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Se Dilma mal o encontrava, como agora afirma conhecer até o “jeito do Marcelo” Odebrecht?

Contradição?

Foto: Gabriel de Paiva / Agencia O Globo

Comentamos ontem a entrevista de Dilma Rousseff à Folha de São Paulo, na qual, entre outras coisas, afirmou não ter entendido bem uma conversa com Marcelo Odebrecht pelo fato de que precisava ir ao banheiro. Pois é.

Em dado momento, porém, deixou escapar o seguinte:

“Ele começou a falar comigo, do jeito Marcelo, tudo meio embrulhado. E eu numa pressa louca, olhando pra ele. Não entendi patavina do que ele falava” (grifamos)

Um comentarista de nossa página percebeu a contradição, considerando entrevista também para a Folha de São Paulo, mas em 2016, na qual Dilma disse o seguinte:

A senhora já teve quantos encontros com Odebrecht?
Muito poucos. Eu não recebi nunca o Marcelo no [Palácio da] Alvorada. No Planalto, eu não me lembro.

Muito poucos? Um ano depois – em que ele passou preso, ou seja, zero encontro – já fala até no “jeito Marcelo”, como quem evidentemente conhece bem o interlocutor? Estranho, no mínimo.

Mais ainda quando se leva em conta que ela simplesmente mentiu na primeira entrevista, pois recebeu sim o empreiteiro no Palácio da Alvorada, a residência oficial.

Situação complicada.

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