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2011 termina sem a punição dos ministros denunciados por corrupção

Poderíamos começar o ano com notícias amenas, desejos de um ótimo 2012 e tal. Mas como o nome do nosso site é IMPLICANTE e não AMIGOS DO (A) PRESIDENTE (A), deixamos de lado os saudações protocolares e iniciamos 2012 relembrando o ano de 2011.

Como primeiro post, recordaremos as SEIS demissões ministeriais ocorridas no primeiro ano da gestão Dilma Rousseff. Leiam o que informa a edição de hoje (3) da Folha de São Paulo:

Que fim levou?

Nenhum dos 6 ministros demitidos por Dilma após suspeita de irregularidades chegou a ser punido

A perda do cargo foi, até agora, a única punição sofrida pelos ministros demitidos por suspeita de corrupção em 2010. A incômoda marca do primeiro ano do governo Dilma Rousseff é de uma queda na Esplanada dos Ministérios a cada dois meses.

Todos eles voltaram a ter rotina normal enquanto aguardam a conclusão de inquéritos e outras investigações preliminares.

Nenhum dos ministros demitidos chegou a ser processado por corrupção ou improbidade administrativa.

Primeiro da série que ficou conhecida como “faxina”, Antonio Palocci (Casa Civil) era o ministro mais poderoso do governo Dilma até junho.

Saiu por conta de negócios mal explicados em sua consultoria, a Projeto, em caso revelado pela Folha. Isso não impediu o petista de, em seguida, reabrir a empresa que o derrubou.

NO CONGRESSO

Dois dos ministros não ficaram de mãos vazias: deixaram suas respectivas pastas, mas voltaram às suas cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Alfredo Nascimento (PR), ex-ministro dos Transportes, deixou a pasta em julho e ainda levou ao seu gabinete no Senado parte dos assessores que também foram alvo das demissões na pasta.

Pedro Novais (PMDB), que comandou o Ministério do Turismo até setembro, voltou para a Câmara.

Em comum entre Novais e Nascimento está a não apresentação de qualquer projeto de lei ou requerimento no retorno ao Legislativo. O peemedebista nem sequer chegou a discursar.

Dos seis ministros demitidos após suspeitas de envolvimento em irregularidades, só Carlos Lupi (PDT), último a perder o cargo, em dezembro, não é alvo de inquérito.

O caso mais avançado é o de Orlando Silva (PC do B), que deixou o Ministério do Esporte em outubro. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Orlando e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que o antecedeu no cargo.

Link da notícia (para assinantes)

Num país onde a discordância aos poucos vai sendo criminalizada, e os escolhidos para representar a parcela da população que não concorda com o governo federal sucumbem às facilidades da situação, é quase um DEVER marcar posição e relembrar os desmandos cometidos diariamente por aqueles que já estão há 9 anos no poder, e que deveriam zelar por nosso patrimônio.
A despeito das críticas e informações pouco auspiciosas que publiquemos, desejamos um grande 2012 a todos aqueles que respeitam as divergências e sabem que a pluralidade de fato se conquista, jamais se compra.

Obrigado pela visita permanente.

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