Blog

A baixa mortalidade infantil em Cuba só é possível em decorrência do alto número de abortos

Mas tudo é mascarado como “regulação do ciclo menstrual”

No Brasil, para cada mil crianças nascida, quinze morrem antes do primeiro ano de vida. Em Cuba, no entanto, esse número não passa de quatro. Como uma ditadura socialista consegue números tão melhores do que a democracia brasileira? Duda Teixeira, em coluna para a Veja, explica: porque uma considerável parte delas nem chega a nascer.

O aborto, descriminalizado em 1936, foi legalizado em 1965, já sob os cuidados dos comunistas cubanos. Mais do que isso, ele é incentivado por uma política de Estado, que, buscando números para propagandear sua medicina, estimula o procedimento ao primeiro sinal de anomalia na gravidez ou malformação fetal.

Mas, como não é possível confiar numa ditadura, tudo é mascarado. Na ficha médica, os casos são relatados como “regulação do ciclo menstrual”. Três em cada quatro adolescentes que engravidam em Cuba encurtam a gestão com um aborto. Não à toa, a população da ilha vem reduzindo e pode daqui a meio século chegar a um terço do que é hoje.

Estima-se que 4 milhões de abortos foram realizados pelo governo até o momento.

To Top