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2 dias depois do impeachment, Congresso aprova lei flexibilizando créditos suplementares

Antes limitados a 10%, agora podem chegar ao dobro. Mas calma: quem elaborou isso foi a própria Dilma, não Temer!

O Brasil é um país complexo e um tanto bisonho. Exatamente DOIS DIAS depois do impeachment de Dilma Rousseff, que por acaso já se deu de maneira um tanto heterodoxa (com a maluquice de fragmentar os julgamentos e “fatiar” eventuais penas), agora mais essa.

Eis que nosso glorioso Congresso Nacional sanciona uma lei flexibilizando justamente os créditos suplementares. Um troço absurdo, para dizer o mínimo, sem contar o ‘timing’ pitoresco. É esse tipo de atitude que engrossa o coro (ilegítimo) dos que falam em “golpe”.

Antes limitados a 10%, agora podem chegar a 20%, mediante cancelamento de outra despesa.

Mas calma! Quem elaborou isso foi a própria Dilma Rousseff, porém só agora foi aprovado. E, não, isso não serviria para absolvê-la, pois trata especificamente do Orçamento de 2016 (ela foi condenada pelo havido no de 2015), mas ainda assim é absurdo que aprovem algo do tipo, especialmente agora. E é claro que isso NÃO ENVOLVE AS PEDALADAS, que consistem em operação de crédito com banco público do próprio governo.

Natural que o novo governo precise de um orçamento menos “engessado”, já que herdou essa bucha toda, mas o momento pede cautela na aprovação de medidas desse tipo, não o exato oposto.

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