paranaense no geral não está nada fácil, pois além de Gleisi e André Vargas, ainda há o caso de Gaievski, que era da Casa-Civil da Presidência e agora está preso por abuso sexual de menores.

É evidente que nada disso ocorre por acaso. A política, por si, não admite essas casualidades, tanto menos com tais figuras envolvidas. Desse modo, e diante dos demais fatos, não há como fugir do óbvio: Paulo Skaf e Roberto Requião SÃO CANDIDATOS DE DILMA. Ponto.

Mas, é claro, haverá quem considere tal análise mera especulação ou até mesmo exagerada. A esses, deixo o áudio a seguir:

Pois é, escapou. Não adianta negar agora.

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