Implicante

/ Blog

11 de abril de 2012

Trio Parada Dura: Dadá, Protógenes e Amaury

white 15 Trio Parada Dura: Dadá, Protógenes e AmauryKindle

protogenes1A Trio Parada Dura: Dadá, Protógenes e Amaury

Eis que “Dadá”, figura ligada a Carlinhos Cachoeira, aparece em várias ligações telefônicas com ninguém menos que Protógenes Queiroz, ex-delegado, atualmente respondendo a processo e exercendo mandato de deputado federal (chegou lá na esteira da votação recorde de Tiririca, um parlamentar mais sério).

O ex-delegado alega desconhecer tais diálogos. Sua memória é refrescada pelo estadão – vejam aqui, em meio ao texto principal, links para os áudios das conversas. Pronto, agora ele pode lembrar dos papos com Dadá. Mas se ainda assim ficar difícil, ok, ajudamos: ouçam tudo aqui.

Dado curioso: Protógenes foi quem tomou iniciativa de abrir uma CPI contra Cachoeira e agora OBRIGATORIAMENTE será ouvido, caso seja mesmo aberta, de modo que por óbvio não exercerá qualquer função nessa comissão.

Eis que surge Amaury, ex-cantor/compositor e indiciado pela PF por quatro crimes. O jornalista da TV Record, da IURD, menciona o glorioso Dadá muitas e muitas vezes no seu livro. Foi Idalberto (o nome real do cara) quem lhe passou informações sobre uma reportagem feita em Goiás que ele cita no início do livro para lembrar que já trabalhou como jornalista.

O glorioso Dadá aparece em muitos outros trechos interessantes, vejam só que maravilha (apenas alguns):

…retomei logo o contato com “Dadá”. Queria que ele apurasse dentro da comunidade de informações quem eram os agentes” – pág. 24

“Dadá recebeu a informação por meio do delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo das Graças Sousa” – pág. 25

“Pintado esse quadro, fui à Brasília procurar o ex‑sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o “Dadá”. Levei‑o ao “bunker” da QI‑05.”

“Dadá descreveu um cenário assustador, mostrando todos os furos na segurança. Aquilo que O Globo chamava de “bunker” só tinha de “bunker” o apelido.” – pág. 312 (os dois trechos)

“O dono da Lanza levantou a hipótese de ações de setores do próprio PT e falou claramente em Valdemir Garreta. Considerava‑se ameaçado, por causa dos recados transmitidos por um dos sócios de Garreta. Dadá não poderia fazer o serviço, mas tinha uma indicação a dar: a empresa de um ex‑ delegado da Polícia Federal, com estágio no FBI, especialista em contraespionagem, e que teria entre os seus clientes duas prefeituras do PT. Seu nome era Onézimo das Graças Sousa.”

“Com a casa bichada, marcou‑se no restaurante a conversa entre os três — eu, Dadá e Lanzetta — com o ex‑ delegado Sousa.”

“Sousa e Dadá chegaram juntos. Imediatamente, fomos para uma sala no fundo do restaurante.” – pág. 313 (os três trechos)

“No início de maio de 2010 retornei à Brasília para retomar as negociações com o pessoal da comunidade de informações. O ponto de encontro agora é a confeitaria Suíça Praline, local preferido de Dadá “por só ter velhinhos, o que não gera suspeitas”. No encontro, só estamos eu, Dadá e Sousa.” – pág. 315

Esse é Amaury! Não foram duas ou três conversas apenas, mas diversos encontros com Dadá. E quem é Dadá? Aqui, boas explicações. Sim, o mesmo Idalberto que, segundo Amury, prestou serviço ao “bunker” da pré-campanha do PT à Presidência. Vai vendo o naipe da coisa…

Aliás, convém conhecer também Onésimo, que esclareceu os motivos dessa turma gente boa estar toda reunida num encontro não exatamente público. Essa reportagem também é boa.

Ainda Protógenes
O ex-delegado foi o primeiro a fazer barulho em cima do “livro do Amaury”. O ex-delegado mantinha conversas (gravadas) com Dadá, que por sua vez atuou em parceria com Amaury e fez “varredura” no bunker da pré-campanha do PT. Não precisa desenhar, porque já está desenhado.

Eles que se expliquem na CPI, caso o congresso tenha mesmo coragem de abri-la (este site casa 20 no chão que, depois dessas bombas, o governo não toca isso adiante – no máximo, um joguinho de cena com aquela pizza massuda ao final).

De todo modo, boa sorte ao trio.

compartilhe

Tópicos , ,

7 Comentários

  1. Sandro P13 de abril de 2012 às 10:17

    Pô Gravata, não falei que a culpa era do Serra? huahuahuahuahuahua eu ainda morro disso….

  2. João 77BM12 de abril de 2012 às 17:44

    Só para esclarecer o pessoal do Implicante, o comentário abaixo é meu, já que, às vezes, tem mais gente com o mesmo nome, mas frequentemente só dizendo bobagem.

    “Nada, Gravz. Já colocaram o humberto costa para relatar – e, portnto, não relatar o que não lhes interessa. No mais, parabéns pela lembrança dos capangas.

    PS: falando em vídeo, e o falcão se fingindo de idiota?”

  3. João12 de abril de 2012 às 16:51

    Nada, Gravz. Já colocaram o humberto costa para relatar – e, portnto, não relatar o que não lhes interessa. No mais, parabéns pela lembrança dos capangas.

    PS: falando em vídeo, e o falcão se fingindo de idiota?

  4. L12 de abril de 2012 às 12:55

    Que maldade com os cantores do Trio Parada Dura….

  5. alexandre12 de abril de 2012 às 07:34

    Analisando a cobertura da mídia sobre o caso satiaghara e o caso privataria tucana, percebi um detalhe curioso : os denunciantes foram postos em dúvida desde o início e considerados “vilões”. o protógenes desde o início foi desqualificado. o dantas foi poupado. até concordo que o protógenes cometeu erros na investigação, mas alguns jornalistas desqualificaram o trabalho dele não por uma “preocupação republicana”. Mas sabemos qual era o verdadeiro motivo .
    No caso do Amaury, desde o início a grande imprensa tentou desqualificar o livro. Uma atitude completamente diferente quando há denúncias envolvendo petistas.
    Neste caso, o que temos de evidências é o envolvimento do protógenes e do amaury com um dos maiores arapongas de brasília, que é fonte da revista veja. Alguns veículos de informação vão notociar por motivos jornalísticos. Outros, para continuar o processo de desqualificação dos autores da denúncia. Sobre a desqualificação da denúncia, não conseguiram até agora.
    Sobre o caso Serra- Privataria Tucana, porque o candidato a prefeitura paulista até hoje não entrou na justiça contra o livro ? Será que o Sr Gravataí tem uma explicação para isso ?

    (Gravz: Quem investigou Protógenes foi a PF, a mesma PF que vocês dizem ser “do lula” ou “do PT” quando convém. Amaury foi indiciado pela MESMA PF, por quatro crimes, basicamente um ano antes de lançar seu “livro”. Não se trata de desqualificar, mas da própria POLÍCIA FEDERAL abrir inquéritos contra essas pessoas, com base em provas e fatos. Fatos, aliás, agora mais facilmente compreensíveis com o surgimento de Dadá e sua presença em ambientes justamente desses dois. Quanto ao processo, eu realmente não posso informar, não sou advogado dele. Mas seguramente processará, sim. Não entendo seu anseio por tal contenda, mas ok, se souber de algo informo numa boa. Btw, a PF já indiciou Amaury por quatro crimes – se você o queria tanto no banco dos réus, fica a dica para acompanhar o julgamento penal)

  6. Sandro P12 de abril de 2012 às 00:37

    Pô Gravata, por que fazer estas ilações todas. Com certeza o Alexandre tem explicações convincentes a respeito. Deve ser culpa do Serra!

  7. Júnior11 de abril de 2012 às 22:03

    Trio parada dura eu pensei que você o Gravataí Merengue, o Flávio Morgeniucriwgbeciwrgbcrbcirb e o Yashá Gallazzi, também conhecidos como Larry, Moe e Curly.

    (Gravz: Nada, é coisa com dinheiro público, mesmo. E, de fato, nós contribuintes pagamos de patetas rs Duro é militante que é feito de idiota e finge que não é idiota só por acreditar em quem trambica. Aí é caso patológico.)

Publicidade
Publicidade