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Velho truque: a esquerda brasileira começa a fingir que não apoia a ditadura da Venezuela

O método é antigo.

O caso mais famoso, sem dúvida alguma, é o de Stalin, mas há muitos outros ao longo da história. Funciona assim: a esquerda, de forma unânime, apoia determinado regime ditatorial, muitas vezes enaltecendo a figura do grande ditador.

Pelas tantas, por algum infortúnio de comunicação ou falha nas narrativas, ou ainda por ato deliberado de “rasgar fantasia”, fica de fato impossível negar o óbvio. E aí então começam a pular fora, mas é um “pulo” estratégico, apenas para não queimarem muito o próprio filme por aqui.

Sim, continuam apoiando o socialismo autoritário normalmente.

É exatamente isso que acontece agora com Nicolás Maduro. Era apoiado e aplaudido, mas as medidas recentes (nenhuma delas estranha à rotina mais corriqueira de outras ditaduras ainda enaltecidas pelos canhotos) fizeram com que não desse mais para disfarçar (não que estivessem conseguindo, também).

Praticamente fechou o Congresso e anunciou que não convocará eleições, pois não há oposição no país. E aí nossos esquerdistas começam a “tirar o time”, literalmente apagando o passado.

Bobagem. Todos eles continuam apoiando Cuba, por exemplo, onde não há partido de oposição nem tampouco o Congresso tem poder de passar por cima das ordens do governo autoritário.

Nem deveriam fazer esse teatro mocorongo por conta da Venezuela. Porque não enganou ninguém.

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