Implicante

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5 de agosto de 2014

DESPERDÍCIOS DO PT – Parte I: a Refinaria Abreu e Lima

O Implicante inicia hoje uma série de artigos que visa elencar os 10 maiores desperdícios de dinheiro nas obras faraônicas destes 12 anos de governo petista. Tratam-se de projetos até certo ponto necessários, mas que, sob os cuidados das desastrosas gestões de Dilma e Lula, viram seus orçamentos estourarem em até algumas dezenas de vezes. A começar por um dos projetos da já não tão gigante Petrobras.

infografico DESPERDÍCIOS DO PT   Parte I: a Refinaria Abreu e Lima

REFINARIA ABREU E LIMA

Do que se trata

Oficialmente batizada de “Refinaria do Nordeste (RNEST)”, encontra-se em construção da região metropolitana de Recife, Pernambuco. O objetivo é construir com tecnologia completamente brasileira a refinaria mais moderna do país, sendo capaz de processar 100% de Petroleo pesado produzindo combustível com teor de enxofre abaixo dos padrões internacionais mais rígidos.

Orçamento original

Quando Lula lançou o projeto em seu terceiro ano de mandato (2005), a obra estava orçada em R$ 4 bilhões.

Orçamento atual

Hoje, 9 anos após o lançamento e já próximo de sua entrega (prometida para 2014), o montante investido no projeto já chega a R$ 35,8 bilhões.

Estouro do orçamento

Em dólares, o estouro do projeto já chega a U$ 17,5 bilhões, ou quase 39 bilhões de reais. Contudo, como a cotação do dólar variou bastante no período, o Implicante considerará “apenas” o desperdício em reais, que soma R$ 31,8 bilhões. Com este montante, seria possível o país produzir:

Defesa do Governo

A Petrobras justifica a elevação dos custos ao aumento da infra-estrutura planejada e inicialmente aprovada, à alta dos preços dos serviços contratados com o aquecimento da indústria do Petróleo e à variação da taxa cambial durante o desenvolvimento da obra. Quantos aos dois primeiros itens, um projeto melhor elaborado conseguiria evitar tantas correções de rota. Já a variação cambial, por mais imprevisível que seja, soa incoerente ter tanto peso no desenvolvimento de um projeto que se orgulha de usar tecnologia exclusivamente nacional. Ou seja: paga em reais.

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4 de agosto de 2014

O estrago que o governo Dilma vem fazendo na economia

dilma mantega20111215 size 598 O estrago que o governo Dilma vem fazendo na economia

No primeiro semestre de 2014, o governo brasileiro registrou o pior superavit desde o ano 2000. As receitas federais tiveram saldo de somente R$ 17,2 bilhões descontadas as despesas com pessoal, custeio, programas sociais e investimentos, contra R$ 15,4 bilhões de 14 anos atrás.

Em junho, o governo federal teve deficit de R$ 1,9 bilhão, o pior resultado para junho de que se tem registro. O governo federal atribui o fraco resultado à atividade econômica e aos feriados do mês, em função da Copa do Mundo.

“O resultado fiscal foi menos dinâmico. Ele é decorrente de uma receita menos forte, que tem a ver também com atividade econômica do semestre e com a temperatura da economia menor, isso significa menos inflação”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

Para piorar, a arrecadação de receitas tem crescido em ritmo lento – 7,2% de janeiro a junho –, enquanto os gastos, em ano eleitoral, aumentaram mais rapidamente – 10,6% no mesmo período.

A administração petista tem afirmado que vai cumprir a meta fiscal do ano. Para tanto, vai lançar mão de expedientes contábeis, como uso de dividendos extraídos das empresas estatais e das receitas do Refis.

Em função desse cenário econômico incerto, o banco Deutsche Bank, a exemplo do que fez o Santanderrecomendou que seus clientes reduzam sua exposição aos títulos da dívida soberana brasileira em razão, entre outras coisas, da possibilidade de reeleição de Dilma Rousseff.

O estrategista para mercados emergentes do Deutsche Bank, Hongtao Jiang, rebaixou o peso dos títulos soberanos do Brasil em dólar de “neutro” para “underweight” (abaixo da média dos títulos que compõem a carteira sugerida para mercados emergentes), o que levaria os investidores a reduzir as suas aplicações nos papéis brasileiros em favor de outros países emergentes.

Apesar de todas as evidências, a presidente insiste em afirmar que a economia é vítima de pessimismo e que o “tarifaço” – aumento dos preços de combustíveis e luz após uma possível reeleição – é somente “a determinação em criar expectativas negativas no momento pré-eleitoral” a fim de assustar a população e as empresas. Mas, muito diferente de pessimismo, trata-se da constatação de que o país precisa urgentemente ajustar as tarifas que o governo insiste em segurar por medo de perder votos nas urnas em outubro. Do contrário, seguirá deteriorando ainda mais a economia e alguns de seus motores, como a Petrobras e a Eletrobras.

4 de agosto de 2014

Em vez de Copa do Mundo ajudar no crescimento da indústria, colaborou para a queda

dilmacopa Em vez de Copa do Mundo ajudar no crescimento da indústria, colaborou para a queda

Já há um certo tempo, a indústria brasileira vem vivendo um mau momento. Em nove meses, de outubro de 2013 a junho deste ano, ela acumulou uma perda 6,5% na produção. Apesar de apresentar algumas altas dentro desse período, os últimos quatro meses foram de quedas seguidas.

A atividade registrou ainda forte desaceleração na passagem entre o primeiro e o segundo trimestre, com queda de 2%. Em junho, a queda foi de 1,4% em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal.

— O setor industrial vem mostrando menor dinamismo, não só nos últimos quatro meses, mas desde outubro — explica o gerente de Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo.

Segundo afirmação do ministro da Fazenda Guido Mantega em maio, logo antes do início da Copa do Mundo, a realização da competição ajudaria a beneficiar os setores de comércio e serviços, levando ao crescimento do PIB no 2º trimestre. No entanto, o evento acabou aumentando as dificuldades do setor em função do menor número de dias úteis e da redução de horas trabalhadas.

— São quatro meses de resultado negativo, mas é claro que a magnitude da queda (-1,4%) tem relação com a Copa do Mundo, mas há influência de todos aqueles fatores que vem pontuando a indústria como baixo nível de confiança do empresariado, nível de estoques acima do usual, evolução menor da demanda doméstica, cenário adverso no exterior, entrada de produtos importados e maior restrição na concessão de crédito — afirma Macedo.

A Copa do Mundo, embora seja vendida como um sucesso, acabou deixando um legado menor e mais caro do que o prometido. Dos 83 projetos de mobilidade urbana, estádios, aeroportos e portos a um custo de R$ 23,5 bilhões, foram mantidas 71 obras – com grande parte não sendo entregue a tempo –, e a um preço bem mais alto.

Segundo levantamento feito pela rede de repórteres do Estado nas 12 cidades-sede, as obras entregues para a Copa e as inacabadas somam R$ 29,2 bilhões – mesmo tendo sido substituídos em várias cidades projetos mais ambiciosos, como trens e monotrilhos, por modestos corredores de ônibus. Ou seja, o País gastou mais para fazer menos e com menor qualidade.

Resta agora aguardar o resultado do PIB no segundo trimestre para confirmar se a previsão de Mantega estava parcial ou completamente equivocada. Mas, dadas as constantes reduções de estimativa para seu crescimento em 2014, tudo indica que vem por aí mais um número que não agradará nem um pouco o governo.

3 de agosto de 2014

Não vote branco ou nulo: vote no Eymael!

Ey Ey Eymael Não vote branco ou nulo: vote no Eymael!

1 democrata cristão

Na última pesquisa IBOPE, o número de votos brancos/nulos foi de 16%. Não é pouca coisa. Segundo Marcia Cavallari, diretora do instituto, esse percentual é majoritariamente de pessoas com perfil oposicionista; ou seja, gente que NÃO QUER a reeleição da Dilma.

Pois é bom que saibam: voto branco/nulo serve única e exclusivamente para ajudar quem está liderando as pesquisas. Isso porque tal voto fica fora da somatória dos “válidos”, cujo universo (obviamente) é menor a cada “branco” ou “nulo”. Desse modo, Dilma precisaria de MENOS VOTOS para manter-se em posição percentualmente superior.

Portanto, se você pretende votar em branco ou nulo porque está de saco cheio do que está aí (ou ao menos NÃO GOSTARIA DE AJUDAR Dilma Rousseff e o PT), não anule o voto e nem vote em branco. Vote em alguém, seja quem for. Mas você também não quer ajudar ninguém “com chance”, não é? Então lanço a campanha…

VOTE NO EYMAEL!

Mantidos os números atuais, sr. José Maria Eymael, portador do melhor jingle da história política mundial, não teria condições de eleger-se. Para efeito de protesto, portanto, daria no mesmo. E, melhor ainda, seu voto não ajudará ninguém a ganhar a eleição.

Apenas TAMBÉM NÃO AJUDARÁ A DILMA (já que votando branco/nulo, pela matemática eleitoral, você colaboraria com ela).

E não acho que estejam errados os que pretendem votar branco/nulo. É evidentemente um direito. Mas é bom que todos saibam dessa “armadilha” matemática, tanto mais quando se trata de um grupo em sua maioria CONTRÁRIO à situação atual.

Em suma: votar branco/nulo ajudará a Dilma; se não é essa sua intenção, já sabe: EYMAEL NA CABEÇA!

[youtube]http://youtu.be/W-gwvKAI8qY[/youtube]

Em tempo: não, o voto nulo NÃO ANULA A ELEIÇÃO. Essa lorota ressurge toda hora. Vejam aqui a explicação definitiva sobre essa falácia.

2 de agosto de 2014

Fundo Soberano do Brasil é um desastre

Texto da Exame:

FSB Fundo Soberano do Brasil é um desastre

 “Se colocarem o governo para administrar o deserto do Saara”, disse certa vez o economista Milton Friedman, “vai faltar areia em cinco anos.” O Prêmio Nobel Friedman, como se sabe, era um notório crítico das intervenções estatais na economia de mercado. Mas pensava nos burocratas americanos quando disse o que disse.

Imagine o que aconteceria se o governo brasileiro recebesse a missão de administrar o Saara. Logo no início, o preço do transporte por camelo seria congelado para segurar a inflação. O imposto provisório sobre o movimento de dunas (IPMD) ajudaria a cobrir o buraco orçamentário.

Atendendo a uma demanda da bancada do oásis do PMDB, uma norma do Ministério das Areias obrigaria beduínos e tuaregues a adotar rotas diferentes das estabelecidas por seus ancestrais. O resultado, além da falta de areia, seria uma confusão completa.

Pode parecer uma parábola exagerada, mas uma história real (e recente) ajuda, de forma didática, a entender o que acontece quando o governo brasileiro se mete a fazer o que não sabe. Nesse caso, gerir umfundo de investimento — o Fundo Soberano do Brasil.

Em dezembro de 2008, o mundo vivia os efeitos do pânico causado pela quebra do banco americano Lehman Brothers. Em meio ao pacote de medidas destinadas a proteger o Brasil da crise estava a criação de um fundo soberano — nome dado aos fundos de investimento controlados por países e que aplicam, basicamente, no exterior.

Ao anunciar o novo fundo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que aquele era um passo para financiar empresas brasileiras que investissem fora do país. No futuro, esse fundo seria engordado com parte dos royalties pagos à União pela exploração das reservas do petróleo do pré-sal, como fazem Arábia Saudita, Emirados Árabes, Noruega e outros produtores. A expectativa era grande.

O fundo começou com 14 bilhões de reais, e sua administração foi delegada à Secretaria do Tesouro Nacional, comandada por Arno Augustin. Começava, ali, uma das lambanças financeiras mais impressionantes da história recente do país.

No primeiro ano, os gestores do fundo não fizeram nada do que haviam prometido. O dinheiro ficou, basicamente, parado em títulos públicos brasileiros. Mas em 2010 a criatividade tomou conta do governo federal, que precisava de uma força para financiar a gigantesca capitalização da Petrobras — feita para levantar recursos para a exploração do pré-sal.

A equipe de Arno Augustin comprou nada menos que 12 bilhões de reais em ações da Petrobras. Pagou 29,65 reais pelas ações ordinárias e 26,30 reais pelas preferenciais e passou a ter 3,9% do capital da companhia. Além de não ter absolutamente nada a ver com os objetivos do fundo, esse investimento foi desastroso.

As ações da Petrobras perderam cerca de 40% de seu valor nos dois anos seguintes. Mas foi aí que surgiu o inexplicável. Arno e seus magos das finanças inverteram a lógica mais básica que rege investimentos e decidiram vender tudo.

Compraram na alta e venderam na baixa — e jogaram na lata do lixo 4,4 bilhões de reais. Até o fechamento desta edição, ninguém havia sido responsabilizado por isso.

1 de agosto de 2014

Sabe aquele mapa em que Israel teria “tomado” e “invadido” território palestino? Ele é falso.

(INFO INICIAL: antes de tirar qualquer conclusão sobre este artigo, corra a página até o tópico “ENFIM”. Obg.)

Observem o mapa a seguir:

palestina desonestidade int Sabe aquele mapa em que Israel teria “tomado” e “invadido” território palestino? Ele é falso.

Seguramente, você já o viu, talvez com variação de cores ou algo do tipo. Pois bem: esse mapa é falso. Sim, completamente falso. E a forma como os “domínios” aparecem dá a entender o exato OPOSTO do que de fato hojve.

Vejamos:

1920 a 1947:
Há apenas a inscrição “mandato britânico”, nada além. Isso não é apenas uma safadeza conceitual, mas sobretudo histórica.

O tal “mandato britânico”, como vocês devem presumir, é a SOBERANIA DO IMPÉRIO BRITÂNICO sobre tal território. E tal soberania foi conquistada após vencer o Império Otomano (não, não era árabe) na Primeira Guerra Mundial – os Otomanos combateram ao lado do Império Germânico e do Império Austro-Húngaro.

Os árabes-palestinos que lá viviam durante o domínio do Império Otomano não tinham qualquer autonomia política e também já havia judeus por ali, bem como muitos outros mudando para lá havia décadas (sem invasões ou expulsões, mas sim comprando terras e se estabelecendo dentro da perfeita normalidade pacífica).

“Ah, mas então o Império Otomano invadiu a soberania dos árabes-palestinos!” – grita alguém. Não, não invadiu. Ele venceu o Império Romano do Oriente, que já foi parte de todo o Império Romano, que por sua vez tomou o território palestino justamente dos hebreus.

Os árabes-palestinos, portanto, nunca tiveram nem mesmo cinco minutos de soberania sobre a totalidade da área do mapa. É mentira. Pura e simples lorota ideológica por meio de revisionismo barato.

Fonte

Otomanos perderam a guerra, o império ruiu, perderam o território e quem passou a ser dono da região foi o Império Britânico. Isso até…

1947 a 1948:
Aqui a coisa começa a ganhar status de arte na falta de vergonha na cara. O território foi dividido, de fato, como consta do mapa. É isso mesmo. Mas o que houve nesse meio tempo que depois mudou toda a cara da região?

Simplesmente os árabes PARTIRAM PARA A GUERRA.

Exatamente: foram pra cima de Israel imediatamente após a fundação do referido estado. A Liga Árabe (formada por Egito, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano) iniciou a guerra, tentando invadir.

Perderam e, claro, TAMBÉM PERDERAM TERRITÓRIOS ESTRATÉGICOS. Não se trata, portanto, de uma INVASÃO ou de EXPULSÃO, mas sim de uma guerra – PROVOCADA PELA LIGA ÁRABE – que deu ruim (bem ruim) para a turma provocadora.

Fonte

Por isso temos o cenário de…

(pausa no relato: outro detalhe que passa batido no mapa é o fato de que o Egito – e não os árabes-palestinos – OCUPOU E CONTROLOU A FAIXA DE GAZA de 1948 a 1956 e depois de 1957 a 1967. Exatamente onde hoje acontece tudo que está havendo. Pra quem não foi avisado disso pelo professor de história ou pelo amiguinho que debate o tema sob viés ideológico, tá aqui).

1948 a 1967:
O que então aconteceu nesse fatídico ano de 67? Pois bem: a mesma Liga Árabe, auxiliada por Argélia, Kuwait, Líbia, Marrocos, Paquistão, Arábia Saudita, Sudão, Tunísia e OLP (hoje conhecida como Fatah, do Yasser Arafat), tentou mais uma vez guerrear contra Israel e, sim, eles perderam de novo e, claro, territórios estratégicos passam a ser controlados por quem venceu a guerra (especialmente quando quem iniciou o conflito foi o lado depois perdedor).

Fonte

Daí chegamos ao período de…

1967 a 1988:
O processo de formação de ume Estado Palestino não foi exatamente simples (em que pese a obviedade aparente – para quem pensa apenas no conflito com Israel –, há também o fato de que ATÉ O PRESENTE DIA DE HOJE DO ATUALMENTE DE AGORA eles não têm uma unidade de liderança. Mas ainda assim, em 1988, foi afinal declarado o Estado Palestino (sim, até então ele não existia). Veja aqui.

E isso nos remete ao hiato…

1988 a 2000:
Período entre a fundação do Estado da Palestina e o Acordo de Camp David, aquele intermediado por Bill Clinton, que garantiu Nobel da Paz para todo mundo etc.

Daí o mapa muda para ATUAL. Sim, eles “pulam” 14 anos, mas isso é de somenos importância diante das diversas mutretas e omissões já explicadas. E não há uma mísera menção ao fato de quem ou o quê é o Hamas – grupo terrorista que bombardeia Israel a partir de escolas, hospitais e até instalações da ONU (vejam aqui e aqui – e são links da própria ONU, antes que alguém reclame)

ENFIM
É obviamente falsa a narrativa – escorada num mapa fajuto – segundo a qual Israel teria “invadido” territórios palestinos. Vejam quem começou as guerras desde a fundação de Israel e consulte os fatos concretos (para não dizer que mandei links de jornais pró-Israel ou colunistas suspeitos, pus tudo da boa e velha wikipedia).

Reconhecer isso não é dar razão a este ou aquele ato de guerra (seja de que lado for). É apenas tratar a história com honestidade. Sei que para alguns não é fácil, mas vale fazer um esforço.

E para entender o conflito ATUAL, que se dá entre Israel e Hamas, recomendo o relato do Guga Chacra, que é bem honesto e – de fato – longe de extremismos.

Se algum amiguinho aparecer com o Mapa Mandrake, mande este texto e peça que ele o rebata com fatos. Mas aguarde na posição horizontal, acompanhado de algum livro ou atividade para passar o tempo.

31 de julho de 2014

Korruptus: jogo para celular retrata a realidade política brasileira

korruptus Korruptus: jogo para celular retrata a realidade política brasileira

quem é essa?

Deu no Game Hall, do UOL:

“Conheça “Korruptus“, jogo para dispositivos móveis Android, IOS e Windows Phone, que tem como temática satirizar a situação política/econômica/social em que se encontra o Brasil. Jogadores se identificarão com cada situação e personagens apresentados, que são uma paródia de políticos brasileiros envolvidos em escândalos e polêmicas (não por acaso, os piratas são liderados por uma Capitã que é a cara da Dilma). Do lado dos heróis temos jornalistas, comediantes, juízes e até participação do povo brasileiro como o “Aposentado” e a “Doméstica“. O jogo acontece no Brasil, aonde piratas Korruptus (Capitã, Homem Lula, Mau-Luf, etc) enganam e oprimem o povo, pilhando nossos recursos. Heróis surgem (Sherazade, LC Prates, Black Bloc, etc) e motivam o povo a acordar e tomar sua nação de volta. Sua missão: não permitir que os últimos recursos sejam tirados da Saúde e Educação e levados para o Caribe (Cuba).”

Por equanto, disponível apenas no Google Drive/Android (baixe aqui), mas com perspectiva de lançamento para iOS/iPhone e Windows Phone.

Vejam a história do jogo:

[youtube]http://youtu.be/KhIEFPHyJWc[/youtube]

E o trailer:

[youtube]http://youtu.be/nERk-8Dxjl4[/youtube]

31 de julho de 2014

Em artigo assinado na Folha, Aécio mais uma vez esclarece o caso do aeroporto de Cláudio

aecio neves 507x338 Em artigo assinado na Folha, Aécio mais uma vez esclarece o caso do aeroporto de Cláudio

Recentemente, Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência, foi acusado de beneficiar familiares ao construir um aeroporto nas terras de um tio-avô na cidade de Cláudio, em Minas Gerais, quando ainda era governador do Estado. Embora o caso já tenha sido elucidado e não haja qualquer irregularidade na obra, o senador resolveu escrever um esclarecimento a fim de sanar os questionamentos éticos a respeito do ocorrido.

Aécio relembra que a desapropriação da terra ocorreu antes da licitação das obras, como ordena a lei, e que o dinheiro da indenização ainda está bloqueado porque o antigo proprietário exige receber mais do que o Estado ofereceu.

A área foi desapropriada antes da licitação das obras, como manda a lei. O governo federal reconheceu isso, ao transferir a jurisdição do aeroporto ao governo de Minas Gerais, o que só é possível quando a posse da terra é comprovada. Depois, levantaram-se dúvidas sobre o valor da indenização proposta pelo Estado. O governo ofereceu R$ 1 milhão. O antigo proprietário queria R$ 9 milhões e briga até hoje na Justiça contra o governo de Minas.

O senador diz ainda que, durante seu governo, deixou de asfaltar uma estrada no município de Montezuma porque seu pai possuía há décadas uma fazenda na região, o que poderia ser usado contra ele como está acontecendo com o aeroporto de Cláudio.

Avaliei que isso poderia ser explorado. Foi a decisão correta. De fato, na semana passada, fui acusado de construir um aeroporto em Montezuma. A pista, municipal, existe desde a década de 1980 e recebeu em nosso governo obras de melhoria de R$ 300 mil, inseridas em um contexto de ações para a região.

Em seguida, o candidato afirma que já usou a pista de Cláudio em diversas ocasiões, inclusive quando ela ainda era de terra, e diz que seu único erro foi não se informar sobre o processo de homologação, já que todos os outros aspectos da obra aconteceram rigorosamente dentro da lei.

Refletindo sobre acertos e erros, reconheço que não ter buscado a informação sobre o estágio do processo de homologação do aeródromo foi um equívoco. Mas reitero que a obra foi não apenas legal, mas transparente, ética e extremamente importante para o desenvolvimento do município e da região.

Enquanto isso, o discurso governista segue tentando tirar proveito do caso, usando para tanto toda sorte de colunistas pró governo em atividade. A intenção é, mesmo que na defesa de uma administração que muito pouco tem a oferecer eticamente aos seus eleitores, esticar ao máximo uma pauta que fora esclarecida desde as primeiras horas que ganhou a capa da Folha de São Paulo.

30 de julho de 2014

É a economia, petistas!

mantega dilma lula É a economia, petistas!

Nesse início de campanha, há um interesse governista em pautar as eleições para presidente focando a ética, ou a falta dela. Soa estranho a afirmação quando menos de um ano antes parte dos líderes do próprio partido no poder foi levada à cadeia por desvios de conduta. Mas as eleições de 2006 também ocorreram em clima semelhante, quando Lula partiu do estouro do Mensalão para a reeleição em menos de 10 meses.

Por receio do que poderia ocorrer, aquela foi a primeira e última vez que o PT não quis falar em honestidade numa campanha, mesmo que mudando o ponto de vista nas seguintes. Porque foi exatamente neste ponto que a oposição mais atacou e se deu mal. E confirmou juntamente com os petistas algo que vem sendo regra desde então: porque o brasileiro não confia na classe política independentemente do partido, norteia suas decisões não na conduta limpa, mas na competência de quem se propõe a representá-lo.

Desde então, o PT tenta se aproveitar dessa carta: a oposição não seria uma opção eticamente melhor, portanto, não valeria a pena tirar qualquer petista do poder. Mas a pauta dessa eleição não é a ética, nem a oposição parece disposta a apostar muito nela. É, na verdade, aquela que, queiram os candidatos ou não, pesa mais em qualquer pleito: a economia.

Na história recente do país, sempre que um governo apresentou um bom crescimento econômico, fez seu sucessor. Isso se deu quando Itamar entregou o comando a FHC, quando FHC e Lula conseguiram se reeleger, e quando Lula passou o bastão para Dilma. No entanto, quando o mesmo crescimento econômico deu mostras de cansaço, o então presidente teve que apertar a mão de um opositor. É o exemplo de Sarney passando a faixa para Collor, e de FHC entregando o mandato a Lula.

Dilma se aproxima do encerramento de seu quarto ano com o pior desempenho econômico de um presidente desde Collor, ou o segundo pior crescimento do PIB na história. Quando considera-se que a principal justificativa para a sua eleição era ser ela a pessoa mais preparada para manter o bom momento atingido no segundo mandato de Lula, seu trabalho soa ainda mais frustrante.

Contudo, o problema não se encontra nos mandos e desmandos da atual presidente, mas na lógica torta que herdou do anterior, seu fiador. Quando a crise de 2008 atingiu o mundo e Lula veio a público dizer que faria do “tsunami” uma “marolinha”, defendia ele o estímulo cada vez maior ao consumo como método para se evitar estragos. Seus principais críticos nem negavam que a curto prazo aquilo funcionaria, mas que já a médio causaria sim algum transtorno.

A regra mais básica de economia diz que, ao se elevar a demanda frente à oferta, os valores sobem. Basta ajustar os termos para entendemos que estimular o consumo frente à produção geraria inflação. Mais do que isso, pode-se entender que congelar preços para evitar inflação ocasionaria escassez de produtos e deterioração de serviços.

Nos últimos seis anos, o governo federal segue estimulando o consumo como única cura para todo o mal. Na medida mais famosa, segura até hoje o que o comércio chama de “redução do IPI”, um tributo que afeta principalmente os preços dos automóveis e eletrodomésticos da chamada “linha branca”: fogão, geladeira e máquina de lavar.

Geladeira é o eletrodoméstico que mais consome energia nas residências. Máquina de lavar, o que mais consome água. Carro, combustível. Coincidência ou não, ao final do seu quarto ano, Dilma entrega o país com escassez de água em algumas regiões, sistema energético sobrecarregado (acionando termelétricas para dar conta da demanda) e estatais (Petrobras e Eletrobras) cada vez mais deterioradas graças à política de congelamento de preços. Como se não bastasse, os principais centros batem a cada ano seus próprios recordes de congestionamento no trânsito, além de o comércio seguir em marcha lenta com a população até hoje buscando quitar dívidas adquiridas no período, o que enfraquece a indústria e gera o desemprego que o governo busca mascarar manipulando o método de pesquisa do IBGE.

É coincidência demais para não ter qualquer relação com a postura de quem anda conduzindo inconsequentemente a economia do país nos últimos anos.

Contudo, caso os governistas queiram desviar o assunto principal mais uma vez, talvez a oposição tenha ainda algumas outras pautas para discutir. A começar pela segurança e seus 50 mil assassinatos por ano. Ou os insignificantes avanços na saúde pública. Ou o recuo do país no ranking de IDH. Ou até mesmo a insistência na corrupção. Como diz o ditado, só é aconselhável atirar a primeira pedra quando não se tem teto de vidro.

30 de julho de 2014

O costume petista de perseguir e censurar os mensageiros das notícias ruins

luladilma 570x338 O costume petista de perseguir e censurar os mensageiros das notícias ruins

Há alguns dias, o banco Santander enviou a seus clientes de alta renda uma mensagem na qual sugeria que, caso Dilma Rousseff fosse reeleita, a economia brasileira pioraria, com alta de juros, câmbio desvalorizado e queda da bolsa.

“Difícil saber até quando vai durar esse cenário e qual será o desdobramento final de uma queda ainda maior de Dilma Rousseff nas pesquisas. Se a presidente se estabilizar ou voltar a a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir”, diz o texto sob o título “Você e seu dinheiro”. “O câmbio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam alta e o índice da Bovespa cairia, revertendo parte das altas recentes. Esse último cenário estaria mais de acordo com a deterioração de nossos fundamentos macroeconômicos”, acrescenta a análise.

Após o ocorrido, a presidente classificou o episódio como inadmissível e lamentável, ignorando o fato de que a economia de fato melhora com a sua possível queda. No entanto, funcionários do banco acabaram demitidos por falar a verdade, o que apenas evidencia a tendência petista de culpar o mensageiro que traz as más notícias.

Mas este não foi o únco caso recente. A Empiricus Research, empresa de análise de ações. teve peças publicitárias retiradas do ar pelo Google por determinação judicial. Elas, segundo o PT, faziam “terrorismo econômico”. A empresa, no entanto, recusou-se a pedir desculpas.

A Empiricus diz que fez o mesmo que o Santander, que também foi acusado de fazer campanha a favor dos candidatos de oposição em relatório enviado aos clientes do varejo de alta renda, com renda acima de R$ 10 mil, ao afirmar que os mercados financeiros reagiriam mal á reeleição da presidente Dilma. “A diferença é de que nós não pediremos desculpas por falar a verdade e aconselhar, sem qualquer parcialidade, apoiados apenas em fatos, nossos clientes e leitores”, diz o relatório. Para a consultoria, a coligação tenta censurar a Empiricus.

No início do ano, a maneira petista de lidar com os problemas respingou até mesmo no FED, o banco central dos Estados Unidos. Mesmo com todas as evidências, a senadora Gleisi Hoffmann apresentou no Plenário do Senado voto de censura a uma avaliação do banco que classificou a economia brasileira como a segunda mais vulnerável entre os 15 países emergentes presentes em uma lista.

Gleisi Hoffmann acusou o FED de ter extrapolado “seu mandato”, argumentando que “o banco central de um país não pode fazer, oficialmente, avaliação da situação econômica de outro”. Segundo a parlamentar, foi uma ação tendente a interferir nos mercados, “uma vez que os investidores, com base nas conclusões do FED, poderão alterar suas decisões de futuros investimentos”.

A própria Gleisi também já foi a causadora de problemas no IBGE. Após o órgão alterar a forma de levantar a taxa de desemprego, com a divulgação da PNAD Contínua, que é mais ampla, os índices apresentaram alta, o que não deixou a então ministra satisfeita. Desta forma, Gleisi pressionou para que a divulgação da pesquisa fosse interrompida, fato que não foi bem recebido no Instituto.

Após a decisão do IBGE de interromper as divulgações trimestrais da Pnad Contínua, a diretora de Pesquisas do instituto, Marcia Quinstlr, pediu exoneração do cargo, o mais importante da diretoria do IBGE.

A coordenadora da Escola Nacional de Estatísticas e integrante do conselho diretor do IBGE, Denise Britz do Nascimento Silva, também discordou da decisão do colegiado e pediu exoneração.

Contudo, a prática petista de perseguir os profissionais que trazem ao mundo informações que desagradam o partido vem desde o mandato de Lula, quando ficou notório o caso de Larry Rohter, correspondente do New York Times que foi expulso do Brasil após afirmar que o então presidente teria problemas com álcool.

O perigo de tantas atitudes aparentemente inofensivas aos brasileiros mora no fato de o PT pretender num segundo mandato de Dilma finalmente desengavetar o que chama de “Controle Social da Mídia”.

Em recente reunião no Palácio da Alvorada, Dilma deixou claro a petistas não ter a intenção de regular conteúdo, mas sinalizou que topava tratar da parte econômica: “Não há quem me faça aceitar discutir controle de conteúdo. Já a regulação econômica não só é possível discutir como desejável”, disse.

Se por ingenuidade ou esperteza, só a presidente poderá esclarecer. Mas “regulação econômica” de veículos de mídia é, sim, mesmo que indiretamente, uma regulação de seu conteúdo. Basta que as manchetes soem desagradáveis a quem se encontra no poder e o governo poderá pressionar seus autores da mesma forma que agiu com o Santander. O melhor exemplo talvez se encontre nas atitudes do governo venezuelano, parceiro do brasileiro no Mercosul, que não se furtou de cortar o fornecimento de papel a publicações que criticavam a administração do país. Fato é que poucas coisas soam tão obscuras quanto um possível segundo mandato de Dilma. Ela já andou dizendo que que não repetirá os erros de seus primeiros anos na presidência. Falta ficar mais claro, no entanto, se o que ela considera “erro” está em sintonia com o que o eleitor também considera.

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