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Por que a esquerda gosta tanto de assassinos?

O coletivismo da esquerda ignora vidas humanas como a de Victor Hugo Deppman. Mas pessoas como Sakamoto se consideram defensoras dos direitos humanos.

Victor Hugo Deppman

Seja a vida o que for, deve-se lutar para mantê-la, já que a Natureza ainda é a grande Deusa que dita regras sem um SAC – ou sem um que funcione. Se a política é a arte de conviver, a única questão política que importa é evitar que agressões ocorram, sobretudo a Grande Agressão chamada assassinato, que põe fim a uma vida que ainda tinha toda a potencialidade de muitos anos antes de atender ao Grande Chamado da Natureza (não se refere aqui a ir ao banheiro).

Todas as outras preocupações políticas são absolutamente nulas perto da capacidade de fazer com que as pessoas continuem vivas. Transporte, previdência, infra-estrutura – até impostos. Tudo evanesce diante da segurança. Diante da possibilidade de não se voltar para casa, até mesmo ter uma casa se torna uma preocupação praticamente inútil.

Ao contrário do que se macaqueia por aí, não é com educação que se muda um povo. Antes de tudo, é preciso manter o povo vivo. E é a segurança que permite educação futura – o contrário é mera conjectura.

Um Estado, um ente de dominação, coerção e monopólio da violência que reine sobre um dado território, deve garantir segurança, ou não tem razão alguma de existir – afinal, a anarquia tem apenas a violência sem conseqüências para o agressor violento como diferença em relação à sociedade sob jugo de um Estado.

Como é possível ver tantas pessoas preocupadas com pastores, casamento gay, nivelamento salarial obrigatório entre gêneros, flexões gramaticais, proibições de substâncias, arranjos trabalhistas contraditórios ou atrelamento de investimento do sistema de ensino ao PIB, se podemos não estar vivos daqui a 12 horas para vermos nosso próprio Paraíso na Terra?

Por que se preocupam tanto com essas ninharias, e não há um muxoxo quando pessoas são assassinadas organizado por atores globais cujas opiniões políticas não merecem mais respeito do que as opiniões de Robert Nozick sobre a escalação da Portuguesa, nem por músicos que só merecem tal título por comparação? Por que no máximo pedem “paz” de branco e atacam armas, ao invés de atacar os motivos da violência, como a impunidade – o mesmo que a barbárie anárquica, mas dentro de um Estado que toma 40% de nosso dinheiro sob alguma justificativa inútil, se não nos mantém vivos?

É, no mínimo, demonstração de psicopatia ver tanta preocupação de certas ideologias políticas com mil obrigações que querem passar aos outros via coerção estatal (sobretudo a mais sensível de todas: proibir que outras pessoas não gostem desses alumiados seres humanos), mas nenhum deles se vista de preto com uma caveira no peito pedindo punição rigorosa quando alguém morre sem reagir depois de ter um celular de R$ 100 roubado.

E quando você demonstra preocupação com segurança e quer acabar com a atuação do Estado fora de sua única esfera universalmente aceitável, te associam imediatamente com o totalitarismo fascista.

Logo ELES.

Assassinos e “Direitos Humanos”: Loucura e Método

“A loucura é rara nos indivíduos – mas é a regra nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas.”
— Friedrich Nietzsche

Victor Hugo Deppman, universitário, foi assaltado essa semana ao chegar em casa no Belém, bairro de periferia em São Paulo. Mesmo entregando o celular de R$ 100 sem reagir, foi assassinado com um tiro na cabeça por um “menor” de 17 anos, poucas horas antes de completar 18.

Uma pessoa normal, livre de doenças mentais, incapacidade de compreensão da realidade ou da doença perigosíssima chamada ideologia, se chocaria abissalmente com a tragédia.

velorio_victor_hugoTodavia, a compreensão do sentimento alheio – algo como a capacidade de se colocar no lugar do outro como pressentia Martin Buber, ou ao menos de compreender o sentimento de outro ser humano com identidade em relação ao seu próprio sentimento, tornando-os ambos semelhantes (o que se reconhece como “humanidade”) – é completamente apagada de pessoas com uma ideologia – um grupo, um partido, um “povo” ou uma “época” a defender (como fazem os “progressistas” hoje, medindo os preconceitos e os caprichos e macaqueações do presente como única medida axiológica possível para se buscar valor no passado ou no futuro).

Por mais que essas pessoas continuem saudáveis, quando se trata de discutir idéias, agem com o mesmo raciocínio dos maiores psicopatas da história. Não é de surpreender, portanto, que ideologias que declarem defender grupos, partidos, povos e épocas sejam, inevitavelmente, sem um único exemplo contrário, uma fábrica de genocidas, dos piores que a humanidade já conheceu (até pessoas normais, no comando de um “Partido do Povo”, seja o Partido Bolchevique ou do “Povo Trabalhador Alemão”, inevitavelmente se tornam dementes que tratam outros seres humanos, na melhor das hipóteses, como gado).

De forma que não foi surpreendente, após um assassinato que chocou o país inteiro, não encontrar um único comentário de lamento à morte de um ser humano nos blogs e comentários de formadores de opinião tão preocupados com o futuro dos pobres como se auto-proclama a esquerda (o Belém não é um bairro rico, por sinal a Fundação CASA, ex-Febem, fica exatamente ali), com benesses aos universitários, com prazeres juvenis (como sexualidade e liberação das drogas).

Por trás de um discurso de amor ao próximo, apaga-se justamente a humanidade que só é reconhecível de um indivíduo a outro indivíduo, e se perde qualquer apreço à vida humana individual dissolvida num coletivismo que só enxerga massas de manobra eleitoral que precisam ser protegidas sob a tutela do Estado (agora esvaziado justamente da única função que qualquer filósofo competente que conhece a anatomia do Estado pode encontrar tal entidade).

Não é de se estranhar, portanto, ver que Leonardo Sakamoto, um de nossos ídolos, um verdadeiro manual de como não pensar, só tenha escrito suas linhas eivadas de humanismo não graças a um assassinato, mas sim quando os sentimentos humanos de compaixão (sentido etimológico: sofrer com), sentimentos de dignidade e preocupação com a vida humana de uma parcela da população reagiram da maneira mais branda que poderia reagir: pedindo, pela trocentésima vez, a redução da “maioridade penal” que vigora no Brasil, que impede que se puna os maiores crimes (mesmo estupro ou latrocínio) se o criminoso for menor de 18 anos.

Sakamoto afirmou: “Completar 18 anos não é uma coisa mágica, não significa que as pessoas já estão formadas e prontas para tudo ao apagarem as 18 velinhas.” É mesmo? Então quando se deve começar a considerar uma pessoa responsável por seus atos? Aos 21? Aos 30, como quer Manoela D’Ávila? Nunca? Ou talvez Sakamoto acredite que se deva punir alguém só quando essa pessoa é “classe média”, no estranho linguajar certificado pelo IBGE que dominou nossa esquerda? A propósito, o assassino  de Victor Hugo cometeu o crime horas antes de completar 18 anos, mas ainda é considerado “menor”, ganhando todas as benesses por isso. Por que não então abolir a idade como padrão para a “maioridade penal”, e sim a consciência, que eu já tinha antes dos 10 anos?

O coletivismo, a ideologia que pretende dissolver (mesmo violentamente) indivíduos na massa “coletiva”, não disfarça seus contornos quando Sakamoto justifica que a imputabilidade – e a proteção estatal – devem existir “por necessidade individual e incapacidade coletiva de garantir que essa preparação ocorra de forma protegida”. Ora, a “necessidade individual” é válida para pedir coisas do Estado, então? Onde está meu mensalão? E por que assassinos, estupradores, líderes de quadrilhas e demais psicopatas devem ser “preparados” para a vida adulta de maneira “protegida”, se já agem como adultos para acabar com vidas alheias?! Ou estupro e latrocínio são coisas de criança?!

É Sakamoto quem conclui de com lapsus linguae: “Enfim, se tornam adultos sem ter base para isso.” Quod erat demonstrandum, sr. Sakamoto.

É o risco que se corre ao se ler algo de Sakamoto e de toda a esquerda: utilizam uma linguagem cuidadosa, preparada com fins específicos, para vender a totalização da sociedade sob o Estado, com uma gramática e uma terminologia tão próprias, com valores já auto-determinados, que qualquer crítica parece (paradoxalmente) radicalismo. É mesmo difícil para alguém contaminado pela esquerda escapar da gaiola conceitual e descobrir como tratar da realidade, e não de um fantasma dela travestido de conceitos dóceis.

A inversão de prioridades e o desprezo pela vida humana são atirados cruelmente à tela no texto sakamotiano: “Na prática, o Estado e a sociedade falham retumbantemente em garantir que o Estatuto da Criança e do Adolescente ou mesmo a Constituicão Federal sejam cumpridos.” Ora, a preocupação de Sakamoto deveria ser com uma vida humana que nunca mais será vista, com um corpo que teve de ser enterrado pelos pais, com um sorriso que não estará mais entre os amigos, ou com as “falhas do ECA”, que não garantem “preparação de forma protegida” para que pobres guris de 17 anos roubem e matem por um celular sem terem punição além de 1 único ano numa colônia corretora? Ademais, se o Estado é assim tão ineficiente, por que lhe atribuir mais funções do que o filosoficamente justificável?!

prisões_paraíso_esquerdistaAqui cabe um parêntese. Quando Yoani Sánchez veio ao Brasil, um grupo de defensores da liberdade bradava contra os apoiadores de ditadura, que queriam impedir a blogueira cubana de falar, com um coro: “Protestar, mas que bacana! Eu quero ver fazer isso em Havana!”. Foram respondidos pelos apoiadores da ditadura que matou 100 mil pessoas (a ditadura militar brasileira não matou muito mais do que 400 militantes) com: “Ô playboyzada (sic), mas que bacana! Ninguém passa fome em Havana!” – Nenhuma réplica ao fato de que na capital cubana é impossível protestar contra o governo que te impede de circular livremente e ter opiniões próprias (o coletivismo engolindo o individualismo). Ora, se dar um pouco (um pouco) de comida à população é justificativa para poder reprimi-la, impedir seu livre trânsito e ser aplaudido internacionalmente, qualquer cadeia é o paraíso esquerdista. Não é exatamente o que se tem lá em troca de almoço e janta?

Sakamoto obtempera: “O que fazer com um jovem que ceifa a vida de outro, afinal?” O que espera que seu leitor faça é não ter uma resposta, diante de uma chuva de incoerências e juízos moralistas que apenas se preocupam com o assassino, sem um esgar por quem acabou de perder sua vida dolorosamente. Na verdade, dá para sugerir muitas coisas do que fazer com um homicida. Se “a Fundação Casa, do jeito que ela está, não reintegra, apenas destrói”, que tal uma campanha nacional para arrancar as nozes dos homicidas? Uma vida humana por duas nozes parece um preço minúsculo a se pagar.

Marcel Freitas, no Facebook, propôs algo distinto da coerção estatal, que talvez gerasse uma resposta curiosa: por que não ADOTAR UM MENOR INFRATOR, então? Gostaria de saber se Sakamoto adotaria o assassino de Victor Hugo Deppman, se Túlio Vianna e Marilene Felinto adotariam o estuprador, seqüestrador e assassino Champinha, se também afirmam que ele é apenas uma vítima do termo coletivista “sociedade” – se é que estes humanistas estão mesmo preocupados em cuidar desses anjinhos que não conseguem ter uma “preparação para a vida adulta de forma protegida”.

Sakamoto culpa e inquere: “A resposta para isso não é fácil. Mas dói chegar à conclusão de que, se um jovem aperta um gatilho, fomos nós que levamos a arma até ele e a carregamos. Então, qual o quinhão de responsabilidade dele? E qual o nosso?” Bom, se dói a Sakamoto chegar à conclusão de que ele tem responsabilidade e culpa por um assassinato, a dor é só dele. Dele e de toda a esquerda, que, desde “Capitães da Areia” de Jorge Amado até Tropa de Elite 2 culpa “o sistema” por ações humanas feitas por humanos (essa entidade tão desconhecida do linguajar “social”), enaltecendo a delinqüência e mesmo a agressão e o assassinato como algo que precisa ser feito “de forma protegida”.

Qual a responsabilidade do Sakamoto e de sua turma? A ele “dói chegar à conclusão de que (…) fomos nós que levamos a arma até ele e a carregamos” (certamente, esse “nós” é corretamente entendido como “nós de esquerda e nossos cupinchas”). Qual a minha responsabilidade nisso? Zero.

Já sobre a punição, certamente o principal freio às ações de agressão a outro ser humano (do contrário, bandidos não planejariam seus crimes, não se preocupariam em se defender nem só atacariam de tocaia, o que faz com que os pobres sejam uma vítima muito mais potencial da violência urbana do que os ricos), Sakamoto dispara (sem trocadilho): “O certo é que ele [o assassino] irá levar isso a vida inteira – o que não é pouco – e nunca mais será o mesmo, para bem ou para mal”.

Victor Hugo Deppman enterroMas não me diga, Saka! Agora, um informe surpreendente a você e seus leitores coletivistas: sabe aquele jovem que foi assassinado, que gerou toda a punição de até 3 anos para esse “menor infrator”? Então, ele não só também levará isso para a vida inteira – ele sequer vida possui mais, cara!! Sabe o que é isso?! Não, nem queira saber. Isso parece que é um acidente da vida com o qual seus parentes “classe média” devem lidar e pronto, né? Qual foi o momento de preocupação com a dor de alguém que viu seu filho morrer por um motivo imbecil? Qual a preocupação com que o assassinato, e não a punição ao assassinato, ocorra novamente?!

Com o coletivismo mais brutal, inumano e insensível a assassinatos já visto, Sakamoto inculpa: “a sociedade quer realmente lidar com eles ou prefere jogá-los para baixo do tapete, escondendo os erros que, ao longo do tempo, ela mesma cometeu?”

Ora, mas que erro alguém aí cometeu?! “Ostentação”, como quando Sakamoto quis punir este “crime”?! (é engraçado ver um texto tão platiforme, mas dolorosamente trágico ver sua teoria tomar forma prática)

O erro maior do coletivismo não é nem ignorar o indivíduo, é uma falha de representação: tal como Alfred N. Whitehead já havia mostrado a impossibilidade da determinar se alguém é “proletário” ou “burguês”, a não ser por auto-declaração (como se faz com as cotas), o conceito “sociedade”, como Sakamoto e a esquerda utilizam, não representa a totalidade de pessoas humanas vivendo em determinado lugar (por isso a preocupação de Terry Eagleton com a cultura, ao inves de uma macaqueação conceitual, o torna um dos esquerdistas vivos de maior valor). O mesmo se dá com a maioria dos conceitos abstratos tão caros à verborragia esquerdista, como “Estado”, “classe média/burguesia” etc.

Ora, isso já fora demonstrado pelo helenista (comunista roxo) J. P. Vernant, em seu ensaio O Buraco Negro do Comunismo: a decisão da “assembléia” de um partido não representa sequer a maior parte dos votos do tal partido. Um sistema de representação de uma “classe” aponta para um conceito abstrato (como “sociedade”, ainda sendo inculpada) sem se atentar para nada do que agente humano nenhum dessa mesma sociedade tenha feito, decidido, pensado, discutido, opinado (não é à toa que o magnum opus de Ludwig von Mises, um dos maiores opositores do comuno-fascismo e demonstrador dos erros de seu caráter coletivista, se chame Ação Humana). Quem ganha a discussão é o ente com maior poder (estatal), que diz que mais representa um coletivo, sem sequer consultá-lo.

Dissolvidos os indivíduos nessa maçaroca que serve apenas a discursos lobotomizados (e lobotomizantes), as causas de suas ações são automaticamente dissociadas (apenas em discurso, claro) de suas conseqüências. O assassino não é mais assassino, todas as pessoas são julgadas apenas pela “classe social” da qual ela, supostamente, faz parte. Tudo vira matéria para ser discutida e trabalhada tão somente pela força do Estado – que deve ser aparelhado inteiramente, claro, pelos comparsas coletivistas.

É desta forma que Sakamoto pode tanto defender a “proteção” estatal, sob auspícios dos “direitos humanos”, ignorando completamente as únicas ações que justificam até mesmo a existência do Estado perante a barbárie: uma maior capacidade de fazer com que as pessoas continuem vivendo. Entre os “direitos humanos” arrolados por Sakamoto, inexiste o direito humano de continuar vivo sem ser agredido.

Victor Hugo Deppman velórioTambém é dessa maneira que toda a esquerda brasileira justifica assassinos (tanto os genocidas do setor público que vão de Fidel Castro e Hugo Chávez até Mahmoud Ahmadinejad e Muammar Kadafi, quanto os do setor privado) e vota em partidos que aparelham o Estado, o agigantam e o tornam dominante na vida e no bolso da população, mas não fazem um muxoxo de reação humana a respeito de este mesmo partido ter dominado o Estado, tirado as armas da população e outras atitudes de agressão ao indivíduo, culimando nos homicídios em uma década terem chegado a praticamente 50 mil por ano. Nenhuma guerra no mundo mata tantas pessoas e, System of a Down à parte, quem mais morre são, obviamente, pobres. Nenhuminha das pessoas que tanto criticaram Bush pela guerra do Iraque (a guerra em que mais se gastou na história para evitar mortes de população civil) deu um pio contra o governo petista por isso.

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Alguém viu algum ator global reclamando disso como reclamam do Feliciano e de causas extremamente secundárias como casamento gay? Ou só fazem marchas de camiseta branca pedindo “paz” (outro conceito coletivista, já que nenhum assassino vai dar bola para isso)? Alguém conseguiu unir causa (impunidade, sistema penal frouxo e achatado, proteção até de celebridades à inconseqüência, tratamento de assassinos como crianças) à conseqüência (o Brasil já é o pais em que mais se mata no mundo)?

Crimes chocantes deveriam mudar leis, afinal, as leis devem servir para evitá-los, com a população exigindo que legisladores criem leis que impeçam isso. Reagiu-se ao assassinato brutalíssimo de Liana Friedenbach e Felipe Caffé assim. Reagiu-se ao menino João Hélio ser arrastado por “menores” (sem “preparação de forma protegida”) nas ruas do Rio assim. De Jorge e Maria Bouchabki até Glauco a população reagiu assim. Nenhuma mudança foi feita no Código Penal, e os crimes apenas aumentaram. Aí Sakamoto talvez consiga uma pista de onde encontrar a culpa: justamente naquilo que ele defende – o statu quo que causa o maior número de mortes do mundo.

É o que faz com que hoje tenhamos o “cadáver com marca social”, segundo cirúrgica definição de Reinaldo Azevedo, mostrando que “há dois grupos de vítimas de homicídio no Brasil: o dos mortos sem pedigree, para os quais ninguém dá bola (e são a esmagadora maioria), e a dos mortos com pedigree, com certificado de autenticidade social. (…) Os cadáveres dos brasileiros do presente podem esperar. São cadáveres sem pedigree.”

Essa tal “sociedade” é culpada de tantos assassinatos que deveríamos acabar com ela até o último ser humano por um futuro melhor.

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