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Para Ministros do TSE e advogados ligados ao PT, Dilma salvou a pele de Temer em entrevista

O chamado tiro no pé.

Foto: Evaristo Sa / Getty Images

A entrevista de Dilma Rousseff à Folha de São Paulo, publicada ontem, entrou para o folclore da política (algo não exatamente inédito para a ex-presidente) por conta da “ida ao banheiro”. E também levantou situação complicada ao trazer aparente contradição: um ano atrás, ela dizia que mal se encontrou com Marcelo Odebreht; agora, mostra até mesmo conhece seu “jeito”.

Para além disso, e piorando ainda mais a coisa, temos a notícia de que ministros do TSE e advogados ligados ao PT consideraram a entrevista um “desastre”. É o que informa Vera Magalhães em sua coluna no Estadão – que vez por outra citamos, e mais uma vez recomendamos.

Mas por que seria desastrosa? Porque, pelas tantas, ela diz o seguinte:

“E como o Temer não tem nada a ver com isso? Na campanha, ele arrecadou R$ 20 milhões de um total de R$ 350 milhões. Nós pagamos integralmente todas as despesas dele. Jatinhos, salários de assessores, advogados, hotéis, material gráfico, inserções na TV. Separar essa conta só tem uma explicação: dar tempo para ele entregar o resto do serviço que ficou de entregar: reforma da Previdência e desregulamentação econômica brutal” (grifamos)

A ideia provavelmente seria colocar todos no mesmo “balaio”, para complicar a vida de Temer. Na prática, todavia, Dilma livrou a cara do Presidente da República, pois jogou integralmente a responsabilidade objetiva no comitê central de seu próprio partido, justamente CORROBORANDO a tese da defesa de Michel Temer.

Pois é. Um desastre. Para ela.

Fonte: Estadao - coluna de Vera Magalhães

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