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A “cartilha gay” do Itamaraty e a descarada má-fé da militância de esquerda

Que o jogo seria pesado, todos sabíamos, mas o pessoal está de fato exagerando.

LGBTT - bandeira - cartilha gay - Itamaraty

Funciona assim: a imprensa divulga algum fato referente ao governo federal e, como Michel Temer agora é o titular, os militantes esquerdistas atacam tudo que é noticiado (uma novidade para eles diante do comportamento que mantiveram nos últimos 13 anos).

Nisso, é claro, entram medidas do governo anterior (como o corte da Farmácia Popular, já comentado aqui), além de algumas outras ações transmitidas de forma enviesada.

A bola da vez é a “cartilha gay” do Itamaraty. Segundo noticiado, o Ministério das Relações Exteriores preparou documento orientando funcionários homossexuais a terem “discrição”. A turma de sempre, como sói, fez um fordunço com isso.

Eles bradaram que seria medida “fascista”, mais uma prova do “fundamentalismo religioso” ora instalado em nosso país, e foram daí para baixo. Nem mesmo se atreveram a ler toda a matéria que eles próprios divulgavam fingindo tal escândalo.  Claro que a falsa escandalização se acentua pelo fato de a pasta estar agora sob José Serra, que acabou com a subserviência aos bolivarianos, que vigorava havia anos (para desespero desses militantes, mas com direito a aplausos de todos os demais).

Mas vamos por partes quanto à tal cartilha. Em primeiro lugar, ela foi preparada durante a gestão de Dilma Rousseff e está sendo finalizada agora. São 18 capítulos e, pelo óbvio do óbvio, não foram redigidos em dois dias.

O segundo ponto é ainda mais inquietante e diz muito sobre quem simula revolta: tal documento é voltado a funcionários que trabalham nos países onde SER GAY PODE CAUSAR A MORTE. Isso mesmo: há nações que MATAM os homossexuais. A esquerda não gosta de falar muito a esse respeito, porque invariavelmente são governos antiamericanos e, como tais, aliados do esquerdismo.

Desse modo, preferem culpar a cartilha que foi elaborada para, entre outras coisas, SALVAR A VIDA dos homossexuais.

A guerra de informação, portanto, chegou a esse ponto. Pegam um documento elaborado na gestão anterior, criado para evitar a morte de gays e lésbicas, e tratam como se fosse algo CONTRA os homossexuais.

Escandaloso é que, por conta da orientação sexual, pessoas sejam mortas em países que NUNCA são atacados por esses mesmos esquerdistas. Porque, para eles, primeiro vem a bandeira ideológica e só depois – bem depois – a efetiva preocupação com a integridade física ou mesmo a vida dos indivíduos gays.

Enfim, esse parece ser apenas o começo da já sujíssima guerra de informação. Eles não vão parar e a tendência é que façam ainda pior.

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