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24 de abril de 2014

Marco Civil: teles poderão cobrar por acesso diferenciado. Vocês foram enganados pela militância.

molon e dilma Marco Civil: teles poderão cobrar por acesso diferenciado. Vocês foram enganados pela militância.

Quem acompanha o IMPLICAS, sabe que já falamos disso (na verdade, fomos o ÚNICO veículo que mencionou esse aspecto do Marco Civil). Pois é:  tal como aprovado nas duas casas e sancionado pela Dilma, ele NÃO GARANTE A NEUTRALIDADE DA REDE. Vamos lá, repetindo: NÃO GARANTE A NEUTRALIDADE DA REDE. Era tudo conversa-fiada da militância (que, claro, foi contemplada também pela lei). As empresas poderão oferecer contratos com cobrança diferenciada.

Vejam trecho de reportagem da FSP:

Teles dizem que texto permite a cobrança por acesso diferenciado – O Marco Civil da Internet, sancionado pela presidente Dilma Rousseff ontem, já causa conflitos de interpretação. Questionando um dos pontos centrais, a neutralidade da rede, as operadoras de telefonia dizem que poderão vender serviços diferenciados, cobrando mais de clientes que acessam conteúdo específicos, caso queiram. A neutralidade é um princípio que garante a isonomia aos internautas. No acesso à rede, segundo o texto, teles não podem limitar a quantidade de dados acessados nem discriminar a velocidade de acordo com o conteúdo (vídeos, e-mails, chats). Relator do Marco Civil, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) nega que a redação da lei traga qualquer brecha para esse tipo de interpretação defendido pelas teles. “Isso é quebrar a neutralidade da rede”, disse. “Não pode fazer”, afirmou.” (grifos nossos)

Apesar do peremptório “não pode fazer” do deputado Molon, na verdade pode sim. A lei permite, como notaram os advogados das teles que, por óbvio, conferiram a BRECHA GIGANTESCA deixada pelo artigo 9º. Se alguém não leu, segue novamente o link com nossa análise sobre os dispositivos.

O Marco Civil foi vendido e difundido como algo bom, maravilhoso, uma lei para garantir a liberdade. E a maior prova disso seria a “neutralidade da rede” – um nome lindo para, na prática e trocando em miúdos, dizer que as empresas seriam obrigadas a não baixar a velocidade de quem acessa o Youtube (nem cobrar a mais de quem quisesse um youtube rapidão).

Mas, obviamente, elas podem fazer tudo isso. Em primeiro lugar, porque não há lei que IMPEÇA dois particulares de fechar contrato nesses termos e, independentemente de fatores constitucionais que poderiam ser suscitados, o texto do Marco Civil abre brecha (um rombo genérico, na verdade) para cobranças diferenciadas. Haverá quem diga que a regulamentação presidencial não permitirá isso – o que é novamente falso, pois nessa etapa não é cabível mudar a lei que, repita-se, GARANTE às empresas o direito de cobrar por isso.

Os militantes que GARANTIAM a impossibilidade dessas cobranças deveriam pagar nossos boletos com aumento (ou diferenciação). E, seja por genuína ignorância ou pura má-fé, deveriam a essa altura parar de fingir que a lei não diz o que nela está dito, porque já está ficando feio pra eles.

E a conta, como sempre, será nossa.

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23 de abril de 2014

Depois do cubano, o governo brasileiro quer financiar porto no Uruguai

dilma mariel raul castro Depois do cubano, o governo brasileiro quer financiar porto no Uruguai

Após financiar praticamente sozinho o Porto de Mariel, em Cuba, o Brasil está em vias de ceder US$ 1 bilhão do BNDES para ajudar o Uruguai a construir seu próprio superporto. Segundo a matéria d’O Globo, há muitos fatores que atraem o país para o negócio.

Maior oferta de frequências marítimas, fretes mais baratos, tempo de deslocamento menor e, principalmente, possibilidade de alcance do mercado asiático pelo Estreito de Magalhães (na extremo sul do continente), em condições de concorrência com o Canal do Panamá, atraem o Brasil.

Operadores portuários, no entanto, temem que essa concorrência prejudique os portos nacionais. O financiamento pode ainda causar atritos entre o Brasil e seus colegas do Mercosul, já que eles também seriam afetados.

O empreendimento será construído em Rocha, cidade a 288 quilômetros de Rio Grande (RS), onde está um dos mais importantes portos brasileiros. O projeto uruguaio, segundo os estudos atuais, é ousado: calado (profundidade) de 20 metros, que permite a atracação de navios com capacidade para até 180 mil toneladas. Os portos do Sul do Brasil têm, no máximo, 14 metros de calado e recebem navios com capacidade de até 78 mil toneladas. O porto uruguaio pode sugar cargas da região, afetando Sul e Centro-Oeste do Brasil, Paraguai, Bolívia e Norte e Centro da Argentina.

De acordo com o site do governo uruguaio, em 2025 o porto deve movimentar 87,5 milhões de toneladas, mais do que a soma dos terminais de Paranaguá e Rio Grande juntos. Apesar disso, o governo segue preferindo investir no exterior, destinando para todos os portos brasileiros, ao longo de quatro anos, um total de US$ 16 bilhões, o que dá uma média de somente R$ 260 milhões para cada um.

Enquanto isso, o Porto de Mariel, que ainda nem foi inaugurado e cujo financiamento foi classificado como secreto, já está sob suspeitas de contrabandear armas para a Coreia do Norte, violando assim sanções internacionais.

Num tempo em que o governo brasileiro habituou-se ao uso do “não sabia” como desculpa para má gestão e desvios de ética, o eleitor precisa se manter atento a projetos do tipo. A seis meses das eleições, ainda há tempo de reverter este quadro.

23 de abril de 2014

As más companhias de Gleisi Hoffmann e as confusões em que ela se mete

gaievski dilma gleisi As más companhias de Gleisi Hoffmann e as confusões em que ela se mete

Dilma, Gaievski e Gleisi.

O nome de Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Casa Civil do governo Dilma, vem se notabilizando como o de coadjuvante em vários grandes escândalos que tomaram as manchetes no último ano. O caso mais recente é o do deputado André Vargas, acusado de atuar com doleiro por contrato com ministério. A chapa de Gleisi, candidata do PT ao governo do Paraná, tinha o agora não bem quisto deputado, que concorreria ao cargo de senador com o apoio da ex-ministra. À procura de um novo nome, ela afirma que o caso não afetará sua campanha.

Tudo isso diz respeito ao André Vargas. E a campanha ainda está longe, temos a Copa do Mundo no meio. A maior parte das pessoas não está nem pensando em eleições ainda, só quem lida profissionalmente com política.

Nos últimos tempos, houve mais duas polêmicas envolvendo a candidata. Uma delas ocorreu durante as disputas da CPI da Petrobras, apoiada pela oposição para apurar os recentes escândalos da estatal. De acordo com a ex-ministra, as investigações da Comissão Parlamentar só tinham propósitos eleitorais.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) voltou a atacar a oposição e a proposta de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) exclusiva para apurar as denúncias de corrupção sobre a Petrobras. Durante audiência no Senado, que nesta terça-feira, 15, recebe a presidente da Petrobras, Graça Foster, Gleisi voltou a dizer que o pedido da CPI tem “interesse eleitoral”.

A outra polêmica envolve o IBGE e a nova metodologia para medir o desemprego no país. A divulgação da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que veio para substituir a Pnad Anual e a Pesquisa Mensal de Desemprego (PME), revelou um índice de desemprego de 7,1% - chegando a 15% entre os jovens. Os números ruins assustaram parlamentares – entre eles, Gleisi -, que pediram uma revisão da metodologia e suspenderam a Pnad Contínua.

Segundo o instituto, a suspensão foi motivadas por questionamentos feitos por parlamentares e tem como objetivo fazer uma revisão na metodologia de coleta e cálculo da renda domiciliar per capita. O IBGE explica que o cálculo atual prevê margens de erro diferentes para a pesquisa entre os estados, o que prejudica a comparação entre os resultados.

A decisão causou problemas entre os funcionários do instituto. Alguns pediram exoneração e outros ameaçaram deixar seus cargos.

A presidente do IBGE, Wasmália Bivar, disse em entrevista que ainda não pode afirmar se conseguirá evitar a saída coletiva dos coordenadores, mas que vai explicar as motivações para a decisão. A medida já motivou o pedido de exoneração da diretora de Pesquisas do IBGE, Marcia Quintslr, e da coordenadora-geral da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence), Denise Britz do Nascimento Silva. Ambas integravam o conselho diretor do IBGE, ao lado de Wasmália e de outros cinco membros.

Mas um dos casos mais graves do envolvimento de Gleisi com pessoas erradas é o de Eduardo André Gaievski. Convidado por ela para ser assessor especial da Casa Civil da Presidência da República, o ex-prefeito de Realeza, no Paraná, está preso e sob investigação de estupro de vulneráveis. Segundo ele, as denúncias foram armadas por adversários para prejudicar a ex-ministra. No entanto, o clima não anda bom entre os parlamentares. É o próprio André Vargas quem andou desabafando por aí: “Gleisi não me transformará em um novo Gaievski“.

18 de abril de 2014

Tá tudo dominado: dilma nomeia advogado de petista no Mensalão ao TRE/SP

dilma boca Tá tudo dominado: dilma nomeia advogado de petista no Mensalão ao TRE/SP

tá feia a coisa

Há três dias, comentamos o fato de que Dias Toffoli, que já foi advogado do PT, será o presidente do Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições. Agora, reportagem da FSP revela o seguinte:

Advogado de petista no processo do mensalão é nomeado para TRE-SP – A presidente Dilma Rousseff escolheu o advogado Alberto Zacharias Toron para assumir cargo de juiz no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo. A nomeação, que será publicada no “Diário Oficial” da União, foi informada na noite de anteontem ao criminalista pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (…) Em entrevista à Folha, o advogado afirmou que a atuação em casos de grande repercussão deram consistência ao seu currículo. Para ele, a defesa de um petista no mensalão não contribuiu para a escolha de seu nome. “O fato de tê-lo defendido pesou contra mim, porque poderia levantar a tese de que seria nomeado em razão disso. Foi necessário mostrar que atuei em outras causas e defendi pessoas de outros espectros políticos”, disse.” (grifos nossos)

De fato, Alberto Zacharias Toron é um excelente advogado, jurista de renome, com atuação de décadas. Ele, por óbvio, não tem qualquer “culpa” por ser indicado. Mas, também vale salientar, é inquietante que a Presidente da República, diante de outros tantos excelentes juristas, resolva nomear ao tribunal eleitoral (responsável, por óbvio, a julgar questões referentes às eleições) justamente um advogado que atuou na defesa de um petista no processo do mensalão. Soma-se a isso algumas outras indicações e a inquietação se acentua.

Torçamos para que Toron, assim como Joaquim Barbosa e alguns outros (infelizmente, a minoria), atue com independência e, mais ainda, sempre de acordo com seus conhecimentos jurídicos de fato notórios. E torçamos também para que, depois das eleições, Dilma perca a prerrogativa de nomear quem quer que seja.

17 de abril de 2014

Ciência sem Fronteiras traz de volta 110 bolsitas por deficiência em inglês

jose henrique paim mercadante Ciência sem Fronteiras traz de volta 110 bolsitas por deficiência em inglês

Após lançar o programa Inglês sem Fronteiras a fim de que os interessados no Ciência sem Fronteiras aprendessem esse idioma – em uma aparente estratégia para alcançar a meta de 100 mil estudantes enviados ao exterior –, o governo Dilma Rousseff agora precisa lidar com o fracasso da iniciativa, já que pelo menos 110 bolsistas terão de voltar ao Brasil por falta de proficiência na língua.

Os estudantes estão morando no Canadá e na Austrália desde setembro de 2013 e já custaram mais de 2,6 milhões de reais aos cofres públicos — cada um deles recebeu 12.000 dólares, além de passagens aéreas e seguro saúde. Esse investimento não retornará ao país em forma de capacitação profissional e acadêmica, que seria a contrapartida do programa.

Esses alunos foram aprovados em edital para universidades de Portugal, mas o país foi excluído do programa em função do número de estudantes que já estavam lá sem dominar um segundo idioma. Dessa forma, 3.445 bolsistas foram obrigados a escolher outro país cuja língua não conheciam e acabaram, por culpa do próprio governo, desperdiçando verba pública – que, a propósito, foi desviada de outras áreas a fim de bancar o programa.

Os bolsistas convocados para voltar reclamam que a prova de certificação foi antecipada. De acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do MEC responsável pelo programa, os prazos foram respeitados. Em nota, a pasta diz que os testes começariam a ser aplicados “a partir de fevereiro de 2014″.

De uma forma ou de outra, o governo Dilma demonstra irresponsabilidade e arbitrariedade com relação aos programas, aos estudantes e ao dinheiro público. A duração de exatos 4 anos e a meta de 100 mil participantes, mesmo não havendo no Brasil essa quantidade de alunos com domínio de um segundo idioma, entregam os objetivos eleitorais da iniciativa. Por priorizar a propaganda em detrimento do benefício à nação, este, que tinha tudo para ser um grande projeto educacional, precisa encarar notas negativas como essa.

16 de abril de 2014

Dengue volta a crescer em São Paulo e gestão Haddad tenta terceirizar a culpa

haddad padilha Dengue volta a crescer em São Paulo e gestão Haddad tenta terceirizar a culpa

Haddad e outro “novo” que tentarão empurrar neste ano.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, os casos de dengue na cidade de São Paulo passaram dos 1.100 no primeiro trimestre de 2014, representando um aumento de 15,4% em relação ao ano anterior. Por mais paradoxal que soe – uma vez que o mosquito transmissor precisa de água parada para se reproduzir –, o secretário José de Filippi Jr tentou associar o crescimento à falta de chuvas no período, jogando a culpa para o governo do estado:

“Nossos agentes da Lapa identificaram a população reservando água em recipientes desprotegidos, se precavendo por causa da escassez de chuvas”, disse Fillippi Jr.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde classificou de “absurda” e “ofensiva” a tentativa da prefeitura de São Paulo de não assumir o problema.

“A secretaria municipal de saúde deveria compreender que não é do interesse público jogar sobre os cidadãos ou sobre outras esferas de governo uma responsabilidade que lhe é exclusiva”, diz a nota.

Um ano antes, a mesma Folha de São Paulo alertava que a prefeitura de São Paulo havia reduzido a ação contra a proliferação de mosquitos na região, o que gerou protestos dos moradores.

Reclamações sobre o “boom” de pernilongos são frequentes em bairros da zona oeste, como Vila Madalena, Pinheiros e Butantã – ao lado do rio Pinheiros, criadouro ideal da praga.

Moradores são unânimes em dizer que, neste ano, a situação está pior. E a culpa não é só do calor recorde. Agentes da prefeitura que realizam vistorias e o controle dos insetos não são vistos com frequência pelas ruas.

Sob condição de anonimato, os funcionários que atuam na região oeste confirmam que as visitas diminuíram.

(grifos nossos)

A situação chegou a tamanho absurdo que até a subprefeitura da Lapa vem sendo vitimada pelo avanço da Dengue. O SPTV fez uma reportagem em vídeo sobre o ocorrido. Os funcionários do órgão não se deixaram filmar, mas confirmam que estão todos trabalhando munidos de “raquetes eletrônicas” para se defenderem dos ataques que sofrem. Já há um caso confirmado e ao menos duas outras suspeitas.

Screen Shot 2014 04 16 at 3.13.23 PM Dengue volta a crescer em São Paulo e gestão Haddad tenta terceirizar a culpa

Osasco, município vizinho à Lapa e que também se encontra sob o comando do PT, é citada no vídeo como tendo uma suspeita de foco de dengue num terreno da prefeitura. Mas, mesmo com os mosquitos atacando os próprios funcionários públicos, em outra fala do secretário, José de Filippi Junior tenta convencer que a doença estaria vindo de Campinas, município que fica a 100km de distância da capital.

Na conta atualizada, os casos de dengue em 2014 já estariam em 1.745 contra 1.229 para o mesmo período um ano antes.

16 de abril de 2014

Censura a Rachel Sheherazade

rachel sheherazade1 Censura a Rachel Sheherazade

Daniel Castro e Paulo Pacheco, do “Notícias da TV”/UOL, informam o seguinte em reportagem de ontem:

“…mas o Notícias da TV apurou que a medida foi tomada sob pressão do governo federal. Há duas semanas, Marcelo Parada* se reuniu em Brasília com o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann. Na ocasião, Traumann manifestou desconforto com os comentários de Sheherazade. O ministro controla as verbas do governo federal, que investe cerca de R$ 150 milhões em publicidade por ano no SBT” (grifos nossos)

Também ontem, Pedro Dória publicou coluna, no jornal O Globo, tratando da tal liberdade de expressão que, para certa esquerda, especialmente aquela governista, não é exatamente um direito absoluto – só vale para quem concorda com seu ideário (e também apoia o governo por eles defendido com unhas e dentes).

Embora a coluna exagere na dose, vale para refletir o quanto – para alguns – a liberdade de expressão está longe de ser um direito universal.

Vale também pelo destaque CORRETO à fala de Rachel que foi tratada como apologética de crime. Ela disse ser “até compreensível”, a atitude dos que amarraram um criminoso no poste, considerando que o país “ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes”.

Para parte da esquerda, especialmente a governista, o “até compreensível” se tornou uma concordância (quando, no máximo, seria uma compreensão DO MOTIVO) e, dali, inexplicavelmente passou a ser APOLOGIA. Sério.

O dado MAIS CURIOSO é que isso é dito por um pessoal que passa a vida dizendo ENTENDER OS MOTIVOS DO CRIMINOSO. Dizem que é por culpa da sociedade, da ostentação (juro), do capitalismo, enfim, nunca é culpa do bandido.

E não veem, no próprio caso, qualquer apologia. Mas apontam como apologética a conduta de Rachel ao dizer ser “compreensível” uma ação que vá no sentido oposto da ideologia dos esquerdistas.

Não, não é apologia. E, se vocês encontram tanta razão e explicação nos mais variados crimes – mesmo estupro e homicídio –, não faz nem sentido reclamar de quem diz talvez entender a motivação dos que REAGEM aos crimes. Simples assim.

Essa esquerda deveria confessar que não está nem aí mesmo para a liberdade de expressão (o que, aliás, é normal em qualquer regime socialista) e pronto. Mais honesto. E sem essa bobagem de falar em “apologia”, né? Digam que não querem que ela fale, pronto. Assumam aí o que representa a ideologia de vocês.

Afinal, vocês chamam de “debate” aquelas reuniões com meia dúzia de gente falando a mesma coisa numa bancada com uma plateia que também concorda com essa coisa aplaudindo a todo tempo (falei sobre isso aqui, o texto é longo mas também divertido).

O principal é: independentemente das ideologias, Rachel Sheherazade não poupava críticas ao governo. Tecia comentários fortes contra os escândalos, dando nomes aos bois e não aliviando de forma alguma. Isso obviamente incomodava governo e militância e causou o “desconforto” que motivou a tal reunião.

Então temos que, sim, HOUVE CENSURA e não houve qualquer tipo de apologia a crime. Como não há quando, como citou Pedro Dória, alguém diz ser favorável à mudança da legislação das drogas (ou qualquer outra) ou quando alguém diz compreender as razões que poderiam levar alguém a cometer algum delito (o que difere muito de CONCORDAR como tal prática e, mais ainda, de qualquer tipo de INCITAÇÃO).

Por outra: se compreender a motivação de quem reage ao crime fosse “apologia”, qual nome teria o ato de quem diz compreender a motivação de quem pratica o crime em si?

Pois é…

* curiosidade: Marcelo Parada, diretor de jornalismo do SBT, fez parte da campanha de Dilma Rousseff em 2010, na coordenação da parte de comunicação.

15 de abril de 2014

Ex-advogado do PT presidirá o Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições

Dias Tofoli e1377294859500 Ex advogado do PT presidirá o Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições

Há algum tempo o PT vem tentando – com sucesso – povoar órgãos superiores com seus aliados. Após fazê-lo no Superior Tribunal Federal, substituindo antigos ministros por outros que votariam a seu favor, o partido terá agora um importante reforço no Tribunal Superior Eleitoral, que será presidido por Dias Toffoli, antigo advogado do partido e atual ministro do STF.

Em função de sua ligação com o PT, naturalmente o ministro teria de enfrentar perguntas questionando a interferência disso em seu mandato. Em entrevista ao repórter do Estadão Roldão Arruda, no entanto, Toffoli não pareceu muito disposto a tolerar discordâncias, agredindo o direito que a imprensa tem de fazer perguntas, mesmo que embaraçosas, a fim de informar a população.

Repórter:
“Ministro, o senhor já foi advogado do PT e agora vai presidir o TSE. Há alguma incompatibilidade?”.

Toffoli:
“Você tem que perguntar isso para o Aécio Neves, o Eduardo Campos e a Marina Silva. Não para mim”.

Repórter:
“Por quê?”

Toffoli:
“Ora, o que está no substrato de sua pergunta é uma indecência. É preconceituosa e desrespeitosa. Você não tem legitimidade para me impugnar, nem a mídia. Vá fazer a pergunta para o Aécio, o Eduardo e a Marina, porque eles têm”.

Além de responder algo sem sentido, e com uma agressividade que só denota medo, o ministro revelou-se uma pessoa instável e parcial, algo pouco compatível com alguém que presidirá um tribunal. Mas essa hostilidade não é algo novo. Em agosto de 2012, Ricardo Noblat afirmou em seu blog que Toffoli o teria ofendido com palavrões em uma festa em Brasília.

Dias Toffoli talvez seja um dos maiores problemas criados pelo PT para o Brasil. Jovem, ainda interferirá nas decisões do STF, se a saúde e a consciência o permitir, por até 24 anos, consiga o partido algum novo êxito nas urnas ou não. Durante o Mensalão, chamou atenção seu despreparo para o cargo quando, por vezes, precisou receber instruções dos demais ministros sobre sua real função no julgamento.

14 de abril de 2014

Para cada 10 assassinatos cometidos no mundo, um deles ocorre no Brasil

Nos últimos anos, o número de homicídios vem caindo nos grandes centros do Brasil. Rio de Janeiro e São Paulo tiveram declínio nessa taxa de 29% e 11% respectivamente. No Norte e Nordeste, no entanto, o problema só aumenta. Segundo relatório da ONU, a Paraíba registrou avanço de 150% no número de assassinatos nos últimos dois anos, enquanto a Bahia contabilizou um acréscimo de 75%. Totalizando, o Brasil registrou, em 2012, 50.108 assassinatos, o que representa 10% dos homicídios de todo o mundo.

homicidios1 Para cada 10 assassinatos cometidos no mundo, um deles ocorre no Brasil

Esses números só servem para reforçar a pesquisa feita pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça AC. De acordo com o estudo, das 16 cidades mais perigosas do mundo, oito são brasileiras. Maceió é a 5ª colocada, com 79,76 homicídios a cada 100 mil habitantes, seguida por Fortaleza (7ª), João Pessoa (9ª), Natal (12ª), Salvador (13ª), Vitória (14ª), São Luís (15ª) e Belém (16ª). Mais oito cidades do país fazem parte da lista completa, que conta com 50 municípios no total.

O relatório da ONU revela que o número de mulheres assassinadas por parceiros e familiares é significante, e tenta explicar a prevalência de violência letal no país.

O abuso de álcool e outras drogas, e a disponibilidade de armas de fogo, são apontadas no estudo como determinantes nos padrões e prevalência da violência letal. O relatório destaca que qualquer política pública na área de prevenção aos homicídios apenas irá funcionar se os governos conseguirem direcionar estas ações para as vítimas e agressores potenciais.

Por mais que a população tenda a de forma justa cobrar mais ênfase na gestão da saúde e educação, é no comando da segurança pública que um governo mostra sua competência. Porque, sempre que ele falha nos dois primeiros, a iniciativa privada, à sua maneira, busca encontrar alternativas. É quando nascem as escolas particulares e/ou religiosas, ONGs, seguros de vida e planos de saúde.

Contudo, quando o governo falha na fiscalização do cumprimento da lei, abre brechas para que parte da população se organize e, tantas vezes, cause problemas ainda maiores, como ocorre com as milícias cariocas ou guerras de gangues urbanas nas capitais nordestinas (muito bem representadas por duelos entre torcidas organizadas de futebol nas periferias).

A tese mais defendida pelo discurso governista é de que a violência brasileira nasce fruto de uma suposta falta de oportunidades promovida pela desigualdade social do país. No entanto, o mesmo discurso governista defende que o PT vem reduzindo este “abismo social”. Se os números entregam que a violência vem crescendo nos últimos anos principalmente onde os petistas dizem ter feito mais aquilo que chamam de “justiça social”, cai por terra a relação “causa x efeito” da “falta de oportunidade x aumento da violência”.

Tornou-se famosa em Nova Iorque a política republicana de “tolerância zero” com o crime. E ideais parecidos se mostraram bem aplicados por aqui em capitais como São Paulo, quando se proibiu o consumo de cigarro em ambientes fechados, o funcionamento de bares abertos após 1h da madrugada ou ainda a publicidade de rua combatida pelo “Cidade Limpa”. Contudo, o que a academia brasileira prega seria uma espécie de “tolerância máxima” com criminosos. É compreensível a preocupação, já que uma ditadura impôs aos brasileiros duas décadas de repressão estatal sem muito direito a defesa. Mas os crescentes números sobre insegurança no país entregam que em algum momento já se extrapolou o limite da tolerância com o erro. Não que a esquerda, quando no poder, se comova com isso. Não faltam notícias de projetos petistas que apontem, por exemplo, para uma menor fiscalização do cidade limpa ou a reserva de vaga em concurso para usuários de drogas ilícitas com direito a deputado petista querendo facilitar ainda mais o benefício:

Noutra emenda, o PT propôs retirar do texto a pré-condição da abstinência. A deputada Erika Kokay (PT-DF) indagou: “A abstinência é a medalha de ouro, mas por que vamos excluir a medalha de prata, ou seja, punindo [com a demissão] uma eventual recaída?”.

(grifos nossos)

Há um grave problema de segurança no país que a esquerda não consegue resolver porque simplesmente a lógica de sua ideologia não se sustenta. Em outubro, na hora do voto, é necessário o eleitor entender que há um culpado. E, por mais que os efeitos atinjam mais a base municipal, eles refletem uma intenção que vem lá de cima, da união. Parafraseando Dilma, é no município que o cidadão brasileiro é assassinado. Mas o município só tem acesso a 14% dos impostos recolhidos, diferentemente dos atuais 63% da presidência.

14 de abril de 2014

Campanha contra Aécio tem origem em computador da Eletrobras

Informação do blog do jornalista Reinaldo Azevedo:

Pronto! A turma já começou. Reportagem da VEJA desta semana informa que já há quadrilhas operando, cuja tarefa é difamar o senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência. Ninguém está surpreso, eu sei. Em 2010, vocês devem se lembrar, quando Fernando Pimentel chefiava a “pré-campanha” de Dilma, petistas foram flagrados associados a uma quadrilha para criar um dossiê falso contra José Serra.

Desta vez, um dos centros irradiadores da falsa informação de que Aécio desviou ora R$ 3,7 bilhões, ora R$ 4,3 bilhões, de verbas destinadas à Saúde é, acreditem, um computador que fica na… Eletrobras.

Não custa repetir — e sempre: eles não aprendem nada nem esquecem nada. Abaixo, veja como funciona o esquema de difamação na rede.

falcatrua na Internet 517x338 Campanha contra Aécio tem origem em computador da Eletrobras

(grifos nossos)

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