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Por enquanto, Ciro Gomes tem sido o maior cabo eleitoral de João Doria para 2018

Ninguém fez e faz tanto pela candidatura do Prefeito de São Paulo.

Foto: SECOM / PMSP

Diante das atuais circunstâncias, há uma chance grande de que Ciro Gomes (PDT) seja o candidato preferencial da esquerda à Presidência da República em 2018, talvez atraindo até o apoio do PT, a depender do que ocorra e de como se desenrolem alguns processos.

Mas suas ações recentes mostram que a estratégia adotada é pra lá de atípica, talvez muito contraproducente e que, numa estimativa razoável, boa para o adversário. Especificamente, boa para João Doria.

Vejamos os seguintes pontos:

1 – Ciro ataca Doria, algo que na política é muito manjado: polarização, estabelecendo-se como o oposto, o contrário etc.;

2 – Ciro também resolve atacar Sergio Moro, dizendo que receberia sua turma “na bala”, caso recebesse uma ordem de prisão que não considerasse justa;

Com isso, e por lógica, não apenas ele se coloca como oposto a Doria como também ao juiz da Lava Jato, inevitavelmente dizendo com todas as letras e linhas que seu adversário e Sergio Moro estariam do mesmo lado.

Mais ainda: por mais que uns e outros sugiram o prefeito de São Paulo para a Presidência em 2018, não se trata de uma unanimidade ou algo assim, mas a toada de Ciro faz com que o nome de Doria se evidencie ainda mais, tendo com resultado prático o aumento de seu cacife.

Se foi por estratégia, é algo que escapa da lógica mais simples e talvez seja de uma genialidade ímpar. Se foi sem querer, então aí é melhor mudar o rumo da coisa, se não o resultado adverso será inevitável.

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