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Rapper MV Bill confirma: periferias do país querem estado eficiente e não assistencialismo

Ele reitera os dados da recente pesquisa realizada por fundação petista.

Falamos aqui da nada surpreendente pesquisa realizada pela fundação Perseu Abramo, do PT. Segundo os dados apurados, os moradores da periferia de São Paulo basicamente são de direita. Conservadores, religiosos, defensores da família e da meritocracia. Nada de novo, convenhamos, mas faltava dado para isso.

De todo modo, o alarme soou e a esquerda começou a se mover: foi marcado até mesmo encontro entre fundações petistas e tucanas.

Agora, entrevistado pela Época, o rapper MV Bill confirma tais números. E ele o faz embasado em pesquisa própria, realizada pelo Data Favela em parceria com a Cufa (Central Única das Favelas).

Trechos:

“É com a eficiência que o Estado pode promover. Isso independe se é um Estado grande ou um Estado pequeno. Nas pesquisas feitas pelo Data Favela, em parceria com a Cufa, percebemos isso. As pessoas querem um Estado que funcione. Que traga de volta, em políticas públicas, aquilo que é cobrado de forma brutal, em forma de impostos”

“As políticas públicas, se forem apresentadas com caráter assistencialista, têm uma tendência a rejeição. Os números mostram que, com políticas públicas, como as cotas, famílias de renda historicamente baixa aumentam suas rendas de forma substancial. Mas as cotas não precisam ser perpétuas.”

“O crescimento das igrejas evangélicas é, na minha opinião, visto de uma maneira muito simplificada. Elas falam da prosperidade e das possibilidades, no terreno do discurso. Na prática, existe quase um networking, uma forma de trabalhar quase corporativista. O lojista evangélico sabe que seus irmãos de fé, moradores daquela favela, vão comprar no seu estabelecimento. E ele vai comprar material de quem também é evangélico. Na questão da tolerância, o evangélico atenderia sem nenhum tipo de preconceito pessoas de outra religião, de outra etnia, de opção sexual diferente…”

Pois é. Enquanto isso, políticos adotam teses esquerdistas sob o pretexto de que agradariam os mais pobres. Talvez agora isso comece a mudar.

Fonte: Época

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