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3 momentos cara-de-pau da entrevista de Dilma

Diz que “demorou” pra perceber uma crise criada por ela própria (e escondida em campanha), que vai cortar ministérios (sem dizer quais ou quais cargos) e que foi surpreendida pela corrupção (brotada no setor do qual ela cuidava e na empresa da qual ela foi presidente do conselho e com delações envolvendo suas campanhas eleitorais).

Foto: Ivan Sekretarev/EFE

Foto: Ivan Sekretarev/EFE

Dilma Rousseff concedeu ontem uma entrevista a três grandes jornais, os maiores do país: Estadão, O Globo e Folha. Mas o que se viu foi uma exibição que bateu todos os recordes de cara-de-pau. Vejamos apenas três pontos:

Crise
O que ela disse:

“Fico pensando o que é que podia ser que eu errei. Em ter demorado tanto para perceber que a situação podia ser mais grave do que imaginávamos. E, portanto, talvez, nós tivéssemos de ter começado a fazer uma inflexão antes”

O que de fato houve: a crise não nasceu do nada, mas sim surgiu de uma política econômica desastrosa e incompetente da própria Dilma.

Durante a campanha eleitoral, ela negou que houvesse qualquer crise, mas já havia, e já praticava as pedaladas fiscais para maquiar as contas públicas. Não houve surpresa alguma, todos sabemos disso, o que há é falta de vergonha na cara para assumir os erros de verdade, não tratando um desastre desse tipo como quase um “fenômeno da natureza”.

Reforma Ministerial
O que ela disse:

“Vamos passar todos os ministérios a limpo”

O que de fato houve: o “corte” foi anunciado sem que de fato anunciassem quais ministérios serão cortados.

É uma mistura de incompetência e falta de credibilidade (ou seja: retrato desse governo). Quais pastas serão cortadas? Quais cargos serão cortados? Qual o valor total desses cortes? Não há resposta. E é incrível que ninguém cobre dela uma resposta objetiva.

Corrupção
O que ela disse:

Perguntada se foi “completamente surpreendida”, respondeu: “Fui. Acho, e lamento profundamente”

O que de fato houve: a Operação Lava Jato nasceu da investigação da Petrobras, empresa cujo Conselho de Administração foi presidido pela própria Dilma quando tudo isso começou a acontecer.

Se ela foi mesmo surpreendida, então é inequívoco que seja incompetente ao extremo. Ponto. Mas é pior: ministros de seu governo são acusados em delações premiadas e, em resposta, em vez da “completa surpresa” ela diz não respeitar delator (e manteve os ministros no cargo!). Fora, claro, os rastros de propina em sua campanha.

Enfim…
É muita cara-de-pau. Chega a ser inacreditável. Se essa era a entrevista feita para “acalmar” os ânimos, vale dizer que teve o mesmo efeito exatamente oposto. Dilma já perdeu todas as mínimas condições de estar no cargo. Precisa sair.

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