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A guerra contra a Lava Jato

sergio moroA reportagem da edição desta semana da revista Veja relata em detalhes a mais nova tentativa de anular a Operação Lava Jato: tentam provar que escutas clandestinas foram instaladas nas salas de inquérito.

A história está ganhando novos contornos. ProcuradoreS da Lava Jato divulgaram neste domingo uma nota a respeito. Leiam sobre ela neste post de Fausto Macedo para o Estadão:

Os investigadores identificaram o que chamam de ‘farto mercado de compra de dossiês’. Uma das investigações em andamento mira esses dossiês contra autoridades públicas encarregadas das investigações, e sua autoria.

“A Força-Tarefa do Ministério Público Federal no caso Lava Jato, diante das notícias publicadas na imprensa nacional (…) sobre o encontro de equipamentos eletrônicos na sede da Superintendência da Polícia Federal no Paraná, vem reiterar que as investigações na denominada ‘Operação Lava Jato’ são lícitas e livres de qualquer nulidade”, informa nota, divulgada neste domingo, 17.

Uma escuta clandestina encontrada no segundo andar da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba – sede das investigações da Operação Lava Jato -, há cinco dias e um depoimento do agente da PF Dalmey Fernando Werlang, tornado público na mesma semana, reforçaram as suspeitas dos investigadores.

Os editores de O Antagonista  explicam de forma mais sucinta:

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato suspeitam que investigações da PF estão colhendo informações com “conclusões preordenadas” para tentar “criar falsas nulidades” nos processos. Segundo o Estadão, o objetivo é tirar o controle dos inquéritos dos delegados da Superintendência da PF em Curitiba.

Os nove procuradores assinaram nota pública dizendo que “acompanham de perto” o trabalho da Corregedoria da PF em Brasília para averiguar se havia escutas ilegais na cela de Alberto Youssef. A força-tarefa identificou “farto mercado de compra de dossiês”.

Em outro post eles deixam as coisas ainda mais claras:

Como se pode ler no post interior, está em curso uma manibra para conferir aparência de ilegalidade às investigações da Operação Lava Jato.

A manobra é conduzida pela banda podre da Polícia Federal, aquela mesma que atacou o procurador-geral Rodrigo Janot, deu entrevista a telejornais — e foi denunciada, aqui, na série de posts “A guerra suja da PF”.

A manobra é coordenada. Dela fazem parte a banda podre da PF, o governo do PT e advogados de defesa de empreiteiros que, além de atuar nos bastidores, atacam publicamente o juiz Sergio Moro.

É preciso que a sociedade e os políticos de bem, os que restam, repudiem imediatamente esse ataque à Justiça.

Esta não é, certamente, a primeira tentativa de atacar a Lava Jato e impedir novas descobertas mas é, certamente, a mais sofisticada. O desespero com os últimos avanços da Operação nos dão a dica de que grandes revelações estão por vir.

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