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1 de junho de 2011

Tchau, Palocci: PT cada vez menos enfático na defesa do ministro

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Foi noticiado hoje que a oposição, após duas semanas de tentativas, finalmente conseguiu aprovar requerimento para convocar o Pelé da Economia a falar na Comissão de Agricultura da Câmara. Ficou evidente que, apesar da gritaria de alguns governistas (que agora tentarão melar a decisão no “tapetão”), grande parte da bancada petista já dá sinais de que não pretende fazer muito esforço para tentar segurar o ministro no cargo – e alguns medalhões do partido já defendem abertamente sua saída. É o que informa a jornalista Vera Magalhães, da Folha de S. Paulo, no blog Presidente 40:

Se havia alguma dúvida sobre de que lado o PT estava na crise envolvendo Antonio Palocci, os últimos movimentos do partido trataram de dissipá-la.

O que era um abandono displiscente do partido em relação a seu ministro agora virou uma campanha aberta para derrubá-lo.

A bancada do PT sabia desde a véspera que a oposição armava o bote para convococar o ministro na Comissão de Agricultura da Câmara. E deixou o barco correr.

Este blog ouviu de um tucano e de um petista que não havia segredo sobre a estratégia. Deputados petistas faltaram à reunião da comissão de propósito.

Num movimento simultâneo, a bancada no Senado trata de colocar lenha na fogueira em que arde o ministro.

Eduardo Suplicy pode ser um “easy rider”. Mas a emergente Gleisi Hoffmann (PR) –que defendeu a saída de Palocci, como mostrou reportagem de Catia Seabra e Maria Clara Cabral na Folha desta quarta–  é mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Petistas agora lembram que Palocci nunca foi o preferido do partido para a Casa Civil, e que Paulo Bernardo nunca escondeu que tinha a expectativa de ser o ministro da pasta.

Na bancada do PT, hoje, só dois senadores defendem Palocci: Delcídio Amaral (MS) e Marta Suplicy (SP). O primeiro, inclusive, fará na quinta-feira um discurso em defesa do ministro.

Há os que não mostram de que lado estão, como Jorge Vianna (AC), e os que não escondem mais a defesa de que Palocci tem de se explicar –como Walter Pinheiro (BA)– ou tem de sair.

No bloco dos mais contrariados com o ministro estariam, além da senadora paranaense, José Pimentel (CE) e Wellington Dias (PI).

Diante da sanha petista para cima de Palocci, um conhecedor da maré na Casa aposta: “O PMDB vai ver isso e vai oferecer seu apoio sincero à Dilma, em troca dos cargos que tanto queria“.

(grifos nossos)

Comentário

A saga de Palocci no ministério vai se encaminhando para o mesmo fim que as dos dois ministros/consultores da foto que abre este post. A depender das prebendas oferecidas aos aliados e dos fatos novos que forem aparecendo na imprensa, sem uma figura de autoridade no Executivo para dar um “basta” e demitir o ministro que não consegue explicar como enriqueceu tanto tão rápido, a crise pode se arrastar por meses. Agora resta saber quanto tempo levará para Dilma, a gerente competente, perceber que, na prática, Palocci já caiu.

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2 Comentários

  1. João Costa2 de junho de 2011 às 12:01

    Pois é… enquanto isso o outro incompetente que ocupa o ministério da Fazenda, continua a perder a briga com a inflação. A situação do Palocci é, num certo sentido, bem conveniente à Dilma.

  2. Arthur2 de junho de 2011 às 01:12

    “Ele está demissionário”
    “Mas ele não vai me receber?!”

    Acho que o tico e teco da presidanta ainda estão presos nessas frases, agora, recontextualizadas.

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